Mais do que um limite, a criança autista precisa de clareza, previsibilidade e explicação. Isso não significa deixar de dizer “não”, mas sim transformar essa negativa em um espaço de aprendizado, segurança e acolhimento.
1. A falta de explicação gera ansiedade
Crianças autistas tendem a ter maior necessidade de compreender a lógica das situações. Quando o adulto não explica, cria-se um vazio que pode aumentar a ansiedade e até provocar crises. Uma simples justificativa como “Não podemos correr agora porque a rua é perigosa” transmite segurança.
2. A previsibilidade é essencial
O autismo está diretamente ligado à importância da rotina e da antecipação do que vai acontecer. Ao explicar o motivo do “não”, o adulto ajuda a criança a entender os limites como parte de um contexto e não como arbitrariedade. Assim, ela aprende a prever consequências e se sente mais estável.
3. O “não” pode se tornar aprendizado
Um “não” vazio fecha a conversa. Já um “não” acompanhado de explicação abre espaço para ensino de valores, regras sociais e habilidades de convivência. Por exemplo: “Não podemos gritar dentro do ônibus, mas podemos cantar quando chegarmos em casa.” Aqui, além da negativa, há uma alternativa positiva.
4. Respeito à comunicação e ao desenvolvimento
A criança autista pode ter dificuldades na compreensão de pistas sociais e nuances implícitas. Portanto, respostas vagas reforçam barreiras. Ser claro e objetivo, respeitando seu ritmo de entendimento, é também uma forma de inclusão e respeito à sua forma de perceber o mundo.
5. Fortalecimento do vínculo afetivo
Quando um adulto se dispõe a explicar e dialogar, a criança percebe cuidado, acolhimento e valorização de sua necessidade de compreender. Isso reforça a confiança no adulto e torna o vínculo mais sólido, algo essencial para a relação entre família, educadores e a criança.
Conclusão
Dizer “não porque não” pode parecer prático no momento, mas compromete a construção de confiança, aprendizagem e segurança da criança autista. O caminho do respeito e da explicação é mais longo, porém infinitamente mais rico. Cada “não” explicado é também uma oportunidade de educar com amor e inclusão.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
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