Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Lançada a Rede Global de Notícias sobre Deficiência

A Rede Global de Notícias sobre Deficiência (The Global Disability News Network – TGDNN) foi lançada mundialmente em 20 de janeiro de 2026 para fazer jornalismo acessível, produzido pela comunidade de pessoas com deficiência de todo mundo.

A Aliança Global para a Deficiência na Mídia e no Entretenimento (GADIM) anunciou o lançamento da Rede Global de Notícias sobre Deficiência (TGDNN), disponível no site GlobalDisabilityNews.org.

A TGDNN é uma plataforma colaborativa,produzida pela comunidade de pessoas com deficiência, dedicada a noticiar os assuntos mais importantes para a comunidade global de pessoa.

Colaboração: Jonas Renan



sexta-feira, 6 de junho de 2025

Força e música: Chico Buarque passa por cirurgia cerebral e emociona fãs

O cantor e compositor Chico Buarque, de 80 anos, foi submetido a uma cirurgia no crânio na última terça-feira, 3 de junho de 2025, no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro. O procedimento visou tratar um quadro de hidrocefalia de pressão normal, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais, o que pode aumentar a pressão intracraniana e afetar o equilíbrio e a mobilidade.

A cirurgia, realizada pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, consistiu na implantação de uma válvula no centro do cérebro, conectada a um cateter que direciona o excesso de líquido para a cavidade abdominal, onde é absorvido pelo organismo. Esse procedimento, conhecido como derivação ventrículo-peritoneal, é comum em pacientes idosos e visa melhorar a qualidade de vida, aliviando sintomas como instabilidade na marcha e dificuldade para mudar de posição.

Chico Buarque recebeu alta hospitalar na manhã de quinta-feira, 5 de junho, e já está em casa, acompanhado de sua esposa, Carol Proner. Segundo a equipe médica, a recuperação foi rápida e sem complicações. O cantor apresentou apenas um leve desequilíbrio, considerado normal para a idade e esperado nesse tipo de procedimento.

A condição foi identificada durante um check-up de rotina, e a cirurgia já estava previamente agendada, não sendo realizada em caráter de emergência.

Poucos dias antes da cirurgia, no domingo, 1º de junho, Chico Buarque participou de um show com Gilberto Gil na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, onde juntos interpretaram a canção "Cálice", demonstrando disposição e entusiasmo no palco.

A hidrocefalia de pressão normal é uma condição neurológica que, se não tratada, pode levar a complicações mais graves, como declínio cognitivo e incontinência urinária. O tratamento cirúrgico, como o realizado por Chico Buarque, é eficaz na maioria dos casos e pode proporcionar significativa melhora na qualidade de vida dos pacientes.

Com a recuperação bem-sucedida, espera-se que Chico Buarque retome suas atividades artísticas em breve, continuando a contribuir para a cultura brasileira com sua música e literatura.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sábado, 23 de maio de 2020

Mara Gabrilli atesta positivo para covid-19

Senadora contraiu o coronavírus de cuidadora. Parlamentar ficará 14 dias afastada de suas funções no Congresso.

https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/mara-gabrilli-atesta-positivo-para-covid-19/

📲 *Para receber as reportagens do blog VencerLimites.com.br no Whatsapp, mande 'VENCER LIMITES' para +5511976116558 e inclua o número nos seus contatos. Se quiser receber no Telegram, acesse t.me/blogVencerLimites* 📰

domingo, 1 de março de 2020

29 de fevereiro - Dia Mundial das Doenças Raras.

O que falar desse dia…
O dia em que os raros são ouvidos
O dia em que os raros se unem
O dia em que ter uma doença que a sociedade não compreende, se torna um pouco mais leve
O dia que te dá força para continuar lutando pela sua causa e de tantos outros
O dia em que buscamos quebrar os preconceitos e fazer com que as pessoas entendam que as doenças raras existem, sim
O dia no qual buscamos a compreensão de que você pode ler um livro e, mesmo assim, trombar em uma árvore
O dia em que tentamos buscar a empatia e a compaixão ao invés dos prejulgamentos
O dia que mostramos que não há benefício em fingir que não enxergamos
O dia em que demonstramos que ver a capa não é ler o livro todo
O dia em que lutamos para que nossas vozes sejam ouvidas
Quem vê aparência não vê deficiência
Nós somos raros

Cecília Vasconcellos

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Programa de Saúde MULHERES COM DEFICIÊNCIA E CUIDADORAS


Prefeitura de São Paulo lança Programa de Saúde para Mulheres com Deficiência e Cuidadoras. Os exames serão realizados via Programa ALÔ Mãe Paulistana através de ações regionalizadas em UBSs Acessíveis: http://bit.ly/31Szc8Z





#PraCegoVer: plano de fundo, a foto de duas mulheres, uma está em uma cadeira de rodas e outra, segura as mãos dela. Ambas sorriem. A foto tem sombreado vermelho. Sobre a foto, o texto: Programa de Saúde Mulheres com Deficiência e Cuidadoras. Ações Regionalizadas em UBS Acessíveis. Exames realizados via Alô Mãe Paulistana! Agende o seu! Ligue 0800 200 0202. Lado direito, o logotipo Cidade de São Paulo Pessoa com Deficiência e Saúde. — com Nalva Cruz e Cid Torquato.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Pagamento do auxílio-doença pode passar do INSS para as empresas

O pagamento de *auxílio-doença* a trabalhadores feito pelo INSS *pode virar responsabilidade das empresas*. A justificativa é que a medida elimina o *risco de o empregado ficar sem salário à espera de uma perícia*, como ocorre atualmente, e abre espaço no orçamento da União para novos gastos.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pagamento-do-auxilio-doenca-pode-passar-do-inss-para-as-empresas,70003057616

📲 *Para receber as reportagens do blog _VencerLimites.com.br_ no Whatsapp, mande 'VencerLimites' para +5511976116558 e inclua o número nos seus contatos* 📰

Se preferir, clique aqui!


domingo, 30 de junho de 2019

Carteira de identidade diferenciada e crachá descritivo O QUE É?


Modalidade gratuita de carteira de identidade civil, destinada a pessoas com deficiência.
Esta carteira de identidade civil contém impressa, no campo observação, a indicação "Pessoa com Deficiência", e acompanha a emissão de um Crachá que descreve informações sobre a saúde do identificado: Código Internacional de Doença - CID (obrigatório), indicação de alergias (opcional), utilização de remédios de uso contínuo (opcional) e contato (opcional), para utilização nos casos de emergência.
Este serviço foi instituído pela Lei Estadual nº 7.821, de 20 de dezembro de 2017, com o objetivo de conferir à pessoa com deficiência maior independência e proteção em casos de abordagem policial e ocorrência de sinistros, e regulamentado através da PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 5.374 de 18 de maio de 2018
QUEM PODE SOLICITAR?
A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual.
REGRAS GERAIS:
? O serviço está disponível para 1ª via e 2ª via;
?  Ao solicitar a Carteira de Identidade Diferenciada o cidadão estará automaticamente solicitando o Crachá;
?  Na Carteira de Identidade Diferenciada será incluída a inscrição "Pessoa com Deficiência'', além dos dados constantes na Carteira de Identidade;
?  A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual, porém sua solicitação é opcional;
?  Os procedimentos para obtenção são idênticos aos estabelecidos para a Carteira de Identidade atualmente emitida, de acordo com o tipo de via solicitada;
?  O cidadão estará isento do pagamento da taxa (DUDA) para 2ª via apenas quando for solicitada a carteira diferenciada. Não havendo interesse em fazer constar a inscrição "Pessoa com Deficiência" na carteira de identidade civil, consultar os serviços 1ª via ou 2ª via, conforme o caso;
?  O Crachá será um documento adicional com a especificação do tipo de deficiência, CID (Código Internacional da Doença), descrição de remédios de uso contínuo, descrição de tipos de alergia e contatos;
?  A Carteira de Identidade Diferenciada é válida em todo território nacional.

Fonte:Jus Brasil

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

McDonald´s Acredita no Nosso Potencial!

O McDonald's participa do stand Oportunidades Especiais - edição São Paulo.

A empresa acredita no potencial das Pessoas com Deficiência e está contratando.

Nosso evento acontece até o dia 12 de novembro no Shopping Cidade - São Paulo.
Endereço: Av. Paulista, 1230 - Bela Vista

Horário de funcionamento: Segunda a sábado: 10h às 22h
Domingos e feriados: 14h às 20h
Venha nos visitar e cadastrar o seu currículo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Lançado 1º desenho animado para crianças surdas, em Libras


Foto: Divulgação/ Min e as mãozinhas"
Crianças brasileiras surdas agora podem assistir desenho animado feito exclusivamente para elas, em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

O desenho foi criado por Paulo Henrique dos Santos, que trabalha com animação há sete anos.

O episódio piloto foi lançado no YouTube nesta quarta-feira, 26, justamente no Dia do Surdo.

O desenho foi criado por Paulo Henrique dos Santos, que trabalha com animação há sete anos.

O episódio piloto foi lançado no YouTube nesta quarta-feira, 26, justamente no Dia do Surdo.

O conteúdo é voltado para crianças de três a seis anos.

Os desenhos pretendem educar e apontar que as crianças surdas também se divertem e têm as mesmas necessidades daquelas com a audição preservada.

A ideia

Paulo Henrique teve a ideia quando precisou se comunicar com uma pessoa surda, mas não conseguiu.

“Cada um tem a sua língua. O gato fala ‘gatês’, o elefante fala ‘elefantês’, e poir aí vai. Mas com tantas línguas diferentes, é difícil entender o outro”, diz a legenda do canal Min e as mãozinhas no YouTube.

A surdez atinge quase dez milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Assista ao desenho.



Com informações do Estadão
Fonte: SóNotíciaBoa

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Garoto Autista Construiu Réplica do Titanic Usando Peças de LEGO


A maior réplica de Lego do Titanic foi construída ao longo de 700 horas – 11 meses – por um menino de 10 anos de Reykjavik, na Islândia, que está no espectro do autismo.

Brynjar Karl Bigisson, agora com 15 anos, construiu a réplica com 56.000 peças de Lego. Ela tem 8 metros de comprimento e 1,5 metro de altura.

Brynjar se lembra de brincar com Legos por horas, quando tinha 5 anos. “Às vezes eu construía com base em manuais de instruções e, às vezes, usava minha própria imaginação”, disse ele.

Na época, ele era obcecado por trens, mas isso mudou quando seu avô, Ludvik Ogmundsson, o levou para pescar em um barco, despertando interesse e apreço pelos navios. Até o momento Brynjar tinha 10 anos e sabia tudo o que havia para saber sobre o Titanic.

Quando viajei com a minha mãe para a Legoland na Dinamarca e vi pela primeira vez todos os fantásticos modelos de casas famosas e aviões, locais e navios, eu provavelmente comecei a pensar em fazer o meu próprio modelo de Lego. Assim que fiz 10 anos, comecei a pensar em construir um modelo do Titanic em Lego do tamanho de um personagem de Lego”, disse Brynjar.

O projeto foi algo de família, com o avô Ogmundsson, um engenheiro e a mãe Bjarney Ludviksdottir ajudando. Ogmundsson reduziu o modelo original do Titanic para o tamanho Lego e ajudou a descobrir quantos pequenas peças do brinquedo seriam necessárias para criar o modelo.

Ludviksdottir serviu como sua líder de torcida pessoal. “Se ela não tivesse apoiado o projeto dos meus sonhos, nunca teria sido uma realidade”, disse Brynjar.

Doações de familiares e amigos permitiram que ele comprasse todas as peças de Lego.

Brynjar diz que ele foi capaz de abraçar seu autismo através da construção da réplica do Titanic.

Antes de iniciar o projeto, ele teve dificuldade em se comunicar, o que, segundo ele, o deixou infeliz e solitário. Agora, ele tem confiança e está dando entrevistas sobre sua realização.

“Quando comecei o processo de construção, eu tinha uma pessoa me ajudando na escola em cada passo que eu dava, mas hoje estou estudando sem nenhum apoio. Minhas notas aumentaram e meus colegas de classe me consideram como seus colegas. Eu tive a oportunidade de viajar, explorar e conhecer pessoas maravilhosas”, disse ele.

A mãe de Brynjar disse que quando ela começou a criar seu filho, ela se sentiu totalmente cega a respeito de como seria seu futuro por causa de seu autismo, e se preocupou com os obstáculos que muitas crianças no espectro do autismo têm que superar. Ela agora se orgulha de compartilhar com outros pais de crianças no espectro do autismo que é possível alcançar seus objetivos.

“Quando seu filho vier até você com um grande sonho, missão ou objetivo louco que ele ou ela gostaria de alcançar, precisará de sua ajuda. Ouça atentamente e tente encontrar maneiras de ajudar a criança a alcançar esse objetivo. Pode acabar sendo o melhor investimento que você fará para o seu filho”, disse Ludviksdottir.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Cotas para PCD deverão valer também para funções de confiança

Cotas para PCD deverão valer também para funções de confiança, como chefia gerencia e supervição. Empresas com mais de 100 funcionários serão obrigadas a manter entre 2% e 5% de cotas para pessoas com deficiência (PCD), não somente sobre o total dos postos de trabalho, mas também em relação às funções de confiança, como chefias, gerências e coordenações. É o que estabelece projeto de lei (PLS 263/2017) aprovado nesta quarta-feira (11) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Pela legislação atual (Lei 8.213/1991), as cotas beneficiam pessoas com deficiência e profissionais reabilitados, afastados por conta de incapacitação, mas que retornaram ao trabalho. Empresas com 100 a 200 trabalhadores têm cota de 2%, percentual que sobe progressivamente até chegar a 5% nas companhias com mais de 1000 empregados.

O texto aprovado pela CDH obriga as cotas também para as funções de confiança. O objetivo do autor, senador Romário (Pode-RJ), é assegurar maior possibilidade de progressão funcional.

Na reunião da comissão nesta quarta, o senador Paulo Paim (PT-RS) leu o parecer favorável do relator, senador João Capiberibe (PSB-AP).

— A proposta de disseminar a cota para os cargos de confiança é justificada. É lamentável que isso deva ser feito por força de lei, mas o que realmente deve causar estranhamento e indignação é a exclusão das pessoas com deficiência ou reabilitadas dos escalões de gerência e chefia nas empresas — afirmou Paim.

O projeto foi aprovado com uma emenda de redação para deixar claro que as cotas estão sendo estendidas para os cargos de confiança, mas não deixam de ser exigíveis para outras contratações. O PLS segue agora para votação  terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Fonte: Agência SENADO via Deficiente ON LINE

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Lei Brasileira da Inclusão ao Alcance dos Dedos


Todo cidadão, com ou sem deficiência,
que disponha de um apareclo celular
já pode contar com um APP que lhe
possibilita acesso à íntegra da
Lei Brasileira de Inclusão.
É só entrar no Google Play.

O link é este.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

7 DE ABRIL - DIA NACIONAL DE COMBATE AO BULLYING

O Senado aprovou no ano passado projeto de lei que instituiu o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Na mesma data, em 2011, doze crianças foram assassinadas numa escola pública em Realengo, no Rio de Janeiro.
Já o Programa de Combate ao Bullying foi aprovado na Casa em 2015 e se tornou a Lei n. 13.185/15, que define bullying como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

 Conheça a Lei: http://bit.ly/lei-bullying

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ao conduzir tocha artificialmente em pé, Lais Souza ignora quem vive sentado


Cadeirante, ex-ginasta Lais Souza conduz tocha olímpica de péNão entendi a razão de a ex-ginasta Lais Souza ter usado para conduzir a tocha olímpica em um dos momentos de sua passagem por São Paulo uma geringonça que faz o povo estropiado das pernas ficar em pé e até dar umas voltinhas.

Ao contrário de me comover, a papagaiada midiática protagonizada pela moça, que rendeu fotografias bonitas, provocou em mim um desconforto e levou o debate da inclusão para um nível de retrocesso que eu pensava já ter sido superado. Ainda não se compreendeu que as pessoas podem viver muito bem em sua condição de cadeirante, de cego, de surdo, de autista, de anão.

Lais, diante da realidade das pessoas com deficiência no Brasil, tem privilégios de magnatas: direito a uma pensão integral paga pelo contribuinte —o que considero justo—, um cuidador atencioso que topa carregar até fogo por ela, acesso a tratamentos supostamente revolucionários nos Estados Unidos e apoio popular irrestrito à evolução de sua condição de tetraplegia.

Quando Lais desfila em pé, atada por fivelas, olhando para os mortais “malacabados” por cima, mesmo que inconscientemente, ela passa mensagens que não casam com as batalhas da diversidade: “Aqui de cima é bem mais legal”, “Se esforce, que você volta a andar”, “Tudo vale a pena para ser igual aos outros”.

Equipamentos de acessibilidade, como a cadeira de rodas que possibilita ficar em pé com treino e supervisão de especialistas, servem para melhorar enroscos cotidianos de uma deficiência. São úteis para reduzir entraves provocados por perdas, não para substituir uma realidade torta por uma novinha, normal.

Ficar em pé naquele instrumento pode ajudar na circulação do sangue pelo corpo, pode melhorar o equilíbrio, serve para apanhar objetos mais altos e até para fazer pequenos deslocamentos. Tudo isso melhora a qualidade de vida. A meu ver, a cadeira não serve para saracotear diante do público, carregando um símbolo universal, transmitindo nas entrelinhas uma mensagem vã de esperança que mais atrapalha do que agrega.

Andar amarrado em uma máquina não é prioridade para milhares de lesados medulares que perdem movimentos de braços, de pernas e até do pescoço. Avanço bom é aquele, ainda fomentado pela ciência, que vai melhorar a sensibilidade, que poderá retomar funções fisiológicas afetadas, que vai possibilitar que se trabalhe melhor, que se viva em sociedade com mais autonomia e que o relacionamento com o outro tenha menos obstáculos.

A criação de uma identidade respeitada passa pela valorização da condição que se tem —seja ela qual for—, solidifica-se com representações adequadas e afirma-se com protagonismo sem disfarces ou subterfúgios.

De lembrança da tocha, vou guardar a imagem do atleta cadeirante da canoagem Fernando Fernandes, que recebeu de Lais o símbolo e deu a ele a legitimidade da persistência e da ardência da coragem de seguir em frente fazendo, de quebra, um discurso enaltecedor do valor do esporte paraolímpico.

Em tempo: vou descansar a beleza por algumas semanas. Saio em férias! Volto em setembro se Zeus quiser.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deficiente visual supera preconceito e busca sonho de ser zootecnista


Determinação. Esta é a palavra que resume a trajetória de Hugo Pereira Antonio, deficiente visual que busca o sonho de ser zootecnista. Natural de Angra dos Reis, Hugo possui cegueira total devido a ação de um câncer no nervo óptico adquirido aos três anos de idade. Hoje, aos 22, o estudante não tem dúvidas do que quer: se formar e trabalhar com animais não ruminantes.

Hugo conheceu a zootecnia em 2011, através de uma pesquisa sobre profissões antes de prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A identificação foi instantânea. O campo e a produção animal sempre foram suas paixões.

“Me identifiquei com a zootecnia por ser um curso que tem extrema importância no campo e atuação direta na área de produção animal. Trabalhar com animais, especificamente animais de fazenda, sempre foi a minha vontade.

Segundo Hugo, que cursa o 7º período de zootecnia na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), a falta de visão nunca foi um impeditivo para que ele chegasse aonde quer.

“Esse foi só mais um desafio de tantos já enfrentados. Das minhas limitações, não seria a falta de visão que ia me impedir de mais essa busca”.

Em um curso que, aparentemente, exige a necessidade da visão, Hugo prova, diariamente, que, com auxílio e determinação, é possível estudar as práticas zootécnicas. Porém, para ele, o mercado e o meio acadêmico ainda têm preconceitos com profissionais que possuem deficiência.

“Existe preconceito com deficientes no mercado e a zootecnia não está fora disso. Pelo contrário. Mas creio que a partir do momento que provei para mim mesmo que eu sou capaz, ninguém mais me segura. O meio acadêmico peca em querer impor limite no deficiente, quando só o próprio deficiente pode determinar seus limites, como qualquer outro ser humano”.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Câmara aprova projeto que libera uso e fabricação da 'pílula do câncer'

Desenvolvida pela USP, a fosfoetanolamina sintética ainda está em teste.
Proposta agora segue para o Senado antes de ir à sanção presidencial.

Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) projeto que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. O texto segue agora para análise do Senado antes de ir à sanção presidencial.

Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de tumor maligno, a substância é alardeada como cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.

A "pílula do câncer" foi distribuída durante anos pela USP de São Carlos. Desde novembro, a distribuição está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, a substância é estudada pelo Instituto do Câncer de São Paulo, que iniciará testes em seres humanos.

Pelo projeto de lei aprovado pela Câmara, pacientes com tumor maligno poderão usar a “pílula do câncer”, desde que exista laudo médico que comprove a doença. O paciente ou seu representante legal terá ainda que assinar um termo de consentimento ou responsabilidade.

A proposta vai além e também permite a fabricação da fosfoetanolamina sintética mesmo sem registro sanitário.

“Ficam permitidas a produção e manufatura, importação, distribuição e prescrição, dispensação, posse ou uso da fosfoetanolamina sintética, direcionadas aos usos de que trata esta lei, independentemente de registro sanitário, em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos acerca dessa substância”, diz o texto.

O projeto ressalva, porém, que a produção da “pílula do câncer” só pode ser feita por “agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente”.

"A burocracia estatal demoraria demais para autorizar o medicamento, e o câncer não espera. O que estamos fazendo aqui é liberando, dando a possibilidade, o direito de tomar a pílula e a possibilidade para aqueles que querem fabricar a pílula", disse o relator da proposta, deputado Marcelo Aro (PHS-MG).

Embora defenda a liberação da substância, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) ponderou que ela não tem eficácia garantida e destacou que, se os testes apontarem que a pílula pode oferecer riscos, a autorização para o uso terá que ser derrubada.

"Sabemos que há relatos de melhorias ou bem-estar. Há relatos também de gente que usou e não melhorou. Temos que ser francos para não oferecer uma esperança que pode não se confirmar amanhã", disse o deputado do PT.

Como surgiu a pílula

A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.

Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto.

Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância está proibida. A polícia chegou a fechar um laboratório em Conchal (SP), que estava produzindo ilegalmente a substância.

Um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) diz que 5 mil pessoas no estado estão sem receber a fosfoetanolamina sintética. Segundo o pesquisador que desenvolveu a droga, a substância ajuda a célula cancerosa a ficar mais visível ao sistema imunológico. Com isso, o organismo combate com mais facilidade essas células.

A Anvisa diz que é preciso comprovar a eficácia e a segurança do produto, e que os prazos dos estudos devem ser respeitados. Agora, o Instituto do Câncer de São Paulo vai começar os testes em pacientes. A produção da substância será feita pela Fundação para o Remédio Popular (Furp). O investimento total para os testes deve ser de aproximadamente R$ 2 milhões.

No inicio, 10 pessoas vão receber a substância. Se nenhum paciente tiver efeitos colaterais graves, o estudo continua. Serão separados 10 grupos de cada tipo de câncer, com 21 pacientes cada. Se pelo menos dois pacientes responderem bem, a pesquisa será ampliada. Progressivamente, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo de 1 mil pessoas.

A estratégia, segundo a equipe, permitirá melhor compreensão da droga. O oncologista e diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, disse que a prioridade é a segurança dos pacientes. Por isso, nesse primeiro momento, a pesquisa vai avaliar se a droga é segura e se há evidência contra o câncer.

Fonte: G1

quarta-feira, 2 de março de 2016

Primeiro parque para crianças deficientes de São Paulo é inaugurado


O primeiro parquinho infantil acessível da cidade de São Paulo, que foi inaugurado no dia 25 de janeiro em uma unidade da AACD.Em abril de 2012, o executivo Rudi Fischer largou uma bem-sucedida carreira no Banco Itaú para trabalhar em casa e ficar mais próximo da primeira filha, Anna Laura, então com três anos de idade. Um mês depois, no entanto, a menina morreu tragicamente em um acidente de carro.

A dor da perda seria parcialmente aplacada naquele mesmo ano, durante uma viagem a Israel, quando Fischer fez uma espécie de imersão nos preceitos do judaísmo. “Aprendi que deveria realizar algo positivo em nome dela para ajudar a elevar sua alma”, lembra. Faltava o formato para implementar o plano, que foi encontrado em Jaffa, a 50 quilômetros de Jerusalém, quando ele conheceu um escorregador adaptado para crianças com deficiência (possuía uma rampa em vez de escada).

Nasceu ali a ideia de construir o primeiro parquinho infantil acessível da cidade de São Paulo, que foi inaugurado no dia 25 de janeiro em uma unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Parque da Mooca, na Zona Leste.

Batizada de Anna Laura Parques para Todos, a iniciativa conta com a colaboração da própria AACD, que disponibilizou terapeutas para ajudar a projetar os brinquedos, ao lado de engenheiros e arquitetos voluntários. Ao todo são quinze peças no local, como balanços para crianças com dificuldades motoras e equipamentos com recursos para o uso por cadeirantes.

O investimento total foi de 120 mil reais, bancados integralmente por Fischer, hoje aposentado do mercado financeiro. A ação será levada adiante com a inauguração de mais espaços semelhantes, o próximo no Parque do Cordeiro, em Santo Amaro, ainda neste ano. Outros devem ser implantados em cidades como Recife e Porto Alegre. “É emocionante poder ajudar o próximo por meio de uma homenagem à minha filha”, diz. Ele ainda pretende lançar um livro com a história da menina nos próximos meses e fundar uma ONG de auxílio a pais em luto.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Conheça o Projeto Sarau Paulistano - Inclusão Pela Arte e Cultura





O projeto Sarau Paulistano  - Inclusão Pela Arte e Cultura tem, como objetivo, focar, com êxito, na educação inclusiva e direito à diversidade.

Filosofia:

Incluir, interagir e capacitar, através da arte, cultura, literatura e esportes, na busca de promover pessoas com deficiência, para melhoria de sua qualidade de vida.

Princípios

  1. Gostar de trabalhar em prol de pessoas com deficiências;
  2. Demostrar interesse pelo trabalho voluntário;
  3. Ter facilidade de trabalhar em equipe;
  4. Responsabilidade com a causa assumida;
  5. Pontualidade nos eventos e comunicação de impedimentos com antecedência;
  6. Respeito pelas pessoas com e sem dificiência e pelos componentes do grupo;
  7. Ser motivador e tirar pessoas do anonimato.


Outro ponto primordial desse contexto, que norteia o projeto, é o projeto televisivo e interativo, voltado para dar assistência, principalmente, às pessoas com deficiência, em geral, tendo como objetivo levá-los aos canais de comunicação (televisão, internet, rádio e revistas) através da inclusão pela arte, cultura e literatura.
Não é uma limitação do corpo físico que o faz ser você. O importante é você mostrar que veio ao planeta Terra com uma vida e que essa vida, desde que você seja consciente, não tem limite; quem a limita é você mesmo, o limite é você se fechar e se deixar envolver pelas limitações que as pessoas e que a sociedade lhe impõem.
Infelizmente, ainda encontramos pessoas que vivem isoladas por possuir uma deficiência. Mas nós batalhamos para levar esse trabalho à sociedade, ao Brasil, ao mundo inteiro, buscando recursos para que isso aconteça. E nós, com a nossa vida, nossa experiência, estamos batalhando para tirá-las do anonimato. Somos todos iguais perante a lei, precisamos ter sabedoria e entendimento para reconhecer que ser diferente é normal!

Para maiores detalhes, entrar em contato pelo e-mail saraupaulistano@gmail.com.
Se preferir, entre em contato com a Vice-Presidente da instituição, Eliane Albuquerque, ou, diretamente, com a Presidente e Fundadora do Projeto Inclusão pela Arte e Cultura, Vilma Proença (971488224).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Lei do bullying obriga escolas do país a combater agressões físicas e morais


Lei vai fazer com que as instituições deensino também sejam responsáveis.
Escola é obrigada a capacitar equipes para prevenir e resolver problemas.

A lei que trata o bullying como intimidação sistêmica, em vigor no todo país, determina que toda escola, clube ou agremiação recreativa tem que prevenir e se preparar para resolver os problemas de agressões morais e físicas.
A palavra bullying é estrangeira, mas já faz parte do vocabulário dos estudantes. "Bullying é uma perseguição, tanto física quanto psicológica”, fala a estudante de 15 anos, Sabrina Rigamonte.
Lucas de Souza Mendonça, de 16 anos, sabe o que é, na prática. Dos oito aos dez anos de idade, ele sofreu a perseguição de um brutamonte, o nome que se dá a quem pratica o bullying. “Ficavam fazendo chacota, falava às vezes do meu cabelo que meu cabelo era de mulher, falava do meu físico, que eu era muito magro. Teve casos de enfiar minha mão na privada, por exemplo, uma coisa muito desagradável e teve até casos deles tentarem fazer abuso sexual só que na época eu estava partindo para agressão para me defender", conta Lucas.
“Quando ele resolveu se abrir ele falou assim mãe eu estou sofrendo demais, você não sabe o que eu estou passando”, fala a mãe de Lucas, Valéria Cristina da Silva Mendonça.

A nova lei trata o bullying como intimidação sistêmica, ou seja, que se repete e classifica em vários tipos:


  • Agressões verbais


  • Agressões psicológicas


  • Agressões físicas


  • Agressões virtuais


  • Agressões verbais, psicológicas, como perseguir ou amedrontar; agressões físicas e também a virtuais, por meio de textos e imagens na internet que depreciem as vítimas, o chamado cyberbullying.

  • “Algumas crianças ficam mais agressivas, outras tem síndrome do pânico, com medo de tudo, outras crianças buscam outras alternativas. Se isolar dentro do quarto e ficar só em jogos", explica a psicóloga e psicopedagoga Roneida Gontijo Couto.
    Na escola acontece um grande número de casos e, muitas vezes, as vítimas ficam traumatizadas a ponto de não querer mais estudar. A lei vai fazer com que as instituições de ensino também sejam responsáveis, principalmente na prevenção ao bullying.
    A partir de agora, toda escola é obrigada a capacitar professores e equipes pedagógicas para prevenir e resolver os problemas. Um colégio, em Belo Horizonte, faz isso há bastante tempo.
    "É uma cultura que a escola desenvolveu, ao longo dos anos, onde ela tem as virtudes do caráter que são trabalhadas e dentro dessas virtudes, que são quarenta e nove, a gente desenvolveu a questão da intimidação continuada, que é, hoje, o tratamento do bullying", fala o diretor de comunicação do colégio, Claudinei Franzini.

    “É uma pessoa intolerante que faz o bullying, é uma pessoa arrogante, que não consegue perceber diferenças”, diz Sabrina.