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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

🧡 Outubro Laranja: compreender o TDAH também é uma forma de incluir


Outubro é conhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). No Brasil, a campanha também ganhou a identificação de Outubro Laranja, chamando a atenção para a necessidade de informação, acolhimento e combate ao preconceito.

Em 2026, a campanha internacional traz como tema “A Community of Support” — “Uma comunidade de apoio”. A proposta lembra algo muito importante: ninguém deveria precisar enfrentar sozinho os desafios associados ao TDAH. Família, escola, profissionais de saúde, amigos e ambiente de trabalho podem fazer uma enorme diferença quando existe informação e compreensão.

🧠 Afinal, o que é TDAH?

O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento. Seus sintomas começam na infância e podem continuar durante a adolescência e a vida adulta, embora possam se apresentar de maneiras diferentes ao longo da vida.

Entre as manifestações mais conhecidas estão:

  • dificuldade para manter a atenção;
  • distração frequente;
  • esquecimentos;
  • dificuldade de organização;
  • impulsividade;
  • inquietação ou hiperatividade;
  • dificuldade para administrar tarefas, horários e prazos.

Mas atenção: esquecer um compromisso de vez em quando, ser agitado ou ter dificuldade para se concentrar em uma tarefa não significa, por si só, que a pessoa tenha TDAH.

O diagnóstico deve ser realizado por profissional habilitado, considerando o conjunto dos sintomas, sua frequência, sua persistência e o impacto que provocam na vida da pessoa.

🧡 TDAH não é preguiça nem falta de educação

Talvez uma das maiores contribuições do Outubro Laranja seja justamente combater rótulos.

Uma criança com TDAH pode ouvir repetidamente:

“Você não presta atenção!”

“Pare quieto!”

“Você poderia fazer melhor se se esforçasse.”

Na vida adulta, os julgamentos podem mudar de palavras, mas continuam existindo:

“É desorganizado.”

“Não termina nada.”

“Está sempre atrasado.”

“Não consegue se concentrar.”

Essas frases podem transformar dificuldades reais em julgamentos sobre o caráter da pessoa.

Conscientizar é substituir o rótulo pela pergunta: de que apoio essa pessoa precisa?

👧👦 TDAH não existe apenas na infância

Durante muito tempo, o TDAH foi lembrado principalmente quando se falava de crianças em idade escolar.

Hoje sabemos que seus sintomas podem persistir na idade adulta. Eles podem mudar de aparência: aquela hiperatividade muito visível na infância, por exemplo, pode aparecer no adulto como inquietação, sensação de estar sempre acelerado ou dificuldade para permanecer envolvido em determinadas atividades.

Por isso, conscientização sobre TDAH deve incluir crianças, adolescentes e adultos.

🏫 Inclusão também acontece na escola

Uma criança ou adolescente com TDAH não precisa de menos ensino. Pode precisar de outras estratégias para conseguir demonstrar tudo aquilo que é capaz de aprender.

Orientações claras, divisão de tarefas longas em etapas, organização da rotina, redução de distrações desnecessárias e acompanhamento adequado podem ajudar bastante.

No Brasil, a Lei nº 14.254/2021 determina que o poder público mantenha programa de acompanhamento integral para estudantes com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem. A legislação prevê identificação precoce, encaminhamento para diagnóstico, apoio educacional e, quando necessário, apoio terapêutico especializado. Também estabelece responsabilidades para as redes pública e privada de educação básica.

Ou seja: não se trata de “facilitar a vida” do estudante.

Trata-se de oferecer condições para que ele aprenda.

💼 E no trabalho?

O adulto com TDAH também pode enfrentar dificuldades para organizar atividades, administrar prazos, priorizar tarefas ou trabalhar em ambientes com muitos estímulos.

Algumas medidas simples de organização podem ajudar bastante: instruções objetivas, definição clara de prioridades, planejamento de etapas, ferramentas de lembrete e ambientes que reduzam distrações quando isso for possível.

Cada pessoa, porém, é diferente. Não existe uma única maneira de ter TDAH.

Por isso, antes de presumir aquilo de que alguém necessita, o melhor caminho continua sendo ouvir a própria pessoa.

💊 Existe tratamento?

Sim.

O TDAH pode ser acompanhado e tratado. A abordagem deve ser individualizada e pode envolver diferentes estratégias e profissionais, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

O mais importante é fugir das soluções milagrosas e do autodiagnóstico baseado apenas em vídeos ou listas encontradas nas redes sociais.

Informação na internet pode ser o começo de uma dúvida. Diagnóstico e tratamento pertencem ao acompanhamento profissional.

🤝 Uma comunidade de apoio

O tema escolhido para a conscientização internacional em 2026 resume muito bem aquilo que defendemos aqui no Cantinho dos Amigos Especiais:

uma comunidade de apoio.

Uma comunidade que não pergunta apenas por que aquela criança não consegue ficar quieta, mas tenta compreender o que está acontecendo.

Que não chama alguém de preguiçoso antes de conhecer suas dificuldades.

Que não transforma um diagnóstico em identidade.

Que respeita diferentes maneiras de aprender, trabalhar, organizar-se e participar da sociedade.

E, principalmente, uma comunidade que entende que inclusão não significa tratar todas as pessoas exatamente da mesma maneira.

Significa proporcionar a cada uma delas as condições necessárias para participar.

🧡 Neste Outubro Laranja, espalhe informação

O TDAH é real.

Pode acompanhar a pessoa durante toda a vida.

Pode trazer desafios importantes.

E também não define sozinho quem aquela pessoa é.

Por trás da sigla TDAH existe uma criança, um adolescente ou um adulto com personalidade, sonhos, capacidades, dificuldades e uma história que não cabe em quatro letras.

Neste Outubro Laranja, o convite do Cantinho dos Amigos Especiais é simples:

🧡 menos rótulos;
🧡 mais informação;
🧡 menos julgamento;
🧡 mais acolhimento;
🧡 menos preconceito;
🧡 mais inclusão.

Porque compreender também é incluir.


Fontes consultadas: Ministério da Saúde; Lei Federal nº 14.254/2021; ADHD Awareness Month Coalition; CDC – Centers for Disease Control and Prevention.

Conteúdo informativo. Esta publicação não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde.

domingo, 27 de setembro de 2026

Curso gratuito de Acessibilidade Digital e Comunicacional

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência – SMPED, em colaboração com a Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo – EMASP, lança gratuitamente o curso Acessibilidade Digital e Comunicacional.

A formação é aberta a todas as pessoas interessadas, realizada na modalidade EaD, com emissão de certificado e tem carga horária de 5 horas.

Disponível gratuitamente em:
https://emaspsge.prefeitura.sp.gov.br/catalogo/curso/59?oferta=326

#Descrição da imagem: Arte de divulgação do curso. À esquerda, textos informam que o curso é gratuito, em modalidade EaD, com carga horária de 5 horas e acesso pelo Moodle. À direita, mulher negra de cabelos grisalhos e blusa laranja está sentada à mesa, diante de um computador. Na parte inferior aparecem as marcas da EMASP e da Prefeitura de São Paulo.

Colaboração: Jonas Renan
(Ccoordenador do Grupo sobre acessibilidade e inclusão da Camara Municipal de São Paulo).

sábado, 22 de agosto de 2026

22 de agosto — Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual: inclusão começa quando aprendemos a enxergar a pessoa


Neste 22 de agosto, Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual, temos uma oportunidade importante para falar de respeito, autonomia, oportunidades e, principalmente, de uma mudança que ainda precisa acontecer na sociedade: enxergar primeiro a pessoa, e não a deficiência.

A data está inserida na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto e instituída oficialmente pela Lei nº 13.585/2017. Mais do que preencher uma data no calendário, esse período existe para chamar a atenção para a inclusão social, as políticas públicas e o combate ao preconceito e à discriminação.

O que é deficiência intelectual?

A deficiência intelectual está relacionada a limitações no funcionamento intelectual e em determinadas habilidades necessárias à vida cotidiana, que podem envolver aprendizagem, comunicação, compreensão, resolução de problemas, relações sociais e autonomia.

Mas essa definição não pode ser transformada em um rótulo.

Ter deficiência intelectual não significa não aprender. Não significa não compreender sentimentos. Não significa não ter desejos, opiniões, talentos ou capacidade de fazer escolhas.

Cada pessoa é única. Algumas necessitarão de mais apoio em determinadas atividades; outras conquistarão grande autonomia. E mesmo duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar habilidades e necessidades completamente diferentes.

Por isso, talvez uma das palavras mais importantes quando falamos de deficiência intelectual seja apoio.

A pergunta não deveria ser apenas:

"O que essa pessoa consegue fazer?"

Também deveríamos perguntar:

"De que apoio ela precisa para conseguir fazer?"

Ajudar não é fazer tudo pela pessoa

Existe uma diferença enorme entre oferecer apoio e substituir a pessoa.

Muitas vezes, movidos pela boa intenção, familiares, profissionais e outras pessoas acabam fazendo tudo pela pessoa com deficiência intelectual. Escolhem por ela, respondem por ela, decidem o que ela pode ou não fazer e, às vezes, sequer perguntam sua opinião.

Isso pode parecer proteção.

Mas proteção excessiva também pode se transformar em uma barreira à autonomia.

Se uma pessoa consegue realizar determinada tarefa com orientação, talvez seja melhor orientá-la do que simplesmente fazer por ela.

Se precisa de mais tempo para responder, devemos oferecer esse tempo.

Se consegue escolher entre duas possibilidades, devemos permitir que escolha.

Se consegue participar de uma decisão sobre sua própria vida, sua voz precisa ser ouvida.

Autonomia não significa fazer tudo sozinho. Significa participar das decisões e exercer o máximo possível de controle sobre a própria vida, utilizando os apoios necessários.

Não infantilize a pessoa adulta

Outro preconceito bastante comum é tratar adultos com deficiência intelectual como se fossem crianças.

Uma pessoa adulta continua sendo adulta.

Pode namorar, trabalhar, estudar, ter amigos, praticar esportes, participar de atividades culturais, expressar preferências, discordar, tomar decisões e construir projetos para sua vida, de acordo com suas possibilidades e com os apoios de que necessite.

Falar com voz infantilizada, ignorar sua presença numa conversa ou dirigir todas as perguntas ao acompanhante são atitudes que precisam ser revistas.

Uma regra simples pode ajudar:

se você quer saber alguma coisa sobre uma pessoa com deficiência intelectual, fale primeiro com ela.

Caso ela necessite do auxílio do acompanhante para compreender ou responder, esse apoio poderá acontecer. Mas ela não deve se tornar invisível apenas porque existe alguém ao seu lado.

Inclusão não é apenas estar no mesmo lugar

Colocar uma pessoa com deficiência dentro de uma escola, empresa, passeio, igreja, restaurante ou atividade social não significa necessariamente incluí-la.

Ela está conseguindo participar?

As informações são apresentadas de maneira que possa compreender?

As pessoas têm paciência para ouvi-la?

Há oportunidade real de convivência?

Suas capacidades estão sendo estimuladas?

Suas escolhas são respeitadas?

Ela pertence àquele ambiente ou está apenas fisicamente presente?

Inclusão verdadeira acontece quando existe participação.

Isso exige acessibilidade, e acessibilidade não se resume a rampas, elevadores e banheiros adaptados. Para muitas pessoas com deficiência intelectual, ela também envolve comunicação simples, informações claras, recursos visuais, explicações objetivas, repetição quando necessária e tempo adequado para compreensão.

A oportunidade pode revelar aquilo que o preconceito esconde

Talvez uma das maiores injustiças enfrentadas pelas pessoas com deficiência intelectual aconteça quando alguém decide antecipadamente aquilo que elas não conseguirão fazer.

"Ela não vai aprender."

"Ele não consegue."

"É melhor não tentar."

"Deixa que eu faço."

Quando essas frases aparecem antes mesmo da oportunidade, não estamos descobrindo os limites daquela pessoa. Estamos impondo os nossos próprios limites a ela.

Uma pessoa pode precisar aprender de maneira diferente.

Pode precisar de mais tempo.

Pode necessitar de apoio.

Pode não alcançar determinado objetivo.

Mas ela precisa ter o direito de tentar.

A própria campanha da Semana Nacional tem chamado atenção para uma ideia essencial: a deficiência não pode ser usada para apagar a voz da pessoa ou determinar antecipadamente o seu lugar na sociedade.

Nada sobre a pessoa sem ouvir a pessoa

Durante muito tempo, a sociedade falou sobre as pessoas com deficiência.

Depois, começou a falar para elas.

O passo fundamental é aprender a falar com elas — e, sobretudo, ouvi-las.

Famílias são fundamentais. Profissionais são fundamentais. Educadores e cuidadores são fundamentais.

Mas a pessoa com deficiência intelectual não pode ser apenas objeto das decisões tomadas pelos outros.

Sempre que possível, deve ser protagonista da própria história.

Neste 22 de agosto, portanto, o Cantinho dos Amigos Especiais deixa um convite que vai muito além de uma data comemorativa:

não faça pela pessoa aquilo que ela pode aprender a fazer.
Não responda por ela quando ela pode responder.
Não escolha por ela quando ela pode escolher.
Não determine seus limites antes de oferecer oportunidades.
E não permita que a deficiência venha antes da pessoa.

Porque inclusão não significa tratar todo mundo exatamente da mesma maneira.

Inclusão significa reconhecer diferenças, oferecer os apoios necessários e garantir que cada pessoa tenha oportunidade de participar da sociedade com dignidade, respeito, voz e autonomia.

Deficiência intelectual não apaga sonhos, sentimentos, preferências ou personalidade.

Antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa.

E é por ela que toda inclusão deve começar.

domingo, 16 de agosto de 2026

Cliente com deficiência relata constrangimento durante atendimento em shopping do Rio de Janeiro

O respeito à pessoa com deficiência precisa estar presente também nas situações mais comuns do cotidiano. Entrar em uma loja ou restaurante, fazer um pedido e ser atendido com educação deveria ser algo absolutamente normal para qualquer pessoa.

Neste domingo, nosso amigo e músico Gabriel Sznel ar nos procurou para compartilhar uma experiência que, segundo seu relato, aconteceu durante a tarde em uma unidade do Burger King localizada no Shopping RioSul, no Rio de Janeiro.

Gabriel estava acompanhado da esposa. Ambos são pessoas com deficiência (PCDs). De acordo com ele, o casal tentou ser atendido no estabelecimento, mas enfrentou uma situação que considerou desrespeitosa e discriminatória.

Em seu depoimento, Gabriel conta:

«“Hoje à tarde, no Burger King do Shopping RioSul, eu e minha esposa passamos por uma situação muito desagradável. Sentimos que houve uma recusa em nos atender adequadamente e que fizeram pouco caso de nós, duas pessoas com deficiência. As atendentes insistiam em negar o atendimento, e toda a situação acabou deixando minha esposa constrangida e com vergonha. Consideramos a postura do atendente inadequada e desrespeitosa.”»

O depoimento chama atenção para uma questão que vai muito além de um pedido em uma lanchonete.

Atendimento digno também é inclusão

Uma pessoa com deficiência não deve precisar implorar por atenção, sentir vergonha ou acreditar que está incomodando simplesmente porque precisa ser atendida.

Inclusão também acontece no balcão de uma loja, no caixa de um supermercado, em um restaurante, no transporte, no cinema e em qualquer outro espaço de convivência.

Um atendimento inclusivo começa por atitudes simples: ouvir diretamente a pessoa com deficiência, tratá-la com educação, respeitar suas necessidades e oferecer as mesmas condições de atendimento destinadas aos demais clientes.

Quando uma pessoa com deficiência relata ter se sentido diminuída, ignorada ou constrangida durante um atendimento, sua experiência merece ser ouvida.

Dar voz também é nosso papel

O Cantinho dos Amigos Especiais abre espaço para relatos como o de Gabriel porque experiências vividas pelas próprias pessoas com deficiência ajudam a mostrar onde ainda existem barreiras — inclusive aquelas que não são arquitetônicas.

Publicar um depoimento não significa antecipar conclusões sobre responsabilidades. Significa permitir que uma pessoa conte o que viveu e como aquela situação a afetou.

Esperamos que episódios como o relatado por Gabriel sirvam também para incentivar empresas e profissionais a investirem cada vez mais em atendimento humanizado, acessibilidade e capacitação de suas equipes.

Pessoa com deficiência é cliente, consumidor e cidadão. Respeito não é atendimento especial. É o mínimo que deve existir em qualquer atendimento.

Esta matéria apresenta o relato e a percepção do entrevistado sobre o episódio. O Cantinho dos Amigos Especiais permanece aberto à manifestação do estabelecimento citado, caso queira apresentar esclarecimentos sobre o ocorrido.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Como melhorar a vida de quem tem Hidradenite Supurativa

A hidradenite supurativa é uma condição inflamatória crônica que pode causar nódulos dolorosos, abscessos e sensibilidade, principalmente em regiões do corpo onde existe maior atrito da pele.

Por ser uma condição que pode provocar dor e desconforto, ela não interfere apenas na pele. Em determinados períodos, atividades comuns do dia a dia também podem se tornar mais difíceis. Por isso, alguns cuidados, adaptações e atitudes de acolhimento podem contribuir para melhorar a rotina e a qualidade de vida.

O que pode ajudar no dia a dia?

Algumas medidas simples podem tornar a rotina mais confortável:

  • Usar roupas leves e confortáveis, evitando peças que provoquem pressão ou atrito excessivo na pele.
  • Reduzir o atrito e o calor, especialmente nas áreas mais sensíveis.
  • Manter uma higiene suave, respeitando a sensibilidade da pele.
  • Organizar os curativos e os materiais de cuidado, deixando aquilo que é necessário facilmente acessível.
  • Respeitar os dias de dor, entendendo que nem todos os dias terão o mesmo ritmo.
  • Acompanhar o tratamento, mantendo os cuidados necessários para a condição.

Atividades da vida diária que podem precisar de adaptação

As AVDs — Atividades da Vida Diária — são tarefas que fazem parte da rotina de uma pessoa. Para quem convive com hidradenite supurativa, algumas delas podem precisar de adaptações, principalmente nos períodos de maior dor ou inflamação.

Banho e higiene

O banho e os cuidados de higiene podem exigir mais delicadeza quando existem regiões inflamadas ou sensíveis. É importante evitar que o próprio cuidado provoque ainda mais desconforto.

Vestir-se

Colocar e retirar roupas pode ser incômodo dependendo da localização das lesões. A escolha de tecidos e peças confortáveis pode ajudar a diminuir o atrito.

Caminhar e se locomover

Quando as áreas afetadas ficam em regiões submetidas ao movimento ou ao atrito, caminhar e se deslocar podem se tornar mais desconfortáveis. Nesses momentos, pode ser necessário diminuir o ritmo ou fazer pausas.

Trabalhar ou estudar

A dor e o desconforto também podem interferir na concentração e na capacidade de permanecer durante muito tempo na mesma atividade. Adaptar a rotina e permitir intervalos pode ser necessário.

Descansar e retomar

Descansar quando o corpo necessita não significa abandonar as atividades. Em determinados dias, pode ser preciso parar, recuperar-se e depois retomar as tarefas respeitando os próprios limites.

Pequenas atitudes que podem melhorar a rotina

Algumas atitudes podem facilitar bastante o cotidiano:

  • planejar pausas;
  • escolher tecidos confortáveis;
  • deixar os materiais de cuidado à mão;
  • pedir ajuda quando necessário;
  • respeitar o próprio ritmo.

Essas adaptações ajudam a compreender que uma mesma pessoa pode ter dias muito diferentes. Em alguns momentos, ela pode realizar suas atividades normalmente; em outros, a dor e o desconforto podem exigir mudanças na rotina.

Terapia medicamentosa

  • Uso de medicamentos tópicos e orais (como antibióticos e anti-inflamatórios);
  • Terapias imunobiológicas para casos avançados;
  • Procedimentos a laser;
  • Além de cirurgias para remoção de tecidos afetados e mudanças no estilo de vida.

Resumindo

Melhorar a vida de quem tem hidradenite supurativa significa acolher a dor, buscar reduzir o desconforto e respeitar os limites do corpo.

O cuidado não se resume apenas ao tratamento da pele. A maneira como a pessoa organiza sua rotina, adapta determinadas atividades e é acolhida por quem está ao seu redor também pode fazer diferença.

Cuidado, acolhimento e informação também fazem parte do tratamento.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autores responsáveis: Alessandra Frederico e José Eduardo Saboya.

domingo, 2 de agosto de 2026

Agosto Laranja: conscientização sobre a mielomeningocele e a hidrocefalia


Durante o mês de agosto, a cor laranja também representa uma importante mobilização pela conscientização sobre a mielomeningocele, condição frequentemente associada à hidrocefalia.

O movimento Agosto Laranja surgiu em Blumenau, Santa Catarina, e foi incluído no calendário oficial do município em 2017. A iniciativa procura dar visibilidade às pessoas com mielomeningocele, divulgar informações sobre prevenção e tratamento, apoiar as famílias e chamar a atenção para necessidades relacionadas à saúde, à educação, à acessibilidade e à participação social.

Mais do que divulgar informações médicas, a campanha nos convida a combater o preconceito e a compreender que crianças, adolescentes e adultos com mielomeningocele e hidrocefalia têm direitos, capacidades, sonhos e histórias que não podem ser reduzidos a um diagnóstico.

O que é a mielomeningocele?

A mielomeningocele, também chamada de espinha bífida aberta, é uma malformação congênita do sistema nervoso central. Ela ocorre quando o tubo neural, estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal, não se fecha completamente durante as primeiras semanas da gestação.

Como consequência, forma-se uma abertura na coluna vertebral, pela qual podem ficar expostos tecidos, meninges, nervos e parte da medula espinhal. A mielomeningocele é considerada uma das formas mais complexas de espinha bífida.

As consequências variam de uma pessoa para outra, conforme a localização e a extensão da lesão. Podem ocorrer:

  • redução ou perda de sensibilidade nos membros inferiores;
  • fraqueza muscular ou paralisia;
  • dificuldades para caminhar e se movimentar;
  • alterações ortopédicas;
  • bexiga e intestino neurogênicos;
  • necessidade de cateterismo urinário;
  • dificuldades relacionadas ao controle da urina e das fezes;
  • necessidade de cirurgias, reabilitação e acompanhamento contínuo.

A condição pode afetar principalmente o sistema nervoso central, o aparelho locomotor e o sistema geniturinário. Isso não significa, porém, que todas as pessoas terão as mesmas limitações ou necessitarão dos mesmos recursos.

Qual é a relação com a hidrocefalia?

A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor, dentro das cavidades do cérebro. Esse acúmulo pode aumentar a pressão dentro do crânio e precisa de avaliação e acompanhamento especializado.

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, a hidrocefalia está presente em grande parte dos casos de mielomeningocele, com frequência estimada em aproximadamente 80%. Entretanto, isso não significa que todas as pessoas com mielomeningocele desenvolverão hidrocefalia.

Quando necessário, o tratamento da hidrocefalia pode envolver a colocação de uma válvula, conhecida como derivação, para retirar o excesso de líquido e conduzi-lo para outra região do corpo, geralmente o abdômen. A necessidade e o tipo de procedimento são definidos pela equipe médica de acordo com cada caso.

As pessoas que utilizam válvula precisam de acompanhamento médico regular. Mudanças importantes no comportamento ou no estado de saúde devem ser avaliadas rapidamente, especialmente quando houver suspeita de mau funcionamento ou infecção no sistema.

Ter hidrocefalia não autoriza ninguém a fazer suposições sobre a inteligência, a capacidade de aprendizagem ou o futuro de uma pessoa. Cada indivíduo possui características, necessidades, habilidades e potencialidades próprias.

Diagnóstico e tratamento

A mielomeningocele pode ser identificada ainda durante a gestação, por meio do acompanhamento pré-natal e de exames de imagem. O diagnóstico precoce ajuda a família e a equipe de saúde a planejarem o parto, os primeiros cuidados e o atendimento do bebê em um serviço preparado para realizar os procedimentos necessários.

Depois do nascimento, geralmente é necessário realizar uma cirurgia para fechar a abertura na coluna, proteger os tecidos nervosos e reduzir o risco de infecções e outros danos. Em situações selecionadas, também pode ser considerada a cirurgia fetal, realizada durante a gestação em centros altamente especializados.

O cuidado não termina após a primeira cirurgia. A pessoa pode necessitar de acompanhamento com diferentes profissionais e especialidades, como:

  • pediatria;
  • neurologia e neurocirurgia;
  • urologia;
  • ortopedia;
  • fisioterapia;
  • terapia ocupacional;
  • enfermagem;
  • psicologia;
  • nutrição;
  • assistência social;
  • profissionais da educação e da reabilitação.

A Diretriz Clínica Brasileira para o disrafismo espinhal aberto prevê cuidados desde o pré-natal, passando pelo nascimento e pela abordagem neurocirúrgica, até o acompanhamento ambulatorial e o apoio à família.

O ácido fólico ajuda na prevenção

A deficiência de ácido fólico está entre os fatores associados aos defeitos do tubo neural. Por isso, o planejamento da gestação, o acompanhamento de saúde antes da gravidez e a suplementação de ácido fólico, quando indicada por um profissional, são medidas importantes para reduzir o risco.

Como o tubo neural se forma e se fecha nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes mesmo de a pessoa saber que está grávida, a orientação sobre o ácido fólico deve fazer parte do cuidado pré-concepcional.

É importante, contudo, não transformar a prevenção em culpa. Nem todos os casos podem ser prevenidos e, muitas vezes, não é possível determinar uma causa específica. O próprio Ministério da Saúde destaca que, na maioria das situações, não existe culpa individual da gestante ou da família.

A suplementação deve ser feita com orientação profissional, especialmente porque algumas pessoas podem precisar de recomendações individualizadas conforme seu histórico de saúde, medicamentos utilizados e gestações anteriores.

Inclusão na escola e na comunidade

Uma criança com mielomeningocele ou hidrocefalia não deve ser impedida de estudar, brincar, conviver e participar das atividades por causa de suas necessidades de saúde ou mobilidade.

A inclusão escolar pode exigir adaptações como:

  • espaços acessíveis para cadeira de rodas, andador ou outros recursos de mobilidade;
  • banheiro adaptado;
  • privacidade e condições adequadas para o cateterismo;
  • flexibilidade para consultas, tratamentos e períodos de recuperação;
  • adaptação das atividades físicas;
  • mobiliário adequado;
  • recursos de tecnologia assistiva;
  • combate ao bullying e às atitudes capacitistas;
  • participação da família e dos profissionais de saúde no planejamento escolar.

A Lei Brasileira de Inclusão garante à pessoa com deficiência o direito à educação inclusiva, com condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, além da oferta de recursos de acessibilidade para eliminar barreiras.

Incluir não é apenas permitir que a pessoa esteja presente. É oferecer condições para que ela participe com segurança, dignidade, autonomia e igualdade de oportunidades.

As necessidades continuam na vida adulta

Embora muitas campanhas falem principalmente sobre bebês e crianças, as pessoas com mielomeningocele e hidrocefalia crescem. Elas se tornam adolescentes e adultos que precisam continuar tendo acesso à saúde, à educação, à qualificação profissional, ao trabalho, à mobilidade, à vida afetiva, ao lazer e à participação social.

A transição do atendimento infantil para os serviços de saúde destinados a adultos precisa ser planejada. Interromper o acompanhamento pode trazer consequências para a mobilidade, a saúde dos rins, o funcionamento da bexiga e do intestino, a integridade da pele e o funcionamento da válvula utilizada no tratamento da hidrocefalia.

A sociedade também precisa abandonar a ideia de que a família deve resolver tudo sozinha. O poder público deve oferecer serviços de saúde, reabilitação, educação inclusiva, assistência social, acessibilidade e políticas que respeitem as necessidades de cada pessoa.

A família também precisa ser acolhida

Receber um diagnóstico durante a gestação ou após o nascimento pode despertar dúvidas, medo e insegurança. Por isso, as famílias precisam receber informações claras, atendimento humanizado e apoio emocional, sem julgamentos ou previsões deterministas sobre a vida da criança.

O cuidado centrado na família faz parte da linha de atendimento à mielomeningocele. Pais, mães e responsáveis precisam ser orientados sobre os procedimentos, os sinais que exigem atenção, os cuidados cotidianos e os serviços disponíveis.

Ao mesmo tempo, a família não deve ser vista apenas como cuidadora. Ela também precisa descansar, ser ouvida, dividir responsabilidades e contar com uma verdadeira rede de apoio.

Conscientizar é combater o capacitismo

Pessoas com mielomeningocele e hidrocefalia não precisam de pena. Precisam de atendimento adequado, respeito, acessibilidade, oportunidades e garantia de direitos.

Algumas caminham sem apoio; outras utilizam órteses, muletas, andadores ou cadeiras de rodas. Algumas precisam de auxílio em determinadas atividades; outras desenvolvem grande autonomia. Nenhuma dessas diferenças diminui o valor, a dignidade ou o direito de participar da sociedade.

O Agosto Laranja nos lembra que a informação pode prevenir, orientar e salvar vidas. Mas também nos ensina que a inclusão depende de atitudes concretas durante todos os meses do ano.

Que a cor laranja represente não somente a conscientização sobre a mielomeningocele e a hidrocefalia, mas também o compromisso com uma sociedade na qual cada pessoa seja respeitada, acolhida e reconhecida por tudo o que é capaz de construir.

Mielomeningocele e hidrocefalia fazem parte da vida de muitas pessoas, mas não definem sozinhas quem elas são. Por trás de cada diagnóstico existem sonhos, talentos, afetos, direitos e muitas possibilidades.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quando a corrida é cancelada por causa da deficiência, não é “só um cancelamento”

Para muitas pessoas, ter uma corrida cancelada por um motorista de aplicativo representa apenas alguns minutos de atraso e a necessidade de solicitar outro veículo. Para uma pessoa com deficiência, porém, esse cancelamento pode produzir consequências muito mais graves.

Pode significar perder uma consulta médica, chegar atrasado ao trabalho, ficar exposto em um local inseguro ou simplesmente ser impedido de exercer, com autonomia, o direito de ir e vir.

O problema se torna ainda mais sério quando o cancelamento acontece depois que o motorista percebe que o passageiro utiliza cadeira de rodas, bengala, muletas, cão-guia ou necessita de algum tipo de auxílio. Como alerta o carrossel que inspirou esta matéria, nesses casos não estamos necessariamente diante de uma simples falha do serviço: a recusa pode representar exclusão, constrangimento e violação de direitos.

A deficiência não pode ser o motivo da recusa

Motoristas podem cancelar corridas por diferentes razões operacionais. O que não pode acontecer é a deficiência do passageiro ser utilizada como justificativa para negar o atendimento.

Quando o motorista chega ao local, observa a cadeira de rodas ou outra condição do passageiro e imediatamente cancela a viagem, sem sequer conversar ou verificar as possibilidades de embarque, cria-se uma forte suspeita de tratamento discriminatório.

O mesmo ocorre quando são utilizadas frases como:

“Não levo cadeirante.”

“Não cabe essa cadeira.”

“Vai estragar o carro.”

“Não transporto pessoa com deficiência.”

“Você deveria ter pedido outro tipo de veículo.”

É importante distinguir uma limitação concreta e comprovável do veículo de uma recusa baseada em preconceito ou em suposições. Uma cadeira de rodas dobrável, por exemplo, pode caber no porta-malas de muitos veículos comuns. Antes de cancelar, o motorista deve dialogar respeitosamente com o passageiro e buscar uma solução segura.

A pessoa com deficiência também deve ser ouvida. Ninguém deve tocar em seu corpo, cadeira de rodas, bengala ou demais equipamentos sem autorização. O correto é perguntar de maneira natural: “Como posso ajudar?”

O que determina a Lei Brasileira de Inclusão?

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência — Lei nº 13.146/2015 — estabelece que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades e não deve sofrer qualquer forma de discriminação.

A legislação considera discriminação qualquer ação ou omissão que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência.

O artigo 46 da mesma lei determina que o direito ao transporte e à mobilidade deve ser assegurado às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio da identificação e da eliminação de obstáculos e barreiras.

Além disso, o artigo 88 estabelece como crime praticar, induzir ou incitar discriminação contra alguém em razão de sua deficiência. A pena prevista é de um a três anos de reclusão, além de multa. A caracterização criminal depende da análise das circunstâncias e das provas de cada caso, mas a legislação demonstra que uma conduta discriminatória não pode ser tratada como mero aborrecimento.

Em janeiro de 2026, por exemplo, a Polícia Civil do Amapá informou o indiciamento de um motorista de aplicativo após investigar a recusa de transporte de uma passageira que utilizava cadeira de rodas. Segundo a autoridade policial, a recusa injustificada do serviço, quando relacionada à deficiência, pode configurar conduta criminosa.

Um cancelamento pode limitar toda a rotina

Pessoas com deficiência frequentemente precisam planejar seus deslocamentos com maior antecedência. Algumas dependem de horários de medicamentos, acompanhantes, tratamentos, consultas, sessões de fisioterapia ou locais que ofereçam condições mínimas de acessibilidade.

Quando uma corrida é recusada, nem sempre basta chamar outro motorista. O novo veículo pode demorar, o preço pode aumentar e a pessoa pode permanecer sozinha, sob chuva, frio, calor ou em uma rua sem acessibilidade.

Há também o impacto emocional. Ser recusado diante de outras pessoas, como se a deficiência fosse um problema ou um inconveniente, produz constrangimento, insegurança e sensação de exclusão.

A pessoa não está pedindo um favor. Está pagando por um serviço oferecido ao público e espera recebê-lo com dignidade.

As empresas de aplicativos também têm responsabilidade

Não basta disponibilizar uma opção de chamada no aplicativo. As plataformas precisam desenvolver políticas efetivas de inclusão e prevenção da discriminação.

Entre as medidas necessárias estão:

  • capacitação dos motoristas sobre deficiência, acessibilidade e atendimento respeitoso;

  • canais acessíveis para reclamações e denúncias;

  • análise de motoristas que apresentam repetidas reclamações de recusa;

  • devolução imediata de taxas cobradas indevidamente após cancelamentos;

  • orientação sobre o transporte seguro de cadeiras de rodas, bengalas, muletas e outros equipamentos;

  • recursos compatíveis com leitores de tela, ampliação de letras e tecnologias assistivas;

  • respostas claras e humanas às denúncias apresentadas pelos passageiros.

A acessibilidade precisa estar presente desde o momento em que a pessoa abre o aplicativo até a chegada ao destino. Não começa apenas quando alguém abre a porta do carro.

O que fazer diante de uma recusa discriminatória?

A pessoa que passar por esse tipo de situação deve, sempre que possível, guardar provas do ocorrido.

É recomendável registrar:

  • capturas de tela da corrida e do cancelamento;

  • nome e fotografia do motorista;

  • placa e modelo do veículo;

  • data, horário e local;

  • mensagens trocadas pelo aplicativo;

  • áudios ou vídeos obtidos de maneira legal;

  • nomes e contatos de testemunhas;

  • protocolos das reclamações feitas à empresa.

O primeiro passo pode ser registrar a ocorrência no próprio aplicativo, explicando claramente que a corrida foi recusada após o motorista identificar a deficiência ou o equipamento de mobilidade.

Caso a resposta seja insatisfatória, o passageiro também pode procurar o Procon de sua cidade ou registrar uma reclamação no Consumidor.gov.br, desde que a empresa esteja cadastrada na plataforma. O serviço permite anexar documentos e acompanhar a resposta fornecida pela empresa.

Violações de direitos das pessoas com deficiência também podem ser denunciadas ao Disque 100. O canal funciona gratuitamente durante 24 horas, todos os dias da semana, e encaminha as denúncias aos órgãos responsáveis.

Quando houver ofensa, ameaça, humilhação ou indícios claros de discriminação, a vítima também pode procurar uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência. Em determinadas cidades, existem ainda canais municipais específicos para reclamações relacionadas ao transporte por aplicativo.

Inclusão começa com respeito e informação

Muitos problemas poderiam ser evitados com capacitação. O motorista não precisa conhecer todas as deficiências, mas deve compreender princípios básicos de respeito, segurança e autonomia.

Perguntar como ajudar é melhor do que presumir que o passageiro não pode embarcar. Conversar é melhor do que cancelar. Procurar uma acomodação segura é melhor do que enxergar a deficiência como um problema.

Do outro lado, as empresas precisam deixar claro que atitudes discriminatórias não serão toleradas e que a inclusão faz parte da qualidade do serviço.

Conclusão

Uma corrida cancelada pode parecer algo pequeno para quem logo consegue solicitar outro veículo. Para a pessoa com deficiência, entretanto, essa recusa pode fechar a porta do trabalho, da saúde, do estudo, do lazer e da participação social.

Recusar um passageiro exclusivamente por causa de sua deficiência não é preferência pessoal e muito menos liberdade para escolher quem merece ser atendido. Dependendo das circunstâncias, pode ser uma forma de discriminação e uma violação do direito à mobilidade.

A verdadeira inclusão começa quando a pessoa com deficiência não precisa implorar para receber o mesmo serviço oferecido às demais pessoas. Ela começa quando existem acessibilidade, diálogo, preparo e respeito.

Porque transportar uma pessoa com deficiência não é fazer uma gentileza. É prestar um serviço com igualdade e dignidade.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveria.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Passageiros com deficiência ainda enfrentam dificuldades nos aplicativos de mobilidade urbana


Os aplicativos de mobilidade urbana tornaram-se importantes para o deslocamento de milhões de pessoas. Para muitas pessoas com deficiência, esses serviços representam mais autonomia, independência e segurança para ir ao trabalho, estudar, realizar consultas médicas, fazer compras ou participar de atividades sociais.

Entretanto, apesar dos avanços tecnológicos, passageiros com deficiência ainda passam por situações difíceis ao utilizar esses aplicativos. Muitas dessas dificuldades não acontecem necessariamente por má vontade dos motoristas, mas pela falta de informação, orientação e capacitação adequada.

A falta de preparo pode transformar uma viagem simples em um grande problema

Nem todos os motoristas sabem como atender corretamente uma pessoa com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual. Alguns não sabem como oferecer ajuda, como se comunicar ou como agir diante de uma necessidade específica.

Uma pessoa com deficiência visual, por exemplo, pode precisar que o motorista informe claramente onde o veículo está parado, diga seu nome, confirme a placa ou descreva algum ponto de referência. Apenas buzinar ou permanecer dentro do carro aguardando pode não ser suficiente para que o passageiro encontre o veículo.

Já uma pessoa com deficiência física pode precisar de alguns minutos a mais para entrar no automóvel, guardar uma bengala, um andador ou outro equipamento de apoio. Em algumas situações, o motorista pode interpretar essa demora como um problema e cancelar a corrida antes mesmo de compreender o que está acontecendo.

Também existem passageiros que têm dificuldades de comunicação ou que necessitam de instruções mais claras e pacientes. Um atendimento apressado, impaciente ou desrespeitoso pode causar constrangimento, medo e até impedir que a pessoa conclua seu deslocamento.

Informação e capacitação podem evitar muitos problemas

Grande parte dessas situações poderia ser evitada com uma capacitação simples e objetiva oferecida pelas empresas aos motoristas parceiros.

Essa orientação deveria explicar, por exemplo:

  • como abordar uma pessoa com deficiência de maneira respeitosa;
  • como oferecer ajuda sem impor a ajuda;
  • como atender passageiros com baixa visão ou cegueira;
  • como transportar bengalas, andadores e outros equipamentos;
  • como agir quando o passageiro precisa de mais tempo para embarcar;
  • como se comunicar com pessoas surdas ou com dificuldades de fala;
  • como evitar atitudes capacitistas, constrangedoras ou discriminatórias.

O princípio mais importante é perguntar ao passageiro de que maneira ele prefere ser ajudado. Pessoas com a mesma deficiência podem ter necessidades diferentes. Portanto, o motorista não deve agir com base em suposições.

Uma pergunta simples, como “Posso ajudar de alguma maneira?”, pode fazer uma grande diferença.

A acessibilidade precisa estar presente também no aplicativo

Além do atendimento prestado pelo motorista, o próprio aplicativo precisa ser acessível.

Pessoas com baixa visão podem ter dificuldade para ler informações apresentadas com letras pequenas, pouco contraste ou botões difíceis de localizar. Pessoas cegas precisam que o aplicativo seja compatível com leitores de tela. Também é importante que as funções essenciais possam ser encontradas com facilidade, sem depender apenas de cores ou elementos visuais.

Relato aqui uma experiência pessoal com o aplicativo 99. Como pessoa com deficiência visual e baixa visão, percebi que algumas características do aplicativo dificultavam sua utilização. Enviei um e-mail à empresa explicando os problemas encontrados e relatando quais recursos seriam importantes para tornar o serviço mais acessível.

Depois dessa manifestação, observei melhorias na acessibilidade do aplicativo, incluindo a ampliação de elementos visuais e maior facilidade de uso para pessoas com baixa visão.

Essa experiência mostra como é importante que as empresas mantenham canais de comunicação acessíveis e estejam dispostas a ouvir seus usuários. Quando uma pessoa com deficiência apresenta uma reclamação ou sugestão, ela não está pedindo um privilégio. Está indicando uma barreira que pode prejudicar muitas outras pessoas.

Ouvir os passageiros também faz parte da inclusão

As empresas de mobilidade urbana deveriam consultar regularmente pessoas com diferentes tipos de deficiência durante o desenvolvimento e a atualização de seus aplicativos.

Não basta criar uma ferramenta e somente depois tentar corrigir os problemas. A acessibilidade precisa estar presente desde o planejamento do serviço.

Também é fundamental facilitar o registro de reclamações relacionadas à acessibilidade. O passageiro precisa conseguir informar, de maneira simples, se houve recusa de atendimento, falta de respeito, cancelamento indevido, dificuldade para localizar o veículo ou despreparo do motorista.

Essas informações poderiam ser utilizadas para identificar problemas recorrentes, melhorar os treinamentos e orientar os profissionais.

Tecnologia acessível gera autonomia

Para uma pessoa sem deficiência, uma falha no aplicativo pode representar apenas um pequeno incômodo. Para uma pessoa com deficiência, a mesma falha pode impedir uma viagem, causar atraso em uma consulta ou deixá-la sozinha em um local inseguro.

Por isso, acessibilidade não pode ser tratada como um detalhe opcional. Ela é indispensável para que todas as pessoas possam utilizar os serviços com igualdade, dignidade e segurança.

Os aplicativos de mobilidade urbana têm um enorme potencial de inclusão. Porém, para que esse potencial seja realmente alcançado, é necessário combinar tecnologia acessível, motoristas capacitados, atendimento humanizado e canais eficientes para ouvir os passageiros.

Conclusão

Pessoas com deficiência não querem tratamento infantilizado nem privilégios. Querem apenas utilizar os aplicativos de mobilidade urbana com autonomia, respeito e segurança.

Capacitar os motoristas, melhorar a acessibilidade dos aplicativos e ouvir as experiências dos passageiros são medidas possíveis e necessárias. Quando uma empresa corrige uma barreira, ela não beneficia apenas uma pessoa, mas amplia o direito de ir e vir de toda a sociedade.

A verdadeira inclusão acontece quando ninguém precisa passar por apuros para realizar uma viagem que deveria ser simples.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autores responsáveis: Gabriel Sznelvar e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho: segurança também precisa ser inclusiva

Celebrado em 27 de julho, o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho nos convida a refletir sobre a proteção da vida e da saúde nos ambientes profissionais. A data, instituída em 1972, representa a luta por melhores condições de segurança e reforça uma verdade fundamental: muitos acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho podem ser evitados.

Prevenir não significa apenas entregar equipamentos de proteção individual ou colocar placas de advertência. Uma política efetiva de prevenção precisa identificar os riscos existentes, ouvir os trabalhadores, adaptar os processos, oferecer treinamento adequado e corrigir as condições inseguras antes que alguém se machuque.

Prevenir acidentes também é evitar o surgimento de deficiências

Um acidente de trabalho pode provocar consequências temporárias ou permanentes. Quedas, esmagamentos, choques elétricos, queimaduras, intoxicações, acidentes com máquinas, exposição excessiva a ruídos e esforço repetitivo podem causar lesões físicas, perda auditiva, comprometimento visual, amputações, limitações de movimento e outras deficiências.

Há também riscos que não são percebidos imediatamente. Doenças ocupacionais podem desenvolver-se lentamente em razão de movimentos repetitivos, postura inadequada, exposição a substâncias tóxicas, ruídos intensos, jornadas excessivas ou sofrimento psicológico.

Por isso, a prevenção deve começar antes do acidente. Algumas medidas fundamentais são:

  • identificar e avaliar os riscos de cada atividade;

  • eliminar perigos sempre que possível;

  • realizar manutenção periódica de máquinas, ferramentas e instalações;

  • fornecer equipamentos de proteção adequados e em boas condições;

  • orientar sobre o uso correto desses equipamentos;

  • oferecer treinamentos compreensíveis e acessíveis;

  • respeitar pausas, limites físicos e condições ergonômicas;

  • investigar acidentes e situações de risco para impedir que se repitam;

  • manter rotas de circulação e saídas de emergência desobstruídas;

  • estimular os trabalhadores a comunicar riscos sem medo de punição.

O trabalhador deve seguir as orientações de segurança e informar situações perigosas, mas a responsabilidade não pode ser colocada somente sobre ele. Cabe ao empregador organizar um ambiente seguro, avaliar os riscos, fornecer os recursos necessários e adotar medidas de proteção coletiva e individual.

E quando o trabalhador já é uma pessoa com deficiência?

A presença de uma deficiência não significa incapacidade para o trabalho. Também não significa que a pessoa deva aceitar um ambiente inseguro ou improvisar maneiras de realizar suas atividades.

A Lei Brasileira de Inclusão assegura à pessoa com deficiência o direito ao trabalho em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades. Isso inclui acessibilidade, recursos de tecnologia assistiva, adaptações razoáveis e suportes individualizados quando forem necessários. Portanto, segurança inclusiva não é favor: é um direito.

A avaliação dos riscos deve considerar as características reais de cada trabalhador e as barreiras existentes no local. Duas pessoas com a mesma deficiência podem ter necessidades completamente diferentes. As adaptações devem ser definidas por meio do diálogo, sem preconceitos e sem decisões baseadas apenas em suposições.

Cuidados importantes para trabalhadores com deficiência

A pessoa com deficiência pode adotar alguns cuidados para proteger-se, mas sempre lembrando que as barreiras devem ser corrigidas pela empresa — e não compensadas apenas pelo esforço individual.

Conhecer o ambiente

É importante observar se existem obstáculos, pisos escorregadios, iluminação insuficiente, sinalização inadequada, máquinas sem proteção, passagens estreitas ou outros riscos. Ao identificar um problema, o trabalhador deve comunicá-lo ao responsável pelo setor, à área de segurança do trabalho ou à comissão interna de prevenção.

Solicitar as adaptações necessárias

Mesas reguláveis, cadeiras adequadas, leitores de tela, ampliação de caracteres, alarmes visuais, avisos sonoros, sinalização tátil, ferramentas adaptadas e reorganização do espaço são exemplos de recursos que podem aumentar a segurança e a autonomia.

Solicitar uma adaptação não é demonstrar fraqueza. É exercer o direito de trabalhar em condições adequadas.

Participar dos treinamentos de segurança

Todo treinamento deve ser acessível. Trabalhadores cegos ou com baixa visão podem precisar de materiais compatíveis com leitores de tela, descrição verbal de imagens e demonstrações táteis seguras. Pessoas surdas podem necessitar de Libras, legendas ou instruções escritas. Pessoas com deficiência intelectual podem precisar de linguagem simples, exemplos práticos e tempo adicional para compreensão.

Se o treinamento não estiver acessível, é importante solicitar outro formato. Uma instrução que não pode ser compreendida não cumpre sua finalidade preventiva.

Conhecer o plano de emergência

A pessoa com deficiência deve saber onde estão as saídas, quem poderá prestar apoio e como funcionará a evacuação em caso de incêndio, vazamento, queda de energia ou outra emergência. Os exercícios de abandono precisam incluir todos os trabalhadores.

Planos de emergência que ignoram pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência sensorial não são verdadeiramente seguros.

Não improvisar diante de uma barreira

Subir em móveis inadequados, utilizar equipamentos sem adaptação, circular por rotas perigosas ou tentar executar sozinho uma tarefa que exige apoio pode aumentar o risco de acidentes. Quando uma atividade não puder ser realizada com segurança, o correto é interrompê-la e solicitar uma solução adequada.

Comunicar mudanças de necessidade

Uma alteração na visão, audição, mobilidade, equilíbrio, coordenação ou condição de saúde pode exigir uma nova avaliação do posto de trabalho. Essa comunicação deve ser tratada com respeito, confidencialidade e sem discriminação.

Utilizar corretamente os equipamentos de proteção

Os equipamentos de proteção também precisam ser compatíveis com as necessidades do trabalhador. Um equipamento que dificulta a comunicação, interfere em uma prótese, limita indevidamente os movimentos ou não se ajusta ao corpo deve ser revisto. A solução não é deixar de utilizá-lo, mas buscar um modelo seguro e adequado.

Acessibilidade também previne acidentes

Uma rota livre de obstáculos protege trabalhadores cegos, pessoas com mobilidade reduzida e também qualquer pessoa que esteja carregando materiais. Uma sinalização clara beneficia trabalhadores com baixa visão, visitantes e pessoas que ainda não conhecem o ambiente. Alarmes sonoros e visuais, usados em conjunto, ampliam a segurança de todos.

Assim, acessibilidade não deve ser tratada como um detalhe separado da segurança do trabalho. Ela faz parte da prevenção e contribui para ambientes mais organizados, humanos e eficientes.

Conclusão

O Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho deve recordar que nenhuma meta, prazo ou economia justifica colocar uma vida em risco. Prevenir acidentes também significa evitar que trabalhadores adquiram deficiências em situações que poderiam ser impedidas. Para quem já possui uma deficiência, proteção verdadeira exige acessibilidade, adaptações adequadas, treinamento compreensível e participação nos planos de emergência. Construir um trabalho seguro e inclusivo é uma responsabilidade compartilhada, mas cabe às organizações eliminar os riscos e as barreiras. Afinal, todo trabalhador tem o direito de voltar para casa com sua saúde, sua dignidade e sua vida preservadas.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Lei Brasileira de Inclusão completa 11 anos: cinco avanços que transformaram direitos em cidadania

No dia 6 de julho de 2026, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência completa 11 anos de sua sanção. Também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei nº 13.146/2015 tornou-se um dos mais importantes marcos legais brasileiros na defesa da igualdade, da autonomia e da participação social das pessoas com deficiência.

A lei reuniu, fortaleceu e ampliou direitos relacionados à educação, ao trabalho, à acessibilidade, à saúde, à moradia, ao transporte, à cultura, ao lazer e ao acesso à Justiça. Mais do que conceder benefícios, a LBI ajudou a consolidar uma mudança de perspectiva: a deficiência não deve ser entendida apenas como uma condição individual, mas como o resultado da interação entre a pessoa e as barreiras existentes na sociedade.

A seguir, destacamos cinco avanços importantes, comparando a situação anterior com as garantias fortalecidas pela nova legislação.

1. Educação inclusiva sem cobrança adicional

Antes: Muitas famílias encontravam resistência para matricular crianças e adolescentes com deficiência em escolas regulares. Algumas instituições particulares recusavam matrículas ou cobravam valores extras para oferecer apoio, acessibilidade ou acompanhamento adequado.

Depois da LBI: As escolas públicas e privadas passaram a ter o dever de assegurar um sistema educacional inclusivo, oferecendo os recursos de acessibilidade e os apoios necessários. A cobrança de taxas adicionais pelas escolas particulares em razão da deficiência do estudante foi expressamente proibida.

Esse avanço reforçou que a inclusão escolar não é favor, gentileza ou serviço opcional: é um direito do estudante e uma obrigação da instituição de ensino.

2. Reconhecimento da autonomia e da capacidade civil

Antes: Pessoas com deficiência, especialmente intelectual ou psicossocial, eram frequentemente tratadas como incapazes de tomar decisões sobre a própria vida. Em muitos casos, a interdição retirava de forma ampla o direito de escolher, administrar bens, casar, formar família ou participar de decisões pessoais.

Depois da LBI: A deficiência deixou de ser motivo automático para a perda da capacidade civil. A pessoa com deficiência passou a ter reconhecido o direito de exercer sua autonomia, fazer escolhas, casar-se, constituir união estável, exercer direitos reprodutivos e decidir sobre sua própria vida.

A curatela tornou-se uma medida extraordinária, proporcional às necessidades de cada pessoa e, em regra, limitada aos atos de natureza patrimonial e negocial.

3. Acessibilidade física, comunicacional e digital

Antes: A acessibilidade era muitas vezes associada apenas à construção de rampas. Barreiras na comunicação, na tecnologia, nos sites, nos transportes, nas edificações e nos serviços permaneciam pouco reconhecidas ou enfrentadas de maneira insuficiente.

Depois da LBI: O conceito de acessibilidade foi ampliado. A legislação passou a abranger espaços públicos e privados de uso coletivo, transportes, mobiliário urbano, comunicação, informação, tecnologias e serviços digitais.

Sites mantidos por empresas e órgãos públicos devem oferecer recursos de acessibilidade, enquanto edificações de uso coletivo precisam observar normas que permitam utilização com segurança, autonomia e igualdade. A lei também reconheceu as barreiras arquitetônicas, urbanísticas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais.

4. Maior proteção no acesso ao trabalho

Antes: A pessoa com deficiência enfrentava processos seletivos excludentes, ambientes sem acessibilidade, ausência de adaptações e avaliações baseadas mais na deficiência do que em suas competências profissionais.

Depois da LBI: O trabalho passou a ser reafirmado como um direito, em ambiente acessível e inclusivo, com igualdade de oportunidades. A legislação fortaleceu o dever de oferecer adaptações razoáveis, recursos de tecnologia assistiva e condições que permitam à pessoa exercer suas funções com autonomia.

Também ficou mais claro que discriminar uma pessoa em razão da deficiência durante a contratação, a permanência no emprego ou a progressão profissional constitui violação de direitos.

5. Discriminação contra a pessoa com deficiência passou a ter punição específica

Antes: Situações de exclusão, humilhação, recusa de atendimento e tratamento desigual nem sempre encontravam uma resposta legal clara e específica. Muitas vítimas não sabiam a quem recorrer ou encontravam dificuldades para demonstrar a gravidade da discriminação sofrida.

Depois da LBI: Praticar, induzir ou incitar discriminação contra uma pessoa em razão de sua deficiência passou a ser crime. A lei também estabeleceu proteção contra negligência, violência, exploração e tratamento desumano ou degradante.

Com isso, atitudes preconceituosas deixaram de ser tratadas apenas como falta de educação ou insensibilidade e passaram a ser reconhecidas como possíveis violações legais.

Uma conquista que precisa continuar avançando

A Lei Brasileira de Inclusão não eliminou todas as barreiras. Muitas pessoas com deficiência ainda enfrentam calçadas inacessíveis, escolas despreparadas, falta de profissionais de apoio, dificuldades para conseguir emprego, ausência de recursos de comunicação acessível, preconceito e desrespeito à sua autonomia.

A existência da lei, por si só, não garante que todos os direitos sejam respeitados. É necessário investir em fiscalização, políticas públicas, informação, formação profissional e mudança de atitudes.

Ainda há muito a ser conquistado. Entretanto, também é preciso reconhecer a importância do caminho já percorrido. A LBI deu maior visibilidade às pessoas com deficiência, fortaleceu instrumentos de proteção e deixou claro que inclusão, acessibilidade e igualdade não são concessões: são direitos.

Celebrar esses 11 anos é valorizar as conquistas alcançadas e, ao mesmo tempo, renovar o compromisso de construir uma sociedade em que nenhuma pessoa seja impedida de estudar, trabalhar, circular, comunicar-se, escolher e viver plenamente por causa das barreiras impostas pelo ambiente ou pelo preconceito.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Torcer em silêncio também é torcer: os malefícios do barulho e dos fogos de artifício para pessoas com TEA, epilepsia e outros problemas neurológicos

Há quem pense que festa boa precisa ser barulhenta. Mas, para muitas pessoas, o excesso de som não é alegria: é dor, susto, medo, crise e sofrimento.

Fogos de artifício com estampido, buzinas, gritos, cornetas e caixas de som em volume alto podem transformar momentos de celebração em situações muito difíceis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, epilepsia, deficiência intelectual, síndromes neurológicas, idosos, bebês, pessoas hospitalizadas e também para animais.

Torcer é bonito. Celebrar também. Mas nenhuma comemoração precisa ferir quem está ao lado.

Quando o barulho vira agressão sensorial

Muitas pessoas autistas apresentam maior sensibilidade a sons, luzes, cheiros, texturas e movimentos. Isso significa que um barulho considerado “normal” por uma pessoa pode ser percebido como insuportável por outra. A National Autistic Society explica que a sobrecarga sensorial acontece quando a pessoa recebe mais estímulos do que consegue processar naquele momento, podendo levar a sofrimento e mudanças de comportamento.

No caso dos fogos de artifício, o problema se agrava porque o estampido costuma ser alto, repentino e imprevisível. A pessoa não sabe quando virá o próximo estouro, nem qual será a intensidade. Para quem tem hipersensibilidade auditiva, isso pode provocar ansiedade, choro, vontade de fugir, irritação, desorganização, automutilação, agressividade involuntária, insônia e crise sensorial. A Agência Brasil registrou alerta semelhante sobre fogos e crises sensoriais em pessoas autistas, especialmente pelo barulho intenso e inesperado.

Epilepsia: o risco não é apenas o som

No caso da epilepsia, é importante lembrar que nem toda pessoa com epilepsia tem os mesmos gatilhos. Ainda assim, certos fatores podem aumentar o risco de crises em pessoas suscetíveis, como privação de sono, estresse, luzes fortes piscando e padrões visuais intermitentes. A Epilepsy Foundation lista luzes piscantes, falta de sono e estresse entre possíveis gatilhos de crises para algumas pessoas.

Além disso, cerca de 3% das pessoas com epilepsia têm epilepsia fotossensível, condição em que luzes piscantes ou determinados padrões visuais podem desencadear crises. Por isso, fogos de artifício com flashes intensos, combinados com sustos, barulho, aglomeração e alteração da rotina de sono, podem ser especialmente preocupantes para esse grupo.

O barulho também afeta o corpo

O ruído não incomoda apenas “os ouvidos”. Ele pode afetar o sono, o sistema nervoso, o comportamento, a concentração, o humor e a sensação de segurança. A Organização Mundial da Saúde vem tratando o ruído ambiental como tema de saúde pública, associando-o a prejuízos como incômodo intenso, distúrbios do sono e impactos cardiovasculares e de saúde mental.

Para uma pessoa com condição neurológica, o corpo pode entrar em estado de alerta. O coração acelera, a respiração muda, a pessoa tenta se proteger, se esconde, tampa os ouvidos, chora ou se desorganiza. De fora, alguém pode julgar como “manha” ou “exagero”. Por dentro, pode ser sofrimento real.

Não é frescura. É acessibilidade.

Quando uma família pede menos barulho, ela não está querendo acabar com a alegria de ninguém. Está pedindo respeito.

Acessibilidade não é apenas rampa, piso tátil ou legenda. Acessibilidade também é pensar no ambiente sonoro. É entender que uma cidade inclusiva precisa considerar quem escuta de outro jeito, quem processa estímulos de forma diferente e quem pode ter sua saúde afetada por uma comemoração barulhenta.

No Brasil, o tema já chegou ao debate legislativo nacional. O PL 5/2022, em tramitação na Câmara dos Deputados, trata da restrição a fogos de artifício de estampido e outros artefatos pirotécnicos que produzam estampidos, com justificativa ligada aos direitos de pessoas com deficiência, idosos e animais.

Como torcer e celebrar com respeito

É possível comemorar sem causar sofrimento. Algumas atitudes simples fazem muita diferença:

  1. Preferir fogos sem estampido, shows de luzes, drones ou efeitos visuais silenciosos.

  2. Evitar buzinas, cornetas e gritos prolongados perto de casas, hospitais, escolas, instituições e locais com crianças, idosos ou pessoas com deficiência.

  3. Avisar vizinhos e familiares quando houver alguma celebração prevista.

  4. Respeitar quem usa abafador, fone, protetor auricular ou precisa se retirar do ambiente.

  5. Ensinar crianças e adultos que inclusão também se pratica na hora da festa.

  6. Cobrar do poder público campanhas educativas e fiscalização das leis municipais sobre fogos com estampido.

  7. Lembrar que alegria de verdade não precisa machucar ninguém.

Torcer em silêncio também é torcer

A pessoa que não grita também vibra.
A pessoa que não suporta fogos também ama a festa.
A pessoa que se protege do barulho também participa do mundo.

Torcer em silêncio também é torcer.
Celebrar com respeito também é celebrar.
E pensar no outro é uma das formas mais bonitas de mostrar humanidade.

Antes de soltar fogos, buzinar sem parar ou aumentar o som, pergunte-se: quem pode estar sofrendo com isso?

A verdadeira festa é aquela em que todos podem existir com segurança, dignidade e paz.

Cantinho dos Amigos Especiais
Inclusão, respeito e acessibilidade também fazem parte da comemoração.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Brincanto: a loja da Laramara que transforma o brincar em inclusão

Brincar é uma das formas mais bonitas de aprender, descobrir o mundo e criar vínculos. Para crianças com deficiência visual, esse direito também precisa ser garantido com acessibilidade, criatividade e respeito às diferentes formas de perceber o ambiente.

É com essa proposta que existe a Brincanto, loja da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, em São Paulo. A Laramara é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, voltada ao atendimento e à inclusão de pessoas com deficiência visual e suas famílias.

Segundo a própria instituição, a Brincanto oferece brinquedos adaptados para crianças com deficiência visual, em um ambiente lúdico, pensado para estimular a fantasia, a alegria e a participação das crianças nas brincadeiras.

Mais do que vender brinquedos, a proposta da loja é valorizar o brincar inclusivo. Os brinquedos são desenvolvidos considerando a inclusão em primeiro lugar e buscam estimular a descoberta, a aprendizagem e a autonomia das crianças.

Entre os recursos destacados pela Brincanto estão os estímulos sonoros, que ajudam na identificação e no reconhecimento de sons, além de texturas e formas, que favorecem a exploração tátil e ampliam o repertório da criança.

A iniciativa dialoga com uma ideia essencial: criança com deficiência visual também aprende brincando, socializa brincando, cria memórias brincando e desenvolve habilidades importantes por meio da brincadeira. Em outro projeto da Laramara, “Brincar para todos e com todos”, a instituição reforça que o brincar contribui para a autonomia, o fortalecimento de vínculos familiares, as interações sociais e o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes com deficiência visual.

Para famílias, educadores e profissionais da infância, conhecer iniciativas como a Brincanto é uma oportunidade de olhar para o brinquedo não apenas como diversão, mas também como instrumento de inclusão. Um brinquedo acessível pode abrir caminhos para que a criança explore sons, formas, movimentos, texturas, regras, imaginação e convivência.

A Brincanto mostra que inclusão também se faz com afeto, criatividade e respeito ao direito de brincar.

Serviço
A Laramara fica na Rua Conselheiro Brotero, 338, Barra Funda, São Paulo – SP.
O telefone geral informado no site da instituição é (11) 3660-6400.

Fonte: Laramara – Brincanto / Projetos de brincar inclusivo.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Síndrome de Charcot-Marie-Tooth: quando os nervos enfraquecem os passos

Você já ouviu falar em Charcot-Marie-Tooth?

Apesar do nome difícil, a explicação pode ser simples: a síndrome de Charcot-Marie-Tooth, também chamada de CMT, é uma condição genética que afeta os nervos periféricos — aqueles que ligam o cérebro e a medula aos braços, mãos, pernas e pés.

Esses nervos funcionam como “fios de comunicação” do corpo. Eles levam ordens para os músculos se mexerem e também trazem informações de sensibilidade, como tato, dor, calor e frio. Na CMT, essa comunicação pode ficar mais fraca ou mais lenta. Por isso, a pessoa pode ter dificuldade para andar, tropeçar com frequência, sentir fraqueza nos pés e pernas ou perder parte da sensibilidade. A CMT é considerada uma das neuropatias hereditárias mais comuns.

Principais sinais

Os sintomas podem variar muito de uma pessoa para outra. Algumas pessoas têm sinais leves; outras precisam de órteses, bengalas, fisioterapia ou adaptações para manter a autonomia.

Entre os sinais mais comuns estão:

– fraqueza nos pés, tornozelos e pernas;
– tropeços frequentes;
– dificuldade para correr, subir escadas ou levantar a ponta do pé;
– marcha com passos mais altos, como se a pessoa precisasse levantar muito o pé para não arrastar;
– pés muito cavos ou, em alguns casos, pés planos;
– dedos em garra ou “dedos em martelo”;
– perda de massa muscular nas pernas;
– dormência, formigamento ou perda de sensibilidade;
– mãos frias, pés frios ou alterações de circulação;
– dificuldade, com o tempo, para movimentos finos das mãos, como escrever, abotoar roupas ou abrir objetos.

Em geral, os sintomas começam pelos pés e pernas. Com o passar dos anos, podem atingir também mãos e braços. A evolução costuma ser lenta, mas progressiva.

CMT não é preguiça, desatenção nem “jeito de andar”

Muitas pessoas com Charcot-Marie-Tooth passam anos sendo chamadas de desajeitadas, estabanadas ou preguiçosas. Crianças podem ser vistas como “ruins nos esportes” ou “sem coordenação”. Adultos podem ouvir que estão andando errado ou que precisam “se esforçar mais”.

Mas a CMT não é falta de vontade. É uma condição neurológica real, que interfere na força, na sensibilidade e no equilíbrio.

É uma doença hereditária

A CMT costuma ter origem genética. Isso significa que pode aparecer em mais de uma pessoa da família. Porém, a ausência de casos conhecidos na família não elimina a possibilidade da doença, porque algumas pessoas têm sintomas leves e nunca foram diagnosticadas, e também podem ocorrer alterações genéticas novas. A condição pode ter diferentes formas de herança, dependendo do tipo de CMT.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é feito por um neurologista, especialmente quando há suspeita de neuropatia hereditária.

A avaliação pode incluir:

– conversa sobre os sintomas;
– exame físico e neurológico;
– análise da força muscular, reflexos e sensibilidade;
– observação dos pés, da marcha e do equilíbrio;
– eletroneuromiografia ou estudo de condução nervosa;
– teste genético, quando indicado.

Durante o exame, o médico pode procurar sinais como fraqueza muscular, reflexos reduzidos ou ausentes e deformidades nos pés, como pé cavo ou pé plano.

Tem cura?

Até o momento, a Charcot-Marie-Tooth não tem cura definitiva. Mas isso não significa que “não há o que fazer”.

O tratamento é voltado para melhorar a qualidade de vida, preservar a mobilidade, prevenir quedas, reduzir dores e manter a independência pelo maior tempo possível.

Podem fazer parte do cuidado:

– fisioterapia;
– alongamentos e fortalecimento orientado;
– terapia ocupacional;
– órteses para tornozelos e pés;
– palmilhas e calçados adequados;
– bengalas, andadores ou outros recursos quando necessários;
– acompanhamento ortopédico;
– cirurgia em alguns casos de deformidades importantes;
– cuidado especial com os pés, principalmente quando há perda de sensibilidade.

Atenção aos pés

Quem tem perda de sensibilidade pode machucar os pés e não perceber. Por isso, é importante observar bolhas, feridas, calos, alterações nas unhas, dor diferente, vermelhidão ou mudanças no formato dos pés.

O cuidado preventivo evita complicações e melhora a segurança para caminhar.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar avaliação médica quando houver:

– quedas frequentes;
– tropeços sem explicação;
– dificuldade progressiva para andar;
– perda de força nos pés, pernas ou mãos;
– pés muito cavos, dedos em garra ou deformidades;
– dormência ou perda de sensibilidade;
– histórico familiar de sintomas parecidos.

Quanto mais cedo houver acompanhamento adequado, maiores são as chances de preservar mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

Inclusão também é entender o invisível

Nem toda deficiência aparece de forma evidente. Uma pessoa com Charcot-Marie-Tooth pode parecer bem em alguns momentos, mas ter dor, fadiga, desequilíbrio, medo de cair ou dificuldade para percorrer longas distâncias.

Acessibilidade também é respeitar o ritmo do outro. É oferecer apoio sem julgamento. É compreender que cada passo pode exigir muito mais esforço do que parece.

Informação combate preconceito. Acolhimento fortalece caminhos. 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cinemark e audiodescrição: como funciona a acessibilidade para pessoas com deficiência visual no cinema

Ir ao cinema é uma experiência cultural, social e afetiva. Para muitas pessoas, é um momento de lazer em família, encontro com amigos ou simples prazer de acompanhar uma boa história na tela grande.

Mas, para pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva, essa experiência só é completa quando há recursos de acessibilidade disponíveis.

A boa notícia é que a Cinemark informa que oferece recursos de acessibilidade em seus cinemas por meio de aplicativos para celular, com opções como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Na página oficial de acessibilidade da rede, a Cinemark explica que esses recursos são disponibilizados por aplicativos compatíveis com os filmes em cartaz.

O que é audiodescrição?

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que transforma informações visuais em palavras.

Durante o filme, uma narração descreve elementos importantes da cena, como expressões faciais, ações dos personagens, mudanças de ambiente, gestos, figurinos e acontecimentos que não estão nos diálogos.

Assim, a pessoa com deficiência visual consegue acompanhar melhor a história, compreender cenas silenciosas e participar da experiência cinematográfica com mais autonomia.

A Cinemark tem um aplicativo próprio de audiodescrição?

Pelo que consta nas informações disponíveis, não se trata de um aplicativo exclusivo da Cinemark para audiodescrição.

O funcionamento é diferente: a pessoa deve consultar o filme no site ou no app da Cinemark e verificar se aquele título possui recursos de acessibilidade. Quando há acessibilidade disponível, a página do filme indica qual aplicativo deve ser utilizado para acessar audiodescrição, Libras ou legendagem descritiva.

Entre os aplicativos mencionados para esse tipo de serviço estão o MovieReading e o MLOAD, também conhecido anteriormente como MobiLOAD.

Como funciona na prática?

Antes de ir ao cinema, a pessoa deve consultar a programação da Cinemark, escolher o filme e verificar se há indicação de acessibilidade na sinopse ou nos detalhes da sessão.

Depois, deve baixar o aplicativo indicado para aquele filme e fazer o download do recurso desejado, como audiodescrição, Libras ou legendagem descritiva.

Na hora da sessão, o aplicativo usa o som ambiente do cinema para sincronizar o recurso acessível com o filme. No caso da audiodescrição, a pessoa acompanha a narração pelo próprio celular, usando fones de ouvido.

O MovieReading informa que reproduz recursos como audiodescrição, legendas descritivas e Libras sincronizados com o conteúdo por reconhecimento de áudio. O app também informa compatibilidade com tecnologias assistivas como TalkBack e VoiceOver.

O MLOAD, por sua vez, informa que permite baixar previamente conteúdos de acessibilidade e, durante a exibição, utiliza o som ambiente para sincronizar os recursos com filmes em cartaz, festivais, programas de TV ou séries em aplicativos de streaming.

Atenção: nem todo filme terá o recurso disponível

É importante reforçar: a existência do recurso pode variar conforme o filme, a distribuidora, a versão exibida e a disponibilidade do conteúdo acessível no aplicativo.

Por isso, a recomendação é sempre conferir antes:

  1. se o filme possui acessibilidade;
  2. qual aplicativo deve ser usado;
  3. se o recurso desejado está disponível;
  4. se o arquivo foi baixado antes da sessão;
  5. se o celular e os fones estão funcionando corretamente.

Essa checagem evita frustração e ajuda a garantir uma experiência mais tranquila.

Serviço: onde baixar os aplicativos

MovieReading

O MovieReading é um aplicativo gratuito para smartphones e tablets que oferece recursos como audiodescrição, Libras e legendas descritivas para cinema e outros conteúdos audiovisuais.

Links:

Android: MovieReading no Google Play
iPhone/iPad: MovieReading na App Store
Site oficial: MovieReading Brasil

MLOAD

O MLOAD é um aplicativo desenvolvido pela MAV que oferece recursos de legendas descritivas, Libras e audiodescrição em tempo real para cinema e outras telas. A MAV informa que o app é usado para acessibilidade em cinema desde 2023.

Links:

Android: MLOAD no Google Play
iPhone/iPad: MLOAD na App Store
Site oficial: MLOAD — MAV

Dicas para usar no cinema

Baixe o aplicativo antes de sair de casa.

Confira se o filme aparece no catálogo do aplicativo.

Faça o download do recurso de acessibilidade com antecedência.

Leve fones de ouvido.

Chegue mais cedo à sessão para testar tudo com calma.

Mantenha o celular carregado.

Se tiver dúvida, peça orientação à equipe do cinema.

Acessibilidade é direito, não favor

Recursos como audiodescrição, Libras e legendagem descritiva ampliam o acesso à cultura e permitem que mais pessoas participem da vida social com autonomia.

Cinema acessível não beneficia apenas pessoas com deficiência. Ele torna a experiência mais democrática, mais humana e mais próxima do ideal de inclusão que todos desejamos.

Antes de comprar o ingresso, consulte a acessibilidade do filme. E, quando encontrar uma boa experiência acessível, compartilhe a informação. A divulgação também ajuda outras pessoas a ocuparem os espaços culturais.


Fonte: Cinemark, MovieReading Brasil, Google Play, App Store e MAV/MLOAD.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.