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sexta-feira, 18 de julho de 2025

O Que Nunca Dizer a Alguém com Alzheimer – Palavras Podem Machucar Mais que o Esquecimento

Conviver com alguém que tem Alzheimer exige sensibilidade, paciência e empatia. A doença compromete gradativamente a memória, a linguagem e a percepção da realidade, e por isso, algumas frases, ainda que ditas sem intenção de ferir, podem causar desconforto, ansiedade ou confusão. Compreender o que evitar dizer é um passo importante para garantir uma convivência mais humana, respeitosa e acolhedora.

1. “Você já me perguntou isso várias vezes.”
➡ Dizer isso pode gerar vergonha e frustração. A repetição é um sintoma da doença, não uma escolha da pessoa.

2. “Você se lembra de mim, né?”
➡ Colocar a pessoa à prova aumenta a ansiedade e o sentimento de fracasso, principalmente se ela não conseguir lembrar.

3. “Acabei de te contar isso!”
➡ A falta de memória recente é uma das principais características do Alzheimer. Reforçar isso só causa constrangimento.

4. “Você está confundindo as coisas de novo.”
➡ Corrigir com impaciência desvaloriza a experiência da pessoa e pode gerar insegurança emocional.

5. “Não, você está errado.”
➡ Mesmo que o paciente diga algo incorreto, o ideal é não confrontar diretamente. Melhor redirecionar ou acolher com suavidade.

6. “Por que você fez isso?”
➡ A pessoa não tem consciência plena de seus atos. Perguntas desse tipo podem causar culpa e tristeza.

7. “Como você não sabe disso?”
➡ Essa pergunta tem tom acusatório e desrespeita as limitações causadas pela doença.

8. “Você já almoçou, lembra?”
➡ A tentativa de fazer a pessoa “lembrar” de algo que a mente não consegue acessar pode gerar angústia. É melhor responder com naturalidade, como se fosse a primeira vez.

Falar com alguém com Alzheimer é, muitas vezes, um exercício de amor silencioso, onde o que importa não é a correção dos fatos, mas o cuidado com os sentimentos. As palavras certas podem não curar a doença, mas têm o poder de acalmar, confortar e preservar a dignidade. E, acima de tudo, lembrar que cada momento compartilhado vale mais do que qualquer lembrança esquecida.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Vacina para Prevenir o Alzheimer Funciona em Laboratório e Deve Ser Testada em Humanos até 2022


Segundo estudo publicado na revista médica Alzheimer’s Research & Therapy, uma vacina aplicada em camundongos funcionou e será testada em humanos até 2022. Os testes foram desenvolvidos com o objetivo de prevenir o Alzheimer. As informações são da Revista Galileu. Para isso, os pesquisadores criaram um tratamento que remove aminoácidos conhecidos como placas beta-amiloides (AB) do cérebro, e evita a presença de proteínas chamadas tau hiperfosforilada nos neurônios. Segundo membros da equipe responsável pelos testes, essas duas substâncias estão ligadas ao surgimento de quadros de demência. De acordo com Nikolai Petrosky, um dos membros responsáveis pelo estudo, com a diminuição do acúmulo das moléculas de AB/tau é possível retardar a progressão do Alzheimer em muitos pacientes. Apesar de outros medicamentos já terem sido testados com o objetivo de combater a doença que atinge mais de 45 milhões de pessoas em todo o Mundo, segundo dados do Instituto Alzheimer Brasil (IAB), nenhum havia combinado a prevenção dessas duas moléculas (A e da tau) em apenas uma vacina. (Foto: Pexels/Divulgação)

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Empresa Cria Sapato com GPS para Monitorar Idosos e Pessoas com Problemas de Memória


Produto é acompanhado de app que mostra a localização do usuário do calçado em tempo real

Com o Smart Sole, pessoas com necessidades especiais podem ter sua localização monitorada via app e GPS (Foto: Divulgação/Smart Sole)
Quem cuida de pessoas idosas ou com algum tipo de desordem mental nem sempre consegue estar com elas em 100% do tempo. E se elas também não estão com um celular, ou não conseguem usar um, como se certificar de que não se perderam? A americana GTX Corp endereçou este problema criando solados inteligentes de calçados com GPS, que permitem monitorar à distância a localização de crianças e idosos com doenças como Alzheimer ou demência.

O Smart Sole, nome dado ao produto, começou a ser concebido ainda em 2002 pela empresa, que se descreve como a “primeira companhia de dispositivos usáveis com GPS do mundo”. “Nossa inspiração foram as milhões de pessoas com Alzheimer, demência, autismo e traumas cerebrais que possuem problemas de memória e tendem a se perder se ficam sozinhas”, descreve o CEO Patrick Bertagna no site da empresa.

Segundo a empresa, mais 100 milhões de pessoas no mundo todo precisam de acompanhamento constante em função de diversos problemas que afetam a memória. O número tende a crescer para 277 milhões até 200, segundo o Relatório Anual de Alzheimer.

A preocupação era com essas pessoas ficarem desacompanhadas em casa, e acabarem conseguindo sair sem rumo pelas ruas. Com o avançar da tecnologia e a febre dos smartphones pelo mundo, logo se tornou mais fácil conceber como os responsáveis pelos doentes – e pelas crianças, que também podem se perder mais facilmente – poderiam monitorá-los.

Aparelho discreto é inserido dentro do solado e transmite sinal para o responsável pelo usuário (Foto: Facebook/SmartSole)
O solado inteligente não é só um chip, mas “um minúsculo celular dentro do sapato”, descreve a GTX. Ele usa a rede celular para se comunicar, requere um plano de telefonia e precisa ser recarregado diariamente. Ele estando online, os responsáveis podem monitorar em tempo real a localização de quem usa os sapatos utilizando um login e senha protegidos.

O sistema também envia automaticamente e-mails e SMS para os cuidadores, caso o usuário do calçado saia da área de monitoramento. O solado é vendido em vários tamanhos adultos e infantis, e possuem um formato padrão que se encaixa nos sapatos e tênis casuais mais comuns.

Depois de patentear a tecnologia e lançar seu próprio dispositivo, a GTX Corp viu a solução ser adotada por outras companhias, que em alguns casos inserem os solados em sapatos que são comercializados de forma conjunta. A japonesa Wish Hills é uma delas.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Câmara rMunicipal de São Paulo recebe seminário “Um Novo Olhar sobre o Alzheimer”


ANDREA GODOY
DA TV CÂMARA SP
Atualizado em (17/06/2019 – 20h56)

O seminário “Um Novo Olhar sobre o Alzheimer”, na Câmara Municipal de São Paulo, reuniu, nesta segunda-feira (17/06), especialistas e instituições que lidam com o transtorno, para troca de informações e comentários sobre resultados de pesquisas científicas sobre o tema. O encontro foi uma iniciativa do vereador Gilberto Natalini (PV). Assista a matéria da TV Câmara SP:





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Médico brasileiro reverte doença de Alzheimer e paciente recupera a memória


Rodrigo Marmo, de 35 anos, é um médico neurologista brasileiro, que fez especialização em Toronto, no Canadá e conseguiu frear e reverter a doença de Alzheimer em um paciente de 77 anos através de uma nova cirurgia.

A cirurgia de Implante de Estimulador Cerebral Profundo foi dia 11 de dezembro no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, na Paraíba, em um idoso, que não teve seu nome revelado a pedido da família, que já sofre de Alzheimer há 2 anos e tinha um quadro de leve a moderado da doença.

11 ou 15 dias após a cirurgia o equipamento é ligado e começam a aparecer os primeiros resultados, conta o médico. “Um marca-passo cerebral é implantado no paciente. Eletrodos, conectados a uma bateria presa no peito, dão pequenas descargas elétricas no cérebro, que estimulam o circuito da memória”. “Na primeira semana o paciente apresentou resultados iniciais animadores”, disse Marmo ao SóNotíciaBoa. “15 dias após a cirurgia o paciente volta a se lembrar de caminhos, o vocabulário melhora e ele fica mais atento às conversas”.

Os resultados positivos atraíram atenção de especialistas dos EUA e, desde então, junto com nossos especialistas “já fizeram a cirurgia em 42 pacientes. Ela não é mais considerada experimental”, explica o médico brasileiro. Mas Marmo alerta: “não significa a cura do Alzheimer”, apesar de melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Médico brasileiro reverte doença de Alzheimer e paciente recupera a memória


Rodrigo Marmo, de 35 anos, é um médico neurologista brasileiro, que fez especialização em Toronto, no Canadá e conseguiu frear e reverter a doença de Alzheimer em um paciente de 77 anos através de uma nova cirurgia.

A cirurgia de Implante de Estimulador Cerebral Profundo foi dia 11 de dezembro no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, na Paraíba, em um idoso, que não teve seu nome revelado a pedido da família, que já sofre de Alzheimer há 2 anos e tinha um quadro de leve a moderado da doença.

11 ou 15 dias após a cirurgia o equipamento é ligado e começam a aparecer os primeiros resultados, conta o médico. “Um marca-passo cerebral é implantado no paciente. Eletrodos, conectados a uma bateria presa no peito, dão pequenas descargas elétricas no cérebro, que estimulam o circuito da memória”.

“Na primeira semana o paciente apresentou resultados iniciais animadores”, disse Marmo ao SóNotíciaBoa. “15 dias após a cirurgia o paciente volta a se lembrar de caminhos, o vocabulário melhora e ele fica mais atento às conversas”.

Os resultados positivos atraíram atenção de especialistas dos EUA e, desde então, junto com nossos especialistas “já fizeram a cirurgia em 42 pacientes. Ela não é mais considerada experimental”, explica o médico brasileiro.

Mas Marmo alerta: “não significa a cura do Alzheimer”, apesar de melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

10º Mutirão de Capacitação e Apoio para Cuidador de Alzheimer

Data: Sábado, 02 de Fevereiro de 2019
Horário: das 09:00 às 17:00
Local: Igreja Santa Margarida Maria – Vila Mariana
Av. Lins de Vasconcelos, 2129)

Detalhes

PROGRAMAÇÃO DO MUTIRÃO CAPACITAÇÃO E APOIO
AO CUIDADOR DE ALZHEIMER
Cuida de Mim!
• 9:00h – Abertura e Início do Movimento “Cuida de Mim!” - Míriam Morata

Palestras
• 10:00h - Diagnóstico diferencial das demências e tratamentos atuais
Palestrante: Prof. Dr. Paulo Henrique Ferreira Bertolucci - Médico, doutorado em Medicina (Neurologia) pela UNIFESP e pós-doutorado pela Universidade de Londres. Professor adjunto e livre docente na Disciplina de Neurologia da UNIFESP.

• 11:00h - Aspectos legais e jurídicos na doença de Alzheimer
Palestrante – Dra. Danieli De Gaspari Antonio, Advogada e Fonoaudióloga especialista em motricidade oral.

• 12:00h - “Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência”
Palestrante – Dra. Lúcia Thomé Reinert - Advogada, defensora pública do Estado de São Paulo, Mestre em Direito Constitucional pela PUC/SP, coordenadora do Projeto Cidadania e Governança Democrática em conjunto com o MPF.

13:00h – aguardando confirmação

• 14:00h – Aspectos psicológicos da família que enfrenta a doença de Alzheimer
Palestrante: Profa. Dra. Rosimeire Vieira da Silva - Neuropsicóloga, mestre em Neurociências pela UNIFESP/EPM, doutora em Psicobiologia pela UNIFESP/EPM.

• 15:00 - A Musicoterapia e a Doença de Alzheimer
Palestrante: Bruna Rodrigues Ribeiro – Musicoterapeuta, especialização em Neuropsicologia – UNIFESP e Reabilitação Cognitiva - FMUSP

• 16:00h – Como manter a mente saudável
Palestrante: Dra. Thais Bento Lima – Gerontóloga pela USP, mestre e doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina USP, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Gerontologia da EACH-USP.

Grupos de Apoio e Atendimentos
- Oficina de Jogos – Método Supera
- Nutrição – Dra. Liliam Chica Kato
- Enfermagem – Enf. Eaine Soloyovas
- Biomédica – Dra. Beatriz Zapellini
- Neurologista - Dra. Larissy Renata
- Psicopedagoga – Pesquisadora em demência - Maria José Zapellini
- Fisioterapeuta em demências – Fernando
- Psicologia – Selma Deienno e Daniela Verroni
- CVV – Tino Peres e Dalva Lourenço (atendimento)
- Dança Circular – Arteterapeuta Cristina Andrade
- Corte de cabelo – Profissionais da Teruya
- Terapias integrativas – Reiki, Quick Massage

Rodas de Conversa
- 13:30h – Florais de Bach – Sandra Cristina da Silva - Terapeuta
- 14:30h - Cuidados com Higiene Bucal dos pacientes - Dr. Rafael Legati – Cirurgião Dentista
- 15:30 – Teatro – Escavando as poéticas da memória e do esquecimento no cotidiano do Alzheimer - Claudemir Santana e Bruna Dias
- 16:30h – Grupo Afromix
- 17h – Encerramento – Míriam Morata

Local – Paróquia Santa Margarida Maria
Endereço – Av. Lins de Vasconcelos, 2129 – Vila Mariana
(Metrô Vila Mariana)
Data – 2 de Fevereiro de 2019
Horário das 9:00h às 17:00h
Informações: mutiraoalz@gmail.com e alzcuidador@gmail.com
Grupo Alzheimer Diário do Esquecimento - https://www.facebook.com/miriammnovaes/

Agradecemos a todos os profissionais grupos, empresas e Instituições que
apoiam e contribuem para realização desse Sonho.

Distribuiremos Cartilha – Estatuto do Idoso - Questionário
Você é nosso convidado. Permita-nos cuidar de você amigo Cuidador.

Fonte:  Facebook

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Novo exame de sangue pode detectar Alzheimer com 16 anos de antecedência

Teste é baseado na quantidade de variação genética de uma proteína presente na estrutura interna de células.

TESTE DE SANGUE PARA ALZHEIMER FOI FEITO COM BASE EM VARIAÇÃO GENÉTICA (FOTO: PIXABAY/FROLICSOMEPL/CREATIVE COMMONS)
Cientistas desenvolveram um novo exame de sangue que pode determinar se alguém é propenso a desenvolver a doença de Alzheimer até 16 anos antes que os sintomas apareçam. O teste foi criado com base no nível de uma proteína específica no sangue, chamada de mudança de luz do neurofilamento (NLC, na sigla em inglês), que faz parte da estrutura interna das células nervosas.


 Segundo os pesquisadores, se as células nervosas forem danificadas, a proteína vaza para o líquido cefalorraquidiano – fluido aquoso que envolve o cérebro e a medula espinhal – e depois para o sangue.

A detecção de altos níveis de NLC no líquido cefalorraquidiano é um bom indicador dos danos às células cerebrais, mas a obtenção desse fluido requer uma punção lombar. Ou seja, envolve a inserção de uma agulha na parte inferior da coluna, método desagradável para muitos pacientes. Com isso, os cientistas decidiram ver se taxas elevadas de NLC eram detectáveis ​​em amostras de sangue.

Para realizar o experimento, a equipe recrutou parentes com variantes genéticas raras que causam o desenvolvimento de Alzheimer, entre 30 e 50 anos. Isso deu a chance de procurar por mudanças físicas que possam ocorrer antes de quaisquer sintomas.

Foram analisadas 247 pessoas que carregavam uma variante genética precoce para Alzheimer, e 162 pessoas que não tinham essa variação. Os portadores da variante precoce apresentaram níveis elevados de NLC no sangue, sendo que a quantidade aumentou com a idade. Em compraração, os níveis da proteína permaneceram baixos nas pessoas que tinham a variação genética saudável.

Os pesquisadores também estudaram exames cerebrais dos participantes. Eles descobriram que, à medida que os níveis de NLC aumentavam, uma parte do cérebro relacionada à memória (precuneus) começava a diminuir.

Taxas crescentes de NLC foram detectáveis ​​até 16 anos antes que os sintomas pudessem se desenvolver. As pessoas com níveis da proteína em ascensão eram mais propensas a mostrar sinais de declínio cognitivo e degeneração das células do cérebro dois anos depois.

No entanto, o estudo tem limitações: os cientistas analisaram apenas pessoas geneticamente predispostas à doença de Alzheimer, grupo que representa apenas 1% dos pacientes. "Não estamos no ponto em que podemos dizer às pessoas: 'em cinco anos você terá demência', mas estamos trabalhando para isso", afirmou Brian Gordon, co-autor da análise.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Andres Lozano: mal de Parkinson, depressão e a chave que pode desligá-los


A estimulação cerebral profunda está se tornando muito precisa.
É uma técnica que permite aos cirurgiões implantarem eletrodos em quase qualquer área do cérebro e incrementá-las ou diminuí-las — como um sintonizador de rádio ou um termostato — para corrigir disfunções.
Um olhar dramático em técnicas emergentes, em que uma mulher com mal de Parkinson para instantaneamente de tremer e as áreas do cérebro erodidas pelo mal de Alzheimer retornam à vida.
No vídeo acima, Andres Lozano fala sobre a técnica aplicada e a solução de alguns casos, é espetacular.
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipe recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.
* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.
Autor:Vicente Carvalho

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Auxílio-doença para cuidar de parentes próximos aguarda decisão do Congresso



A lei já garante aos trabalhadores segurados do INSS o direito de se licenciar pelo tempo necessário para cuidar da própria saúde, conforme recomendação médica. Os primeiros 15 dias de afastamento (contados dentro de um período de 60 dias) ficam a cargo da empresa. Caso a licença seja mais longa do que isso, cabe à Previdência pagar o auxílio-doença, cujo valor varia conforme diversos critérios. Clique aqui para saber tudo sobre o auxílio-doença.

Mas e quando a pessoa que precisa cuidar da saúde não é o próprio trabalhador, mas um parente dele? Nesse caso a lei ainda não garante o direito ao afastamento, mas isso pode mudar. O Senado Federal aprovou, em 2015, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 286/14, que cria um novo tipo de benefício da Previdência Social, o auxílio doença parental. Para virar lei, o projeto agora só depende da aprovação da Câmara dos Deputados.

De acordo com o projeto, será concedido auxílio-doença ao segurado por motivo de doença do cônjuge, dos pais, dos filhos, do padrasto, madrasta, enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste da sua declaração de rendimentos. O auxílio se dará mediante comprovação por perícia médica, até o limite máximo de doze meses.

A autora do projeto, senadora Ana Amélia (PP-RS), afirmou, na justificativa da proposta, que a matéria busca dar tratamento isonômico aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) em relação aos segurados dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Segundo ela, a regra em vigor no RGPS prevê o benefício somente àquele que sofreu uma lesão incapacitante ou que tem um problema psiquiátrico.

Ana Amélia ainda explicou que o pagamento do benefício nos moldes defendidos seria uma forma de economia aos cofres públicos, já que a presença do ente familiar pode auxiliar em diversos tratamentos e diminuir o tempo de internação do paciente.

Na Câmara, o projeto tramita como PL 1876/2015.

Fonte: Senado Federal

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Novo tratamento contra Alzheimer restaura totalmente a função da memória


Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.









terça-feira, 24 de março de 2015

Novo remédio ajuda a barrar a progressão do Alzheimer


O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes em estágio inicial da doença


O Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro(Thinkstock/VEJA)Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.

Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.

Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.

A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.

O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

(Fonte: VEJA On Line)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pela primeira vez Doença de Alzheimer é revertida em paciente


Postado por Simone de Moraes 04:41:00 14/07/2013

Créditos: Reprodução
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology». Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo. Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação. Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória. Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados. O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo. Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida. Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas.

Fonte: Ciência Hoje via Portal em Pauta

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Encontrado remédio que reverte Alzheimer: testes em ratos deram certo



Uma droga usada no tratamento de determinados tipos de câncer conseguiu reverter os problemas de memória de ratinhos com Alzheimer.
A boa nova vem da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, responsável pelo estudo.
A eficácia é do remédio bexarotene, usado para combater o linfoma da pele, no tratamento da doença de Alzheimer.
A substância ajudou a melhorar  memória porque eliminou as placas amiloide do cérebro dos ratinhos com a perturbação genética de Alzheimer. 
As placas amiloide são fragmentos tóxicos de proteínas que parecem prejudicar o funcionamento dos neurónios.
O bexarotene é um composto relacionado com a vitamina A que ativa os receptores X retinóides (RXR) que se encontram em todo o corpo humano, incluindo nos neurónios.
Assim que são ativados, estes receptores regulam a expressão dos genes que controlam vários processos biológicos, incluindo a tendência genética para desenvolver certas doenças.
“Verificamos que os ratinhos recuperaram rapidamente as capacidades cognitivas que tinham perdido ( em apenas 10 dias) e confirmamos a redução das placas amiloide no fluído que rodeias as células cerebrais, embora o medicamento não tenha eliminado totalmente as placas”, explica a coautora Iliya Lefterov .
O tratamento com bexarotene não afetou o peso dos animais, nem o seu comportamento, e foi igualmente eficaz nos indivíduos dos sexos masculino e feminino.
“Acreditamos que estas novas conclusões revelam provas sólidas de que o bexarotene pode ser uma opção terapêutica para a doença de Alzheimer,” disse uma das autoras, Rada Koldamova, professora da universidade de Pittsburgh.
Na pesquisas, os ratinhos com a mutação genética da doença de Alzheimer, tiveram desempenhos idênticos aos de ratinhos sem a doença, durante a realização de testes cognitivos.
Os testes envolveram exercícios de orientação especial e exercícios de memória de longo prazo.
 
Fonte: Só Notícia Boa - Com informações do Boas Notícias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vacina contra Alzheimer: hospital quer voluntários para testar remédio

ufprO Hospital de Clínicas, vinculado a Universidade Federal do Paraná (UFPR), está selecionando voluntários para uma pesquisa internacional relacionada ao Mal de Alzheimer, doença atinge 6% dos brasileiros com mais de 60 anos.

A pesquisa testa a eficácia de uma nova droga para evitar o aparecimento da doença.
A pesquisa tem sede na Inglaterra e recruta 700 voluntários em diversos países
Atualmente, existem quatro medicamentos utilizados em pacientes diagnosticados com Alzheimer. Nenhum deles, entretanto, reverte o quadro clínico.
São remédios que controlam a doença, fazendo com que ela evolua mais lentamente.

A nova pesquisa pretende encontrar uma saída para o problema, por isso, seleciona homens e mulheres entre 50 e 85 anos que apresentam alguma pré-disposição para o desenvolvimento do Alzheimer.
O alvo são pessoas que têm histórico positivo da doença na família e esquecimentos relativamente leves, que não prejudicam a produtividade no ambiente de trabalho, ou interferem no convívio social.
A medicação da pesquisa é subcutânea e dosada mensalmente.
A injeção será aplicada durante quadro anos nos voluntários, sempre com acompanhamento da equipe, formada por médicos, psicólogos, enfermeiros e estudantes de Medicina. O nome da substância ativa e como ela age no organismo são mantidos em sigilo.
Não há efeitos colaterais, segundo a coordenadora da pesquisa no HC, a médica neurologista Viviane Zetola.
Voluntários
Está difícil conseguir voluntários.
As inscrições foram abertas em janeiro e até a semana passada havia apenas três foram aprovados.
O baixo número não é consequência de desinteresse, foram 140 inscritos e mais 160 estão na fila para realizarem os exames iniciais.
“É o critério extremamente rigoroso que faz com que a gente tenha uma seleção de pacientes iguais, seja em Londres, seja no Canadá, nos Estados Unidos, no Brasil. Nós vamos ter o mesmo tipo de paciente para poder dizer, daqui cinco anos, que, com a medicação, realmente conseguimos retardar ou fazer com que não aparecesse o Alzheimer”, explicou a médica.


Requisitos
  • O voluntário não pode:
  • ter nenhuma doença neurológica,
  • ter entrado em coma
  • ter sofrido algum trauma cerebral
  • estar usando medicação
  • precisa ter lapsos de esquecimento e
  • ter disponibilidade para o estudo.
Durante os quatro anos da pesquisa, ele deve comparecer pelo menos uma vez por semana e passar um período com a equipe no HC.
Caso o candidato, passe por esta fase inicial, a equipe verifica qual é grau da queixa de esquecimento.
É neste quesito que muitos candidatos são eliminados. “Chegam pessoas aqui para mim que acham que estão esquecidas, mas, na hora que a gente faz o teste, não aparece nada. São testes neuropsicométricos, nos quais os psicólogos passam diversos exercícios em números, em cálculos, em memória recente, memória pregressa, memória remota, diversas situações em que a gente consegue detectar se este esquecimento é maior do que a maioria das pessoas para aquela faixa etária”, explicou Zetola.


A pessoa que quiser participar da pesquisa pode entrar em contato pelo 0800-7621187.
Com informações do G1.
 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ajude a encontrar a cura do câncer e Alzheimer sem sair de casa


Já imaginou poder ajudar cientistas a entender o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer e diversos tipos de câncer?

Se seu desempenho em Biologia e Química na escola não foi tão brilhante não importa.

A ajuda será através do seu computador, que passa boa parte do tempo ocioso, gastando algo em torno de 10% de processamento e poderá ajudar a otimizar o processamento de estudos relacionados à essas doenças.
 Como? Através do projeto de computação distribuída Folding@Home desenvolvido pela Universidade de Stanford.

 Para ajudar você precisa instalar o software e deixá-lo fazer o resto do trabalho. Simples assim!

Enquanto seu computador está ligado o programa usa o processador para fazer simulações de enovelamento de proteínas, recebendo e enviando dados para os servidores do projeto periodicamente.

E não se preocupe, o Folding@Home não deixará seu computador lento!

O programa roda com prioridade mínima, então qualquer jogo ou aplicativo terá prioridade maior e será executado sem maiores problemas.

Serviço:
Fonte: Só Notícia Boa - Com informações do Tecnoblog

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Alzheimer: pílula para reverter a doença entra na última fase de testes, em humanos

A esperança para deter o Alzheimer pode chegar em quatro anos ao mercado.

Um remédio experimental contra a doença entrou na terceira fase de testes, em humanos, em Cingapura. Ou seja, já passou por 2 testes e teve êxito.

Esta será a última fase, antes de o medicamento poder ser comercializado.
 O remédio, batizado LMTX, foi criado por cientistas britânicos, coordenados por Claude Wischik, da Universidade de Aberdeen, e depois foi produzido pela TauRx Therapeutics, uma empresa privada de biotecnologia.
 A droga ataca a doença com o bloqueio da formação de uma proteína, denominada tau, que induz à criação de nós no interior das células cerebrais.

Para muitos cientistas, a proteína tau é uma das mais importantes causas do Alzheimer.

A pesquisa em Cingapura vai envolver o acompanhamento de 883 pacientes com Alzheimer ao longo de 12 meses e depois outros 500 voluntários, que sofrem da doença degenerativa durante 18 meses.

Os ensaios já começaram nos EUA e a equipe vai também recrutar participantes na Europa e na Ásia.

Na fase anterior foi analisado um remédio denominado "Rember", que foi melhorado e deu origem ao LMTX, que libera a mesma substância ativa na corrente sanguínea, mas de uma forma mais eficiente, revelou a companhia.

Claude Wischick, que coordenou o desenvolvimento do medicamento, disse ao jornal britânico Daily Mail que este "mata doença" "se for tomado precocemente, permite fazer a doença retroceder".

Confiante no sucesso do remédio, Wischick defendeu a droga: "Mesmo que a doença continue a progredir, mas muito mais lentamente, os pacientes poderão ficar em casa com os seus entes queridos em vez de ir para instituições para receber cuidados médicos", declarou.

"Porém, esperamos que, se a administração da pílula for feita suficientemente cedo, seja possível parar a degeneração cerebral ou pôr-lhe um grande travão", concluiu.

Caso se comprove que o LMTX é seguro e eficaz, e se for aprovado pela entidade reguladora da saúde, o remédio poderá chegar ao mercado nos próximos quatro anos.

Foi o que informaou a companhia durante a conferência Clinical Trials on Alzheimer's Disease, recentemente em Monte Carlo, no Mônaco.


Fonte: Só Notícia Boa - Com informações do Daily Mail.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Remédios para combater Alzheimer são eficazes em pacientes com Down


Os primeiros testes foram feitos em ratos, depois com voluntários americanos.

“Eu durmo Síndrome de Down, eu como Síndrome de Down, eu dirijo Síndrome de Down, eu sonho Síndrome de Down”. Esta é a vida de Alberto desde que a filha nasceu, há 17 anos.

No começo, ser pai de uma menina com síndrome de down foi um choque. Ele tinha sonhado que Tyche seria, um dia, uma grande matemática. E, como neurocirurgião, já sabia que a síndrome provoca retardo mental, enfraquece o sistema imunológico e pode causar problemas cardíacos.
Fazia muitos anos que Alberto e a mulher, Dayse, tentavam ter um filho. Na gravidez anterior, Dayse chegou a fazer um exame pré-natal que detecta alterações genéticas no bebê, como a Síndrome de Down. Mas o teste provocou um aborto.

O casal então decidiu que nunca mais faria um exame parecido. Foi quando Dayse ficou grávida de Tyche.

“O nascimento dela também foi marcado por uma cesárea de emergência que teve que ser feita porque teve um acidente com anestesia. Existiram muitas coisas que aconteceram durante o nascimento da minha filha que foram traumáticas e que foram muito marcantes”, conta Alberto.
Alberto resolveu agir e mudou o rumo da própria carreira. Hoje, ele dedica sua vida para descobrir formas de ajudar pessoas com a mesma condição da filha.

Agora, as pesquisas coordenadas por ele em uma universidade dos Estados Unidos começam a apresentar conclusões empolgantes. Remédios usados para combater o Mal de Alzheimer também podem melhorar a vida de pessoas com a Síndrome de Down.

“A síndrome de down, felizmente, estamos começando a mostrar que as coisas podem mudar para melhor”, ele diz.

Os primeiros testes foram feitos em ratos, depois com voluntários americanos. Ao todo, 40 adultos durante quatro meses tomaram um medicamento. Depois eles passaram por uma bateria de exames. Foram submetidos a jogos de memória, por exemplo.

E o resultado foi um sucesso. “Na história da Síndrome de Down, esse foi o primeiro estudo clínico no qual foi mostrado que uma medicação dada para um indivíduo com Síndrome de Down produziu efeitos positivos de memória que puderam ser medidos em um laboratório como esse que estamos”, explica.

Mas para Alberto isso é pouco. Ele foi ao Brasil para tentar buscar 200 portadores da Síndrome que topassem encarar um teste mais amplo. “Na maior parte dos países desenvolvidos pessoas com síndrome de down vivem aproximadamente 60 anos de idade. Eles estão tendo cada vez mais uma presença grande no ambiente de trabalho, na escola, na comunidade e ao mesmo tempo nós estamos dizendo para essas pessoas que elas são importantes. Que elas não são pessoas descartáveis”, diz.
Como os três amigos que viajam juntos no filme brasileiro ‘Colegas’, que arrebatou a platéia e ganhou o Kikito, o prêmio máximo do Festival de Gramado deste ano. Nas telas, os personagens vivem momentos de diversão, autoconhecimento e liberdade.

Tyche ainda não conseguiu se beneficiar das pesquisas. Ela é menor de idade e, por lei, não pode ser voluntária em nenhum teste de laboratório. Continua a espera. Apenas observando os esforços do pai desde que ela nasceu.

“Ele é maravilhoso”, diz.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Hormônio deve ser avanço para a terapia de Parkinson e Alzheimer

O hormônio ouabaína, tradicionalmente utilizado no tratamento de doenças cardiovasculares, possui efeito de proteção aos neurônios. É o que aponta estudo recente na Universidade de São Paulo (USP). A descoberta representa uma possibilidade de avanço no tratamento de patologias neurodegenerativas, como as doenças de Parkinson e Alzheimer, tendo em vista que, atualmente, inexiste medicamento capaz de impedir a morte dos neurônios.
A ouabaína é extraída da espécie de planta Strophantus gratus, a exemplo da dedaleira, flor medicinal e ornamental, sendo também encontrada no organismo humano. O professor Cristoforo Scavone, responsável pela pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, explicou que é a proteção dos neurônios pode ser conseguida de maneira natural, porque o hormônio é liberado no corpo durante a prática de exercícios físicos.
A combinação de medicamentos e a prática de atividade física já está sendo utilizada na terapia contra essas doenças.
O pesquisador alertou, no entanto, que os medicamentos atuais agem apenas como paliativos. “São testados muitos compostos, mas o grande problema é que nenhum deles consegue estancar o processo de morte dos neurônios”, declarou o especialista.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cientistas do Canadá têm resultados promissores contra o Alzheimer

Na pesquisa experimental, médicos implantaram dois eletrodos na área do cérebro relacionada à memória e uma bateria, igual a um marca-passo. A cada segundo, a bateria envia mais de cem impulsos elétricos.


Cientistas do Canadá desenvolveram um método que apresentou resultados surpreendentes em pacientes com o mal de Alzheimer.
O diagnóstico abalou a família. "Que futuro nos aguarda?", disse a mulher de Robert, quando soube que ele tinha Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro.

O canadense decidiu participar de uma pesquisa experimental. Os médicos implantaram dois eletrodos na área do cérebro relacionada à memória e uma bateria, igual a um marca-passo. A cada segundo, a bateria envia mais de cem impulsos elétricos.

A técnica conhecida como estimulação cerebral profunda mudou a vida de Robert. Desde a cirurgia, há quatro anos, ele voltou a dirigir, a fazer ginástica e o mais importante: recuperou a memória.

“Se eu não me lembro de alguma coisa, eu paro e, em um, dois, três segundos, acabo me lembrando”, diz Robert.

O médico canadense mostra que a tomografia do cérebro apresentou mudanças positivas.

Seis pacientes com Alzheimer em estágio inicial participaram da pesquisa. Os resultados foram tão promissores que a agência que regulamenta remédios e alimentos nos Estados Unidos autorizou que outras 50 pessoas recebam o tratamento.