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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Resíduo visual: o que é e por que faz tanta diferença na vida de quem tem baixa visão

Quando falamos em deficiência visual, muita gente imagina apenas dois extremos: “enxerga” ou “não enxerga”. Mas a realidade é bem mais ampla. Um conceito muito importante — e pouco explicado — é o resíduo visual.

O que é resíduo visual?

Resíduo visual é a parte da visão que ainda permanece em uma pessoa com baixa visão. Ou seja: não é cegueira total, mas também não é uma visão considerada “normal”, mesmo com óculos comuns.

Esse resíduo pode permitir que a pessoa:


  • perceba luz e sombra;

  • identifique formas grandes e contornos;

  • reconheça cores (principalmente com bom contraste);

  • enxergue melhor de perto ou de longe (dependendo do caso);

  • tenha visão “falhada”, com pontos cegos ou campo visual reduzido.

E um detalhe essencial: cada pessoa tem um resíduo visual diferente. Por isso, comparar é injusto e confuso.

Por que esse “restinho” importa?

Porque ele pode ser aproveitado com estratégia, trazendo mais autonomia e menos cansaço no dia a dia. Em muitos casos, pequenos ajustes mudam tudo:

  • contraste alto (texto escuro em fundo claro ou o contrário);

  • fonte grande e limpa, sem enfeites;

  • boa iluminação (sem reflexos);

  • organização visual (menos poluição e mais espaçamento);

  • recursos como lupa, óculos especiais, ampliadores, telescópios;

  • no celular: zoom, alto contraste, tamanho do texto, leitor de tela e lupa digital.

Mitos que atrapalham (e machucam)

1) “Se tem resíduo visual, então não é deficiência.”

Errado. A pessoa pode enxergar algo e ainda assim ter limitações importantes para ler, atravessar rua, reconhecer rostos, perceber degraus, placas e obstáculos.

2) “Se um dia enxergou melhor, está ‘fazendo drama’.”

O resíduo visual pode variar com iluminação, fadiga, estresse, dor, pressão ocular, ambiente e até horário do dia. Não é “desculpa”: é condição real.

3) “É só colocar óculos.”

Muitas causas de baixa visão não se resolvem com óculos comuns. O que ajuda é uma combinação de recursos e adaptações.

Resíduo visual não é “vantagem”, é direito a acessibilidade

A pergunta certa não é “quanto você ainda enxerga?”, e sim:
“O ambiente está acessível para você usar o que enxerga?”

Acessibilidade visual é:

  • letra legível e contraste;

  • sinalização clara;

  • atendimento respeitoso (sem interrogatório);

  • material em formatos alternativos (ampliado, digital acessível, áudio);

  • tempo e condições para a pessoa realizar tarefas com segurança.

Para fechar: a visão que sobra também merece respeito

Resíduo visual não é “meia deficiência”. É uma forma de perceber o mundo que exige adaptação, acolhimento e inclusão.

Se você convive com alguém com baixa visão, um bom começo é simples:
pergunte o que ajuda e o que atrapalha, sem julgar.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

👉 Quando o Natal não chega pelos olhos

#PraCegoVer:  Imagem em close, com clima natalino e acolhedor. Em primeiro plano, sobre uma mesa de madeira rústica, há um presépio. No centro, o Menino Jesus em miniatura está deitado em uma manjedoura de madeira, sobre palha. A figura do bebê tem expressão serena e braços levemente abertos.  Duas mãos adultas aparecem com cuidado e delicadeza: uma ajusta a palha da manjedoura e a outra se aproxima suavemente do Menino Jesus, transmitindo gesto de carinho e reverência. À esquerda, parte de outra imagem do presépio é visível, provavelmente de Maria ou José.  Ao fundo, desfocado, aparecem luzes quentes douradas, típicas de decoração de Natal, criando um efeito de brilho suave. A pessoa ao fundo usa óculos escuros e veste uma roupa em tom vinho, estando com o rosto parcialmente fora de foco, o que direciona toda a atenção para o gesto das mãos e o Menino Jesus.  A imagem transmite ternura, respeito, fé e intimidade espiritual, destacando o cuidado simbólico com o nascimento de Jesus.
Para a maioria das pessoas, o Natal chega pelos olhos.

Ele começa a existir quando surgem as árvores enfeitadas nas vitrines, as guirlandas penduradas nas portas, as luzes piscando nas fachadas, os laços vermelhos disputando atenção e um certo excesso de brilho que parece anunciar, com urgência: “É Natal!”. Há quem diga que só sente o Natal quando vê a cidade iluminada, quando passa por um shopping decorado ou quando fotografa uma árvore perfeitamente montada para postar nas redes sociais.

Mas para quem não vê — ou vê pouco — tudo isso é quase irrelevante.


Não porque não seja bonito, mas porque simplesmente não chega. As luzes não piscam para quem não as percebe. As cores não emocionam quem não as distingue. A árvore “linda”, descrita com empolgação, vira apenas um objeto silencioso ocupando espaço. O Natal visual, tão exaltado, passa ao largo de quem não o enxerga.

E então surge um estranhamento inevitável: se o Natal depende tanto do que se vê, o que sobra para quem não vê?

Sobra o som. O cheiro. O toque.

O Natal que se anuncia no barulho diferente da casa, no entra e sai de pessoas, na música que toca mais alto, nos passos apressados. O Natal que chega pelo cheiro da comida sendo preparada, pelo aroma conhecido que desperta memórias, pela mesa que se monta mais cedo do que o normal. O Natal que se revela no toque de um abraço mais demorado, na mão que procura outra com mais cuidado, na voz que chama pelo nome com mais ternura.

Para a pessoa com deficiência visual, o Natal não é um espetáculo: é uma atmosfera.

Ele não está nas vitrines, mas nas conversas. Não está nas luzes, mas nas intenções. Não está nos enfeites, mas na forma como as pessoas se aproximam — ou se afastam.

Talvez por isso doa um pouco perceber que o essencial também vai ficando de fora. Fala-se muito de Papai Noel, de presentes, de decoração, de consumo, de imagens “perfeitas”. Fala-se tanto do cenário que o sentido se dilui. E, curiosamente, quanto mais se enfeita o Natal, mais ele parece perder profundidade — especialmente para quem nunca precisou dos olhos para sentir o mundo.

No fundo, para quem não vê, o Natal só faz sentido quando deixa de ser vitrine e volta a ser encontro. Quando deixa de ser luz e volta a ser calor. Quando deixa de ser aparência e volta a ser presença.

E talvez seja justamente por isso que, no silêncio do coração, longe das árvores brilhantes e das guirlandas impecáveis, seja possível lembrar que o Natal não é sobre o que se enfeita, mas sobre Quem se celebra: Jesus Cristo. Aquele que não precisa ser visto para ser reconhecido, não depende de luzes para iluminar e não se impõe pelos olhos, mas se revela no amor, no acolhimento e na presença sincera entre as pessoas.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Ceratocone: quando a córnea “entorta” e a visão começa a distorcer

Muita gente convive anos com uma visão que “vai e volta”, troca de óculos com frequência e acha que é só “grau aumentando”. Em alguns casos, porém, o problema não está apenas no grau: está no formato da córnea.

O ceratocone é uma condição em que a córnea (a parte transparente na frente do olho) vai ficando mais fina e assumindo uma curvatura irregular, podendo formar um aspecto “em cone”. Essa mudança faz com que a luz não seja focalizada corretamente e a pessoa passe a enxergar com distorção, como se a imagem estivesse “tremida”, “fantasmada” ou borrada.

Por que o ceratocone atrapalha tanto?

Porque ele costuma causar astigmatismo irregular. Em outras palavras: não é apenas um “grau alto” que o óculos corrige facilmente. Em muitos casos, o óculos melhora um pouco, mas não resolve totalmente a deformação da imagem.

E há um ponto importante: o ceratocone pode progredir. Por isso, diagnóstico precoce e acompanhamento fazem muita diferença.

Sintomas que podem indicar ceratocone

Nem todo sintoma significa ceratocone, mas estes sinais merecem atenção — especialmente quando aparecem juntos:

  • Visão embaçada ou distorcida, com sensação de “imagem torta”

  • Aumento frequente do grau (trocas de óculos em intervalos curtos)

  • Astigmatismo que muda muito de um exame para outro

  • Visão dupla/“fantasma” (principalmente em um olho)

  • Dificuldade maior à noite, com halos e brilho em volta das luzes

  • Sensibilidade à luz (fotofobia)

  • Coceira nos olhos (muito comum em quem tem alergias) e hábito de esfregar os olhos

  • Dificuldade para ler letras pequenas mesmo com óculos “novo”

Se você já ouviu frases como “seu astigmatismo está muito irregular” ou “seu exame não bate com a sua queixa”, vale investigar.

Como é feito o diagnóstico?

O oftalmologista pode suspeitar no exame clínico, mas geralmente confirma e acompanha a doença com exames que “mapeiam” a córnea, como:

  • Topografia corneana (mapeia a curvatura)

  • Tomografia/paquimetria (avalia espessura e estrutura)

Esses exames ajudam a entender o estágio, a evolução ao longo do tempo e a melhor estratégia de tratamento.

Tratamento e cuidados: o que costuma ser indicado

O tratamento depende do caso, do estágio e, principalmente, se há progressão. Em geral, as opções incluem:

1) Óculos (nos casos iniciais)

Podem ajudar, mas nem sempre corrigem toda a distorção.

2) Lentes de contato especiais

Muitas pessoas com ceratocone conseguem grande melhora com lentes apropriadas, como rígidas gás-permeáveis, híbridas ou esclerais (estas costumam ser mais confortáveis em vários casos, por apoiarem em outra região e “regularizarem” a superfície óptica).

3) Crosslinking corneano

É um procedimento cujo objetivo principal é frear/estabilizar a progressão (não é “cirurgia para tirar grau”). Quando bem indicado, pode ser decisivo para evitar piora futura.

4) Implantes de anel intracorneano

Em casos selecionados, pode ajudar a regularizar a curvatura e melhorar a qualidade visual (muitas vezes para facilitar o uso de óculos/lentes), mas não substitui o acompanhamento e não é “cura”.

5) Transplante de córnea

É reservado para situações em que outras alternativas não funcionam ou quando há comprometimento importante da córnea. Hoje existem técnicas com recuperação e resultados melhores do que no passado, mas a indicação é sempre individual.

Cuidados no dia a dia que fazem diferença

Alguns cuidados simples podem ajudar a proteger a córnea e evitar piora:

  • Não esfregue os olhos. Se há coceira, trate a causa (alergia, olho seco).

  • Controle de alergias (rinite/conjuntivite alérgica) com orientação médica.

  • Use lubrificantes oculares se o oftalmologista indicar.

  • Faça acompanhamento periódico, mesmo quando “parece estar tudo igual”.

  • Se usa lentes: siga rigorosamente higiene, tempo de uso e revisões da adaptação.

  • Proteja-se do excesso de luz com óculos de sol de boa qualidade (se for confortável para você).

Quando procurar ajuda com urgência?

Procure atendimento oftalmológico o quanto antes se houver:

  • Dor forte no olho

  • Vermelhidão intensa com piora rápida da visão

  • Sensação de “névoa” súbita ou queda abrupta da visão

  • Intolerância repentina a lentes que antes eram confortáveis

Um recado para o nosso Cantinho

O ceratocone pode assustar no começo, mas a boa notícia é: há caminhos — e o principal deles é não deixar para depois. Com exames adequados, acompanhamento e a estratégia certa (óculos, lentes, procedimentos para estabilização), muita gente mantém autonomia, estudo, trabalho e qualidade de vida.

Se este texto ajudou você, compartilhe com alguém que vive “trocando de óculos” e ainda não entendeu o porquê. Informação, aqui, também é acessibilidade.


Referências

  • Revisão sobre diagnóstico/manifestação do ceratocone (SciELO). SciELO Brasil

  • Crosslinking para ceratocone (relatório técnico – CONITEC/Ministério da Saúde). antigo-conitec.saude.gov.br

  • Crosslinking: objetivo de interromper a progressão (artigo na Revista Brasileira de Oftalmologia – SciELO). SciELO Brasil

  • Importância de não coçar os olhos no ceratocone (Drauzio Varella). Drauzio Varella

  • Relação entre alergia ocular/fricção e ectasia/ceratocone (ASBAI/AAAAI). ABRIA

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Cegueira Total x Baixa Visão: Entenda as Diferenças

A deficiência visual pode se apresentar de formas distintas e impactar a vida das pessoas de maneiras diversas. Embora ambas as condições exijam adaptações e promovam desafios no dia a dia, nem toda deficiência visual é igual — e compreender essas diferenças é fundamental para a inclusão, o respeito e o apoio adequado a quem vive com essas realidades.

A cegueira total é caracterizada pela ausência completa de percepção visual. A pessoa não consegue enxergar imagens, luzes, formas ou cores, dependendo exclusivamente de outros sentidos — como tato, audição e olfato — para se orientar e interagir com o ambiente. Já a baixa visão envolve uma perda significativa da acuidade visual que não pode ser corrigida com óculos ou lentes convencionais, mas sem chegar à ausência total de visão. Nesse caso, a pessoa ainda enxerga, embora de forma limitada, podendo identificar luzes, sombras, formas e, às vezes, detalhes próximos ou distantes, dependendo do grau da limitação.

De forma didática, podemos destacar algumas diferenças importantes:

  • Percepção visual: na cegueira total, não há percepção de luz ou formas; na baixa visão, há algum nível de percepção, mesmo que restrito.

  • Uso de recursos visuais: pessoas com baixa visão podem utilizar recursos ampliadores, lupas ou softwares de aumento de tela; já pessoas com cegueira total dependem de tecnologias assistivas baseadas em áudio, braile ou sinais táteis.

  • Mobilidade: ambas podem usar bengala ou cão-guia, mas na baixa visão, o uso pode ser combinado com pistas visuais residuais; na cegueira total, a orientação e mobilidade dependem totalmente de outros sentidos.

  • Adaptação escolar e profissional: na baixa visão, materiais podem ser adaptados com letras ampliadas e contrastes; na cegueira total, é necessário uso de braile, áudio ou tecnologias de leitura de tela.

Compreender as diferenças entre cegueira total e baixa visão é essencial para derrubar preconceitos e promover acessibilidade efetiva. Cada condição exige estratégias específicas de apoio, mas ambas compartilham a mesma necessidade de respeito, empatia e oportunidades para que as pessoas possam viver com autonomia e dignidade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

🔍 Hipermetropia: Quando Ver de Perto Exige Esforço


Você já reparou em alguém que afasta o celular ou o livro para conseguir ler melhor? Pode ser que essa pessoa tenha hipermetropia, uma condição visual que dificulta ver objetos próximos com clareza.

O que é a hipermetropia?

A hipermetropia é uma alteração visual em que a imagem se forma atrás da retina. Isso faz com que os objetos próximos fiquem desfocados, enquanto os mais distantes costumam ser vistos com mais nitidez — especialmente nos estágios leves ou moderados.

Ela pode estar presente desde o nascimento, mas muitas vezes só é percebida na idade escolar ou na fase adulta, quando as exigências de leitura aumentam.

Como a pessoa enxerga com hipermetropia?

Quem tem hipermetropia enxerga com dificuldade o que está perto dos olhos, como letras pequenas, telas de celular ou objetos detalhados. Pode haver sensação de vista cansada, ardência ou dor de cabeça após atividades que exigem foco próximo — como estudar, costurar ou mexer no computador.

💡 Em muitos casos, a pessoa não percebe que tem hipermetropia, apenas sente cansaço visual frequente. É comum compensar a dificuldade forçando os olhos, o que agrava o desconforto.

Sintomas mais comuns:

  • Visão embaçada ou turva de perto;

  • Dor de cabeça frequente (principalmente na testa);

  • Olhos ardendo ou lacrimejando após ler;

  • Sensação de cansaço ao realizar tarefas próximas.

A boa notícia: há correção simples!

A hipermetropia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa. Com o tratamento adequado, a visão de perto volta ao normal, e o desconforto desaparece.

Como ajudar quem convive com hipermetropia:

  1. Evite exigir leitura em letras pequenas ou com baixa iluminação.

  2. Respeite pausas frequentes, especialmente se a pessoa estiver trabalhando com textos ou telas.

  3. Ofereça materiais ampliados ou com bom contraste, se possível.

Um olhar mais acolhedor

Nem toda deficiência visual está associada à cegueira. A hipermetropia pode parecer “simples”, mas interfere diretamente na qualidade de vida — principalmente em ambientes de estudo e trabalho. Por isso, a empatia e o respeito às limitações de foco são tão importantes quanto a informação correta.

No Cantinho dos Amigos Especiais, a gente acredita que todo olhar merece conforto, nitidez e compreensão — inclusive para enxergar de perto.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

🌌 Retinose Pigmentar: Quando a Visão Vai se Apagando aos Poucos

Imagine olhar para o céu e, pouco a pouco, ver as estrelas se apagarem — uma a uma, até que reste apenas uma névoa. Essa é uma metáfora delicada, mas bastante próxima da realidade de quem convive com a retinose pigmentar.

O que é a retinose pigmentar?

A retinose pigmentar é uma doença hereditária e degenerativa da retina, a parte do olho responsável por captar a luz. Ela afeta principalmente as células responsáveis pela visão periférica e noturna, levando à perda progressiva da capacidade visual ao longo dos anos.

Ao contrário de muitas outras doenças oculares, a retinose pigmentar não tem cura. Seu avanço é geralmente lento, mas contínuo, exigindo da pessoa uma grande capacidade de adaptação — física, emocional e sensorial.

Como a pessoa enxerga com retinose pigmentar?

No início, a pessoa percebe uma dificuldade para enxergar à noite (cegueira noturna) e uma redução do campo visual lateral — como se visse por um tubo. Com o tempo, a visão periférica vai se fechando, restando apenas um pequeno ponto central, que também pode se perder em fases mais avançadas.

É uma sensação parecida com estar em um túnel, onde a luz vai diminuindo aos poucos, mesmo em plena claridade.

🖼️ A imagem que acompanha este texto simula como uma pessoa com retinose pigmentar avançada enxerga: a visão central permanece clara, enquanto tudo ao redor vai escurecendo. Os detalhes à frente — como um prédio, um ônibus ou um pedestre — são visíveis, mas qualquer movimento fora do centro pode passar despercebido. Essa representação ajuda a compreender que o problema não está no foco, mas na falta de visão lateral.

Sintomas mais comuns:

  • Dificuldade para enxergar em ambientes escuros;

  • Perda da visão lateral (campo visual reduzido);

  • Sensação de tropeçar ou esbarrar com frequência;

  • Em alguns casos, hipersensibilidade à luz (fotofobia).

A vida com retinose pigmentar

Embora não exista cura, há muitos recursos que ajudam a pessoa a manter sua autonomia: bengalas, treinamentos de orientação e mobilidade, lupas eletrônicas, leitores de tela e — principalmente — acolhimento da família e da sociedade.

Como ajudar quem convive com retinose pigmentar:

  1. Evite mudanças bruscas de iluminação (como entrar em locais escuros ou sair para ambientes muito claros repentinamente).

  2. Fale antes de se aproximar ou tocar, pois a pessoa pode não enxergar você vindo pelas laterais.

  3. Respeite o tempo de adaptação visual, especialmente ao mudar de ambiente.

Um olhar de empatia

A retinose pigmentar é uma jornada silenciosa de adaptação, perda e redescoberta. Quem convive com ela precisa aprender a ver o mundo com outros sentidos — e quem convive com essas pessoas precisa aprender a ver com o coração.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Miopia: Quando Ver de Longe Vira um Desafio

Você já ouviu falar de miopia? É uma das deficiências visuais mais comuns no mundo — e também uma das mais mal compreendidas. Muitas vezes, quem tem miopia é julgado como "distraído", "desatento" ou "desligado", quando na verdade está apenas lidando com uma limitação visual.

O que é a miopia?

A miopia é uma condição em que a pessoa enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para ver de longe. Por exemplo: consegue ler um livro tranquilamente, mas não enxerga os letreiros dos ônibus, a lousa da escola ou os rostos à distância com nitidez.

Essa dificuldade acontece porque a imagem dos objetos distantes se forma antes da retina, e não sobre ela, como deveria. Isso deixa tudo que está longe borrado ou embaçado, como se a pessoa estivesse olhando por uma janela com chuva.

Sintomas mais comuns:

  • Visão embaçada para longe;

  • Dores de cabeça frequentes, especialmente após tentar focar objetos distantes;

  • Necessidade de apertar os olhos para tentar “melhorar” a visão;

  • Dificuldade em atividades como dirigir, assistir aulas ou praticar esportes.

Como é o mundo para quem tem miopia?

Imagine sair à rua e não conseguir ler placas, reconhecer rostos do outro lado da calçada ou ver a tela do cinema com clareza. Tudo isso faz parte do cotidiano de quem tem miopia — sem correção adequada, o mundo perde nitidez e segurança.

Como ajudar quem tem miopia:

  1. Não exija que a pessoa veja de longe com perfeição. Se ela não te reconheceu na rua, provavelmente não é desinteresse — é a miopia agindo.

  2. Evite brincadeiras do tipo “você não viu isso?” — elas podem gerar vergonha ou constrangimento.

  3. Use recursos de apoio: letras maiores em cartazes, aproximação respeitosa, boa iluminação e avisos claros são sempre bem-vindos.

Um olhar mais gentil

A miopia pode ser corrigida com óculos, lentes de contato ou cirurgias, mas isso não significa que deve ser ignorada. Empatia, paciência e informação são ferramentas poderosas para criar um mundo mais acessível e acolhedor — mesmo quando o desafio está “à distância”.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Você Ainda Acredita Nisso? Destruindo 5 Mitos Sobre Deficiência Visual

Em pleno 2025, você ainda acredita que uma pessoa com deficiência visual não pode fazer certas coisas? Pois é, ainda existe quem ache que somos “coitadinhos” limitados a viver à margem da sociedade. Chega! Vamos acabar com esses mitos agora. Abaixo, listo cinco coisas que muitos acham que uma pessoa com deficiência visual não consegue fazer — e provo que estão redondamente enganados.

1️⃣ Ler livros e estudar

Mito: “Cego não lê, não estuda, não consegue se formar.”
Fato: Pessoas cegas ou com baixa visão leem usando Braille, audiobooks, leitores de tela e lupas eletrônicas. Um grande exemplo é o professor José Álvaro de Azevedo Gonzaga, totalmente cego, doutor em Direito e professor na PUC-SP. Temos também a professora Maria da Penha, cega, que atua no ensino superior no Brasil, mostrando que deficiência visual não é desculpa para parar de aprender.

2️⃣ Trabalhar em áreas intelectuais ou criativas

Mito: “Cego só pode vender bala ou tocar música na rua.”
Fato: Já ouviu falar do jurista Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, o primeiro desembargador cego do Brasil? Ele prova que é possível atuar com excelência na Justiça. E, se quiser olhar para fora do país, temos o icônico músico Ray Charles, que mesmo cego desde a infância se tornou um dos maiores nomes do soul e do blues. Pessoas com deficiência visual estão em escritórios, universidades, salas de audiência e nos palcos do mundo inteiro.

3️⃣ Usar tecnologia avançada

Mito: “Cego não mexe em computador, nem em smartphone.”
Fato: Hoje, com leitores de tela como NVDA, JAWS, TalkBack e VoiceOver, pessoas cegas dominam tecnologia como qualquer outro usuário. Influencers brasileiros como Ricardo Shimosakai, especialista em turismo acessível e tecnologia assistiva, mostram na prática como é possível navegar pelo mundo digital e físico com total autonomia. E não faltam exemplos de profissionais que programam, editam vídeos e gerenciam redes sociais, desmentindo completamente esse mito.

4️⃣ Praticar esportes

Mito: “Cego não pode fazer esporte.”
Fato: O que dizer da paratleta Marinalva de Almeida, que participou da vela na Paralimpíada Rio 2016 e competiu também no atletismo? Além disso, os atletas brasileiros de futebol de 5 são multicampeões mundiais, provando que, quando se fala em superação, as pessoas com deficiência visual dão show — literalmente.

5️⃣ Viajar sozinhos

Mito: “Cego não sai sozinho, não viaja, não se vira.”
Fato: O turismólogo Ricardo Shimosakai, que também tem baixa visão, viaja o mundo inteiro e dá palestras sobre turismo acessível, inspirando pessoas a conquistarem autonomia. Com bengalas, cães-guia e aplicativos de localização, muitas pessoas com deficiência visual exploram cidades, pegam metrôs, fazem trilhas e voltam com histórias incríveis para contar.


Conclusão

A verdade é dura (e libertadora): não existem “incapacidades” absolutas — existem barreiras e preconceitos. Ao insistir em mitos ultrapassados, a sociedade impede que pessoas com deficiência visual ocupem espaços que são, por direito, delas também. Antes de repetir a frase “coitado, não consegue”, pergunte-se: quem é que realmente não consegue enxergar o potencial do outro?


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 24 de junho de 2025

Assédio a Pessoas com Deficiência Visual: Respeito, Limites e Autodefesa

#pratodosverem: Ilustração digital em tons suaves mostra uma mulher com deficiência visual sendo abordada por um homem. Ela tem pele clara, cabelos castanhos longos, usa óculos escuros e segura uma bengala branca com firmeza, demonstrando desconforto. O homem, de pele clara e cabelos ruivos, sorri e se inclina em sua direção, colocando a mão sobre seu ombro de forma invasiva. No canto inferior direito, aparece o símbolo atualizado das Pessoas com Deficiência: uma figura humana estilizada com bengala, dentro de um círculo azul, representando acessibilidade e inclusão.
O assédio contra pessoas com deficiência visual é uma realidade ainda pouco debatida, mas que precisa ser enfrentada com firmeza e clareza. Essa forma de violência pode ocorrer tanto em espaços públicos quanto privados e assume contornos específicos: aproveitando-se da vulnerabilidade percebida ou real da pessoa com deficiência, agressores muitas vezes ultrapassam limites físicos e verbais que seriam inaceitáveis com qualquer outra pessoa. O silêncio em torno dessas situações gera impunidade e perpetua o ciclo de desrespeito. É fundamental, portanto, compreender os dois lados dessa equação: o que não se deve fazer ou dizer a alguém com deficiência visual, e como a própria pessoa pode identificar sinais de assédio e buscar proteção.


O que uma pessoa SEM deficiência visual nunca deve fazer ou dizer

Quem convive, trabalha ou simplesmente cruza com uma pessoa com deficiência visual deve entender que deficiência não é sinônimo de infantilidade, fragilidade moral ou autorização para invadir o espaço pessoal. Nunca toque em uma pessoa com deficiência visual sem antes pedir permissão — muito menos a puxe pelo braço, cintura ou costas, alegando querer “ajudar”. Frases como “você nem parece cego” ou “você é bonito demais pra ser deficiente” são profundamente ofensivas, mesmo que ditas em tom de elogio. Outra atitude comum e inadequada é falar em tom exageradamente alto, como se a deficiência visual fosse auditiva. Pior ainda são os comentários de duplo sentido ou elogios excessivos com conotação sexual ou sedutora, que muitas vezes vêm disfarçados de gentileza. Esses comportamentos não apenas desrespeitam a dignidade da pessoa, como também configuram assédio moral ou sexual.

Como uma pessoa com deficiência visual pode estar atenta e defender-se

Para quem tem deficiência visual, identificar o assédio pode ser mais difícil, especialmente quando ele se manifesta de forma sutil ou camuflada de “ajuda”. Por isso, é importante estar atento a alguns sinais: insistência em contato físico sem consentimento, elogios inapropriados, perguntas invasivas sobre sua intimidade, ou mudanças de tom na voz (como sussurros ou elogios exagerados) podem indicar que há algo errado. Sempre que possível, confie nos seus instintos: se algo soa estranho ou provoca desconforto, não hesite em pedir que a pessoa se afaste ou pare. Mantenha contato com pessoas de confiança e, se estiver em local público, dirija-se a um funcionário ou segurança. Aplicativos de localização compartilhada e gravação de voz podem ser aliados importantes. Em caso de assédio persistente, denuncie. Ninguém deve sentir-se constrangido por exigir respeito.

Conclusão

O combate ao assédio contra pessoas com deficiência visual começa com educação, respeito e empatia. A sociedade precisa aprender a reconhecer os limites do outro, principalmente daqueles que já enfrentam tantos desafios cotidianos por falta de acessibilidade e inclusão. Ao mesmo tempo, fortalecer a autonomia e a capacidade de reação das pessoas com deficiência visual é essencial para que elas se sintam seguras em todos os ambientes. O respeito deve ser incondicional — e a denúncia, uma ferramenta de proteção, não de vergonha.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Expo Deficiência Visual do Brasil: um marco histórico de inclusão em São Paulo


Entre os dias 1º e 5 de setembro de 2025, o Centro de Convenções Distrito Anhembi, em São Paulo, será palco da Expo Deficiência Visual do Brasil – também conhecida como 11º Encontro Mundial da Deficiência Visual. É a primeira vez que um evento dessa magnitude é realizado na América Latina, reunindo autoridades, especialistas, organizações e pessoas com deficiência visual de mais de 190 países.

O que vai acontecer?

O evento contará com uma programação intensa e diversificada, incluindo:

  • Congresso Técnico‑Científico: conferências, mesas-redondas, workshops e painéis sobre temas como leitura Braille, tecnologia assistiva, acessibilidade, inclusão digital, empregabilidade e direitos humanos.

  • Feira Internacional de Tecnologia Assistiva: exposição de inovações em dispositivos, softwares, impressoras Braille, sinalização tátil, leitores de texto e soluções para mobilidade.

  • Assembleia da União Mundial de Cegos (WBU): encontros decisórios com eleições e definição de diretrizes para os próximos anos.

  • Cerimônias especiais: abertura oficial, jantar de gala e coquetel de encerramento, proporcionando integração e networking.

Público e inscrições

A Expo é aberta ao público em geral, com inscrições promocionais para brasileiros. Participam pessoas cegas e com baixa visão, familiares, educadores, profissionais, pesquisadores, ativistas e todos que se interessam pelo tema da inclusão. O evento oferece ainda pacotes de hospedagem com tarifas especiais e acessibilidade garantida em toda a infraestrutura.

Por que participar?

  • Oportunidade única de contato com lideranças mundiais e especialistas na área.

  • Acesso às últimas tendências em tecnologia assistiva.

  • Espaço para discutir e fortalecer políticas de inclusão e direitos das pessoas com deficiência visual.

  • Troca de experiências, inspiração e fortalecimento da luta pela acessibilidade.

Serviço

  • Evento: Expo Deficiência Visual do Brasil / 11º Encontro Mundial da Deficiência Visual

  • Quando: 1 a 5 de setembro de 2025

  • Onde: Centro de Convenções Distrito Anhembi, São Paulo – SP

  • Inscrições: mundialdadeficienciavisual.com.br

Não perca essa chance de fazer parte de um dos maiores movimentos mundiais pela inclusão e pela valorização das pessoas com deficiência visual! Compartilhe esta notícia e garanta já sua inscrição!

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Dorina Nowill: 106 anos de Inspiração e Inclusão

Hoje, 28 de maio de 2025, celebramos os 106 anos do nascimento de Dorina de Gouvêa Nowill, uma mulher cuja visão transcendeu a cegueira física para iluminar caminhos de inclusão, educação e dignidade para pessoas com deficiência visual em todo o Brasil. Sua trajetória é um testemunho de coragem, inovação e compromisso social, que continua a inspirar gerações.

Dorina Nowill: A Dama da Inclusão

Dorina nasceu em São Paulo, em 28 de maio de 1919. Aos 17 anos, perdeu a visão devido a uma doença não diagnosticada. Determinada a continuar seus estudos, tornou-se a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos, formando-se professora em 1945. Durante sua formação, percebeu a escassez de materiais acessíveis para pessoas com deficiência visual, o que a motivou a buscar soluções inovadoras.

Em 1946, fundou a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, hoje conhecida como Fundação Dorina Nowill para Cegos. A instituição foi pioneira na produção de livros em braille em larga escala no país, facilitando o acesso à educação e à cultura para milhares de pessoas com deficiência visual. Além disso, Dorina liderou a criação do Departamento de Educação Especial para Cegos na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e atuou como diretora da Campanha Nacional de Educação dos Cegos do Ministério da Educação entre 1961 e 1973.

Seu trabalho teve reconhecimento internacional. Em 1981, representou o Brasil na Assembleia Geral das Nações Unidas durante o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. Em 1979, foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Dorina também foi homenageada com a Comenda Dorina de Gouvêa Nowill, concedida pelo Senado Federal a personalidades que contribuem significativamente para a defesa dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil.

Dorina faleceu em 29 de agosto de 2010, aos 91 anos, deixando um legado que continua vivo através das ações da Fundação Dorina Nowill para Cegos. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados, como produção de livros acessíveis, reabilitação, programas de empregabilidade e consultorias em acessibilidade, impactando positivamente a vida de milhares de brasileiros com deficiência visual.

Legado e Inspiração Contínua

Dorina Nowill é lembrada não apenas por suas conquistas institucionais, mas também por sua visão humanista e compromisso com a inclusão. Sua frase "O bem-estar de todos os membros da sociedade, sem exceções, é o que faz de um país um povo civilizado" resume sua filosofia de vida e atuação. Em 2016, sua neta, a atriz Martha Nowill, lançou o documentário "Dorina – Um Olhar para o Mundo", retratando a vida e o impacto de sua avó na luta pelos direitos das pessoas com deficiência visual.

Neste dia especial, o Cantinho dos Amigos Especiais homenageia Dorina Nowill, cuja história é um farol de esperança e determinação. Que seu exemplo continue a inspirar ações em prol de uma sociedade mais justa, inclusiva e acessível para todos.


Serviço: Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma instituição sem fins lucrativos referência nacional em acessibilidade, inclusão social e reabilitação de pessoas com deficiência visual. Fundada em 1946 por Dorina Nowill, oferece gratuitamente serviços como produção e distribuição de livros acessíveis (Braille, áudio e digital acessível), reabilitação, orientação e mobilidade, programas de empregabilidade e consultorias em acessibilidade para empresas e instituições.

Principais serviços:

Produção e doação de livros em Braille, áudio e formatos acessíveis para todo o Brasil.

Reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência visual.

Ações educativas, cursos e orientações para familiares e profissionais.

Projetos de empregabilidade e preparação para o mercado de trabalho.

Consultoria em acessibilidade para empresas e escolas.

Atendimento presencial e remoto.

Endereço: Rua Doutor Diogo de Faria, 558 – Vila Clementino – São Paulo /SP
Telefone: (11) 5087-0999
E-mail: fundacao@fundacaodorina.org.br

Site oficial: www.fundacaodorina.org.br

Redes sociais: @fundacaodorina

Se você conhece alguém com deficiência visual ou deseja apoiar essa causa, entre em contato e saiba mais sobre como contribuir ou ser atendido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Cuidando da Visão: A Importância da Prevenção no Abril Marrom


A cegueira é caracterizada por uma acuidade visual inferior a 5% ou pela total ausência de percepção de luz. Já as pessoas com baixa visão possuem uma acuidade visual entre 5% e 30%, mesmo após o uso de óculos comuns ou tratamentos oftalmológicos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 250 milhões de pessoas com deficiência visual em todo o mundo, sendo 36 milhões delas totalmente cegas.

O desenvolvimento da visão das crianças ocorre até cerca dos 7 a 9 anos de idade. Por isso, no mês de Abril Marrom, é fundamental destacar a importância de cuidar da saúde ocular desde cedo. Confira algumas recomendações essenciais para preservar a visão das crianças:

  1. Consultas ao Oftalmologista: Agendar uma avaliação oftalmológica nos primeiros meses de vida é crucial para monitorar a saúde ocular dos bebês.

  2. Atenção a Sinais de Problemas Visuais: Se a criança frequentemente tropeça, aproxima os objetos dos olhos, tem dificuldades para enxergar a lousa ou a televisão, ou ainda "aperta" as pálpebras para enxergar melhor à distância, é importante buscar orientação médica especializada.

  3. Desempenho Escolar: Problemas visuais podem afetar o aprendizado. Se a criança tiver dificuldades na escola, os óculos podem ser a solução para evitar problemas maiores.

  4. Vacinação em Dia: Doenças como o sarampo e a catapora, quando não prevenidas, podem levar à cegueira. Manter a vacinação das crianças atualizada é fundamental.

  5. Teste do Olhinho: O "Teste do Olhinho", realizado logo após o nascimento, é essencial para detectar precocemente doenças como catarata e glaucoma, garantindo tratamento imediato se necessário.

Prevenção é a chave! Estudos indicam que entre 60% e 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados com cuidados adequados.

Neste Abril Marrom, lembre-se: a saúde ocular das crianças é um investimento para o futuro. Não deixe de garantir acompanhamento médico adequado e seguir as orientações para prevenir problemas visuais!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Rede Bassano: Atendimento Inclusivo e Sensibilidade no Serviço ao Cliente

São Paulo – Em meio à correria do dia a dia, encontrar um restaurante que ofereça não apenas boa comida, mas também um atendimento humanizado e inclusivo pode ser uma experiência surpreendente. Esse foi o caso de Gabriel Diniz Sznelvar, que possui deficiência visual e visitou uma unidade da Rede Bassano, restaurante por quilo que operava na Rua Pamplona, próximo à residência de um conhecido.

Ao se dirigir à área de buffet para se servir, Gabriel foi prontamente abordado por uma garçonete, que, de forma atenciosa e bem treinada, ofereceu auxílio. “Vem cá que eu te ajudo. Pega aqui no meu cotovelo”, disse a funcionária, seguindo um dos princípios fundamentais de orientação para pessoas com deficiência visual: a técnica do guia vidente.

Esse método de condução permite que a pessoa com deficiência segure levemente no cotovelo do acompanhante, sentindo aclives, declives e outros obstáculos do ambiente, o que proporciona maior segurança e autonomia durante a locomoção. O gesto simples, mas de grande impacto, demonstrou o preparo da equipe da Rede Bassano para garantir um atendimento acessível e acolhedor.

Além do suporte oferecido, a experiência gastronômica também foi elogiada. “A comida estava uma delícia”, destacou Gabriel, reforçando que, além da acessibilidade, a qualidade do cardápio também fez jus à boa impressão deixada pelo restaurante.

A Rede Bassano se mostrou um exemplo de como a inclusão pode e deve ser incorporada ao dia a dia dos estabelecimentos comerciais. Ainda não há informações precisas sobre a localização atual das unidades da rede, mas o que fica da experiência é a certeza de que um atendimento sensível e preparado pode transformar uma simples refeição em um momento de acolhimento e respeito à diversidade.


Serviço:

Restaurante Bassano
R. Pamplona, 795 - Jardins, São Paulo - SP.
Instagram


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Seeing AI: Uma janela para o mundo visual



O Seeing AI é um aplicativo revolucionário desenvolvido pela Microsoft que utiliza a inteligência artificial para auxiliar pessoas com deficiência visual a compreenderem e interagirem com o mundo ao seu redor. Através da câmera do smartphone, o app é capaz de descrever pessoas, objetos, textos, cenas e muito mais, transformando o dispositivo em um verdadeiro guia visual.

Como funciona?

O Seeing AI funciona de forma bastante intuitiva. Ao apontar a câmera para um objeto, o aplicativo utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para identificar e descrever o que está sendo visto. As funcionalidades do app incluem:

Descrição de cenas: O Seeing AI pode descrever uma cena completa, como uma sala de estar, uma rua movimentada ou um parque. Ele identifica objetos presentes na imagem e suas relações espaciais.

Leitura de textos: O app é capaz de ler textos impressos, como livros, revistas, menus de restaurantes e até mesmo notas manuscritas.

Reconhecimento de rostos: O Seeing AI pode identificar rostos, estimar a idade e o sexo da pessoa e até mesmo descrever suas expressões faciais.

Identificação de produtos: Ao apontar a câmera para um código de barras, o aplicativo informa o nome e outras informações sobre o produto.

Descrição de cores: O Seeing AI identifica e descreve as cores presentes em uma imagem.

Benefícios do Seeing AI:

Independência: O aplicativo permite que pessoas com deficiência visual realizem tarefas do dia a dia de forma mais independente, como ler e-mails, identificar produtos no supermercado e navegar em ambientes desconhecidos.

Acessibilidade: O Seeing AI torna o mundo visual mais acessível para pessoas com baixa visão, proporcionando uma maior inclusão e qualidade de vida.

Inovação: O aplicativo representa um grande avanço na área da acessibilidade e demonstra o potencial da inteligência artificial para transformar a vida das pessoas.

Para quem é indicado?

O Seeing AI é indicado para pessoas com qualquer grau de deficiência visual, desde aqueles com baixa visão até pessoas totalmente cegas. O aplicativo pode ser uma ferramenta valiosa para estudantes, profissionais, e qualquer pessoa que deseja ter uma maior autonomia no dia a dia.

Onde encontrar o Seeing AI?

O Seeing AI está disponível gratuitamente para download na PlayStore para dispositivos Android. 

Conclusão

O Seeing AI é um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar a vida das pessoas. Ao transformar o smartphone em uma ferramenta de acessibilidade, o aplicativo demonstra o potencial da inteligência artificial para criar um mundo mais inclusivo e acessível para todos.

Observação: É importante ressaltar que o Seeing AI está em constante desenvolvimento e novas funcionalidades podem ser adicionadas ao longo do tempo.


Texto produzido com inteligência artificial.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Audiodescrição: Promovendo Acessibilidade e Inclusão no Universo Audiovisual para Pessoas com Deficiência Visual

A audiodescrição é uma técnica de acessibilidade que consiste na descrição verbal de elementos visuais em mídias audiovisuais, como filmes, séries, vídeos educativos e apresentações. Essa descrição é inserida nos intervalos das falas originais, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam o que está ocorrendo na tela sem a necessidade de ver as imagens. O conteúdo descrito inclui expressões faciais, gestos, cenários, ações e qualquer outro elemento visual que seja relevante para o entendimento do contexto.

A importância da audiodescrição para a acessibilidade reside na maneira como ela possibilita a inclusão de pessoas com deficiência visual em experiências culturais, educacionais e de entretenimento que, de outra forma, seriam inacessíveis. Isso não apenas promove igualdade de acesso à informação e cultura, mas também fortalece a autonomia e a autoestima dos indivíduos, permitindo que participem de maneira mais ativa na sociedade.

A implementação da audiodescrição em vídeos também tem um impacto significativo na inclusão social, pois permite que pessoas com deficiência visual compartilhem experiências com familiares e amigos que veem as imagens, promovendo um ambiente mais inclusivo e participativo para todos. Em termos práticos, isso pode ser realizado através de serviços de streaming e de televisão, bem como em eventos ao vivo e instituições culturais, que cada vez mais, incorporam a audiodescrição em suas ofertas para garantir acessibilidade e conformidade com as legislações de direitos das pessoas com deficiência.

Texto e vídeo gerados com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Cegos conseguem independência graças aos avanços da tecnologia

quinta-feira, 22 de agosto de 2024