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sábado, 15 de agosto de 2026

Vitiligo: como melhorar a vida de quem convive com essa condição autoimune


 Quando pensamos em vitiligo, muitas vezes a primeiraw imagem que vem à mente são as manchas brancas que aparecem na pele. Mas compreender o vitiligo significa ir muito além da aparência.

O vitiligo é uma condição que provoca a perda de pigmentação em determinadas áreas da pele. Isso acontece porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina — pigmento que dá cor à pele — deixam de funcionar ou são destruídos.

Na forma não segmentar, que é a mais comum, o vitiligo é considerado uma doença autoimune: o próprio sistema imunológico passa a atacar os melanócitos.

E uma informação precisa ficar muito clara desde o início:

Vitiligo não é contagioso.

Não se pega vitiligo pelo toque, abraço, beijo, compartilhamento de objetos, alimentos ou convivência com uma pessoa que possui a condição.

Como o vitiligo se manifesta?

A principal característica é o aparecimento de áreas da pele que perdem sua pigmentação natural.

Essas manchas podem surgir em diferentes partes do corpo, sendo comuns no rosto, pescoço, mãos, braços, pés e regiões próximas a aberturas do corpo.

Os pelos existentes nas regiões afetadas também podem perder pigmentação e ficar brancos.

A evolução varia muito de pessoa para pessoa. Algumas desenvolvem poucas áreas despigmentadas durante muitos anos. Em outras, novas manchas podem aparecer e aumentar de tamanho.

Existem diferentes tipos de vitiligo?

Sim.

Entre as formas existentes, duas são particularmente importantes:

Vitiligo não segmentar: é o tipo mais comum. As manchas costumam ocorrer em ambos os lados do corpo e essa forma está relacionada ao mecanismo autoimune.

Vitiligo segmentar: costuma atingir uma região ou um lado específico do corpo e apresenta comportamento diferente do vitiligo não segmentar.

Também existem outras classificações, e por isso a avaliação de um dermatologista é importante para identificar corretamente o quadro.

Vitiligo pode estar relacionado a outras doenças autoimunes?

Sim.

Pessoas com vitiligo, principalmente na forma não segmentar, podem apresentar associação com outras condições autoimunes. Entre elas estão algumas doenças da tireoide.

Isso não significa que toda pessoa com vitiligo terá outra doença autoimune. Significa apenas que essa associação existe e pode justificar investigação médica quando houver indicação.

Exames de sangue, por exemplo, não são utilizados simplesmente para “confirmar” o vitiligo, mas podem ser solicitados para pesquisar condições autoimunes associadas, dependendo da história e dos sintomas de cada pessoa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é feito pelo dermatologista por meio da avaliação da pele e da história clínica.

Em algumas situações, o médico pode examinar a pele utilizando uma lâmpada de Wood, uma iluminação especial que ajuda a visualizar melhor alterações de pigmentação.

Exames complementares podem ser solicitados quando houver necessidade de excluir outras doenças ou investigar condições associadas. Raramente pode ser necessária uma biópsia da pele.

Existe cura para o vitiligo?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para o vitiligo.

Isso, porém, não significa que nada possa ser feito.

Existem tratamentos capazes de tentar interromper ou diminuir a progressão da perda de pigmentação e favorecer a recuperação da cor em algumas regiões da pele.

A resposta varia bastante entre as pessoas e também conforme a localização das manchas, extensão da doença, idade, atividade do vitiligo e tratamento utilizado.

Como é feito o tratamento?

O tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por um dermatologista.

Dependendo do quadro, podem ser utilizadas diferentes estratégias — algumas vezes combinadas.

Medicamentos aplicados na pele

Os corticosteroides tópicos podem ser utilizados em determinados pacientes. Eles podem ajudar a controlar a atividade da doença e favorecer alguma recuperação da pigmentação, mas precisam ser utilizados com orientação médica porque o uso inadequado ou prolongado pode provocar efeitos adversos.

Outros medicamentos tópicos também podem ser indicados conforme a região do corpo, idade e características de cada paciente.

Medicamentos mais recentes

Nos últimos anos, surgiram tratamentos direcionados a mecanismos específicos envolvidos no vitiligo.

Entre eles está o ruxolitinibe em creme, um medicamento da classe dos inibidores de JAK, utilizado em determinados pacientes com vitiligo não segmentar.

Os resultados não são imediatos e o tratamento pode exigir vários meses. Nem todas as pessoas apresentam o mesmo grau de repigmentação, e a indicação deve ser feita pelo médico.

Fototerapia

A exposição controlada da pele a determinados tipos de luz ultravioleta pode ser utilizada para estimular a repigmentação.

A fototerapia deve ser realizada de maneira planejada e acompanhada por profissionais de saúde. Não deve ser confundida com simplesmente “tomar sol”.

Outros tratamentos

Em casos selecionados e dependendo do tipo e da estabilidade do vitiligo, existem outras possibilidades terapêuticas.

Também podem ser usados recursos de camuflagem cosmética, maquiagem ou produtos destinados a uniformizar temporariamente a aparência da pele.

A escolha depende do que é mais adequado e desejado para cada pessoa.

Proteção solar é fundamental

As regiões que perderam melanina ficam particularmente vulneráveis à radiação solar.

Por isso, quem possui vitiligo deve conversar com seu dermatologista sobre proteção adequada, incluindo uso de protetor solar, roupas, acessórios e outros meios de reduzir exposição excessiva.

Além de proteger a pele, evitar queimaduras solares é importante porque traumatismos cutâneos podem favorecer o surgimento de novas áreas de vitiligo em algumas pessoas.

E o impacto emocional?

Esse talvez seja um dos assuntos mais importantes quando falamos sobre vitiligo.

As manchas não provocam necessariamente dor física, mas podem provocar dor emocional.

Olhares insistentes, perguntas inadequadas, comentários, preconceito e a falsa ideia de que a condição seria contagiosa podem afetar profundamente a autoestima e a vida social.

Uma pessoa não deve ser resumida às manchas existentes em sua pele.

Por isso, cuidar de alguém com vitiligo também significa respeitar sua maneira de lidar com a própria aparência.

Algumas pessoas desejam realizar tratamentos para recuperar a pigmentação.

Outras convivem bem com suas manchas.

Ambas as escolhas merecem respeito.

Como familiares e amigos podem ajudar?

A primeira atitude é simples: informação.

Não trate o vitiligo como algo contagioso.

Não fique apontando novas manchas.

Não diga à pessoa que ela “precisa esconder”.

Não ofereça tratamentos milagrosos encontrados na internet.

Não transforme a aparência dela em assunto permanente.

Em vez disso, ofereça companhia, respeito e apoio.

Caso ela esteja emocionalmente abalada pela condição, incentive — sem imposição — a procura por ajuda profissional.

O que realmente melhora a vida de quem tem vitiligo?

Informação correta.

Acompanhamento dermatológico.

Proteção adequada da pele.

Tratamento individualizado, quando desejado e indicado.

Atenção a possíveis doenças associadas quando houver indicação médica.

Apoio emocional quando necessário.

E, acima de tudo, respeito.

O vitiligo modifica a pigmentação da pele.

Não modifica o valor de uma pessoa.

Quanto maior for a informação da sociedade, menor será o espaço para preconceitos, constrangimentos e mitos.

No Cantinho dos Amigos Especiais, informação também é uma forma de inclusão.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Blefaroplastia: o que é, quando fazer e cuidados importantes

A blefaroplastia é uma cirurgia plástica que atua nas pálpebras, removendo o excesso de pele, gordura ou músculo que pode causar aparência cansada, inchada ou até prejudicar a visão. É um procedimento que une função e estética, e pode trazer benefícios tanto para quem busca melhorar a aparência quanto para quem precisa corrigir problemas funcionais.

✨ O que a blefaroplastia pode corrigir?

  • Pálpebras superiores caídas, que podem reduzir o campo de visão.0
  • Bolsas de gordura abaixo dos olhos.
  • Excesso de pele que dá um ar envelhecido ou cansado.
  • Rugas e flacidez na região dos olhos.

🔍 Tipos de blefaroplastia

  • Superior – realizada na pálpebra de cima, indicada para excesso de pele ou queda que atrapalha a visão.
  • Inferior – feita na pálpebra de baixo, geralmente para remover bolsas de gordura e flacidez.
  • Combinada – quando as duas regiões são tratadas no mesmo procedimento.

⏱ Tempo de recuperação

  • Primeiros dias: inchaço e hematomas são comuns. Compressas frias ajudam bastante.
  • Após 1 semana: pontos (se houver) são retirados; melhora visível do inchaço.
  • 2 a 3 semanas: aparência mais natural, retomando atividades sociais.
  • Resultado final: até 3 meses, com cicatrizes discretas.

⚠ Riscos e cuidados

  • Apesar de ser considerado seguro, o procedimento exige atenção:
  • Inchaço prolongado ou hematomas.
  • Infecção (raro).
  • Olhos secos ou irritação.
  • Assimetria das pálpebras.
  • Alterações temporárias na visão.

💡 Dica: procure sempre um cirurgião plástico ou oftalmologista especializado em plástica ocular, siga todas as orientações médicas e respeite o tempo de recuperação.

💬 Importância para pessoas com deficiência visual parcial

Para quem já apresenta baixa visão causada por outros fatores, a blefaroplastia funcional pode ampliar o campo de visão e melhorar o conforto visual, reduzindo a fadiga ocular. É importante, nesses casos, que a decisão seja feita junto ao oftalmologista que acompanha o paciente.

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Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.