sábado, 4 de abril de 2026

Parkinson e Alzheimer: existe relação entre as duas doenças?

Quando uma família convive com o diagnóstico de Parkinson ou de Alzheimer, é natural surgir uma dúvida importante: será que uma doença leva à outra? A resposta mais correta é esta: não se trata de mera coincidência, mas também não significa que uma pessoa com Parkinson vá obrigatoriamente desenvolver Alzheimer, nem que quem tem Alzheimer vá necessariamente ter Parkinson. Há, sim, uma relação entre essas doenças, especialmente no campo das demências e das doenças neurodegenerativas.

A Doença de Parkinson é mais conhecida pelos sintomas motores, como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. Porém, ela também pode afetar a memória, a atenção, o raciocínio e outras funções cognitivas ao longo do tempo. Em alguns pacientes, isso evolui para um quadro chamado demência da doença de Parkinson. Ou seja: o Parkinson pode, sim, vir acompanhado de demência, principalmente nas fases mais avançadas, mas essa demência nem sempre é o Alzheimer clássico.

Nesse ponto entra uma informação muito importante: a demência associada ao Parkinson costuma ter ligação mais próxima com a chamada demência por corpos de Lewy. Segundo o Instituto Nacional sobre Envelhecimento dos Estados Unidos, a demência por corpos de Lewy inclui dois diagnósticos relacionados: demência com corpos de Lewy e demência da doença de Parkinson. Essas condições compartilham alterações cerebrais ligadas à proteína alfa-sinucleína, o que ajuda a explicar por que elas se parecem em vários aspectos.

Ao mesmo tempo, os especialistas reconhecem que pode haver sobreposição entre doenças neurodegenerativas. Em outras palavras, algumas pessoas apresentam no cérebro alterações típicas de mais de um tipo de demência. A Associação de Alzheimer informa que muitas pessoas com demência por corpos de Lewy ou com demência da doença de Parkinson também apresentam placas e emaranhados, alterações tradicionalmente associadas ao Alzheimer. É isso que os médicos chamam de demência mista.

E no caminho inverso? Quem tem Alzheimer costuma desenvolver Parkinson? A resposta é: não como regra. O que pode acontecer é que, em pessoas idosas, diferentes processos neurodegenerativos coexistam. Além disso, alguns sintomas podem se confundir, e certos quadros clínicos compartilham alterações cerebrais e fatores de risco. Por isso, em vez de pensar que uma doença “vira” a outra, é mais correto entender que elas podem ter pontos de contato, sobreposição de sintomas e, em alguns casos, presença simultânea.

Uma diferença clínica importante ajuda os médicos a distinguir melhor esses quadros. De acordo com o NINDS, na demência da doença de Parkinson, os sintomas cognitivos aparecem mais de um ano depois do início dos sintomas motores do Parkinson. Já na demência com corpos de Lewy, os problemas de raciocínio, atenção e percepção costumam aparecer antes ou muito próximos dos sintomas de parkinsonismo. Esse detalhe não resolve tudo sozinho, mas ajuda bastante no diagnóstico.

Para as famílias e cuidadores, o mais importante é observar os sinais com atenção. Em uma pessoa com Parkinson, merecem avaliação médica sintomas como piora importante de memória, confusão, alucinações, dificuldade crescente para organizar pensamentos, desatenção acentuada e perda de autonomia. Esses sinais não devem ser vistos como “coisa normal da idade”, mas como sinais que precisam de investigação profissional.

Em resumo, há relação entre Parkinson e Alzheimer, mas ela não é simples nem automática. O Parkinson pode evoluir com demência, muitas vezes mais ligada ao espectro dos corpos de Lewy do que ao Alzheimer puro. Por outro lado, Alzheimer e Parkinson podem coexistir no mesmo paciente, especialmente em quadros mistos. Por isso, o acompanhamento com neurologista ou geriatra é essencial para buscar um diagnóstico mais preciso, orientar o tratamento e dar mais qualidade de vida à pessoa atendida e à sua família.

Referências
National Institute on Aging (NIA). Lewy Body Dementia: Causes, Symptoms, and Diagnosis.
National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS). Dementias.
National Institute on Aging (NIA). Alzheimer’s & Related Dementias: Risk Factors, Genetics, and More.
Alzheimer’s Association. Dementia with Lewy bodies (DLB) | Symptoms & Causes.
National Institute on Aging (NIA). Genetic study of Lewy body dementia supports ties to Alzheimer’s and Parkinson’s diseases.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dia Mundial de Conscientização do Autismo: respeito, inclusão e dignidade para todas as pessoas

No dia 2 de abril, o mundo volta os olhos para uma causa que precisa ser lembrada com seriedade, sensibilidade e compromisso: o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi instituída pela Assembleia Geral da ONU em 2007 e tem como objetivo promover os direitos, a dignidade e a participação plena das pessoas autistas na sociedade.

Mais do que uma data simbólica, este dia nos convida a refletir sobre a forma como a sociedade enxerga o autismo. Conscientizar não significa apenas divulgar informações. Significa também combater preconceitos, desfazer estereótipos e reconhecer que pessoas autistas têm valor, voz, capacidades e direito de ocupar todos os espaços da vida social. A própria ONU tem destacado que a sociedade deve avançar da simples conscientização para a valorização da neurodiversidade e para a garantia concreta de direitos.

É importante lembrar que o autismo não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Cada pessoa autista é única, com sua maneira de perceber o mundo, de se comunicar, de aprender, de sentir e de se relacionar. Por isso, não podemos tratar o tema com generalizações apressadas. O caminho mais humano é sempre o do respeito, da escuta e da empatia. Essa compreensão ajuda famílias, escolas, igrejas, serviços de saúde e toda a comunidade a acolher melhor e agir com mais responsabilidade.

No Brasil, a proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista ganhou um marco importante com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA. Essa legislação reconhece a necessidade de garantir atendimento, proteção social e diretrizes específicas para a promoção da cidadania e da inclusão.

Outro ponto fundamental é que a legislação brasileira passou a assegurar, para todos os fins legais, a proteção da pessoa autista dentro do conjunto de direitos das pessoas com deficiência. Nesse contexto, a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei nº 13.146/2015, reforça que a inclusão social e a cidadania devem acontecer em igualdade de condições, com acesso a direitos e liberdades fundamentais. Isso fortalece o entendimento de que inclusão não é favor. Inclusão é direito.

Quando falamos em inclusão, falamos de realidades muito concretas. Estamos falando de acesso à educação com apoio adequado, à saúde com atendimento digno, ao convívio social sem discriminação, ao trabalho com oportunidades verdadeiras, aos espaços públicos com acessibilidade e ao respeito dentro da própria família e da comunidade. Não basta dizer que acolhe. É preciso construir ambientes em que a pessoa autista possa viver com segurança, autonomia e pertencimento.

Também precisamos lembrar das famílias, que muitas vezes enfrentam cansaço, desinformação, barreiras sociais e até julgamentos injustos. Uma sociedade mais consciente é aquela que não culpa, não ridiculariza e não abandona. Ao contrário, ela oferece apoio, compreensão e políticas públicas que permitam uma vida mais justa para todos. A ONU tem reforçado que ainda existem desafios significativos para pessoas autistas no mundo inteiro, inclusive em relação ao estigma e à exclusão.

Falar sobre esta data é reafirmar um compromisso com a dignidade humana. Toda pessoa merece ser vista para além de um diagnóstico. Toda pessoa merece respeito. Toda pessoa merece oportunidade de florescer. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo nos recorda que uma sociedade verdadeiramente humana é aquela que aprende a acolher as diferenças sem transformar a diferença em barreira.

Que esta data toque o coração de todos nós. Que haja mais informação correta e menos preconceito. Mais escuta e menos julgamento. Mais acessibilidade e menos exclusão. E que, em vez de apenas lembrar o autismo em um único dia do ano, possamos praticar diariamente uma cultura de respeito, inclusão e amor ao próximo.

Referências

ONU Brasil. Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.
ONU Brasil. No Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, evento na ONU celebra contribuições das pessoas autistas para a sociedade.
ONU Brasil. Mensagem do secretário-geral da ONU para o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, assinalado em 2 de abril.
Brasil. Presidência da República. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Brasil. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Abril Marrom: cuidar da visão também é promover inclusão

Abril é conhecido, no Brasil, como o mês de conscientização sobre a prevenção da cegueira e sobre a importância da saúde ocular. A campanha Abril Marrom busca alertar a população para algo que muitas vezes só recebe atenção quando o problema já avançou: a visão precisa de cuidado, acompanhamento e prevenção. Em 2026, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um projeto para instituir oficialmente o Abril Marrom como mês de conscientização sobre saúde ocular, prevenção e combate à cegueira.

A proposta da campanha é simples e muito necessária: informar, sensibilizar e incentivar o diagnóstico precoce. Diversas doenças oculares podem evoluir de forma silenciosa, sem causar dor ou sinais evidentes no começo. Quando a pessoa percebe que algo está errado, às vezes já houve perda importante da visão. Por isso, a prevenção continua sendo uma das maiores aliadas da saúde ocular.

Entre as condições que mais preocupam estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular, além de outras alterações que podem comprometer a visão parcial ou totalmente. O debate em torno do Abril Marrom reforça justamente isso: muitas dessas situações podem ser tratadas, controladas ou ter seus efeitos reduzidos quando descobertas a tempo.

A cor marrom foi associada à campanha por representar a tonalidade dos olhos da maior parte da população brasileira, tornando-se um símbolo de identificação e lembrança sobre a necessidade de olhar com mais atenção para esse tema. A iniciativa surgiu em 2016 e passou a ganhar mais força com ações educativas, exames, palestras e mobilizações públicas ao longo dos anos.

Mas falar de Abril Marrom não é falar apenas de prevenção médica. Também é falar de dignidade, acessibilidade e inclusão. Quando a sociedade discute a cegueira e a baixa visão com seriedade, ela também é convidada a refletir sobre barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual no dia a dia: falta de acessibilidade, dificuldade de locomoção, escassez de recursos adaptados e, muitas vezes, incompreensão social. O fortalecimento de políticas públicas nessa área foi citado no parecer do Senado como uma medida de interesse público ligada à inclusão social e ao direito à saúde.

Cuidar da visão é cuidar da autonomia, da segurança, da comunicação e da participação plena na vida em sociedade. Para muitas famílias, a deficiência visual não é apenas uma questão clínica: ela interfere na rotina, no estudo, no trabalho, no acesso à informação e até na forma como a pessoa é acolhida ou excluída dos ambientes. Falar sobre isso com responsabilidade é uma forma de defender respeito e cidadania.

O Abril Marrom nos convida, portanto, a duas atitudes muito concretas. A primeira é preventiva: não adiar exames, procurar acompanhamento profissional e dar atenção aos sinais do corpo. A segunda é humana: aprender a construir uma sociedade mais acessível, mais paciente e mais preparada para acolher quem vive com baixa visão ou cegueira.

Cuidar dos olhos é importante. Mas cuidar da forma como enxergamos o outro também é. E talvez essa seja uma das grandes mensagens do Abril Marrom: prevenir a perda da visão e, ao mesmo tempo, ampliar a nossa visão de mundo, com mais consciência, empatia e inclusão.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


terça-feira, 31 de março de 2026

Dia da Saúde e Nutrição: cuidar da alimentação é cuidar da vida

Hoje, 31 de março, é celebrado o Dia da Saúde e Nutrição, uma data que nos convida a refletir sobre

algo muito importante: cuidar da alimentação é também cuidar da vida.

Muitas vezes, quando se fala em saúde, as pessoas pensam apenas em remédios, exames ou tratamentos. Tudo isso tem seu valor, claro. Mas a prevenção continua sendo um dos caminhos mais importantes para uma vida melhor. E é justamente aí que entra a nutrição.

Alimentar-se bem não significa fazer dietas radicais, passar fome ou viver em guerra com a comida. Significa aprender a oferecer ao corpo aquilo de que ele realmente precisa para funcionar com equilíbrio, força e disposição.

Uma alimentação saudável ajuda o organismo de muitas formas. Ela contribui para o bom funcionamento do coração, fortalece o corpo, melhora a energia para as atividades do dia a dia e ainda pode ajudar na prevenção de doenças como obesidade, pressão alta, diabetes e outros problemas crônicos que afetam tantas pessoas.

Por isso, essa data também serve como um alerta: precisamos olhar com mais carinho para os nossos hábitos. Pequenas mudanças podem fazer grande diferença. Beber mais água, reduzir o excesso de açúcar, sal e alimentos ultraprocessados, consumir mais frutas, verduras, legumes e alimentos mais naturais são atitudes simples, mas muito valiosas.

E existe algo muito importante nisso tudo: nutrição não é apenas uma questão de aparência. Não se trata só de estética. Trata-se de bem-estar, qualidade de vida, equilíbrio físico e até emocional. Quando nos alimentamos melhor, temos mais disposição para trabalhar, estudar, cuidar da família, cumprir nossas responsabilidades e viver com mais dignidade.

Também é importante lembrar que cada pessoa tem sua realidade. Nem sempre mudar a alimentação acontece de uma vez. Mas cada passo conta. Cada escolha mais consciente já representa um avanço. O importante não é buscar uma perfeição impossível, mas caminhar na direção de hábitos mais saudáveis e sustentáveis.

Neste Dia da Saúde e Nutrição, que possamos entender que cuidar da saúde é um ato de amor por nós mesmos e também por aqueles que caminham ao nosso lado. Porque viver bem passa, sim, pelo que colocamos no prato, mas também pela consciência de que o nosso corpo merece respeito, atenção e cuidado.

Que esta data sirva de incentivo para recomeçar, corrigir excessos e valorizar escolhas que promovam mais saúde, mais equilíbrio e mais vida a cada dia.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Transtorno Bipolar: compreender para acolher melhor

Hoje, 30 de março, lembramos o Dia Mundial do Transtorno Bipolar.

Essa data existe para conscientizar, acolher e combater o preconceito.

O transtorno bipolar não é frescura, não é falta de fé e não é simplesmente mudança de humor comum. É uma condição de saúde mental que precisa de compreensão, diagnóstico correto e tratamento adequado.

Ao longo da vida, a pessoa pode enfrentar fases de depressão e também fases de elevação do humor, com impactos no sono, na energia, no pensamento e no comportamento.

Por isso, a informação é tão importante. Quando a sociedade entende melhor, o julgamento diminui. Quando o preconceito diminui, mais pessoas podem buscar ajuda. E quando existe apoio da família, dos amigos e dos profissionais, o cuidado se torna mais humano e mais eficaz.

Também vale lembrar a importância da assistência espiritual no caminho do tratamento e do bem-estar, independentemente da crença de cada pessoa. Para muitos pacientes, a espiritualidade pode representar amparo, esperança, sentido para continuar e força interior nos momentos mais difíceis. Isso não substitui o acompanhamento médico, psicológico ou terapêutico, mas pode caminhar ao lado dele como fonte de consolo, equilíbrio e fortalecimento emocional.

Falar sobre o transtorno bipolar é abrir espaço para o acolhimento. É lembrar que ninguém deve sofrer em silêncio. É afirmar que pedir ajuda não é fraqueza. É um passo de coragem.

Neste 30 de março, que a nossa mensagem seja simples e necessária: informação salva, preconceito atrasa, apoio faz a diferença, e cuidado espiritual, quando respeitado e bem acolhido, também pode ajudar a sustentar a caminhada de quem enfrenta essa luta.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.