quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quando a “brincadeira” vira humilhação: Indignação Necessária

Circula nas redes um vídeo em que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, aparece em um camarote na Sapucaí usando óculos escuros e simulando o uso de uma bengala — gesto que foi entendido por muitas pessoas como uma imitação de quem é cego ou tem baixa visão. A gravação viralizou e gerou críticas.

O Cantinho dos Amigos Especiais se manifesta com a serenidade de quem não deseja “polemizar”, mas com a firmeza de quem não pode aceitar que a deficiência seja transformada em cena de deboche — ainda mais quando envolve uma autoridade pública. Não é sobre “mimimi”. Não é sobre “interpretaram errado”. É sobre dignidade humana.

A ferida que esse tipo de atitude reabre

Para quem enxerga bem, pode parecer “só uma graça” de segundos. Para quem vive a deficiência visual — e para famílias que convivem com ela — isso costuma soar como aquilo que infelizmente já se repetiu a vida inteira: o riso em cima da limitação do outro.

A bengala não é adereço. É autonomia. É segurança. É direito de ir e vir. E, justamente por isso, qualquer simulação cômica desse instrumento comunica uma mensagem perigosa: a de que a experiência de uma pessoa com deficiência pode virar entretenimento.

Não dá para normalizar. Porque a normalização alimenta o terreno onde nascem:

  • o constrangimento em público;

  • a infantilização (“coitadinho”);

  • a falta de credibilidade (“tá fazendo cena”);

  • o desrespeito cotidiano que impede inclusão real.

“Mas foi no Carnaval…”

O Carnaval é cultura, alegria e liberdade — e também é um espaço onde o respeito precisa existir. O contexto festivo não transforma em aceitável aquilo que, em qualquer outro dia, seria claramente ofensivo. Autoridade pública não “tira férias” da responsabilidade ética quando entra num camarote.

O que esperamos de uma liderança pública

Sem ataque pessoal, sem linchamento virtual e sem torcida organizada: o mínimo esperado é um reconhecimento claro do erro e um compromisso com reparação. Quando a atitude parte de uma figura pública, o impacto é multiplicado — e a resposta também precisa ser.

O Cantinho dos Amigos Especiais considera adequado, por exemplo:

  1. um pedido de desculpas objetivo, sem “se alguém se ofendeu”;

  2. escuta ativa de pessoas com deficiência visual e entidades representativas;

  3. ações concretas: campanhas educativas, formação anticapacitista e reforço de políticas de acessibilidade (não como propaganda, mas como compromisso).

Indignação, sim — com propósito

A nossa indignação é do tamanho do que está em jogo: a dignidade de milhões de brasileiros com deficiência. E ela não nasce do ódio; nasce do cansaço de ver a deficiência ser tratada como piada, como fantasia, como performance.

Quem ocupa cargo público precisa entender algo básico: inclusão não é discurso, é postura. E postura se prova nos pequenos gestos — principalmente quando ninguém está “no palanque”.

Conclusão

O Cantinho dos Amigos Especiais seguirá defendendo, com firmeza e respeito, uma sociedade em que pessoas com deficiência não sejam alvo de chacota, direta ou indireta. Esperamos que o episódio gere reflexão verdadeira — e que a resposta seja proporcional ao dano simbólico causado. Porque o Brasil precisa avançar: menos encenação, mais empatia; menos riso às custas do outro, mais compromisso com acessibilidade e respeito.


Fontes e links

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

📌 Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo - nformação, prevenção e acolhimento

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é uma data voltada à conscientização sobre os impactos do consumo abusivo de álcool na saúde, nas relações familiares e na sociedade.

O alcoolismo — ou transtorno por uso de álcool — é reconhecido como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de uma condição que pode comprometer a saúde física, mental e emocional da pessoa, além de afetar profundamente o ambiente familiar.


📌 Quando o consumo deixa de ser social?

O uso ocasional não caracteriza dependência.
O problema surge quando há:

  • Perda de controle sobre o consumo
  • Necessidade crescente de beber
  • Prejuízo no trabalho e na convivência social
  • Conflitos familiares recorrentes
  • Sintomas físicos e psicológicos na ausência da bebida

Nesses casos, estamos diante de uma questão de saúde pública.


📌 Impactos nas famílias

O alcoolismo raramente atinge apenas o indivíduo.

Ele pode gerar:

  • Desestruturação familiar
  • Violência doméstica
  • Negligência
  • Vulnerabilidade econômica
  • Sofrimento emocional prolongado

Muitas famílias com pessoas com deficiência enfrentam, simultaneamente, desafios relacionados à saúde mental e dependência química de algum membro do núcleo familiar. Por isso, o tema também dialoga com inclusão e proteção social.


📌 Alcoolismo é deficiência?

Nem sempre.

A dependência é considerada uma doença.
Somente em situações específicas, quando houver comprometimento mental duradouro com prejuízo funcional significativo, pode haver reconhecimento jurídico em determinados contextos, conforme os critérios da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

Cada caso exige avaliação médica e legal individualizada.


📌 Prevenção e políticas públicas

O enfrentamento do alcoolismo envolve:

  • Educação e informação
  • Acesso à rede de saúde mental
  • Centros de atenção psicossocial (CAPS)
  • Apoio às famílias
  • Políticas públicas consistentes

Não se trata de julgamento moral, mas de cuidado coletivo.


📌 Conclusão

Combater o alcoolismo é promover saúde, proteger famílias e reduzir desigualdades sociais.

A informação responsável é uma das principais ferramentas de prevenção.
O acolhimento é parte fundamental do processo de recuperação.

Seguiremos acompanhando políticas públicas e iniciativas voltadas à conscientização, tratamento e apoio às famílias.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Auror responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira. 

18 de fevereiro – Dia Internacional da Síndrome de Asperger

O dia 18 de fevereiro é lembrado mundialmente como o Dia Internacional da Síndrome de Asperger porque marca o nascimento de Hans Asperger, ocorrido em 18 de fevereiro de 1906.

Foi ele quem, em 1944, descreveu um grupo de crianças que apresentavam dificuldades significativas na interação social, interesses restritos e padrões comportamentais específicos, mas com inteligência preservada e linguagem formalmente desenvolvida.

Durante décadas, essa condição recebeu o nome de Síndrome de Asperger em sua homenagem.


O que era a Síndrome de Asperger?

A Síndrome de Asperger era classificada como um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado principalmente por:

  • Dificuldade na comunicação social
  • Interpretação literal da linguagem
  • Interesses intensos e específicos
  • Forte apego a rotinas
  • Sensibilidade sensorial
  • Inteligência dentro ou acima da média
  • Ausência de atraso significativo na fala

Muitas vezes, as pessoas com esse perfil eram vistas como “excêntricas”, “isoladas” ou “muito focadas”, sem que houvesse compreensão de que se tratava de uma condição neurológica.


E hoje? O diagnóstico ainda existe?

Desde 2013, com a atualização do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a Síndrome de Asperger deixou de existir como diagnóstico separado.

Ela passou a integrar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), geralmente correspondendo ao que hoje se chama TEA nível 1 de suporte.

Isso significa que a pessoa precisa de apoio, mas possui maior autonomia em comparação com níveis mais elevados de necessidade de suporte.


Por que ainda se fala em Asperger?

Apesar da mudança diagnóstica, muitas pessoas que receberam esse diagnóstico antes de 2013 continuam se identificar como “asperger”.

A data de 18 de fevereiro permanece como um momento de conscientização sobre:

  • Autismo sem deficiência intelectual associada
  • Inclusão social
  • Combate ao preconceito
  • Respeito à neurodiversidade

Pontos importantes para compreender

A pessoa com perfil Asperger:

✔ Pode ter excelente memória
✔ Pode desenvolver habilidades profundas em áreas específicas
✔ Pode apresentar dificuldade em entender ironia, duplo sentido ou linguagem corporal
✔ Pode se sentir sobrecarregada em ambientes com excesso de estímulos

Não se trata de falta de educação, frieza ou desinteresse.
Trata-se de uma forma diferente de perceber e interagir com o mundo.


Inclusão é compreensão

Falar sobre a Síndrome de Asperger é falar sobre respeito às diferenças invisíveis.

Nem toda deficiência é física.
Nem toda dificuldade é preguiça.
Nem todo silêncio é indiferença.

Conscientização gera acolhimento.
E acolhimento transforma realidades.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira. 

Dia Internacional da Síndrome de Asperger


 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Síndrome de Angelman: quando o sorriso é linguagem e o amor é ponte de inclusão


A Síndrome de Angelman é uma condição genética rara que afeta principalmente o desenvolvimento neurológico. Descrita em 1965 pelo pediatra britânico Harry Angelman, a síndrome ocorre, na maioria dos casos, por alterações no cromossomo 15 — especialmente na região chamada 15q11-q13, ligada ao gene UBE3A.

No Brasil e no mundo, muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para obter diagnóstico precoce e apoio adequado. Por isso, falar sobre a Síndrome de Angelman é também um ato de conscientização e respeito.


🧬 O que causa a Síndrome de Angelman?

A principal causa é a ausência ou funcionamento inadequado do gene UBE3A, herdado da mãe. Esse gene tem papel essencial no desenvolvimento cerebral. Quando não funciona corretamente, surgem as características típicas da síndrome.

Na maioria dos casos, a condição não é hereditária, ocorrendo de forma espontânea.


👶 Principais características

Cada pessoa é única, mas algumas características são mais comuns:

  • Atraso significativo no desenvolvimento motor e cognitivo
  • Ausência ou fala muito limitada
  • Dificuldades de equilíbrio e coordenação (ataxia)
  • Convulsões (frequentes na infância)
  • Distúrbios do sono
  • Comportamento alegre, com sorrisos frequentes
  • Movimentos repetitivos das mãos

É importante lembrar: o sorriso frequente não significa ausência de desafios. Por trás dele, existem necessidades reais de apoio, estímulo e acompanhamento médico e terapêutico.


🩺 Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e confirmado por testes genéticos específicos.

Não existe cura, mas há tratamentos e intervenções que melhoram significativamente a qualidade de vida, como:

  • Fisioterapia
  • Terapia ocupacional
  • Fonoaudiologia
  • Acompanhamento neurológico
  • Controle medicamentoso das crises convulsivas

A estimulação precoce faz toda a diferença.


❤️ Comunicação além das palavras

Pessoas com Síndrome de Angelman podem não desenvolver fala oral, mas isso não significa ausência de comunicação. Muitas utilizam:

  • Comunicação alternativa (figuras, pranchas, tablets)
  • Expressões faciais e corporais
  • Sons e vocalizações

A inclusão começa quando aprendemos a escutar com o coração e observar com atenção.


🏫 Inclusão e convivência

No ambiente escolar e social, a criança com Síndrome de Angelman precisa de:

  • Apoio pedagógico individualizado
  • Recursos de acessibilidade
  • Compreensão e acolhimento

O preconceito nasce da falta de informação. A convivência gera empatia. E a empatia transforma realidades.


🌻 O papel da família

As famílias são pilares fundamentais. Muitas enfrentam:

  • Longas jornadas até o diagnóstico
  • Desinformação
  • Desafios emocionais e financeiros

Rede de apoio, políticas públicas e informação acessível são essenciais para que essas famílias não caminhem sozinhas.


Conclusão

A Síndrome de Angelman não define uma pessoa. Ela é apenas uma parte de sua história.

No Cantinho dos Amigos Especiais, defendemos que cada pessoa com deficiência deve ser vista como sujeito de direitos, dignidade e potencial — não como rótulo.

Conscientizar é incluir.
Informar é combater o preconceito.
Respeitar é o mínimo. Amar é o caminho.


Se você conhece alguém com Síndrome de Angelman, compartilhe esta matéria. Informação salva, acolhe e aproxima.

🌷 Cantinho dos Amigos Especiais – porque inclusão se constrói todos os dias.