segunda-feira, 22 de junho de 2026

Brincanto: a loja da Laramara que transforma o brincar em inclusão

Brincar é uma das formas mais bonitas de aprender, descobrir o mundo e criar vínculos. Para crianças com deficiência visual, esse direito também precisa ser garantido com acessibilidade, criatividade e respeito às diferentes formas de perceber o ambiente.

É com essa proposta que existe a Brincanto, loja da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, em São Paulo. A Laramara é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, voltada ao atendimento e à inclusão de pessoas com deficiência visual e suas famílias.

Segundo a própria instituição, a Brincanto oferece brinquedos adaptados para crianças com deficiência visual, em um ambiente lúdico, pensado para estimular a fantasia, a alegria e a participação das crianças nas brincadeiras.

Mais do que vender brinquedos, a proposta da loja é valorizar o brincar inclusivo. Os brinquedos são desenvolvidos considerando a inclusão em primeiro lugar e buscam estimular a descoberta, a aprendizagem e a autonomia das crianças.

Entre os recursos destacados pela Brincanto estão os estímulos sonoros, que ajudam na identificação e no reconhecimento de sons, além de texturas e formas, que favorecem a exploração tátil e ampliam o repertório da criança.

A iniciativa dialoga com uma ideia essencial: criança com deficiência visual também aprende brincando, socializa brincando, cria memórias brincando e desenvolve habilidades importantes por meio da brincadeira. Em outro projeto da Laramara, “Brincar para todos e com todos”, a instituição reforça que o brincar contribui para a autonomia, o fortalecimento de vínculos familiares, as interações sociais e o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes com deficiência visual.

Para famílias, educadores e profissionais da infância, conhecer iniciativas como a Brincanto é uma oportunidade de olhar para o brinquedo não apenas como diversão, mas também como instrumento de inclusão. Um brinquedo acessível pode abrir caminhos para que a criança explore sons, formas, movimentos, texturas, regras, imaginação e convivência.

A Brincanto mostra que inclusão também se faz com afeto, criatividade e respeito ao direito de brincar.

Serviço
A Laramara fica na Rua Conselheiro Brotero, 338, Barra Funda, São Paulo – SP.
O telefone geral informado no site da instituição é (11) 3660-6400.

Fonte: Laramara – Brincanto / Projetos de brincar inclusivo.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

domingo, 21 de junho de 2026

21 de junho – Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica

No dia 21 de junho, o Brasil lembra o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida pela sigla ELA.
É uma data de conscientização, informação e solidariedade. Falar sobre ELA é falar de uma doença séria, progressiva, ainda sem cura, mas também é falar de cuidado, dignidade, pesquisa, apoio às famílias e respeito à pessoa que convive com essa condição.
Muita gente já ouviu a sigla ELA, mas nem sempre sabe exatamente o que ela significa. Por isso, hoje vamos explicar com calma, de forma simples e humana.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de sintomas, dúvidas ou suspeita de qualquer alteração neurológica, procure um profissional de saúde.
O que é ELA?
A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurológica que afeta os chamados neurônios motores.
Explicando miudinho: os neurônios motores são células do sistema nervoso responsáveis por levar os comandos do cérebro até os músculos. É como se o cérebro dissesse: “mexa a mão”, “ande”, “fale”, “engula”, “respire”, e esses comandos chegassem aos músculos por meio desses neurônios.
Na ELA, esses neurônios vão sendo comprometidos aos poucos. Com isso, os músculos deixam de receber corretamente os comandos e começam a perder força.
Por isso, a pessoa pode apresentar dificuldade para andar, segurar objetos, falar, engolir e, em fases mais avançadas, respirar.
A ELA afeta a inteligência?
Essa é uma dúvida muito comum.
Em muitos casos, a ELA compromete principalmente os movimentos do corpo, mas a pessoa continua consciente, compreendendo o que acontece ao seu redor, mantendo sua história, seus sentimentos, suas vontades e sua identidade.
Por isso, é tão importante lembrar: a pessoa com ELA não se resume à doença.
Ela continua sendo uma pessoa inteira, com pensamentos, afetos, desejos, medos, sonhos, fé, família, memórias e necessidade de ser ouvida e respeitada.
Quais podem ser os primeiros sinais?
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais costumam chamar atenção:
fraqueza em braços ou pernas;
quedas frequentes;
dificuldade para segurar objetos;
tropeços sem motivo claro;
cãibras e contrações musculares;
fala mais lenta ou enrolada;
dificuldade para engolir;
perda de força progressiva;
cansaço muscular fora do comum.
É importante lembrar que esses sinais também podem aparecer em outras doenças. Por isso, ninguém deve se autodiagnosticar. O caminho correto é procurar atendimento médico, especialmente com neurologista, para investigação adequada.
ELA tem cura?
Até o momento, a ELA ainda não tem cura. Mas isso não significa que não exista cuidado.
Existe acompanhamento, tratamento de sintomas, reabilitação, suporte respiratório, apoio nutricional, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, tecnologia assistiva e muitos recursos que podem melhorar a qualidade de vida da pessoa.
O cuidado não é apenas tentar combater a doença. É também preservar autonomia, comunicação, conforto, dignidade e presença familiar.
Por que o diagnóstico costuma ser difícil?
A ELA pode começar de forma discreta. Às vezes, a pessoa percebe uma fraqueza em uma mão, uma dificuldade para caminhar, uma fala diferente ou uma perda de força que vai aumentando aos poucos.
Como os sintomas iniciais podem parecer outras condições, o diagnóstico pode levar tempo e exigir vários exames e avaliações.
Por isso, a informação é tão importante. Quanto mais se fala sobre a ELA, mais pessoas conseguem reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda especializada.
Quem cuida da pessoa com ELA?
A pessoa com ELA geralmente precisa de uma equipe multiprofissional. Isso pode incluir:
neurologista;
fisioterapeuta;
fonoaudiólogo;
terapeuta ocupacional;
nutricionista;
pneumologista;
psicólogo;
enfermeiros;
assistente social;
cuidadores;
familiares.
Cada profissional tem um papel importante. Um ajuda na mobilidade, outro na respiração, outro na fala e na deglutição, outro na alimentação, outro no acolhimento emocional.
A ELA mostra, de forma muito clara, que cuidar é um trabalho de rede.
A importância da comunicação
Com a progressão da doença, algumas pessoas podem ter dificuldade para falar. Isso não significa que elas não tenham o que dizer.
A comunicação pode continuar por outros caminhos: pranchas de comunicação, recursos digitais, movimentos dos olhos, tecnologias assistivas, aplicativos e equipamentos específicos.
Ouvir uma pessoa com ELA é também ter paciência, atenção e respeito ao tempo dela.
Inclusão não é apenas colocar a pessoa no mesmo espaço. Inclusão é garantir que ela continue participando, escolhendo, opinando e sendo considerada.
E a família?
A ELA não impacta apenas a pessoa diagnosticada. Ela também transforma a rotina da família.
Muitas vezes, familiares se tornam cuidadores. Precisam aprender procedimentos, reorganizar a casa, lidar com medos, buscar direitos, adaptar horários, enfrentar despesas e sustentar emocionalmente uma caminhada difícil.
Por isso, a família também precisa de apoio.
Cuidar de quem cuida é fundamental.
Direitos, acessibilidade e dignidade
A pessoa com ELA pode precisar de adaptações, benefícios, equipamentos, transporte acessível, atendimento prioritário, home care, reabilitação, medicamentos, comunicação alternativa e suporte social.
Falar sobre ELA é também falar sobre direitos.
A doença pode tirar força dos músculos, mas a sociedade não pode tirar a dignidade, o respeito e a voz da pessoa.
O que podemos fazer como sociedade?
Nem todo mundo é médico, pesquisador ou profissional de saúde. Mas todos nós podemos ajudar de alguma forma.
Podemos:
compartilhar informações corretas;
combater preconceitos;
respeitar a pessoa com ELA;
apoiar famílias e cuidadores;
incentivar campanhas de conscientização;
defender acesso a tratamento e tecnologia assistiva;
valorizar a pesquisa científica;
oferecer presença, escuta e solidariedade.
Às vezes, o apoio começa com uma atitude simples: não olhar com pena, mas com respeito.
Por que existe o Dia Nacional de Luta contra a ELA?
O Dia Nacional de Luta contra a ELA existe para dar visibilidade a uma doença ainda pouco conhecida, mas profundamente desafiadora.
É um dia para lembrar que a informação salva do isolamento, que a ciência precisa de incentivo, que as famílias precisam de apoio e que as pessoas com ELA precisam ser vistas para além do diagnóstico.
A palavra “luta” aqui não significa apenas enfrentar a doença. Significa lutar por cuidado, por pesquisa, por direitos, por acessibilidade, por acolhimento e por humanidade.
Conclusão: ELA pede conhecimento, cuidado e presença
A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença difícil. Mas ninguém deveria enfrentá-la sozinho.
Quando a sociedade conhece melhor a ELA, ela se torna mais preparada para acolher. Quando a informação circula, o preconceito diminui. Quando a ciência avança, a esperança se fortalece. Quando há cuidado, a dignidade permanece.
Neste 21 de junho, que possamos lembrar de todas as pessoas que vivem com ELA, de suas famílias, cuidadores e profissionais de saúde.
Que a luta contra a ELA seja também uma luta por respeito, inclusão, acessibilidade, pesquisa e amor ao próximo.
Cantinho dos Amigos Especiais
Informação também é forma de cuidado.
Fontes consultadas
Ministério da Saúde – Biblioteca Virtual em Saúde: Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Lei nº 13.471/2017, que institui o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Informações de referência sobre sintomas, diagnóstico e cuidado multiprofissional em ELA.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Síndrome de Charcot-Marie-Tooth: quando os nervos enfraquecem os passos

Você já ouviu falar em Charcot-Marie-Tooth?

Apesar do nome difícil, a explicação pode ser simples: a síndrome de Charcot-Marie-Tooth, também chamada de CMT, é uma condição genética que afeta os nervos periféricos — aqueles que ligam o cérebro e a medula aos braços, mãos, pernas e pés.

Esses nervos funcionam como “fios de comunicação” do corpo. Eles levam ordens para os músculos se mexerem e também trazem informações de sensibilidade, como tato, dor, calor e frio. Na CMT, essa comunicação pode ficar mais fraca ou mais lenta. Por isso, a pessoa pode ter dificuldade para andar, tropeçar com frequência, sentir fraqueza nos pés e pernas ou perder parte da sensibilidade. A CMT é considerada uma das neuropatias hereditárias mais comuns.

Principais sinais

Os sintomas podem variar muito de uma pessoa para outra. Algumas pessoas têm sinais leves; outras precisam de órteses, bengalas, fisioterapia ou adaptações para manter a autonomia.

Entre os sinais mais comuns estão:

– fraqueza nos pés, tornozelos e pernas;
– tropeços frequentes;
– dificuldade para correr, subir escadas ou levantar a ponta do pé;
– marcha com passos mais altos, como se a pessoa precisasse levantar muito o pé para não arrastar;
– pés muito cavos ou, em alguns casos, pés planos;
– dedos em garra ou “dedos em martelo”;
– perda de massa muscular nas pernas;
– dormência, formigamento ou perda de sensibilidade;
– mãos frias, pés frios ou alterações de circulação;
– dificuldade, com o tempo, para movimentos finos das mãos, como escrever, abotoar roupas ou abrir objetos.

Em geral, os sintomas começam pelos pés e pernas. Com o passar dos anos, podem atingir também mãos e braços. A evolução costuma ser lenta, mas progressiva.

CMT não é preguiça, desatenção nem “jeito de andar”

Muitas pessoas com Charcot-Marie-Tooth passam anos sendo chamadas de desajeitadas, estabanadas ou preguiçosas. Crianças podem ser vistas como “ruins nos esportes” ou “sem coordenação”. Adultos podem ouvir que estão andando errado ou que precisam “se esforçar mais”.

Mas a CMT não é falta de vontade. É uma condição neurológica real, que interfere na força, na sensibilidade e no equilíbrio.

É uma doença hereditária

A CMT costuma ter origem genética. Isso significa que pode aparecer em mais de uma pessoa da família. Porém, a ausência de casos conhecidos na família não elimina a possibilidade da doença, porque algumas pessoas têm sintomas leves e nunca foram diagnosticadas, e também podem ocorrer alterações genéticas novas. A condição pode ter diferentes formas de herança, dependendo do tipo de CMT.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é feito por um neurologista, especialmente quando há suspeita de neuropatia hereditária.

A avaliação pode incluir:

– conversa sobre os sintomas;
– exame físico e neurológico;
– análise da força muscular, reflexos e sensibilidade;
– observação dos pés, da marcha e do equilíbrio;
– eletroneuromiografia ou estudo de condução nervosa;
– teste genético, quando indicado.

Durante o exame, o médico pode procurar sinais como fraqueza muscular, reflexos reduzidos ou ausentes e deformidades nos pés, como pé cavo ou pé plano.

Tem cura?

Até o momento, a Charcot-Marie-Tooth não tem cura definitiva. Mas isso não significa que “não há o que fazer”.

O tratamento é voltado para melhorar a qualidade de vida, preservar a mobilidade, prevenir quedas, reduzir dores e manter a independência pelo maior tempo possível.

Podem fazer parte do cuidado:

– fisioterapia;
– alongamentos e fortalecimento orientado;
– terapia ocupacional;
– órteses para tornozelos e pés;
– palmilhas e calçados adequados;
– bengalas, andadores ou outros recursos quando necessários;
– acompanhamento ortopédico;
– cirurgia em alguns casos de deformidades importantes;
– cuidado especial com os pés, principalmente quando há perda de sensibilidade.

Atenção aos pés

Quem tem perda de sensibilidade pode machucar os pés e não perceber. Por isso, é importante observar bolhas, feridas, calos, alterações nas unhas, dor diferente, vermelhidão ou mudanças no formato dos pés.

O cuidado preventivo evita complicações e melhora a segurança para caminhar.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar avaliação médica quando houver:

– quedas frequentes;
– tropeços sem explicação;
– dificuldade progressiva para andar;
– perda de força nos pés, pernas ou mãos;
– pés muito cavos, dedos em garra ou deformidades;
– dormência ou perda de sensibilidade;
– histórico familiar de sintomas parecidos.

Quanto mais cedo houver acompanhamento adequado, maiores são as chances de preservar mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

Inclusão também é entender o invisível

Nem toda deficiência aparece de forma evidente. Uma pessoa com Charcot-Marie-Tooth pode parecer bem em alguns momentos, mas ter dor, fadiga, desequilíbrio, medo de cair ou dificuldade para percorrer longas distâncias.

Acessibilidade também é respeitar o ritmo do outro. É oferecer apoio sem julgamento. É compreender que cada passo pode exigir muito mais esforço do que parece.

Informação combate preconceito. Acolhimento fortalece caminhos. 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cinemark e audiodescrição: como funciona a acessibilidade para pessoas com deficiência visual no cinema

Ir ao cinema é uma experiência cultural, social e afetiva. Para muitas pessoas, é um momento de lazer em família, encontro com amigos ou simples prazer de acompanhar uma boa história na tela grande.

Mas, para pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva, essa experiência só é completa quando há recursos de acessibilidade disponíveis.

A boa notícia é que a Cinemark informa que oferece recursos de acessibilidade em seus cinemas por meio de aplicativos para celular, com opções como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Na página oficial de acessibilidade da rede, a Cinemark explica que esses recursos são disponibilizados por aplicativos compatíveis com os filmes em cartaz.

O que é audiodescrição?

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que transforma informações visuais em palavras.

Durante o filme, uma narração descreve elementos importantes da cena, como expressões faciais, ações dos personagens, mudanças de ambiente, gestos, figurinos e acontecimentos que não estão nos diálogos.

Assim, a pessoa com deficiência visual consegue acompanhar melhor a história, compreender cenas silenciosas e participar da experiência cinematográfica com mais autonomia.

A Cinemark tem um aplicativo próprio de audiodescrição?

Pelo que consta nas informações disponíveis, não se trata de um aplicativo exclusivo da Cinemark para audiodescrição.

O funcionamento é diferente: a pessoa deve consultar o filme no site ou no app da Cinemark e verificar se aquele título possui recursos de acessibilidade. Quando há acessibilidade disponível, a página do filme indica qual aplicativo deve ser utilizado para acessar audiodescrição, Libras ou legendagem descritiva.

Entre os aplicativos mencionados para esse tipo de serviço estão o MovieReading e o MLOAD, também conhecido anteriormente como MobiLOAD.

Como funciona na prática?

Antes de ir ao cinema, a pessoa deve consultar a programação da Cinemark, escolher o filme e verificar se há indicação de acessibilidade na sinopse ou nos detalhes da sessão.

Depois, deve baixar o aplicativo indicado para aquele filme e fazer o download do recurso desejado, como audiodescrição, Libras ou legendagem descritiva.

Na hora da sessão, o aplicativo usa o som ambiente do cinema para sincronizar o recurso acessível com o filme. No caso da audiodescrição, a pessoa acompanha a narração pelo próprio celular, usando fones de ouvido.

O MovieReading informa que reproduz recursos como audiodescrição, legendas descritivas e Libras sincronizados com o conteúdo por reconhecimento de áudio. O app também informa compatibilidade com tecnologias assistivas como TalkBack e VoiceOver.

O MLOAD, por sua vez, informa que permite baixar previamente conteúdos de acessibilidade e, durante a exibição, utiliza o som ambiente para sincronizar os recursos com filmes em cartaz, festivais, programas de TV ou séries em aplicativos de streaming.

Atenção: nem todo filme terá o recurso disponível

É importante reforçar: a existência do recurso pode variar conforme o filme, a distribuidora, a versão exibida e a disponibilidade do conteúdo acessível no aplicativo.

Por isso, a recomendação é sempre conferir antes:

  1. se o filme possui acessibilidade;
  2. qual aplicativo deve ser usado;
  3. se o recurso desejado está disponível;
  4. se o arquivo foi baixado antes da sessão;
  5. se o celular e os fones estão funcionando corretamente.

Essa checagem evita frustração e ajuda a garantir uma experiência mais tranquila.

Serviço: onde baixar os aplicativos

MovieReading

O MovieReading é um aplicativo gratuito para smartphones e tablets que oferece recursos como audiodescrição, Libras e legendas descritivas para cinema e outros conteúdos audiovisuais.

Links:

Android: MovieReading no Google Play
iPhone/iPad: MovieReading na App Store
Site oficial: MovieReading Brasil

MLOAD

O MLOAD é um aplicativo desenvolvido pela MAV que oferece recursos de legendas descritivas, Libras e audiodescrição em tempo real para cinema e outras telas. A MAV informa que o app é usado para acessibilidade em cinema desde 2023.

Links:

Android: MLOAD no Google Play
iPhone/iPad: MLOAD na App Store
Site oficial: MLOAD — MAV

Dicas para usar no cinema

Baixe o aplicativo antes de sair de casa.

Confira se o filme aparece no catálogo do aplicativo.

Faça o download do recurso de acessibilidade com antecedência.

Leve fones de ouvido.

Chegue mais cedo à sessão para testar tudo com calma.

Mantenha o celular carregado.

Se tiver dúvida, peça orientação à equipe do cinema.

Acessibilidade é direito, não favor

Recursos como audiodescrição, Libras e legendagem descritiva ampliam o acesso à cultura e permitem que mais pessoas participem da vida social com autonomia.

Cinema acessível não beneficia apenas pessoas com deficiência. Ele torna a experiência mais democrática, mais humana e mais próxima do ideal de inclusão que todos desejamos.

Antes de comprar o ingresso, consulte a acessibilidade do filme. E, quando encontrar uma boa experiência acessível, compartilhe a informação. A divulgação também ajuda outras pessoas a ocuparem os espaços culturais.


Fonte: Cinemark, MovieReading Brasil, Google Play, App Store e MAV/MLOAD.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

domingo, 7 de junho de 2026

Dia Mundial da Síndrome de Tourette: entender é o primeiro passo para incluir

No dia 7 de junho, é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Tourette, uma data importante para combater preconceitos, desfazer mitos e lembrar que ninguém deve ser reduzido a um sintoma.
A Síndrome de Tourette é uma condição neurológica caracterizada por tiques motores e vocais. Esses tiques podem aparecer como movimentos repetitivos, piscadas, caretas, movimentos de cabeça, sons, pigarros, palavras ou vocalizações involuntárias. Eles não são “mania”, “falta de educação” nem “chamada de atenção”. São manifestações involuntárias que podem variar de intensidade ao longo da vida.
Um dos maiores preconceitos em torno da Tourette é a ideia de que toda pessoa com a síndrome fala palavrões sem controle. Isso pode acontecer em alguns casos, mas é raro e não define a maioria das pessoas com Tourette. Reduzir a síndrome a esse estereótipo só aumenta o constrangimento e dificulta a inclusão.
A Tourette costuma começar na infância, muitas vezes entre os 5 e 10 anos. Em algumas pessoas, os tiques diminuem na adolescência ou no início da vida adulta. Em outras, podem permanecer. O mais importante é compreender que cada pessoa tem sua própria história, seus desafios e suas formas de lidar com a condição.
Também é comum que a Tourette venha acompanhada de outras condições, como TDAH, ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo. Por isso, o olhar precisa ser amplo, humano e cuidadoso. Não basta observar o tique: é preciso enxergar a pessoa.
Na escola, no trabalho, na igreja, no transporte, nas redes sociais e nos espaços públicos, a inclusão começa com atitudes simples: não rir, não imitar, não repreender, não expor a pessoa ao constrangimento e não fazer comentários maldosos. Muitas vezes, o maior sofrimento não vem do tique em si, mas da reação das outras pessoas.
A pessoa com Síndrome de Tourette precisa de respeito, acolhimento, escuta e, quando necessário, acompanhamento profissional. Não existe cura definitiva, mas existem tratamentos e estratégias que podem ajudar quando os tiques causam dor, sofrimento, prejuízo social, escolar ou profissional.
Neste Dia Mundial da Síndrome de Tourette, o convite do Cantinho dos Amigos Especiais é simples e necessário: antes de julgar, procure entender. Antes de rir, escolha respeitar. Antes de excluir, ofereça acolhimento.
Porque inclusão também é isso: permitir que cada pessoa seja vista com dignidade, para além de seus movimentos, sons ou diferenças.
Síndrome de Tourette não é escolha. Respeito também não deveria ser exceção.
Fontes e links
Tourette Association of America — mês de conscientização sobre a Síndrome de Tourette, de 15 de maio a 15 de junho, e mobilização pelo dia 7 de junho. �
Tourettes Action — campanha de conscientização e Dia da Tourette em 7 de junho. �
CDC — informações sobre sintomas, diagnóstico, mitos, condições associadas e tratamento da Síndrome de Tourette. �
NINDS/NIH — explicação médica sobre tiques motores e vocais, evolução dos sintomas e características da síndrome. �
Lei Brasileira de Inclusão — conceito de pessoa com deficiência baseado na interação entre impedimentos de longo prazo e barreiras sociais. �
Tourette Association of America
Tourettes Action
CDC
Institutos Nacionais de Saúde
Planalto

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.