quarta-feira, 1 de julho de 2026

Perda auditiva em idosos: quando ouvir menos também pode significar conviver menos

A perda auditiva na terceira idade é um tema que merece atenção, cuidado e acolhimento. Muitas vezes, ela começa de forma silenciosa: a pessoa passa a pedir para repetirem o que foi dito, aumenta o volume da televisão, evita conversas em ambientes barulhentos ou parece “desatenta” durante reuniões familiares.

Mas nem sempre se trata de distração. Em muitos casos, pode ser presbiacusia, nome dado à perda auditiva relacionada ao envelhecimento. Ela costuma surgir de maneira gradual e progressiva, atingindo principalmente a percepção de sons mais agudos e dificultando a compreensão da fala.

O problema é que ouvir menos não afeta apenas os ouvidos. A dificuldade de comunicação pode interferir diretamente na convivência, na autoestima e na saúde emocional da pessoa idosa.

Quando a pessoa começa a se afastar

Imagine um idoso em uma reunião de família. Todos conversam ao mesmo tempo, há barulho de pratos, televisão ligada, crianças brincando e várias vozes se misturando. Para quem tem perda auditiva, acompanhar essa conversa pode exigir um esforço enorme.

Com o tempo, a pessoa pode começar a se sentir constrangida por pedir repetição várias vezes. Pode ter vergonha de responder errado, medo de parecer confusa ou sensação de estar “atrapalhando” o diálogo. Aos poucos, ela deixa de participar das conversas, evita encontros e passa a ficar mais calada.

Esse afastamento não deve ser visto como mau humor, falta de interesse ou teimosia. Muitas vezes, é uma consequência da dificuldade de ouvir e compreender o que acontece ao redor.

Isolamento, tristeza e ansiedade

Quando a comunicação fica difícil, a vida social também pode diminuir. A pessoa que antes participava de almoços, visitas, grupos religiosos, atividades comunitárias ou encontros com amigos pode começar a se recolher.

Esse isolamento aumenta o risco de sentimentos de solidão, tristeza, ansiedade e sintomas depressivos. O que começa como uma dificuldade sensorial pode atingir a saúde mental e a qualidade de vida.

Por isso, a perda auditiva precisa ser levada a sério. Não é apenas uma questão de “falar mais alto”. É uma questão de inclusão, respeito e cuidado.

O cérebro também sente o impacto

A audição tem relação direta com a forma como o cérebro processa informações. Quando a pessoa escuta mal, o cérebro precisa fazer esforço extra para compreender os sons e interpretar a fala.

Esse esforço pode sobrecarregar funções como atenção e memória. Estudos têm apontado associação entre perda auditiva não tratada, declínio cognitivo e maior risco de demência. Isso não significa que toda pessoa com perda auditiva terá demência, mas reforça a importância da prevenção, do diagnóstico e do acompanhamento adequado.

O que pode agravar a perda auditiva

Embora o envelhecimento seja um fator importante, outros elementos também podem contribuir para a piora da audição ao longo da vida. Entre eles estão a exposição prolongada a ruídos intensos, música muito alta, trânsito, ambiente de trabalho barulhento, tabagismo, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além de alguns medicamentos que podem prejudicar a audição.

Por isso, cuidar da audição deve começar antes da velhice. Proteger os ouvidos é também proteger a autonomia, a comunicação e a participação social.

Como a família pode ajudar

A família tem papel fundamental nesse processo. Algumas atitudes simples podem fazer grande diferença:

Falar olhando para a pessoa, sem gritar e sem cobrir a boca.

Reduzir ruídos de fundo, como televisão ou rádio, durante conversas.

Evitar falar de costas ou de outro cômodo.

Ter paciência para repetir, se necessário, sem demonstrar irritação.

Cuidar da audição é cuidar da inclusão

A perda auditiva na terceira idade não deve ser ignorada nem tratada como algo “normal” a ponto de não merecer cuidado. Envelhecer não precisa significar perder espaço nas conversas, nas decisões familiares e na vida social.

Quando escutamos melhor as necessidades da pessoa idosa, também ajudamos para que ela continue sendo ouvida em sua dignidade, em sua história e em seus sentimentos.

Cuidar da audição é cuidar da convivência. É prevenir o isolamento. É promover saúde, autonomia e qualidade de vida.


Fonte consultada: Jornal da USP – “Em idosos, perda auditiva pode levar ao isolamento social e risco de depressão e ansiedade”.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Torcer em silêncio também é torcer: os malefícios do barulho e dos fogos de artifício para pessoas com TEA, epilepsia e outros problemas neurológicos

Há quem pense que festa boa precisa ser barulhenta. Mas, para muitas pessoas, o excesso de som não é alegria: é dor, susto, medo, crise e sofrimento.

Fogos de artifício com estampido, buzinas, gritos, cornetas e caixas de som em volume alto podem transformar momentos de celebração em situações muito difíceis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, epilepsia, deficiência intelectual, síndromes neurológicas, idosos, bebês, pessoas hospitalizadas e também para animais.

Torcer é bonito. Celebrar também. Mas nenhuma comemoração precisa ferir quem está ao lado.

Quando o barulho vira agressão sensorial

Muitas pessoas autistas apresentam maior sensibilidade a sons, luzes, cheiros, texturas e movimentos. Isso significa que um barulho considerado “normal” por uma pessoa pode ser percebido como insuportável por outra. A National Autistic Society explica que a sobrecarga sensorial acontece quando a pessoa recebe mais estímulos do que consegue processar naquele momento, podendo levar a sofrimento e mudanças de comportamento.

No caso dos fogos de artifício, o problema se agrava porque o estampido costuma ser alto, repentino e imprevisível. A pessoa não sabe quando virá o próximo estouro, nem qual será a intensidade. Para quem tem hipersensibilidade auditiva, isso pode provocar ansiedade, choro, vontade de fugir, irritação, desorganização, automutilação, agressividade involuntária, insônia e crise sensorial. A Agência Brasil registrou alerta semelhante sobre fogos e crises sensoriais em pessoas autistas, especialmente pelo barulho intenso e inesperado.

Epilepsia: o risco não é apenas o som

No caso da epilepsia, é importante lembrar que nem toda pessoa com epilepsia tem os mesmos gatilhos. Ainda assim, certos fatores podem aumentar o risco de crises em pessoas suscetíveis, como privação de sono, estresse, luzes fortes piscando e padrões visuais intermitentes. A Epilepsy Foundation lista luzes piscantes, falta de sono e estresse entre possíveis gatilhos de crises para algumas pessoas.

Além disso, cerca de 3% das pessoas com epilepsia têm epilepsia fotossensível, condição em que luzes piscantes ou determinados padrões visuais podem desencadear crises. Por isso, fogos de artifício com flashes intensos, combinados com sustos, barulho, aglomeração e alteração da rotina de sono, podem ser especialmente preocupantes para esse grupo.

O barulho também afeta o corpo

O ruído não incomoda apenas “os ouvidos”. Ele pode afetar o sono, o sistema nervoso, o comportamento, a concentração, o humor e a sensação de segurança. A Organização Mundial da Saúde vem tratando o ruído ambiental como tema de saúde pública, associando-o a prejuízos como incômodo intenso, distúrbios do sono e impactos cardiovasculares e de saúde mental.

Para uma pessoa com condição neurológica, o corpo pode entrar em estado de alerta. O coração acelera, a respiração muda, a pessoa tenta se proteger, se esconde, tampa os ouvidos, chora ou se desorganiza. De fora, alguém pode julgar como “manha” ou “exagero”. Por dentro, pode ser sofrimento real.

Não é frescura. É acessibilidade.

Quando uma família pede menos barulho, ela não está querendo acabar com a alegria de ninguém. Está pedindo respeito.

Acessibilidade não é apenas rampa, piso tátil ou legenda. Acessibilidade também é pensar no ambiente sonoro. É entender que uma cidade inclusiva precisa considerar quem escuta de outro jeito, quem processa estímulos de forma diferente e quem pode ter sua saúde afetada por uma comemoração barulhenta.

No Brasil, o tema já chegou ao debate legislativo nacional. O PL 5/2022, em tramitação na Câmara dos Deputados, trata da restrição a fogos de artifício de estampido e outros artefatos pirotécnicos que produzam estampidos, com justificativa ligada aos direitos de pessoas com deficiência, idosos e animais.

Como torcer e celebrar com respeito

É possível comemorar sem causar sofrimento. Algumas atitudes simples fazem muita diferença:

  1. Preferir fogos sem estampido, shows de luzes, drones ou efeitos visuais silenciosos.

  2. Evitar buzinas, cornetas e gritos prolongados perto de casas, hospitais, escolas, instituições e locais com crianças, idosos ou pessoas com deficiência.

  3. Avisar vizinhos e familiares quando houver alguma celebração prevista.

  4. Respeitar quem usa abafador, fone, protetor auricular ou precisa se retirar do ambiente.

  5. Ensinar crianças e adultos que inclusão também se pratica na hora da festa.

  6. Cobrar do poder público campanhas educativas e fiscalização das leis municipais sobre fogos com estampido.

  7. Lembrar que alegria de verdade não precisa machucar ninguém.

Torcer em silêncio também é torcer

A pessoa que não grita também vibra.
A pessoa que não suporta fogos também ama a festa.
A pessoa que se protege do barulho também participa do mundo.

Torcer em silêncio também é torcer.
Celebrar com respeito também é celebrar.
E pensar no outro é uma das formas mais bonitas de mostrar humanidade.

Antes de soltar fogos, buzinar sem parar ou aumentar o som, pergunte-se: quem pode estar sofrendo com isso?

A verdadeira festa é aquela em que todos podem existir com segurança, dignidade e paz.

Cantinho dos Amigos Especiais
Inclusão, respeito e acessibilidade também fazem parte da comemoração.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Brincanto: a loja da Laramara que transforma o brincar em inclusão

Brincar é uma das formas mais bonitas de aprender, descobrir o mundo e criar vínculos. Para crianças com deficiência visual, esse direito também precisa ser garantido com acessibilidade, criatividade e respeito às diferentes formas de perceber o ambiente.

É com essa proposta que existe a Brincanto, loja da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, em São Paulo. A Laramara é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, voltada ao atendimento e à inclusão de pessoas com deficiência visual e suas famílias.

Segundo a própria instituição, a Brincanto oferece brinquedos adaptados para crianças com deficiência visual, em um ambiente lúdico, pensado para estimular a fantasia, a alegria e a participação das crianças nas brincadeiras.

Mais do que vender brinquedos, a proposta da loja é valorizar o brincar inclusivo. Os brinquedos são desenvolvidos considerando a inclusão em primeiro lugar e buscam estimular a descoberta, a aprendizagem e a autonomia das crianças.

Entre os recursos destacados pela Brincanto estão os estímulos sonoros, que ajudam na identificação e no reconhecimento de sons, além de texturas e formas, que favorecem a exploração tátil e ampliam o repertório da criança.

A iniciativa dialoga com uma ideia essencial: criança com deficiência visual também aprende brincando, socializa brincando, cria memórias brincando e desenvolve habilidades importantes por meio da brincadeira. Em outro projeto da Laramara, “Brincar para todos e com todos”, a instituição reforça que o brincar contribui para a autonomia, o fortalecimento de vínculos familiares, as interações sociais e o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes com deficiência visual.

Para famílias, educadores e profissionais da infância, conhecer iniciativas como a Brincanto é uma oportunidade de olhar para o brinquedo não apenas como diversão, mas também como instrumento de inclusão. Um brinquedo acessível pode abrir caminhos para que a criança explore sons, formas, movimentos, texturas, regras, imaginação e convivência.

A Brincanto mostra que inclusão também se faz com afeto, criatividade e respeito ao direito de brincar.

Serviço
A Laramara fica na Rua Conselheiro Brotero, 338, Barra Funda, São Paulo – SP.
O telefone geral informado no site da instituição é (11) 3660-6400.

Fonte: Laramara – Brincanto / Projetos de brincar inclusivo.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

domingo, 21 de junho de 2026

21 de junho – Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica

No dia 21 de junho, o Brasil lembra o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida pela sigla ELA.
É uma data de conscientização, informação e solidariedade. Falar sobre ELA é falar de uma doença séria, progressiva, ainda sem cura, mas também é falar de cuidado, dignidade, pesquisa, apoio às famílias e respeito à pessoa que convive com essa condição.
Muita gente já ouviu a sigla ELA, mas nem sempre sabe exatamente o que ela significa. Por isso, hoje vamos explicar com calma, de forma simples e humana.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de sintomas, dúvidas ou suspeita de qualquer alteração neurológica, procure um profissional de saúde.
O que é ELA?
A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurológica que afeta os chamados neurônios motores.
Explicando miudinho: os neurônios motores são células do sistema nervoso responsáveis por levar os comandos do cérebro até os músculos. É como se o cérebro dissesse: “mexa a mão”, “ande”, “fale”, “engula”, “respire”, e esses comandos chegassem aos músculos por meio desses neurônios.
Na ELA, esses neurônios vão sendo comprometidos aos poucos. Com isso, os músculos deixam de receber corretamente os comandos e começam a perder força.
Por isso, a pessoa pode apresentar dificuldade para andar, segurar objetos, falar, engolir e, em fases mais avançadas, respirar.
A ELA afeta a inteligência?
Essa é uma dúvida muito comum.
Em muitos casos, a ELA compromete principalmente os movimentos do corpo, mas a pessoa continua consciente, compreendendo o que acontece ao seu redor, mantendo sua história, seus sentimentos, suas vontades e sua identidade.
Por isso, é tão importante lembrar: a pessoa com ELA não se resume à doença.
Ela continua sendo uma pessoa inteira, com pensamentos, afetos, desejos, medos, sonhos, fé, família, memórias e necessidade de ser ouvida e respeitada.
Quais podem ser os primeiros sinais?
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais costumam chamar atenção:
fraqueza em braços ou pernas;
quedas frequentes;
dificuldade para segurar objetos;
tropeços sem motivo claro;
cãibras e contrações musculares;
fala mais lenta ou enrolada;
dificuldade para engolir;
perda de força progressiva;
cansaço muscular fora do comum.
É importante lembrar que esses sinais também podem aparecer em outras doenças. Por isso, ninguém deve se autodiagnosticar. O caminho correto é procurar atendimento médico, especialmente com neurologista, para investigação adequada.
ELA tem cura?
Até o momento, a ELA ainda não tem cura. Mas isso não significa que não exista cuidado.
Existe acompanhamento, tratamento de sintomas, reabilitação, suporte respiratório, apoio nutricional, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento psicológico, tecnologia assistiva e muitos recursos que podem melhorar a qualidade de vida da pessoa.
O cuidado não é apenas tentar combater a doença. É também preservar autonomia, comunicação, conforto, dignidade e presença familiar.
Por que o diagnóstico costuma ser difícil?
A ELA pode começar de forma discreta. Às vezes, a pessoa percebe uma fraqueza em uma mão, uma dificuldade para caminhar, uma fala diferente ou uma perda de força que vai aumentando aos poucos.
Como os sintomas iniciais podem parecer outras condições, o diagnóstico pode levar tempo e exigir vários exames e avaliações.
Por isso, a informação é tão importante. Quanto mais se fala sobre a ELA, mais pessoas conseguem reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda especializada.
Quem cuida da pessoa com ELA?
A pessoa com ELA geralmente precisa de uma equipe multiprofissional. Isso pode incluir:
neurologista;
fisioterapeuta;
fonoaudiólogo;
terapeuta ocupacional;
nutricionista;
pneumologista;
psicólogo;
enfermeiros;
assistente social;
cuidadores;
familiares.
Cada profissional tem um papel importante. Um ajuda na mobilidade, outro na respiração, outro na fala e na deglutição, outro na alimentação, outro no acolhimento emocional.
A ELA mostra, de forma muito clara, que cuidar é um trabalho de rede.
A importância da comunicação
Com a progressão da doença, algumas pessoas podem ter dificuldade para falar. Isso não significa que elas não tenham o que dizer.
A comunicação pode continuar por outros caminhos: pranchas de comunicação, recursos digitais, movimentos dos olhos, tecnologias assistivas, aplicativos e equipamentos específicos.
Ouvir uma pessoa com ELA é também ter paciência, atenção e respeito ao tempo dela.
Inclusão não é apenas colocar a pessoa no mesmo espaço. Inclusão é garantir que ela continue participando, escolhendo, opinando e sendo considerada.
E a família?
A ELA não impacta apenas a pessoa diagnosticada. Ela também transforma a rotina da família.
Muitas vezes, familiares se tornam cuidadores. Precisam aprender procedimentos, reorganizar a casa, lidar com medos, buscar direitos, adaptar horários, enfrentar despesas e sustentar emocionalmente uma caminhada difícil.
Por isso, a família também precisa de apoio.
Cuidar de quem cuida é fundamental.
Direitos, acessibilidade e dignidade
A pessoa com ELA pode precisar de adaptações, benefícios, equipamentos, transporte acessível, atendimento prioritário, home care, reabilitação, medicamentos, comunicação alternativa e suporte social.
Falar sobre ELA é também falar sobre direitos.
A doença pode tirar força dos músculos, mas a sociedade não pode tirar a dignidade, o respeito e a voz da pessoa.
O que podemos fazer como sociedade?
Nem todo mundo é médico, pesquisador ou profissional de saúde. Mas todos nós podemos ajudar de alguma forma.
Podemos:
compartilhar informações corretas;
combater preconceitos;
respeitar a pessoa com ELA;
apoiar famílias e cuidadores;
incentivar campanhas de conscientização;
defender acesso a tratamento e tecnologia assistiva;
valorizar a pesquisa científica;
oferecer presença, escuta e solidariedade.
Às vezes, o apoio começa com uma atitude simples: não olhar com pena, mas com respeito.
Por que existe o Dia Nacional de Luta contra a ELA?
O Dia Nacional de Luta contra a ELA existe para dar visibilidade a uma doença ainda pouco conhecida, mas profundamente desafiadora.
É um dia para lembrar que a informação salva do isolamento, que a ciência precisa de incentivo, que as famílias precisam de apoio e que as pessoas com ELA precisam ser vistas para além do diagnóstico.
A palavra “luta” aqui não significa apenas enfrentar a doença. Significa lutar por cuidado, por pesquisa, por direitos, por acessibilidade, por acolhimento e por humanidade.
Conclusão: ELA pede conhecimento, cuidado e presença
A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença difícil. Mas ninguém deveria enfrentá-la sozinho.
Quando a sociedade conhece melhor a ELA, ela se torna mais preparada para acolher. Quando a informação circula, o preconceito diminui. Quando a ciência avança, a esperança se fortalece. Quando há cuidado, a dignidade permanece.
Neste 21 de junho, que possamos lembrar de todas as pessoas que vivem com ELA, de suas famílias, cuidadores e profissionais de saúde.
Que a luta contra a ELA seja também uma luta por respeito, inclusão, acessibilidade, pesquisa e amor ao próximo.
Cantinho dos Amigos Especiais
Informação também é forma de cuidado.
Fontes consultadas
Ministério da Saúde – Biblioteca Virtual em Saúde: Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Lei nº 13.471/2017, que institui o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica.
Informações de referência sobre sintomas, diagnóstico e cuidado multiprofissional em ELA.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Síndrome de Charcot-Marie-Tooth: quando os nervos enfraquecem os passos

Você já ouviu falar em Charcot-Marie-Tooth?

Apesar do nome difícil, a explicação pode ser simples: a síndrome de Charcot-Marie-Tooth, também chamada de CMT, é uma condição genética que afeta os nervos periféricos — aqueles que ligam o cérebro e a medula aos braços, mãos, pernas e pés.

Esses nervos funcionam como “fios de comunicação” do corpo. Eles levam ordens para os músculos se mexerem e também trazem informações de sensibilidade, como tato, dor, calor e frio. Na CMT, essa comunicação pode ficar mais fraca ou mais lenta. Por isso, a pessoa pode ter dificuldade para andar, tropeçar com frequência, sentir fraqueza nos pés e pernas ou perder parte da sensibilidade. A CMT é considerada uma das neuropatias hereditárias mais comuns.

Principais sinais

Os sintomas podem variar muito de uma pessoa para outra. Algumas pessoas têm sinais leves; outras precisam de órteses, bengalas, fisioterapia ou adaptações para manter a autonomia.

Entre os sinais mais comuns estão:

– fraqueza nos pés, tornozelos e pernas;
– tropeços frequentes;
– dificuldade para correr, subir escadas ou levantar a ponta do pé;
– marcha com passos mais altos, como se a pessoa precisasse levantar muito o pé para não arrastar;
– pés muito cavos ou, em alguns casos, pés planos;
– dedos em garra ou “dedos em martelo”;
– perda de massa muscular nas pernas;
– dormência, formigamento ou perda de sensibilidade;
– mãos frias, pés frios ou alterações de circulação;
– dificuldade, com o tempo, para movimentos finos das mãos, como escrever, abotoar roupas ou abrir objetos.

Em geral, os sintomas começam pelos pés e pernas. Com o passar dos anos, podem atingir também mãos e braços. A evolução costuma ser lenta, mas progressiva.

CMT não é preguiça, desatenção nem “jeito de andar”

Muitas pessoas com Charcot-Marie-Tooth passam anos sendo chamadas de desajeitadas, estabanadas ou preguiçosas. Crianças podem ser vistas como “ruins nos esportes” ou “sem coordenação”. Adultos podem ouvir que estão andando errado ou que precisam “se esforçar mais”.

Mas a CMT não é falta de vontade. É uma condição neurológica real, que interfere na força, na sensibilidade e no equilíbrio.

É uma doença hereditária

A CMT costuma ter origem genética. Isso significa que pode aparecer em mais de uma pessoa da família. Porém, a ausência de casos conhecidos na família não elimina a possibilidade da doença, porque algumas pessoas têm sintomas leves e nunca foram diagnosticadas, e também podem ocorrer alterações genéticas novas. A condição pode ter diferentes formas de herança, dependendo do tipo de CMT.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é feito por um neurologista, especialmente quando há suspeita de neuropatia hereditária.

A avaliação pode incluir:

– conversa sobre os sintomas;
– exame físico e neurológico;
– análise da força muscular, reflexos e sensibilidade;
– observação dos pés, da marcha e do equilíbrio;
– eletroneuromiografia ou estudo de condução nervosa;
– teste genético, quando indicado.

Durante o exame, o médico pode procurar sinais como fraqueza muscular, reflexos reduzidos ou ausentes e deformidades nos pés, como pé cavo ou pé plano.

Tem cura?

Até o momento, a Charcot-Marie-Tooth não tem cura definitiva. Mas isso não significa que “não há o que fazer”.

O tratamento é voltado para melhorar a qualidade de vida, preservar a mobilidade, prevenir quedas, reduzir dores e manter a independência pelo maior tempo possível.

Podem fazer parte do cuidado:

– fisioterapia;
– alongamentos e fortalecimento orientado;
– terapia ocupacional;
– órteses para tornozelos e pés;
– palmilhas e calçados adequados;
– bengalas, andadores ou outros recursos quando necessários;
– acompanhamento ortopédico;
– cirurgia em alguns casos de deformidades importantes;
– cuidado especial com os pés, principalmente quando há perda de sensibilidade.

Atenção aos pés

Quem tem perda de sensibilidade pode machucar os pés e não perceber. Por isso, é importante observar bolhas, feridas, calos, alterações nas unhas, dor diferente, vermelhidão ou mudanças no formato dos pés.

O cuidado preventivo evita complicações e melhora a segurança para caminhar.

Quando procurar ajuda?

É importante procurar avaliação médica quando houver:

– quedas frequentes;
– tropeços sem explicação;
– dificuldade progressiva para andar;
– perda de força nos pés, pernas ou mãos;
– pés muito cavos, dedos em garra ou deformidades;
– dormência ou perda de sensibilidade;
– histórico familiar de sintomas parecidos.

Quanto mais cedo houver acompanhamento adequado, maiores são as chances de preservar mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

Inclusão também é entender o invisível

Nem toda deficiência aparece de forma evidente. Uma pessoa com Charcot-Marie-Tooth pode parecer bem em alguns momentos, mas ter dor, fadiga, desequilíbrio, medo de cair ou dificuldade para percorrer longas distâncias.

Acessibilidade também é respeitar o ritmo do outro. É oferecer apoio sem julgamento. É compreender que cada passo pode exigir muito mais esforço do que parece.

Informação combate preconceito. Acolhimento fortalece caminhos. 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.