terça-feira, 8 de setembro de 2026

Cerol: uma brincadeira que pode virar tragédia — e o risco é ainda maior para pessoas com deficiência


Soltar pipa é uma brincadeira tradicional, presente na infância de muitas gerações. Em espaços adequados, longe da rede elétrica, de ruas e de áreas movimentadas, pode ser uma atividade divertida. O problema começa quando se utiliza cerol ou qualquer outro material cortante na linha.

O cerol, tradicionalmente produzido com uma mistura que contém vidro moído, transforma uma simples linha de pipa em um objeto capaz de provocar cortes profundos. Existem ainda linhas com outros materiais abrasivos ou cortantes, igualmente perigosas. Para quem está na rua, muitas vezes a linha é praticamente invisível — e basta um encontro inesperado para que uma brincadeira termine em emergência.

O perigo não é apenas para motociclistas

Quando se fala em acidentes com cerol, é comum lembrarmos imediatamente de motociclistas e ciclistas. Eles realmente estão entre as pessoas mais expostas, principalmente porque podem atingir a linha em velocidade e sofrer ferimentos graves no pescoço e no rosto.

Mas o perigo não se limita a quem está sobre duas rodas.

Pedestres, crianças, idosos, trabalhadores nas ruas e qualquer pessoa que circule por um local onde haja linhas cortantes podem ser atingidos. Uma linha pode permanecer presa entre árvores, postes, muros ou outros pontos mesmo depois que a pipa já desapareceu.

E existe um aspecto que merece atenção especial: o risco para as pessoas com deficiência.

Para quem tem deficiência visual, o perigo pode ser ainda mais difícil de perceber

Imagine uma linha fina atravessando uma calçada. Mesmo uma pessoa com boa visão pode não percebê-la a tempo.

Para uma pessoa cega ou com baixa visão, essa barreira pode ser ainda mais difícil — ou impossível — de identificar antecipadamente.

A bengala pode auxiliar na identificação de muitos obstáculos no caminho, principalmente aqueles localizados próximos ao chão. Uma linha esticada na altura do rosto ou do pescoço, entretanto, pode não ser detectada antes do contato com o corpo.

Isso significa que algo quase invisível para muitos pode se transformar em uma armadilha extremamente perigosa para quem depende de recursos de orientação e mobilidade.

Pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida também ficam mais vulneráveis

Nem todo mundo consegue parar, desviar ou mudar rapidamente de direção diante de um perigo inesperado.

Uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, muletas, andador ou outro recurso de mobilidade pode ter menos possibilidade de realizar uma manobra brusca ao perceber uma linha em seu caminho. Pessoas com alterações de equilíbrio, coordenação ou movimentos também podem precisar de mais tempo para reagir.

Além do ferimento causado diretamente pela linha, uma tentativa repentina de desvio pode provocar uma queda ou outro acidente.

Por isso, não podemos analisar o perigo apenas pensando: “É só sair da frente.”

Para algumas pessoas, simplesmente sair da frente não é uma opção rápida ou segura.

E quando a pessoa não compreende imediatamente o risco?

Há ainda pessoas com deficiência intelectual que podem ter dificuldade para reconhecer rapidamente aquela situação como perigosa, compreender um alerta dado às pressas ou tomar a decisão necessária para se proteger.

Isso não significa que todas as pessoas com deficiência intelectual reajam da mesma maneira. Cada pessoa possui capacidades e necessidades diferentes.

O importante é compreender que uma situação criada irresponsavelmente por alguém pode exigir uma reação imediata que nem todas as pessoas terão condições de realizar no mesmo tempo.

Uma questão de acessibilidade que começa antes da rampa

Quando falamos em acessibilidade, frequentemente pensamos em rampas, elevadores, pisos táteis, sinalização e transporte adaptado. Tudo isso é fundamental.

Mas acessibilidade também significa poder circular pelo espaço público com segurança.

Uma calçada acessível deixa de ser verdadeiramente segura se existir sobre ela uma linha cortante praticamente invisível. Uma rota conhecida por uma pessoa com deficiência visual pode se transformar, de repente, em um percurso perigoso. Um espaço pelo qual alguém com mobilidade reduzida circula normalmente pode apresentar um obstáculo que exige uma reação que essa pessoa não consegue executar rapidamente.

Por isso, combater o uso do cerol também é defender o direito de ir e vir com segurança.

“Mas eu tomo cuidado…”

Esse é um argumento que precisa ser repensado.

Quem utiliza uma linha cortante não controla completamente onde ela estará segundos depois. A linha pode romper, a pipa pode cair, o vento pode mudar sua direção e o material pode ficar preso em algum ponto.

O perigo, portanto, pode continuar existindo mesmo depois que quem estava soltando a pipa foi embora.

E a próxima pessoa a passar por ali pode ser uma criança, um motociclista, uma pessoa idosa, uma pessoa com baixa visão, alguém com dificuldade de locomoção — ou simplesmente qualquer um de nós.

A diversão termina onde começa o risco para o outro

Não precisamos transformar a pipa em vilã. O problema não é a pipa. É transformar sua linha em instrumento cortante.

É possível preservar uma brincadeira tradicional sem colocar outras pessoas em perigo. Crianças e adolescentes também precisam receber essa orientação de pais, responsáveis, educadores e da própria comunidade.

Ensinar que determinada prática pode machucar alguém não significa acabar com a diversão. Significa ensinar responsabilidade.

Para quem trabalha pela inclusão das pessoas com deficiência, há ainda uma lição importante: uma sociedade inclusiva não é somente aquela que adapta seus espaços depois que identifica barreiras. É também aquela que evita criar novos perigos e obstáculos.

Uma linha com cerol pode parecer pequena.

O dano que ela causa, não.

Solte pipa com responsabilidade. Não use cerol nem outros materiais cortantes. A vida e a segurança de quem está do outro lado da linha valem muito mais do que ganhar uma disputa de pipas.

Para refletir

Antes de fazer algo em um espaço compartilhado, vale uma pergunta simples:

“Uma pessoa que não enxerga como eu, não se movimenta como eu ou não consegue reagir tão rapidamente quanto eu estaria segura aqui?”

Pensar dessa forma é um exercício de inclusão.

Porque acessibilidade também é cuidar para que todos possam voltar para casa em segurança.

domingo, 30 de agosto de 2026

30 de agosto — Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

Celebrado em 30 de agosto, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla foi instituído pela Lei nº 11.303/2006. A data busca ampliar a visibilidade da doença, combater a desinformação e alertar para a importância do diagnóstico e do tratamento adequados. 

A esclerose múltipla, também conhecida pela sigla EM, é uma doença neurológica, crônica, inflamatória e autoimune. Nela, o sistema imunológico ataca estruturas do sistema nervoso central, especialmente a mielina, camada que protege as fibras nervosas. Esse processo pode prejudicar a comunicação entre o cérebro, a medula espinhal e diferentes partes do corpo.

Os sintomas variam muito de uma pessoa para outra e podem aparecer em diferentes intensidades. Entre os mais frequentes estão:

fadiga intensa;

alterações na visão;

formigamento ou dormência;

fraqueza muscular;

dificuldades de equilíbrio e coordenação;

rigidez ou espasmos musculares;

alterações urinárias e intestinais;

dificuldades de memória e concentração.


Muitos desses sintomas são invisíveis. Uma pessoa pode aparentar estar bem e, ainda assim, enfrentar fadiga incapacitante, dor, alterações sensitivas ou dificuldades cognitivas. Por isso, comentários que minimizam suas limitações podem aumentar o sofrimento e o isolamento.

O diagnóstico não depende de um único exame. Ele é realizado por meio da avaliação clínica e neurológica, associada a exames como ressonância magnética e análise do líquido cefalorraquidiano, além da exclusão de outras condições com manifestações semelhantes. 

Embora ainda não exista cura, há tratamentos capazes de controlar a atividade da doença, diminuir a ocorrência de surtos e retardar a progressão das incapacidades. O acompanhamento pode envolver neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais. O SUS oferece exames, acompanhamento multiprofissional e medicamentos para o tratamento da esclerose múltipla. 

Também é importante esclarecer: esclerose múltipla não é contagiosa, não é uma doença mental e não é a mesma condição que esclerose lateral amiotrófica, a ELA.

Conscientizar significa reconhecer que cada pessoa vivencia a doença de maneira diferente. Nem todas utilizam cadeira de rodas ou apresentam limitações visíveis. Com diagnóstico oportuno, tratamento, acessibilidade, respeito e uma rede adequada de apoio, muitas pessoas com esclerose múltipla estudam, trabalham, constituem família e participam ativamente da sociedade.

Neste 30 de agosto, a mensagem é simples e necessária: **informação combate o preconceito; acolhimento fortalece; inclusão transforma vidas.

Texto e imagem produzidos  com inteligência artificial. Autores responsáveis: Alessandra Frederico e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Câmara aprova projeto que amplia a proteção às pessoas com TDAH

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 4.225/2023, que cria a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. A proposta contempla pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia e outros transtornos de aprendizagem.

A aprovação representa um avanço importante para milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades na escola, no trabalho e em diferentes situações da vida cotidiana. Entretanto, é necessário esclarecer: o projeto ainda não virou lei e não reconhece automaticamente toda pessoa com TDAH como pessoa com deficiência.

O que o projeto estabelece?

Entre as medidas previstas estão:

  • identificação precoce dos sinais de transtornos de aprendizagem;

  • encaminhamento para avaliação e diagnóstico;

  • elaboração de planejamento educacional individualizado;

  • adaptação dos métodos de ensino;

  • revisão periódica dos planos educacional e terapêutico;

  • capacitação de profissionais das áreas de educação e saúde;

  • combate à discriminação, à estigmatização e à exclusão;

  • atenção integral e articulada entre educação, saúde e assistência;

  • fornecimento gratuito, pelo SUS, dos medicamentos prescritos, conforme as regras do sistema público;

  • desenvolvimento de políticas de qualificação profissional e inclusão no trabalho.

O texto alcança a educação básica, a educação profissional e tecnológica e o ensino superior.

Provas e concursos poderão ter adaptações

A proposta também prevê condições mais adequadas para pessoas com TDAH, dislexia ou outros transtornos de aprendizagem durante provas escolares, concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Conforme a necessidade de cada pessoa e as regras de cada instituição, poderão ser oferecidos:

  • tempo adicional;

  • ambiente com menos estímulos e distrações;

  • auxílio de ledor;

  • recursos tecnológicos;

  • flexibilização do formato da prova.

Essas adaptações não representam privilégios. São recursos de acessibilidade destinados a permitir que cada candidato demonstre seus conhecimentos em condições mais justas.

TDAH será considerado deficiência automaticamente?

Não. O diagnóstico de TDAH, isoladamente, não garantirá automaticamente o reconhecimento da pessoa como alguém com deficiência.

De acordo com o texto aprovado, a equiparação dependerá de uma avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. Essa avaliação deverá analisar se a pessoa apresenta impedimentos de longo prazo que, em interação com diferentes barreiras, dificultem sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Em outras palavras, não será considerada apenas a existência do diagnóstico ou o grau clínico do transtorno. Também serão observados os impactos concretos na autonomia, na aprendizagem, na comunicação, no trabalho, na convivência social e em outras áreas da vida.

Por isso, não é correto afirmar que todas as pessoas com TDAH passarão imediatamente a ter direito a cotas, BPC, aposentadoria diferenciada ou a todos os demais benefícios destinados às pessoas com deficiência. Cada direito continuará sujeito aos critérios legais e, quando exigida, à avaliação individual.

O projeto já está valendo?

Ainda não. A Câmara dos Deputados concluiu a votação em junho de 2026, e o projeto foi encaminhado ao Senado Federal, onde começou a tramitar em julho.

Para se transformar em lei, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e encaminhado à sanção presidencial. Caso os senadores façam alterações, a proposta poderá retornar à Câmara para uma nova análise.

Um avanço que precisa ser acompanhado

O projeto reconhece que o TDAH pode produzir impactos muito diferentes de uma pessoa para outra. Algumas conseguem desenvolver suas atividades com apoio e tratamento; outras enfrentam barreiras intensas e duradouras que comprometem sua aprendizagem, autonomia, vida profissional e participação social.

A proposta não deve ser interpretada como um rótulo ou como uma tentativa de transformar automaticamente todo diagnóstico em deficiência. Seu objetivo é oferecer suporte, acessibilidade e proteção de acordo com as necessidades reais de cada pessoa.

A aprovação pela Câmara é uma etapa importante, mas a mobilização da sociedade continua necessária. Além de acompanhar a tramitação no Senado, será fundamental cobrar recursos, regulamentação adequada e aplicação efetiva das medidas.

Incluir não é oferecer vantagens. É reconhecer barreiras e garantir os recursos necessários para que todas as pessoas tenham oportunidades verdadeiramente iguais.

Parlamentares envolvidos no projeto

ParlamentarParticipação no projetoRedes sociais
Alex Manente (Cidadania–SP)AutorInstagram · Facebook
Amom Mandel (Republicanos–AM)CoautorInstagram · Facebook
Any Ortiz (PP–RS)CoautoraInstagram · Facebook
Andreia Siqueira (PSB–PA)Relatora do texto aprovado pela CâmaraInstagram · Facebook · X

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Você sabe o que é Ceratite²


Imagem produzida com inteligência artificial.
Autores responsáveis: Alessandra Frederico e José Eduardo
Thomé de Saboya Oliveira



 

25 de agosto: Dia Nacional da Educação Infantil — inclusão começa na primeira infância

Celebrado em 25 de agosto, o Dia Nacional da Educação Infantil nos convida a refletir sobre a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento de todas as crianças.

A data integra a Semana Nacional da Educação Infantil, instituída pela Lei nº 12.602/2012, e homenageia a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, nascida nesse dia. Fundadora da Pastoral da Criança, ela dedicou grande parte da vida à proteção da infância e à promoção da saúde, da educação e do desenvolvimento infantil.

A primeira etapa da educação básica

A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e atende crianças de zero a cinco anos:

  • nas creches, as crianças de zero a três anos;
  • na pré-escola, as crianças de quatro e cinco anos.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, essa etapa tem como finalidade promover o desenvolvimento integral da criança nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a atuação da família e da comunidade.

Isso significa que a Educação Infantil não deve ser entendida apenas como um lugar onde as crianças permanecem enquanto os responsáveis trabalham. É um espaço de cuidado, convivência, descobertas, brincadeiras, construção da autonomia e aprendizagem.

Na infância, brincar também é aprender. Por meio das brincadeiras, das histórias, da música, dos desenhos, dos movimentos e das relações com outras pessoas, a criança conhece o mundo e aprende a expressar sentimentos, desejos, dúvidas e ideias.

Toda criança tem o direito de participar

Quando falamos em Educação Infantil, precisamos falar também em inclusão.

Crianças com deficiência, transtornos do desenvolvimento, doenças raras ou outras necessidades específicas têm o mesmo direito de frequentar a escola, participar das atividades, brincar com os colegas e receber oportunidades reais de aprendizagem.

A inclusão não acontece somente com a matrícula. Para que uma criança esteja verdadeiramente incluída, a escola deve identificar e eliminar as barreiras que dificultam sua participação.

Isso pode envolver:

  • espaços fisicamente acessíveis;
  • brinquedos e materiais adaptados;
  • recursos de comunicação acessível;
  • atividades apresentadas de diferentes maneiras;
  • respeito ao ritmo e às formas de expressão de cada criança;
  • profissionais preparados e em formação permanente;
  • atendimento educacional especializado, quando necessário;
  • diálogo constante entre escola, família e profissionais que acompanham a criança.

Cada criança possui características, interesses, habilidades e necessidades próprias. Algumas aprendem observando; outras precisam tocar, experimentar, ouvir várias vezes ou receber instruções mais objetivas. Algumas se comunicam pela fala, enquanto outras utilizam gestos, imagens, pranchas ou tecnologias assistivas.

Reconhecer essas diferenças não significa diminuir as expectativas. Significa oferecer os apoios adequados para que cada criança possa aprender e demonstrar suas capacidades.

Conviver com as diferenças também educa

A escola inclusiva beneficia toda a comunidade.

Quando crianças com e sem deficiência convivem desde pequenas, aprendem que as diferenças fazem parte da humanidade. Desenvolvem empatia, cooperação, respeito e uma compreensão mais verdadeira sobre as diversas maneiras de viver, aprender, brincar e se comunicar.

Entretanto, é importante lembrar que a criança com deficiência não está na escola para ensinar uma “lição de superação” aos colegas. Ela está ali porque estudar, brincar, conviver e participar são direitos seus.

Da mesma forma, inclusão não significa tratar todas as crianças exatamente da mesma maneira. Igualdade é garantir direitos; equidade é oferecer a cada criança os recursos e apoios de que necessita para exercer esses direitos.

A parceria com as famílias

As famílias conhecem profundamente as crianças e podem fornecer informações importantes sobre suas preferências, formas de comunicação, sensibilidades, dificuldades e potencialidades.

Por isso, devem ser ouvidas e acolhidas pela escola. Essa relação precisa ser construída com respeito, sem julgamentos e sem transformar a família em única responsável pela inclusão.

O trabalho deve ser compartilhado. Escola, família, profissionais especializados e poder público possuem responsabilidades diferentes, mas complementares.

Ainda temos desafios

Apesar dos avanços, ainda existem crianças que enfrentam falta de vagas, espaços inadequados, ausência de acessibilidade, preconceito e dificuldade para receber os apoios necessários.

Também precisamos combater a ideia de que uma criança deve estar “pronta” para frequentar a escola. É a escola que precisa estar preparada para receber a diversidade existente na sociedade.

Investir na Educação Infantil significa investir em professores valorizados, formação adequada, turmas organizadas, ambientes seguros, materiais acessíveis, alimentação de qualidade e políticas públicas que garantam o acesso e a permanência de todas as crianças.

Incluir desde o começo

Neste Dia Nacional da Educação Infantil, celebramos as crianças e os profissionais que cuidam, educam, acolhem e ajudam a construir os primeiros caminhos da aprendizagem.

Mas a data também nos deixa um compromisso: nenhuma criança pode ser impedida de participar por causa de uma deficiência, de sua condição social, de sua forma de comunicação ou de qualquer outra característica.

Uma sociedade verdadeiramente inclusiva começa quando cada criança encontra, desde os primeiros anos, portas abertas, apoios adequados e pessoas dispostas a enxergar suas possibilidades.

Porque toda criança tem direito de brincar, aprender, conviver, expressar-se e ser respeitada exatamente como é.

Informações sobre a data: Ministério da Educação.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.