quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Carnaval sem capacitismo: fantasia não é desculpa para transformar deficiência em piada

Carnaval é festa, liberdade, alegria e criatividade. Mas existe uma linha que não dá para atravessar fingindo que “é só brincadeira”: quando a fantasia transforma deficiência e acessibilidade em caricatura, escárnio ou “adereço” para chamar atenção.

É aí que entram as chamadas fantasias capacitistas — e, se você nunca ouviu esse termo, eu vou “desenhar” de forma bem clara: capacitismo é quando uma pessoa com deficiência vira alvo, vira piada, vira objeto, vira fantasia, em vez de ser reconhecida como alguém com direitos, dignidade e vida real.

O que torna uma fantasia capacitista?

A regra é simples: se o “conceito” do figurino é “parecer uma pessoa com deficiência” para provocar risos, choque ou pena, então não é criatividade — é desrespeito.

Alguns exemplos comuns:

  • “Fantasia de aleijado” (perna amarrada, falsa fratura, gesso, curativos, muleta “de brincadeira”).

  • “Fantasia de cego” (óculos escuros, bengala, tropeços e encenações de desorientação).

  • “Camisa de força / ‘fuga do hospício’” como fantasia “engraçada”.

  • Uso de cadeira de rodas, andador ou muletas como “acessório cômico”.

O problema não é o objeto em si. O problema é o sentido: quando um recurso de autonomia (como bengala, muleta, cadeira de rodas) vira enfeite, a mensagem que se espalha é: “isso é fantasia”, “isso é exagero”, “isso é palhaçada”. E quem paga o preço são pessoas reais, que usam esses recursos para viver com segurança.

“Mas é só Carnaval”: não, não é “só”

Quando alguém faz piada encenando uma deficiência, não está apenas “brincando”. Está reforçando ideias antigas e muito perigosas, como:

  • que a deficiência é motivo de riso;

  • que a pessoa com deficiência é “coitada” ou “incapaz”;

  • que recursos de acessibilidade são “drama” ou “frescura”;

  • que o corpo da pessoa com deficiência é um “tema” disponível para entretenimento.

A gente aprende — e replica — o que vê. E no meio de uma multidão, com bebida, empurrões e falta de cuidado, a caricatura vira combustível para mais falta de respeito.

O ponto mais grave: às vezes a “fantasia” prejudica alguém de verdade

Aqui vai o alerta que quase ninguém faz — e que precisa ser dito com toda a clareza:

Em muitos casos, esse tipo de figurino não é só ofensivo. Ele pode prejudicar alguém na prática.

Como assim?

  • A cadeira de rodas “de fantasia” ocupa espaço, dificulta passagem, atrapalha rotas de acessibilidade e pode impedir que uma pessoa com deficiência circule com segurança.

  • Muletas, bengalas e andadores usados como brincadeira viram risco: podem bater, derrubar, enroscar em alguém, machucar.

  • Pessoas cegas e com baixa visão podem ser confundidas com alguém “fazendo graça”, e isso diminui a seriedade quando pedem ajuda ou quando precisam que respeitem seu deslocamento.

  • Se alguém usa um recurso de acessibilidade para “chamar atenção”, cria-se desconfiança e julgamento, e isso respinga em quem depende desses recursos todos os dias.

Ou seja: quando você vê esse tipo de fantasia, não pense só no “politicamente correto”. Pense no concreto: há alguém ali que pode estar sendo prejudicado, invisibilizado ou colocado em risco.

O que fazer se você encontrar alguém usando uma fantasia capacitista?

Sem briga e sem “lacração”, dá para agir com firmeza e consciência:

  1. Observe o entorno

    • A pessoa está ocupando passagem? Está atrapalhando quem precisa circular?

    • Há pessoas com deficiência por perto tentando se movimentar?

  2. Se houver risco ou bloqueio, peça ajuste

    • “Oi, vocês conseguem liberar essa passagem? Tem gente que precisa transitar com acessibilidade aqui.”

  3. Se for seguro, converse com educação

    • “Você já pensou que esse figurino pode reforçar preconceito e atrapalhar quem vive isso de verdade?”

  4. Se estiver em bloco/evento organizado, acione a produção

    • Organizadores têm responsabilidade com segurança e respeito.

  5. E principalmente: não normalize

    • Rir junto, filmar como “conteúdo”, incentivar… é o jeito mais rápido de transformar humilhação em tradição.

Carnaval também pode ser inclusão

O Carnaval pode ser um lugar de liberdade, sim — mas liberdade que pisa na dignidade do outro não é liberdade: é privilégio disfarçado de brincadeira.

Criatividade não falta. Dá para ser engraçado, ousado, irreverente e lindo sem transformar deficiência em figurino. Porque deficiência não é fantasia. É vida real. É direito. É respeito.


Fontes e links

  • Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO) – Disability / Deficiência (conceitos gerais)

  • Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU) – texto e princípios

  • Lei Brasileira de Inclusão (LBI) – Lei nº 13.146/2015

  • Movimento/Cartilhas sobre capacitismo e linguagem inclusiva (materiais educativos)

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

🌍 Dia Mundial do Câncer: conscientização, prevenção e esperança para todos

Celebrado em 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer é uma data dedicada a ampliar a informação, combater o preconceito e fortalecer a prevenção e o diagnóstico precoce da doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo — inclusive muitas pessoas com deficiência, que frequentemente enfrentam barreiras extras de acesso à saúde

A campanha é apoiada por instituições de saúde em diversos países, com destaque para a Organização Mundial da Saúde e, no Brasil, pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).


🎗️ Por que essa data é tão importante?

O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, mas muitos casos podem ser prevenidos ou tratados com sucesso quando descobertos cedo.

O Dia Mundial do Câncer busca:

✔️ Incentivar hábitos saudáveis
✔️ Alertar sobre sinais de alerta
✔️ Promover exames preventivos
✔️ Combater o medo e a desinformação
✔️ Humanizar o cuidado com os pacientes


♿ Pessoas com deficiência e o desafio extra

No Cantinho dos Amigos Especiais, é essencial lembrar que pessoas com deficiência muitas vezes enfrentam:

• Dificuldade de acesso a exames
• Falta de comunicação acessível
• Estruturas hospitalares pouco adaptadas
• Diagnósticos tardios

A luta contra o câncer também é uma luta por saúde acessível, inclusiva e digna para todos.


🧠 Prevenção salva vidas

Algumas atitudes fazem grande diferença:

🥗 Alimentação equilibrada
🚭 Não fumar
🏃 Atividade física regular
🩺 Exames periódicos
☀️ Proteção contra o sol
📢 Atenção aos sinais do corpo

Cuidar da saúde é um ato de amor próprio — e de respeito à vida.


💛 Informação gera esperança

O câncer não é sinônimo de sentença.
Com avanços da medicina, apoio emocional e diagnóstico precoce, milhões de pessoas vencem essa batalha todos os anos.

Conscientizar é salvar vidas.


🌱 No Cantinho dos Amigos Especiais, reforçamos:

👉 Todos merecem acesso à prevenção
👉 Todos merecem cuidado digno
👉 Todos merecem esperança

Porque inclusão também é saúde. 💙


📚 Fontes e links

• Organização Mundial da Saúde (OMS) – Campanhas de prevenção do câncer
• Instituto Nacional de Câncer (INCA) – www.gov.br/inca
• Ministério da Saúde – Prevenção e diagnóstico do câncer


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pais de alunos com deficiência temem troca de professores na rede estadual de SP: o que mudou e por que isso preocupa

Famílias de estudantes com deficiência da rede estadual paulista vêm relatando apreensão com a possibilidade de troca do(a) professor(a) auxiliar que acompanhava a criança ou adolescente no ano anterior. O receio central é a quebra de vínculo — algo que pode impactar diretamente a adaptação escolar, a comunicação e a aprendizagem, sobretudo quando falamos de alunos autistas e de outros perfis que dependem de previsibilidade e rotina.

O que está acontecendo

De acordo com reportagem publicada no fim de janeiro, uma norma da gestão estadual alterou a dinâmica para a atribuição dessas aulas, deixando os professores auxiliares para uma etapa final do processo — o que, na prática, retira a “garantia informal” de continuidade do mesmo profissional com o mesmo aluno de um ano para o outro.

Um exemplo concreto desse “fim de fila” aparece em editais regionais de atribuição: há convocação específica para sessão de atribuição de Professor Auxiliar (ação judicial) em 30/01/2026, citando a Resolução SEDUC nº 3/2026 e a Portaria de atribuição.

Por que muitos desses apoios dependem de ação judicial

Na rede estadual, o próprio noticiário aponta que a presença do professor auxiliar costuma ocorrer após determinação judicial, o que leva famílias a recorrerem à Justiça para garantir o acompanhamento.

O que as famílias alegam

Os pais e responsáveis argumentam que, quando há acompanhamento contínuo, o profissional:

  • já conhece o estudante (gatilhos, forma de comunicação, estratégias que funcionam);

  • ajuda a reduzir crises e ansiedade geradas por mudanças bruscas;

  • contribui para a participação real do aluno na rotina da sala, inclusive com adaptações pedagógicas.

A mobilização chegou a incluir abaixo-assinado e organização de grupos, como o Movimento em Defesa da Educação Inclusiva, citados na reportagem.

O que o governo diz

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou, em nota, que não existe previsão legal para recondução automática do mesmo profissional de apoio no ano seguinte, e que o atendimento deve ser organizado conforme as necessidades do estudante, registradas em instrumentos como o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE).

Em comunicado institucional anterior sobre a política de educação especial, a Seduc-SP também defende que o atendimento deve ser individualizado, com relatórios e planos (PEI/PAEE) e reorganização das funções de apoio escolar.

O pano de fundo: disputa sobre “quem apoia” e com que formação

Esse debate não acontece no vazio. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, foi protocolado um Projeto de Decreto Legislativo pedindo para sustar os efeitos da Resolução SEDUC nº 129/2025, argumentando (entre outros pontos) que haveria risco de substituir apoio pedagógico especializado por um modelo com menor exigência formativa.

Importante: esta matéria trata principalmente do medo de troca do professor auxiliar no começo de 2026 e do impacto do processo de atribuição. Mas a discussão se conecta a um debate maior sobre o formato da educação inclusiva e do apoio escolar no estado.


Por que a continuidade importa tanto (especialmente no autismo)

Em muitos casos, o vínculo com um profissional de apoio:

  • facilita a comunicação (o adulto já “traduz” sinais e necessidades);

  • diminui o tempo de adaptação no retorno às aulas;

  • evita retrocessos comportamentais e acadêmicos;

  • ajuda a equipe escolar a manter estratégias consistentes.

Isso não significa que trocas nunca possam acontecer, mas que precisam ser planejadas — com transição, troca de informações e acompanhamento pedagógico real.


O que pais e responsáveis podem fazer (passo a passo)

Sem substituir orientação jurídica (cada caso tem detalhes), há medidas práticas que costumam ajudar:

  1. Peça uma reunião com a gestão e a coordenação pedagógica antes do início das aulas.
    Solicite um plano de adaptação caso haja troca.

  2. Solicite por escrito informações sobre o atendimento do seu filho:

    • como será organizado o apoio;

    • como o PAEE/PEI será aplicado;

    • quais estratégias a escola usará para garantir continuidade.

  3. Registre tudo (datas, nomes, respostas).
    Isso é útil para diálogo institucional — e, se necessário, para órgãos de controle.

  4. Se houver troca, peça uma transição acompanhada:

    • repasse estruturado de informações;

    • período de adaptação com acompanhamento mais próximo;

    • definição clara de quem será responsável por cada ajuste pedagógico.

  5. Acompanhe comunicados e editais regionais de atribuição.
    Eles ajudam a entender prazos e etapas (como sessões específicas para Professor Auxiliar por decisão judicial).


Perguntas que precisam de resposta pública

Para além do caso individual, a situação levanta perguntas legítimas:

  • Como o estado garante que a troca (quando ocorrer) não interrompa o suporte pedagógico?

  • Como será monitorado o impacto em estudantes que precisam de estabilidade?

  • Que protocolos de transição serão adotados nas escolas e diretorias de ensino?


Fontes e links

  • Reportagem sobre a mobilização de famílias e a mudança no processo de atribuição.

  • Síntese do tema por veículo especializado em autismo.

  • Texto da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) sobre a política de educação especial e instrumentos (PAEE/PEI).

  • Publicação da Unidade Regional de Ensino de Guaratinguetá com a Resolução SEDUC nº 3/2026 (processo de atribuição).

  • Edital regional de atribuição de Professor Auxiliar (ação judicial) com data e referência normativa.

  • Projeto na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo que discute a Resolução SEDUC nº 129/2025.

Se você quiser, eu já adapto esse texto para o padrão do Cantinho (mais “cara de blog”, com subtítulos curtos, linguagem ainda mais direta e um parágrafo final de acolhimento às famílias).


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Teste da bochechinha: o que é, como é feito e por que tanta gente tem ouvido falar

Se você nunca ouviu falar do “teste da bochechinha”, saiba que ele é, na prática, um exame de triagem genética feito a partir de uma amostra da mucosa da bochecha do bebê, coletada com um cotonete (swab). Ele ficou conhecido no Brasil por ser uma alternativa complementar à triagem neonatal tradicional, ajudando a levantar, bem cedo, o risco de a criança desenvolver doenças genéticas raras que aparecem na primeira infância e têm condutas/tratamentos disponíveis.

A lógica por trás disso é simples: identificar cedo para agir cedo.


O que o teste da bochechinha é (e o que ele não é)

Um ponto essencial: é uma triagem, não um diagnóstico.
Isso significa que o teste pode apontar um risco aumentado para determinadas condições genéticas — e, se vier alterado, geralmente é necessário confirmar com exames diagnósticos e avaliação médica (pediatra, geneticista e/ou equipe especializada).

Outro detalhe importante: ele costuma ser oferecido em painéis grandes, com triagem para muitas doenças (em alguns casos, centenas de condições genéticas).

E atenção: ele não substitui o teste do pezinho. A proposta é somar, não trocar.


Como é feito (do jeito mais simples)

A coleta costuma ser rápida e indolor:

  1. Usa-se um swab bucal (um cotonete esterilizado).

  2. O swab é passado na parte interna da bochecha do bebê para coletar células.

  3. A amostra é enviada ao laboratório, que faz a análise do DNA.

Em alguns modelos de serviço, a coleta pode ser feita em casa, com kit e instruções, e enviada para o laboratório.

Quando fazer?
A ideia é realizar o quanto antes, ainda nos primeiros dias ou semanas, porque o objetivo é antecipar cuidados antes do aparecimento de sintomas.


O que ele pode detectar (em linguagem do dia a dia)

Como se trata de uma triagem genética, o “teste da bochechinha” costuma focar em doenças raras de origem genética, especialmente aquelas que podem se manifestar na infância e que se beneficiam de intervenção precoce.

Os painéis geralmente incluem grupos como:

  • Erros inatos do metabolismo (quando o corpo tem dificuldade de “processar” certas substâncias)

  • Condições neurológicas, imunológicas e endócrinas

  • Doenças hematológicas, renais, hepáticas, pulmonares e gastrointestinais

  • Alguns testes também incluem avaliação de risco para perda auditiva hereditária (surdez genética), dependendo do painel

Por que isso importa? Porque, em vários casos, quando se identifica cedo, dá para iniciar acompanhamento e condutas que podem reduzir complicações — como dietas específicas, medicações, prevenção de crises e suporte multiprofissional.


Diferença para o teste do pezinho (e por que os dois aparecem juntos)

O teste do pezinho é a triagem neonatal clássica feita com gotinhas de sangue, com um painel definido no sistema público. Ele tem um papel enorme na saúde infantil, justamente por rastrear doenças importantes de forma padronizada.

Já o teste da bochechinha é divulgado como uma triagem genética (DNA), com painéis mais amplos em número de condições — por isso costuma aparecer como complemento.

Vale lembrar que o teste do pezinho no SUS passou por processo de ampliação legal, com implementação em etapas. Isso mostra que a triagem neonatal é um campo em evolução, sempre com o objetivo de detectar cedo e tratar cedo.


Limitações e cuidados importantes (para não gerar falsas expectativas)

Essa parte é fundamental para as famílias:

  • Triagem não é diagnóstico. Resultado alterado precisa de confirmação.

  • Nenhum painel detecta “tudo”: há doenças que não entram na lista, e há limites técnicos e clínicos em qualquer teste.

  • Pode gerar ansiedade, por isso é recomendável que a leitura do resultado seja feita com orientação médica e, quando indicado, com aconselhamento genético.

  • Em geral, trata-se de um exame ofertado no setor privado, o que pode limitar acesso.


Por que esse tema tem tudo a ver com o Cantinho dos Amigos Especiais

Para famílias atípicas e para a comunidade PCD, a informação clara é uma forma de cuidado:

  • Quando existe intervenção precoce, ela pode evitar crises e reduzir complicações.

  • Quando não dá para evitar a condição, saber cedo ajuda a começar antes o que faz diferença: terapias, estimulação, recursos de acessibilidade, rede de apoio e acompanhamento multiprofissional.

  • E reforça uma mensagem essencial: deficiência não diminui ninguém. O que muda vidas é o acolhimento, o acesso, o suporte e a oportunidade de desenvolvimento.


Perguntas frequentes

“Se eu fizer o teste da bochechinha, posso deixar de fazer o pezinho?”
Não. A recomendação mais comum é fazer os dois, porque são testes com metodologias e finalidades diferentes.

“Se der alterado, significa que meu bebê tem a doença?”
Não necessariamente. Triagem aponta risco. Confirmação depende de outros exames e avaliação especializada.

“Existe idade certa?”
Em geral, a proposta é fazer o quanto antes, ainda no começo da vida, para que qualquer conduta necessária possa ser iniciada cedo.


Fontes e links

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

TAP Air Portugal condenada: o que o caso ensina sobre acessibilidade no transporte aéreo

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a companhia aérea TAP Air Portugal a pagar R$ 60 mil por danos morais após impedir o embarque, na cabine, de um cão de assistência que acompanharia uma menina de 12 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um voo com destino a Lisboa.

O episódio, além de doloroso para a família, expõe um problema que o Cantinho dos Amigos Especiais acompanha há anos: quando a acessibilidade depende do “achismo” de balcão, a pessoa com deficiência é colocada em situação de constrangimento, insegurança e exclusão.


Entenda o caso, em linguagem simples

De acordo com as reportagens, o caso aconteceu em maio de 2025, no embarque para um voo internacional. A família afirma que apresentou a documentação do animal (treinado e certificado como cão de assistência) e que havia determinação judicial favorável, mas, ainda assim, o embarque do cão foi negado.

Como havia compromissos profissionais inadiáveis, a família teria viajado sem o cão, o que, para uma criança autista, pode significar aumento de ansiedade, crises e sofrimento — especialmente em ambiente de aeroporto e avião, que já costuma ser altamente estressante.

A decisão foi proferida na 5ª Vara Cível da comarca de Niterói, no âmbito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.


Por que isso é acessibilidade (e não “favor”)

Para muita gente, ainda existe a confusão: “é só um cachorro”.
Mas um cão de assistência não é um item extra. Em muitos casos ele é parte do suporte funcional e emocional que permite à pessoa com deficiência enfrentar o mundo com mais autonomia e segurança.

Quando esse apoio é retirado de forma abrupta, o impacto não é pequeno. É sobre:

  • dignidade;

  • previsibilidade;

  • redução de riscos;

  • bem-estar de uma criança com deficiência.


Um ponto importante: cão-guia, cão de assistência e suporte emocional não são a mesma coisa

Muita discussão sobre “animal na cabine” se mistura e, infelizmente, isso vira argumento para negar direitos.

A ANAC esclarece que:

  • cão-guia (para pessoa com deficiência visual) tem regras específicas e proteção bem consolidada;

  • animal de estimação e animal de suporte emocional seguem políticas das companhias e requisitos próprios.

E o Superior Tribunal de Justiça já tratou, em decisão noticiada, da diferença entre suporte emocional e cão-guia, reforçando que não são equivalentes.

Neste caso do RJ, o destaque é que o animal foi descrito como cão de assistência (treinado e certificado) e que o impedimento foi considerado grave pela Justiça, com indenização por dano moral.


Guia prático do Cantinho: como se preparar para viajar com animal de assistência

Sem “juridiquês”, aqui vai um checklist bem direto:

  1. Documentação organizada (e duplicada)

  • laudo e relatório que expliquem a necessidade;

  • comprovação de treinamento/certificação do animal (quando existir);

  • tudo em PDF no celular + impresso.

  1. Confirmação por escrito

  • peça a autorização por e-mail/canal oficial e guarde protocolos.

  1. No dia do voo

  • chegue cedo;

  • se houver resistência, peça supervisão imediatamente;

  • anote nomes, horários e registre por escrito/fotos do que puder.

  1. Se houver decisão judicial

  • leve a decisão impressa e salva offline;

  • registre qualquer descumprimento com máximo de evidências.

Dica de ouro: a maioria dos problemas cresce quando a família fica sem registro. Protocolo e documento salvam.


O que essa condenação representa

Além de reparar, ainda que parcialmente, o sofrimento causado à família, decisões assim funcionam como recado para o setor: acessibilidade não é opcional. E quando uma empresa falha, precisa haver consequência.

O Cantinho dos Amigos Especiais segue defendendo o óbvio: viajar não pode ser um privilégio de quem “não dá trabalho”. Viagem é direito. E acessibilidade é parte do caminho.


Redes sociais dos envolvidos(para acompanhamento e contato institucional)

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.