quinta-feira, 28 de maio de 2026

Envelhecer na era digital também é enfrentar novas barreiras

Vivemos em um tempo em que quase tudo passa por telas, aplicativos, senhas, códigos e atendimentos automatizados. E isso tem criado um desafio cada vez mais visível: envelhecer hoje também significa aprender a sobreviver digitalmente. O tema aparece com força no post compartilhado no Instagram, que chama atenção justamente para esse ponto e faz um alerta importante: o problema não está na idade, mas na falta de humanização no modo como a sociedade organiza seus serviços e sua comunicação.

Essa reflexão merece espaço porque o avanço tecnológico, embora traga facilidades para muita gente, também pode aprofundar exclusões quando não leva em conta as diferenças reais entre as pessoas. Para muitos idosos, e também para muitas pessoas com deficiência, tarefas que parecem simples para parte da população se transformam em obstáculos cansativos: acessar um aplicativo, entender uma tela confusa, lidar com letras pequenas, menus pouco intuitivos, autenticações múltiplas e atendimentos sem presença humana.

Na prática, isso significa que a exclusão de hoje nem sempre se apresenta apenas na calçada sem rampa ou no ônibus sem adaptação. Ela também pode estar no aplicativo mal desenhado, no site inacessível, no banco que empurra o cliente para o celular sem oferecer apoio adequado, no serviço público que digitaliza tudo sem garantir orientação clara, e no comércio que substitui pessoas por sistemas frios e impessoais.

Esse tema é especialmente importante porque toca dois públicos que muitas vezes convivem com barreiras parecidas: pessoas idosas e pessoas com deficiência. Em ambos os casos, a autonomia não depende apenas da existência da tecnologia, mas da forma como ela é construída e oferecida. Quando a inovação vem sem acessibilidade, sem linguagem simples e sem acolhimento, ela pode afastar justamente quem mais precisa de apoio.

É preciso lembrar que tecnologia boa não é a que impressiona. É a que funciona. É a que inclui. Não basta digitalizar serviços e chamar isso de modernização. Modernizar de verdade é criar soluções que respeitem ritmos diferentes, necessidades sensoriais diversas, limitações motoras, dificuldades visuais, baixa familiaridade com aparelhos e até o medo legítimo que muitas pessoas sentem ao lidar com golpes, erros e informações confusas.

Também existe um componente humano que não pode ser ignorado. Em nome da agilidade, a sociedade tem trocado escuta por automação e acolhimento por respostas padronizadas. Só que nem todo problema se resolve com um clique. Nem toda pessoa consegue se virar sozinha diante de uma tela. E nem toda autonomia nasce da ausência de ajuda. Às vezes, a verdadeira inclusão está justamente em oferecer suporte humano quando ele é necessário.

Por isso, discutir envelhecimento na era digital é discutir cidadania. É perguntar quem está ficando para trás quando tudo vira aplicativo. É reconhecer que acessibilidade não vale só para prédios e transporte, mas também para sistemas, interfaces, plataformas e formas de atendimento. E é entender que uma sociedade que se diz avançada não pode tratar como atraso quem precisa de mais tempo, mais clareza ou mais presença humana.

No fim das contas, o tema toca numa verdade incômoda e atual: não é a idade que exclui. É a falta de humanização. E, se quisermos um mundo realmente inclusivo, a tecnologia precisa servir às pessoas — e não obrigar as pessoas a se moldarem, sozinhas, a uma tecnologia que não as enxerga.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Senado avança com proposta que dá validade indeterminada a laudos de deficiência permanente

Uma medida que pode reduzir muita burocracia na vida de pessoas com deficiência e de suas famílias avançou no Senado. A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, em 27 de maio de 2026, o PL 1.414/2025, que prevê validade indeterminada para a avaliação biopsicossocial nos casos de deficiência permanente ou irreversível. A notícia oficial foi publicada pela Agência Senado no mesmo dia.

Segundo o Senado, a proposta também estabelece um critério diferente para os casos de deficiência reversível ou progressiva, em que a avaliação terá validade de cinco anos. Hoje, a legislação não define um prazo nacional unificado para esse tipo de avaliação, o que faz com que muitas pessoas precisem refazer, repetidamente, procedimentos para comprovar condições já reconhecidas como permanentes.

O texto é de autoria do senador Alan Rick e recebeu parecer favorável do relator, senador Flávio Arns, com alteração da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A matéria segue agora para votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), ou seja, ainda não virou lei.

Na prática, essa proposta atinge um problema muito real. Muitas pessoas com deficiência permanente precisam enfrentar uma espécie de peregrinação burocrática para renovar laudos, avaliações e documentos, mesmo quando a condição é claramente irreversível. Isso gera gasto de tempo, desgaste emocional, custo financeiro e, em vários casos, atraso no acesso a direitos, benefícios e serviços. Essa leitura é uma inferência coerente com o problema apontado pela própria notícia do Senado.

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, essa é uma pauta muito importante porque fala de algo que muitas famílias conhecem bem: a sensação de ter que provar, de novo e de novo, uma condição que não vai desaparecer. Quando a pessoa já enfrenta barreiras no transporte, no atendimento, no trabalho ou na saúde, obrigá-la a repetir avaliações desnecessárias acaba funcionando como mais um obstáculo. Essa conclusão é uma inferência razoável a partir do efeito prático da proposta.

A notícia do Senado também mostra que o projeto mexe na Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Pela proposta, a Ciptea passaria a ter validade indeterminada para pessoas com 18 anos ou mais na data da emissão e validade de 10 anos para menores de idade. Hoje, a lei prevê validade mínima de cinco anos, com possibilidade de renovação.

Esse ponto também merece atenção porque reforça o mesmo princípio: quando a condição é permanente, a documentação não pode se transformar em fonte contínua de desgaste. O Estado precisa proteger, não cansar. É claro que situações reversíveis ou progressivas pedem acompanhamento periódico, mas o reconhecimento de impedimentos permanentes precisa vir acompanhado de mais racionalidade administrativa. Essa observação é uma inferência baseada na distinção que o projeto faz entre situações permanentes e não permanentes.

No fim das contas, o avanço da proposta reforça uma ideia simples: desburocratizar também é incluir. Quando o sistema deixa de exigir da pessoa com deficiência permanente a repetição incessante de provas sobre sua própria condição, ele se torna mais humano, mais eficiente e mais respeitoso. E isso, para muita gente, já seria um alívio enorme.

Perfis e redes sociais dos envolvidos

Senador Alan Rick (autor do PL 1.414/2025)
Perfil no Senado Federal:
(Senador pelo Acre.)
Instagram: @alanrickm.

Senador Flávio Arns (relator da proposta na CDH)
Perfil institucional no Senado: senador pelo Paraná.
Instagram: @flavioarns


Fontes e links

Agência Senado — notícia oficial sobre a aprovação, na Comissão de Direitos Humanos, do projeto que prevê validade indeterminada para avaliação de deficiência permanente, publicada em 27 de maio de 2026.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Dia do Serviço de Saúde: uma reflexão sobre cuidado, acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência

Em 27 de maio, é lembrado o Dia do Serviço de Saúde, data historicamente ligada ao Serviço de

Saúde do Exército Brasileiro
e à memória de seu patrono, o médico e militar João Severiano da Fonseca, nascido em 27 de maio de 1836.

A partir dessa referência histórica, o Cantinho dos Amigos Especiais propõe uma reflexão mais ampla, sem qualquer recorte político ou ideológico: todo serviço de saúde — seja militar, público, privado, filantrópico ou comunitário — precisa estar preparado para acolher as pessoas com deficiência com acessibilidade, respeito, escuta e atendimento humanizado.

Falar em serviço de saúde é falar de muitas mãos que cuidam. Médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, dentistas, farmacêuticos, assistentes sociais, recepcionistas, equipes administrativas, profissionais da limpeza, transporte e apoio: todos fazem parte de uma rede essencial para a proteção da vida.

No entanto, para muitas pessoas com deficiência, buscar atendimento em saúde ainda pode ser uma experiência marcada por barreiras. Algumas são visíveis, como a falta de rampas, elevadores, banheiros acessíveis, macas adequadas, sinalização clara ou espaços de circulação seguros. Outras são menos visíveis, mas igualmente dolorosas: a pressa no atendimento, a linguagem difícil, a falta de paciência para explicar um procedimento, a ausência de Libras, a pouca atenção às necessidades de pessoas com deficiência visual, intelectual, física, auditiva, psicossocial ou múltipla.

Há também uma barreira muito comum: quando o profissional fala apenas com o acompanhante e esquece que o paciente está ali, presente, consciente, com sentimentos, vontades e direito de participar das decisões sobre sua própria saúde. A pessoa com deficiência não deve ser tratada como incapaz, invisível ou infantilizada. Ela é sujeito de direitos e merece ser ouvida diretamente, sempre que possível.

Atendimento humanizado começa em atitudes simples. Perguntar: “Como posso ajudar melhor?” Explicar o que será feito antes de tocar no paciente. Respeitar o tempo de resposta. Falar com clareza. Oferecer apoio sem impor ajuda. Garantir privacidade. Evitar julgamentos. Tratar cada pessoa pelo nome, com dignidade e respeito.

A acessibilidade em saúde também precisa ser compreendida de forma ampla. Para uma pessoa com deficiência visual, pode significar orientação segura no ambiente, descrição verbal dos procedimentos, letras ampliadas, bom contraste e documentos acessíveis. Para uma pessoa surda, pode envolver Libras, legendas, comunicação visual ou recursos que garantam entendimento. Para uma pessoa com mobilidade reduzida, pode significar rampas, cadeiras de rodas disponíveis, macas ajustáveis, portas largas e banheiros adaptados. Para pessoas autistas, com deficiência intelectual ou sofrimento psíquico, pode significar linguagem simples, ambiente mais calmo, previsibilidade e acolhimento sem preconceito.

É importante lembrar: acessibilidade não é favor. É condição para que o direito à saúde seja exercido com igualdade. Um atendimento verdadeiramente inclusivo não se limita a tratar a doença. Ele considera a pessoa inteira: seu corpo, sua história, suas limitações, sua autonomia, sua comunicação, sua família e sua dignidade.

Neste Dia do Serviço de Saúde, o convite é para reconhecer o valor de todos os profissionais que se dedicam ao cuidado e, ao mesmo tempo, refletir sobre os caminhos que ainda precisam ser melhorados. A técnica é indispensável, mas o acolhimento também cura. O conhecimento salva vidas, mas a empatia sustenta a confiança. O procedimento pode ser necessário, mas uma palavra respeitosa pode transformar a experiência de quem chega fragilizado.

Que cada serviço de saúde, em qualquer esfera, seja cada vez mais acessível, preparado e humano. Que a pessoa com deficiência seja recebida não como obstáculo, mas como cidadã. Não como exceção, mas como parte legítima da sociedade. Não como alguém a ser apenas atendido, mas como alguém a ser respeitado.

Cuidar da saúde é cuidar da vida. E cuidar da vida exige competência, sensibilidade, acessibilidade e amor ao próximo.

Texto e imagme produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Universidade Mackenzie: inclusão, apoio e acessibilidade no ensino superior

A inclusão no ensino superior não começa e termina na matrícula. Para que uma pessoa com deficiência possa estudar com dignidade, é preciso que a universidade ofereça recursos, acolhimento, orientação, acessibilidade física, comunicacional, tecnológica e pedagógica.

Na cidade de São Paulo, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialmente em seu tradicional campus Higienópolis, apresenta um conjunto de iniciativas voltadas ao apoio de estudantes com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas.

Um dos principais serviços nessa área é o Programa de Atenção e Orientação aos Discentes, conhecido como PROATO. Segundo a própria universidade, o programa tem como objetivo acolher, orientar e apoiar estudantes de acordo com suas dificuldades e necessidades, acompanhando o aluno desde o vestibular até a conclusão do curso.

O PROATO atua no suporte psicopedagógico, na orientação de estudos, na escuta das demandas dos estudantes e no apoio aos professores, buscando reduzir barreiras que possam prejudicar a permanência, a participação e o bom desempenho acadêmico de alunos com deficiência ou necessidades educacionais específicas. A universidade informa que o programa foi criado em 2015 e contribui para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo, equitativo e acessível.

Esse trabalho também aparece em números. No Relatório Anual 2024, o Mackenzie informa que o PROATO realizou 852 atendimentos a 455 estudantes com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas, com o objetivo de minimizar barreiras de permanência, participação e sucesso na vida acadêmica.

A acessibilidade também está presente nos serviços da Biblioteca George Alexander, no campus Higienópolis. A biblioteca informa disponibilizar recursos como livros em Braille, acervo eletrônico acessível, parceria com a Dorinateca da Fundação Dorina Nowill, atendimento em Libras, capacitações on-line com uso do leitor de tela NVDA, computadores com DOSVOX e NVDA, fones de ouvido, teclado ampliado para baixa visão e teclado adaptado em Braille.

Além dos recursos tecnológicos, a biblioteca também aponta medidas de acessibilidade arquitetônica, como piso tátil, rampas de acesso, corrimãos, sanitários acessíveis, balcões rebaixados e mesas adequadas para cadeirantes. Esses recursos mostram que a acessibilidade precisa ser pensada em diferentes dimensões: no deslocamento, no acesso à informação, na comunicação e na participação acadêmica.

Outro ponto importante é a formação da comunidade universitária. Em ação chamada “Diálogos sobre Inclusão e Acessibilidade”, o Programa Mackenzie Inclusão, em parceria com o PROATO e o Centro de Comunicação e Letras, promoveu capacitação e conscientização de professores da graduação sobre inclusão de alunos com deficiência. A atividade abordou temas como métodos avaliativos, adaptações para melhor compreensão dos conteúdos e o papel do intérprete de Libras no acompanhamento do estudante em sala.

Quando a acessibilidade é vivida na prática

Além das informações institucionais, a experiência concreta de quem participa de atividades no campus ajuda a mostrar como a acessibilidade acontece no cotidiano.

O saxofonista Gabriel Sznelvar, integrante da Compulsão Sonora, relatou sua experiência em um evento recente realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie: um simpósio sobre esquizofrenia e esquizofrenia paranoide. A apresentação musical da Compulsão Sonora participou do encerramento do dia, unindo arte, reflexão e inclusão.

Em seu depoimento, Gabriel destacou que o Mackenzie dispõe de uma acessibilidade que ele classificou como de “altíssima categoria”, permitindo que alunos com deficiência possam estudar diferentes disciplinas com mais autonomia. Ele mencionou a existência de recursos como carrinho de golfe para pessoas com dificuldade de locomoção, dispositivos de ampliação e audiodescrição em salas de aula, além do apoio de professores tutores e profissionais preparados para lidar com diferentes necessidades, inclusive de pessoas com deficiência auditiva.

O relato ganha força quando Gabriel descreve a chegada ao evento. Segundo ele, ao participar do simpósio, foi conduzido da entrada da universidade até o edifício MackGraphe em um carrinho de golfe. No mesmo transporte estavam uma colega da banda com déficit locomotor e sua esposa, que tem deficiência visual. Gabriel ressaltou que o condutor foi muito atencioso tanto na ida ao edifício quanto no retorno à entrada principal da universidade.

Esse detalhe é importante porque mostra que acessibilidade não se resume a equipamentos ou estruturas. Um recurso físico, como o transporte interno, torna-se ainda mais significativo quando vem acompanhado de cuidado humano, orientação, respeito e atenção às necessidades de cada pessoa.

O depoimento de Gabriel também reforça uma ideia essencial: a pessoa com deficiência não deve ser vista apenas como alguém que precisa de adaptação, mas como alguém que participa, contribui, estuda, trabalha, toca, canta, ensina, aprende e ocupa espaços culturais e acadêmicos. A presença da Compulsão Sonora no encerramento do simpósio mostra que a inclusão também passa pela arte e pela convivência.

Acessibilidade é permanência, participação e pertencimento

A experiência relatada por Gabriel Sznelvar dialoga diretamente com os recursos institucionais divulgados pelo Mackenzie. Quando uma universidade oferece apoio pedagógico, tecnologia assistiva, biblioteca acessível, formação de professores, atendimento especializado e recursos de mobilidade, ela ajuda a transformar o ambiente acadêmico em um espaço mais justo.

Mas a inclusão verdadeira vai além de cumprir normas. Ela acontece quando a pessoa com deficiência sente que pode chegar, circular, assistir, participar, estudar e contribuir sem ser tratada como obstáculo ou exceção.

No ensino superior, isso é fundamental. Muitos estudantes com deficiência ainda enfrentam medo, insegurança e falta de informação antes de ingressar em uma universidade. Famílias também se perguntam se haverá apoio suficiente, se o aluno conseguirá acompanhar as aulas, se os professores estarão preparados e se o ambiente será acolhedor.

Por isso, divulgar iniciativas de acessibilidade é uma forma de fortalecer direitos. Quanto mais a sociedade conhece os recursos existentes, mais estudantes podem se sentir encorajados a ocupar espaços que também lhes pertencem.

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, falar sobre acessibilidade universitária é falar sobre futuro. É lembrar que a pessoa com deficiência tem direito à educação, à cultura, ao trabalho, à convivência e à participação plena na sociedade.

O caso do Mackenzie mostra que acessibilidade precisa ser construída em várias frentes: nos programas de apoio ao estudante, nos professores preparados, nos materiais acessíveis, nas bibliotecas adaptadas, no transporte interno, na comunicação inclusiva e, principalmente, na postura humana de acolhimento.

Afinal, inclusão não é favor. Inclusão é direito. E quando a universidade abre caminhos, a pessoa com deficiência não apenas chega ao ensino superior: ela permanece, participa e deixa sua marca.

Fontes

Universidade Presbiteriana Mackenzie – Programa de Atenção e Orientação aos Discentes, PROATO.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Biblioteca George Alexander: Acessibilidade.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Diálogos sobre Inclusão e Acessibilidade.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Relatório Anual 2024.
Depoimento de Gabriel Sznelvar, saxofonista da Compulsão Sonora, sobre participação em evento recente na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Texto produzido com inteligência artificial.

Autores responsáveis: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira e Gabriel Sznelvar.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma — 26 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrado em 26 de maio, é uma data de conscientização sobre uma doença silenciosa, progressiva e muito séria. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 10.456/2002 e tem como objetivo alertar a população sobre a importância do acompanhamento oftalmológico regular.

O glaucoma atinge o nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais dos olhos ao cérebro. Em muitos casos, a doença está associada ao aumento da pressão intraocular, mas apenas o médico oftalmologista pode avaliar corretamente cada situação.

O grande perigo do glaucoma é que ele pode evoluir sem sintomas durante muito tempo. A pessoa pode não sentir dor, não perceber alterações importantes e, quando nota alguma dificuldade, a perda visual já pode estar avançada. Um sinal comum nas fases mais tardias é a perda da visão periférica, quando a pessoa passa a enxergar o que está à frente, mas começa a não perceber bem o que está dos lados.

Por isso, o exame oftalmológico regular é essencial. O Ministério da Saúde reforça que o acompanhamento adequado ajuda a prevenir e tratar o glaucoma, considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

Quem deve ter atenção redobrada?

Alguns grupos precisam de cuidado especial: pessoas acima dos 40 anos, quem tem histórico familiar de glaucoma, pessoas com pressão ocular elevada, diabetes, miopia alta, uso prolongado de corticoides ou outras condições oculares. Mas a orientação mais segura é simples: consultar o oftalmologista periodicamente, mesmo quando a visão parece estar boa.

Glaucoma tem tratamento?

O glaucoma é uma doença crônica e, em geral, não tem cura definitiva, mas pode ser controlado. O tratamento pode envolver colírios, laser ou cirurgia, conforme avaliação médica. O objetivo é reduzir a pressão intraocular e impedir que a doença continue danificando o nervo óptico.

Também é importante lembrar: o tratamento precisa ser seguido com disciplina. Colírio usado “de vez em quando” não protege como deveria. Quando o médico orienta horários e acompanhamento, isso faz parte da preservação da visão.

Um olhar especial para quem já convive com deficiência visual

Falar sobre glaucoma também é falar de acessibilidade, acolhimento e respeito. Muitas pessoas com baixa visão ou cegueira enfrentam desafios diários que vão além da saúde ocular: dificuldade de locomoção, barreiras em serviços públicos, falta de informação acessível e pouca compreensão da sociedade.

Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma não deve ser apenas um alerta médico. Ele também deve ser um convite à empatia: orientar familiares, ajudar idosos a marcar consultas, lembrar alguém de usar corretamente o colírio, oferecer apoio sem infantilizar e defender ambientes mais acessíveis.

Mensagem final

Cuidar da visão é um gesto de amor pela vida. O glaucoma pode ser silencioso, mas a prevenção não precisa ser. Uma consulta, um exame e um diagnóstico precoce podem fazer toda a diferença.

Neste 26 de maio, compartilhe informação. Incentive o cuidado. Ajude alguém a enxergar o futuro com mais segurança.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.