quinta-feira, 21 de maio de 2026
Saúde mental e dignidade: o sentido do Dia Nacional da Luta Antimanicomial
quarta-feira, 20 de maio de 2026
TRE-SP busca voluntários com conhecimento em Libras para as Eleições 2026
Com o tema “Traduza a cidadania em Libras. Seja Apoio Libras nas Eleições 2026!”, a iniciativa reforça que democracia de verdade precisa alcançar todo mundo. Não basta garantir o direito ao voto no papel: é preciso criar condições reais para que cada pessoa seja atendida com respeito, autonomia e dignidade no dia da eleição.
O TRE-SP informa que pessoas com conhecimento em Libras podem atuar como apoio no atendimento a eleitores com deficiência auditiva. O cadastro é feito por formulário próprio disponibilizado pelo Tribunal, dentro da página dedicada a mesários e apoios logísticos com conhecimento em Libras. A própria carta de serviços de acessibilidade da Justiça Eleitoral paulista destaca esse cadastramento como uma medida concreta de inclusão.
Esse tipo de ação merece destaque porque mostra que acessibilidade não é favor, nem detalhe: é condição de cidadania. Muitas vezes, a pessoa com deficiência chega aos espaços públicos e encontra barreiras de comunicação que poderiam ser evitadas com planejamento e sensibilidade. Quando a Justiça Eleitoral chama voluntários com Libras, ela envia um recado importante: a participação política das pessoas com deficiência precisa ser levada a sério.
Além de ajudar no funcionamento do pleito, a campanha também convida a sociedade a enxergar a inclusão como responsabilidade coletiva. Quem conhece Libras pode fazer diferença de forma muito prática, ajudando a transformar o dia da votação em uma experiência mais acolhedora, compreensível e humana para muitas pessoas.
Num país em que ainda se fala pouco sobre acessibilidade eleitoral, iniciativas assim precisam ser valorizadas, divulgadas e ampliadas. Quanto mais recursos de comunicação estiverem disponíveis, maior será a chance de uma participação efetiva e menos excludente. Votar é um direito. Ser compreendido no momento do voto também deveria ser tratado como algo básico.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal: quando a dor existe, mesmo que ninguém veja
A Doença Inflamatória Intestinal, conhecida pela sigla DII, envolve inflamações crônicas do trato digestivo. Ela pode estar relacionada a fatores imunológicos, genéticos e ambientais, e pode afetar profundamente a rotina de quem convive com ela. Em muitos casos, a pessoa parece bem aos olhos dos outros, mas está enfrentando dor abdominal, fadiga, alterações intestinais, restrições alimentares, medo de passar mal em público e impacto emocional.
Por isso, falar de DII também é falar de doenças invisíveis.
Nem toda deficiência, limitação ou sofrimento pode ser visto em uma cadeira de rodas, em uma bengala, em um aparelho auditivo ou em uma cicatriz. Algumas batalhas acontecem dentro do corpo, dentro da mente e dentro da rotina. E justamente por não serem visíveis, muitas vezes são menos compreendidas.
A pessoa com DII pode precisar sair correndo para o banheiro. Pode recusar um alimento não por frescura, mas por cuidado. Pode cancelar um compromisso não por desinteresse, mas por crise. Pode estar sorrindo e, ao mesmo tempo, suportando uma dor que ninguém percebe. Pode parecer “normal” e ainda assim precisar de acolhimento, paciência e adaptações.
É aqui que entra a acessibilidade.
Quando pensamos em acessibilidade, muitas vezes lembramos de rampas, elevadores, Libras, audiodescrição e piso tátil. Tudo isso é essencial. Mas a acessibilidade também passa por banheiros disponíveis e limpos, por ambientes de trabalho flexíveis, por escolas que compreendem ausências justificadas, por filas humanizadas, por atendimentos sem constrangimento e por uma sociedade que não exige explicações humilhantes para acreditar na dor do outro.
A campanha mundial de 2026 reforça justamente que a DII é “mais que o intestino”, pois envolve também estresse, relacionamentos, saúde mental, dor e aspectos da vida cotidiana que muitas vezes ficam escondidos.
No Brasil, ainda há desafios importantes. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, cerca de 41% dos pacientes levam em média 12 meses para receber o diagnóstico. Esse dado mostra como a falta de informação pode prolongar o sofrimento e atrasar o cuidado adequado.
Por isso, o respeito começa com uma atitude simples: não julgar.
Não diga que é exagero.
Não diga que é falta de fé.
Não diga que é “coisa da cabeça”.
Não diga que a pessoa só precisa comer melhor.
Não trate uma crise como preguiça.
Não transforme uma necessidade íntima em motivo de vergonha.
Empatia é entender que nem toda dor pede espetáculo. Algumas dores pedem apenas silêncio, acolhimento e respeito.
No Cantinho dos Amigos Especiais, defendemos uma inclusão que olhe para a pessoa inteira. A pessoa com Doença Inflamatória Intestinal não precisa apenas de tratamento médico. Ela precisa de informação, acolhimento, políticas públicas, acessibilidade, compreensão no trabalho, apoio familiar e respeito social.
O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal nos lembra que existem pessoas lutando todos os dias para estudar, trabalhar, cuidar da família, participar da vida social e manter a esperança, mesmo quando o próprio corpo impõe limites.
Que neste 19 de maio possamos vestir, simbolicamente, o roxo da conscientização, mas principalmente vestir o coração com mais humanidade.
Porque uma doença invisível não é uma doença imaginária.
Porque uma pessoa que parece bem pode estar precisando de apoio.
Porque acessibilidade também é permitir que o outro exista sem precisar provar sua dor o tempo todo.
Respeitar é também incluir.
Fontes
Biblioteca Virtual em Saúde — Ministério da Saúde: “Mais que o intestino” — 19/5, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal 2026.
Biblioteca Virtual em Saúde — Ministério da Saúde: 19/5, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal.
Healthline: informações gerais sobre o World IBD Day e doenças invisíveis associadas à DII.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Comissão da Câmara aprova transporte gratuito “porta a porta” para pessoas com deficiência
Segundo a Agência Câmara, a proposta está no PL 4968/2023 e altera a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Hoje, a legislação já exige adaptações de acessibilidade nos ônibus comuns, mas o próprio texto reconhece que isso nem sempre resolve a situação de quem enfrenta limitações físicas mais graves. Por isso, a ideia é criar um serviço especial, pensado especificamente para esse público. 【turn399242search0】
Na prática, o projeto determina que as prefeituras incluam esse serviço especial em seus planos de mobilidade urbana. Caso a proposta vire lei, os municípios terão 180 dias para se adaptar, contados a partir da publicação da norma. O objetivo é garantir um mecanismo mais direto de transporte, em vez de deixar a pessoa depender apenas da estrutura geral do sistema coletivo, que muitas vezes não atende bem suas necessidades. 【turn399242search0】
O relator da proposta, deputado Ícaro de Valmir, recomendou a aprovação e destacou que o texto não retira a autonomia das prefeituras. Segundo ele, a medida estabelece uma diretriz, mas respeita as diferentes realidades locais. Esse ponto é relevante porque mostra que o projeto tenta criar um direito nacional sem ignorar as diferenças de estrutura e organização entre os municípios brasileiros. 【turn399242search0】
A proposta foi apresentada pelo deputado Eriberto Medeiros, que se inspirou no programa PE Conduz, de Pernambuco. Esse modelo busca o passageiro em pontos de embarque próximos de casa, usando veículos adaptados para levá-lo até o destino com mais segurança. A referência é importante porque indica que a ideia não surgiu apenas no papel: ela parte de uma experiência prática já conhecida. 【turn399242search0】
Para o Cantinho dos Amigos Especiais, essa é uma pauta muito importante porque fala de um direito básico: o direito de ir e vir. Quando a pessoa com deficiência não consegue sair de casa com autonomia ou depende de soluções improvisadas para chegar a uma consulta, a um curso, ao trabalho ou a qualquer compromisso, a exclusão deixa de ser teórica e passa a ser vivida no cotidiano. Essa leitura é uma inferência coerente com o objetivo do projeto e com a realidade que ele tenta enfrentar. 【turn399242search0】
Também é importante lembrar que o projeto ainda não virou lei. Depois da aprovação na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Só depois de avançar na Câmara e no Senado poderá se transformar em norma definitiva. 【turn399242search0】
Mesmo assim, o avanço já merece atenção. Em um país onde a acessibilidade no transporte ainda é irregular e muitas vezes insuficiente, a criação de um serviço “porta a porta” para quem tem dificuldade severa de locomoção representa um passo concreto em direção a uma mobilidade mais humana. No fim das contas, inclusão também é isso: garantir que a cidade possa ser alcançada por todos. Essa conclusão é uma inferência baseada no alcance e no impacto potencial da proposta. 【turn399242search0】
Fonte:
Agência Câmara Notícias — notícia oficial sobre a aprovação, em comissão, do projeto que cria transporte gratuito “porta a porta” para pessoas com deficiência, publicada em 14 de maio de 2026.



