quarta-feira, 27 de maio de 2026

Dia do Serviço de Saúde: uma reflexão sobre cuidado, acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência

Em 27 de maio, é lembrado o Dia do Serviço de Saúde, data historicamente ligada ao Serviço de

Saúde do Exército Brasileiro
e à memória de seu patrono, o médico e militar João Severiano da Fonseca, nascido em 27 de maio de 1836.

A partir dessa referência histórica, o Cantinho dos Amigos Especiais propõe uma reflexão mais ampla, sem qualquer recorte político ou ideológico: todo serviço de saúde — seja militar, público, privado, filantrópico ou comunitário — precisa estar preparado para acolher as pessoas com deficiência com acessibilidade, respeito, escuta e atendimento humanizado.

Falar em serviço de saúde é falar de muitas mãos que cuidam. Médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, dentistas, farmacêuticos, assistentes sociais, recepcionistas, equipes administrativas, profissionais da limpeza, transporte e apoio: todos fazem parte de uma rede essencial para a proteção da vida.

No entanto, para muitas pessoas com deficiência, buscar atendimento em saúde ainda pode ser uma experiência marcada por barreiras. Algumas são visíveis, como a falta de rampas, elevadores, banheiros acessíveis, macas adequadas, sinalização clara ou espaços de circulação seguros. Outras são menos visíveis, mas igualmente dolorosas: a pressa no atendimento, a linguagem difícil, a falta de paciência para explicar um procedimento, a ausência de Libras, a pouca atenção às necessidades de pessoas com deficiência visual, intelectual, física, auditiva, psicossocial ou múltipla.

Há também uma barreira muito comum: quando o profissional fala apenas com o acompanhante e esquece que o paciente está ali, presente, consciente, com sentimentos, vontades e direito de participar das decisões sobre sua própria saúde. A pessoa com deficiência não deve ser tratada como incapaz, invisível ou infantilizada. Ela é sujeito de direitos e merece ser ouvida diretamente, sempre que possível.

Atendimento humanizado começa em atitudes simples. Perguntar: “Como posso ajudar melhor?” Explicar o que será feito antes de tocar no paciente. Respeitar o tempo de resposta. Falar com clareza. Oferecer apoio sem impor ajuda. Garantir privacidade. Evitar julgamentos. Tratar cada pessoa pelo nome, com dignidade e respeito.

A acessibilidade em saúde também precisa ser compreendida de forma ampla. Para uma pessoa com deficiência visual, pode significar orientação segura no ambiente, descrição verbal dos procedimentos, letras ampliadas, bom contraste e documentos acessíveis. Para uma pessoa surda, pode envolver Libras, legendas, comunicação visual ou recursos que garantam entendimento. Para uma pessoa com mobilidade reduzida, pode significar rampas, cadeiras de rodas disponíveis, macas ajustáveis, portas largas e banheiros adaptados. Para pessoas autistas, com deficiência intelectual ou sofrimento psíquico, pode significar linguagem simples, ambiente mais calmo, previsibilidade e acolhimento sem preconceito.

É importante lembrar: acessibilidade não é favor. É condição para que o direito à saúde seja exercido com igualdade. Um atendimento verdadeiramente inclusivo não se limita a tratar a doença. Ele considera a pessoa inteira: seu corpo, sua história, suas limitações, sua autonomia, sua comunicação, sua família e sua dignidade.

Neste Dia do Serviço de Saúde, o convite é para reconhecer o valor de todos os profissionais que se dedicam ao cuidado e, ao mesmo tempo, refletir sobre os caminhos que ainda precisam ser melhorados. A técnica é indispensável, mas o acolhimento também cura. O conhecimento salva vidas, mas a empatia sustenta a confiança. O procedimento pode ser necessário, mas uma palavra respeitosa pode transformar a experiência de quem chega fragilizado.

Que cada serviço de saúde, em qualquer esfera, seja cada vez mais acessível, preparado e humano. Que a pessoa com deficiência seja recebida não como obstáculo, mas como cidadã. Não como exceção, mas como parte legítima da sociedade. Não como alguém a ser apenas atendido, mas como alguém a ser respeitado.

Cuidar da saúde é cuidar da vida. E cuidar da vida exige competência, sensibilidade, acessibilidade e amor ao próximo.

Texto e imagme produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Universidade Mackenzie: inclusão, apoio e acessibilidade no ensino superior

A inclusão no ensino superior não começa e termina na matrícula. Para que uma pessoa com deficiência possa estudar com dignidade, é preciso que a universidade ofereça recursos, acolhimento, orientação, acessibilidade física, comunicacional, tecnológica e pedagógica.

Na cidade de São Paulo, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialmente em seu tradicional campus Higienópolis, apresenta um conjunto de iniciativas voltadas ao apoio de estudantes com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas.

Um dos principais serviços nessa área é o Programa de Atenção e Orientação aos Discentes, conhecido como PROATO. Segundo a própria universidade, o programa tem como objetivo acolher, orientar e apoiar estudantes de acordo com suas dificuldades e necessidades, acompanhando o aluno desde o vestibular até a conclusão do curso.

O PROATO atua no suporte psicopedagógico, na orientação de estudos, na escuta das demandas dos estudantes e no apoio aos professores, buscando reduzir barreiras que possam prejudicar a permanência, a participação e o bom desempenho acadêmico de alunos com deficiência ou necessidades educacionais específicas. A universidade informa que o programa foi criado em 2015 e contribui para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo, equitativo e acessível.

Esse trabalho também aparece em números. No Relatório Anual 2024, o Mackenzie informa que o PROATO realizou 852 atendimentos a 455 estudantes com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas, com o objetivo de minimizar barreiras de permanência, participação e sucesso na vida acadêmica.

A acessibilidade também está presente nos serviços da Biblioteca George Alexander, no campus Higienópolis. A biblioteca informa disponibilizar recursos como livros em Braille, acervo eletrônico acessível, parceria com a Dorinateca da Fundação Dorina Nowill, atendimento em Libras, capacitações on-line com uso do leitor de tela NVDA, computadores com DOSVOX e NVDA, fones de ouvido, teclado ampliado para baixa visão e teclado adaptado em Braille.

Além dos recursos tecnológicos, a biblioteca também aponta medidas de acessibilidade arquitetônica, como piso tátil, rampas de acesso, corrimãos, sanitários acessíveis, balcões rebaixados e mesas adequadas para cadeirantes. Esses recursos mostram que a acessibilidade precisa ser pensada em diferentes dimensões: no deslocamento, no acesso à informação, na comunicação e na participação acadêmica.

Outro ponto importante é a formação da comunidade universitária. Em ação chamada “Diálogos sobre Inclusão e Acessibilidade”, o Programa Mackenzie Inclusão, em parceria com o PROATO e o Centro de Comunicação e Letras, promoveu capacitação e conscientização de professores da graduação sobre inclusão de alunos com deficiência. A atividade abordou temas como métodos avaliativos, adaptações para melhor compreensão dos conteúdos e o papel do intérprete de Libras no acompanhamento do estudante em sala.

Quando a acessibilidade é vivida na prática

Além das informações institucionais, a experiência concreta de quem participa de atividades no campus ajuda a mostrar como a acessibilidade acontece no cotidiano.

O saxofonista Gabriel Sznelvar, integrante da Compulsão Sonora, relatou sua experiência em um evento recente realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie: um simpósio sobre esquizofrenia e esquizofrenia paranoide. A apresentação musical da Compulsão Sonora participou do encerramento do dia, unindo arte, reflexão e inclusão.

Em seu depoimento, Gabriel destacou que o Mackenzie dispõe de uma acessibilidade que ele classificou como de “altíssima categoria”, permitindo que alunos com deficiência possam estudar diferentes disciplinas com mais autonomia. Ele mencionou a existência de recursos como carrinho de golfe para pessoas com dificuldade de locomoção, dispositivos de ampliação e audiodescrição em salas de aula, além do apoio de professores tutores e profissionais preparados para lidar com diferentes necessidades, inclusive de pessoas com deficiência auditiva.

O relato ganha força quando Gabriel descreve a chegada ao evento. Segundo ele, ao participar do simpósio, foi conduzido da entrada da universidade até o edifício MackGraphe em um carrinho de golfe. No mesmo transporte estavam uma colega da banda com déficit locomotor e sua esposa, que tem deficiência visual. Gabriel ressaltou que o condutor foi muito atencioso tanto na ida ao edifício quanto no retorno à entrada principal da universidade.

Esse detalhe é importante porque mostra que acessibilidade não se resume a equipamentos ou estruturas. Um recurso físico, como o transporte interno, torna-se ainda mais significativo quando vem acompanhado de cuidado humano, orientação, respeito e atenção às necessidades de cada pessoa.

O depoimento de Gabriel também reforça uma ideia essencial: a pessoa com deficiência não deve ser vista apenas como alguém que precisa de adaptação, mas como alguém que participa, contribui, estuda, trabalha, toca, canta, ensina, aprende e ocupa espaços culturais e acadêmicos. A presença da Compulsão Sonora no encerramento do simpósio mostra que a inclusão também passa pela arte e pela convivência.

Acessibilidade é permanência, participação e pertencimento

A experiência relatada por Gabriel Sznelvar dialoga diretamente com os recursos institucionais divulgados pelo Mackenzie. Quando uma universidade oferece apoio pedagógico, tecnologia assistiva, biblioteca acessível, formação de professores, atendimento especializado e recursos de mobilidade, ela ajuda a transformar o ambiente acadêmico em um espaço mais justo.

Mas a inclusão verdadeira vai além de cumprir normas. Ela acontece quando a pessoa com deficiência sente que pode chegar, circular, assistir, participar, estudar e contribuir sem ser tratada como obstáculo ou exceção.

No ensino superior, isso é fundamental. Muitos estudantes com deficiência ainda enfrentam medo, insegurança e falta de informação antes de ingressar em uma universidade. Famílias também se perguntam se haverá apoio suficiente, se o aluno conseguirá acompanhar as aulas, se os professores estarão preparados e se o ambiente será acolhedor.

Por isso, divulgar iniciativas de acessibilidade é uma forma de fortalecer direitos. Quanto mais a sociedade conhece os recursos existentes, mais estudantes podem se sentir encorajados a ocupar espaços que também lhes pertencem.

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, falar sobre acessibilidade universitária é falar sobre futuro. É lembrar que a pessoa com deficiência tem direito à educação, à cultura, ao trabalho, à convivência e à participação plena na sociedade.

O caso do Mackenzie mostra que acessibilidade precisa ser construída em várias frentes: nos programas de apoio ao estudante, nos professores preparados, nos materiais acessíveis, nas bibliotecas adaptadas, no transporte interno, na comunicação inclusiva e, principalmente, na postura humana de acolhimento.

Afinal, inclusão não é favor. Inclusão é direito. E quando a universidade abre caminhos, a pessoa com deficiência não apenas chega ao ensino superior: ela permanece, participa e deixa sua marca.

Fontes

Universidade Presbiteriana Mackenzie – Programa de Atenção e Orientação aos Discentes, PROATO.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Biblioteca George Alexander: Acessibilidade.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Diálogos sobre Inclusão e Acessibilidade.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Relatório Anual 2024.
Depoimento de Gabriel Sznelvar, saxofonista da Compulsão Sonora, sobre participação em evento recente na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Texto produzido com inteligência artificial.

Autores responsáveis: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira e Gabriel Sznelvar.

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma — 26 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, lembrado em 26 de maio, é uma data de conscientização sobre uma doença silenciosa, progressiva e muito séria. No Brasil, a data foi instituída pela Lei nº 10.456/2002 e tem como objetivo alertar a população sobre a importância do acompanhamento oftalmológico regular.

O glaucoma atinge o nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais dos olhos ao cérebro. Em muitos casos, a doença está associada ao aumento da pressão intraocular, mas apenas o médico oftalmologista pode avaliar corretamente cada situação.

O grande perigo do glaucoma é que ele pode evoluir sem sintomas durante muito tempo. A pessoa pode não sentir dor, não perceber alterações importantes e, quando nota alguma dificuldade, a perda visual já pode estar avançada. Um sinal comum nas fases mais tardias é a perda da visão periférica, quando a pessoa passa a enxergar o que está à frente, mas começa a não perceber bem o que está dos lados.

Por isso, o exame oftalmológico regular é essencial. O Ministério da Saúde reforça que o acompanhamento adequado ajuda a prevenir e tratar o glaucoma, considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

Quem deve ter atenção redobrada?

Alguns grupos precisam de cuidado especial: pessoas acima dos 40 anos, quem tem histórico familiar de glaucoma, pessoas com pressão ocular elevada, diabetes, miopia alta, uso prolongado de corticoides ou outras condições oculares. Mas a orientação mais segura é simples: consultar o oftalmologista periodicamente, mesmo quando a visão parece estar boa.

Glaucoma tem tratamento?

O glaucoma é uma doença crônica e, em geral, não tem cura definitiva, mas pode ser controlado. O tratamento pode envolver colírios, laser ou cirurgia, conforme avaliação médica. O objetivo é reduzir a pressão intraocular e impedir que a doença continue danificando o nervo óptico.

Também é importante lembrar: o tratamento precisa ser seguido com disciplina. Colírio usado “de vez em quando” não protege como deveria. Quando o médico orienta horários e acompanhamento, isso faz parte da preservação da visão.

Um olhar especial para quem já convive com deficiência visual

Falar sobre glaucoma também é falar de acessibilidade, acolhimento e respeito. Muitas pessoas com baixa visão ou cegueira enfrentam desafios diários que vão além da saúde ocular: dificuldade de locomoção, barreiras em serviços públicos, falta de informação acessível e pouca compreensão da sociedade.

Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma não deve ser apenas um alerta médico. Ele também deve ser um convite à empatia: orientar familiares, ajudar idosos a marcar consultas, lembrar alguém de usar corretamente o colírio, oferecer apoio sem infantilizar e defender ambientes mais acessíveis.

Mensagem final

Cuidar da visão é um gesto de amor pela vida. O glaucoma pode ser silencioso, mas a prevenção não precisa ser. Uma consulta, um exame e um diagnóstico precoce podem fazer toda a diferença.

Neste 26 de maio, compartilhe informação. Incentive o cuidado. Ajude alguém a enxergar o futuro com mais segurança.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia Nacional da Adoção: quando o amor encontra um lar

No Brasil, o Dia Nacional da Adoção é celebrado em 25 de maio. A data foi instituída pela Lei nº 10.447/2002, com o objetivo de dar visibilidade à adoção e estimular a sociedade a refletir sobre o direito de crianças e adolescentes crescerem em família. (Portal da Câmara dos Deputados)

Mais do que uma data comemorativa, este dia é um convite à consciência. Adoção não é caridade, favor ou substituição de um sonho frustrado. Adoção é filiação. É o reconhecimento legal, afetivo e definitivo de que uma criança ou adolescente passa a ser filho, com os mesmos direitos, vínculos e dignidade de qualquer outro filho.

Adotar é abrir espaço para uma história que já começou antes do encontro com a nova família. Por isso, a adoção exige amor, mas também exige preparo, escuta, paciência e responsabilidade. Muitas crianças chegam com marcas de abandono, perdas, separações e inseguranças. O amor, nesses casos, não apaga o passado como mágica, mas pode oferecer um presente seguro e um futuro possível.

Também é importante lembrar que o centro da adoção não deve ser apenas o desejo dos adultos de ter filhos, mas principalmente o direito da criança e do adolescente à convivência familiar e comunitária. A adoção existe para proteger quem precisa de família, afeto, estabilidade, cuidado e pertencimento.

Adoção de crianças com deficiência: amor que também precisa de estrutura

Quando falamos em adoção, é necessário dedicar atenção especial às crianças e adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas. Elas também têm direito a crescer em família, a receber carinho, proteção, educação, saúde, acessibilidade e oportunidades de desenvolvimento.

A legislação brasileira reconhece essa realidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura prioridade no cadastro para pessoas interessadas em adotar criança ou adolescente com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde. (Planalto) A Lei nº 12.955/2014 também estabeleceu prioridade de tramitação para processos de adoção nesses casos. (Ibdfam)

Mas a prioridade legal, sozinha, não resolve tudo. Ainda existe muito medo, desconhecimento e preconceito. Algumas famílias imaginam que não serão capazes de cuidar de uma criança com deficiência. Outras têm receio dos tratamentos, das adaptações da casa, da escola, da rotina médica ou das limitações futuras.

Esses medos precisam ser acolhidos, mas também precisam ser enfrentados com informação. Criança com deficiência não é “peso”, não é “missão impossível” e não é “ato heroico” de quem adota. Ela é, antes de tudo, uma criança: com personalidade, afetos, gostos, sonhos, possibilidades e direito de ser amada sem ser reduzida ao diagnóstico.

Adotar uma criança com deficiência exige rede de apoio, acompanhamento profissional quando necessário, acessibilidade, inclusão escolar e disposição para aprender. Mas também pode revelar uma forma profunda de amor: aquela que não escolhe apenas o caminho mais fácil, e sim o caminho possível para que uma vida seja acolhida com dignidade.

Adoção é pertencimento

O Dia Nacional da Adoção nos lembra que nenhuma criança deveria crescer sentindo que não pertence a ninguém. Toda criança precisa de alguém que a espere, que a defenda, que comemore suas conquistas, que esteja presente nas consultas, nas reuniões escolares, nas noites difíceis e nos pequenos milagres do cotidiano.

Adotar é dizer: “sua história importa, sua vida tem valor, você tem lugar nesta casa e neste coração”.

Que esta data ajude a sociedade a olhar com mais humanidade para todas as crianças e adolescentes que aguardam uma família — especialmente aqueles que, por idade, grupo de irmãos, deficiência ou condição de saúde, muitas vezes esperam mais tempo.

Porque a adoção verdadeira não procura uma criança perfeita. Ela constrói, com responsabilidade e ternura, uma família real.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Ceará elege entidades da sociedade civil para compor o CEDEF no biênio 2026-2028

A participação da sociedade civil em conselhos de direitos é uma das formas mais importantes de acompanhar, propor e fortalecer políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. No Ceará, esse processo ganhou novo passo com a eleição das entidades que irão compor o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDEF) no biênio 2026-2028. A eleição foi realizada em 20 de maio de 2026, e o resultado foi divulgado oficialmente em 22 de maio de 2026 pela Secretaria dos Direitos Humanos do Estado.

De acordo com a publicação oficial, o processo ocorreu no auditório da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará, órgão ao qual o colegiado está vinculado, seguindo as regras previstas no edital nº 04/2026. Participaram da eleição seis entidades representativas da sociedade civil, que apresentaram suas candidaturas e concorreram conforme os segmentos definidos para representação no conselho.

Entre as instituições participantes estavam a Associação Cearense do Esporte Adaptado (ACEA), a Associação de Cegos do Estado do Ceará (ACEC), a Associação dos Ostomizados do Estado do Ceará (AOECE), a Associação D’Eficiência Superando Limites (ADESUL), a Associação dos Moradores de Pajuçara (AMPARE) e a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB).

Ao final da votação, foram eleitas para integrar o colegiado a ACEC, no segmento da deficiência visual; a AOECE, no segmento da deficiência orgânica; a ADESUL, no segmento da deficiência física; e a APABB, no segmento da deficiência mental e intelectual. No segmento da deficiência múltipla, houve acordo entre as entidades participantes, ficando a AMPARE como representante titular e a ACEA como suplente. As entidades eleitas ainda deverão formalizar a indicação de seus representantes titulares e suplentes para o novo mandato do conselho.

A notícia também destaca um ponto importante para reflexão: alguns segmentos previstos no edital não tiveram entidades inscritas no processo eleitoral. Foi o caso dos segmentos de deficiência auditiva, síndromes, Transtorno do Espectro Autista e deficiência decorrente de causas patológicas ou doenças raras. Segundo a Secretaria, caberá à próxima gestão do CEDEF adotar as providências necessárias para a realização de edital suplementar, buscando ampliar a representatividade desses grupos dentro do colegiado.

Mais do que uma formalidade administrativa, a composição de um conselho como o CEDEF tem impacto direto na defesa de direitos. É nesses espaços que diferentes demandas da população com deficiência podem ser apresentadas, debatidas e acompanhadas com mais proximidade. Quando a sociedade civil ocupa esses lugares, cresce a possibilidade de que temas como acessibilidade, inclusão, saúde, educação, mobilidade e participação social sejam tratados com maior atenção às necessidades reais da população.

Ao mesmo tempo, a ausência de representantes em alguns segmentos mostra que ainda existem desafios para garantir uma participação mais ampla e equilibrada. Fortalecer a divulgação dos editais, incentivar a organização das entidades e ampliar os canais de participação são passos importantes para que nenhum grupo fique sem voz nos espaços de deliberação e acompanhamento de políticas públicas.

A eleição do novo colegiado do CEDEF, portanto, é uma notícia relevante para quem acompanha a pauta da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência. Conselhos atuantes e representativos ajudam a transformar direitos previstos em lei em ações concretas que podem melhorar a vida de muitas pessoas.

Fontes:
Notícia oficial da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará sobre a eleição das entidades da sociedade civil para o CEDEF. 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.