quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Lavanderias de autoatendimento e acessibilidade: o que precisa ser lembrado?

As lavanderias de autoatendimento estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas. São práticas, modernas e oferecem uma solução rápida para lavar e secar roupas. Mas, quando pensamos em acessibilidade, é importante observar se esses espaços realmente conseguem atender bem pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e qualquer pessoa que precise de mais conforto, apoio ou tempo durante o uso do serviço.

A experiência da Alessandra em uma lavanderia desse tipo mostrou pontos positivos, mas também alguns desafios que merecem atenção. O ambiente era limpo, organizado e moderno. A lavadora estava em uma altura acessível, o que facilitou bastante o uso. O pagamento pelo aplicativo também funcionou bem, com um processo relativamente claro.

Por outro lado, a secadora ficava na parte superior, em uma altura mais difícil de alcançar. Para uma pessoa com limitação de movimento, dor, baixa visão ou dificuldade de equilíbrio, isso pode exigir ajuda de outra pessoa. E quando um serviço depende da ajuda de terceiros, a autonomia fica reduzida.

Outro ponto importante foi a falta de um assento ou apoio durante o pagamento pelo aplicativo. Mesmo quando o processo é simples, ele pode exigir atenção, tempo e concentração. Para pessoas com deficiência, idosos ou pessoas com dor, ter uma cadeira ou um ponto de apoio faz muita diferença.

A acessibilidade não está apenas em colocar um símbolo na porta. Ela aparece nos detalhes: equipamentos em diferentes alturas, letras maiores nas instruções, bom contraste visual, sinalização clara, possibilidade de apoio físico e uma equipe preparada para orientar quando necessário.

Entre as sugestões que podem tornar lavanderias de autoatendimento mais inclusivas, destacamos:

  • disponibilizar pelo menos uma secadora em altura acessível;
  • oferecer cadeira ou ponto de apoio para quem precisa aguardar ou realizar o pagamento;
  • manter instruções simples, com letras maiores e bom contraste;
  • melhorar a sinalização visual e, quando possível, tátil;
  • treinar a equipe para atender pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.

Quando um espaço é pensado com acessibilidade, ele não beneficia apenas um grupo específico. Ele se torna melhor para todos: para a pessoa idosa, para quem está com dor, para quem tem baixa visão, para quem tem dificuldade de locomoção, para quem está carregando peso ou simplesmente para quem precisa de um atendimento mais humano.

A experiência da Alê nos lembra que inclusão também se constrói no cotidiano. Uma lavanderia acessível não é luxo: é respeito, autonomia e acolhimento. Acessibilidade deve estar presente em todos os lugares, inclusive nos serviços simples do dia a dia.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autores responsáveis: Alessandra Frederico e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

23 de Setembro — Dia Internacional das Línguas de Sinais: a inclusão começa pela comunicação


Imagine viver em um mundo onde as pessoas ao seu redor não compreendessem a sua forma de se comunicar. Imagine precisar de atendimento médico, participar de uma aula, procurar emprego ou simplesmente conversar com alguém e encontrar barreiras que dificultassem sua comunicação.

Essa é uma realidade enfrentada por muitas pessoas surdas, não por falta de capacidade, mas pela ausência de acessibilidade e de reconhecimento das diferentes formas de comunicação.

No dia 23 de setembro, celebramos o Dia Internacional das Línguas de Sinais, uma data dedicada à valorização das línguas de sinais, ao reconhecimento da identidade linguística e cultural das comunidades surdas e à defesa do direito de todas as pessoas à comunicação.

Mais do que uma comemoração, é um convite para refletirmos sobre a importância de construir uma sociedade em que ninguém seja excluído por sua maneira de se expressar.

### 💙 Como surgiu essa data?

O Dia Internacional das Línguas de Sinais foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017 e celebrado pela primeira vez em 2018.

A escolha do dia 23 de setembro homenageia a fundação da Federação Mundial de Surdos (WFD), ocorrida em 1951, organização internacional dedicada à defesa dos direitos das pessoas surdas.

A data também reforça o compromisso com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que reconhece a importância das línguas de sinais e da acessibilidade à comunicação.

Segundo a Federação Mundial de Surdos, existem mais de 70 milhões de pessoas surdas no mundo, e a maioria vive em países em desenvolvimento.

### 🤟 Libras: muito mais do que gestos

No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras, é reconhecida pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, como meio legal de comunicação e expressão.

Mas você sabia que a Libras não é simplesmente uma versão gesticulada da Língua Portuguesa?

Ela possui estrutura gramatical própria, utilizando movimentos das mãos, expressões faciais, movimentos corporais e a organização do espaço para transmitir ideias, sentimentos e informações.

Por meio da Libras, pessoas surdas podem conversar, estudar, trabalhar, ensinar, contar histórias, compartilhar experiências e participar plenamente da vida em sociedade.

É importante compreender também que não existe uma língua de sinais universal. Cada comunidade pode desenvolver sua própria língua, com características linguísticas e culturais específicas.

A Libras, por exemplo, é diferente da Língua de Sinais Americana (ASL) e da Língua Gestual Portuguesa (LGP).

Reconhecer essa diversidade é também respeitar a riqueza cultural das comunidades surdas.

### 🌎 Acessibilidade é um direito, não um favor!

Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, as pessoas surdas ainda enfrentam barreiras que dificultam o exercício pleno de seus direitos.

Em muitas situações, a ausência de intérpretes de Libras, de profissionais capacitados e de recursos acessíveis compromete o acesso à informação, à educação, à saúde e ao mercado de trabalho.

Imagine uma pessoa surda chegando a um hospital e não conseguindo explicar seus sintomas. Ou um estudante que precisa acompanhar uma aula sem ter acesso à comunicação em sua língua.

Essas situações demonstram que a inclusão não depende apenas da vontade individual. Ela exige medidas concretas que garantam a participação de todos.

Entre essas medidas, destacamos:

* Disponibilizar intérpretes de Libras em escolas, hospitais, serviços públicos e eventos, conforme as necessidades de acessibilidade.

* Ampliar o ensino de Libras e a formação de profissionais capacitados.

* Garantir recursos de acessibilidade em conteúdos audiovisuais, plataformas digitais e meios de comunicação.

* Respeitar a identidade linguística e cultural da comunidade surda.

* Combater o preconceito e reconhecer as pessoas surdas como protagonistas de suas próprias histórias.

É importante lembrar que nem todas as pessoas surdas utilizam Libras ou possuem as mesmas necessidades de comunicação. Algumas utilizam a língua oral, a leitura labial, a comunicação escrita ou outros recursos.

Por isso, a verdadeira acessibilidade começa quando respeitamos a forma de comunicação escolhida por cada pessoa.

### 💛 O que podemos fazer para construir uma sociedade mais inclusiva?

Não precisamos esperar por grandes transformações para começar a fazer a diferença.

Aprender alguns sinais de Libras, respeitar o tempo de comunicação de uma pessoa surda, oferecer informações por escrito quando necessário e buscar compreender suas necessidades são atitudes que contribuem para uma convivência mais inclusiva.

Também é fundamental reconhecer que a pessoa surda não deve ser vista como alguém incapaz de se comunicar. Muitas vezes, a dificuldade está na ausência de recursos acessíveis ou na falta de conhecimento da sociedade sobre sua língua.

Quando ampliamos nossas formas de comunicação, criamos oportunidades para que mais pessoas participem das conversas, das decisões e dos espaços sociais.

A inclusão acontece quando deixamos de esperar que todas as pessoas se adaptem a uma única maneira de viver e começamos a construir ambientes que acolham a diversidade humana.

### 💙 Setembro Azul: um mês de valorização da comunidade surda

O Dia Internacional das Línguas de Sinais integra as celebrações do Setembro Azul, período dedicado à visibilidade da comunidade surda, à valorização de sua cultura e à conscientização sobre seus direitos.

No Brasil, o mês também inclui o Dia Nacional dos Surdos, celebrado em 26 de setembro.

Essas datas representam oportunidades para ampliar o conhecimento sobre a cultura surda, fortalecer o reconhecimento da Libras e incentivar ações que promovam a acessibilidade e a igualdade de oportunidades.

Mais do que lembrar as dificuldades enfrentadas pela comunidade surda, é importante reconhecer suas conquistas, sua história, sua identidade e sua contribuição para a sociedade.

### 🌻 Conclusão: comunicar é incluir!

Neste Dia Internacional das Línguas de Sinais, o Cantinho dos Amigos Especiais reafirma seu compromisso com a valorização da diversidade, da acessibilidade e do respeito às pessoas com deficiência. Que esta data nos incentive a reconhecer a importância das línguas de sinais, a combater as barreiras de comunicação e a construir espaços onde todas as pessoas possam expressar suas ideias, compartilhar seus sentimentos e exercer seus direitos. Afinal, uma sociedade verdadeiramente inclusiva não exige que todos se comuniquem da mesma maneira: ela aprende a reconhecer, respeitar e acolher as diferentes formas de comunicação. Porque toda pessoa tem uma voz, mesmo quando ela não é expressa por palavras faladas! 💙🤟

Cantinho dos Amigos Especiais — Inclusão, respeito e acessibilidade: construindo juntos um mundo com mais possibilidades para todos!

22 de Setembro - Dia Nacional do Atleta Paralímpico

 

No dia 22 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Atleta Paralímpico. A data foi instituída pela Lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, e passou a integrar oficialmente o calendário nacional. A escolha do dia também recorda a fundação do Comitê Paralímpico Internacional, criado em 22 de setembro de 1989, na Alemanha.

A comemoração ocorre logo depois do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. Essa proximidade reforça uma mensagem importante: o esporte paralímpico faz parte de uma luta mais ampla por acessibilidade, respeito, participação social e igualdade de oportunidades.

A origem do esporte paralímpico no Brasil

O movimento paralímpico brasileiro começou a ganhar forma no final da década de 1950. Em 1958, foram criados o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida, e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo, fundado por Sérgio Seraphin Del Grande. O basquete em cadeira de rodas teve papel fundamental nesse início.

O Brasil participou dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez em 1972, em Heidelberg, na então Alemanha Ocidental. A primeira medalha brasileira veio quatro anos depois, nos Jogos de Toronto, em 1976: Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a prata no lawn bowls, esporte semelhante à bocha praticado na grama.

A partir daqueles primeiros passos, construídos muitas vezes com poucos recursos e quase nenhuma visibilidade, o país desenvolveu uma estrutura paralímpica cada vez mais forte.

Conquistas que merecem ser celebradas

O Brasil tornou-se uma das grandes potências mundiais do esporte paralímpico. Atletas brasileiros conquistaram medalhas e recordes em modalidades como atletismo, natação, judô, bocha, halterofilismo, canoagem, tênis de mesa, goalball e futebol de cegos, entre tantas outras.

Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o país alcançou a melhor campanha de sua história: foram 88 medalhas — 25 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze. O resultado superou os 72 pódios conquistados tanto no Rio 2016 quanto em Tóquio 2020.

Mais do que os números, essas conquistas representam o talento, a disciplina e a dedicação de atletas, treinadores, atletas-guia, calheiros, profissionais de saúde, famílias e equipes técnicas. Representam também o trabalho de pessoas que, durante décadas, abriram caminhos para que as novas gerações pudessem encontrar melhores condições de treinamento e competição.

O que deve ser lembrado nesta data?

O Dia Nacional do Atleta Paralímpico não deve transformar o atleta em “herói” apenas por possuir uma deficiência. O atleta paralímpico é, antes de tudo, um profissional do esporte. Ele treina, compete, enfrenta cobranças, busca resultados e precisa ter seus direitos, sua carreira e sua competência reconhecidos.

A data também deve servir para combater o capacitismo. A deficiência não elimina o talento, a autonomia nem a capacidade de alcançar um desempenho esportivo de alto nível. Entretanto, também não devemos usar as conquistas dos atletas para afirmar que todas as pessoas com deficiência precisam “superar limites” ou realizar feitos extraordinários para serem respeitadas.

Toda pessoa com deficiência merece dignidade, acessibilidade e oportunidades, pratique ou não algum esporte.

Também é importante lembrar que o esporte não começa no pódio. Ele começa na escola, nos projetos comunitários, nos clubes, nas associações e nos espaços públicos acessíveis. Antes de representar o país, muitos atletas precisam descobrir que determinada modalidade existe e encontrar um local no qual possam praticá-la.

O que ainda falta conquistar?

Apesar dos avanços, o acesso ao esporte paralímpico ainda é desigual. Muitas crianças, adolescentes e adultos com deficiência não encontram atividades esportivas adaptadas perto de casa. Em diversas cidades faltam espaços acessíveis, equipamentos adequados, transporte, profissionais capacitados e programas permanentes de iniciação esportiva.

Também é necessário ampliar:

  • o esporte paralímpico dentro das escolas;

  • os projetos gratuitos de iniciação esportiva;

  • o acesso de pessoas com diferentes tipos de deficiência;

  • a participação de mulheres com deficiência;

  • a formação e a valorização dos profissionais;

  • o patrocínio para atletas e equipes;

  • a divulgação das competições durante todo o ano;

  • a acessibilidade nos locais de treinamento e nos eventos;

  • as oportunidades fora dos grandes centros urbanos;

  • o apoio aos atletas durante e depois da carreira esportiva.

A cobertura da imprensa também precisa ir além dos Jogos Paralímpicos. Os atletas continuam treinando, competindo e conquistando resultados entre uma edição e outra. A visibilidade permanente ajuda a formar público, atrair investimentos e apresentar o esporte paralímpico às novas gerações.

Conclusão

Celebrar o Dia Nacional do Atleta Paralímpico é reconhecer uma história construída com talento, trabalho e resistência. É comemorar medalhas e recordes, mas também lembrar os pioneiros e todas as pessoas que ainda procuram uma oportunidade para começar. O Brasil já conquistou um lugar de destaque no esporte paralímpico mundial; agora, precisa transformar esse sucesso em acesso permanente, da iniciação esportiva ao alto rendimento. Quando existem acessibilidade, investimento e oportunidades, o esporte não apenas revela campeões: ele ajuda a construir uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa para todos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Setembro Azul: um mês para enxergar a inclusão com outros olhos

Setembro também é azul. E essa cor carrega uma história muito importante para a comunidade surda.

O Setembro Azul é um mês dedicado à valorização das pessoas surdas, da Libras, da acessibilidade comunicacional e da luta por respeito, inclusão e direitos.

Muita gente ainda pensa na surdez apenas como “não ouvir”. Mas a comunidade surda nos ensina que existe também uma cultura, uma identidade, uma língua e uma forma própria de perceber e participar do mundo.

No Brasil, a Libras — Língua Brasileira de Sinais é reconhecida por lei e deve ser respeitada como língua. Por isso, inclusão não é favor: é direito.

Acessibilidade para pessoas surdas pode estar em atitudes simples e necessárias, como:

  • presença de intérprete de Libras em eventos, atendimentos e conteúdos importantes;
  • legendas em vídeos;
  • comunicação clara e respeitosa;
  • escolas preparadas para acolher alunos surdos;
  • serviços públicos e privados acessíveis;
  • respeito à identidade e à cultura surda.

O Setembro Azul nos convida a refletir: estamos realmente abrindo espaço para que todos possam se comunicar, aprender, trabalhar, participar e conviver?

Porque inclusão verdadeira acontece quando a sociedade entende que comunicação é ponte. E ninguém deve ficar do lado de fora por falta de acessibilidade.

Que este mês nos ajude a ouvir mais com o coração, com os olhos e com atitudes concretas.

Setembro Azul: pela valorização da comunidade surda, da Libras e de uma sociedade mais acessível para todos.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Los Perejiles: amigos com síndrome de Down transformam pizzas em oportunidades de trabalho

Quatro amigos com síndrome de Down enfrentavam dificuldades para ingressar no mercado de trabalhoe decidiram criar a própria oportunidade. Em 2016, fundaram o Los Perejiles, em Buenos Aires, um serviço de preparação e atendimento de pizzas para festas e eventos.

O empreendimento cresceu e passou a oferecer oportunidades profissionais a outros jovens com síndrome de Down. Reportagens publicadas em diferentes períodos registraram equipes com mais de 20 integrantes, demonstrando como a inclusão, acompanhada dos apoios necessários, pode gerar trabalho, autonomia e participação social.

Mais do que construir um negócio, eles ajudaram a abrir caminhos para outras pessoas com deficiência intelectual que também encontravam barreiras para ingressar no mercado de trabalho.

Fonte: Instagram.


Imagem produzida com inteligência artificial.