segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Acesso, Acessibilidade e Inclusão: três palavras, três níveis de respeito

Quando falamos em direitos das pessoas com deficiência, três palavras aparecem com frequência: acesso, acessibilidade e inclusão. Embora pareçam semelhantes, elas representam níveis diferentes de compromisso da sociedade com a dignidade humana.

Para entender melhor, vamos usar um exemplo simples e cotidiano: a escola.


Acesso: o direito de chegar

Acesso é a possibilidade de entrar.

Na escola, isso significa que a pessoa pode se matricular e tentar frequentar o espaço. Porém, se o prédio só possui escadas, portas estreitas e corredores inadequados, esse acesso é apenas formal, não real.

A pessoa está autorizada a estar ali, mas não consegue circular com autonomia.

👉 O acesso abre a porta, mas não garante participação.


Acessibilidade: o direito de usar

Acessibilidade é quando o ambiente é adaptado para que todos consigam utilizá-lo.

Na escola, isso envolve:

  • Rampas, elevadores e banheiros adaptados.
  • Materiais em braile, fonte ampliada ou áudio.
  • Intérprete de Libras.
  • Sinalização visual e tátil.

Aqui, a pessoa não apenas entra, mas consegue estudar, circular e acompanhar as atividades.

👉 A acessibilidade elimina barreiras.


Inclusão: o direito de pertencer

Inclusão vai além da estrutura física. Ela acontece quando a pessoa é reconhecida como parte do grupo.

Na escola inclusiva:

  • Os professores estão preparados.
  • As avaliações respeitam diferentes formas de aprender.
  • O aluno é ouvido, respeitado e valorizado.
  • O preconceito é enfrentado.

A pessoa não é vista como exceção, mas como parte natural da diversidade humana.

👉 Inclusão é quando ninguém precisa pedir permissão para existir.


A ordem correta

Podemos compreender assim:

Acesso → Acessibilidade → Inclusão

Ou, de forma simples:

Entrar → Usar → Pertencer

Uma sociedade justa não para no acesso.
Ela caminha até a inclusão.


Por que isso importa?

Porque não basta permitir que a pessoa com deficiência esteja presente.
É preciso garantir que ela viva com dignidade, autonomia e respeito.

Quando uma escola é inclusiva, ela não beneficia apenas quem tem deficiência. Ela educa todos para um mundo mais humano.


Conclusão

Acesso é o começo.
Acessibilidade é o caminho.
Inclusão é o objetivo.

Que nossas escolas, cidades e atitudes avancem todos os dias nessa direção.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira..

08 de Fevereiro - Dia Mundial da Epilepsia

Informação, respeito e inclusão salvam vidas

O Dia Mundial da Epilepsia é uma data dedicada à conscientização, ao combate ao preconceito e à promoção da inclusão das pessoas que convivem com essa condição neurológica. Mais do que lembrar números ou estatísticas, o dia nos convida a olhar para a pessoa, para sua dignidade, seus direitos e suas potencialidades.

O que é a epilepsia?

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas recorrentes, causadas por descargas elétricas anormais no cérebro. Ela pode se manifestar de formas muito diferentes — nem toda crise envolve convulsões, quedas ou perda de consciência.

É importante reforçar:
➡️ Epilepsia não é contagiosa
➡️ Epilepsia não define a inteligência, o caráter ou o valor de ninguém
➡️ Com tratamento adequado, muitas pessoas vivem plenamente

Preconceito ainda é um grande desafio

Apesar dos avanços da medicina, o preconceito e a desinformação ainda são obstáculos diários. Muitas pessoas com epilepsia enfrentam exclusão social, dificuldades no trabalho, na escola e até dentro da própria família — não pela condição em si, mas pelo olhar equivocado da sociedade.

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que informação gera empatia, e empatia gera inclusão.

Como agir diante de uma crise epiléptica?

Saber o que fazer pode salvar vidas e evitar complicações:

✔️ Mantenha a calma
✔️ Afaste objetos que possam machucar
✔️ Coloque a pessoa de lado, se possível
✔️ Não segure a pessoa e não coloque nada na boca
✔️ Aguarde o fim da crise e ofereça apoio

Em caso de crises prolongadas ou repetidas, é fundamental buscar atendimento médico.

Epilepsia e direitos

Pessoas com epilepsia têm direito à inclusão, respeito e acessibilidade, assim como qualquer pessoa com deficiência ou condição de saúde crônica. Informação correta é uma ferramenta poderosa para garantir cidadania, combater o estigma e construir ambientes mais humanos.

Um compromisso com a inclusão

Neste Dia Mundial da Epilepsia, o convite é simples e profundo:
💜 Ouça sem julgar
💜 Informe-se antes de opinar
💜 Inclua, respeite e acolha

O Cantinho dos Amigos Especiais reafirma seu compromisso com uma sociedade mais consciente, justa e acessível — onde cada pessoa seja vista além de qualquer diagnóstico.


Fontes e links

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Epilepsia
  • Ministério da Saúde – Informações sobre epilepsia
  • Sociedades e associações de apoio a pessoas com epilepsia

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Glaucoma Congênito: a história de Camila Pereira dos Santos | Serra do Ramalho – BA





Camila Pereira dos Santos convive com o glaucoma congênito desde o nascimento e mora em Serra do Ramalho, no interior da Bahia.
Neste vídeo, Camila compartilha um pouco de sua história, sua vivência com o glaucoma ao longo da vida e os desafios enfrentados no dia a dia. Trata-se de um relato simples, verdadeiro e necessário — que busca informar, conscientizar e dar visibilidade às pessoas com deficiência visual.
Se você convive com o glaucoma, com alguma deficiência visual, ou conhece alguém nessa situação, este vídeo é para você.
💬 Deixe seu comentário
📌 Compartilhe para ajudar na conscientização

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Doenças autoimunes e doenças transmissíveis: entender a diferença é combater o preconceito

Ainda é muito comum que as pessoas confundam doenças autoimunes com doenças transmissíveis. Essa confusão, além de equivocada do ponto de vista médico, acaba alimentando medo, afastamento e preconceito contra quem já enfrenta desafios importantes em sua saúde.

Informação correta é uma forma de inclusão.

O que são doenças transmissíveis?

As doenças transmissíveis — também chamadas de doenças infecciosas — são aquelas causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra, seja por contato direto, pelo ar, por fluidos corporais, alimentos ou água contaminados.

Exemplos conhecidos incluem gripe, COVID-19, tuberculose, dengue e hepatites virais.
Nesses casos, a transmissão ocorre por mecanismos específicos e bem definidos, e as medidas de prevenção envolvem higiene, vacinação e cuidados coletivos.

O que são doenças autoimunes?

Já as doenças autoimunes não são causadas por microrganismos externos e não são contagiosas.

Elas acontecem quando o próprio sistema imunológico — que deveria proteger o corpo — passa a atacar tecidos e órgãos saudáveis, como se fossem inimigos. É uma falha no mecanismo de defesa do organismo.

Entre as doenças autoimunes mais conhecidas estão lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide, doença de Crohn, psoríase, vitiligo, síndrome de Sjögren, entre muitas outras.

Essas condições não passam de pessoa para pessoa, não representam risco de contágio e não justificam qualquer tipo de afastamento social.

Por que essa confusão é tão prejudicial?

Quando alguém acredita, por engano, que uma doença autoimune “pega”, surgem atitudes como:

  • Evitar contato físico desnecessariamente
  • Olhares de desconfiança
  • Comentários inadequados
  • Isolamento social
  • Culpa ou vergonha imposta ao doente

Tudo isso gera sofrimento emocional e reforça o capacitismo — a discriminação contra pessoas com doenças ou deficiências, visíveis ou não.

Doença não define caráter, valor ou capacidade

Pessoas com doenças autoimunes trabalham, estudam, amam, cuidam da família e participam da sociedade. Muitas convivem com dores, fadiga, limitações invisíveis e tratamentos contínuos — e ainda assim seguem em frente com dignidade.

O que elas mais precisam não é de julgamento, mas de:

  • Informação correta
  • Respeito
  • Empatia
  • Apoio

Informação também é acessibilidade

Quando esclarecemos a diferença entre doenças autoimunes e transmissíveis, estamos promovendo acessibilidade atitudinal — aquela que começa na forma como pensamos e nos relacionamos com o outro.

Combater o preconceito começa com uma pergunta simples:
“Eu realmente entendo o que estou julgando?”

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que conhecimento é uma ponte — nunca um muro.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autores responsáveis: Renata Alessandra Frederico e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Bengala Verde na mídia | Empregabilidade e inclusão em pauta


O Bengala Verde segue ampliando vozes e levando a pauta da deficiência visual para espaços cada vez mais relevantes. Em Belém do Pará, o Programa ÁGORA Brasil realizou um encontro sobre empregabilidade, reunindo especialistas e participantes para debater a inclusão de pessoas cegas e com baixa visão no mercado de trabalho — e a iniciativa ganhou reportagem da TV Cultura.

Nesta edição do programa De Olho na Inclusão (ONCB), tem também uma entrevista especial com Cecília Vasconcellos, do Bengala Verde, compartilhando sua experiência e explicando como funcionam nossos cursos on-line de habilitação e reabilitação para adultos com baixa visão, levando orientação e autonomia para pessoas que vivem em cidades sem esse tipo de serviço presencial.

💚Seguimos juntos, fortalecendo a inclusão, a autonomia e os direitos das pessoas com deficiência visual.


Fonte: Bengala Verde Notícias.