quinta-feira, 21 de maio de 2026

Saúde mental e dignidade: o sentido do Dia Nacional da Luta Antimanicomial

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, lembrado em 18 de maio. nasceu da mobilização de trabalhadores da saúde mental, usuários, familiares e movimentos sociais que, especialmente a partir do fim da década de 1970, passaram a denunciar as condições desumanas de muitos hospitais psiquiátricos no Brasil. Um marco importante foi o encontro realizado em 18 de maio de 1987, em Bauru/SP, quando ganhou força o lema: “Por uma sociedade sem manicômios”.

A Luta Antimanicomial não significa abandonar quem sofre. Pelo contrário: ela defende que pessoas com sofrimento psíquico, transtornos mentais ou necessidades intensas de cuidado sejam tratadas com dignidade, acompanhamento profissional, vínculo familiar e comunitário, sem serem reduzidas ao isolamento, ao medo ou à exclusão. O centro da ideia é o cuidado em liberdade, com serviços abertos, comunitários e territorializados, como os CAPS e outros pontos da Rede de Atenção Psicossocial.

Um dos grandes avanços ligados a essa luta foi a Lei nº 10.216/2001, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência em saúde mental. A lei afirma que a pessoa deve ser tratada com humanidade e respeito, visando sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade.

O ponto essencial é este: ninguém deve perder sua cidadania por estar em sofrimento mental. A pessoa não deixa de ser filha, mãe, pai, trabalhador, estudante, vizinha, amiga ou sujeito de direitos porque adoeceu. Ela precisa de cuidado, escuta, tratamento e proteção contra abusos, não de apagamento social.

Também é importante dizer que a Luta Antimanicomial não romantiza o sofrimento psíquico. Há situações graves, crises, necessidade de acompanhamento intensivo e, em alguns casos, internações breves e protegidas. Mas a luta questiona o modelo em que a internação longa, o abandono e o isolamento viravam destino. O objetivo é substituir a lógica do “trancar para esconder” pela lógica do cuidar para reintegrar.

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, a reflexão pode caminhar por esta linha:

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial nos convida a olhar para a saúde mental com mais humanidade. Pessoas em sofrimento psíquico não precisam de rótulos, medo ou afastamento. Precisam de cuidado, respeito, tratamento adequado e oportunidade de viver em comunidade. Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não acolhe apenas as deficiências visíveis; ela também aprende a respeitar as dores invisíveis da alma.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.



quarta-feira, 20 de maio de 2026

TRE-SP busca voluntários com conhecimento em Libras para as Eleições 2026

A acessibilidade também se constrói com presença, preparo e acolhimento. Pensando nisso, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) lançou uma campanha para incentivar voluntárias e voluntários com conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a colaborar nas Eleições 2026. A proposta tem um objetivo muito claro: tornar o processo de votação mais acessível para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

Com o tema “Traduza a cidadania em Libras. Seja Apoio Libras nas Eleições 2026!”, a iniciativa reforça que democracia de verdade precisa alcançar todo mundo. Não basta garantir o direito ao voto no papel: é preciso criar condições reais para que cada pessoa seja atendida com respeito, autonomia e dignidade no dia da eleição.

O TRE-SP informa que pessoas com conhecimento em Libras podem atuar como apoio no atendimento a eleitores com deficiência auditiva. O cadastro é feito por formulário próprio disponibilizado pelo Tribunal, dentro da página dedicada a mesários e apoios logísticos com conhecimento em Libras. A própria carta de serviços de acessibilidade da Justiça Eleitoral paulista destaca esse cadastramento como uma medida concreta de inclusão.

Esse tipo de ação merece destaque porque mostra que acessibilidade não é favor, nem detalhe: é condição de cidadania. Muitas vezes, a pessoa com deficiência chega aos espaços públicos e encontra barreiras de comunicação que poderiam ser evitadas com planejamento e sensibilidade. Quando a Justiça Eleitoral chama voluntários com Libras, ela envia um recado importante: a participação política das pessoas com deficiência precisa ser levada a sério.

Além de ajudar no funcionamento do pleito, a campanha também convida a sociedade a enxergar a inclusão como responsabilidade coletiva. Quem conhece Libras pode fazer diferença de forma muito prática, ajudando a transformar o dia da votação em uma experiência mais acolhedora, compreensível e humana para muitas pessoas.

Num país em que ainda se fala pouco sobre acessibilidade eleitoral, iniciativas assim precisam ser valorizadas, divulgadas e ampliadas. Quanto mais recursos de comunicação estiverem disponíveis, maior será a chance de uma participação efetiva e menos excludente. Votar é um direito. Ser compreendido no momento do voto também deveria ser tratado como algo básico. 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal: quando a dor existe, mesmo que ninguém veja

No dia 19 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, uma data de conscientização sobre condições como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Mais do que falar de sintomas intestinais, a data nos convida a olhar para uma realidade muitas vezes silenciosa: a vida de pessoas que enfrentam dores, cansaço, urgências, limitações e inseguranças que nem sempre aparecem por fora.

A Doença Inflamatória Intestinal, conhecida pela sigla DII, envolve inflamações crônicas do trato digestivo. Ela pode estar relacionada a fatores imunológicos, genéticos e ambientais, e pode afetar profundamente a rotina de quem convive com ela. Em muitos casos, a pessoa parece bem aos olhos dos outros, mas está enfrentando dor abdominal, fadiga, alterações intestinais, restrições alimentares, medo de passar mal em público e impacto emocional.

Por isso, falar de DII também é falar de doenças invisíveis.

Nem toda deficiência, limitação ou sofrimento pode ser visto em uma cadeira de rodas, em uma bengala, em um aparelho auditivo ou em uma cicatriz. Algumas batalhas acontecem dentro do corpo, dentro da mente e dentro da rotina. E justamente por não serem visíveis, muitas vezes são menos compreendidas.

A pessoa com DII pode precisar sair correndo para o banheiro. Pode recusar um alimento não por frescura, mas por cuidado. Pode cancelar um compromisso não por desinteresse, mas por crise. Pode estar sorrindo e, ao mesmo tempo, suportando uma dor que ninguém percebe. Pode parecer “normal” e ainda assim precisar de acolhimento, paciência e adaptações.

É aqui que entra a acessibilidade.

Quando pensamos em acessibilidade, muitas vezes lembramos de rampas, elevadores, Libras, audiodescrição e piso tátil. Tudo isso é essencial. Mas a acessibilidade também passa por banheiros disponíveis e limpos, por ambientes de trabalho flexíveis, por escolas que compreendem ausências justificadas, por filas humanizadas, por atendimentos sem constrangimento e por uma sociedade que não exige explicações humilhantes para acreditar na dor do outro.

A campanha mundial de 2026 reforça justamente que a DII é “mais que o intestino”, pois envolve também estresse, relacionamentos, saúde mental, dor e aspectos da vida cotidiana que muitas vezes ficam escondidos.

No Brasil, ainda há desafios importantes. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, cerca de 41% dos pacientes levam em média 12 meses para receber o diagnóstico. Esse dado mostra como a falta de informação pode prolongar o sofrimento e atrasar o cuidado adequado.

Por isso, o respeito começa com uma atitude simples: não julgar.

Não diga que é exagero.
Não diga que é falta de fé.
Não diga que é “coisa da cabeça”.
Não diga que a pessoa só precisa comer melhor.
Não trate uma crise como preguiça.
Não transforme uma necessidade íntima em motivo de vergonha.

Empatia é entender que nem toda dor pede espetáculo. Algumas dores pedem apenas silêncio, acolhimento e respeito.

No Cantinho dos Amigos Especiais, defendemos uma inclusão que olhe para a pessoa inteira. A pessoa com Doença Inflamatória Intestinal não precisa apenas de tratamento médico. Ela precisa de informação, acolhimento, políticas públicas, acessibilidade, compreensão no trabalho, apoio familiar e respeito social.

O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal nos lembra que existem pessoas lutando todos os dias para estudar, trabalhar, cuidar da família, participar da vida social e manter a esperança, mesmo quando o próprio corpo impõe limites.

Que neste 19 de maio possamos vestir, simbolicamente, o roxo da conscientização, mas principalmente vestir o coração com mais humanidade.

Porque uma doença invisível não é uma doença imaginária.
Porque uma pessoa que parece bem pode estar precisando de apoio.
Porque acessibilidade também é permitir que o outro exista sem precisar provar sua dor o tempo todo.

Respeitar é também incluir.

Fontes

Biblioteca Virtual em Saúde — Ministério da Saúde: “Mais que o intestino” — 19/5, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal 2026.
Biblioteca Virtual em Saúde — Ministério da Saúde: 19/5, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal.
Healthline: informações gerais sobre o World IBD Day e doenças invisíveis associadas à DII.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Comissão da Câmara aprova transporte gratuito “porta a porta” para pessoas com deficiência

A mobilidade continua sendo uma das barreiras mais concretas para muitas pessoas com deficiência no Brasil. Pensando nisso, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que obriga o poder público a oferecer transporte gratuito no modelo “porta a porta” para pessoas com deficiência física e dificuldade severa de locomoção. A notícia oficial foi publicada em 14 de maio de 2026. 【turn399242search0】

Segundo a Agência Câmara, a proposta está no PL 4968/2023 e altera a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Hoje, a legislação já exige adaptações de acessibilidade nos ônibus comuns, mas o próprio texto reconhece que isso nem sempre resolve a situação de quem enfrenta limitações físicas mais graves. Por isso, a ideia é criar um serviço especial, pensado especificamente para esse público. 【turn399242search0】

Na prática, o projeto determina que as prefeituras incluam esse serviço especial em seus planos de mobilidade urbana. Caso a proposta vire lei, os municípios terão 180 dias para se adaptar, contados a partir da publicação da norma. O objetivo é garantir um mecanismo mais direto de transporte, em vez de deixar a pessoa depender apenas da estrutura geral do sistema coletivo, que muitas vezes não atende bem suas necessidades. 【turn399242search0】

O relator da proposta, deputado Ícaro de Valmir, recomendou a aprovação e destacou que o texto não retira a autonomia das prefeituras. Segundo ele, a medida estabelece uma diretriz, mas respeita as diferentes realidades locais. Esse ponto é relevante porque mostra que o projeto tenta criar um direito nacional sem ignorar as diferenças de estrutura e organização entre os municípios brasileiros. 【turn399242search0】

A proposta foi apresentada pelo deputado Eriberto Medeiros, que se inspirou no programa PE Conduz, de Pernambuco. Esse modelo busca o passageiro em pontos de embarque próximos de casa, usando veículos adaptados para levá-lo até o destino com mais segurança. A referência é importante porque indica que a ideia não surgiu apenas no papel: ela parte de uma experiência prática já conhecida. 【turn399242search0】

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, essa é uma pauta muito importante porque fala de um direito básico: o direito de ir e vir. Quando a pessoa com deficiência não consegue sair de casa com autonomia ou depende de soluções improvisadas para chegar a uma consulta, a um curso, ao trabalho ou a qualquer compromisso, a exclusão deixa de ser teórica e passa a ser vivida no cotidiano. Essa leitura é uma inferência coerente com o objetivo do projeto e com a realidade que ele tenta enfrentar. 【turn399242search0】

Também é importante lembrar que o projeto ainda não virou lei. Depois da aprovação na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Só depois de avançar na Câmara e no Senado poderá se transformar em norma definitiva. 【turn399242search0】

Mesmo assim, o avanço já merece atenção. Em um país onde a acessibilidade no transporte ainda é irregular e muitas vezes insuficiente, a criação de um serviço “porta a porta” para quem tem dificuldade severa de locomoção representa um passo concreto em direção a uma mobilidade mais humana. No fim das contas, inclusão também é isso: garantir que a cidade possa ser alcançada por todos. Essa conclusão é uma inferência baseada no alcance e no impacto potencial da proposta. 【turn399242search0】

Fonte:

Agência Câmara Notícias — notícia oficial sobre a aprovação, em comissão, do projeto que cria transporte gratuito “porta a porta” para pessoas com deficiência, publicada em 14 de maio de 2026.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sábado, 16 de maio de 2026

Senado avança com proposta que obriga divulgação dos direitos das pessoas com deficiência

Conhecer os próprios direitos também é parte essencial da inclusão. Foi com esse foco que a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, em 13 de maio de 2026, uma proposta que reforça a obrigação de o poder público divulgar, de forma mais clara, os direitos das pessoas com deficiência. A notícia oficial foi publicada no mesmo dia pela Agência Senado.

Segundo o Senado, o projeto aprovado determina que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o Estatuto da Pessoa com Deficiência passem a integrar, de maneira expressa, os conteúdos que devem ser difundidos pelo poder público em sua comunicação institucional. Na prática, a proposta procura transformar em dever mais visível aquilo que muitas vezes fica restrito a textos legais pouco acessíveis ao cidadão comum.

A pauta é importante porque, em muitos casos, a barreira não está apenas na falta de acesso físico ou na ausência de serviço adequado. Ela também aparece na falta de informação. Quando a pessoa com deficiência ou sua família não conhece os direitos já existentes, fica mais difícil reivindicar atendimento correto, denunciar falhas, exigir acessibilidade ou buscar proteção legal. Essa leitura é uma inferência coerente com o objetivo da proposta aprovada na comissão.

A notícia do Senado mostra justamente essa preocupação: garantir que documentos fundamentais sobre direitos das pessoas com deficiência não fiquem invisíveis para a sociedade. Ao incluir esses marcos legais na comunicação obrigatória do poder público, a proposta tenta aproximar o conteúdo jurídico da vida cotidiana, ampliando a chance de que mais pessoas saibam onde estão seus direitos e como podem defendê-los.

Essa é uma pauta muito relevante porque informação também é ferramenta de autonomia. Muitas famílias convivem diariamente com dificuldades para acessar saúde, educação, transporte, benefícios e atendimento digno, mas nem sempre sabem exatamente quais garantias legais já existem. Quando o Estado assume o dever de divulgar esses direitos com mais clareza, ele ajuda a reduzir uma forma silenciosa de exclusão: a exclusão por desconhecimento. Essa conclusão é uma inferência baseada no alcance prático da proposta.
Outro ponto importante é que a medida ainda não virou lei. O texto aprovado na Comissão de Direitos Humanos segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que significa que a tramitação continua. Mesmo assim, o avanço já merece atenção porque reforça uma ideia simples, mas poderosa: não basta ter direitos no papel se eles não chegam de forma compreensível à população.
Também vale observar que a proposta dialoga com um problema muito concreto do Brasil: a distância entre a legislação e a realidade. O país possui normas importantes de proteção à pessoa com deficiência, mas isso nem sempre se traduz automaticamente em conhecimento público. Quando o poder público é chamado a divulgar melhor esses conteúdos, abre-se a possibilidade de fortalecer cidadania, participação social e capacidade de cobrança. Essa observação é uma inferência razoável a partir do teor da proposta.
No fim das contas, a aprovação em comissão reforça que acessibilidade não é apenas rampa, tecnologia assistiva ou adaptação física. Ela também passa pela linguagem, pela comunicação e pelo direito de saber. E saber, nesse caso, pode ser o primeiro passo para exigir respeito.

Fontes e links

Agência Senado — notícia oficial sobre a aprovação, na Comissão de Direitos Humanos, da proposta que obriga a divulgação dos direitos das pessoas com deficiência, publicada em 13 de maio de 2026.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.