quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Você sabia que o SUS pode fornecer cadeira de rodas gratuitamente?

O SUS pode fornecer cadeiras de rodas e outros meios auxiliares de locomoção (como cadeira de banho, cadeiras adaptadas e, em alguns casos, cadeira motorizada), sem custo para o usuário, quando há indicação clínica e a pessoa entra no fluxo de avaliação e reabilitação na rede pública. Esse fornecimento faz parte da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, geralmente articulada entre UBS/UPA, Centros Especializados em Reabilitação (CER) e serviços/oficinas responsáveis pela dispensação de OPM (órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção).


Quais são os critérios mais comuns para receber pelo SUS?

Em geral, os serviços consideram:

  1. Necessidade comprovada
    Precisa existir uma condição de saúde/deficiência que cause limitação de mobilidade e que justifique o uso do equipamento.

  2. Avaliação multiprofissional
    Normalmente, não basta “querer a cadeira”: a rede costuma exigir avaliação por equipe (médico, fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional), para definir o tipo correto (padrão, adaptada, banho, infantil, motorizada etc.) e evitar equipamento inadequado (que pode causar dor, lesões e quedas).

  3. Prescrição/relatório com detalhes
    O laudo costuma precisar explicar o diagnóstico (CID), a limitação funcional e o tipo de cadeira indicado (e, quando necessário, medidas/adaptações posturais).

  4. Vínculo com o SUS e com a rede do território
    Em muitos municípios, o acesso é regionalizado: a pessoa entra pela UBS do seu bairro e segue para o serviço de referência (CER/rehab) da sua região.

  5. Regras locais para troca/reposição
    Troca por desgaste, crescimento (criança), mudança do quadro clínico ou inadequação pode existir, mas costuma seguir critérios e prazos definidos pela gestão local e pelas diretrizes do serviço.

Importante: “gratuito” não significa “imediato”. Pode haver fila, etapas e tempo de fabricação/compra.


Passo a passo: como solicitar uma cadeira de rodas pelo SUS

1) Comece pela UBS (posto de saúde)

  • Agende consulta e explique a dificuldade de locomoção.

  • Peça encaminhamento para reabilitação (geralmente um CER ou serviço equivalente).

2) Passe pela avaliação no serviço de reabilitação (CER/ambulatórios)

  • A equipe avalia força, equilíbrio, risco de quedas, dor, postura, ambiente domiciliar e necessidade de adaptações.

  • Define o modelo adequado (padrão, monobloco, infantil, banho, adaptada, motorizada, com adequação postural etc.).

3) Emissão da prescrição e abertura do processo

  • O serviço gera o relatório/laudo e formaliza a solicitação no fluxo do município/estado (muitas vezes via setor de OPM).

4) Acompanhe o andamento e compareça quando chamado

  • Você pode ser chamado para prova, ajustes, medidas e, depois, entrega e treinamento (uso seguro, transferências, manutenção básica).

5) Se houver negativa ou demora excessiva

  • Peça a justificativa por escrito e procure:

    • Ouvidoria do SUS (Disque Saúde 136)

    • Ouvidoria municipal/estadual

    • Defensoria Pública, Ministério Público ou Conselho de Saúde, se for o caso.


Documentos que normalmente pedem (checklist)

Pode variar, mas costuma incluir:

  • Cartão do SUS

  • RG e CPF

  • Comprovante de residência

  • Relatório/Laudo médico (com CID, justificativa e indicação do equipamento)

  • Exames/relatórios complementares, quando aplicável

  • Em alguns lugares: formulários do próprio serviço ou avaliação de fisioterapia/TO

Dica prática: leve cópias e mantenha tudo em uma pastinha. Se você tiver baixa visão, peça para alguém organizar com etiquetas grandes (ex.: “LAUDO”, “DOCUMENTOS”, “COMPROVANTE”).


Quais tipos de cadeira podem entrar no SUS?

A Tabela do SUS (SIGTAP) prevê diferentes procedimentos/itens ligados a cadeira de rodas e adaptações (ex.: cadeira padrão adulto/infantil, cadeira de banho, recursos de adequação postural, entre outros). Na prática, o que será oferecido depende da indicação clínica e do fluxo de fornecimento do seu município/estado.


Perguntas rápidas

“Qualquer pessoa pode pedir?”
Qualquer pessoa pode solicitar avaliação, mas o fornecimento depende de indicação e prescrição após avaliação.

“E cadeira motorizada?”
Pode existir fornecimento, mas costuma ter critérios mais rigorosos, avaliação detalhada (capacidade de condução com segurança, necessidade real, ambiente, risco clínico) e disponibilidade conforme a rede local.

“Precisa ser ‘PCD’ com laudo de deficiência?”
O foco é a necessidade funcional e a prescrição clínica. Em muitos casos, a condição de saúde já justifica o pedido, mesmo que a pessoa ainda esteja em processo de reconhecimento formal.


Conclusão

Cadeira de rodas não é “luxo” — é autonomia, segurança e dignidade. Se você ou alguém da sua família precisa, o caminho mais seguro é fazer do jeito certo: UBS → reabilitação → prescrição → solicitação → entrega com orientação. E se o acesso travar, não desista: registre, protocole e acione os canais de controle social e de direitos.


Fontes e links

  • Ministério da Saúde — explicação do fluxo para acesso a órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (UBS → CER e avaliação no programa de reabilitação).

  • Casa Civil — notícia institucional reforçando o acesso gratuito e o caminho de entrada pela UBS e encaminhamento ao CER.

  • Ministério da Saúde — página sobre Centros Especializados em Reabilitação (CER) e sua organização.

  • Portaria nº 1.272, de 25/06/2013 — inclui procedimentos de cadeiras de rodas e adaptação postural na Tabela do SUS.

  • SIGTAP/DATASUS — sistema oficial da Tabela de Procedimentos/OPM do SUS (referência para itens e códigos).

  • Prefeitura de São Paulo (exemplo de organização do acesso regionalizado ao CER via UBS). 

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Mamografia: cuidado hoje, vida amanhã

O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, tem como principal objetivo conscientizar a população — especialmente as mulheres — sobre a importância do exame de mamografia na detecção precoce do câncer de mama.

Trata-se de um dos exames mais eficazes da medicina preventiva, capaz de identificar alterações muito pequenas nas mamas, muitas vezes antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma visível ou palpável.

Quando o câncer de mama é descoberto no início, as chances de cura podem ultrapassar 90%, além de permitir tratamentos menos agressivos e com melhor qualidade de vida para a paciente.


O que é a mamografia?

A mamografia é um exame de imagem realizado com um equipamento chamado mamógrafo, que utiliza baixas doses de raio-X para observar o tecido mamário em detalhes.

Ela pode detectar:

  • nódulos muito pequenos

  • microcalcificações (sinais iniciais de câncer)

  • alterações que não são percebidas no autoexame

Por isso, mesmo mulheres que não sentem dor, caroços ou qualquer desconforto devem realizar o exame conforme orientação médica.


Quem deve fazer a mamografia?

As recomendações gerais indicam:

  • Mulheres entre 50 e 69 anos: exame a cada dois anos

  • Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário: podem iniciar antes, conforme orientação médica

  • Em alguns casos, o médico pode recomendar exames anuais

Cada organismo é único — por isso, o acompanhamento de profissionais de saúde é fundamental.


Por que a prevenção é tão importante?

O câncer de mama é um dos tipos mais frequentes no Brasil e no mundo.

No entanto, ele também está entre os que apresentam maior índice de cura quando diagnosticado precocemente.

A mamografia:

✔️ salva vidas
✔️ reduz a mortalidade
✔️ evita tratamentos mais agressivos
✔️ amplia as chances de recuperação completa

Ignorar o exame pode significar descobrir a doença apenas em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo.


Informação é inclusão e cuidado

No Cantinho dos Amigos Especiais, falar de saúde é falar de dignidade, acesso e prevenção para todos.

Muitas pessoas com deficiência enfrentam barreiras para realizar exames médicos — sejam físicas, comunicacionais ou de informação.

Por isso, divulgar datas como o Dia Nacional da Mamografia é também uma forma de:

💙 promover inclusão na saúde
💙 incentivar o autocuidado
💙 fortalecer a prevenção

Cuidar do corpo é um ato de amor — consigo mesma e com quem está ao seu redor.


Conclusão

A mamografia não deve ser vista com medo, mas como uma grande aliada da vida.

Quanto mais cedo o câncer de mama é descoberto, maiores são as chances de cura e menor o impacto do tratamento.

Neste Dia Nacional da Mamografia, o convite é simples e poderoso:

👉 informe-se
👉 incentive outras mulheres
👉 cuide da sua saúde

Porque prevenção também é um direito.


Fontes:

Ministério da Saúde – Informações sobre rastreamento do câncer de mama
Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Dados, orientações e campanhas de prevenção

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Carnaval sem capacitismo: fantasia não é desculpa para transformar deficiência em piada

Carnaval é festa, liberdade, alegria e criatividade. Mas existe uma linha que não dá para atravessar fingindo que “é só brincadeira”: quando a fantasia transforma deficiência e acessibilidade em caricatura, escárnio ou “adereço” para chamar atenção.

É aí que entram as chamadas fantasias capacitistas — e, se você nunca ouviu esse termo, eu vou “desenhar” de forma bem clara: capacitismo é quando uma pessoa com deficiência vira alvo, vira piada, vira objeto, vira fantasia, em vez de ser reconhecida como alguém com direitos, dignidade e vida real.

O que torna uma fantasia capacitista?

A regra é simples: se o “conceito” do figurino é “parecer uma pessoa com deficiência” para provocar risos, choque ou pena, então não é criatividade — é desrespeito.

Alguns exemplos comuns:

  • “Fantasia de aleijado” (perna amarrada, falsa fratura, gesso, curativos, muleta “de brincadeira”).

  • “Fantasia de cego” (óculos escuros, bengala, tropeços e encenações de desorientação).

  • “Camisa de força / ‘fuga do hospício’” como fantasia “engraçada”.

  • Uso de cadeira de rodas, andador ou muletas como “acessório cômico”.

O problema não é o objeto em si. O problema é o sentido: quando um recurso de autonomia (como bengala, muleta, cadeira de rodas) vira enfeite, a mensagem que se espalha é: “isso é fantasia”, “isso é exagero”, “isso é palhaçada”. E quem paga o preço são pessoas reais, que usam esses recursos para viver com segurança.

“Mas é só Carnaval”: não, não é “só”

Quando alguém faz piada encenando uma deficiência, não está apenas “brincando”. Está reforçando ideias antigas e muito perigosas, como:

  • que a deficiência é motivo de riso;

  • que a pessoa com deficiência é “coitada” ou “incapaz”;

  • que recursos de acessibilidade são “drama” ou “frescura”;

  • que o corpo da pessoa com deficiência é um “tema” disponível para entretenimento.

A gente aprende — e replica — o que vê. E no meio de uma multidão, com bebida, empurrões e falta de cuidado, a caricatura vira combustível para mais falta de respeito.

O ponto mais grave: às vezes a “fantasia” prejudica alguém de verdade

Aqui vai o alerta que quase ninguém faz — e que precisa ser dito com toda a clareza:

Em muitos casos, esse tipo de figurino não é só ofensivo. Ele pode prejudicar alguém na prática.

Como assim?

  • A cadeira de rodas “de fantasia” ocupa espaço, dificulta passagem, atrapalha rotas de acessibilidade e pode impedir que uma pessoa com deficiência circule com segurança.

  • Muletas, bengalas e andadores usados como brincadeira viram risco: podem bater, derrubar, enroscar em alguém, machucar.

  • Pessoas cegas e com baixa visão podem ser confundidas com alguém “fazendo graça”, e isso diminui a seriedade quando pedem ajuda ou quando precisam que respeitem seu deslocamento.

  • Se alguém usa um recurso de acessibilidade para “chamar atenção”, cria-se desconfiança e julgamento, e isso respinga em quem depende desses recursos todos os dias.

Ou seja: quando você vê esse tipo de fantasia, não pense só no “politicamente correto”. Pense no concreto: há alguém ali que pode estar sendo prejudicado, invisibilizado ou colocado em risco.

O que fazer se você encontrar alguém usando uma fantasia capacitista?

Sem briga e sem “lacração”, dá para agir com firmeza e consciência:

  1. Observe o entorno

    • A pessoa está ocupando passagem? Está atrapalhando quem precisa circular?

    • Há pessoas com deficiência por perto tentando se movimentar?

  2. Se houver risco ou bloqueio, peça ajuste

    • “Oi, vocês conseguem liberar essa passagem? Tem gente que precisa transitar com acessibilidade aqui.”

  3. Se for seguro, converse com educação

    • “Você já pensou que esse figurino pode reforçar preconceito e atrapalhar quem vive isso de verdade?”

  4. Se estiver em bloco/evento organizado, acione a produção

    • Organizadores têm responsabilidade com segurança e respeito.

  5. E principalmente: não normalize

    • Rir junto, filmar como “conteúdo”, incentivar… é o jeito mais rápido de transformar humilhação em tradição.

Carnaval também pode ser inclusão

O Carnaval pode ser um lugar de liberdade, sim — mas liberdade que pisa na dignidade do outro não é liberdade: é privilégio disfarçado de brincadeira.

Criatividade não falta. Dá para ser engraçado, ousado, irreverente e lindo sem transformar deficiência em figurino. Porque deficiência não é fantasia. É vida real. É direito. É respeito.


Fontes e links

  • Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO) – Disability / Deficiência (conceitos gerais)

  • Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU) – texto e princípios

  • Lei Brasileira de Inclusão (LBI) – Lei nº 13.146/2015

  • Movimento/Cartilhas sobre capacitismo e linguagem inclusiva (materiais educativos)

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

🌍 Dia Mundial do Câncer: conscientização, prevenção e esperança para todos

Celebrado em 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer é uma data dedicada a ampliar a informação, combater o preconceito e fortalecer a prevenção e o diagnóstico precoce da doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo — inclusive muitas pessoas com deficiência, que frequentemente enfrentam barreiras extras de acesso à saúde

A campanha é apoiada por instituições de saúde em diversos países, com destaque para a Organização Mundial da Saúde e, no Brasil, pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).


🎗️ Por que essa data é tão importante?

O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, mas muitos casos podem ser prevenidos ou tratados com sucesso quando descobertos cedo.

O Dia Mundial do Câncer busca:

✔️ Incentivar hábitos saudáveis
✔️ Alertar sobre sinais de alerta
✔️ Promover exames preventivos
✔️ Combater o medo e a desinformação
✔️ Humanizar o cuidado com os pacientes


♿ Pessoas com deficiência e o desafio extra

No Cantinho dos Amigos Especiais, é essencial lembrar que pessoas com deficiência muitas vezes enfrentam:

• Dificuldade de acesso a exames
• Falta de comunicação acessível
• Estruturas hospitalares pouco adaptadas
• Diagnósticos tardios

A luta contra o câncer também é uma luta por saúde acessível, inclusiva e digna para todos.


🧠 Prevenção salva vidas

Algumas atitudes fazem grande diferença:

🥗 Alimentação equilibrada
🚭 Não fumar
🏃 Atividade física regular
🩺 Exames periódicos
☀️ Proteção contra o sol
📢 Atenção aos sinais do corpo

Cuidar da saúde é um ato de amor próprio — e de respeito à vida.


💛 Informação gera esperança

O câncer não é sinônimo de sentença.
Com avanços da medicina, apoio emocional e diagnóstico precoce, milhões de pessoas vencem essa batalha todos os anos.

Conscientizar é salvar vidas.


🌱 No Cantinho dos Amigos Especiais, reforçamos:

👉 Todos merecem acesso à prevenção
👉 Todos merecem cuidado digno
👉 Todos merecem esperança

Porque inclusão também é saúde. 💙


📚 Fontes e links

• Organização Mundial da Saúde (OMS) – Campanhas de prevenção do câncer
• Instituto Nacional de Câncer (INCA) – www.gov.br/inca
• Ministério da Saúde – Prevenção e diagnóstico do câncer


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pais de alunos com deficiência temem troca de professores na rede estadual de SP: o que mudou e por que isso preocupa

Famílias de estudantes com deficiência da rede estadual paulista vêm relatando apreensão com a possibilidade de troca do(a) professor(a) auxiliar que acompanhava a criança ou adolescente no ano anterior. O receio central é a quebra de vínculo — algo que pode impactar diretamente a adaptação escolar, a comunicação e a aprendizagem, sobretudo quando falamos de alunos autistas e de outros perfis que dependem de previsibilidade e rotina.

O que está acontecendo

De acordo com reportagem publicada no fim de janeiro, uma norma da gestão estadual alterou a dinâmica para a atribuição dessas aulas, deixando os professores auxiliares para uma etapa final do processo — o que, na prática, retira a “garantia informal” de continuidade do mesmo profissional com o mesmo aluno de um ano para o outro.

Um exemplo concreto desse “fim de fila” aparece em editais regionais de atribuição: há convocação específica para sessão de atribuição de Professor Auxiliar (ação judicial) em 30/01/2026, citando a Resolução SEDUC nº 3/2026 e a Portaria de atribuição.

Por que muitos desses apoios dependem de ação judicial

Na rede estadual, o próprio noticiário aponta que a presença do professor auxiliar costuma ocorrer após determinação judicial, o que leva famílias a recorrerem à Justiça para garantir o acompanhamento.

O que as famílias alegam

Os pais e responsáveis argumentam que, quando há acompanhamento contínuo, o profissional:

  • já conhece o estudante (gatilhos, forma de comunicação, estratégias que funcionam);

  • ajuda a reduzir crises e ansiedade geradas por mudanças bruscas;

  • contribui para a participação real do aluno na rotina da sala, inclusive com adaptações pedagógicas.

A mobilização chegou a incluir abaixo-assinado e organização de grupos, como o Movimento em Defesa da Educação Inclusiva, citados na reportagem.

O que o governo diz

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou, em nota, que não existe previsão legal para recondução automática do mesmo profissional de apoio no ano seguinte, e que o atendimento deve ser organizado conforme as necessidades do estudante, registradas em instrumentos como o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE).

Em comunicado institucional anterior sobre a política de educação especial, a Seduc-SP também defende que o atendimento deve ser individualizado, com relatórios e planos (PEI/PAEE) e reorganização das funções de apoio escolar.

O pano de fundo: disputa sobre “quem apoia” e com que formação

Esse debate não acontece no vazio. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, foi protocolado um Projeto de Decreto Legislativo pedindo para sustar os efeitos da Resolução SEDUC nº 129/2025, argumentando (entre outros pontos) que haveria risco de substituir apoio pedagógico especializado por um modelo com menor exigência formativa.

Importante: esta matéria trata principalmente do medo de troca do professor auxiliar no começo de 2026 e do impacto do processo de atribuição. Mas a discussão se conecta a um debate maior sobre o formato da educação inclusiva e do apoio escolar no estado.


Por que a continuidade importa tanto (especialmente no autismo)

Em muitos casos, o vínculo com um profissional de apoio:

  • facilita a comunicação (o adulto já “traduz” sinais e necessidades);

  • diminui o tempo de adaptação no retorno às aulas;

  • evita retrocessos comportamentais e acadêmicos;

  • ajuda a equipe escolar a manter estratégias consistentes.

Isso não significa que trocas nunca possam acontecer, mas que precisam ser planejadas — com transição, troca de informações e acompanhamento pedagógico real.


O que pais e responsáveis podem fazer (passo a passo)

Sem substituir orientação jurídica (cada caso tem detalhes), há medidas práticas que costumam ajudar:

  1. Peça uma reunião com a gestão e a coordenação pedagógica antes do início das aulas.
    Solicite um plano de adaptação caso haja troca.

  2. Solicite por escrito informações sobre o atendimento do seu filho:

    • como será organizado o apoio;

    • como o PAEE/PEI será aplicado;

    • quais estratégias a escola usará para garantir continuidade.

  3. Registre tudo (datas, nomes, respostas).
    Isso é útil para diálogo institucional — e, se necessário, para órgãos de controle.

  4. Se houver troca, peça uma transição acompanhada:

    • repasse estruturado de informações;

    • período de adaptação com acompanhamento mais próximo;

    • definição clara de quem será responsável por cada ajuste pedagógico.

  5. Acompanhe comunicados e editais regionais de atribuição.
    Eles ajudam a entender prazos e etapas (como sessões específicas para Professor Auxiliar por decisão judicial).


Perguntas que precisam de resposta pública

Para além do caso individual, a situação levanta perguntas legítimas:

  • Como o estado garante que a troca (quando ocorrer) não interrompa o suporte pedagógico?

  • Como será monitorado o impacto em estudantes que precisam de estabilidade?

  • Que protocolos de transição serão adotados nas escolas e diretorias de ensino?


Fontes e links

  • Reportagem sobre a mobilização de famílias e a mudança no processo de atribuição.

  • Síntese do tema por veículo especializado em autismo.

  • Texto da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) sobre a política de educação especial e instrumentos (PAEE/PEI).

  • Publicação da Unidade Regional de Ensino de Guaratinguetá com a Resolução SEDUC nº 3/2026 (processo de atribuição).

  • Edital regional de atribuição de Professor Auxiliar (ação judicial) com data e referência normativa.

  • Projeto na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo que discute a Resolução SEDUC nº 129/2025.

Se você quiser, eu já adapto esse texto para o padrão do Cantinho (mais “cara de blog”, com subtítulos curtos, linguagem ainda mais direta e um parágrafo final de acolhimento às famílias).


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.