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terça-feira, 31 de julho de 2012

Romário observa acessibilidade em Londres


Na última terça-feira (24), Romário chegou a Londres para comentar os jogos de futebol masculino brasileiro, nas Olimpíadas 2012. Como defensor das pessoas com deficiência no congresso nacional, por onde anda, Romário repara na acessibilidade do local (questão primordial para a boa locomoção dessas pessoas). No aeroporto de Londres, um dos maiores e mais modernos do mundo, apesar das placas informativas para deficientes físicos e de elevadores, em pleno funcionamento, sempre próximo às escadas rolantes, é possível observar falhas em alguns aspectos.

“Do aeroporto até entrar no carro, notei que a acessibilidade deixa a desejar. Não vi piso tátil e nem informações em braile, em lugar nenhum. As pessoas com deficiência visual não conseguem sair sozinhas do avião e ir até o carro num aeroporto daquele tamanho”, disse Romário.

Entretanto, Londres é um exemplo de cidade funcional. Um ponto positivo que Romário observou nas ruas londrinas é a facilidade que os cadeirantes têm de circular pelas calçadas. Além de largas, elas não possuem desnível e os postes são alinhados, nunca no meio das calçadas, como alguns no Brasil. Também existe piso tátil próximo às esquinas e aos semáforos, indicando um local seguro para travessia dos deficientes visuais.

“As calçadas largas e sem obstáculos, fazem com que os deficientes físicos consigam transitar perfeitamente e sozinhos, se for o caso. Por aqui também se vê taxis adaptados e com adesivos bem visíveis para cadeirantes”, lembrou Romário.

Na próxima segunda-feira (30), Romário será recebido pela Consultora da Prefeitura para os Jogos Paraolímpicos de Londres, em busca de informações sobre como a cidade se preparou para receber os visitantes com deficiência e levar essa experiência positiva para o Brasil. Na oportunidade Romário também irá questionar sobre a ausência de alguns importantes aspectos de acessibilidade que notou no aeroporto e pela cidade.

As paraolimpíadas de Londres terão inicio em 29/08, logo após o término das olimpíadas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Presidente da APO diz que acessibilidade na Olimpíada é prioridade

A questão da acessibilidade para os Jogos Olímpicos de 2016 é prioritária neste momento, avalia o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), o ex-ministro Marcio Fortes. “O momento é agora ou nunca. Porque agora, na elaboração dos projetos, você vai dizer o que fazer“, disse ele, em entrevista à "Agência Brasil".
Segundo Marcio Fortes, este ano terão início os projetos básicos das instalações dos Jogos, na Barra da Tijuca, que se estenderão até fevereiro de 2013. Além disso, há os projetos executivos, cuja previsão de conclusão no estado é abril do próximo ano.

O presidente da APO vai discutir com a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e representantes dos ministérios públicos Federal e Estadual a necessidade de se fazer algum ajuste na área da acessibilidade para os Jogos Olímpicos.

No dia 4, foi realixada uma reunião com o Ministério Público Federal, em Brasília, sobre o tema. O debate envolveu também as entidades representativas de pessoas com deficiência.

A discussão da acessibilidade durante os Jogos envolve a questão dos percentuais aplicáveis às exigências legais ou aos interesses dos organizadores. Marcio Fortes destacou que a tendência inicial é seguir a lei do país no que se refere às pessoas com deficiência.

A legislação brasileira estabelece que 2% da capacidade dos estádios têm que estar reservados a pessoas que precisam de cadeiras de rodas para se locomover e seus acompanhantes, que não podem estar concentrados em uma única área determinada. No exterior, o percentual estabelecido é 1%. "É preciso discutir os percentuais aplicáveis às exigências legais ou de práticas anteriores", destacou Marcio Fortes.

O respeito aos direitos das pessoas com deficiência está relacionado às instalações, no caso de cadeirantes; ao piso tátil, no caso de pessoas com deficiência visual; e a acompanhantes, para quem tem deficiência auditiva.

Marcio Fortes Fortes informou que a Lei Geral da Copa, aprovada pelo Congresso Nacional, trata da reserva de bilhetes para pessoas com necessidades especiais. “Mas não fala em 2%”. As entidades poderão negociar até 1% do total de bilhetes disponibilizados para esse segmento da população, condicionados à existência de facilidades específicas, entre as quais rampas e banheiros com portas maiores e barras de apoio.

Em Londres, onde serão realizadas as Olimpíadas deste ano, foi definido que 1% dos bilhetes poderá ser vendido para cadeirantes. O pleito dos organizadores dos Jogos no Brasil é que sejam adotadas regras mais flexíveis, com percentual de 1% nas Olimpíadas e 1,5% nas Paraolimpíadas.

Segundo Marcio Fortes, a questão da bilheteria pode estar por trás dos problemas relativos à acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. Ele lembrou que alterações nos projetos representam aumento de custos. Por outro lado, disse que é preciso atentar para a segurança das pessoas com deficiência.