quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Concurso Oswaldo Montenegro-É Assim Que Somos Felizes Agora.wmv



Eu Quero Ser Feliz Agora

(Autor e intérprete: Oswaldo Montenegro)

Se alguém disser pra você não cantar;
Deixar seu sonho ali pra uma outra hora;
Que a segurança exige medo;
Que quem tem medo, Deus adora...

Se alguém disser pra você não dançar,
Que nessa festa você tá de fora,
Que você volte pro rebanho...
Não acredite, grite, sem demora...

"Eu quero ser feliz Agora!!!
Eu quero ser feliz Agora!!!"
(2x)

Se alguém vier com papo perigoso
de dizer que é preciso
paciência pra viver;
Que, andando ali, quieto, comportado,
limitado, só coitado,
você não vai se perder...
Que, manso, imitando uma boiada,
você vai - boca fechada -
pro curral (sem merecer),
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra
e, quando o guarda-chuva emperra,
certamente vai chover...
Se joga na primeira ousadia,
que tá pra nascer o dia
do futuro que te adora!
E bota o microfone na lapela,
olha pra vida e diz pra ela...


"Eu quero ser feliz Agora!!!
Eu quero ser feliz Agora!!!"


Se alguém disser pra você não cantar;
Deixar seu sonho ali pra uma outra hora;
Que a segurança exige medo;
Que quem tem medo, Deus adora...

Se alguém disser pra você não dançar,
Que nessa festa você tá de fora,
Que você volte pro rebanho...
Não acredite, grite, sem demora...

"Eu quero ser feliz Agora!!!
Eu quero ser feliz Agora!!!
Eu quero ser feliz Agora!!!"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CPI QUESTIONA CONTRATOS DA AVAPE COM A PREFEITURA

(25/10/2011 - 11h39)

Vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Acessibilidade questionaram nesta terça-feira a gerente-executiva e procuradora da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), Isabel Romeiro, sobre os contratos firmados entre a entidade e a Prefeitura de São Paulo.

Um dos questionamentos foi referente à dispensa de licitação para a Avape atuar como prestadora de serviços junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (no atendimento ao público nos Centros de Apoio ao Trabalhador, os CATs) e à Secretaria de Saúde (no serviço 192, o teleatendimento do SAMU).

A legislação permite a dispensa de licitação em casos de entidades que promovam a inserção de deficientes físicos no mercado de trabalho, mas os vereadores foram informados que parte dos funcionários atuantes nas duas secretarias não tem deficiência — conforme informou Isabel Romeiro, das cerca de 400 pessoas que trabalham no atendimento dos CATs, apenas 30% são deficientes.

"A entidade nasceu com uma missão específica, que é cuidar de deficientes, e durante o processo passou a prestar serviço com profissionais que não têm deficiências. Houve um desvirtuamento da missão", comentou o vereador Paulo Frange (PTB).

Em resposta, a gerente-executiva explicou que alguns compromissos contratuais assumidos pela Avape exigem determinado perfil profissional, "e o volume crescente de atividades nem sempre permite um tempo hábil para que os profissionais sejam preparados". "Temos que preparar essas pessoas antes de colocar para trabalhar. E nem sempre uma determinada deficiência se encaixa numa determinada atividade", disse.

Após o vereador José Américo (PT) indagar se a Prefeitura tem conhecimento de que pessoas sem deficiência estão trabalhando nos serviços prestados pela Avape, a CPI decidiu convidar Fernando Cerqueira — apontado por Isabel como o gestor dos contratos — para prestar esclarecimentos em uma próxima reunião.

O vereador Quito Formiga (PR), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, também questionou a procuradora sobre um outro contrato entre Prefeitura e Avape, de 2006, que foi alvo de uma auditoria pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

Entre as questões levantadas pela Corte, segundo Formiga, estão "o descumprimento quanto à falta de psicólogos, a existência dos cargos de consultor e orientador que não estavam previstos em contrato, a falta da lista atualizada de profissionais que compõem o quadro operacional dos serviços contratados e o valor de cerca de R$ 218 mil pago a mais pela Prefeitura à entidade". Ainda de acordo com o vereador, a defesa apresentada ao Tribunal foi considerada "não justificada".

Isabel, por sua vez, declarou que o caso ainda não foi julgado. "Sobre os valores pagos a mais, apresentamos todas as justificativas. Se existe essa possibilidade de diferença, com certeza isso está sendo apurado".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SEMINÁRIO REFORÇA RESPONSABILIDADE DO MUNÍCIPE POR SUA CALÇADA

(24/10/2011 - 12h44)


O vereador Domingos Dissei (PSD) realizou nesta segunda-feira um seminário que discutiu as mudanças previstas na nova Lei 15.442/2011, provenientes de um projeto de sua autoria. Aprovado recentemente, o novo texto impõe multas mais rigorosas a proprietários de imóveis cujas calçadas não estão com a manutenção em dia.

Os secretários municipais que participaram do seminário, Ronaldo Camargo (da Coordenação das Subprefeituras) e Marcos Belizário (da Pessoa com Deficiência e Mobilizada Reduzida), concordaram com as alterações na legislação, afirmando que é necessário manter a responsabilidade das calçadas com os proprietários, com participação do poder público em algumas situações.

"Segundo nosso diagnóstico, o primeiro passo é relembrar o proprietário de sua responsabilidade com uma campanha. Depois, precisamos capacitar os agentes nas subprefeituras, porque muitas vezes eles deixam de vistoriar as calçadas porque saem para desempenhar outras funções", disse Belizário. Para ele, a Prefeitura deve executar as obras em casos específicos, como terrenos muito inclinados e casos em que o proprietário não age mesmo depois de multado (cobrando depois dele o valor investido).

Domingos Dissei, que afirmou ficar "arrepiado" com recentes pesquisas segundo as quais 300 acidentes diários na cidade são causados pelo mau estado de calçadas, insistiu na importância de fiscalizar e multar os infratores. "As pessoas têm que aprender a cuidar da calçada como cuidam da sala de casa", afirmou.

O vereador completou ainda que participação da comunidade é essencial para que o a lei recém-sancionada leve a mudanças efetivas nos passeios públicos, seja realizando as obras necessárias ou então denunciando locais problemáticos através do Disque-Calçadas.

O secretário Ronaldo Camargo destacou a iniciativa, ressaltando a importância de que através dela "o Executivo divida sua responsabilidade com a sociedade civil". "Oitenta por cento das viagens a pé na cidade de São Paulo são feitas em uma área que envolve seis subprefeituras. Lá temos que atuar firmemente", completou.
O Disque-Calçadas funcionará em conjunto com a Central de Atendimentos e Informações da Prefeitura, através do número 156.

CENTRO DE SÃO PAULO

Na abertura do seminário, o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto (PSD), para quem o novo texto da Lei 15.442 "veio até bastante tarde", anunciou a "participação ativa da Câmara Municipal na recuperação das calçadas" através do projeto de uma rota acessível que será implantada na área central da cidade de São Paulo nos próximos meses. 

O projeto consiste em melhorias em vias que somam 2,5 quilômetros e incluem diversos equipamentos públicos como o Palácio Anchieta e a Prefeitura, a Procuradoria do Município e a Biblioteca Mário de Andrade, entre outros. Também está prevista a instalação de áreas verdes de descanso no trajeto.



Sem prova em braile, deficiente visual deixa de fazer o Enem em Rio Grande (RS)


O desejo de ingressar no curso de psicologia da jovem Eduarda Bittencourt Nogueira, 20 anos, deve ser adiado por mais um ano. Deficiente visual, ela foi impedida de realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devido à falta de exames em braile.
A estudante chegou dentro do horário ao local de prova, no Instituto Estadual de Educação Juvenal Miller, em Rio Grande, no sul do Estado. Nas mãos, ela portava o comprovante de inscrição, que lhe conferia o direito de receber uma prova especial.
Segundo a estudante, que estava acompanhada da irmã e do cunhado, os fiscais de prova informaram que não havia testes em braile na escola.
— Eles disseram que não tinha mais provas, mas que eu poderia entrar com outra pessoa, para que lessem a prova para mim e marcassem no cartão de respostas. Mas isso não é o correto. Eu me preparei o ano todo para fazer o teste sozinha. É um direito meu — justifica a estudante.
Eduarda explica que outras três colegas, também deficientes visuais, conseguiram fazer o teste em outros locais de prova do município.
Por telefone, a coordenação do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe), órgão responsável pela distribuição e aplicação das provas, evitou falar sobre o assunto. Segundo Everton Oliveira, coordenador do órgão no Estado, a responsabilidade é do Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que realiza o exame no País.

Conheça alguns lugares acessíveis para cadeirantes em SP

Músico Daniel Costa e seu sitar;
ele indica locais acessíveis para cadeirantes
no centro e na zona sul de São Paulo
Quando veio de Salvador para São Paulo, em 2006, Daniel Costa, 29, aprendeu uma lição: para se locomover com sua cadeira de rodas, viver perto do trabalho e dos locais de seu círculo social é fundamental.
De lá para cá, o músico -que toca sitar- morou em seis imóveis, sempre seguindo essa premissa. Hoje está na Bela Vista, perto da Paulista.
“Antes da reforma [das calçadas, concluída em 2008], a avenida era um horror. Agora está um tapetão.” De transporte público, Daniel prefere o metrô, pois mora perto de três estações. Outro fator que ajuda, afirma ele, é viver em um bairro com grande circulação de pessoas. “O governo é meio que obrigado a dar uma acessibilidade melhor nesses lugares.”
Centro Cultural São Paulo
“É cheio de rampas e tem elevadores. Além da programação de música, cinema, artes e teatro, acho fantásticas a biblioteca, a gibiteca e a discoteca. No jardim, há espreguiçadeiras [instalação do artista Bruno Faria, que ficará por tempo indeterminado] para ler e apreciar a paisagem urbana.”
R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, reg. central, tel. 3397-4002.
Sushiguen
“Localizado no térreo da galeria Ouro Branco, o restaurante japonês serve itens de alta qualidade, como barbatana de tubarão, ostra viva e toro [atum gordo]. Lá me sinto no Japão.”
R. Manoel da Nóbrega, 76, Vila Mariana, região sul, tel. 3289-5566.
Reserva Cultural
“Os cinemas não são muito justos com a gente. Geralmente, o assento especial fica na primeira fila, o que nos obriga a olhar para cima o filme todo. No Reserva é o contrário: a cadeira fica no alto da sala -parece camarote- e tem um bom espaço para o acompanhante.”
Av. Paulista, 900, Bela Vista, região central, 3287-3529.
Viveiro Manequinho Lopes
“O lugar mais especial do parque Ibirapuera. É acessível e tem uma área de girassóis, estufas repletas de mudas, jardim oriental, espécies da mata atlântica. Por ser muito silencioso, lembra uma cidade do interior.”
Av. Quarto Centenário, s/nº, portão 7-A, Ibirapuera, região sul, tel. 3887-6761
Maksoud Plaza
“A parte aberta para não hóspedes fica no térreo. Tem áreas para jantar, bar, telão para ver jogos internacionais de futebol e um café ótimo para fazer um social com alguém de fora de São Paulo ou mesmo daqui.”
Al. Campinas, 150, Bela Vista, reg. central, tel. 3145-8000.

Fonte: Folha de S. Paulo via DeficienteCiente

3º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência

De 24 a 26 de outubro, será realizado em São Paulo o 3º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência. O evento terá Seminário Internacional com o tema “O Desenho Universal na Indústria”. Paralelamente, haverá Exposição de Produtos e Soluções em Tecnologia Assistiva, aberta à participação de empresas e centros de pesquisa.

Os interessados podem inscrever seus produtos até 19 de agosto, preenchendo a Ficha de Inscrição (aqui) e encaminhando-a para o e-mail chjunior@sp.gov.br. A relação dos produtos selecionados será divulgada em 26 de agosto.

Data: 24, 25 e 26 de outubro

Local: Alameda Santos, 1437 – Jardim Paulista
São Paulo (SP)

Mais Informações

Vacina retarda o câncer de pulmão

Testes positivos feito por cientistas franceses
em 148 pacientes com doença avançada.
22/10/2011 11:25,
Por Redação, com Agências Internacionais

O câncer de pulmão mais comuns, não pequenas células, poderia ser batida com uma vacina que indicam ao sistema imunológico do paciente para atacar e matar células doentes. É a perspectiva que você pode ver os resultados positivos de um ensaio clínico em 148 pacientes na doença avançada, resultados divulgados na revista Lancet Oncology.

Cientistas franceses mostraram que administrar uma quimioterapia anti-câncer experimental e a vacina usada junto hoje contra esse mal, o câncer diminui o seu crescimento e os efeitos da quimio são reforçados. Os cientistas também descobriram uma forma de prever quais pacientes a vacina pode trabalhar mais e o que não. A vacina, diz Elisabeth Quoix da Universidade de Estrasburgo, é chamada ‘TG4010′ e é baseada em uma molécula, MUC1, que está presente na superfície das células doentes e não sobre o saudável e, portanto, funções como um ‘bandeira’, ou rótulo, para enfrentar o sistema do paciente imune contra o cancro. Cancro do pulmão de não-pequenas células é a forma mais comum (80% dos casos) deste malignidade. Em 50% dos casos este tumor é diagnosticado quando já está em um estágio avançado e a única possibilidade de cuidados disponíveis hoje em dia é a quimioterapia.
Os peritos da através dos Alpes tem administrado a metade da quimioterapia só sua amostra (23 pacientes em tratamento nos centros em França, Polônia, Alemanha e Hungria) (grupo de controle) e a outra metade é quimio é a vacina. Após seis meses de tratamento, os pesquisadores viram resultados diferentes entre os dois grupos: em 43% dos pacientes tratados com quimioterapia e vacinas, em comparação com 35% das pessoas tratadas apenas com quimio a progressão da doença não tinha ocorrido. Em os tratados somente com quimio a progressão da doença não tinha ocorrido. Também a resposta ao tratamento foi maior em pacientes vacinados no grupo de controle.
Não é tudo, pesquisadores também viram que a combinação quimio-vacina é particularmente eficaz naqueles pacientes que apresentam, mesmo antes do início da terapia, uma quantidade adequada de linfócitos CD16 CD56 CD69, que indica que essas células brancas do sangue são importantes porque a vacina é eficaz, ou seja, que estimula o sistema imunológico a atacar o câncer. Pesquisadores vão promover investigações experimentais para confirmar a eficácia desta vacina.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cadeirante do Recife diz que enfim faz Enem nas condições ideais

Ela já fez a prova quatro vezes e nunca havia conseguido cadeira adaptada.
Para ela, hora do almoço não ajuda na concentração, ainda mais no calor.

Elisângela de Araújo, cadeirante com pedidos atendidos (Foto: Vanessa Bahé/G1)
Elisângela de Araújo, cadeirante com pedidos
atendidos (Foto: Vanessa Bahé/G1)
A estudante Elisângela de Araújo, 28 anos, que é cadeirante, afirma que este foi o ano mais organizado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Fazendo o teste pela quarta vez, no Recife, ela diz que os pedidos especiais foram finalmente atendidos. Ela está faznedo as provas na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. "Toda vez eu pedia uma carteira adaptada e não era contemplada. Pela primeira me ligaram antes para confirmar a necessidade. Também me colocaram neste prédio de Administração da UFPE que é totalmente adaptado, não tive problema algum", conta. Elisângela lembra ainda que no ano passado foi o maior sufoco para ir ao banheiro. "Os fiscais precisavam ir comigo e me ajudar".
Para Elisângela, a prova na hora do almoço não ajuda na concentração. Neste domingo, ela comprou chocolates e salgados para driblar a fome. "Ontem me deu bastante fome, é difícil se concentrar, cheguei a sentir uma tontura. São muitas questões e esse horário daqui do Nordeste não ajuda. A gente precisa sair cedo de casa para chegar na hora, não consegue almoçar, só come besteira e fica com fome durante a prova", diz a jovem. "Hoje eu preciso ser mais rápida porque além das 90 questões ainda tem a redação", explicou.

Fonte: G1

Teleton supera a meta e arrecada quase R$ 27 milhões



Postado por Teleton - 23/10/2011
A décima quarta edição do Teleton foi repleta de emoção para os telespectadores, artistas e para todas as crianças da AACD.

Após mais de 24 horas de programação, mais uma vez o Teleton atingiu a meta, que era de R$ 24 milhões, e conseguiu superá-la, arrecando R$.26.802.633. O dinheiro arrecado será usado para construir uma unidade da AACD no Espírito Santo e outra na Paraíba.


Durante toda a programação, diversos astros e estrelas da televisão e da música se revezaram no palco formando a Rede da Amizade.

A maratona deste ano também fez muito sucesso na internet. Em toda a programação, o Teleton esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil e no mundo. Inclusive a campanha feita pelos artistas e internautas para a presença de Hebe Camargo.

Hebe chegou ao palco do Teleton por volta das 22h de sábado e foi recepcionada por Celso Portiolli e Ratinho. Pouco depois, às 23h, Silvio Santos apareceu e arrancou aplausos do público, que lotava o estúdio 1 do CDT da Anhanguera, em Osasco (SP)!

Durante as mais de 24 horas de programação, o site do SBT acompanhou de perto todos os detalhes dos bastidores, com vídeos exclusivos, além de estar o tempo todo conectado na bancada de blogueiros no estúdio do Teleton. Através do site, os internautas tiveram acesso a notícias e fotos que só quem estava no estúdio poderia ter.

Mais uma vez, o Teleton emocionou e mexeu com todos os brasileiros. Histórias de vida e exemplos de superação que provam a cada ano o quanto o povo brasileiro é solidário e merece ter um país cada vez melhor. Obrigado a todos que participaram e contamos ainda mais com a ajuda de vocês no próximo ano.

Fonte:  SBT

EMPRESÁRIO TEM RESPONSABILIDADE NA CAPACITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Durante a 2ª Caravana daInclusão, Acessibilidade e Cidadania, realizada pela Uvesp e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Desembargadordo Tribunal Regional do Trabalho, Álvaro Alves Noga lembrou que ajurisprudência atual relata que além de cumprir a lei de cotas para as pessoas com deficiência, “a empresa é responsável direta pela capacitação dessas pessoas”.

Há, atualmente, informações não convincentes de que os empresários não cumprem a lei porque “ a falta decapacitação é real”. Isso é contestado pelas pessoas que atuam nessa área e que garantem a existência de vários cursos profissionalizantes em andamento. Mas mesmo assim, os organizadores da caravana lembram que o governador Geraldo Alckmin é a favor de se capacitar, pelo Estado, esse seguimento social. É uma formade se atender, também, o mercado de trabalho. O dr. Álvaro esteve no evento acompanhado da juíza federal Maria Eulália Souza Pires. Para os magistrados a Justiça no país está abandonando o conservadorismo e partindo para o juizado ativista, o que significa um “auxilio direto” para com maior rapidez resolver problemas pendentes.

A educação inclusiva foi o destaque como “case de sucesso” do município, cujo prefeito Roberto Ramalho foi o anfitrião ao lado do presidente da Câmara, Fuad Abrãao Isaac.

A cidade conta com 99% das escolas em condições de receberam alunos com deficiência. Essa é a maior preocupação da secretária Linamara Rizzo Batistella, que foi representada pelo secretário adjunto, Marcos Pellegrini. A titular da pasta quer até o final desse mandato todas as crianças com deficiência nas escolas.

Marinalva Cruz, da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho e a professora Gizely Therezinha Ramos Pinto completaram as palestras referentes à lei de cotas e à educação inclusiva.

Carlos Cruz apresentou a missão e a visão da pasta, enquanto que Marcos Pellegrini destacou todos os serviços, projetos e eventos à disposição do público alvo e das autoridades. A apresentação de alunos da APAE arrancou aplausos e lágrimas do público estimado em aproximadamente duzentas pessoas, todos da sociedade civil e do poder legislativo.

O presidente da Câmara de Pilar doSul, Evandro de Macedo Carvalho, foi o ganhador do tablet oferecido pela Uvesp. Junto com ele, se pronunciaram os presidentes das câmaras de Cerquilho, Wagner Belllucci, de Sarapuí, Ronaldo Alves da Silva e o vice-presidente da Câmara de Boituva, Fabricio Andrade. São favoráveis à divulgação junto aos vereadores e às instituições de uma ampla campanha pelo respeito ao espaço das pessoas com deficiência.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Acessibilidade para deficientes visuais e auditivos agora é lei nos EUA

Foi aprovada no EUA importante lei de acessibilidade. Enquanto no Brasil temos 2 horas por semana de audiodescrição, nos EUA, em 2012, as Tvs terão 4 horas destinadas a esse serviço. (Nota do blog).

O presidente americano Barack Obama assinou no último mês de outubro um projeto de lei que determina que empresas garantam a pessoas com deficiência visual e auditiva acesso a diversas tecnologias.

Esta legislação, exige acessibilidade aos programas de televisão, telefones inteligentes, a Internet, menus em DVD players, guias de programação na TV a cabo, e outros.

Para Paul Schroeder, vice-presidente de programas e políticas da American Foundation for the Blind (AFB), a iniciativa possibilitará que milhões de pessoas com deficiência tirem partido das novas tecnologias.

“Esta lei baseia-se no espírito do Americans with Disabilities Act e garante que pessoas com deficiência participem plenamente no século 21″, disse Carl R. Augusto, presidente da AFB.

Com forte atuação de movimentos representativos de pessoas com deficiência dos Estados Unidos, para além do envolvimento de um grande número de competentes juristas e experts em tecnologias assistivas, a demanda de acessibilidade ganhou força no congresso americano conseguindo arregimentar um importante e atuante grupo bipartidário que trabalhou para a aprovação da lei.

Fonte: American Foundation for the Blind via DeficienteCiente

Cuidado com o assédio!


“Zente”, hoje vou tentar escrever uns três parágrafos, sem fazer graça porque o assunto é mais sério que atendente de laboratório de análises clínicas...

Empresas do Brasil todo estão mandando ver na contratação de gente sem perna, sem braço, que tropica de muletas, que puxa cachorro, que tem o escutador de novela afetado, que anda sentado, que é despombalizado’ de maneira geral.

Todo mundo está atrás de cumprir a lei de cotas e, ao mesmo tempo, promover a inclusão. Até que enfim, estão entendendo que a pluralidade de um local de trabalho só aumenta a criatividade, só melhora a produção. Ah, sim, também tem o medo de tomar uma baita multa, né?

Obviamente que comemoro essa conquista de todas as pessoas com deficiência que, com trabalho, conseguem dar um up em sua qualidade de vida, conseguem dar outro rumo a uma realidade até então de exclusão, consegue estabelecer condições de se firmar em sociedade.

Acontece, porém, que colocar uma pessoa “malacabada” em uma empresa consiste em aceitá-la com suas possibilidades e também limitações. Quem contrata um cegão, por exemplo, não poderá jamais exigir dele que analise uma obra de Salvador Dalí, nem que um tetraplégico participe da pelada de confraternização dos funcionários aos finais de semana.

Mas, por ‘incrível que parível’, há gestores exigindo de seus empregados ‘matrixianos’ que exerçam atividades com agilidade ou desenvoltura além do que, física ou sensorialmente, essas pessoas conseguem cumprir.

Todas as vezes que isso acontece, a pessoa com deficiência NÃO PODE se acuar. É preciso deixar claro que a função “xyz” envolve habilidades que o trabalhador não tem condições de desenvolver. É como mandar um administrador de empresas operar o cliente da próstata...
Tenho recebido muitas queixas de leitores relatando essa situação que, a meu ver, pode se configurar como “assédio moral”, sujeito às penalidades da lei, que pode incluir indenização por danos ao empregado.

Uma empresa que vai receber um cadeirante _contratado ou não pela Lei de Cotas_ tem de fornecer a ele condições de acesso em seus diversos ambientes, precisa ter ciência de suas reais capacidades e precisa coibir qualquer iniciativa que vise isolá-lo, rejeitá-lo ou que vai o expor ao risco em decorrência de sua deficiência.

Como já disse algumas vezes aqui, em meu trabalho aqui na Folha, sou eu quem sempre deixou claro os tipos de reportagens que, diante de minhas condições físicas, eu era capaz de produzir. Jamais me foi cobrado ou exigido um resultado que fugisse a isso.

Em um caso concreto, uma leitora que não quis se identificar, relata que a chefe do setor em que trabalha estava se negando a entender que ela precisava de um intervalo maior de almoço (ela só tinha uma hora). Muitas vezes, uma pessoa que faz “xixi pelo canudinho” (clica no bozo para saber o que é isso ), por exemplo, pode ficar até meia hora para dar conta do treco todo.

Bem, a situação da moça foi ficando tão aguda que a leitora, que é cadeirante, passou a sofrer perseguição no dia a dia do trabalho, com a gestora exigindo dela um esforço laboral além do que ela conseguiria cumprir.

Imaginem, por exemplo, uma pessoa que não tem os dois braços e digita com os pés, ok? Por melhor que seja o desempenho dela, digitar com as mãos PODE ser mais rápido, logo, colocar os mesmos limites, para funcionários de um mesmo setor, um com e outro sem deficiência não rola.

Isso não tem naaaaaada a ver com bairrismo, com proteção da “classe”. Tem a ver com lógica, com respeito às condições trabalhistas, com respeito às diferenças. A gente quer igualdade? Siiiim... mas isso não quer dizer que tenhamos de ser atropelados nas nossas particularidades físicas ou sensoriais.

Há casos em que a deficiência não irá impor nenhuma condição diferenciada para o trabalho. Mas há outros que sim. Seja qual for a condição, porém, trata-se de um trabalhador.

Pois bem, a leitora, que mora no interior de São Paulo, acabou sendo demitida. Ela, que não é boba, procurou seus direitos na Justiça. Na primeira decisão, que saiu neste mês, ela teve ganho de causa: quase R$ 60 mil de indenização + o seu posto de trabalho de volta.

Sim, o trabalho de volta. Apesar de pouquíssima gente saber, mas a lei garante à pessoa com deficiência, contratada pelas cotas, que sua demissão sem justa causa só poderá se concretizar quando a empresa colocar na MESMA FUNÇÃO, outra pessoa COM CONDIÇÕES semelhantes.

Antes de chegar a uma situação limite com seu chefe, no caso de uma discriminação, de um comportamento que vai contra suas possibilidades, não fique sofrendo sozinho, não fique doente. Bote a boca no trombone.

Se você foi contratado para ser advogado, mas está apenas servindo de peso de porta, de carimbador de papel, há algo muito errado e que precisa ser revisto, ser mudado. A nossa capacidade intelectual não está ligada a nossas habilidades físicas.

Não sou nenhum especialista em mercado de trabalho, mas entendo um pouquinho de “serumano”. Se a sua deficiência estiver falando mais do que seu talento, se estão exigindo mais do que seu físico ou seus sentidos podem dar contam, procure o RH da empresa, relate a situação ao superior de seu superior, deixe claro que está se sentindo desvalorizado, discriminado ou em casos mais extremos, assediado.

Por fim, digo que uma boa empresa precisa ter um planejamento mínimo _o que não envolve muita frescura_ para ter os deficientes em seus quadros. De forma geral, a inclusão rola super mega de boa e todo mundo sai ganhando _a empresa, o funcionário e a sociedade. Mas há também gargalos nesse processo que devem ser observados e reparados!

Bom final de semana e beijo nas crianças!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lançado Site de Relacionamento para Pessoas com Deficiência


Deficiência e sexualidade
Em virtude do crescimento na demanda por sites de relacionamentos segmentados, o Brasil ganha o www.NamoroDeficiente.com , primeiro portal destinado aos deficientes. Pelo menos 15% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, seja ela congênita ou adquirida, segundo o IBGE.
Mesmo com as mudanças na legislação no Brasil, que possui 190 milhões de habitantes, ainda há inúmeras limitações para transformar esse público de 25 milhões, em cidadãos com espaços iguais na sociedade. Para incentivar essa transformação na cultura nacional, uma nova ferramenta passa a ser utilizada de forma segmentada, a rede social.

Redes sociais
Estudiosos afirmam que, muitas vezes, nas redes sociais generalizadas, esse público era ignorado sempre que revelava alguma deficiência, o novo portal chega para concretizar o direito de encontrar um companheiro através da internet e de forma segura.
De acordo com a assessoria de imprensa, o portal possui diversos benefícios aos portadores de deficiências?*. Permite que os usuários compartilhem experiências, opiniões, se relacionem afetivamente e principalmente, façam amizades. A socialização inclui a troca de fotos, vídeos, músicas e ainda um blog, em que podem expressar as ideias.
No ar há menos de um mês, o site registrou um aumento de 34% nos cadastros diários, incluindo pessoas do exterior, como de Portugal, Angola e Moçambique. Nos perfis se destacam pessoas com idades entre 23 e 53 anos, também é grande a presença de usuários sem deficiência que dispensam possíveis preconceitos e se cadastram por ter interesse em se relacionar com esse público.
Quinto país com maior número de acesso à internet no mundo, o Brasil explora o acesso à informação para difundir os direitos perante a lei. Especialistas afirmam que com a conscientização das pessoas, a sociedade passa por um processo de amadurecimento.
NB: *A terminologia correta, segundo a Convenção da ONU e a Legislação Nacional do Brasil é pessoas com deficiência (Nota do Blog).
Esperamos que o site não represente uma forma de segregação, uma vez que a luta para incluir  pessoas com deficiência na sociedade acontece há mais de trinta anos. É preciso também tomar cuidado em relação aos devotees (pessoas sem deficiência que se interessam por pessoas com deficiência)   mal intencionados (Nota do blog).

COMISSÃO DISCUTE POLÍTICAS DE SAÚDE PARA AUTISTAS

(19/10/2011 - 16h55)

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher promoveu nesta quarta-feira uma audiência pública para discutir políticas para crianças, adolescentes e adultos com autismo. A principal reclamação dos pais de pessoas com a patologia é a falta de atendimento nos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS).

A presidente da comissão, vereadora Juliana Cardoso (PT), disse que por conta da falta de atendimento, as pessoas se mostraram nervosas e emotivas durante a audiência desta quarta-feira. "Vamos realizar outra audiência para debater o mesmo tema e cobrar o Executivo para que os recursos destinados para o tratamento de autistas sejam maiores", declarou.

A dona de casa Milena Elaine Carneiro Silva, que tem uma filha de 6 anos com autismo, foi uma das pessoas que reclamaram. "O poder público até fala que os CAPS dão todo o atendimento adequado para os autistas, mas não é isso que acontece. Levei a minha filha na unidade de Santo Amaro e um dia falta uma fonoaudióloga, no outro a psicóloga. Não temos nenhum respaldo", contou Elaine.

A assessora da área técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde Maria Claudia Tedeschi afirmou que o atendimento para pessoas com autismo está sendo realizado. "O CAPS atende crianças e adultos com essa patologia. Além das 66 unidades, temos 22 Centros de Convivência e também os Programas Saúde da Família, além das Unidades Básicas de Saúde", explicou. A assessora disse que todas as reclamações serão levadas à Secretaria.

O psiquiatra do Hospital das Clínicas Estevão Vadasz também participou da audiência pública e falou sobre a necessidade de equipes multidisciplinares para o desenvolvimento das pessoas com autismo. "Estes pacientes precisam de profissionais habilitados e especializados em autismo. As equipes devem ser compostas por fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, ou seja, uma equipe multidisciplinar", defendeu.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania

Amigos, gostaria de pedir que compartilhem este convite da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania que acontecerá nesta sexta (21), gratuitamente, a partir das 13h no salão de eventos do Hotel Karina em Itapetininga. Temas muito importantes serão debatidos, como mercado de trabalho para pessoas com deficiência, lei de cotas e educação inclusiva. Conto com vocês!




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fortaleza - CE: Câmara discute política de saúde mental em Fortaleza

(Da Redação às 19:52 de 18/10/2011 - Atualizada às 19:52)


A Câmara Municipal de Fortaleza realizará uma audiência para discutir a situação dos Centros de Apoio Psicossocial (Caps), e a política de saúde mental na Capital. O encontro acontece na próxima quarta-feira (19) às 14h30, no auditório Ademar Arruda.

A proposição é do vereador João Alfredo (PSOL), que visitou o Caps da Secretaria Regional IV, “Lá constatamos a existência de sérios problemas, como a falta de espaços para a realização de terapia; falta de remédios; alimentação, além de ventilador queimado e telhado quebrado”, relatou o parlamentar.

Para o vereador, a necessidade de superação de entraves burocráticos na relação Caps e Secretaria Executiva Regional (SER), bem como uma maior previsão orçamentária para o suprimento das carências de pessoal e infraestrutura, são algumas das soluções para os problemas detectados.

João Alfredo ainda ressaltou que a proposta de debate sobre a política de saúde mental em Fortaleza não tem como objetivo questionar o modelo de atendimento do Caps, mas busca dar acesso às pessoas acometidas de transtornos mentais, proporcionando um tratamento adequado, evitando ao máximo a necessidade de separá-las do convívio familiar e social.

Fonte: TV Jangadeiro (Fortaleza - CE)

4º Congresso Internacional das AVAPEs


"Tecnologias Sociais: Compartilhando Tendências" é o tema do 4º Congresso Internacional das Avapes e abordará os seguintes assuntos:

  • Educação e Capacitação
  • Empregabilidade
  • Empreendedorismo Social
  • Políticas Públicas
  • Projetos, Iniciativas e Inovações
  • Qualidade de Vida: Tecnologias Assistivas e Acessibilidade

Inscrições pelo site:
http://www.fenavape.org.br/congressointernacional/ 

Datas e horários:
segunda, 7 de novembro às 09:00 a 09 de novembro às 18:00
Local:
Hotel Caesar Park Faria Lima
Avenida das Olimpíadas, 205 – Vila Olímpia.

Fonte: Facebook

CPI DISCUTE ACESSIBILIDADE EM SHOWS E EVENTOS

(18/10/2011 - 12h15)

A acessibilidade em espetáculos e outros eventos na cidade de São Paulo foi o tema da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tema, nesta terça-feira. Renato Paiva, CEO da produtora Coliseu Eventos, participou do encontro e discutiu maneiras de evitar que a falta de adaptações dos estabelecimentos a deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida seja um entrave para esse público em shows.

"As pessoas estranham quando digo que metade da população enfrenta problemas de acessibilidade, mas é o que acontece se considerarmos, além dos deficientes, idosos, gestantes e outros", explicou Paiva, cuja empresa atuou junto à SPTuris na reforma do Anhembi, na organização da Virada Cultural e em outros eventos na capital paulista.

Para ele, já existe uma preocupação em tornar os lugares de shows acessíveis, até porque há a necessidade de aprovação do Contru. O problema, para o produtor, está em convencer a população de que é possível frequentar esses locais em segurança.

"Sinceramente, que pessoa com alguma dificuldade de acesso vai ter coragem de sair de casa e assistir a um grande espetáculo? É muito importante fazer uma campanha aos realizadores e donos de casas de show, mas é preciso também motivar as pessoas a irem a esses eventos", disse Paiva, sugerindo campanhas institucionais e parcerias com a Prefeitura no transporte.

O relator da CPI, vereador Quito Formiga (PR), discordou do convidado. "Eles (os deficientes físicos) estão sim comparecendo aos eventos, inclusive avisam na compra do ingresso para que haja a estrutura necessária. Na vistoria que fizemos em um grande show no estádio do Morumbi vimos deficientes, pois quem gosta de um bom espetáculo está presente nessas ocasiões", afirmou.

Renato Paiva também acredita que São Paulo deveria ter, a exemplo de Curitiba, um conselho de eventos que reunisse órgãos públicos e os principais produtores da cidade. "Todos os grandes eventos passariam por esse conselho, e suas cadeiras mudariam anualmente", completou. Paiva defende que o conselho seria uma importante ferramenta para garantir acesso universal aos espetáculos.

ANÁLIA FRANCO
O vereador Quito Formiga também apresentou nesta terça-feira o relatório sobre a vistoria que os membros da CPI fizeram no Shopping Anália Franco em 7 de outubro, quando verificaram as condições de acessibilidade do local. O relator afirmou estar satisfeito com a estrutura do centro de compras, que possui vagas reservadas para deficientes físicos no estacionamento e sinalização em braile, entre outros equipamentos.

Fortaleza (CE): Campanha presta atendimento gratuito a portadores de diabetes

A Sociedade Cearense de Oftalmologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes realizam nesta terça-feira (18), a partir das 8h, no Centro de Diabetes e Hipertensão do Estado, no Hospital das Clínicas e no Hospital Geral de Fortaleza, a campanha “De Olho no Olho do Diabético”.

A campanha, que marca as comemorações do Dia do Médico, promove atendimento gratuito a pacientes portadores de diabetes e que aguardam consultas de retinopatia diabética, complicação causada pela doença que pode levar à cegueira.

Acompanhamento é melhor forma de tratamento

O acompanhamento do paciente é a melhor forma de controlar a doença oftalmológica. Os portadores de diabetes devem realizar um exame anual para detectar ou perceber a evolução da retinoplastia diabética, que também pode acarretar catarata e alterações na córnea.

Segundo Edmar Guedes, oftalmologista presidente da Sociedade Cearense de Oftalmologia, “estima-se que 20% dos diabéticos apresentarão retinopatia diabética em 20 anos. Quando o diagnóstico é postergado, a chance de cegueira é maior”.

Cientistas descobrem novo alvo para tratar esclerose lateral amiotrófica

Variação faz célula comum no cérebro atacar os neurônios motores. Atualmente, não existe tratamento nem para frear avanço da doença.

Cientistas descobriram um novo tipo de célula neural que parece estar ligada ao desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica. Não existe hoje nenhum tratamento para essa doença e, segundo os cientistas, qualquer maneira de frear seu avanço já teria um grande impacto para a medicina.

A esclerose lateral amiotrófica mata, aos poucos, os neurônios motores. O paciente sofre paralisias e, em alguns anos, morre em decorrência dos sintomas, na maioria dos casos. A doença também é conhecida como mal de Lou Gehrig, em homenagem a um jogador de beisebol que morreu dela.

O novo tipo de célula descrito no estudo – publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences – é uma variação do astrócito. Os astrócitos são células muito comuns no cérebro, que ajudam a fornecer energia aos neurônios e a protegê-los. Porém, há casos em que esses astrócitos se tornam tóxicos e matam os neurônios.

Os astrócitos descobertos na pesquisa são dez vezes mais tóxicos do que qualquer outra célula do tipo já conhecida e atacam somente os neurônios motores. A essa variação os cientistas deram o nome de “astrócitos aberrantes” – ou células AbA.

“Essas células são um novo alvo, uma base para tratar essa doença”, diz Joe Beckman, pesquisador da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, que desenvolveu a pesquisa em parceria com o Instituto Pasteur, de Montevidéu, no Uruguai.

“Isso deve nos permitir encontrar pesquisar rapidamente entre drogas novas e já existentes para identificar as que possam matar as células AbA, que são facilmente cultiváveis em laboratório. Isso é muito empolgante”, comemora o cientista.

Fonte: G1

Curso de Português para Surdos

O Instituto Mãos Que Tocam oferececurso de Português para Surdos, visando a atender os estudantes a partir do ensino médio, levando-os a se apropriarem da língua portuguesa dentro da modalidade escrita, objetivando qualificar os estudantes para o ingresso no ensino superior e também no mercado de trabalho.

O curso trabalha com gramática aplicada, produção textual, ampliação de vocabulário e expressões coloquiais úteis ao dia-a-dia, visando uma comunicação espontânea.

Investimento:
Matrícula: R$ 100,00
Mensalidade: R$ 70,00.
Horário disponíveis:
Sábado das 09h as 12h.
local: Rua Desembargador Bandeira de Mello nº 492 - Santo Amaro - SP
Contato pelo Facebook ou pelo E-mail

Fonte: Instituto MÃOS QUE TOCAM, via Facebook

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Seminário Discutirá Regras Previstas na Nova Lei das Calçadas

Um seminário programado para o dia 24 de outubro na Câmara Municipal de São Paulo vai debater as mudanças previstas na nova Lei 15.442/2011, fruto de um projeto do vereador Domingos Dissei (PSD), que institui multas mais rigorosas para proprietários de imóveis que não mantêm seu trecho de calçada em condições adequadas.

Durante o evento, especialistas abordarão a regulamentação da lei e falarão da importância da padronização do passeio público em uma cidade com as dimensões de São Paulo.

Foram convidados para discutir o assunto Ronaldo Camargo, secretário das Subprefeituras; vereador José Police Neto (PSD), presidente da Câmara Municipal; Domingos Dissei; Amauri Pastorello, designado "gerente" das calçadas da cidade; vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da CPI da Acessibilidade; Júlia Maria D. Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas; Asunción Blanco, gerontóloga e coordenadora do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo; e Silvana Serafino Cambiaghi, da Comissão Permanente de Acessibilidade.

O evento acontecerá das 10h às 12h na Sala Sérgio Vieira de Melo da Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100 – 1° Subsolo).

domingo, 16 de outubro de 2011

Boa alimentação é fundamental na reabilitação de pessoas com deficiência

Além dos exercícios da fisioterapia e a da terapia ocupacional, a boa alimentação tem importante papel no processo de reabilitação. Devido às limitações físicas, é essencial que pessoas com deficiência ou com sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) tenham uma alimentação balanceada, pois a dificuldade em perder peso pode prejudicar a reabilitação. Segundo a coordenadora da Nutrição da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sofia Boschetti, é muito comum que pacientes com lesão medular apresentem excesso de peso. “Na fisioterapia, o paciente com sobrepeso pode ter dificuldade em ficar de pé e sobrecarregar o joelho, impedindo a continuidade do tratamento”, exemplifica Sofia.

Além da prevenção à obesidade, outra linha de tratamento é a dietoterapia. Trata-se de orientações baseadas no peso e nos hábitos alimentares do paciente para evitar problemas cardiovasculares e casos de hipertensão. “Quem já sofreu um AVC não está livre de outro. Nesses casos, preparações ricas em sódio, como feijoada, mortadela, macarrão instantâneo, hambúrguer e temperos devem ser evitados”, aconselha a nutricionista.

Sofia acredita que a obesidade pode ser fruto não só da má alimentação. “Os pacientes ficam ansiosos e exageram no consumo. Muitos dizem que já têm muitos problemas e ignoram o sobrepeso”. O ideal é que o paciente tenha uma dieta saudável e não ganhe peso.


Fonte: Jornal de Barretos via DeficienteForum

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Criado tablet para escrever em Braille

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/10/2011

Para escrever em braile, o usuário coloca oito dedos sobre a tela
e o programa atribui automaticamente as teclas
virtuais a cada um dos dedos. [Imagem: Stanford School of Engineering]

Mudando de ideia

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criaram um tablet que permite escrever braile usando a tela sensível ao toque.

"Originalmente, nossa intenção era criar um aplicativo de reconhecimento de caracteres que pudesse usar uma câmera de um dispositivo móvel - um celular ou um tablet - para transformar páginas em Braille em textos correntes," explica Adam Duran, idealizador do projeto.

Mas os problemas começaram a pipocar rápido.

"Como é que uma pessoa cega vai orientar uma página para que o computador saiba qual é o lado de cima? Como uma pessoa cega vai garantir a iluminação correta de toda a página," explica Duran.

Logo ficou claro para ele e seus colegas Adrian Lew e Sohan Dharmaraja que o pulo do gato não era fazer um leitor Braille, mas um "escrevedor" Braille.

"Imagine ser um cego em uma sala de aula, como é que você vai fazer anotações," comenta Lew. "E como fazer se você estiver na rua e precisar anotar um número de telefone? Estas são questões reais com que as pessoas cegas se deparam no dia-a-dia."

Tablet para escrever em Braille

Uma máquina de escrever Braille moderna se parece com um notebook sem tela, com um teclado de oito teclas - seis para criar o caracter, mais um enter e um delete.

O maior desafio foi criar uma forma para que uma pessoa cega pudesse encontrar as teclas em uma tela sensível ao toque comum, que é plana, sem nenhuma saliência.

Então, em vez de criar teclas na tela que o usuário precise localizar, os cientistas inverteram o processo: o usuário coloca oito dedos simultaneamente sobre a tela e o programa leva as teclas virtuais até cada um dos dedos.

Se o usuário ficar perdido no meio da digitação, basta tirar todos os dedos da tela e começar de novo.

Os cientistas afirmam que um tablet Braille deverá custar um décimo do preço de uma máquina de escrever Braille tradicional.


Número de autistas no Brasil é desconhecido

O Brasil ainda desconhece seus autistas. O país não tem uma pesquisa de prevalência para saber qual a taxa de incidência do distúrbio na população. O dado numérico é considerado o primeiro passo para normatizar uma política pública de atendimento aos autistas.

Segundo a presidente da ONG Autismo & Realidade, Paula Balducci de Oliveira, o Brasil adota números do autismo dos Estados Unidos, onde a doença atinge uma em cada 110 crianças.

_Pelas características dos países e pela pesquisa lá ser bem séria, adotamos esse número – afirma. Estimativas da ONU dão conta de que seriam 70 milhões de autistas em todo o mundo.

Cristiane Silvestre de Paula, pós-doutora em Psicologia Médica e Psiquiatria e consultora do Comitê Científico da Autismo& Realidade, diz que, em tese, o Sistema Único de Saúde (SUS) está desenhado para atender as crianças autistas.

_ O formato é o atendimento multidisciplinar com pediatras, psicólogos e psiquiatras – afirma.

Na prática, porém, não existem estruturas suficientes para o atendimento. Uma pesquisa piloto feita em 2010 em Atibaia, interior de São Paulo, revelou uma taxa de autismo de 0,3% em jovens de até 20 anos. Por esses números, seriam necessários 258 Caps I (Centro de Atendimento Psicossocial para Crianças e Adolescentes) no estado. Hoje, são 30 Caps I para atender todos os distúrbios psiquiátricos.

O estudo realizado em Atibaia revela falhas no diagnóstico da doença.

- Foram encontradas crianças maiores de 10 anos que não eram diagnosticadas. A realidade brasileira é essa – diz.

O diagnóstico precoce é tido como uma das principais armas no tratamento do autismo.

- Nos últimos tempos, as pesquisas descobriram muito. Mas esse conhecimento não chegou na ponta do atendimento, nos pediatras e psicólogos do SUS que fazem o diagnóstico.

Segundo a deputada Rosinha da Adefal (PT do B/AL), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência, há dois projetos de lei apresentados ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, projeto que aguarda tramitação na Câmara.

_ Os projetos preveem a disponibilização de leitos específicos para portadores da doença nos Capes, além da obrigatoriedade das equipes multidisciplinares – diz a deputada.

Fonte: Jornal O GLOBO via DeficienteCiente

Campanha de proteção ao pedestre busca reduzir acidentes e mortes em São Paulo



O respeito ao pedestre como forma de reduzir o número de vítimas no trânsito de São Paulo é o foco de uma campanha de conscientização realizada pela Prefeitura em toda a cidade, em especial nas áreas classificadas como Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre, que respondem pela maioria dos atropelamentos na capital.

Segundo dados do Executivo, em 2010 aconteceram 7.007 atropelamentos em São Paulo, com a morte de 630 pessoas. Isso corresponde a 46,4% das 1.357 mortes em decorrência de acidentes de trânsito na cidade.

Pesquisas mostram que o fator humano, relacionado ao comportamento, é a principal causa de 90% dos atropelamentos. Se por um lado os motoristas têm a certeza da impunidade, por outro os pedestres, sempre apressados, atravessam em qualquer ponto, pois sabem que na faixa de travessia não têm preferência.

Por meio de diversas iniciativas, o Programa de Proteção ao Pedestre implantado no município tem como meta a redução de 50% dos atropelamentos e mortes até 2012.

O principal foco da campanha é a criação de uma cultura de respeito ao pedestre, através de ações educativas que provoquem uma mudança de comportamento em relação à travessia de ruas e avenidas. Além disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reforçou a fiscalização e adotou melhorias como substituição de semáforos eletromecânicos por eletrônicos e pintura de faixas de travessia.

Segundo a última pesquisa de percepção do pedestre realizada na Zona Central e divulgada no dia 16 de setembro, o respeito por parte dos motoristas aumentou de 10% para 25% desde o início do programa, em maio.

Assista abaixo a alguns vídeos da campanha:






quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Steve Jobs e a tecnologia acessível: algumas de suas criações


Ontem (5/10), faleceu nos EUA, aos 56 anos o empresário Steve Jobs. Ele havia renunciado ao cargo de CEO da Apple no dia 24 de agosto. A informação foi confirmada pela Apple e pode ser vista acessando www.apple.com.
Entenda a trajetória do fundador da Apple
Steve Jobs fundou a Apple em 1 de abril de 1976, junto com Steve Wozniak e Ronald Wayne. Em 1985, foi afastado pelo conselho de diretores da empresa. No ano seguinte, criou outra empresa do ramo de tecnologia, a NeXT.
Em 1996, voltou à Apple após 11 anos de afastamento para salvar a empresa do buraco. Em 1998, Steve ajudou no desenvolvimento do primeiro iMac tudo-em-um da empresa. Aquele que foi vendido em diversas cores chamativas, e influenciou a “moda” dos gadgets da época.
De lá para cá, Steve foi figura determinante para o grande crescimento da empresa e participou ativamente da criação de grandes sucessos da Apple nos últimos anos, como iPod (2001), iTunes (2003), iPhone (2007) e o iPad (2010). Todos esses sucessos de venda fizeram com que a Apple se tornasse a maior empresa do mundo em capitalização de mercado, com US$ 339,4 bilhões em valor total de suas ações.
Problemas com a saúde
Em agosto de 2004, Steve Jobs se submeteu a uma cirurgia para retirada de tumor maligno no pâncreas, e de lá para cá, o empresário teve que se afastar duas vezes do cargo por licenças médicas, em 2009 e janeiro de 2011.
Devido a sua saúde já bem debilitada, no último dia 24 de agosto, Jobs renunciou ao cargo de CEO da Apple, para o vice Tim Cook assumir no seu lugar. Nenhuma notícia sobre seu estado de saúde chegou a ser transmitida no dia 4, durante o lançamento do iPhone 4S.
Steve Jobs
O iPod foi uma das grandes inovaç˜ies (Foto: Divulgação)

Stevie Wonder elogia a empresa Apple
Steve Wonder elogiou  a empresa Apple por seus produtos com características marcantes de acessibilidade. Para o cantor, o recurso para usuários com deficiência da empresa é melhor que o de qualquer outra grande companhia do setor. Produtos como o iPhone 3GS, o iPod touch e o iPad já possuem recursos para pessoas com deficiências visuais. Um dos aplicativos criados pela Apple pode mudar a tonalidade da tela, útil para os que tem baixo grau de deficiência visual. Em outros, uma voz soletra o que está sendo digitado. Detalhe: esse aplicativo funciona em mais de 20 idiomas.
Algumas de suas criações
iPhone 3GS
A Apple apresentou o novo iPhone 3GS que, para além de outras inovações tecnológicas, apresenta características de acessibilidade que possibilitam o uso deste smartphone por pessoas com deficiência visual ou baixa visão.
Se a tecnologia touchscreen tem sido objeto de muitas criticas e preocupações por parte das associações de cegos de todo o mundo por potenciarem o risco de exclusão digital, a comunidade cientifica parece estar atenta à questão da inacessibilidade das telas sensíveis ao toque e começam a surgir soluções tecnológicas capazes de tornar os dispositivos touchscreen acessíveis para todos. Um dos exemplos mais marcantes da atualidade é o iPhone 3GS que a Apple apresentou recentemente.
iPhone 3GS

iPad

Por ter uma tela sensível ao toque, você espera que usuários de tablets ou smartphones mais novos interajam com eles usando os olhos e as mãos. Quem tem algum tipo de deficiência visual, porém, ficaria impedido de usar esse tipo de gadget se não fossem pelas opções de acessibilidade que existem. As fabricantes de software já notaram a presença desse público e sabem que precisam implementar um suporte extra nos seus sistemas, por isso o Android, iOS e vários outros já têm isso de fábrica.
Ainda assim, eu imagino que seja meio difícil conceber como uma pessoa cega usaria um dispositivo touchscreen. O vídeo abaixo resolve essa dúvida. Nele você vai ver como um cego interage com um iPad usando as opções de acessibilidade que foram implementadas pela Apple no iOS. Você sabia, por exemplo, que existe um modo “cortina de tela”, que apaga a tela mas não a desativa?
iPod touch