segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Quem Será Por Nós?

O eleitorado com deficiência
Ficou com uma pergunta atravessada.
Por quais vereadores  poderemos
Ver a nossa bandeira levantada?

O resultado dessas eleições
Zerou a nossa visibilidade
no Parlamento. Com quem contaremos
na luta pela acessibilidade?

Pedimos a Deus que o Legislativo
Municipal não nos deixe fora
das discussões sobre mobilidade.

Somos parcela bem considerável
do eleitorado. E só reivindicamos
Viver numa cidade transitável.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rede Globo de Televisão Ignora Solenemente as Paralimpíadas do Rio de Janeiro

De quem deu a cobertura que deu aos Jogos Olímpicos, o povo esperava, no mínimo, o mesmo interesse pela cobertura dos Jogos Paralímpicos.
Não adianta contratar atores com deficiência para uma única produção, para mostrar sabe Deus o que a quem, e na hora de um megaevento como esse, simplesmente, fazer-se de surdo (aliás, um paradoxo, porque, até onde se sabe, surdez é deficiência auditiva). Bola pretíssima para a #RedeGlobo esse ano. Ainda mais, sendo a sede onde é.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Programa BEM - ESTAR Dedicado às pessoas com deficiência na véspera da abertura das Paralimpíadas

Contando com a presença do jornalista Jairo Marques, que falou sobre seu livro MALACABADO e deu dicas sobre a maneira de abordar uma pessoa com deficiência, o programa BEM - ESTAR de hoje estava excelente. Vale ver.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A ORIGEM

Você já percebeu que agora o nome “Paralimpíadas” e a expressão “atletas paralímpicos” aparecem sem a letra “o”? A mudança foi feita para igualar ao uso de todos os outros sete países que têm o Português como língua oficial (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste). Todos esses países já usavam a forma atual e, para que o Brasil não ficasse diferente, o Comitê Paralímpico Internacional pediu que fosse feita a alteração, anunciada em novembro de 2011. Uma curiosidade: O termo vem do inglês: paralympic, criado com base no cruzamento de para(plegic) + (o)lympics.

Fonte:
Blog → www.linguaportuguesa.blog.br
Instagram → www.instagram.com/linguaportuguesa_
#linguaportuguesa #paralimpiadas #jogosparalimpicos

terça-feira, 16 de agosto de 2016

4ª Romaria “Em Atenção às Pessoas com Deficiência”


CONVITE

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO
PASTORAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
DIOCESE DE APARECIDA
SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA

Caro amigo(ª).
Paz e Bem!!

É com alegria que vimos até você, para convidá-lo(ª) a participar da 4ª Romaria “Em Atenção às Pessoas com Deficiência”, que acontecerá no dia 17 de setembro de 2016.
Na ocasião, às 16:00, na Basílica Nacional de Aparecida, será celebrada missa em “Ação de Graças”, pelo Dia Nacional de luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 21 do mesmo mês e os 10 anos da Campanha da Fraternidade de 2006, que teve como tema: “Fraternidade e Pessoas com Deficiência” e o lema “Levanta-te e vem para o meio”. (Marcos 3/3).

A celebração contará com recursos de acessibilidade, como:
- acessibilidade arquitetônica;
- Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras);
- Folhetos em braile e em letra ampliada;
- Áudio-descrição (levar receptor de FM / celular ou similar e fones de ouvido).

Para quem não é de São Paulo, programe-se para compartilhar conosco, desse momento singular.

PROGRAMAÇÃO

Às 14:00, haverá um momento de oração e reflexão, conduzido pelo Padre José Valdir, pessoa cega, da Diocese de São José dos Campos.
Às 15:00, todos deverão se dirigir em procissão, ao Santuário Nacional, para acompanharem a celebração, que terá início às 16:00.
Sem mais, nos despedimos e aguardamos sua presença.

Abraço fraterno e a Paz de Jesus!!

Pastoral das Pessoas com Deficiência


SERVIÇO:
ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO
PASTORAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
DIOCESE DE APARECIDA
SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA
INFORMAÇÕES:
E-mail: pastoral.pcd.sp@gmail.com
Tel.: (11) 2888-8866

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

10 filmes que abordam a inclusão de pessoas com deficiência


Para garantir a efetiva inclusão de crianças e adultos, é necessário que as deficiências sejam lidas em um contexto de diversidade, assumindo que todos temos perfis e necessidades específicas e aprendemos cada um a nossa maneira.

Para contribuir com essa reflexão, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou filmes que têm como tema a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. As obras podem ser um excelente disparador para debater, em sala de aula e também em família, a necessidade da construção de uma sociedade inclusiva.

Veja abaixo aqueles que tem classificação livre e podem ser visto pelas crianças.

Aqui você confere a lista completa

Cordas (2014)

O curta animado “Cordas” narra a amizade entre Maria, uma garotinha muito especial e Nicolás, seu novo colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. A pequena, vendo algumas das impossibilidades do amigo, não desiste e faz de tudo para que ele se divirta e consiga brincar. Reconfigurando e recriando jogos e atividades, Maria celebra a vida do colega, aprende ao passo que ensina e emociona a todos – inclusive os espectadores -, com as possibilidades do sonho e de uma amizade verdadeira. Ao final, uma surpresa especial, que lembra a todos da importância do educar e da relação que se estabelece no ensino e aprendizagem.

Trailer no YouTube


Sempre amigos (1998)

O filme relata a parceria, a amizade e as dificuldades enfrentadas por dois garotos: Kevin, extremamente inteligente, sofre de uma doença degenerativa e, por conta disso, acaba ficando isolado do convívio social, e vivendo mais no mundo da imaginação; e Max, um gigante de 13 anos, que não tem o desenvolvimento esperado na escola e por conta disso é discriminado no ambiente pelos colegas. Quando os dois se encontram, uma bela amizade nasce e com ela uma relação de inteligência e força, como um contraponto às injustiças cometidas nas demais relações de convivência.


Uma lição de amor (2001)

O filme conta a história de Sam Dawson, um homem com deficiência mental que tem uma filha Lucy que, quando completa 7 anos, começa a ultrapassar intelectualmente seu pai. Uma assistente social ao ver a situação quer tirar a guarda internando Lucy em um orfanato. A situação se transforma em um briga jurídica em que se discute o papel do pai e se pessoas com limitações intelectuais como Sam podem ser responsáveis por crianças.

Trailer no YouTube


A pessoa é para o que nasce (2002)

Documentário relata a história de três irmãs cegas de Campina Grande, Maria das Neves, Regina Barbosa e Francisca da Conceição. A narrativa mostra a leitura de mundo das mulheres e a dedicação do trio à música.

Trailer no YouTube




Janela da Alma (2001)

No documentário, 19 pessoas dão seus relatos de como lidam com a deficiência visual. As histórias acabam abordando o olhar de uma forma mais sensível e menos ligada diretamente com o espectro exterior, sugerindo que a sociedade em geral, mesmo com a possibilidade de ver, deixou de enxergar o que é visível aos olhos.



Amy uma vida pelas crianças

Após a morte de seu filho, Amy deixa seu marido para se tornar professora em uma escola para crianças deficientes. Descobrindo uma nova razão para viver, ela se dedica a ensinar crianças surdas a falar, ao mesmo tempo em que elas o ensinam o verdadeiro sentido do amor.










quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ao conduzir tocha artificialmente em pé, Lais Souza ignora quem vive sentado


Cadeirante, ex-ginasta Lais Souza conduz tocha olímpica de péNão entendi a razão de a ex-ginasta Lais Souza ter usado para conduzir a tocha olímpica em um dos momentos de sua passagem por São Paulo uma geringonça que faz o povo estropiado das pernas ficar em pé e até dar umas voltinhas.

Ao contrário de me comover, a papagaiada midiática protagonizada pela moça, que rendeu fotografias bonitas, provocou em mim um desconforto e levou o debate da inclusão para um nível de retrocesso que eu pensava já ter sido superado. Ainda não se compreendeu que as pessoas podem viver muito bem em sua condição de cadeirante, de cego, de surdo, de autista, de anão.

Lais, diante da realidade das pessoas com deficiência no Brasil, tem privilégios de magnatas: direito a uma pensão integral paga pelo contribuinte —o que considero justo—, um cuidador atencioso que topa carregar até fogo por ela, acesso a tratamentos supostamente revolucionários nos Estados Unidos e apoio popular irrestrito à evolução de sua condição de tetraplegia.

Quando Lais desfila em pé, atada por fivelas, olhando para os mortais “malacabados” por cima, mesmo que inconscientemente, ela passa mensagens que não casam com as batalhas da diversidade: “Aqui de cima é bem mais legal”, “Se esforce, que você volta a andar”, “Tudo vale a pena para ser igual aos outros”.

Equipamentos de acessibilidade, como a cadeira de rodas que possibilita ficar em pé com treino e supervisão de especialistas, servem para melhorar enroscos cotidianos de uma deficiência. São úteis para reduzir entraves provocados por perdas, não para substituir uma realidade torta por uma novinha, normal.

Ficar em pé naquele instrumento pode ajudar na circulação do sangue pelo corpo, pode melhorar o equilíbrio, serve para apanhar objetos mais altos e até para fazer pequenos deslocamentos. Tudo isso melhora a qualidade de vida. A meu ver, a cadeira não serve para saracotear diante do público, carregando um símbolo universal, transmitindo nas entrelinhas uma mensagem vã de esperança que mais atrapalha do que agrega.

Andar amarrado em uma máquina não é prioridade para milhares de lesados medulares que perdem movimentos de braços, de pernas e até do pescoço. Avanço bom é aquele, ainda fomentado pela ciência, que vai melhorar a sensibilidade, que poderá retomar funções fisiológicas afetadas, que vai possibilitar que se trabalhe melhor, que se viva em sociedade com mais autonomia e que o relacionamento com o outro tenha menos obstáculos.

A criação de uma identidade respeitada passa pela valorização da condição que se tem —seja ela qual for—, solidifica-se com representações adequadas e afirma-se com protagonismo sem disfarces ou subterfúgios.

De lembrança da tocha, vou guardar a imagem do atleta cadeirante da canoagem Fernando Fernandes, que recebeu de Lais o símbolo e deu a ele a legitimidade da persistência e da ardência da coragem de seguir em frente fazendo, de quebra, um discurso enaltecedor do valor do esporte paraolímpico.

Em tempo: vou descansar a beleza por algumas semanas. Saio em férias! Volto em setembro se Zeus quiser.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Curiosidade e delicadeza






Em uma entrevista histórica conduzida por Clarice Lispector com o gênio Vinicius de Moraes, em 1979, o poeta surpreende o ritmo da conversa soltando a frase:”Tenho tanta ternura pela sua mão queimada”.

O que poderia ser oportunidade para sanar uma curiosidade ou alguma inquietação sobre as marcas da escritora, que anos antes havia se ferido em várias partes do corpo durante um incêndio em seu apartamento, tornou-se delicadeza e lirismo.

Poucos nascem com o espírito da leveza do poetinha, mas tentar ser menos cruel com aqueles que se apresentam curiosos, exóticos ou feios aos olhos da normalidade contribui de maneira determinante para encorajar o dia seguinte.

Quem mais se prejudica com o fuzilamento do olho torto, do olho inquieto à procura do defeito, do malfeito, do “malacabado” é a criança. Nenhum pequeno quer ser protagonista de suas deformidades ou diferenças em um tempo cuja preocupação deveria ser o brincar, o aprender as cores do arco-íris e a compreender que estar vivo é “maraviwonderful”.

A questão não é somente evitar a mirada inconveniente para aquele menino com uma síndrome rara e de aparência inusitada. O que tem potencial de construir positivamente cidadania diante da diversidade é a compreensão após a mera curiosidade. Mais do que educado, o olhar precisa ser ampliado, sofisticado, evoluído.

Esse processo começa, inclusive, dentro de casa, com pais, mães, irmãos e agregados deixando as perturbações do que parece estranho em seu ente querido para dar espaço ao que se entende por força de família: o amor acima de qualquer coisa, o encorajamento para enfrentar a rua, o apoio incondicional para se afirmar diante de seu ineditismo potencialmente desconcertante.

Uma experiência concreta disso está narrada na ótima obra recém-lançada da cantora Olívia Byington, “O Que é Que Ele Tem”, em que conta a trajetória de dores e conquistas de ter um filho –João, hoje com 35 anos– nascido longe do lugar-comum do bebê fofo e encantador e que cresceu guardando uma aparência incomum.

Penso ser legítimo perguntar a razão de um menino ir à escola levando um respirador ou por que a menina tem a pele escamosa, mas sanar a dúvida e acalmar a ânsia imaginativa não pode se esgotar em si só. Como se brinca com esses meninos? Como posso ser amigo deles? O que eles podem me ensinar e o que podem aprender?

Geralmente, experimenta-se apenas a curiosidade, seguida de um afastamento aterrador e doloroso, quando não a exposição do puro sabor do preconceito, o que forma adultos angustiados, temerosos, refugiados em si mesmos.

A humanidade sabe ser cruel para defender a imobilidade de sua representação tida como mais bonitinha: branca, elegante, esguia, completa fisicamente, absolutamente incompleta em caráter.

Mas o tempo em que o “anormal” vai ocupar seus espaços como o “novo normal”, mesmo que seja à custa de muito embaraço e incompreensão, está chegando e se instalando em vários campos sociais –se não houver esse movimento perto de você, preocupe-se, pois seu mundo parou! Ganha mais quem acolhe, compreende e poetiza a diversidade.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Xbox vai permitir criar avatar cadeirante


Phil Spencer, da Microsoft, revelou que em breve os jogadores poderão criar avatares cadeirantes para o Xbox Live. O executivo anunciou no Twitter a o novo recurso de representatividade.
Logo após Mike Yabarra, diretor de Gestão de Programas do Xbox, postou uma imagem na mesma rede mostrando como os avatares ficariam.
Alguns sites, como o Yahoo e o Second Life, já permitiam a criação de avatares cadeirantes. Ainda assim, é importante a preocupação da Microsoft em trazer essa representatividade também para o mundo dos games.

Os executivos da marca não informaram quando a atualização estará disponível para todos os usuários, mas acredita-se que algumas mudanças possam surgir em agosto com o lançamento do Xbox One S.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

SER CEGO ( Por Silvio Souza*)



Todos dizem que sou cego
Pois me vêem tatear
Mas nem sabem quanto “enxergo”
Do que não posso contar

Algumas coisas não “vejo”
Isso não posso negar
Mas aproveitando o ensejo
Convém agora explicar:

Que pena, não vejo o sol
Se esconder no horizonte
Que encanta com o arrebol
Ou surge por trás do monte

Não vejo as tão belas rosas
Que me dariam prazer
E as muitas coisas penosas
Até prefiro não ver

Não vejo a poluição
No céu cinzento e sem brilho
Nem o rosto de aflição
Da mãe a chorar seu filho

E as cenas da violência
Por muitos apreciadas
Mostradas com insistência
Que bom que não vejo nada

Mas vejo a sinceridade
Do amigo mais que um irmão
Numa pequena bondade
Com olhos do coração.


*Silvio Souza
Poeta da Casa do Poeta Lampião de Gás de São Paulo
Registrado no EDA - Escritório de Direitos Autorais
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – RJ
silviofadesouza@gmail.com

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Alunos do ITA desenvolvem tablet adaptado para deficientes visuais


Textos poderão ser sentidos por meio da leitura em braile.
Previsão é que o tablet tenha preço acessível em torno de R$ 600.

Dois estudantes do Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) de São José dos Campos (SP) estão desenvolvendo um tablet adaptado para deficientes visuais. A ideia dos alunos é que o aparelho tenha preço acessível na comparação com outras opções do mercado.
“A principal funcionalidade vai ser o digital e a partir dele vamos implementar para conseguir estruturar  coisas em cima dele”, explicou o estudante de engenharia da computação Fábio Martins Fernandes, um dos criadores do projeto.
Um tablet de mercado para deficientes custa em média R$ 10 mil. A expectativa é que este seja fabricado com valores mais acessíveis, em torno de R$ 600. O aparelho está na fase final do desenvolvimento e deve começar a ser vendido ainda neste ano.
O projeto pode ajudar pessoas como a Vitória Mayuki, 12 anos, que é cega. Ela tem a ajuda da estagiária de pedagogia Sandra de Fátima para estudar no mesmo ritmo dos outros alunos.

“Eu sou escrevente, sempre estou escrevendo, perguntando se ela entende, se não entende, ela me questiona, questiona também os professores. Quando ela não entende, eu procuro tentar entrar no mundo dela, com os auxílios que eu tenho ao meu redor pra fazer com que ela possa entender", disse a estagiária.
Por causa da deficiência, Vitória aprendeu a transformar as letras que enxergamos em letras que os cegos sentem, no toque dos dedos. Além de ler, ela escreve na maquininha que produz textos em braile. “Mas uma vez, no celular tentei pesquisar o que é dengue, desativei a voz deixei a tela toda escura", disse Vitória - que com o tablet dos alunos espera poder navegar na web.





sábado, 21 de maio de 2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pessoas com deficiência poderão contar com leitores ou transcritores durante o ENEM

ATENÇÃO!!

Por favor ajudem a divulgar que na prova do ENEM 2016, os candidatos cegos, com baixa visão, autistas, que possuam outras deficiências que impossibilitem ou dificultem a escrita ou leitura tais como derrame, deficiência física, amputados  podem solicitar o Ledor ou Transcritor que acompanhará durante a aplicação da prova. Lendo e transcrevendo a prova. Mas é necessário solicitar na inscrição e ter laudos médicos comprovando....

As inscrições se encerram a meia noite do dia 20/5, horário de Brasília.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Projeto de lei cria o Programa Museu Sensorial para adaptar obras de arte para pessoas com deficiências

O Projeto de Lei (PL 503) visa criar o Programa Museu Sensorial, que tem como objetivo adaptar obras do acervo museológico para a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Dados de uma plataforma online, onde o cidadão pode opinar sobre o projeto de lei, mostram que 90% dos internautas se mostraram a favor da iniciativa e a consideram relevante. Segundo a internauta Camila Santos, a “arte deveria ser de fato para todos”.

O Programa terá coordenação da Secretaria de Cultura, que disporá, dentro da sua área de atuação, a escolha da obra adaptada em relevo a serem expostas.

Segundo o vereador Ari Friedenbach, autor do PL, existem mais de 13 mil deficientes visuais no município de São Paulo. A ideia é não só oferecer uma acessibilidade para os deficientes visuais, mas também apresentar uma nova “visão” para as pessoas normovisual possibilitando uma experiência incrível, aguçando os outros quatros sentidos.



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Cupidos, cães-guias ajudam casal de deficientes visuais a se apaixonar


JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
27/04/2016
02h00

O casal Genival e Kátia, deficientes visuais, começaram o namoro quando foram buscar os cães-guia.O Dia Internacional do Cão-Guia, comemorado nesta quarta-feira (27), traz razões múltiplas para ser muito festejado na casa do advogado Genival Santos, 37, e da cientista de dados Katia Antunes, 33, ambos cegos e usuários dos bichos trabalhadores há nove anos.

O casal, que mora em São Paulo, se aproximou, se apaixonou e se casou graças a um outro encontro amoroso, o de seus cães-guias: a labradora com golden retriever Leila, 10, e o labrador caramelo Sam, que vieram juntos, de Michigan, nos EUA, para serem a retomada da "luz dos olhos" dos dois.

"Fomos buscar os cães nos EUA, por meio do Instituto Iris, na mesma época [em 2006]. Durante os treinamentos de comando do cão, de até 12 horas por dia, aproveitava para paquerar a Katia, enquanto o Sam brincava com a Leila", diz Genival.

Já no Brasil, o casal foi estreitando laços no intuito de "tirar dúvidas" sobre cuidados com os peludos. Acabaram se casando há cinco anos e juntando a cachorrada.

"Brinco que, hoje, os cães são mais ligados que eu e meu marido. Um não larga o outro. A Leila faz o Sam até de travesseiro", conta Katia, que perdeu totalmente a visão há seis anos. Ela chegou a conhecer visualmente os traços do marido.

Segundo o relato de Genival, é "muito amor envolvido" entre cães e gente.

"Chego mais cedo em casa com a Leila e ela fica aguardando o Sam e a Kátia. Não sei como, mas quando eles estão há uns 500 metros do portão ainda, ela consegue saber que estão se aproximando e fica inquieta."

A importância dos cães para a dupla é tão grande que até a casa onde moram atualmente foi escolhida para acomodar com conforto a dupla canina. Tem quintal, um quarto só para eles e muito espaço para correria.

APOSENTADORIA

Juntos, os quatro já foram para Argentina, Portugal, Uruguai e zanzaram de norte a sul do Brasil. Agora, Katia e Genivaldo se preparam para um momento delicado, o de aposentar seus bichos.

"O Sam ainda consegue manter a rotina de trabalho comigo normalmente, mas o ritmo está diminuindo. Ele está mais cansado e em breve terá de parar", conta a dona.

A cadela Leila também sente as dores do tempo. Até para ser escovada, pela manhã, sente um incômodo na coluna. "Eles estão muito acostumados com o contato com gente o tempo todo. Quando aposentarem, teremos de ter uma auxiliar em casa para fazer companhia a eles ou terão de ficar na casa da avó [da sogra]", afirma o dono.

Mesmo com a chegada dos novos condutores de seus passos, o que ainda não tem data prevista, Katia e Genival não vão abrir mão da antiga dupla de cães e cupidos.

"Fiquei cego aos 17 anos e vivi muitos momentos de revolta. Odiava a minha condição. A Leila veio trazer esperança, nova vida e nova visão, literalmente. É mais do que justo darmos uma velhice digna para nossos cães."

Nos próximos anos, a cachorrada vai se juntar a um bebê, plano futuro do casal.

"Estamos planejando tudo muito bem. Primeiro, vamos resolver a questão dos novos cães, depois, tentamos um bebê", diz Katia.

Pelo Censo 2010 do IBGE, o Brasil tem 582 mil pessoas cegas e outras 6,5 milhões com baixa visão. Estimativas não oficiais dão conta que entre 100 e 150 deles têm acesso a um cão-guia, que tem valor de treinamento estimado em até R$ 60 mil.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deficiente visual supera preconceito e busca sonho de ser zootecnista


Determinação. Esta é a palavra que resume a trajetória de Hugo Pereira Antonio, deficiente visual que busca o sonho de ser zootecnista. Natural de Angra dos Reis, Hugo possui cegueira total devido a ação de um câncer no nervo óptico adquirido aos três anos de idade. Hoje, aos 22, o estudante não tem dúvidas do que quer: se formar e trabalhar com animais não ruminantes.

Hugo conheceu a zootecnia em 2011, através de uma pesquisa sobre profissões antes de prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A identificação foi instantânea. O campo e a produção animal sempre foram suas paixões.

“Me identifiquei com a zootecnia por ser um curso que tem extrema importância no campo e atuação direta na área de produção animal. Trabalhar com animais, especificamente animais de fazenda, sempre foi a minha vontade.

Segundo Hugo, que cursa o 7º período de zootecnia na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), a falta de visão nunca foi um impeditivo para que ele chegasse aonde quer.

“Esse foi só mais um desafio de tantos já enfrentados. Das minhas limitações, não seria a falta de visão que ia me impedir de mais essa busca”.

Em um curso que, aparentemente, exige a necessidade da visão, Hugo prova, diariamente, que, com auxílio e determinação, é possível estudar as práticas zootécnicas. Porém, para ele, o mercado e o meio acadêmico ainda têm preconceitos com profissionais que possuem deficiência.

“Existe preconceito com deficientes no mercado e a zootecnia não está fora disso. Pelo contrário. Mas creio que a partir do momento que provei para mim mesmo que eu sou capaz, ninguém mais me segura. O meio acadêmico peca em querer impor limite no deficiente, quando só o próprio deficiente pode determinar seus limites, como qualquer outro ser humano”.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O meu primeiro passinho




Gosto de pensar que ela sabia que aquilo para mim não seria jamais mais uma das tantas novidades de seu crescer, pois a danada, antes de partir para o mundo, agarrada nos braços da mamãe, olhou fixamente para mim e soltou um sorriso de encantar brutamontes. Sou capaz de dizer que uma onda de pensamento reproduzia a mensagem dentro de nossas mentes: “Olha isso, papai, é por mim e é para você”.





Cambaleante, descompromissada e frenética, minha Elis já ensaia o andar há uns três meses. Seguramente, em quase 11 viradas de calendário de vida, minha biscoita já caminhou com as próprias pernas e algum apoio bem mais do que eu, com 41 anos. É, tinha de começar bem cedo para requintar esta história.

Não guardo nenhum azedume por ser cadeirante desde que me entendo por gente, mas ver minha filha “firminha” no chão, em pé, trocando passinhos, me trouxe uma realização íntima cuja explicação satisfatória ainda procuro.

Talvez seja porque, finalmente, uma parte de mim, pelo que tudo indica, será capaz de decidir se quer correr ou não quando tocar o sino da hora do recreio na escola, se quer ir à Bahia e subir de carreira as escadarias do Senhor do Bonfim, se quer ir àquele show de rock, ficar no meio da galera, apenas pelo prazer de escutar uma de suas canções favoritas.

Elis não vai andar por mim, é claro. Sou eu quem andarei com ela, guardado dentro de genes, trejeitos e manias que de tão semelhantes aos meus nos fazem inseparáveis mesmo que, em algum momento, ela oportunamente diga “larga do meu pé, pai!”.

Realizar-se completamente e intimamente com uma ação realizada pelo outro me parece sinal de alguma evolução, de algum desprendimento que me foram presenteados com a paternidade e que eu nem imaginava que fosse possível. É um fenômeno que considero orgânico, muito mais que sentimental.

Nem que o Bolshoi russo fizesse um bailado especialmente para mim, com a emoção e perfeição de seus movimentos todos dedicados a mim, eu teria uma sensação tão complexa como a que sinto vendo os pezinhos gordinhos de Elis tateando um rumo em busca de nada além de boas gargalhadas.

Aos poucos, ela já começa a se virar sozinha à procura de estradas para trilhar seu destino. Por enquanto, ele não passa do atendimento ao chamado histérico da Galinha Pintadinha ou de uma outra canção que fala do anjo querubim. Atende também ao convite para passear no parquinho ou para qualquer lugar que se vá assim que alguém aciona a maçaneta da porta. É destemida, atrevida e astuta, do mesmo jeito que suponho serem os grandes andarilhos.

Pise firme por suas convicções de justiça, filha. Aperte o passo em busca de mais igualdade entre as pessoas. Ponha o pé nos protestos que melhor lhe convierem. Bata perna atrás de refresco para os pensamentos ou em busca de leveza para sua alma.

Espero que, por mais alguns anos, quiçá por algumas décadas, você tenha sempre à disposição o colinho do papai, sentado em sua cadeira libertadora que virou asas para conquistar a mamãe, livre para recebê-la para um descanso ou para ouvir um causo de seus inquietos passos.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Londrina (PR) terá a primeira igreja dedicada aos surdos no mundo


Gaudium Press - 2016/03/10


Londrina - Paraná (Quinta-feira, 10-03-2016, Gaudium Press) A congregação Pequena Missão para Surdos dos Padres Gualandianos de Londrina, no Paraná, vem ao longo desses tempos construindo uma igreja específica para este público. Esta, talvez, seja considerada uma das únicas experiências em todo o mundo.

Trabalhando diretamente com cerca de 200 alunos surdos em uma escola, o Seminário da Pequena Missão para Surdos está há 35 anos desenvolvendo diversas atividades junto à comunidade a fim de integrar todos aqueles que possuem este tipo de deficiência.

O diretor do Seminário, o Padre Heriberto Mossato, ao ser entrevistado por um veículo de comunicação de Londrina, explicou as dificuldades enfrentadas nos 35 anos de existência da Missão. Contudo, ressaltou o lado benéfico de trabalhar com os cristãos surdos.

Segundo o sacerdote, os surdos é que precisavam se adequar à Liturgia, uma vez que antes de chegarem os trabalhos aplicado pela congregação, não havia uma pastoral ou grupo que atuasse neste campo.

Até então, as celebrações para os surdos em Londrina acontecem em uma garagem que há no terreno da Pequena Missão. Agora, a construção da nova Igreja com condições específicas para este público deve proporcionar maior conforto e dignidade ao público surdo.

"Em Londrina, trabalhamos há 35 anos com a Pequena Missão Para Surdos. Durante todo este tempo, notamos e sentimos na pele a falta de um lugar adequado para uma Liturgia destinada a este público. Surgiu então, a ideia de construirmos uma igreja específica e que oferecesse condições especiais e favoráveis para a Liturgia das pessoas com deficiência auditiva. Até então, nas Igrejas onde há participantes ouvintes, quem fica atrás do ambão não é o surdo, mas sim outra pessoa. Na nova Igreja, os surdos serão os protagonistas e haverá sim, uma pessoa que ouça trabalhando na tradução dos textos para aqueles que não fazem parte destas condições", relatou o Padre Heriberto.

Ainda conforme o sacerdote, este "é um processo de experimentação. Como não havia nada parecido no qual pudéssemos nos basear, precisamos começar do zero e experimentar, juntamente com os surdos, sobre as possibilidades de materiais e recursos para este tipo de edificação".

"Chamamos um arquiteto que topou o desafio e, a partir de então, fomos buscar recursos técnicos que fossem condizentes com o que queríamos. A construção está em andamento e até agora, não precisamos parar com as obras, mas os recursos são escassos e estamos seguindo devagar com a construção. Mas muitas pessoas estão nos ajudando com as obras", contou.

Além disso, a intenção é que o local venha ser um exemplo para outras comunidades, e assim, se torne um santuário com espaço para meditação e troca de experiências. A padroeira da nova Igreja será Nossa Senhora do Silêncio.

"Queremos que este local sirva de exemplo, de base para as comunidades que queiram fazer algo semelhante. A intenção também é tornar o lugar um santuário destinado à peregrinação, à meditação e às trocas de experiências entre as pessoas dos mais diferentes lugares. Precisamos disso. Os surdos desejam isso também", classificou.

Ainda não há uma data prevista para a conclusão das obras. A intenção, no entanto, é que os serviços sejam concluídos o quanto antes", concluiu o presbítero. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações CNBB

quarta-feira, 23 de março de 2016

Você Sabe o que é GOLBOL?

https://youtu.be/yF0TRHBpsb0

“Prendam aquele miserável sem dedo”


Nada como o conflito, a raiva e os embates mais calorosos para tirar das sombras pensamentos que explicitam o quanto uma diferença física ou sensorial tem poder de incomodar parte das pessoas. Quando os argumentos falham ou não são suficientes para satisfazer a revolta a contento, são os incontestáveis “defeitos de fábrica” os alvos de insultos.
Que o ex-presidente Lula gere razões suficientes para deixar o povo igual a um marimbondão preto, como diria minha tia Filinha, é passível de ser entendido, mas explorar o fato de ele não ter um dedo na mão direita para desmoralizar seu caráter, para mim, é o mesmo que gritar que um cidadão negro é macaco, que um gay é promíscuo ou que a garota que usa shortinho é vagabunda.
Já escutei de tudo dessa história da falta do mindinho do ex-presidente. Certa vez, o relato foi que ele mesmo “mandou decepar” parte de si para poder aposentar-se por invalidez e viver à custa do erário. Nesta ideia está implícita a mentalidade de que pessoas com amputações são inválidas, incapazes de trabalhar, de defender o pão com auxílio de próteses, muletas ou até pedaços de pau simulando pernas ou braços.
As piadas em torno do defeito físico de Lula são antigas, mas retornam agora, em momentos de tensão política, repaginadas em memes de internet, em postagens nas redes sociais e em compartilhamentos de grupos de aplicativos. Devo ter recebido umas dez vezes uma imagem do líder petista, com a mão no rosto, um esboço de sorriso e a frase: “Prendam este miserável sem dedo”.
Até certo ponto, pode-se considerar natural ser visto socialmente por suas características, embora possa haver algum dorzinha íntima por esses retratos: o careca da padaria, o gordinho da malhação, a moça manca do balé, o taxista de olhos esbugalhados, o jornalista “mal-acabado”.
O problema é quando se avança de uma simples referência para localizar um indivíduo, de uma maneira piadista de ver o outro, para uma manifestação de ódio por aquilo que o diferencia da maioria das pessoas. Sejam quais forem as canalhices supostamente cometidas pelo vacilante novo ministro da Casa Civil, explorar de maneira pejorativa sua deficiência –em algum nível a condição é um fato –é praticar preconceito, travestido de pilhéria inocente.
Ter nove dedos não influencia de maneira determinante a personalidade de ninguém, assim como usar uma cadeira de rodas, ser surdo ou babar pelo canto da boca. Ser bandido, ser carola, ser justiceiro ou ser probo são aspectos do “serumano” construídos com elementos de vida diversos e que independem de condições corporais ou dos sentidos.
Uma vez que se tolera o xingamento e o ódio a Lula aliados a um mindinho ausente, de alguma maneira, respinga-se a agressividade a todos os cidadãos explicitamente honestos, trabalhadores e batalhadores que perderam partes do esqueleto para acidentes, doenças ou fatalidades.
Como todo brasileiro, torço para que seja trilhado o caminho da Justiça e para que o país seja palco futuro de dias verdes, amarelos e vermelhos de confetes jogados sobre glórias e conquistas, não de embates enfadonhos e agressivos. Mas, até lá, que sejam pelo menos guardadas as foices e bicos afiados que dilaceram honras e hombridades.






terça-feira, 15 de março de 2016

Bicampeão paraolímpico luta contra doença para defender título no Rio

DE SÃO PAULO
14/03/2016  02h00

Dirceu Pinto, bicampeão paraolímpico na bocha. Foto: Marcus Leoni - 07.mar.2016/FolhapressBicampeão paraolímpico na bocha em duas modalidades, individual e em duplas, e um dos principais nomes do paradesporto brasileiro, Dirceu Pinto, 35, não titubeia em dizer que vai "conquistar na raça" mais um ouro, no Rio, daqui a seis meses.

O desafio do paraatleta, porém, passa pelo enfrentamento de sua própria situação física. Vítima de uma doença degenerativa e progressiva, ele perdeu parte da força de seus arremessos nos últimos meses, caiu no ranking mundial e teve de diminuir o ritmo de dedicação.

Aliado a isso, Dirceu vai competir com jogadores asiáticos mais ágeis e que progrediram no esporte, abocanhando títulos e posições entre os melhores do planeta.

Mas as questões lógicas parecem não abalar Dirceu, atual sétimo melhor do mundo na bocha, que tem quatro classes e é jogada por pessoas com deficiências severas ou com paralisia cerebral.

"Fiquei quatro noites sem dormir durante a Paraolímpíada de Londres [2012] de tanta tensão. Mas entrava na quadra, me transformava e ganhava. Tenho tido muitas derrotas de lá para cá. O foco saiu de mim e é um momento diferente. Mas vou fazer de tudo para ser tricampeão, não para mim, mas pelas pessoas com deficiência", diz.

Atualmente, além de esportista, Dirceu é coordenador paradesportivo da Prefeitura de Mogi das Cruzes (cidade da Grande São Paulo), onde comanda um programa de inclusão.

"Precisamos dar um amparo maior para quem tem deficiência grave no Brasil. São pessoas que passam por muitas dificuldades e privações. O esporte ajuda na melhoria da vida delas e no entendimento de suas condições. Minha sede por mais um ouro é para abrir ainda mais portas para ajudar essas pessoas."

FÉ E VIBRAÇÃO

Mas para buscar um resultado de campeão, o paraatleta não está apostando apenas em fichas subjetivas, como em sua "fé" ("se puder, por favor, escreva que Deus me ajuda muito"), no temor dos adversários a seus títulos e no poder de vibração da torcida brasileira, em casa.

Com um staff de cinco pessoas –de personal trainer a uma psicóloga–, Dirceu está mudando os hábitos alimentares, criou uma rotina de fisioterapias e está intensificando os treinamentos na reta final para os jogos.

"A distrofia desgasta a musculatura, mas estou bem e treinando. Quem olha de fora acha que estou debilitado, mas na quadra mostro que ainda posso dar bons resultados. Já descuidei muito da minha saúde no passado, mas agora tenho um grupo multidisciplinar me ajudando. Tenho muita experiência. Aposentadoria só em 2020."

Na Paraolimpíada de Pequim, em 2008, Dirceu era o 25º melhor jogador do mundo e ficou com o título.

"É bom que achem que não posso mais ganhar. Isso tira um pouco da pressão sobre mim. Mas o ouro virá."

Raio-x

Dirceu José Pinto
Nascimento 18.set.1980 (35 anos), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

Títulos
Bicampeão paraolímpico de bocha na classe BC4

Doença
Distrofia muscular de cintura (degenerativa e progressiva)

segunda-feira, 14 de março de 2016

II ConAutismo - Congresso Nacional e On-line Sobre Autismo


O Segundo Congresso Nacional Online de Autismo, é um evento que acontecerá de 14 a 20 março de 2016. Serão palestras com Médicos, Pesquisadores, Fonoaudiólogos, Psicólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Pais e Familiares, Organizações e Associações.

O Congresso será Totalmente Online e GRATUITO durante toda a semana de exibição, onde serão disponibilizadas várias palestras em horários pré determinados, abordando vários assuntos de grande relevância para todos os Interessados com Grandes Especialistas e Pesquisadores.

Para ter acesso a Área do Congresso você deve fazer a sua inscrição colocando seu e-mail no campo ACIMA, assim que você se inscrever na página do Congresso, receberá um link de confirmação no seu e-mail colocado na Inscrição, fazemos isto para ter certeza da autenticidade do e-mail, assim que fizer a confirmação no link ENVIADO no seu e-mail seu acesso será ativado no Congresso.

É muito importante ver seu e-mail regularmente, pois mandaremos várias informações acerca do evento. Veja também na paste de SPAM pois alguns servidores enviam estes e-mails para lá.

Nos dias do Congresso iremos enviar um e-mail com o link de acesso a área de palestras do dia (olhe também o spam). Nossas salas virtuais comportam no máximo 1.900 pessoas em cada palestra, assim teremos várias salas, que estarão expondo a mesma palestra em cada horário.

Por este motivo é importante organizar-se e acessar o link na hora marcada, ou com certa antecedência. Além de mandarmos o link no seu e-mail disponibilizaremos o Link na Comunidade no Facebook bem como no nosso site.

A programação de palestras estará disponível brevemente.

Inscreva-se aqui!



quarta-feira, 9 de março de 2016

Câmara aprova projeto que libera uso e fabricação da 'pílula do câncer'

Desenvolvida pela USP, a fosfoetanolamina sintética ainda está em teste.
Proposta agora segue para o Senado antes de ir à sanção presidencial.

Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) projeto que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. O texto segue agora para análise do Senado antes de ir à sanção presidencial.

Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de tumor maligno, a substância é alardeada como cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.

A "pílula do câncer" foi distribuída durante anos pela USP de São Carlos. Desde novembro, a distribuição está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, a substância é estudada pelo Instituto do Câncer de São Paulo, que iniciará testes em seres humanos.

Pelo projeto de lei aprovado pela Câmara, pacientes com tumor maligno poderão usar a “pílula do câncer”, desde que exista laudo médico que comprove a doença. O paciente ou seu representante legal terá ainda que assinar um termo de consentimento ou responsabilidade.

A proposta vai além e também permite a fabricação da fosfoetanolamina sintética mesmo sem registro sanitário.

“Ficam permitidas a produção e manufatura, importação, distribuição e prescrição, dispensação, posse ou uso da fosfoetanolamina sintética, direcionadas aos usos de que trata esta lei, independentemente de registro sanitário, em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos acerca dessa substância”, diz o texto.

O projeto ressalva, porém, que a produção da “pílula do câncer” só pode ser feita por “agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente”.

"A burocracia estatal demoraria demais para autorizar o medicamento, e o câncer não espera. O que estamos fazendo aqui é liberando, dando a possibilidade, o direito de tomar a pílula e a possibilidade para aqueles que querem fabricar a pílula", disse o relator da proposta, deputado Marcelo Aro (PHS-MG).

Embora defenda a liberação da substância, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) ponderou que ela não tem eficácia garantida e destacou que, se os testes apontarem que a pílula pode oferecer riscos, a autorização para o uso terá que ser derrubada.

"Sabemos que há relatos de melhorias ou bem-estar. Há relatos também de gente que usou e não melhorou. Temos que ser francos para não oferecer uma esperança que pode não se confirmar amanhã", disse o deputado do PT.

Como surgiu a pílula

A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.

Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto.

Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância está proibida. A polícia chegou a fechar um laboratório em Conchal (SP), que estava produzindo ilegalmente a substância.

Um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) diz que 5 mil pessoas no estado estão sem receber a fosfoetanolamina sintética. Segundo o pesquisador que desenvolveu a droga, a substância ajuda a célula cancerosa a ficar mais visível ao sistema imunológico. Com isso, o organismo combate com mais facilidade essas células.

A Anvisa diz que é preciso comprovar a eficácia e a segurança do produto, e que os prazos dos estudos devem ser respeitados. Agora, o Instituto do Câncer de São Paulo vai começar os testes em pacientes. A produção da substância será feita pela Fundação para o Remédio Popular (Furp). O investimento total para os testes deve ser de aproximadamente R$ 2 milhões.

No inicio, 10 pessoas vão receber a substância. Se nenhum paciente tiver efeitos colaterais graves, o estudo continua. Serão separados 10 grupos de cada tipo de câncer, com 21 pacientes cada. Se pelo menos dois pacientes responderem bem, a pesquisa será ampliada. Progressivamente, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo de 1 mil pessoas.

A estratégia, segundo a equipe, permitirá melhor compreensão da droga. O oncologista e diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, disse que a prioridade é a segurança dos pacientes. Por isso, nesse primeiro momento, a pesquisa vai avaliar se a droga é segura e se há evidência contra o câncer.

Fonte: G1

segunda-feira, 7 de março de 2016

Maior site de empregos do país abre vagas e cadastro gratuitos para “malacabados”



Meu povo, a crise tá mais “braba” do que cachorro de japonês, mas uma notícia pode levar alento às pessoas com deficiência que estejam desempregadas, que estão atrás de emprego ou querem analisar possibilidades de movimentar o corpão atrás de dinheiro e de maior interação social.
A empresa Catho, a maior em oferta de vagas pela internet do Brasil, resolveu dar gratuidade para o povão quebrado das partes navegue livremente em busca de uma colocação profissional entre suas milhares de oportunidades em todo o país.
Além disso, será possível cadastrar o currículo, também gratuitamente, para que potenciais recrutadores busquem o seu perfil e tentem enquadrá-lo em algum posto aberto e com suas características… uuuuuia!
Com a ação, que não me pareceu assistencialista, mas, sim, estratégica, o site pretende não só auxiliar pessoas com deficiência a encontrarem um “job” como também ser uma ferramenta para empresas pararem de xororô e encontram profissionais aptos e “bacanudos” para se enquadrarem na Lei de Cotas.
job
Para ter direito à gratuitidade, o interessado terá de baixar um documento diretamente do site da Catho, clicando neste link ou no bozo bozo , e preencher o que for pedido. Evidentemente que o interessado terá de comprovar sua condição “malacabada” seja física ou sensorialmente e terá de dispor de um currículo atualizado.
Um ponto que achei também interessante é que as pessoas com deficiência terão liberdade para surfar e se candidatar a qualquer tipo de vaga, não apenas àquelas, muitas vezes “trecheiras”, que algumas firmas dedicam às diferenças simplesmente para ficar ok com a lei e não para promover inclusão e avanço social.
Atualmente, há 290 mil vagas abertas no site, que consegue intermediar 10 mil contratações por mês. Bora trabalhar, zente?!

quinta-feira, 3 de março de 2016

“Cadeirantinhos” sem transporte escolar é condenação futura ao assistencialismo




Caro seu prefeito Haddad,

Aqui quem escreve é o seu Jairim, um “malacabado” das partes, já meio capenga também devido à idade e à qualidade imprestável das calçadas de São Paulo que sacolejam meu corpo à exaustão e também minha cachola já não muito certa.

Mas não me dirijo ao sr. para resmungar da infraestrutura urbana, novela que já assistimos até no “Vale a pena ver de novo”, mas, sim, para lembrá-lo do estrago permanente que causou e está causando na vida de centenas de crianças com deficiência da rede municipal de ensino com o não fornecimento do serviço de transporte acessível que as levem para a escola.

Não importam aos “malacabadinhos” e às suas famílias, seu prefeito, se o problema com as Kombis está na intransigência dos prestadores de serviço que querem mais “dilmas” para continuarem cumprindo a missão de levá-los às casas do saber.

Eles já possuem preocupações demais, seu prefeito. São madrugadores porque precisam de mais tempo para tomar um banho, se arrumar e, em alguns casos, colocar seus aparelhos ortopédicos, fazer suas sessões de fisioterapia ou simplesmente se acomodarem de maneira confortável na cadeira de rodas.

Deixar de ir para a escola para uma pessoa com deficiência é condená-la a viver sob aos atrasos assistencialistas e tirar delas uma das poucas maneiras de conseguir, no futuro, alguma dignidade social, que é o alcance do conhecimento.

Não fosse São Paulo uma cidade tão hostil com as diferenças no transporte público, na qualidade de seus passeios e por suas complexas distancias entre as moradias e os serviços, seu prefeito, pode apostar que mães e pais dessa molecada que se desloca sobre rodas estariam “camelando” sem medir a quantidade de suor deixado pela estrada para que os filhos chegassem até a sala de aula.

Teria sido genial se toda a frota de carros oficiais que servem aos secretários e até mesmo ao senhor fosse colocada à disposição para conduzir parte dessa galera quebrada para a escola. Talvez não coubesse todo o mundo, mas menos gente ficaria mais próxima da indigência provocada pela ignorância.

Também teria bacana se houvesse um anúncio de que os dias de aula perdidos pelos “cadeirantinhos” à revelia de suas vontades fossem compensados com atividades de cidadania para toda a turma, com apresentações sobre o valor das diferenças, com espetáculos que demostrassem o potencial de pessoas fora da curva da dita “normalidade”.

Até agora, porém, o que foi divulgado foi que, EM QUINZE DIAS, tudo vai estar resolvido e bola para a frente. Vergonhoso é adjetivo pequeno para isso. Eu prefiro usar desumano.

Tenho certeza que como o sr. foi ministro da Educação, o que gaba-se sempre em dizer, vai sentir como eu a mesma dor coronária ao pensar nos reflexos desta negligência do poder público.

Um abraço e saudações inclusivas.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Primeiro parque para crianças deficientes de São Paulo é inaugurado


O primeiro parquinho infantil acessível da cidade de São Paulo, que foi inaugurado no dia 25 de janeiro em uma unidade da AACD.Em abril de 2012, o executivo Rudi Fischer largou uma bem-sucedida carreira no Banco Itaú para trabalhar em casa e ficar mais próximo da primeira filha, Anna Laura, então com três anos de idade. Um mês depois, no entanto, a menina morreu tragicamente em um acidente de carro.

A dor da perda seria parcialmente aplacada naquele mesmo ano, durante uma viagem a Israel, quando Fischer fez uma espécie de imersão nos preceitos do judaísmo. “Aprendi que deveria realizar algo positivo em nome dela para ajudar a elevar sua alma”, lembra. Faltava o formato para implementar o plano, que foi encontrado em Jaffa, a 50 quilômetros de Jerusalém, quando ele conheceu um escorregador adaptado para crianças com deficiência (possuía uma rampa em vez de escada).

Nasceu ali a ideia de construir o primeiro parquinho infantil acessível da cidade de São Paulo, que foi inaugurado no dia 25 de janeiro em uma unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Parque da Mooca, na Zona Leste.

Batizada de Anna Laura Parques para Todos, a iniciativa conta com a colaboração da própria AACD, que disponibilizou terapeutas para ajudar a projetar os brinquedos, ao lado de engenheiros e arquitetos voluntários. Ao todo são quinze peças no local, como balanços para crianças com dificuldades motoras e equipamentos com recursos para o uso por cadeirantes.

O investimento total foi de 120 mil reais, bancados integralmente por Fischer, hoje aposentado do mercado financeiro. A ação será levada adiante com a inauguração de mais espaços semelhantes, o próximo no Parque do Cordeiro, em Santo Amaro, ainda neste ano. Outros devem ser implantados em cidades como Recife e Porto Alegre. “É emocionante poder ajudar o próximo por meio de uma homenagem à minha filha”, diz. Ele ainda pretende lançar um livro com a história da menina nos próximos meses e fundar uma ONG de auxílio a pais em luto.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Conheça o Projeto Sarau Paulistano - Inclusão Pela Arte e Cultura

O projeto Sarau Paulistano  - Inclusão Pela Arte e Cultura tem, como objetivo, focar, com êxito, na educação inclusiva e direito à diversidade.


Filosofia:

Incluir, interagir e capacitar, através da arte, cultura, literatura e esportes, na busca de promover pessoas com deficiência, para melhoria de sua qualidade de vida.



Princípios

  1. Gostar de trabalhar em prol de pessoas com deficiências;
  2. Demostrar interesse pelo trabalho voluntário;
  3. Ter facilidade de trabalhar em equipe;
  4. Responsabilidade com a causa assumida;
  5. Pontualidade nos eventos e comunicação de impedimentos com antecedência;
  6. Respeito pelas pessoas com e sem dificiência e pelos componentes do grupo;
  7. Ser motivador e tirar pessoas do anonimato.


Outro ponto primordial desse contexto, que norteia o projeto, é o projeto televisivo e interativo, voltado para dar assistência, principalmente, às pessoas com deficiência, em geral, tendo como objetivo levá-los aos canais de comunicação (televisão, internet, rádio e revistas) através da inclusão pela arte, cultura e literatura.
Não é uma limitação do corpo físico que o faz ser você. O importante é você mostrar que veio ao planeta Terra com uma vida e que essa vida, desde que você seja consciente, não tem limite; quem a limita é você mesmo, o limite é você se fechar e se deixar envolver pelas limitações que as pessoas e que a sociedade lhe impõem.
Infelizmente, ainda encontramos pessoas que vivem isoladas por possuir uma deficiência. Mas nós batalhamos para levar esse trabalho à sociedade, ao Brasil, ao mundo inteiro, buscando recursos para que isso aconteça. E nós, com a nossa vida, nossa experiência, estamos batalhando para tirá-las do anonimato. Somos todos iguais perante a lei, precisamos ter sabedoria e entendimento para reconhecer que ser diferente é normal!

Para maiores detalhes, entrar em contato pelo e-mail saraupaulistano@gmail.com.
Se preferir, entre em contato com a Vice-Presidente da instituição, Eliane Albuquerque, ou, diretamente, com a Presidente e Fundadora do Projeto Inclusão pela Arte e Cultura, Vilma Proença (971488224).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Câmara dos Deputados realizará Seminário Dia Mundial das Doenças Raras



Na terça-feira (1/3), das 14h às 17h10, a Câmara dos Deputados realizará um seminário para debater as políticas públicas e programas necessários para a inclusão das pessoas com doenças raras. O evento tem como objetivo discutir o fortalecimento de uma rede de apoio formada pela sociedade civil organizada, iniciativas bem sucedidas na área, além da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, instituída pela portaria nº199 de janeiro de 2014, do Ministério da Saúde.
O seminário terá como mestre de cerimônia o jovem Patrick Teixeira, portador da doença rara mucopolissacaridose e militante da causa, e contará com um parlatório com participação aberta e uma mesa de debates para convidados representantes da sociedade civil que apresentarão modelos de projetos e políticas públicas (cases), com a finalidade de nortear a formulação e execução de políticas de inclusão.
Na mesma oportunidade será celebrado o Termo de Cooperação Técnica da Frente Parlamentar Mista de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, presidida pela deputada Mara Gabrilli, com o portal Muitos Somos Raros, de iniciativa da Sociedade Brasileira de Genética Médica, com apoio da APMPS-Doenças Raras, para disseminação de informações sobre o tema.
A Frente é composta por 182 Deputados e 51 Senadores e seu principal objetivo é estimular o cumprimento da Portaria nº 199/2014, responsável por aprovar as diretrizes de atendimento às pessoas com doenças raras no Sistema Único de Saúde, que hoje só tem protocolos para tratar 25 das sete mil doenças raras identificadas.
“Além de pensar políticas públicas, queremos criar uma rede de informação integrada e compartilhada para superar uma das principais barreiras de quem se depara com o diagnóstico de uma doença rara: a da falta de informação. Quando investimos não só em serviços médicos específicos, mas também em qualidade de vida, estamos oferecendo a essas pessoas o direito de ter perspectivas”, afirma a deputada Mara Gabrilli.
O evento ainda contará um pouco da experiência internacional, com a participação da Fundação Geiser, entidade da Argentina, que compartilhará com os participantes experiências e boas práticas para a inclusão desses pacientes.
A Organização Mundial da Saúde define como raras as doenças que atingem até 1,3 a cada 2 mil pessoas. Criado em 2008, o Dia mundial das Doenças Raras é um evento anual de conscientização, coordenado pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis). A data é celebrada no último dia do mês de fevereiro e é lembrada em cerca de setenta países.
Seminário ‘Dia Mundial das Doenças Raras’
PROGRAMAÇÃO
14:00 – 14:40 – Abertura
Deputada Federal Mara Gabrilli – Presidente da Frente Parlamentar Mista de Apoio Integral às Pessoas com Doenças Raras
Senadora Ana Amélia
Ministra Nancy Andrighi – Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Ministro Marcelo Costa e Castro – Ministro da Saúde
14:40 – 15:00 – Debate: Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras – Objetivos e metas alcançados”:
Ministro Marcelo Costa e Castro – Ministro da Saúde
Mediação: Dr. Acary Bulle (ABRELA) e Fátima Braga (ABRAME)
15:00 – 15:50
Parlatório: Participação do público, que se dará com inscrição prévia.
15:50 – 17:00 – Debate: “Novas Perspectivas da Inclusão Social. A Importância de Unir Forças”:
Lavinia Faccini – Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM)/ Muitos Somos Raros
Leandra Paroneto – “Mães Metabólicas”
Maria Cecília Oliveira – Presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (AFAG)
Regina Próspero – Presidente da Associação Paulista dos Familiares e Amigos dos Portadores de Mucopolissacaridoses e Doenças Raras (APMPS-DR)
Selva Lopes – Presidente da Aliança Cavernoma Brasil
Izabel Kropsch – Presidente da Associação de Amigos da Amiotrofia Espinhal (AAME)
Virginia A. LLera – Presidente da Fundação Geiser (Argentina)

17:00 – 17:20 – Encerramento
Assinatura do termo entre “Muitos Somos Raros” e a Frente Parlamentar Mista de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras
Mais informações:
Assessoria de Imprensa: Ricardo Vendramel
rvendramel@maragabrilli.com.br
(11) 99687-85-62
Informações gerais: Flávia Hauer
flavia.gomes@camara.leg.br
(61) 3215-8315

Após 21 anos de acidente, Mara Gabrilli recupera movimento parcial dos braços e utiliza cadeira motorizada


Vinte e um anos após o acidente que a deixou tetraplégica, a deputada Mara Gabrilli comemora a recuperação parcial de pequenos movimentos nos braços.
Foram muitos anos de fisioterapia e exercícios físicos diários, que, duas décadas mais tarde, apresentam resultados surpreendentes.
“É uma grande vitória, estou radiante de alegria”, comemora. “Esse resultado só confirma a diferença que uma boa reabilitação faz na vida de uma pessoa com deficiência. Por isso, minha luta diária para que aparelhos como os que utilizo sejam disponibilizados gratuitamente para todos os brasileiros, pelo SUS”, afirma. A volta dos movimentos permitirá que ela passe a utilizar uma cadeira motorizada, na qual possui autonomia para ir e vir por onde desejar, sem a necessidade de alguém que empurre sua cadeira.
Depois de perder os movimentos do pescoço para baixo em um acidente automobilístico em 1994, Mara se dedicou a entender o funcionamento do próprio corpo e explorar novos caminhos para mantê-lo saudável e ativo. Desde então, iniciou uma rotina diária de exercícios que inclui alongamentos, exercícios de eletroestimulação e até caminhadas em aparelhos específicos para pessoas com deficiência.
“Adaptei minha casa colocando ganchos no teto. Com auxílio de panos e lençóis, fico me pendurando para diminuir a gravidade e o atrito, o que possibilita aumentar o movimento do corpo”. Os treinos acontecem de segunda a segunda, sempre pela manhã, e duram aproximadamente duas horas. Entre as atividades que ela faz em casa estão exercícios cardiorrespiratórios e alongamentos em várias posições diferentes.
Essas experiências serviram de inspiração para a produção de o “Vídeo de exercícios para pessoas com lesão medular”, lançado pelo Instituto Mara Gabrilli e disponibilizado gratuitamente na internet.
Agora motorizada, Mara também poderá testar de uma maneira diferente a acessibilidade da Câmara, como a nova rampa de acesso que interliga o edifício principal aos anexos, inaugurada no início do mês.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

TIM lança emoticons para pessoas com deficiência visual



LUIZ ALEXANDRE SOUZA VENTURA
22 Fevereiro 2016 | 16:11

Batizadas de ‘Emoti Sounds’, figuras têm áudio real que apresentam ao usuário a verdadeira emoção do ícone usado. Projeto foi idealizado pela agência Artplan e desenvolvido com colaboração do Instituto Benjamin Constant.

Pessoas cegas ou com deficiência visual navegam pela internet, usam as redes sociais e conversam pelo computador, smartphone e tablets, com a ajuda de aplicativos específicos, que transformam o texto em áudio. É a inclusão verdadeira, amplamente difundida.
Mas há um detalhe que incomoda, principalmente quando surgem na tela os emiticons, aquelas figuras que representam uma emoção e complementam a conversa.
Para quem usa softwares de acessibilidade, a audiodescrição ‘Emoticon Coração, Emoticon Coração, Emoticon Coração’ ou ‘Emoticon Olho Piscando com a Língua para Fora, Emoticon Olho Piscando com a Língua para Fora, Emoticon Olho Piscando com a Língua para Fora’ chega a ser irritante, principalmente quando usado muitas vezes em sequência e, desta forma, repetido em áudio na mesma quantidade.
Por isso, a TIM lançou os ‘Emoti Sounds’, um projeto pioneiro de leitura de 66 emoticons, com a representação real em áudio da emoção, e não apenas descrevendo a figura. O resultado desse trabalho, idealizado pela agência Artplan e desenvolvido com colaboração do Instituto Benjamin Constant, é sensacional. Acompanhe no vídeo abaixo.



Como funciona

O plugin é gratuito. Está disponível para leitura em português e inglês. Pode ser usado por qualquer pessoa que utilize o NVDA (browser para pessoas com deficiência visual). Basta instalar, através da área de ‘Add On’ do NVDA ou no site www.emotisounds.com.

“O projeto compreende todas as diretrizes que o instituto valoriza, alinhando acessibilidade, inclusão e cidadania. Participamos da iniciativa ‘testando’ os sons e sugerindo algumas modificações. Os jovens com deficiência visual, que hoje já se comunicam através de muitos instrumentos, vão se sentir igualados por meio desta nova leitura com os emoticons sonoros”, diz Maria da Gloria Almeida, assessora da direção geral do Instituto Benjamin Constant.
“Para quem não tem deficiência visual, parece um projeto simples, mas ele humaniza uma ideia, porque a emoção não afeta apenas a determinados grupos de pessoas, atinge a todos os homens”, diz a executiva.
A ação faz parte da Live TIM, com o conceito ‘Dá Pra Ser Assim’. Segundo Livia Marquez, diretora de advertising & brand management da TIM Brasil, a ideia é que ultrapassar o foco somente no produto. “Queremos tornar tangível à população, com um projeto de acessibilidade e inclusão relevante, e esperamos contribuir para que pessoas com deficiência visual estejam ainda mais conectados em seu dia a dia”, explica.
“É uma nova forma de comunicação, socialmente relevante e acessível, e que promove uma mudança na vida das pessoas. Nesse projeto, a qualidade do trabalho foi artesanal e indispensável”, ressalta Rodolfo Medina, presidente da Artplan.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Teatro Sérgio Cardoso Exibe Espetáculo com Audio-Descrição

O Teatro Sérgio Cardoso e a APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte convidam para a apresentação da peça infantil, “O NOVO REI DE BELELÉU”, da Cia. Ouro Velho, com audiodescrição da VER COM PALAVRAS e interpretação em LIBRAS.

Pessoas com deficiência visual, favor confirmar presença pelo email: marina@vercompalavras.com.br

Sobre o espetáculo:

As coisas não vão nada bem no Reino de Beleléu. O velho Rei morreu, e uma terrível epidemia de Tanto-Faz atingiu a população. Os únicos que podem salvar a pátria são os poucos Sonhos que Restaram, mas para isso eles precisam encontrar aquele que está predestinado a ser o Novo Rei de Beleléu.

Ficha Técnica:

DRAMATURGIA: Lara Hassum e Paulo Marcos;
DIREÇÃO GERAL E MUSICAL: Paulo Marcos;
PREPARAÇÃO CORPORAL: Lu Carion;
FIGURINOS, ADEREÇOS E MAQUIAGEM: Mônica Simões;
ILUMINAÇÃO: Carlos  Gaúcho;
DANÇAS BRASILEIRAS: Erika Coracini;
PERCURSSÃO: Rômulo Nardes;
COORDENAÇÃO DE MARKETING: Marcel Soares e Taís Luna;

ELENCO:
Aline Gonçalves, Tássia Melo, Lara Hassum, Aline Penteado, Taís Luna, Danilla Figueiredo e Bruno Cucio.


Serviço:

Data: 20 de fevereiro (sábado).
Horário: 15h30min.
DURAÇÃO: 1 hora
Local: Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo, SP.
Censura: livre
Entrada: Franca

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

LBI Na Prática

Livro da jornalista Maria Isabel da Silva foi lançado no dia 21 Janeiro.

Temos a grata satisfação de apresentar-lhes o livro “LBI NA PRÁTICA – A LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO NA VIDA COTIDIANA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”, de Maria Isabel da Silva.

O primeiro livro sobre a LBI – Estudo Comparado da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – foi lançado no último dia 13 de novembro, em evento do Ministério Público do Estado de São Paulo, com apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. A publicação associa os artigos da Lei Brasileira de Inclusão com a Constituição Federal Brasileira e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O segundo livro – LBI NA PRÁTICA – foi escrito com o intuito de subsidiar profissionais, familiares e as próprias pessoas com deficiência sobre os direitos presentes na Lei Brasileira de Inclusão. Nesta nova publicação, os artigos da Lei são ilustrados com historinhas do cotidiano, baseadas em personagens e fatos reais, para visualizarmos a aplicação da LBI na prática. 

Janeiro foi especialmente escolhido para lançamento deste livro, em virtude do início de vigência da Lei Brasileira de Inclusão, em 03 de janeiro de 2016. O objetivo principal é dar visibilidade a esta nova lei, construída ao longo da última década.



Serviço
“LBI NA PRÁTICA – A LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO NA VIDA COTIDIANA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA”
Autor: Maria Isabel da Silva
Adquira seu exemplar através do e-mail: beljornalista@globo.com

Descrição da imagem: Fundo em preto e disposição de várias figuras geométricas coloridas, simulando um caminho vertical que segue em direção ao título do livro na parte superior e ao nome da autora na parte inferior, ladeados pelos símbolos internacionais que designam pessoas com deficiência auditiva, física e visual, além do atual símbolo de acessibilidade apresentado pela ONU em 2015.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sorveteria reúne equipe formada por deficientes auditivos


Empresário também é surdo e diz que sorveteria é para todos os públicos.
Estabelecimento vende sorvetes e picolés italianos em Aracaju.

 Aracaju ganhou uma sorveteria em que proprietário e funcionários são todos surdos, mas o diferencial do negócio é a técnica italiana, famosa por fabricar o melhor sorvete do mundo.

Pessoas com deficiência auditiva estão presentes no quadro de funcionários de várias empresas, mas nesta sorveteria eles são 100%. Do atendente ao proprietário, que fica no caixa. A namorada dele, que também não escuta, ajuda.

A idéia de Breno Oliveira é inédita no estado. “Pensei em criar um empreendimento mas não sabia como seria. Tive que pesquisar para saber investir. Decidi apostar no ramo de sorveteria e fui até São Paulo para fazer cursos. Comecei a me interessar e passei a conhecer diversos tipos de sorvete. Montei a sorveteria com  a proposta de oferecer aos clientes sorvetes mais leves, saborosos e suave”, explica.

Ele optou por vender sorvetes e picolés italianos, mas garante que a ideia não foi criar uma sorveteria voltada apenas para pessoas com deficiência auditiva. “A sorveteria é para todos os públicos e os clientes acabam se acostumando e aprendendo a fazer essa comunicação visual com a gente. Eles até aprendem sinais de libras. Nossa proposta foi mostrar que o cidadão surdo pode se comunicar e ser compreendido. Quero que este estabelecimento sirva de referência para outras”, orgulha-se.

A conversa no balcão é por meio de gestos comuns como apontar e dar o sinal de positivo. Tem sido uma experiência interessante para o atendente, que antes tinha trabalhado apenas como auxiliar num supermercado. “Experiência interessante que os clientes estão aprovando. Estou adorando ser liderado por um surdo também. Os clientes são pacientes, apontam para o tipo de sorvete que querem e até se divertem”, disse o atendente Adriano Araújo.

Fonte: G1 - Sergipe




Lei do bullying obriga escolas do país a combater agressões físicas e morais


Lei vai fazer com que as instituições deensino também sejam responsáveis.
Escola é obrigada a capacitar equipes para prevenir e resolver problemas.

A lei que trata o bullying como intimidação sistêmica, em vigor no todo país, determina que toda escola, clube ou agremiação recreativa tem que prevenir e se preparar para resolver os problemas de agressões morais e físicas.
A palavra bullying é estrangeira, mas já faz parte do vocabulário dos estudantes. "Bullying é uma perseguição, tanto física quanto psicológica”, fala a estudante de 15 anos, Sabrina Rigamonte.
Lucas de Souza Mendonça, de 16 anos, sabe o que é, na prática. Dos oito aos dez anos de idade, ele sofreu a perseguição de um brutamonte, o nome que se dá a quem pratica o bullying. “Ficavam fazendo chacota, falava às vezes do meu cabelo que meu cabelo era de mulher, falava do meu físico, que eu era muito magro. Teve casos de enfiar minha mão na privada, por exemplo, uma coisa muito desagradável e teve até casos deles tentarem fazer abuso sexual só que na época eu estava partindo para agressão para me defender", conta Lucas.
“Quando ele resolveu se abrir ele falou assim mãe eu estou sofrendo demais, você não sabe o que eu estou passando”, fala a mãe de Lucas, Valéria Cristina da Silva Mendonça.

A nova lei trata o bullying como intimidação sistêmica, ou seja, que se repete e classifica em vários tipos:


  • Agressões verbais


  • Agressões psicológicas


  • Agressões físicas


  • Agressões virtuais


  • Agressões verbais, psicológicas, como perseguir ou amedrontar; agressões físicas e também a virtuais, por meio de textos e imagens na internet que depreciem as vítimas, o chamado cyberbullying.

  • “Algumas crianças ficam mais agressivas, outras tem síndrome do pânico, com medo de tudo, outras crianças buscam outras alternativas. Se isolar dentro do quarto e ficar só em jogos", explica a psicóloga e psicopedagoga Roneida Gontijo Couto.
    Na escola acontece um grande número de casos e, muitas vezes, as vítimas ficam traumatizadas a ponto de não querer mais estudar. A lei vai fazer com que as instituições de ensino também sejam responsáveis, principalmente na prevenção ao bullying.
    A partir de agora, toda escola é obrigada a capacitar professores e equipes pedagógicas para prevenir e resolver os problemas. Um colégio, em Belo Horizonte, faz isso há bastante tempo.
    "É uma cultura que a escola desenvolveu, ao longo dos anos, onde ela tem as virtudes do caráter que são trabalhadas e dentro dessas virtudes, que são quarenta e nove, a gente desenvolveu a questão da intimidação continuada, que é, hoje, o tratamento do bullying", fala o diretor de comunicação do colégio, Claudinei Franzini.

    “É uma pessoa intolerante que faz o bullying, é uma pessoa arrogante, que não consegue perceber diferenças”, diz Sabrina.