sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Homem Amputado Controla Dois Braços Robóticos com a Mente

Uma das grandes metas da robótica é conseguir substituir membros amputados com próteses capazes de operar apenas com o controle mental. Um novo objetivo foi atingido quando Les Baugh, um homem que perdeu seus dois braços há 40 anos, se tornou o primeiro a controlar simultaneamente duas próteses robóticas apenas pensando.



O paciente utilizou Membros Prostéticos Modulares, desenvolvida pelo Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins. A técnica depende de uma cirurgia prévia, chamada de reinervação muscular dirigida, que permite que os nervos restantes sejam utilizados para interpretar comandos para o braço prostético.







Baugh precisou aprender a comandar os membros antes de eles serem implantados, no entanto. Ele precisou treinar o padrão de reconhecimento do membro, que utiliza algoritmos que identifica individualmente os músculos e como eles se intercomunicam, sua amplitude e frequência. Estas informações são traduzidas em instruções para o membro robótico.
Depois, foi necessário criar um encaixe customizado, que se conecta com os nervos e funcionam como suporte para os novos membros. Ele também pode utilizar este suporte para treinar em realidade virtual. Só então ele recebeu as próteses, com as quais ele conseguiu realizar algumas tarefas como mover um copo de uma prateleira para outra mais alta. O movimento parece simples, mas requer a coordenação de oito movimentos separados.
O próximo passo para Les Baugh é ir para sua casa com os dois braços robóticos e utilizá-los em seu cotidiano para ver se os resultados a longo prazo são bons.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Tradição indígena faz pais tirarem a vida de crianças com deficiência física


A prática acontece em pelos menos 13 etnias indígenas do Brasil.
Uma tradição comum antes mesmo de o homem branco chegar por aqui.


Um assunto da maior importância: o direito à vida. Você acha certo matar bebês recém-nascidos por causa de alguma deficiência física?
Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime. A Constituição, nossa lei maior, assegura a grupos indígenas o direito à prática do infanticídio, o assassinato de uma criança logo após o nascimento, se ela apresentar alguma doença.
Para os índios, é um gesto de amor, uma forma de proteger o recém-nascido, como você vai ver nesta reportagem. Mas tem gente que discorda.
Um projeto de lei que pretende acabar com o infanticídio já foi aprovado em duas comissões na Câmara Federal e agora vai para votação no plenário.
A cidade mais violenta do Brasil fica no interior do estado de Roraima. Chama-se Caracaraí e tem só 19 mil habitantes.
De acordo com o último Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, em um ano, 42 pessoas foram assassinadas por lá. Entre elas, 37 índios, todos recém-nascidos, mortos pelas próprias mães, pouco depois do primeiro choro.
A partir de uma porteira, o Fantástico entrou na terra dos ianomâmis, uma área de 9,6 milhões de hectares, maior do que Portugal. Lá, vivem 25 mil índios em 300 aldeias numa floresta inteiramente preservada.
O filho de uma mulher ianomâmi vai fazer parte da próxima estatística de crianças mortas logo após o nascimento. Há duas semanas, ela começou a sentir as dores do parto, entrou na floresta sozinha e horas depois saiu de lá sem a barriga de grávida e sem a criança.
Os agentes de saúde que trabalham lá disseram, sem gravar, que naquela noite aconteceu mais um homicídio infantil, o infanticídio.
O infanticídio indígena é um ato sem testemunha. As mulheres vêm sozinhas para a floresta. Lá, depois do parto, examinam a criança. Se ela tiver alguma deficiência, a mãe volta sozinha para a aldeia.
A prática acontece em pelos menos 13 etnias indígenas do Brasil, principalmente nas tribos isoladas, como os suruwahas, ianomâmis e kamaiurás. Cada etnia tem uma crença que leva a mãe a matar o bebê recém-nascido.
Criança com deficiência física, gêmeos, filho de mãe solteira ou fruto de adultério podem ser vistos como amaldiçoados dependendo da tribo e acabam sendo sacrificados, enterrados ou abandonados na selva. Uma tradição comum antes mesmo de o homem branco chegar por aqui, mas que fica geralmente escondida no meio da floresta.
O tema infanticídio ressurge agora por ter se destacado no Mapa da Violência 2014, elaborado com os dados de dois anos atrás.
O autor do levantamento feito para o Ministério da Justiça, o pesquisador Júlio Jacobo, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, não tinha ideia da prática.
“E aí, então, comecei a pesquisar efetivamente com as certidões de óbito. Registravam que crianças de cor ou raça indígena, de 0 a 6 dias de idade. E começamos a ver que realmente era uma cultura indígena meio não falada, meio oculta”, diz o pesquisador.
O secretário de Segurança Pública de Roraima, Amadeu Soares, explica por que o seu estado aparece, pela primeira vez, entre os mais violentos do Brasil.
Fantástico: Por que no ano de 2012 teve essa evolução, esse número tão grande?
Amadeu Soares: Porque foi o ano que a Secretaria Especial começou a fazer o trabalho de registro desses infanticídios.
E foi assim que Caracaraí, no interior de Roraima, se transformou no município mais violento do Brasil. São 210 homicídios para cada 100 mil habitantes. A média nacional é 29 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Pituko Waiãpi é um sobrevivente. Ele nasceu há 37 anos numa aldeia waiapi, localizada no interior do Amapá. Tinha paralisia infantil e estava condenado ao sacrifício.
“A minha família não aceitava por causa dessa deficiência. Então, a Funai me tirou de lá”, conta.
O garoto cresceu entre os homens brancos e, aos sete anos, foi levado de volta para a tribo.
“Uma assistente social não entendia do costume da aldeia. Ela não sabia que ele não podia mais voltar e o mandou de volta”, conta Silvia Waiãpi, irmã de Pituko.
O garoto vivia carregado pela mãe, pai ou irmão mais velho.
“E aí um dia minha mãe cansou de me carregar e deu para o meu pai. Quando foi na hora de atravessar o rio, meu pai começou a ameaçar que eu não servia para nada, que eu merecia ser morto. A minha mãe escutou isso e gritou que não era para ele fazer isso comigo”, conta Pituko.
“A minha mãe o deu para um dentista e a única palavra que ele sabia falar em português era: ‘Embora. Embora. Embora’”, diz a irmã.
Ele só voltou a ver os pais quando tinha 21 anos.
“A minha mãe sentou do meu lado e disse: ‘Meu filho, tu lembra daquele tempo que aconteceu?’. Eu falei: ‘Lembro’. Aí ela perguntou: ‘Você tem raiva dele?’. ‘Eu, não. Eu gosto do meu pai’. Isso é cultura de vocês. Quem sabe vocês estavam fazendo o certo e eu não estava sofrendo mais”, conta Pituko.
“Como é que é carregar um deficiente físico nas costas sem cadeiras de rodas? No meio do mato?”, comenta a irmã de Pituko.
A irmã de Pituko explica: para o seu povo, o infanticídio não é um ato cruel.
“Era um ato de amor. Amor e desespero. Porque você não quer que um filho seu continue sofrendo. Você quer que ele sobreviva, mas não se não há como?”, diz ela.
“Não se pode atribuir a isso qualquer elemento de crueldade. Se uma pessoa começa já no nascimento conter deformações físicas ou incapacidades muito grandes, você vai ter sempre em si um marginal”, avalia o antropólogo João Pacheco.
Na visão do antropólogo, este garoto é um exemplo do que seria um marginal na comunidade indígena. Ele sofre de um problema neurológico.
“Essa criança nasceu, segundo informações, sem nenhum sinal de qualquer tipo de deficiência. Eles não rejeitaram ela, mas ao mesmo tempo ela não fica como as outras crianças. Fica mais escondidinha”, explica Tiago Pereira, enfermeiro da Secretaria de Saúde Indígena.
Por não ter percebido a deficiência, a mãe deu de mamar ao filho.
Esta é uma cena da maior importância na vida de um pequeno ianomâmi. Quando a mãe amamenta o filho, é como se tivesse dando a ele a certidão de nascimento dele, é que ele está sendo aceito por ela e pela comunidade.
Os índios acreditam que só durante esse ritual o bebê se torna um ser vivo e, graças a essa primeira mamada, Kanhu Rakai, filha de Tawarit, está viva hoje.
“Se tivesse anotado de pequeno, poderia estar enterrado”, afirma Tawarit Makaulaka Kamaiurá, pai de Kanhu Rakai.
Quando nasceu, a família, que faz parte da etnia kamayurá, não notou que Kanhu Rakai desenvolveria qualquer problema.
“Ela nasceu normal. Depois de cinco anos, ela começou a ir enfraquecendo mais”, conta Tawarit.
Kanhu Rakai tinha distrofia muscular progressiva, uma doença degenerativa que dificulta cada dia mais os movimentos da garota, e os pais se sentiam pressionados pela comunidade para matar a criança.
“A aldeia não manda. Pode mandar, mas só que quem decide, eu e ela, é a gente que decide”, diz Tawarit.
E eles decidiram se mudar para Brasília.
“Para mim, enterrar as crianças é feio, é muito feio”, afirma Tawarit.
A solução para impedir a morte de bebês indígenas não é simples. Quem vive próximo ao problema, sabe disso. João Catalano é o coordenador geral da Frente de Proteção dos Índios Ianomâmis, da Funai.
“A gente tem que entender o ambiente em que eles estão inseridos. Aqui a gente está falando da maior floresta tropical do mundo. A maior parte das regiões só chega de avião”, diz Catalano.
O secretário de Segurança Pública de Roraima aponta outra limitação para agir:  “A Funai acompanha, estuda e analisa todas essas questões culturais dos povos indígenas. E o estado tem essa limitação de apenas fazer o registro e o atendimento no caso de óbito”.
Várias vezes, enquanto esta reportagem estava sendo feita, tentamos falar com a direção da Funai, a Fundação Nacional do Índio. Ela não quis falar com o Fantástico sobre esse assunto.
E o que diz a lei brasileira sobre o infanticídio indígena? O artigo 5º da Constituição garante a todos o direito à vida.
O jurista José Afonso da Silva, especialista em direito constitucional, faz uma ressalva sobre as exceções dentro da Constituição.
“Ela reconhece a cultura indígena, os costumes indígenas, as tradições indígenas”, observa o jurista.
Então, diante da Constituição do Brasil, não há nada condenável no ato da mãe índia que mata o filho bebê.
O deputado federal Henrique Afonso, do PV do Acre, apresentou um projeto de lei indicando como o estado pode trabalhar para intervir na questão. “Esse projeto, o objetivo é erradicar o infanticídio no Brasil”, diz Henrique Afonso.
Ele prevê, por exemplo, a criação de um Conselho Tutelar Indígena, que teria autonomia para determinar qual medida deve ser adotada em cada caso.
O projeto ainda não foi colocado em votação no Congresso, mas já é criticado.
“Não há como executar essa lei a não ser com violência, que é desaconselhável. E a própria Constituição repudiaria isso”, comenta o jurista José Afonso da Silva.
“Eu não posso imaginar que esse seja um projeto realmente humanitário. Então, nesse sentido, os antropólogos têm se manifestado sempre contra”, diz o antropólogo João Pacheco.
Para os antropólogos, a solução seria o diálogo.
Uma saída bem sucedida encontrada pelo técnico de enfermagem da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Charles Sheiffer. Conversando, ele conseguiu impedir a morte de um bebê indígena.
“Eu estava no posto de saúde mais ou menos 5h20 e, de repente, eu escutei uma batida na porta do posto. A mãe mandou um dos filhos dela me chamar para poder mostrar essa criança. Cheguei lá e a criança estava na grama já com placenta e tudo. E fiquei com essa criança mais ou menos uns três dias”, conta Sheiffer.
O pai já tinha outros três filhos. E acreditava que não teria condição de criar mais um bebê.
“Até que o pai se convenceu da minha atitude. E a mãe também queria a criança. De toda forma, ela queria. E aí quando ela deu a primeira mamada... Pronto! A criança estava livre”, lembra Sheiffer.
Silvia se formou em fisioterapia, é tenente no Exército e reclama da falta de estrutura e saúde dada a esses povos:
“Falta de medicação, falta de enfermeiros, técnicos, porque os poucos que têm estão sobrecarregados. Então, dizer que o índio está fazendo o infanticídio é muito fácil, né? Mas se tivesse estrutura, eu duvido que isso aconteceria. Eu falo isso porque meu irmão, o Pituko, é tetraplégico, ele não teria nenhuma condição de sobrevivência dentro da aldeia, mas aqui ele hoje é um pintor. Ele só mexe a cabeça e o pescoço, e ele pinta, e ele escreve apenas com a boca”, conta Silvia.
Hoje Pituko é um orgulho para a sua aldeia. Agora, os waiãpis descobriram que existe outro caminho para crianças que nascem com deficiência.
“Eu quebrei os preconceitos sobre pessoas com paralisia infantil. Eu tenho uma sobrinha que tem dois filhos que são deficientes”, diz Pituko.
“E hoje meu pai entende isso. Hoje, nós vemos isso no olhar dele. Um olhar de amor. Um olhar de carinho. E quando nós vamos, ele chora, porque fazia muito tempo que ele não nos via. E ele diz em português: saudade”, conta Silvia.
A mesma saudade que Muwaji tem do seu povo. Ela é de uma tribo isolada do Amazonas, a suruwaha.
Quando deu a luz ao seu filho, estava sozinha no meio da floresta. Percebeu que a criança não abria as mãos e tinha as pernas cruzadas e duras. Muwaji começou a criar a filha mas o irmão insistia que ela devia matar a bebê.
“Meu irmão falou: ‘Dá o veneno. Eles vão matar’. ‘Não quero matar’”, conta Muwaji.
Para salvar a criança, Muwaji fugiu da sua tribo. Vive com a filha de oito anos em Brasília e nunca mais viu a família.
“Meu coração é triste, chora. Depois é alegre de novo”, diz.
Ela não vê meios de voltar para sua tribo e apenas canta quando quer se sentir próxima a seu povo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Seleção brasileira de ‘Futebol de 5′ é tetracampeã mundial


Jefinho fez o GOL da vitória brasileira sobre a Argentina na decisão do Mundial de FUTEBOL de 5.
Equipe bateu o time da Argentina por 1 a 0 nesta segunda-feira. Campeonato foi disputado no Japão. Vídeo exclusivo do blog Vencer Limites mostra atletas jogando videogame, com a mesma estratégia usada na quadra. “Tivemos a felicidade de manter a tranquilidade para fazer o gol na prorrogação. O grupo é muito experiente, aprendeu a ganhar, e não se abate facilmente. Dá para dizer que somos o time a ser batido”. A afirmação de Fábio Luiz Vasconcelos, treinador da Seleção brasileira de ‘Futebol de 5′, é um reflexo da confiança da equipe, que venceu nesta segunda-feira, 24, o campeonato mundial, disputado no Japão. Com essa conquista, o time brasileiro tornou-se tetracampeão. A modalidade esportiva foi desenvolvida especialmente para atletas cegos. As partidas são disputadas em quadra de futsal, que recebe uma proteção nas laterais para evitar a saída da bola. Em 2004, a partir dos Jogos Paralímpicos de Atenas, passou a ser praticado também em campos de grama sintética, com medidas e regras do futebol de salão. Cada time é formado por cinco jogadores: um goleiro (que tem visão total) e quatro na linha (totalmente cegos e que usam uma venda nos olhos porque qualquer resíduo visual é uma vantagem). Há ainda o ‘Chamador’, que fica atrás do GOL adversário orientando o ataque de seu time. No Brasil, o Futebol de 5 tem gestão da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV). Recentemente, em agosto, a equipe brasileira masculina venceu a Super Copa das Nações, disputada na sede da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói/RJ. Na FINAL, o Brasil venceu o México por 3 a 2. Nesta competição, durante a concentração, alguns jogadores relaxavam jogando videogame, tranferindo para a disputa na tela a mesma estratégia da equipe em quadra. Os atletas da linha, cegos, manuseiam os CONTROLES. E os dois goleiros fazem a ‘localização’ do time em campo, orientando o companheiro de equipe. Os vídeos de uma dessas partidas foram cedidos pelo jornalista Fabio Torres, com exclusividade, ao blog Vencer Limites. Cássio (defensor fixo ou zagueiro) e Gledson (ala) estão com os controles. Luan e Vinícius (goleiros) fazem a ‘localização’.

Cássio é fãs dos jogos eletrônicos e diz que JOGAR videogame é uma sensação incrível. “Quando temos uma narração bem feita, seja do próprio jogo ou dos goleiros nos ajudando, a gente consegue construir um mapa na cabeça. Assim, criamos jogadas de passes e gols. O ideal é jogar sempre com times que já conhecemos, pois vamos saber por onde a bola está. Se tiver com o Daniel Alves, por exemplo, a situação será pelo lado direito de campo. E por aí vai. Saber tudo o que envolve o FUTEBOL ajuda. Se entendemos como tal atleta joga, se é rápido, habilidoso, vamos aproveitar as melhores características dele. Se jogarmos com a formação 4-3-3, já vou saber que tenho que jogar com dois pontas velozes para criar jogadas para o atacante no meio. Conhecendo a formação, você sabe como as jogadas da equipe vão funcionar”, diz Cássio. Para entender um pouco MAIS o FUTEBOL de 5, este blog entrevistou Cássio, que aparece no vídeo, e Jefinho, o melhor do mundo atualmente (que não costuma jogar videogame). Além de falar sobre o esporte, eles também opinam sobre outro temas relacionados a pessoas com deficiência. Vencer Limites – Como o esporte ajuda no dia a dia? O futebol contribui para a vida, a rotina e as questões domésticas? Jefinho - O esporte me ajudou e me ajuda muito até hoje. Com toda certeza, praticar futebol me auxiliou para que eu tivesse uma coordenação melhor, em todos os sentidos. A minha noção de espaço, orientação e locomoção nos ambientes, tudo isso foi aprimorado através dos treinos. Hoje eu tenho uma boa independência, graças ao esporte. Cássio - O futebol é importante financeiramente. Socialmente, ele consegue nos incluir de uma forma muito gratificante. Nos permite relacionar com todo mundo numa boa, sem problemas. Domesticamente, eu eu consigo realizar todas as atividades em CASA, como lavar o banheiro, limpar a louça sem nenhum desgaste físico. Vencer Limites – Qual a sua opinião sobre a situação das pessoas com deficiência no BRASIL, principalmente na comparação com outros países, no que diz respeito a acessibilidade, educação, saúde, etc? Jefinho - Infelizmente, ainda estamos muito longe das condições ideais para que uma pessoa com deficiência possa viver bem aqui no BRASIL. Viajando por outros países, eu percebi que o tratamento lá é diferente. Na acessibilidade, aqui no Brasil, a maioria das cidades não está preparada para a locomoção de deficientes. Ruas sem rampas e sem pista tátil, transportes inadequados. Já no exterior, as cidades são bem acessíveis, facilitando a vida dos deficientes. Na educação, houve uma melhora significativa nos últimos anos, mas os professores ainda não estão plenamente capacitados para atender e ensinar da forma correta. Porque, apesar da deficiência, as pessoas são capazes de realizar muitas tarefas normalmente, e os professores tem uma função importantíssima, que é incluí-las com pessoas sem deficiência. Então, há muita coisa para ser melhorada. Vários países se aproveitaram de realizações de eventos esportivos para que um legado fosse deixado para toda a população. E eu acredito, que as Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio serão de fundamental importância para que o Brasil dê um GRANDE salto, e finalmente possa resolver todas essas questões. Cássio - O grande problema da acessibilidade é que a população, no geral, não está preparada para lidar com os deficientes visuais. Não há noção da nossa capacidade de locomoção e atividade. No lado mais ‘material’ da coisa, estamos numa época em que a projeção é feita. Melhora aos poucos, mas está muito longe do ideal. Se compararmos com 10 anos atrás, vamos ver o quanto evoluímos, mas ainda temos muito o que melhorar. Eu tive o prazer de conhecer a Áustria e fiquei impressionado com a educação das pessoas com os deficientes. Eles estão preparados, tem toda uma política voltada para as pessoas com deficiência. A divulgação do esporte e do nosso cotidiano tem um papel fundamental na conscientização das pessoas sobre a nossa realidade e capacidades.
Fonte: Estadão - Blogs - Vencer Limites

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Unindo Forças contra as Doenças da Retina"

Reserve esta data! (29 de Novembro de 2014  - sábado)

São vários os estudos clínicos e pesquisas para o tratamento das Doenças Degenerativas da Retina no campo da genética, célula tronco, implante retiniano "chip eletrônico" e terapia das células encapsuladas.
Há testes clínicos em estágios bem avançados, como é o caso do teste clínico com QLT, um tipo de vitamina A, usado para tratar jovens e crianças com Amaurose Congênita de Leber, um tipo de Retinose Pigmentar que acomete crianças e tem origem genética. O teste clínico foi feito com pacientes com os genes RPE65 e LRAT e houve casos de recuperação da visão nos pacientes tratados. Terapia genética realizada com pacientes jovens com esses mesmos genes, na Universidade da Pensilvania, Estados Unidos, também apresentaram resultados muito animadores.
O implante retiniano "chip eletrônico", ARGUS II, já é uma realidade e já é comercializado na Europa e Estados Unidos.


  • Quais os pacientes que podem se beneficiar com essa prótese?


  • Qual o custo financeiro para isso? Como posso ter acesso a esse implante?


    • Células tronco - mitos e verdades


      • Quais são as perspectivas para os tratamentos com células tronco nas doenças degenerativas da retina?


      • Como estão essas pesquisas no Brasil?


      • Terapia de células encapsuladas  - do que se trata?


      • O que o estudo clínico pode ajudar no tratamento para Retinose Pigmentar?


      • O que os pacientes com Stagardt podem esperar dos avanços das pesquisas clínicas?



      • Todas essas questões serão respondidas, bem como outras novidades ligadas aos futuros tratamentos de doenças da retina serão abordadas pelas médicas:
        Drª. Fernanda Porto, Profª Drª Juliana Sallum e Drª Rosane Resende, no evento informativo organizado pela RETINA BRASIL "Unindo Forças contra as Doenças da Retina".

        O evento acontecerá em São Paulo, no dia 29 de novembro de 2014, das 09:00 às 13:00 horas, na Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100 - 1º andar - Auditório Prestes Maia.

        O evento é gratuito e não há necessidade de inscrição antecipada.
        Para mais informações, entre em contato com a nossa sede (11) 5549-2239 ou gruporetina@gruporetina.org.br

        Participe! Essa será uma oportunidade de unirmos forças para o avanço das pesquisas para o tratamento das doenças degenerativas da retina.

        Cordialmente,
        Maria Julia da Silva Araujo
        Presidente Retina Brasil/Retina São Paulo

        quarta-feira, 12 de novembro de 2014

        USP oferece curso online grátis do sistema Braille


        A Universidade de São Paulo (USP) oferece um curso online grátis de Braille (sistema usado por pessoas cegas) pela internet, destinado a pessoas que não têm deficiências visuais. As aulas são indicadas para crianças, pais, professores e funcionários de escolas que mantenham projetos de inclusão de cegos.

        Pessoas que tenham interesse em aprender a usar o sistema Braille poderão fazê-lo gratuitamente, pela internet. O material pode ser acessado em português, inglês e espanhol.

        Metodologia do Curso Braille

        As pessoas que enxergam não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.

        O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo. O Braille Virtual é um curso livre e não oferece certificado.

        Para fazer o curso, entre no site www.braillevirtual.fe.usp.br, do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada da Faculdade de Educação da USP.
        via Yara Andrade

        Aparelho permite enxergar onde estão as veias do braço

         Produzido pela Cruz Vermelha australiana, invenção usa luz infravermelha para mapear as veias do braço.


        Todo mundo já passou ou conhece alguém que passou pela situação.
        Você precisa precisa colher uma amostra ou quer doar sangue.
        A enfermeira ou enfermeiro vem e faz uma, duas, diversas tentativas de encontrar o ponto certo. O processo se arrasta.
        É que a sua veia é fininha, dirá o profissional.
        Você o amaldiçoa silenciosamente e torce para que a situação acabe logo.




         A Cruz Vermelha australiana quer acabar com a situação. Eles estão produzindo um equipamento que usa luz infravermelha para mapear as veias do corpo humano. Veja o vídeo: