quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Convite Palestra "Como a Visão Artificial pode melhorar bilhões de vidas”

Aproveite essa grande oportunidade.

Vagas limitadas!

A Mais Autonomia, com o apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos, convida você para a palestra "Como a Visão Artificial pode melhorar bilhões de vidas”.

O tema abordará como a tecnologia assistiva e a visão artificial têm ajudado e poderão melhorar a vida das pessoas com deficiência visual.

A palestra também trará um breve relato da trajetória profissional do israelense Ziv Aviram, um dos empreendedores mais respeitados do mundo e CEO da OrCam, criadora da tecnologia OrCamMyEye.

Quando:
28/02 (quarta-feira), às 16h.
Onde:
Fundação Dorina Nowill para Cegos.
(Rua Dr. Diogo de Faria, 558, Vila Clementino - São Paulo – SP).

 RSVP: rsvp@fundacaodorina.org.br

Fonte: Fundação Dorina Nowill para Cegos

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Um Fim de Ano Diferente

Um final de ano marcado pela superação,  força de vontade e paciência.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ciência Avança no Tratamento da Retinose Pigmentar


O OLHAR PROFUNDO DE UM CEGO

Sim, nós incomodamos, eu sei. Porque no fundo, lá no fundo, vocês têm
medo de ficarem cegos; vocês têm medo do escuro, da velhice, da
diabetes e do glaucoma. E vocês têm medo do escuro porque nele é muito
fácil encontrar o desconhecido, a cadeira no caminho, o orelhão na
testa, o poste na cara, o susto. Vocês têm medo do escuro porque nele
vocês se sentem tão vulneráveis, tão fragilizados, tão pobrezinhos,
tão impotentes, tão improdutivos. Pois devo informar-lhes que é como
VOCÊS se sentem no escuro, e não como eu me sinto após uma vida sem
visão física. Vocês têm medo do escuro porque nele está o espelho da
sua verdade mais profunda, nua e crua, sem a estética das cores e
formas, sem maquiagem, sem roupa da moda, sem nada do que vocês estão
acostumados a ver. Vocês têm medo de se olharem profundamente. Logo
nós incomodamos porque nossa cegueira lembra vocês de seus piores
medos...
   Sim, nós incomodamos vocês, é verdade. Porque muitos de nós somos felizes, produtivos, trabalhamos e fazemos dinheiro, compramos casa,
formamos família, cozinhamos, cuidamos da casa com independência, e
muitas vezes, sobrando um tempinho, ainda fazemos trabalho voluntário,
ajudando a outros que não enxergam ou que enxergam. E tudo isso num
país nada preparado para nós. E vocês se vitimizam reclamando da
crise. Por outras vezes incomodamos porque ainda muitos de nós pedem
esmola no seu caminho de casa, e vocês se lembram da miséria humana,
da desigualdade social, do quanto vocês não fazem para transformar
todo este cenário. Vocês têm medo e evitam o mendigo, o malvestido, o
mal-encarado, o mal-apessoado, o cracudo; e nós, muitas vezes, somos
ajudados e guiados por qualquer um desses na rua e nem ficamos sabendo
quem são, mas precisamos de ajuda e aceitamos o primeiro braço que se
oferece para atravessar a rua conosco. Aliás, não sabemos seus nomes
nem suas aparências, mas ficamos sim sabendo quem são: seres humanos
que, como qualquer outro, têm seu lado bom, e às vezes só o que lhes
falta é uma oportunidade de exercê-lo. Nós incomodamos porque
vivenciamos algo do qual a maioria de vocês só fala e fala: a fé.
   Sim, incomodamos vocês, sinto muito; porque com tanta tecnologia,
tantos chips implantados, tantos curandeiros, tantos “milagres”
médicos e espirituais por aí, como ainda não nos curamos? Porque na
consciência “cega” de vocês, cegueira é doença, e precisa urgentemente
ser curada. Porque se Jesus curou os cegos, sinal de que o certo e
saudável é enxergar. Desculpa se agora vou virar seu mundo de cabeça
para baixo, mas conto a vocês que eu e muitos outros cegos temos a
consciência de que escolhemos não enxergar, pois só assim aprendemos
coisas incríveis que não aprenderíamos de outra forma. Não, não
aprendemos a ser ninja nem super-herói, como vocês viram em
quadrinhos, livros e filmes; e desculpa ainda decepcionar vocês, mas
não reconhecemos todas as vozes, não somos todos talentosos para
música, não somos todos fluentes em Braille e nem todos gostamos de
usar óculos escuros! Somos indivíduos, somos seres humanos, tão únicos
quanto cada um de vocês, cada um de nós teve sua criação, seu
ambiente, sua família, sua história. Por fim, incomodamos vocês,
porque quando vocês conhecem um cego acham que já conhecem e
compreendem todos os cegos, e quando conhecem o segundo, enxergam que
não é nada disso...
   Incomodamos vocês, porque não olhamos vocês nos olhos, não damos
tchauzinho na rua, não reagimos aos seus apelos visuais e não
respondemos quando vocês nos enviam foto sem legenda no Whatsapp, e
assim desafiamos sua zona de conforto, sua forma tradicional de
comunicação, suas convicções construídas há séculos. Abra seus olhos e
veja: é hora de desconstruir... para reconstruir um olhar muito mais
profundo e amplo sobre nós, sobre vocês mesmos, sobre todos nós juntos
e misturados, afinal somos membros de uma só família, a família
humana. Sim, você tem cegos na família.

Calçada Cidadã

Apresentaçãoda cartilha Calçada cidadã de Mara Gabrilli:

"Olá, amigos!

O direito de ir e vir começa na porta da nossa casa, na calçada. Por isso,
os passeios públicos da nossa cidade têm a obrigação de cumprir o seu
papel: possibilitar que qualquer cidadão possa transitar com facilidade e
segurança.
São pessoas com deficiência, idosos, obesos, mães com carrinhos de bebê,
e até mulheres de salto alto, que precisam caminhar pelas cidades sem
nenhuma dificuldade, sem ter de transpor nenhum obstáculo.
Contribuir para uma cidade mais democrática, que respeita a diversidade
humana, é o nosso papel como cidadão. Uma calçada segura, limpa, aces-
sível e verde é uma calçada cidadã.
Por isso que quando relatei a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência, a LBI (Lei nº 13.146 de 2015), incluí dispositivos que obrigam
as municipalidades a pensar na acessibilidade como um todo, mas em
especial em como gerir a reforma de calçadas de forma que estas sejam
perfeitamente acessíveis para qualquer cidadão. Tanto que o Prefeito que
não cumprir o que prevê a lei pode incorrer em crime de responsabilidade,
cuja sanção é a cassação do mandato. Aliás, a negligência na conservação
do patrimônio público também constitui ato de improbidade administrativa,
acarretando em perda de função pública e suspensão dos direitos políticos.
A repreensão do gestor público pelo não cumprimento da lei não é um
fim que esperamos. Por isso, estamos informando e dando dicas de como
gerir a reforma de seu passeio público para que, mais do que cumprir a lei,
possamos cumprir o respeito ao outro, ao munícipe, ao cidadão. Queremos
uma cidade mais democrática, mais verde, mais humana.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Fica Mais Fácil a Aquisição de órteses e próteses

Por mais qualidade de vida ao trabalhador com deficiência, foi aprovado na Câmara o requerimento da Deputada Federal Mara Gabrilli, para realização de uma audiência pública a fim de debater a liberação e o uso do FGTS para o trabalhador com deficiência que, por prescrição, necessite adquirir órtese ou prótese.
Vale lembrar que essa garantia está na Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde janeiro de 2016, mas que até hoje não houve qualquer normatização por parte da Caixa Econômica Federal.
Estão convocados representantes do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal, Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência e do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador.

(Fonte: Deputada Federal Mara Gabrilli - via Facebook).

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2017 -Um Ano Diferente

https://youtu.be/9BnB2LrzSVk

Feliz 2018!


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

QUEM DEVE SENTAR E POR QUÊ?





Já tem a resposta?

Esta situação não é simples.

Ainda mais se você considerar que temos 1 homem sentado e 4 preferenciais.

A letra A é uma moça com bebê de colo.

Letra B uma idosa.

Letra C um homem com a perna quebrada e

Letra D: um zumbi? Como assim?

Se o zumbi quiser apenas sentar e ficar lá quietinho, melhor ceder o banco a ele... :)

Mas brincadeiras à parte.

Se nos depararmos com uma situação dessas na realidade (sem o zumbi, é claro), não cabe a apenas uma pessoa se levantar e sim, quantas forem necessárias para que todos os preferenciais possam se sentar e prosseguir viagem confortavelmente.