quarta-feira, 18 de abril de 2018

Levanta, papai! (Por Jairo Marques)


</p><p>Elis e papai brincando de ‘fada madrinha’


Eu sabia que aconteceria, que chegaria o momento de biscoita me dar uma enquadrada por estar sempre sentado na hora das danças, na hora de brincar de pique-esconde. Só não imaginava que seria de maneira tão precoce e tão contundente.

Minha filha, às vésperas de completar três anos, quer entender já o que é ser diferente, e eu, que me achava tão seguro e bem resolvido, voltei a pensar, como num passado remoto, que não seria de todo ruim que me surgisse um cálice do elixir da normalidade para voltar a andar “só um pouquinho”.

E foi mais ou menos assim: “Papai, levanta para rebolar comigo essa música!”, “Papai, sai da sua cadeirinha um pouco e senta aqui no tapete para brincar”, “Pai, por que sua perninha é assim?”, “Pai, fica em pé só um pouquinho, igual à mamãe”.

Elis tem mais do que uma curiosidade pontual de qualquer criança que vê um cadeirante na rua, no shopping, aponta o dedo e lasca: “O que é iiiiissso, mãe?!”.

Ela tem uma necessidade de compreender por que sua própria vida é brindada com um ineditismo de ser _afinal, ser família, é ser um só em diversos momentos. Ela quer saber por que não a jogo bem lá no alto, como ela adora, porque não a socorro rápido quando se afoga de tanto rir na piscina de bolinhas.

A legítima curiosidade de minha pequena tem sido pueril e cessa diante de uma resposta com pouco argumento tipo “filha, todos somos diferentes. O vovô usa bigode, a vovó usa óculos, o Joca tem os olhos esbugalhados, o lobo faz malvadezas e o papai usa uma cadeirinha, sabe?”.

Pensava que esse processo de reconhecimento e descoberta de minha vida torta fosse construído de maneira mais natural para ela, embalada no berço, embrulhada nas fraldas e acalentada desde sempre comigo na tal “cadeirinha do papai”, mas pitchuca me obriga a refletir que o “serumano” em suas complexidades também é um valor a ser construído, lapidado, discutido, avaliado.

Certa vez, mergulhado numa angústia que não cabe em palavras e aproveitando que estávamos na varanda só eu, ela e a boneca da Luna, quis avançar no debate: “Você fica triste porque o papai só brinca de fada com você sentado?”.

Ela pensa com a brevidade que as grandes expectativas almejam e tasca: “Não fico, não, papai. Agora veste aqui o tutu, porque é sua vez de fazer a magia”.

Naquele momento, bem que a varinha de plástico que ela ostenta com a certeza de fazer o impossível -já fez uma massinha verde ficar azul e aparecer um chocolate dentro de uma caixinha- poderia me fazer ficar em pé um só pouquinho para dar a ela o sagrado mimo de não entortar suas tenros sonhos e inspirações.

Não há convicção que se mantenha diante uma criança que confia a você a orientação das verdades. Deficiência não é pecado, não é carma, não é castigo, mas ler a cartilha de minhas firmezas de caráter, de minha resiliência precisa ter a delicadeza do voo de libélula e explicar que, mesmo aquelas com menos asas podem encantar e seguir adiante, sendo libélulas, não é das tarefas mais fáceis.

Refleti um bocado se deveria compartilhar esse momento com os leitores. Concluí que, se as ideias destas linhas é tentar levar luz ao desconhecimento a respeito das diversas maneiras de viver, é também válido demostrar que há páginas brancas que só a experiência, a inclusão plena e o abraço apertado na diversidade irão ajudar a preencher.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

OLHA QUE LEGAL! Garoto com autismo constrói réplica do Titanic com 56 mil peças de Lego



Museu no estado americano do Tennessee diz que obra é a maior reprodução do navio com peças de brinquedo.


Brynjar em uma das exibições de sua réplica do Titanic (Foto: Arquivo Pessoal)Um garoto que tem o transtorno do espectro autista (TEA) construiu uma réplica do navio Titanic que foi considerada o maior exemplar do tipo feito com peças de Lego. De acordo com o Titanic Pigeon Forge, museu nos EUA dedicado ao navio, o trabalho de Brynjar Karl Birgisson mede quase 8 metros de comprimento por 1,5 metro de altura, e é o maior do tipo conhecido no mundo.

O resultado do trabalho estará em exibição no museu, localizado no Tennessee, a partir do dia 21. Mas toda a construção foi feita em um "estaleiro" bem distante dos EUA, já que Birgisson vive na cidade de Reykjavík, capital da Islândia. Quando começou o projeto, ele tinha 10 anos e demorou 11 meses para concluir o trabalho. Atualmente o adolescente tem 15 anos e conta que a decisão de construir a réplica mudou sua vida e a sua relação com o transtorno.

"Brynjar Birgisson diz se lembrar de ter começado a brincar com as peças de Lego aos cinco anos. Quando era um garoto já em idade escolar conheceu o Titanic e decidiu construir o navio, inspirado por uma visita a um parque dedicado ao Lego na Dinamarca.

"Meu pai me ajudou com as instruções e fez a planta do navio para a escala do Lego", explica o adolescente, acrescentando que cada peça de boneco Lego tem 4 cm e foi equiparada no projeto com uma pessoa de tamanho médio de 1,75 metro.

"Já minha mãe foi minha técnica e mentora. Ela ajudou a encontrar caminhos para o sonho se tornar realidade", conta, explicando que ela foi a responsável por comprar peças, ferramentas, organizar contato com a imprensa e visitas ao projeto. "Muitos obstáculos que uma criança não poderia superar", comenta.

Atualmente, Brynjar faz sua terceira visita aos EUA. Em uma das anteriores ele falou em um TEDx Kids em San Diego.

Réplica do Titanic está exposta em museu nos EUA: adolescente com autismo diz que processo de construção do navio ajudou nos relacionamentos e na escola. (Foto: Divulgação/TitanicPigeonForge.com)"Nunca imaginei que meu projeto pudesse ter tanto impacto. (...) Toda essa jornada me ajudou a sair da sombra do autismo. Eu continuo com autismo e vou continuar, mas eu me treinei para ser 'o mais normal possível', isso quer dizer que eu era totalmente incapaz de me comunicar quando comecei o projeto e agora eu me sento e consigo dar entrevistas."

O garoto explica que, aos 10 anos quando começou a construir o Titanic, uma pessoa o ajudava durante todas as atividades da escola. "Mas hoje eu estudo sem qualquer apoio. Minhas notas subiram e meus colegas de turma me consideram como um dos seus pares", conta.



Fonte: G1

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Nota alusiva ao Dia Nacional do Braille

Neste 08 de abril, data dedicada as comemorações do dia nacional do Braille, a Secretaria de Educação e Cultura da Organização Nacional de Cegos do Brasil                   (ONCB) convoca todas as suas Entidades afiliadas, a gestão pública  e a sociedade brasileira em geral a empenhar-se na luta para manter vivo este sistema que há 200 anos mudou significativamente a vida das pessoas cegas em todo mundo.
As possibilidades de conhecer, desde cedo, a leitura e a grafia correta das palavras, o prazer de uma leitura autônoma, a independência na resolução de problemas cotidianos, as perspectivas de comunicação, bem como a aquisição de conhecimento em formato totalmente  acessível, ratificam a importância deste sistema, o qual assegura a identidade e as especificidades no universo das pessoas cegas, cujo avanço das tecnologias não é capaz de substituir.
Nesse sentido, neste país de dimenssões continentais, nossa luta consiste em:
•Que crianças cegas sejam alfabetizadas tendo um livro braille em suas mãos;
•Que nos mais diversos níveis e modalidades de ensino haja profissionais qualificados, que possam responder eficazmente às demandas específicas dos estudantes cegos;
•Que, no Brasil, seja reduzida a tributação para a aquisição de linhas e impressoras braille, ou de quaisquer outros produtos de  tecnologia assistiva;
•Que nos eventos, produtos, serviços e logradouros públicos e privados, sejam disponibilizadas informações em braille, conforme assegurado por normativas nacionais e internacionais;
•Que além de avançarmos nas politicas públicas, assim como no processo de pesquisa e produção de conhecimentos relacionados a deficiência visual, seja despertada nas novas gerações de crianças e jovens cegos, a paixão pela leitura braille, como também a consciência e sobretudo a necessidade de mobilizações coletivas em torno desta causa;
Estamos cientes de que a conjuntura é desafiadora. No entanto, acreditamos que a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e as leis que dela emergem, a articulação das entidades de e para pessoas cegas, as conferências municipais, estaduais e Nacional de educação, os conselhos de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, assim como a parceria junto à gestão pública e a seguimentos sociais diversos, constituem elementos potenciais nesta luta.
Seja portanto o Dia Nacional do Braille uma oportunidade valiosa de celebração, divulgação e mobilização das pessoas cegas em todo território nacional.

Brasilia, 08 de Abril de 2018.

domingo, 18 de março de 2018

quarta-feira, 14 de março de 2018

As mães que celebram a expulsão de um menino autista da sala dos filhos


ARGENTINA - Colégio na Argentina muda de turma criança que tem a síndrome de Asperger após pressão de pais– Finalmente, uma ótima notícia! Já era hora de fazerem valer os direitos da criança para 35 e não para uma só!


– Que ótimo para os meninos! Espero que possam estudar e estar tranquilos!

– Um alívio para os nossos. Agora é esperar que isso seja oficializado.

Com essas expressões de alegria, as mães do colégio religioso San Antonio de Padua, da Argentina, comemoraram a expulsão de um menor com síndrome de Asperger da sala em que seus filhos estudam. Elas pressionavam a escola havia meses para que o expulsassem, com a ameaça de não levar “os seus” para a classe. E o colégio aceitou, mudando o menino de turma.

Emojis de felicidade, festa e alvoroço não demoraram a aparecer no grupo de WhastApp das mães dos outros alunos, ante o espanto e a indignação da família do menor expulso. Em questão de horas, o festejo discriminatório viralizou graças a uma cópia da conversa e sua denúncia pública nas redes sociais feita pela tia do garoto, Rosaura Gómes.

“Ele tem síndrome de Asperger, é um doce. Está na quinta série dessa escola. As mães dos coleguinhas faziam greve (não levavam seus filhos supostamente até que não tirassem meu sobrinho da escola). Isso não aconteceu, mas colocaram meu sobrinho em outra sala. É um colégio supostamente religioso, e essa foi a reação das mães quando souberam.... é muito triste que falem assim de uma criança, e a verdade é que a escola deixa muito a desejar”, escreveu Rosaura no Facebook.

Por sua vez, o representante legal do colégio, Gustavo González, declarou ao canal de TV argentino C5N que “[a escola] trabalha há cerca de quatro anos com o menino”. “Tentamos distintas estratégias pedagógicas com o garoto, e há pouco decidiu-se mudar o aluno de turma para que estivesse em um novo entorno.” Segundo González, a decisão foi assinada por todos os pais. “O que não esperávamos era essa comemoração e essa alegria pela decisão. Isso está errado. Precisamos conversar com os pais. Não é normal”, afirmou.

Discriminação pela deficiência
A síndrome de Asperger é um dos transtornos do espectro autista (TEA) mais comuns e menos conhecido, alvo de preconceitos e discriminação – como neste caso na Argentina. “A síndrome afeta a interação social recíproca e a comunicação verbal e não verbal. [A pessoa tem] resistência em aceitar as mudanças, inflexibilidade do pensamento e campos de interesse estreitos e absorventes”, explica a Confederação Asperger Espanha, que trabalha para melhorar a inclusão social desse coletivo.

Quanto ao caso de discriminação entre as mães do colégio argentino, a Confederação faz referência ao artigo 24.1 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que este colégio teria ignorado.

“1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e autoestima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;

b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;

c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.”

Em que terá ponto a sociedade terá falhado para que uma criança precise ser expulsa de uma sala por ter capacidades diferentes? As pessoas com essa síndrome se destacam por suas habilidades matemáticas e sua memória extraordinária, mas são afetadas em sua interação social recíproca e sua comunicação verbal e não verbal. Resistem às mudanças e sofrem com o isolamento, as críticas e o fracasso.

Durante a etapa escolar, essas crianças encontram mais dificuldades para fazer amigos e se comunicar com eles, algo que é agravado num contexto de discriminação social como o do colégio argentino. “As crianças com a síndrome de Asperger buscam o carinho e a proximidade porque percebem a rejeição. É verdade que podem ter dificuldades porque tentam se comunicar e relacionar de uma forma diferente, mas um trabalho prévio com os colegas teria facilitado sua integração. Sempre devemos dar informações aos menores adaptada à sua idade e linguagem, com exemplos que os façam se colocar no lugar dessa criança. Aqui falhou a empatia, a informação e o trabalho prévio de inclusão para que as famílias entendam esse transtorno e saibam interpretá-lo. E isso deveria ser feito – embora o tenham mudado para outra turma – porque os filhos das famílias que pediam sua expulsão ainda estão expostos à discriminação transmitida por seus pais”, explica o psicólogo Guillermo Fouce, do setor de Intervenção Social da Ordem de Psicólogos de Madri e presidente da organização Psicologia Sem Fronteiras.

Segundo o especialista, nos últimos tem se observado na Espanha um aumento da discriminação nas salas de aula por motivos étnicos e religiosos, mas ainda se mantém certo respeito pelas capacidades diferentes, com recursos – reduzidos após a crise – para integrar esses menores. “Não se pode deixar essa tarefa apenas aos colégios e professores. A educação inclusiva tem três eixos: a escola; os pais, mais, avós e tutores; e o entorno, o bairro, justamente onde se espalham os rumores, as mensagens do WhatsApp e a discriminação”, conclui Fouce.

O quadrinista brasileiro Fulvio Pacheco, de 40 anos, soube que tinha a síndrome de Asperger logo depois que seu filho, Murilo, foi diagnosticado com autismo. Na experiência do curitibano, contada no jornal O Globo,  ele diz que Murilo foi mais bem integrado na escola pública. "No total, ele já passou por três escolas particulares e em nenhuma delas foi tão bem entendido quando na escola municipal", diz Pacheco, que lançou um gibi chamado Relatos Azuis para divulgar questões do autismo e defende a preparação da escola para lidar a questão. O quadrinho foi distribuído para cerca de mil tutores de crianças autistas nas escolas municipais de Curitiba.

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM ACTIVIDADE LIMITADA
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Artigo 24. Educação

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e autoestima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;

b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;

c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.

2. Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:

a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência;

b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;

c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;

d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;

e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.

3. Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a possibilidade de adquirir as competências práticas e sociais necessárias de modo a facilitar às pessoas com deficiência sua plena e igual participação no sistema de ensino e na vida em comunidade. Para tanto, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas, incluindo:

a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares;

b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade linguística da comunidade surda;

c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.

4. A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braille, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a conscientização da deficiência e a utilização de modos, meios e formatos apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência.

5. Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de acordo com sua vocação, educação para adultos e formação continuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto, os Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

Fonte: EL PAÍS

Morre o físico britânico Stephen Hawking


01:20 14.03.2018(atualizado 02:46 14.03.2018)


O físico britânico Stephen Hawking, de 76 anos, morreu na noite desta terça-feira. A informação foi dada por um porta-voz da família. Até o momento ainda não se sabe a causa de sua morte.

'Estamos profundamente entristecidos pelo fato de o nosso amado pai ter morrido. Ele foi um grande cientista e um extraordinário homem cujo trabalho e legado viverão por muitos anos', escreveram Lucy, Robert e Tim, filhos de Hawking.

Físico teórico, cosmólogo, autor e diretor de pesquisa do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge. Seus trabalhos científicos incluem uma colaboração com Roger Penrose sobre teoremas de singularidade gravitacional no quadro da relatividade geral e a previsão teórica de que os buracos negros emitem radiação, muitas vezes chamado de radiação Hawking.
Hawking foi o primeiro a estabelecer uma teoria da cosmologia explicada por uma união da teoria geral da relatividade e da mecânica quântica. Ele é um partidário vigoroso da interpretação de múltiplos mundos da mecânica quântica.

Hawking teve uma forma rara de início precoce, progressiva, de esclerose lateral amiotrófica (ALS) que gradualmente o paralisou ao longo das décadas. Hawking surpreendeu médicos em todo o mundo, enquanto vivia apesar da doença que geralmente leva à morte dentro de anos. O diagnóstico da doença foi feito quando ele tinha 21 anos.

Os filhos ressaltaram sua "coragem e persistência" e seu "brilhantismo e humor".

"Uma vez, ele disse: 'O Universo não seria grande coisa se não fosse o lar das pessoas que você ama.' Nós sentiremos sua falta para sempre", escreveram.

Fonte: Sputniknews

terça-feira, 6 de março de 2018

Biblioteca em São Paulo Dispõe de Óculos que Lêem para Deficientes Visuais

A Biblioteca UNIBES CULTURAL- Rua Oscar Freire, 2500 - dispõe de óculos que,
“ executam a leitura para deficientes visuais”.
O acervo não é composto de livros em Braille, mas de livros “normais”.
O deficiente visual coloca os óculos e ouve tudo o que está a sua frente. Podem ser atendidos até 8 leitores simultaneamente. A biblioteca abre de segunda a sábado de 10 as 19 hs. Levantamento recente indica que só no estado de São Paulo existe atualmente mais de um milhão e trezentos mil deficientes visuais.

Estação Sumaré.

Fonte G1 da Globo

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ROBERTO CARLOS: VOCÊ SABIA QUE ELE É AMPUTADO DE UMA PERNA?


Por Jane Peralta
Postado 5 de Janeiro de 2018


Roberto Carlos: o nosso rei

Quando jovem, fazendo parte da Jovem GuardaO cantor Roberto Carlos é considerado um rei. Músicas maravilhosas, uma voz melodiosa, um jeito meigo e sincero de ser. Quantas músicas desde nos anos 60. Quem já não ouviu uma e viu sua vida marcada por esse cantor inesquecível. Ele tem aquele jeito diferente de segurar no microfone e um certo andar discreto. O que muitos não sabem é que Roberto Carlos sofreu um acidente quando criança. Tudo aconteceu rápido na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no dia 29 de julho de 1947, quando o cantor tinha 6 anos. Ele foi atropelado por uma locomotiva a vapor e parte de sua perna direita precisou ser amputada. Mas o que queremos retratar aqui é que Roberto Carlos colocou sua prótese e seguiu sua vida. Será que podemos nos espelhar nesse homem de sucesso? Nesse homem de um coração sensível que mexe com nossos corações? Quando precisar de ânimo coloque uma música de Roberto Carlos e perceba que uma deficiência pode ser vencida se você tiver persistência e perseverança.



Roberto Carlos: Um grande compositor

Quando bebê: um olhar singeloCriar músicas inesquecíveis não é pra qualquer um. Cada música é um poema e retrata os momentos na vida do autor. Sua mãe, seu pai, seus amores, suas experiências. Os anos passaram e as músicas continuam sempre atuais. Amado por muitas mulheres, admirado por muitos homens, Roberto Carlos é a inspiração para muitas pessoas.

Uma perna mecânica que ninguém vê

Você tá preocupado se ele é amputado e usa uma perna mecânica? Claro que não. Está aí a maior superação de Roberto Carlos. Ninguém se importa se ele é amputado ou não. Suas qualidades estão acima de sua aparência física e seu maior dom é encantar as pessoas. Não vemos o cantor com ar de preocupação com relação a isso. Durante suas apresentações, usa calças compridas e um microfone que ajuda sua desenvoltura no palco. É impossível não se entregar a esse momento de encanto e emoção.

Mulheres que cantam com Roberto Carlos

A produção de Roberto Carlos inova todo ano com as mulheres cantoras que acompanham o rei na apresentação aos finais de ano. Cado ano é uma novidade. Tem cantora para todos os gostos. Tem cantora com muito tempo de estrada, outras com pouco tempo. E assim o show vai sendo feito. Lindo demais. Parabéns!!!



(IN)Acessibilidade

A foto até parece bonitinha....
Por ser deficiente visual,
demorei a ver, de forma integral,
os absurdos que ela em si continha.

Observem bem: até quem não enxerga
perfeitamente pode perceber
que uma via assim, tão mal projetada,
a ninguém poderá favorecer.

Em matéria de acessibilidade,
a equipe de gestão dessa cidade
parece muito pouco conhecer.

A legenda até pode ser pesada;
mas quem aprova tal atrocidade
não faz por outra coisa merecer.

(José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira -
http://www.avidameinspira.blogspot.com )