sexta-feira, 22 de maio de 2015

Implantes e ideias ajudam a melhorar dia a dia de quem vive com surdez

Surdez é a segunda deficiência mais comum no Brasil, mas o país parece não estar preparado para incluir esses cidadãos.

Pelo menos dez milhões de brasileiros sofrem de algum grau de surdez. É a segunda deficiência mais comum entre nós. Mas parece que o Brasil não estar preparado para incluir esses cidadãos.
O “trio ternura” mostrado no vídeo é formado por meninas lindas que nasceram surdas e, antes de completar dois anos, fizeram um implante coclear, uma prótese que devolve a audição. Emilly, Ana e Manoela cresceram ouvindo tudo e deu nisso: cantam e falam pelos cotovelos.
Essa vida é um direito garantido por lei para os mais de 10 milhões de brasileiros com algum grau de surdez. O implante, por exemplo, é fornecido de graça pelo governo desde 1999. Muitas pessoas não sabem disso, e outras não têm dinheiro para pagar viagem e hospedagem, que o SUS não cobre.
“Basta imaginar uma pessoa que mora no interior de um estado grande e fica com essa dificuldade de transporte, entre o interior e a capital”, diz o médico do Hospital das Clínicas Robinson Tsuji.
Sem o implante, a vida de quem não escuta fica muito mais difícil, principalmente porque a nossa sociedade não está preparada para incluir os surdos. Por exemplo, num aeroporto: bem na hora do embarque, o sistema de alto faltantes anuncia: 'O seu embarque mudou do Portão 2 para o Portão 7'. Sem essa informação, você provavelmente perderá o seu voo.
Dentro da escola a consequência da exclusão é mais grave. Os alunos com audição normal conseguem acompanhar a aula toda, mas quem não escuta bem tem dificuldade mesmo com o aparelho no ouvido. Toda vez que a professora se vira para o quadro, o tom de voz fica mais baixa e o aparelho não consegue captar. E essa parte da explicação, já foi perdida.
Existem soluções: um microfone transmite a voz do professor diretamente para o aparelho auditivo. Onde há alunos com surdez profunda, é fundamental a presença de um intérprete de libras, a Língua Brasileira de Sinais. É lei. Mas nem toda escola tem um.
"A secretaria tem que encaminhar para alguma escola que tenha estrutura especializada”, diz o professor de otorrinolaringologia da USP Ricardo Bento.
Silvana sente falta de material visual para os alunos surdos, que passam a vida recebendo menos informação sobre tudo.
“Se não tiver uma explicação pra que serve, por que que usa e o que é aquilo. Tudo, tudo, tudo precisa ser explicado, senão ele não entende”, diz a intérprete de libras Silvana Torres.
Erika está no ensino médio e quer fazer vestibular para Psicologia. Sabe que vai ter dificuldade. Foi assim desde criança. Mas não falta esperança.
Quando a inclusão dos surdos for uma realidade no Brasil, ela afirma, em libras, "a vida vai ficar melhor"
FONTE: jORNAL NACIONAL - Edição do dia 21/05/2015
21/05/2015 22h34 - Atualizado em 21/05/2015 22h34

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Garota deficiente visual tem canal de YouTube que ensina a se maquiar sem precisar de espelho


É incrível perceber o talento que ela desenvolveu para fazer tudo sozinha, desde a base até rímel e delineador.



Lucy Edwards é uma vlogueira de beleza britânica que ensina meninas a se maquiarem. Até aí, isso pareceria bem comum, exceto por um fator: Lucy não enxerga.

Devido a uma rara doença, ela perdeu a visão do olho direito aos 11 anos, e ficou completamente cega aos 17, quando o outro globo ocular também foi afetado pela doença.

O fato de não enxergar não impediu Lucy de continuar sua rotina de beleza. Com o auxílio da irmã Alice, ela aprendeu a adaptar o modo de se maquiar, utilizando o tato mais aguçado e técnicas bem particulares para conseguir passar base, sombra, e até mesmo delinear os olhos, passar lápis na linha d’água e rímel nos cílios.

É incrível. Mesmo enxergando, eu não consigo ter a precisão de Lucy, o que me deixa frustradíssima, e ao mesmo tempo me faz admirar ainda mais a técnica dela.



Em entrevista ao BuzzFeed, Lucy conta que a ideia de manter um canal do YouTube com dicas sobre como se maquiar sem ‘precisar’ (ou, no caso, poder usar) um espelho surgiu da dificuldade que ela teve para desenvolver esse aprendizado. Para ela, manter a rotina de maquiagem é um jeito de manter a auto estima – “Como eu não posso me ver em um espelho, eu sinto essa necessidade de cuidar do meu rosto. Quando você fica cega, você passa  depender muito das outras pessoas. E a maquiagem, nesse caso, me ajuda a não ter que sair perguntando para as pessoas se eu estou bonita. Como eu sei que eu apliquei a base de um certo jeito, e que eu criei uma determinada rotina de limpeza e cuidado com a pele, eu sei que meu rosto está com uma boa aparência, mesmo sem poder enxergá-lo no espelho”, contou ela.

“Ou seja, aí eu não preciso perguntar para ninguém se ‘eu estou bonita hoje’, porque eu sei que eu estou”, arremata Lucy.

E alguém tem coragem de dizer o contrário? Tá linda, Lucy!

Fonte: B9





quarta-feira, 20 de maio de 2015

Aprovado projeto sobre doenças neuromusculares e atendimento no SUS


Reportagem: Djan Moreno


Foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social nessa quarta-feira (13) substitutivo ao projeto de lei da deputada Mara Gabrilli (SP) que dispõe sobre a prioridade epidemiológica no tratamento de doenças neuromusculares com paralisia motora. Os pacientes acometidos por essas enfermidades necessitam de cuidados especiais e do uso de aparelhos e equipamentos, como os que auxiliam na respiração, tendo em vista que uma das características em comum entre essas doenças é a dificuldade respiratória, causada pela falta de força da musculatura respiratória.
Pelo texto aprovado, as pessoas acometidas por doenças neuromusculares com paralisia motora receberão os medicamentos e equipamentos essenciais para sua sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive aqueles necessários às comorbidades a elas relacionadas.
De acordo com a medida, os medicamentos e equipamentos necessários aos pacientes poderão ser encaminhados para suas residências ou instituições onde são acompanhados, cadastradas pelos órgãos de saúde competentes, sem qualquer ônus para o usuário. Poderá ser firmado convênio entre a autoridade competente do SUS e instituições sem fins lucrativos que comprovadamente atuem na área e tenham certificação de entidade beneficente, para a entrega prioritária dos medicamentos e equipamentos.
A proposta assegura à pessoa acometida por doença neuromuscular com paralisia motora o direito de receber, por escrito, informações acerca da disponibilidade dos medicamentos e equipamentos, por parte da autoridade de saúde responsável por seu fornecimento.
A medida prevê ainda que a União terá que fomentar pesquisas científicas que tenham por finalidade prevenir, tratar e curar doenças neuromusculares que cursem com paralisia motora.




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Bengala Verde fará caminhada na Avenida Paulista




Com o slogan “Queremos que você nos veja”, o Grupo Retina São Paulo realiza, no próximo dia 16 de maio, a Caminhada da Bengala Verde, em São Paulo.
O evento pretende chamar a atenção da população sobre a realidade das pessoas com baixa visão.
A baixa visão compromete o caminhar, deixando o indivíduo propenso a tropeçar, a esbarrar em pessoas ou a não identificá-las. Mas como esta deficiência nem sempre é visível ou perceptível, pois o aspecto dos olhos da pessoa com baixa visão costuma ser normal, estas dificuldades, por vezes, causam mal-entendidos e situações embaraçosas.
A bengala verde passa, então, a ser um instrumento de comunicação dos indivíduos com baixa visão com a sociedade, facilitando seu dia a dia e sua inclusão, bem como promovendo a conscientização da população brasileira acerca da existência e das consequências dessa deficiência visual.
Grupo Retina São Paulo
O Grupo Retina é uma organização civil sem fins lucrativos que, desde sua fundação em 1999, dá apoio e informação às pessoas afetadas pelas doenças degenerativas da retina e aos seus familiares.
Para mais informações sobre o projeto Bengala Verde ou como adquirir uma, entre em contato com a sede do Grupo por meio do telefone: 11 5549-2239.




Serviço
Dia 16 de maio, sábado, às 10h.
Local do encontro: Av. Paulista, em frente ao Parque Trianon (altura do nº 1.000).

terça-feira, 12 de maio de 2015

Mara Gabrilli quer revisão da credencial de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência


A deputada federal Mara Gabrilli sugeriu ao Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, uma revisão no regulamento que emite a credencial para utilização de estacionamento especial aos idosos e pessoas com deficiência. O Ministério das Cidades é o órgão responsável pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) e pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), ao qual compete cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito.
Segundo a parlamentar, o objetivo da revisão é tornar clara a possibilidade de utilização da credencial de estacionamento acessível por pessoa idosa ou com deficiência em veículos locados ou cedidos para seu transporte. “Essa revisão é de extrema necessidade e visa garantir maior segurança, facilidade e qualidade de vida, principalmente àqueles que possuem dificuldades de locomoção. Hoje, existe uma grande dificuldade de utilização desse tipo de credencial em veículos alugados ou que tenham sido cedidos temporariamente a pessoas com deficiências ou idosas”, afirma.
Atualmente, a norma que dispõe sobre as vagas de estacionamento destinadas exclusivamente a veículos que transportem pessoas com deficiência e com dificuldade de locomoção é a Resolução nº 304, de 18 de dezembro 2008, do CONTRAN.

Cientistas podem encontrar a cura para a cegueira, revertendo a deterioração das células da retina

Milhões de pessoas são afetadas pela cegueira hereditária, uma doença que provoca a perda de visão ao longo da vida.

Agora, os cientistas dizem ter encontrado uma maneira de reverter esta deterioração. Eles já conseguiram restaurar, parcialmente, a visão de ratos, em laboratório. A descoberta poderia ajudar a restaurar este problema de visão, que atinge uma a cada 300 pessoas.

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Berna, na Suíça, e da Universidade de Goettingen, na Alemanha.

O tratamento é focado em algo conhecido como cegueira degenerativa progressiva, que fazem com que células sensíveis à luz, presentes nos olhos, sofram degradação. A pesquisa poderia ajudar pessoas que sofrem de uma série de condições, incluindo retinose pigmentar, degeneração macular e retinopatia diabética.

Usando um processo conhecido como optogenética - que envolve o uso de luz para controlar os neurônios - os cientistas foram capazes de restaurar as capacidades de visão dessas células. Eles fizeram isso através da introdução celular de proteínas sensíveis à luz, chamadas Opto-mGluR6, que sobrevivem na retina, mesmo quando elas degradam.

No experimento, os ratos acometidos pela cegueira degenerativa progressiva, que já eram incapazes de enxergar, tiveram sua visão restaurada à luz do dia. A equipe acredita que é possível que os mesmos resultados sejam replicados em seres humanos.

As novas proteínas são introduzidas no olho para transformar as células velhas em fotorreceptoras, o que lhes permite processar a luz incidente. Usando vias de sinalização existentes, eles foram capazes de ativar o córtex visual do cérebro para analisar sinais visuais.

Antes do tratamento, ratos cegos foram incapazes de encontrar uma plataforma, ao serem submersos em água. Após o tratamento, eles conseguiram nadar, diretamente ao local, sem dificuldade, alguma.

"A nova terapia pode, potencialmente, restaurar a visão em pacientes que sofrem de qualquer tipo de degeneração de fotorreceptores", disse Sonja Kleinlogel, da Universidade de Bern, coautora do estudo.

“Isso poderia ajudar aqueles que sofrem de formas graves de degeneração macular relacionadas à idade, uma doença muito comum que afeta, até certo ponto, cerca de uma em cada 10 pessoas com mais de 65 anos”, completou.

Colaboração: Jonathan Peripato - via Facebook

sexta-feira, 8 de maio de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Como a IBM quer usar um supercomputador para combater o câncer


Por Redação Olhar Digital - em 06/05/2015 às 19h05


A IBM tem em suas mãos o supercomputador Watson, que a empresa promete ser capaz de fazer praticamente tudo (ele já foi usado até para cozinhar). A nova proposta parece ser efetivamente útil: usar sua capacidade enorme de processamento para ajudar a combater o câncer.

A empresa está abrindo a possibilidade de que institutos do combate ao câncer nos Estados Unidos possam sequenciar o genoma de tumores malignos aproveitando a capacidade do Watson. Assim, também seria possível acessar as informações médicas mais relevantes para indicar um tratamento adequado.

Na fase inicial do programa, o Watson será usado para analisar os dados genômicos de pacientes que estão lutando contra vários tipos de câncer: linfoma, melanoma, e câncer pancreático, ovariano, cerebral, pulmonar, de mama e colorretal. Caso os tratamentos mais comuns (cirurgia, quimioterapia e radioterapia) tenham falhado com estas pessoas, elas terão a possibilidade de tratamentos de isolamento que miram especificamente as mutações que causam o câncer.

A IBM tem a colaboração de grandes institutos americanos, graças aos quais será possível para médicos utilizar o Watson para auxiliar no tratamento de pacientes ainda neste ano.

Os médicos dizem que a vantagem de um supercomputador é poder reduzir o tempo de processamento do código genético significativamente. A IBM diz que o genoma de uma pessoa equivale a 1,5 bilhões de caracteres de texto, o que também se assemelha a 10.714.286 tuítes. E, quando se fala de câncer, tempo faz toda a diferença.

“Quando lidamos com câncer, é sempre uma corrida”, afirma Lukas Wartman, diretor assistente de genômica do câncer no McDonnell Genome Instituto, da Universidade de Washington em St. Louis. “Infelizmente, traduzir resultados sequenciamento genômico do câncer em potenciais opções de tratamento leva semanas com uma equipe de especialistas para analisar apenas o caso de um paciente para guiar decisões de tratamento, e o Watson pode reduzir esse tempo dramaticamente”, explica ele no World of Watson, evento realizado pela IBM para discutir o potencial de seu supercomputador.

A IBM não espera, no entanto, que o computador se torne o médico, roubando o trabalho dos profissionais do ramo. A intenção é que ele opere como um colega capaz de sugerir tratamento adequado para os diversos tipos de câncer. Fica a critério do médico decidir se a sugestão é adequada.

A tendência é que o Watson melhore seu trabalho de diagnóstico ao longo do tempo, já que ele foi programado para aprender e melhorar conforme o volume de dados inseridos nele aumenta. Assim, ao longo do tempo, quanto mais instituições o utilizarem, mais preciso ele tende a ser.

Há desafios para chegar lá, no entanto. Processar dados não estruturados, como imagens de tumores e notas de oncologistas é mais complexo do que dados estruturados. Os médicos não devem precisar ser programadores para conseguir extrair as informações necessárias, algo que a IBM também já pensa. Também há o aspecto humano: é necessário que os pacientes deem o aval para iniciar o tratamento sugerido pelo computador. (Via Washington Post.)





Novo tratamento contra Alzheimer restaura totalmente a função da memória


Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.