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terça-feira, 12 de maio de 2026

Senado avança com projeto que garante acompanhante para pessoas com deficiência em consultas, exames e procedimentos

O atendimento em saúde precisa ser acessível não apenas na estrutura física, mas também na forma como a pessoa é acolhida e compreendida. Foi com esse foco que a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou um projeto que garante à pessoa com deficiência o direito de ter acompanhante ou atendente pessoal em consultas, exames e procedimentos médicos, além de internações. A notícia oficial foi publicada em 7 de maio de 2026.

Segundo o Senado, a proposta aprovada foi o PL 2.383/2023, que amplia a proteção já existente e busca assegurar mais segurança e acessibilidade no cuidado em saúde. O texto aprovado na comissão segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), ou seja, ainda não virou lei, mas já avançou em uma etapa importante da tramitação.

A relatora da matéria, senadora Mara Gabrilli, destacou que a proposta aperfeiçoa a proteção da pessoa com deficiência sem transformar o acompanhamento em uma imposição geral. Esse ponto é importante porque preserva a autonomia de quem deseja ou não contar com apoio, ao mesmo tempo em que reconhece que muitas situações médicas exigem mediação, auxílio de comunicação ou suporte para compreensão das orientações recebidas.

Na prática, o projeto toca em uma dificuldade muito real. Nem sempre a pessoa com deficiência encontra, em consultas e exames, um ambiente preparado para comunicação clara, acolhimento adequado e respeito às suas necessidades específicas. Quando isso acontece, a presença de um acompanhante ou atendente pessoal pode fazer diferença no entendimento das informações médicas, na tomada de decisões e até na sensação de segurança durante o atendimento. Essa leitura é uma inferência apoiada na justificativa destacada pela relatora e no objetivo da proposta.

Essa é uma pauta muito relevante porque fala de um direito simples de entender e profundamente humano: o direito de não enfrentar o sistema de saúde sozinho quando isso representa barreira ou sofrimento adicional. Em muitos casos, a consulta não é apenas um momento técnico. Ela envolve ansiedade, dúvidas, linguagem complexa e necessidade de apoio. Quando o Senado discute esse tema, ele reconhece que acessibilidade em saúde também passa pela relação entre profissional, paciente e rede de apoio. Essa conclusão é uma inferência coerente com o conteúdo do projeto.

Outro aspecto importante é que o texto não trata o acompanhante como substituto da vontade da pessoa com deficiência. Pelo contrário: a matéria do Senado destaca que a proposta preserva a autonomia do paciente, assegurando o direito ao apoio sem transformar esse apoio em obrigação abstrata. Isso ajuda a equilibrar dois princípios essenciais: autonomia e acessibilidade.

A notícia merece atenção porque mostra como pequenas garantias legais podem produzir efeitos muito concretos na vida cotidiana. Em vez de depender apenas da boa vontade de um profissional ou da interpretação de cada serviço, a pessoa com deficiência poderá contar com um respaldo mais claro para exigir acompanhamento em momentos importantes do cuidado em saúde, caso o projeto siga avançando. Essa observação é uma inferência baseada no alcance prático do texto aprovado na comissão.

No fim das contas, o avanço da proposta reforça uma ideia central: acessibilidade em saúde não é apenas rampa, equipamento ou protocolo. É também garantir que a pessoa seja atendida com compreensão, respeito e apoio adequado quando necessário. E isso faz toda a diferença.

Fonte:

Senado Notícias — matéria oficial sobre a aprovação, na Comissão de Direitos Humanos, do projeto que garante acompanhante ou atendente pessoal em atendimentos, procedimentos e exames médicos para pessoas com deficiência, publicada em 7 de maio de 2026.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Comissão aprova atendimento com Libras em urgência e emergência hospitalar

A acessibilidade na saúde não pode esperar. Em situações de urgência e emergência, a comunicação rápida e clara pode fazer toda a diferença no atendimento. Por isso, ganha importância a aprovação, pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, de um projeto que prevê serviço de intérprete de Libras no atendimento de urgência e emergência em hospitais de médio e grande porte. A notícia oficial foi publicada em 5 de maio de 2026.

Segundo a Câmara, o texto aprovado é a versão apresentada pela relatora, deputada Rogéria Santos, para o PL 342/2024, de autoria do deputado Raniery Paulino. A proposta determina que hospitais de médio e grande porte ofereçam condições de comunicação acessível a pacientes surdos ou com deficiência auditiva em momentos críticos de atendimento.

O projeto prevê que esse suporte possa ser feito com intérprete presencial ou por meio de solução remota, como videochamada, o que amplia as possibilidades de implementação e reduz a dependência de presença física imediata no local. A proposta também menciona a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde em Libras, reforçando que inclusão não depende só de tecnologia, mas também de preparo humano e institucional.

Na prática, a medida toca em um problema muito real. Em uma consulta eletiva, a falta de acessibilidade já é grave. Mas, em um pronto-socorro ou em uma emergência hospitalar, ela pode ser ainda mais cruel. Quando a pessoa surda não consegue explicar o que está sentindo, entender orientações médicas ou responder a perguntas básicas sobre sintomas e histórico de saúde, o atendimento se torna mais inseguro, mais angustiante e menos digno. Essa leitura é uma inferência coerente com o objetivo do projeto e com a natureza do atendimento de urgência.

Para o Cantinho dos Amigos Especiais, essa é uma pauta que merece atenção especial porque mostra como acessibilidade não é luxo nem detalhe. Em saúde, comunicação é parte do cuidado. Garantir Libras em situações de urgência significa reconhecer que o paciente surdo não pode depender da sorte, da presença eventual de um familiar ou da improvisação da equipe para ser atendido adequadamente.

Outro ponto importante é que a proposta ainda não virou lei. Depois da aprovação na Comissão de Saúde, o projeto seguirá para outras etapas de tramitação na Câmara. Mesmo assim, o avanço já é relevante porque coloca no centro do debate um tema que costuma ser invisibilizado: a acessibilidade comunicacional em momentos de vulnerabilidade extrema.

Também vale observar que o uso de intérprete remoto já aparece em experiências concretas de atendimento público, como o suporte em Libras oferecido pelo Poupatempo em São Paulo. Isso sugere que a proposta discutida na Câmara não está desconectada da realidade tecnológica atual e pode dialogar com soluções já em uso no serviço público. Essa observação é uma inferência baseada em iniciativa oficial já divulgada no estado de São Paulo.

No fim das contas, a aprovação em comissão reforça uma ideia simples e poderosa: em um hospital, ser compreendido também faz parte do direito à saúde. E quando esse direito não é garantido, a exclusão pode acontecer justamente no momento em que a pessoa mais precisa de acolhimento, rapidez e cuidado.

Fontes

Agência Câmara Notícias — notícia oficial sobre a aprovação do projeto que prevê intérprete de Libras em urgência e emergência hospitalar, publicada em 5 de maio de 2026.

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo — exemplo de atendimento público com suporte em Libras por vídeo, disponível no Poupatempo.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Brasileira cria tecnologia promissora para tratar feridas do pé diabético e reduzir risco de amputações

 Uma inovação desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) pode representar um avanço importante para pessoas com diabetes que convivem com feridas de difícil cicatrização nos pés. A professora e pesquisadora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa coordena o desenvolvimento do RAPHA, um dispositivo que combina biomembrana de látex natural com fototerapia por LED para estimular a regeneração dos tecidos. (UnB Notícias)

O tema é especialmente relevante porque o pé diabético é uma complicação séria do diabetes. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, ele pode causar feridas que não cicatrizam, infecções e, em casos graves, levar à amputação quando não há tratamento adequado. (Biblioteca Virtual em Saúde)

O que é o RAPHA e como funciona

De forma simples, o RAPHA une dois elementos terapêuticos:

  • Lâmina/curativo de látex natural, que ajuda a estimular a formação de novos vasos sanguíneos e a regeneração tecidual;

  • Luz de LED, aplicada sobre a área lesionada para favorecer a recuperação da pele. (UnB Notícias)

Em relatos sobre o uso clínico, o procedimento costuma envolver a higienização da ferida, a aplicação da lâmina de látex e o uso do emissor de luz por cerca de 30 minutos. Depois disso, o curativo permanece no local por mais tempo, com repetição conforme orientação da equipe de saúde. (CFF)

Uma pesquisa brasileira de longa trajetória

A história do RAPHA não começou agora. De acordo com a própria UnB, a base científica da tecnologia vem de uma linha de pesquisa iniciada há cerca de duas décadas, quando Suélia identificou o potencial do látex (Hevea brasiliensis) para estimular a neovascularização e acelerar a cicatrização. Ao longo dos anos, o projeto reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais da saúde em estudos pré-clínicos e clínicos. (UnB Notícias)

O repositório acadêmico da UnB e registros na BDTD também mostram que a tecnologia gerou dissertações e estudos específicos sobre o dispositivo RAPHA e seu uso associado à biomembrana de látex e LEDs, o que reforça que se trata de uma linha de pesquisa estruturada dentro da universidade. (BDTD)

Potencial de impacto para pessoas com deficiência e reabilitação

Para o público do Cantinho dos Amigos Especiais, essa notícia merece atenção por um motivo claro: quando uma ferida no pé evolui mal, o risco de infecção, internação prolongada e amputação aumenta — e isso pode gerar novas barreiras de mobilidade, autonomia e qualidade de vida. Fontes de saúde pública destacam que a prevenção e o tratamento precoce são fundamentais justamente para evitar essas complicações e incapacidades. (Biblioteca Virtual em Saúde)

Se a tecnologia se confirmar em larga escala com acesso pelo SUS, ela pode ajudar a:

  • reduzir tempo de cicatrização;

  • diminuir internações por infecção;

  • prevenir amputações evitáveis;

  • ampliar o cuidado em regiões com menos recursos.

Esse é o tipo de inovação que dialoga diretamente com inclusão, acessibilidade e dignidade no cuidado em saúde. (CFF)

Em que fase está a tecnologia

As publicações consultadas indicam que o RAPHA já avançou em etapas de certificação de segurança e está em fase de tramitação regulatória para registro sanitário. Há menções de que o projeto recebeu certificação do Inmetro e segue em processo relacionado à Anvisa, com expectativa de viabilizar produção em escala e futura adoção em serviços públicos de saúde. (CFF)

É importante destacar este ponto com responsabilidade: embora os resultados sejam promissores, a ampliação do uso depende das etapas regulatórias e de implementação no sistema de saúde. (UnB Notícias)

Por que essa notícia importa

Em um país com milhões de pessoas vivendo com diabetes, soluções brasileiras de baixo custo e com foco em uso real no SUS são estratégicas. O RAPHA chama atenção justamente por unir ciência nacional, aplicação prática e potencial de impacto social — algo que pode fazer diferença concreta na vida de pessoas com diabetes e de suas famílias. (UnB Notícias)


Fontes e links

  • Universidade de Brasília (UnB) – artigo da professora Suélia Fleury Rosa sobre o RAPHA e a trajetória da pesquisa. (UnB Notícias)

  • Conselho Federal de Farmácia (CFF) – notícia sobre funcionamento do RAPHA e etapa regulatória. (CFF)

  • Correio Braziliense – reportagem sobre o projeto RAPHA, contexto clínico e próximos passos. (Correio Braziliense)

  • Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde – definição e sinais de pé diabético. (Biblioteca Virtual em Saúde)

  • Linhas de Cuidado (Saúde) – orientações e fatores de risco para ulceração dos pés em pessoas com diabetes. (Linhas de Cuidado)

  • BDTD / Repositório UnB – registros acadêmicos relacionados ao desenvolvimento do dispositivo RAPHA. (BDTD)

Imagem obtida via internet.
Texto produzido com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.