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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Herpes ocular: o que você precisa saber ao receber esse diagnóstico


Receber o diagnóstico de herpes ocular pode assustar. O nome preocupa, os sintomas incomodam e muitas pessoas saem da consulta com medo de perder a visão. Mas a primeira informação importante é esta: com acompanhamento médico e tratamento correto, muitos casos podem ser controlados. O essencial é não ignorar os sintomas, não se automedicar e seguir direitinho a orientação do oftalmologista.O herpes ocular é uma infecção geralmente causada pelo vírus herpes simplex, o mesmo grupo viral relacionado ao herpes labial. Quando esse vírus atinge o olho, ele pode inflamar a córnea, que é a parte transparente na frente do olho. Por isso, em muitos casos, o quadro também recebe o nome de ceratite herpética. Embora muitos episódios melhorem com tratamento, os casos mais intensos podem causar cicatriz na córnea e prejudicar a visão.

Sintomas que merecem atenção

Os sintomas mais comuns incluem olho vermelho, dor, lacrimejamento, sensibilidade à luz, sensação de areia ou corpo estranho e visão embaçada. Em algumas pessoas, pode haver inchaço, irritação nas pálpebras ou desconforto importante em apenas um dos olhos. Esses sinais não devem ser tratados como algo banal, porque o olho precisa ser examinado rapidamente quando há suspeita de herpes ocular.

O que fazer ao receber o diagnóstico

A principal atitude é levar o tratamento a sério. O tratamento costuma envolver medicação antiviral, que pode ser em forma de pomada, colírio, gel oftálmico ou comprimidos, conforme o tipo e a gravidade do caso. Em algumas situações, o oftalmologista pode associar outros medicamentos, mas isso precisa ser feito com cuidado e supervisão especializada.

Outro ponto essencial: não use colírio por conta própria, principalmente colírios com corticoide sem orientação médica. Em alguns tipos de herpes ocular, o uso inadequado pode piorar a infecção e aumentar o risco de dano à córnea.

Existe perigo de contágio?

Sim, existe possibilidade de transmissão do vírus herpes simplex, mas isso precisa ser entendido sem pânico. O vírus costuma ser transmitido principalmente por contato direto com saliva, pele ou lesões herpéticas, como no herpes labial. No entanto, quando a pessoa apresenta herpes ocular, muitas vezes o episódio não aconteceu por um “novo contágio”, mas por reativação de um vírus que já estava no organismo.

Ou seja: não costuma passar simplesmente por estar perto, conversar ou dividir o mesmo ambiente. O maior cuidado está no contato direto com secreções, feridas e mãos contaminadas que depois tocam os olhos.

Como evitar a transmissão ou agravamento

Alguns cuidados simples ajudam bastante no dia a dia:

lave bem as mãos com frequência, especialmente antes de encostar nos olhos ou aplicar medicação;

não esfregue nem coce os olhos;

evite tocar em feridas de herpes labial e depois levar a mão aos olhos;

não compartilhe toalhas de rosto, fronhas, maquiagem de olhos, colírios, lentes de contato ou objetos de uso ocular;

e siga corretamente o tratamento prescrito.


Esses cuidados são ainda mais importantes quando há lesões ativas de herpes na boca ou perto do rosto, e também quando a pessoa convive com bebês, idosos mais frágeis ou pessoas com imunidade baixa. Essa prevenção não é exagero: é uma forma responsável de proteger a saúde de todos.

Para quem usa lentes de contato

Quem usa lente de contato precisa ter atenção especial. O uso de lentes está associado a maior risco de ceratite, e, diante de inflamação ou infecção ocular, o paciente geralmente deve suspender o uso até liberação do oftalmologista. Além disso, lentes, estojos e soluções nunca devem ser compartilhados.

O herpes ocular tem cura?

O vírus herpes simplex permanece no organismo em estado latente. Por isso, os especialistas explicam que não se fala, em geral, em eliminação definitiva do vírus, mas sim em controle da crise, tratamento da inflamação e prevenção de recorrências. Em algumas pessoas, o quadro pode voltar de tempos em tempos, o que reforça a importância do seguimento oftalmológico.

Quando procurar ajuda com urgência

A pessoa deve procurar atendimento oftalmológico rapidamente se perceber piora da dor, aumento da vermelhidão, queda da visão, muita sensibilidade à luz, secreção importante ou se os sintomas não melhorarem como esperado. Como a córnea é uma estrutura delicada, qualquer piora merece reavaliação.

Como familiares e cuidadores podem ajudar

Para familiares e cuidadores, a melhor ajuda é unir calma, organização e observação. Muitas vezes, quem recebe esse diagnóstico fica inseguro, com medo e com dificuldade para seguir horários de colírios, pomadas ou comprimidos. Ter alguém por perto para ajudar com a medicação, acompanhar consultas e observar sinais de piora faz muita diferença. Isso é ainda mais importante quando a pessoa já vive com baixa visão, dor ocular ou outras limitações.

Também ajuda muito respeitar o desconforto do paciente. Em alguns momentos, ele pode precisar de ambiente com menos luz, descanso visual e apoio em tarefas simples do dia a dia. E, do ponto de vista prático, familiares e cuidadores devem manter atenção extra com a higiene das mãos, com a aplicação correta dos medicamentos e com o não compartilhamento de objetos pessoais.

Uma palavra de acolhimento

Receber o diagnóstico de herpes ocular não é o fim da esperança. É, sim, um chamado para cuidar do olho com atenção, disciplina e acompanhamento adequado. Informação correta ajuda a vencer o medo. E apoio familiar ajuda a transformar um momento de angústia em um caminho mais seguro e humano.


Se você acabou de receber esse diagnóstico, respire fundo: não caminhe sozinho, não abandone o acompanhamento e não use medicamentos por conta própria. Se você é familiar ou cuidador, sua presença amorosa, atenta e organizada pode fazer toda a diferença.

Fontes:

American Academy of Ophthalmology; CDC; NHS; Mayo Clinic.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sábado, 4 de abril de 2026

Parkinson e Alzheimer: existe relação entre as duas doenças?

Quando uma família convive com o diagnóstico de Parkinson ou de Alzheimer, é natural surgir uma dúvida importante: será que uma doença leva à outra? A resposta mais correta é esta: não se trata de mera coincidência, mas também não significa que uma pessoa com Parkinson vá obrigatoriamente desenvolver Alzheimer, nem que quem tem Alzheimer vá necessariamente ter Parkinson. Há, sim, uma relação entre essas doenças, especialmente no campo das demências e das doenças neurodegenerativas.

A Doença de Parkinson é mais conhecida pelos sintomas motores, como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. Porém, ela também pode afetar a memória, a atenção, o raciocínio e outras funções cognitivas ao longo do tempo. Em alguns pacientes, isso evolui para um quadro chamado demência da doença de Parkinson. Ou seja: o Parkinson pode, sim, vir acompanhado de demência, principalmente nas fases mais avançadas, mas essa demência nem sempre é o Alzheimer clássico.

Nesse ponto entra uma informação muito importante: a demência associada ao Parkinson costuma ter ligação mais próxima com a chamada demência por corpos de Lewy. Segundo o Instituto Nacional sobre Envelhecimento dos Estados Unidos, a demência por corpos de Lewy inclui dois diagnósticos relacionados: demência com corpos de Lewy e demência da doença de Parkinson. Essas condições compartilham alterações cerebrais ligadas à proteína alfa-sinucleína, o que ajuda a explicar por que elas se parecem em vários aspectos.

Ao mesmo tempo, os especialistas reconhecem que pode haver sobreposição entre doenças neurodegenerativas. Em outras palavras, algumas pessoas apresentam no cérebro alterações típicas de mais de um tipo de demência. A Associação de Alzheimer informa que muitas pessoas com demência por corpos de Lewy ou com demência da doença de Parkinson também apresentam placas e emaranhados, alterações tradicionalmente associadas ao Alzheimer. É isso que os médicos chamam de demência mista.

E no caminho inverso? Quem tem Alzheimer costuma desenvolver Parkinson? A resposta é: não como regra. O que pode acontecer é que, em pessoas idosas, diferentes processos neurodegenerativos coexistam. Além disso, alguns sintomas podem se confundir, e certos quadros clínicos compartilham alterações cerebrais e fatores de risco. Por isso, em vez de pensar que uma doença “vira” a outra, é mais correto entender que elas podem ter pontos de contato, sobreposição de sintomas e, em alguns casos, presença simultânea.

Uma diferença clínica importante ajuda os médicos a distinguir melhor esses quadros. De acordo com o NINDS, na demência da doença de Parkinson, os sintomas cognitivos aparecem mais de um ano depois do início dos sintomas motores do Parkinson. Já na demência com corpos de Lewy, os problemas de raciocínio, atenção e percepção costumam aparecer antes ou muito próximos dos sintomas de parkinsonismo. Esse detalhe não resolve tudo sozinho, mas ajuda bastante no diagnóstico.

Para as famílias e cuidadores, o mais importante é observar os sinais com atenção. Em uma pessoa com Parkinson, merecem avaliação médica sintomas como piora importante de memória, confusão, alucinações, dificuldade crescente para organizar pensamentos, desatenção acentuada e perda de autonomia. Esses sinais não devem ser vistos como “coisa normal da idade”, mas como sinais que precisam de investigação profissional.

Em resumo, há relação entre Parkinson e Alzheimer, mas ela não é simples nem automática. O Parkinson pode evoluir com demência, muitas vezes mais ligada ao espectro dos corpos de Lewy do que ao Alzheimer puro. Por outro lado, Alzheimer e Parkinson podem coexistir no mesmo paciente, especialmente em quadros mistos. Por isso, o acompanhamento com neurologista ou geriatra é essencial para buscar um diagnóstico mais preciso, orientar o tratamento e dar mais qualidade de vida à pessoa atendida e à sua família.

Referências
National Institute on Aging (NIA). Lewy Body Dementia: Causes, Symptoms, and Diagnosis.
National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS). Dementias.
National Institute on Aging (NIA). Alzheimer’s & Related Dementias: Risk Factors, Genetics, and More.
Alzheimer’s Association. Dementia with Lewy bodies (DLB) | Symptoms & Causes.
National Institute on Aging (NIA). Genetic study of Lewy body dementia supports ties to Alzheimer’s and Parkinson’s diseases.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.