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sábado, 15 de agosto de 2026

Vitiligo: como melhorar a vida de quem convive com essa condição autoimune


 Quando pensamos em vitiligo, muitas vezes a primeiraw imagem que vem à mente são as manchas brancas que aparecem na pele. Mas compreender o vitiligo significa ir muito além da aparência.

O vitiligo é uma condição que provoca a perda de pigmentação em determinadas áreas da pele. Isso acontece porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina — pigmento que dá cor à pele — deixam de funcionar ou são destruídos.

Na forma não segmentar, que é a mais comum, o vitiligo é considerado uma doença autoimune: o próprio sistema imunológico passa a atacar os melanócitos.

E uma informação precisa ficar muito clara desde o início:

Vitiligo não é contagioso.

Não se pega vitiligo pelo toque, abraço, beijo, compartilhamento de objetos, alimentos ou convivência com uma pessoa que possui a condição.

Como o vitiligo se manifesta?

A principal característica é o aparecimento de áreas da pele que perdem sua pigmentação natural.

Essas manchas podem surgir em diferentes partes do corpo, sendo comuns no rosto, pescoço, mãos, braços, pés e regiões próximas a aberturas do corpo.

Os pelos existentes nas regiões afetadas também podem perder pigmentação e ficar brancos.

A evolução varia muito de pessoa para pessoa. Algumas desenvolvem poucas áreas despigmentadas durante muitos anos. Em outras, novas manchas podem aparecer e aumentar de tamanho.

Existem diferentes tipos de vitiligo?

Sim.

Entre as formas existentes, duas são particularmente importantes:

Vitiligo não segmentar: é o tipo mais comum. As manchas costumam ocorrer em ambos os lados do corpo e essa forma está relacionada ao mecanismo autoimune.

Vitiligo segmentar: costuma atingir uma região ou um lado específico do corpo e apresenta comportamento diferente do vitiligo não segmentar.

Também existem outras classificações, e por isso a avaliação de um dermatologista é importante para identificar corretamente o quadro.

Vitiligo pode estar relacionado a outras doenças autoimunes?

Sim.

Pessoas com vitiligo, principalmente na forma não segmentar, podem apresentar associação com outras condições autoimunes. Entre elas estão algumas doenças da tireoide.

Isso não significa que toda pessoa com vitiligo terá outra doença autoimune. Significa apenas que essa associação existe e pode justificar investigação médica quando houver indicação.

Exames de sangue, por exemplo, não são utilizados simplesmente para “confirmar” o vitiligo, mas podem ser solicitados para pesquisar condições autoimunes associadas, dependendo da história e dos sintomas de cada pessoa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é feito pelo dermatologista por meio da avaliação da pele e da história clínica.

Em algumas situações, o médico pode examinar a pele utilizando uma lâmpada de Wood, uma iluminação especial que ajuda a visualizar melhor alterações de pigmentação.

Exames complementares podem ser solicitados quando houver necessidade de excluir outras doenças ou investigar condições associadas. Raramente pode ser necessária uma biópsia da pele.

Existe cura para o vitiligo?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para o vitiligo.

Isso, porém, não significa que nada possa ser feito.

Existem tratamentos capazes de tentar interromper ou diminuir a progressão da perda de pigmentação e favorecer a recuperação da cor em algumas regiões da pele.

A resposta varia bastante entre as pessoas e também conforme a localização das manchas, extensão da doença, idade, atividade do vitiligo e tratamento utilizado.

Como é feito o tratamento?

O tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por um dermatologista.

Dependendo do quadro, podem ser utilizadas diferentes estratégias — algumas vezes combinadas.

Medicamentos aplicados na pele

Os corticosteroides tópicos podem ser utilizados em determinados pacientes. Eles podem ajudar a controlar a atividade da doença e favorecer alguma recuperação da pigmentação, mas precisam ser utilizados com orientação médica porque o uso inadequado ou prolongado pode provocar efeitos adversos.

Outros medicamentos tópicos também podem ser indicados conforme a região do corpo, idade e características de cada paciente.

Medicamentos mais recentes

Nos últimos anos, surgiram tratamentos direcionados a mecanismos específicos envolvidos no vitiligo.

Entre eles está o ruxolitinibe em creme, um medicamento da classe dos inibidores de JAK, utilizado em determinados pacientes com vitiligo não segmentar.

Os resultados não são imediatos e o tratamento pode exigir vários meses. Nem todas as pessoas apresentam o mesmo grau de repigmentação, e a indicação deve ser feita pelo médico.

Fototerapia

A exposição controlada da pele a determinados tipos de luz ultravioleta pode ser utilizada para estimular a repigmentação.

A fototerapia deve ser realizada de maneira planejada e acompanhada por profissionais de saúde. Não deve ser confundida com simplesmente “tomar sol”.

Outros tratamentos

Em casos selecionados e dependendo do tipo e da estabilidade do vitiligo, existem outras possibilidades terapêuticas.

Também podem ser usados recursos de camuflagem cosmética, maquiagem ou produtos destinados a uniformizar temporariamente a aparência da pele.

A escolha depende do que é mais adequado e desejado para cada pessoa.

Proteção solar é fundamental

As regiões que perderam melanina ficam particularmente vulneráveis à radiação solar.

Por isso, quem possui vitiligo deve conversar com seu dermatologista sobre proteção adequada, incluindo uso de protetor solar, roupas, acessórios e outros meios de reduzir exposição excessiva.

Além de proteger a pele, evitar queimaduras solares é importante porque traumatismos cutâneos podem favorecer o surgimento de novas áreas de vitiligo em algumas pessoas.

E o impacto emocional?

Esse talvez seja um dos assuntos mais importantes quando falamos sobre vitiligo.

As manchas não provocam necessariamente dor física, mas podem provocar dor emocional.

Olhares insistentes, perguntas inadequadas, comentários, preconceito e a falsa ideia de que a condição seria contagiosa podem afetar profundamente a autoestima e a vida social.

Uma pessoa não deve ser resumida às manchas existentes em sua pele.

Por isso, cuidar de alguém com vitiligo também significa respeitar sua maneira de lidar com a própria aparência.

Algumas pessoas desejam realizar tratamentos para recuperar a pigmentação.

Outras convivem bem com suas manchas.

Ambas as escolhas merecem respeito.

Como familiares e amigos podem ajudar?

A primeira atitude é simples: informação.

Não trate o vitiligo como algo contagioso.

Não fique apontando novas manchas.

Não diga à pessoa que ela “precisa esconder”.

Não ofereça tratamentos milagrosos encontrados na internet.

Não transforme a aparência dela em assunto permanente.

Em vez disso, ofereça companhia, respeito e apoio.

Caso ela esteja emocionalmente abalada pela condição, incentive — sem imposição — a procura por ajuda profissional.

O que realmente melhora a vida de quem tem vitiligo?

Informação correta.

Acompanhamento dermatológico.

Proteção adequada da pele.

Tratamento individualizado, quando desejado e indicado.

Atenção a possíveis doenças associadas quando houver indicação médica.

Apoio emocional quando necessário.

E, acima de tudo, respeito.

O vitiligo modifica a pigmentação da pele.

Não modifica o valor de uma pessoa.

Quanto maior for a informação da sociedade, menor será o espaço para preconceitos, constrangimentos e mitos.

No Cantinho dos Amigos Especiais, informação também é uma forma de inclusão.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Como melhorar a vida de quem tem Síndrome de Sjögren

A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune crônica. Isso significa que o sistema imunológico, que deveria defender o organismo, passa a atacar por engano tecidos saudáveis — principalmente as glândulas responsáveis pela produção de lágrimas e saliva.

Por esse motivo, suas manifestações mais conhecidas são o ressecamento dos olhos e da boca. Entretanto, a doença também pode provocar fadiga intensa, dores musculares ou articulares e outras limitações no cotidiano. Em algumas pessoas, pode atingir outras partes do organismo. Os sintomas e sua intensidade variam bastante de um paciente para outro.

O que pode ajudar no dia a dia?

Alguns cuidados podem aliviar os desconfortos e tornar a rotina mais segura e confortável:

  • hidratar-se ao longo do dia;

  • cuidar dos olhos e da boca;

  • planejar pausas entre as atividades;

  • organizar os medicamentos e os horários dos cuidados;

  • reconhecer e respeitar o cansaço;

  • manter acompanhamento regular com a equipe de saúde.

Também é importante preservar a saúde bucal. A diminuição da saliva pode favorecer cáries, infecções, dificuldade para mastigar e desconforto ao engolir. Por isso, a higiene adequada e o acompanhamento odontológico devem fazer parte dos cuidados.

Atividades da vida diária que podem precisar de adaptação

As atividades da vida diária, conhecidas como AVDs, podem exigir adaptações, pausas ou um tempo maior para serem realizadas.

Entre as situações que podem causar desconforto estão:

  • falar por muito tempo;

  • ler e utilizar telas;

  • comer alimentos secos;

  • trabalhar ou estudar por períodos prolongados;

  • sair de casa e enfrentar ambientes muito secos ou quentes;

  • realizar várias tarefas sem intervalos;

  • descansar e depois retomar uma atividade.

O ressecamento ocular pode dificultar a leitura e o uso prolongado de computadores e celulares. A boca seca pode atrapalhar a fala, a mastigação e a ingestão de alimentos, especialmente os mais secos. Já a fadiga pode tornar necessária a interrupção de uma tarefa para que a pessoa descanse e consiga retomá-la posteriormente.

Essas limitações nem sempre são percebidas pelas outras pessoas. Precisar de pausas ou adaptações não significa preguiça, desinteresse ou incapacidade. Significa que o organismo possui necessidades que precisam ser reconhecidas e respeitadas.

Tratamento medicamentoso

Atualmente, não existe um único medicamento que cure a Síndrome de Sjögren. O tratamento é individualizado e tem como objetivos aliviar os sintomas, prevenir complicações e, quando necessário, controlar a atividade da doença em outras partes do organismo.

A escolha dos medicamentos depende dos sintomas apresentados e da gravidade de cada caso.

Para os olhos secos

O médico ou oftalmologista pode indicar:

  • lágrimas artificiais;

  • géis ou pomadas lubrificantes;

  • colírios anti-inflamatórios ou imunomoduladores em situações específicas;

  • outros procedimentos para conservar a umidade dos olhos, quando necessário.

Nem todo colírio é adequado para uso frequente. Produtos com determinadas substâncias, inclusive conservantes, podem aumentar a irritação em algumas pessoas. Por isso, a escolha deve ser orientada pelo oftalmologista.

Para a boca seca

Podem ser recomendados:

  • géis, sprays ou outros substitutos da saliva;

  • produtos que ajudem a manter a boca umedecida;

  • medicamentos que estimulem a produção de saliva, como a pilocarpina, quando indicada.

A pilocarpina não é adequada para todas as pessoas e pode provocar efeitos adversos. Sua utilização depende de prescrição e avaliação médica.

Para dores e inflamações

Quando há dores musculares ou articulares, o médico pode avaliar a necessidade de:

  • analgésicos;

  • anti-inflamatórios;

  • corticoides em situações selecionadas;

  • medicamentos que atuem sobre a resposta do sistema imunológico.

Quando a doença afeta outros órgãos

Nos casos em que a Síndrome de Sjögren apresenta manifestações sistêmicas — atingindo, por exemplo, pulmões, rins, nervos, vasos sanguíneos ou outras estruturas — podem ser utilizados medicamentos como:

  • hidroxicloroquina;

  • corticoides;

  • imunossupressores;

  • medicamentos biológicos em casos específicos e selecionados.

Esses tratamentos não são necessários para todas as pessoas. A indicação depende da manifestação clínica, da atividade e da gravidade da doença. Diretrizes especializadas recomendam reservar os medicamentos sistêmicos para pacientes que realmente apresentam comprometimento além do ressecamento dos olhos e da boca. EULAR e British Society for Rheumatology.

Nenhum medicamento deve ser iniciado, interrompido ou ter sua dose alterada sem orientação médica. O tratamento pode envolver profissionais de diferentes áreas, como reumatologista, oftalmologista, dentista e outros especialistas, de acordo com as necessidades do paciente.

Pequenas atitudes que melhoram a vida

Algumas medidas simples podem fazer diferença na rotina:

  • manter água por perto;

  • utilizar somente os recursos indicados pela equipe de saúde;

  • organizar os horários dos medicamentos e dos cuidados;

  • evitar exageros nos dias em que os sintomas estiverem mais intensos;

  • distribuir as tarefas ao longo do dia;

  • planejar períodos de descanso;

  • pedir apoio quando necessário;

  • respeitar os próprios limites.

Essas atitudes não substituem o tratamento, mas podem contribuir para reduzir os desconfortos e preservar a autonomia.

Resumindo

Melhorar a vida de quem tem Síndrome de Sjögren é compreender que existem sintomas e limitações que nem sempre são visíveis. É oferecer tratamento adequado, ajudar a aliviar os desconfortos, respeitar as pausas necessárias e permitir que cada pessoa siga seu próprio ritmo.

Informação, acompanhamento profissional e acolhimento ajudam a preservar a autonomia e a qualidade de vida.

Cuidar da rotina também é cuidar da qualidade de vida.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia Nacional da Adoção: quando o amor encontra um lar

No Brasil, o Dia Nacional da Adoção é celebrado em 25 de maio. A data foi instituída pela Lei nº 10.447/2002, com o objetivo de dar visibilidade à adoção e estimular a sociedade a refletir sobre o direito de crianças e adolescentes crescerem em família. (Portal da Câmara dos Deputados)

Mais do que uma data comemorativa, este dia é um convite à consciência. Adoção não é caridade, favor ou substituição de um sonho frustrado. Adoção é filiação. É o reconhecimento legal, afetivo e definitivo de que uma criança ou adolescente passa a ser filho, com os mesmos direitos, vínculos e dignidade de qualquer outro filho.

Adotar é abrir espaço para uma história que já começou antes do encontro com a nova família. Por isso, a adoção exige amor, mas também exige preparo, escuta, paciência e responsabilidade. Muitas crianças chegam com marcas de abandono, perdas, separações e inseguranças. O amor, nesses casos, não apaga o passado como mágica, mas pode oferecer um presente seguro e um futuro possível.

Também é importante lembrar que o centro da adoção não deve ser apenas o desejo dos adultos de ter filhos, mas principalmente o direito da criança e do adolescente à convivência familiar e comunitária. A adoção existe para proteger quem precisa de família, afeto, estabilidade, cuidado e pertencimento.

Adoção de crianças com deficiência: amor que também precisa de estrutura

Quando falamos em adoção, é necessário dedicar atenção especial às crianças e adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas. Elas também têm direito a crescer em família, a receber carinho, proteção, educação, saúde, acessibilidade e oportunidades de desenvolvimento.

A legislação brasileira reconhece essa realidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura prioridade no cadastro para pessoas interessadas em adotar criança ou adolescente com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde. (Planalto) A Lei nº 12.955/2014 também estabeleceu prioridade de tramitação para processos de adoção nesses casos. (Ibdfam)

Mas a prioridade legal, sozinha, não resolve tudo. Ainda existe muito medo, desconhecimento e preconceito. Algumas famílias imaginam que não serão capazes de cuidar de uma criança com deficiência. Outras têm receio dos tratamentos, das adaptações da casa, da escola, da rotina médica ou das limitações futuras.

Esses medos precisam ser acolhidos, mas também precisam ser enfrentados com informação. Criança com deficiência não é “peso”, não é “missão impossível” e não é “ato heroico” de quem adota. Ela é, antes de tudo, uma criança: com personalidade, afetos, gostos, sonhos, possibilidades e direito de ser amada sem ser reduzida ao diagnóstico.

Adotar uma criança com deficiência exige rede de apoio, acompanhamento profissional quando necessário, acessibilidade, inclusão escolar e disposição para aprender. Mas também pode revelar uma forma profunda de amor: aquela que não escolhe apenas o caminho mais fácil, e sim o caminho possível para que uma vida seja acolhida com dignidade.

Adoção é pertencimento

O Dia Nacional da Adoção nos lembra que nenhuma criança deveria crescer sentindo que não pertence a ninguém. Toda criança precisa de alguém que a espere, que a defenda, que comemore suas conquistas, que esteja presente nas consultas, nas reuniões escolares, nas noites difíceis e nos pequenos milagres do cotidiano.

Adotar é dizer: “sua história importa, sua vida tem valor, você tem lugar nesta casa e neste coração”.

Que esta data ajude a sociedade a olhar com mais humanidade para todas as crianças e adolescentes que aguardam uma família — especialmente aqueles que, por idade, grupo de irmãos, deficiência ou condição de saúde, muitas vezes esperam mais tempo.

Porque a adoção verdadeira não procura uma criança perfeita. Ela constrói, com responsabilidade e ternura, uma família real.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Esquizofrenia: informação, tratamento e respeito contra o preconceito



No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esquizofrenia, é essencial lembrar que a pessoa não se resume ao diagnóstico. Com acompanhamento adequado, apoio familiar, cuidado em saúde mental e inclusão social, é possível viver com mais dignidade e qualidade de vida.

A esquizofrenia ainda é cercada por muitos mitos, medos e preconceitos. Muitas vezes, quando se fala nesse transtorno, a sociedade pensa apenas nas crises, nos sintomas mais graves ou em imagens distorcidas que aparecem em filmes, novelas e comentários populares. Mas a realidade é muito mais humana, complexa e merece ser tratada com respeito.

No dia dedicado à conscientização sobre a esquizofrenia, precisamos lembrar que estamos falando de pessoas: filhos, pais, mães, irmãos, amigos, trabalhadores, artistas, estudantes e cidadãos que têm direito ao cuidado, à escuta, ao tratamento e à convivência social.

A esquizofrenia é um transtorno mental que pode afetar a forma como a pessoa percebe a realidade, organiza seus pensamentos, expressa emoções e se relaciona com o mundo. Entre os sintomas possíveis estão alucinações, como ouvir vozes que outras pessoas não ouvem, delírios, pensamentos desorganizados, isolamento social e alterações no comportamento. O Ministério da Saúde explica que essas experiências podem parecer muito reais para a pessoa e interferir em sua rotina e em suas relações.

É importante dizer: nem toda pessoa com esquizofrenia apresenta os mesmos sintomas, nem toda pessoa ouve vozes, e nem toda crise envolve risco para si ou para os outros. Generalizar é uma forma de preconceito. Cada caso precisa ser compreendido em sua singularidade, com avaliação profissional e acompanhamento adequado.

Também é necessário corrigir uma ideia comum: o tratamento não deve ser visto apenas como “paliativo”, no sentido de algo limitado ou sem perspectiva. Hoje, com medicação adequada, acompanhamento psiquiátrico, apoio psicológico, suporte familiar, atividades terapêuticas e inclusão social, muitas pessoas conseguem estudar, trabalhar, conviver, criar, produzir arte e levar uma vida com autonomia possível. O Manual MSD descreve que o tratamento pode envolver medicamentos antipsicóticos, psicoterapia, educação familiar, apoio comunitário e programas de habilidades sociais e cognitivas.

No Brasil, a rede de atenção psicossocial tem papel essencial nesse cuidado. Os Centros de Atenção Psicossocial, conhecidos como CAPS, são espaços importantes para acolhimento, acompanhamento e construção de caminhos de cuidado em liberdade, evitando que a pessoa seja reduzida à internação ou ao isolamento. O cuidado em saúde mental deve priorizar a dignidade, o vínculo, a escuta e a reinserção social.

Outro ponto fundamental é o papel da arte. A música, o teatro, a escrita, a pintura e outras expressões artísticas podem ajudar a pessoa a se comunicar, elaborar experiências, fortalecer vínculos e recuperar autoestima. Iniciativas culturais ligadas à saúde mental mostram, na prática, que o transtorno não elimina a sensibilidade, a criatividade nem a capacidade de participação social.

Projetos como bandas formadas em contextos de saúde mental, grupos musicais, oficinas artísticas e experiências coletivas demonstram que a arte pode ser uma ponte poderosa entre o cuidado e a sociedade. Ela ajuda a romper o silêncio, aproxima pessoas e mostra que existe vida, talento e humanidade para além do diagnóstico.

Falar de esquizofrenia é também falar de combate ao estigma. O preconceito afasta a pessoa do tratamento, dificulta a convivência familiar, fecha portas no trabalho e aumenta o sofrimento. Por isso, a informação correta é uma forma de cuidado. A Organização Pan-Americana da Saúde lembra que os transtornos mentais envolvem diferentes combinações de pensamentos, percepções, emoções e comportamentos, podendo afetar também as relações sociais.

Conscientizar não é romantizar a dor, nem negar a gravidade das crises. Conscientizar é reconhecer que existe sofrimento, mas também existe tratamento. Existe medo, mas também existe apoio. Existe diagnóstico, mas também existe pessoa. E nenhuma pessoa deve ser definida apenas por sua condição de saúde.

Que este dia sirva para ampliar o respeito, fortalecer as políticas públicas de saúde mental, apoiar familiares e lembrar que inclusão também significa acolher quem enfrenta transtornos psíquicos. A pessoa com esquizofrenia precisa de cuidado, não de julgamento; de tratamento, não de abandono; de oportunidade, não de exclusão.

Conclusão

A esquizofrenia não pode ser tratada como sentença de isolamento. Com acompanhamento adequado, rede de apoio, acesso ao tratamento e respeito, muitas pessoas conseguem reconstruir caminhos, participar da vida em comunidade e expressar seus talentos.

Mais do que falar sobre a doença, precisamos aprender a olhar para a pessoa.

Observação importante

Este texto tem finalidade informativa e de conscientização. Em caso de sofrimento psíquico, crise, pensamentos de autoagressão ou risco de suicídio, é fundamental procurar ajuda profissional imediatamente. No Brasil, o SAMU atende pelo 192, e o CVV oferece apoio emocional pelo telefone 188.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autores responsáveis: Gabriel Sznelvar e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

EVENTO> A Jornada de Marcos Lima - Entre Monumentos e Caminhos

No dia 7 de maio de 2026, a Universidade de São Paulo, no campus Butantã, será palco de um encontro especial com Marcos Lima, autor do livro “Histórias de Cego” .

A atividade propõe um momento de escuta, diálogo e reflexão sobre as diferentes formas de viver, ocupar e experienciar o mundo a partir da perspectiva de pessoas com deficiência visual.

Mais do que uma conversa sobre acessibilidade, o encontro abre espaço para pensar a deficiência como experiência humana, social e cultural. Ao trazer a vivência de uma pessoa com deficiência visual para o centro da discussão, a iniciativa contribui para ampliar olhares, combater estereótipos e fortalecer a inclusão em ambientes acadêmicos, profissionais e comunitários.

Marcos Lima, por meio de sua trajetória e de sua obra, convida o público a enxergar além das limitações impostas pelo preconceito. O título “Histórias de Cego” já provoca uma reflexão importante: há muitas maneiras de perceber o mundo, e a visão não é a única forma de conhecer, sentir, aprender e participar da sociedade.

Eventos como esse são fundamentais porque aproximam o público de narrativas reais, construídas por quem vive a deficiência no cotidiano. Quando a pessoa com deficiência fala por si, a inclusão deixa de ser apenas um conceito bonito e passa a ser uma prática de escuta, respeito e transformação.

A presença da USP como espaço de acolhimento para essa conversa também reforça a importância das universidades na construção de uma sociedade mais acessível. A inclusão começa quando instituições, estudantes, profissionais e cidadãos se dispõem a ouvir, aprender e rever antigas formas de pensar.

Iniciativas como esta merecem destaque, pois ajudam a valorizar a voz das pessoas com deficiência e mostram que acessibilidade também passa pela cultura, pela literatura, pela educação e pelo direito de contar a própria história.

SERVIÇO:

Informações do Evento: 

📅 Data: 7 de maio de 2026.

🕐 Horário: A partir das 14h.

📍 Local: Auditório do Conselho Universitário da USP – Butantã:
Rua da Reitoria, 374, Butantã, São Paulo.

Faça sua inscrição!


Texto produzido com inteligência artificial. 

Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Herpes ocular: o que você precisa saber ao receber esse diagnóstico


Receber o diagnóstico de herpes ocular pode assustar. O nome preocupa, os sintomas incomodam e muitas pessoas saem da consulta com medo de perder a visão. Mas a primeira informação importante é esta: com acompanhamento médico e tratamento correto, muitos casos podem ser controlados. O essencial é não ignorar os sintomas, não se automedicar e seguir direitinho a orientação do oftalmologista.O herpes ocular é uma infecção geralmente causada pelo vírus herpes simplex, o mesmo grupo viral relacionado ao herpes labial. Quando esse vírus atinge o olho, ele pode inflamar a córnea, que é a parte transparente na frente do olho. Por isso, em muitos casos, o quadro também recebe o nome de ceratite herpética. Embora muitos episódios melhorem com tratamento, os casos mais intensos podem causar cicatriz na córnea e prejudicar a visão.

Sintomas que merecem atenção

Os sintomas mais comuns incluem olho vermelho, dor, lacrimejamento, sensibilidade à luz, sensação de areia ou corpo estranho e visão embaçada. Em algumas pessoas, pode haver inchaço, irritação nas pálpebras ou desconforto importante em apenas um dos olhos. Esses sinais não devem ser tratados como algo banal, porque o olho precisa ser examinado rapidamente quando há suspeita de herpes ocular.

O que fazer ao receber o diagnóstico

A principal atitude é levar o tratamento a sério. O tratamento costuma envolver medicação antiviral, que pode ser em forma de pomada, colírio, gel oftálmico ou comprimidos, conforme o tipo e a gravidade do caso. Em algumas situações, o oftalmologista pode associar outros medicamentos, mas isso precisa ser feito com cuidado e supervisão especializada.

Outro ponto essencial: não use colírio por conta própria, principalmente colírios com corticoide sem orientação médica. Em alguns tipos de herpes ocular, o uso inadequado pode piorar a infecção e aumentar o risco de dano à córnea.

Existe perigo de contágio?

Sim, existe possibilidade de transmissão do vírus herpes simplex, mas isso precisa ser entendido sem pânico. O vírus costuma ser transmitido principalmente por contato direto com saliva, pele ou lesões herpéticas, como no herpes labial. No entanto, quando a pessoa apresenta herpes ocular, muitas vezes o episódio não aconteceu por um “novo contágio”, mas por reativação de um vírus que já estava no organismo.

Ou seja: não costuma passar simplesmente por estar perto, conversar ou dividir o mesmo ambiente. O maior cuidado está no contato direto com secreções, feridas e mãos contaminadas que depois tocam os olhos.

Como evitar a transmissão ou agravamento

Alguns cuidados simples ajudam bastante no dia a dia:

lave bem as mãos com frequência, especialmente antes de encostar nos olhos ou aplicar medicação;

não esfregue nem coce os olhos;

evite tocar em feridas de herpes labial e depois levar a mão aos olhos;

não compartilhe toalhas de rosto, fronhas, maquiagem de olhos, colírios, lentes de contato ou objetos de uso ocular;

e siga corretamente o tratamento prescrito.


Esses cuidados são ainda mais importantes quando há lesões ativas de herpes na boca ou perto do rosto, e também quando a pessoa convive com bebês, idosos mais frágeis ou pessoas com imunidade baixa. Essa prevenção não é exagero: é uma forma responsável de proteger a saúde de todos.

Para quem usa lentes de contato

Quem usa lente de contato precisa ter atenção especial. O uso de lentes está associado a maior risco de ceratite, e, diante de inflamação ou infecção ocular, o paciente geralmente deve suspender o uso até liberação do oftalmologista. Além disso, lentes, estojos e soluções nunca devem ser compartilhados.

O herpes ocular tem cura?

O vírus herpes simplex permanece no organismo em estado latente. Por isso, os especialistas explicam que não se fala, em geral, em eliminação definitiva do vírus, mas sim em controle da crise, tratamento da inflamação e prevenção de recorrências. Em algumas pessoas, o quadro pode voltar de tempos em tempos, o que reforça a importância do seguimento oftalmológico.

Quando procurar ajuda com urgência

A pessoa deve procurar atendimento oftalmológico rapidamente se perceber piora da dor, aumento da vermelhidão, queda da visão, muita sensibilidade à luz, secreção importante ou se os sintomas não melhorarem como esperado. Como a córnea é uma estrutura delicada, qualquer piora merece reavaliação.

Como familiares e cuidadores podem ajudar

Para familiares e cuidadores, a melhor ajuda é unir calma, organização e observação. Muitas vezes, quem recebe esse diagnóstico fica inseguro, com medo e com dificuldade para seguir horários de colírios, pomadas ou comprimidos. Ter alguém por perto para ajudar com a medicação, acompanhar consultas e observar sinais de piora faz muita diferença. Isso é ainda mais importante quando a pessoa já vive com baixa visão, dor ocular ou outras limitações.

Também ajuda muito respeitar o desconforto do paciente. Em alguns momentos, ele pode precisar de ambiente com menos luz, descanso visual e apoio em tarefas simples do dia a dia. E, do ponto de vista prático, familiares e cuidadores devem manter atenção extra com a higiene das mãos, com a aplicação correta dos medicamentos e com o não compartilhamento de objetos pessoais.

Uma palavra de acolhimento

Receber o diagnóstico de herpes ocular não é o fim da esperança. É, sim, um chamado para cuidar do olho com atenção, disciplina e acompanhamento adequado. Informação correta ajuda a vencer o medo. E apoio familiar ajuda a transformar um momento de angústia em um caminho mais seguro e humano.


Se você acabou de receber esse diagnóstico, respire fundo: não caminhe sozinho, não abandone o acompanhamento e não use medicamentos por conta própria. Se você é familiar ou cuidador, sua presença amorosa, atenta e organizada pode fazer toda a diferença.

Fontes:

American Academy of Ophthalmology; CDC; NHS; Mayo Clinic.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sábado, 4 de abril de 2026

Parkinson e Alzheimer: existe relação entre as duas doenças?

Quando uma família convive com o diagnóstico de Parkinson ou de Alzheimer, é natural surgir uma dúvida importante: será que uma doença leva à outra? A resposta mais correta é esta: não se trata de mera coincidência, mas também não significa que uma pessoa com Parkinson vá obrigatoriamente desenvolver Alzheimer, nem que quem tem Alzheimer vá necessariamente ter Parkinson. Há, sim, uma relação entre essas doenças, especialmente no campo das demências e das doenças neurodegenerativas.

A Doença de Parkinson é mais conhecida pelos sintomas motores, como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos. Porém, ela também pode afetar a memória, a atenção, o raciocínio e outras funções cognitivas ao longo do tempo. Em alguns pacientes, isso evolui para um quadro chamado demência da doença de Parkinson. Ou seja: o Parkinson pode, sim, vir acompanhado de demência, principalmente nas fases mais avançadas, mas essa demência nem sempre é o Alzheimer clássico.

Nesse ponto entra uma informação muito importante: a demência associada ao Parkinson costuma ter ligação mais próxima com a chamada demência por corpos de Lewy. Segundo o Instituto Nacional sobre Envelhecimento dos Estados Unidos, a demência por corpos de Lewy inclui dois diagnósticos relacionados: demência com corpos de Lewy e demência da doença de Parkinson. Essas condições compartilham alterações cerebrais ligadas à proteína alfa-sinucleína, o que ajuda a explicar por que elas se parecem em vários aspectos.

Ao mesmo tempo, os especialistas reconhecem que pode haver sobreposição entre doenças neurodegenerativas. Em outras palavras, algumas pessoas apresentam no cérebro alterações típicas de mais de um tipo de demência. A Associação de Alzheimer informa que muitas pessoas com demência por corpos de Lewy ou com demência da doença de Parkinson também apresentam placas e emaranhados, alterações tradicionalmente associadas ao Alzheimer. É isso que os médicos chamam de demência mista.

E no caminho inverso? Quem tem Alzheimer costuma desenvolver Parkinson? A resposta é: não como regra. O que pode acontecer é que, em pessoas idosas, diferentes processos neurodegenerativos coexistam. Além disso, alguns sintomas podem se confundir, e certos quadros clínicos compartilham alterações cerebrais e fatores de risco. Por isso, em vez de pensar que uma doença “vira” a outra, é mais correto entender que elas podem ter pontos de contato, sobreposição de sintomas e, em alguns casos, presença simultânea.

Uma diferença clínica importante ajuda os médicos a distinguir melhor esses quadros. De acordo com o NINDS, na demência da doença de Parkinson, os sintomas cognitivos aparecem mais de um ano depois do início dos sintomas motores do Parkinson. Já na demência com corpos de Lewy, os problemas de raciocínio, atenção e percepção costumam aparecer antes ou muito próximos dos sintomas de parkinsonismo. Esse detalhe não resolve tudo sozinho, mas ajuda bastante no diagnóstico.

Para as famílias e cuidadores, o mais importante é observar os sinais com atenção. Em uma pessoa com Parkinson, merecem avaliação médica sintomas como piora importante de memória, confusão, alucinações, dificuldade crescente para organizar pensamentos, desatenção acentuada e perda de autonomia. Esses sinais não devem ser vistos como “coisa normal da idade”, mas como sinais que precisam de investigação profissional.

Em resumo, há relação entre Parkinson e Alzheimer, mas ela não é simples nem automática. O Parkinson pode evoluir com demência, muitas vezes mais ligada ao espectro dos corpos de Lewy do que ao Alzheimer puro. Por outro lado, Alzheimer e Parkinson podem coexistir no mesmo paciente, especialmente em quadros mistos. Por isso, o acompanhamento com neurologista ou geriatra é essencial para buscar um diagnóstico mais preciso, orientar o tratamento e dar mais qualidade de vida à pessoa atendida e à sua família.

Referências
National Institute on Aging (NIA). Lewy Body Dementia: Causes, Symptoms, and Diagnosis.
National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS). Dementias.
National Institute on Aging (NIA). Alzheimer’s & Related Dementias: Risk Factors, Genetics, and More.
Alzheimer’s Association. Dementia with Lewy bodies (DLB) | Symptoms & Causes.
National Institute on Aging (NIA). Genetic study of Lewy body dementia supports ties to Alzheimer’s and Parkinson’s diseases.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Abril Marrom: cuidar da visão também é promover inclusão

Abril é conhecido, no Brasil, como o mês de conscientização sobre a prevenção da cegueira e sobre a importância da saúde ocular. A campanha Abril Marrom busca alertar a população para algo que muitas vezes só recebe atenção quando o problema já avançou: a visão precisa de cuidado, acompanhamento e prevenção. Em 2026, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um projeto para instituir oficialmente o Abril Marrom como mês de conscientização sobre saúde ocular, prevenção e combate à cegueira.

A proposta da campanha é simples e muito necessária: informar, sensibilizar e incentivar o diagnóstico precoce. Diversas doenças oculares podem evoluir de forma silenciosa, sem causar dor ou sinais evidentes no começo. Quando a pessoa percebe que algo está errado, às vezes já houve perda importante da visão. Por isso, a prevenção continua sendo uma das maiores aliadas da saúde ocular.

Entre as condições que mais preocupam estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular, além de outras alterações que podem comprometer a visão parcial ou totalmente. O debate em torno do Abril Marrom reforça justamente isso: muitas dessas situações podem ser tratadas, controladas ou ter seus efeitos reduzidos quando descobertas a tempo.

A cor marrom foi associada à campanha por representar a tonalidade dos olhos da maior parte da população brasileira, tornando-se um símbolo de identificação e lembrança sobre a necessidade de olhar com mais atenção para esse tema. A iniciativa surgiu em 2016 e passou a ganhar mais força com ações educativas, exames, palestras e mobilizações públicas ao longo dos anos.

Mas falar de Abril Marrom não é falar apenas de prevenção médica. Também é falar de dignidade, acessibilidade e inclusão. Quando a sociedade discute a cegueira e a baixa visão com seriedade, ela também é convidada a refletir sobre barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual no dia a dia: falta de acessibilidade, dificuldade de locomoção, escassez de recursos adaptados e, muitas vezes, incompreensão social. O fortalecimento de políticas públicas nessa área foi citado no parecer do Senado como uma medida de interesse público ligada à inclusão social e ao direito à saúde.

Cuidar da visão é cuidar da autonomia, da segurança, da comunicação e da participação plena na vida em sociedade. Para muitas famílias, a deficiência visual não é apenas uma questão clínica: ela interfere na rotina, no estudo, no trabalho, no acesso à informação e até na forma como a pessoa é acolhida ou excluída dos ambientes. Falar sobre isso com responsabilidade é uma forma de defender respeito e cidadania.

O Abril Marrom nos convida, portanto, a duas atitudes muito concretas. A primeira é preventiva: não adiar exames, procurar acompanhamento profissional e dar atenção aos sinais do corpo. A segunda é humana: aprender a construir uma sociedade mais acessível, mais paciente e mais preparada para acolher quem vive com baixa visão ou cegueira.

Cuidar dos olhos é importante. Mas cuidar da forma como enxergamos o outro também é. E talvez essa seja uma das grandes mensagens do Abril Marrom: prevenir a perda da visão e, ao mesmo tempo, ampliar a nossa visão de mundo, com mais consciência, empatia e inclusão.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.