(28/11/2011 – 21h13)

“Qualquer homenagem que façamos, quantas forem, serão poucas pela importância do professor Fernando na medicina, pediatria, no ensino médico e em seu compromisso social. Já demos a ele o título de cidadão paulistano e agora estamos homenageando-o mais uma vez por sua pesquisa pioneira. Graças a seus estudos o Brasil pôde tratar a fenilcetonúria, que, se não tiver o acompanhamento devido, pode causar doença mental”, disse Natalini.
A tese de doutoramento do médico, apresentada junto ao Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, discutia a prevalência da fenilcetonúria em crianças deficientes mentais. A incidência nessas crianças era 2,5 vezes maior do que a descrita em países onde se pesquisa adequadamente a entidade. Entre outras conclusões, propôs que o diagnóstico fosse feito ainda na fase de recém-nascido. Foi isso que fez com que os médicos lutassem pela implantação do diagnóstico precoce, dando, assim, origem à “lei do pezinho” que com o tempo, foi sendo estendida para outras doenças.
“Me sinto muito feliz, é uma satisfação, quando se tem mais de 20 anos de carreira (e eu já tenho um pouco mais que isso), saber que tem gente que leva a sério o trabalho que a gente realiza”, disse o homenageado.
A fenilcetonúria é uma doença genética caracterizada pelo defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase. A doença é autossômica recessiva e afeta aproximadamente um em cada dez mil indivíduos da população caucasiana (branca). Praticamente todos os pacientes não tratados apresentam um QI inferior a 50.
Fonte: Câmara Municipal de São Paulo. (Grifos nossos.)
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