sexta-feira, 7 de maio de 2010

Da cadeira de rodas à conquista de medalhas na piscina

Larissa Nascimento Pereira, de 14 anos, moradora da Cohab Cintra Godinho, na Vila Prudente, estreou em competições oficiais de forma brilhante pela equipe de natação paraolímpica da Associação Assistência à Criança Defeituosa (AACD) de São Paulo. A jovem atleta conquistou seis medalhas no Circuito Paraolímpico de Natação da Caixa, realizado no final de Abril. Foram dois ouros, duas pratas e dois bronzes.


A competição, que reuniu atletas dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, teve Larissa como um dos destaques nos 200 metros medley (quatro estilos) e 50 costas, em que conquistou as medalhas de ouro. As outras medalhas vieram nos 10m peito e livre e nos 50 borboleta e livre.

A atleta foi vítima de uma bala perdida, que atingiu sua medula óssea em 2005, deixando-a presa a uma cadeira de rodas. O acidente aconteceu enquanto ela brincava na rua onde reside, e o autor do disparo foi outro jovem que morava nas imediações.

Hoje, Larissa chega a treinar até cinco vezes por semana em períodos que antecedem as competições. O convite para integrar a equipe da AACD partiu do técnico Rodrigo Ambonate Lopes. Ele a conheceu durante as sessões de fisioterapia e reabilitação aquática, no centro da Associação, no Ibirapuera. "Ela tem bastante talento. Na prova dos 50m costas, ela ficou a apenas dois segundos do índice que a classificaria para o campeonato brasileiro. Neste momento, não era esse o nosso objetivo, mas mostra o seu potencial", comentou o técnico. "Agora, ela aguarda convite de alguma cidade para representar nos Jogos Regionais".

Além disso, a esforçada jovem espera maior apoio com patrocínio. Os contatos podem ser feitos através do professor Rodrigo, pelos fones (11) 9308-2540 ou 8581-6676.




Fonte: Folha da Vila Prudente, 07 de Maio de 2010, Capa do 2º Caderno, p. 11

terça-feira, 4 de maio de 2010

Projeto de Lei Beneficiaá Portadores de Necessidades Especiais

A Vereadora Edir Sales (DEM) apresentou à Câmara Municipal de São Paulo o projeto de Lei que torna obrigatória a adaptação do sistema de telecomunicações e informática aos portadores de necessidades especiais.
Em cumprimento à lei, as empresas terão o prazo de cinco anos, a contar de sua vigência, para possuir pelo menos um equipamento adequado, o qual deverá estar certificado por órgãos competentes e especializados.
Assim como São Paulo, ou em qualquer metrópole do mundo, as telecomunicações e a informática se desenvolvem e se difundem rapidamente, tornando-se fundamentais na vida da sociedade contemporânea. Por isso, a falta de equipamentos adequados e adaptados, dificultando o acesso das pessoas portadoras de deficiência a essas tecnologias.
E, para que cidadãos com necessidades especiais tenham a mesma oportunidade e independ]ência oferecida a outros funcionários, este projeto de Lei obrigará fábricas e empresas situadas n município de S~]ao Paulo a possuir equipamentos de comunicação adaptados, garantindo, assim, uma eficaz inclusão social.
Seggundo a vereadora Edir Sales, "o projeto, em todas as suas esferas, dá um exemplo de incentivo através desta postura de consciência cidadã, facilitando a todos a utilização dos meios de telecomunicações e informática, para que cada um possa desenvolver o seu crescimento pessoal e profissional."

Fonte: Jornal CLASSE A de São Paulo, São Paulo - SP, Ano X, nº 84, p. 4

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fantástico exibe reportagem sobre a sexualidade das pessoas com deficiência

Especialistas falam sobre a sexualidade de deficientes


A sexualidade de Luciana, personagem da novela ‘Viver a Vida’ provoca a discussão do assunto que as pessoas normalmente tem muita curiosidade e muito desconhecimento.

Uma das cenas mais esperadas da novela ‘Viver a vida’ aconteceu esta semana: a primeira noite de amor entre Miguel e Luciana, personagem tetraplégica vivida por Alinne Morais. A cena chamou a atenção para um assunto delicado: a vida sexual de pessoas especiais.

A sexualidade de Luciana, personagem da novela provoca a discussão de um assunto que as pessoas normalmente tem muita curiosidade e muito desconhecimento. Afinal, um cadeirante com lesão medular, tem vida sexual? Faz sexo?

“Faz. Ele às vezes tem sensibilidade. Pode chegar ao orgasmo, mas não necessariamente pelo ato sexual em si, pela penetração. O que ocorre é que esse indivíduo vai desenvolver outras áreas erógenas de estimulação”, explica a médica especialista em reabilitação da Unifesp, Rosane Chamlian.

“Eu tenho sensibilidade em uma região que eu descobri com ele que não tem nada a ver, que não é de nenhuma mulher. Na minha cintura, onde é a transição da minha sensibilidade. Eu adoro quando a gente está em uma relação sexual, ele está segurando aqui, fazendo um carinho”, contou a consultora em inclusão de deficientes, Carolina Ignarra.

“Vai ter o mesmo prazer do que um ato sexual ? Não, vai ter mais prazer, porque você descobriu uma coisa que ninguém descobriu naquela pessoa”, afirma o psicólogo e sexólogo Fabiano Puhlmann.

Carolina tem 31 anos, ficou paraplégica aos 22 em um acidente de moto. Luiz era amigo dela na época, e acabou se apaixonando. Hoje , eles têm uma filha de 5 anos.

Fabiano vive na cadeira de rodas desde um acidente na piscina, aos 17 anos. Hoje ele tem 44. É psicólogo, e escreveu o livro: “A revolução sexual sobre rodas”.

“Eu acho que o maior preconceito está na cabeça do próprio deficiente. Ele tem que se libertar dos preconceitos , principalmente se ele ficou deficiente”, alerta Fabiano.

“Em um lesado medular, ele consegue ereção em 80% dos casos, só que manter a ereção é um pouco mais difícil. É exatamente isso que a gente precisa orientá-los. Na adoção de posturas especiais, de dispositivos especiais, que existem medicamentos. Tanto para o homem quanto para a mulher existem técnicas medicamentosas e por mecanismos, aparelhos externos”, orienta Rosane Chamlian.

Luciana estava também envergonhada: “Essa questão por exemplo de fazer xixi. Você sabe, eu tenho que fazer cateterismo toda hora. Vou chegar para meu namorado e dizer: espera só um pouquinho que eu vou fazer um cat e já volto”.

“Eu vou te dizer, amiga. Nessa cidade o mais difícil é encontrar um motel adaptado. Pessoalmente não conheço nenhum. Se você se deparar com algum por aí, me avisa, hein?”

Vamos conhecer um motel adaptado para cadeirantes. “É fundamental esse espaço debaixo da pia para não trancar a cadeira. A banheira está show, a altura regula com a cadeira, tem essas barras de apoio”, diz a escritora Juliana Carvalho.

No chuveiro, além das barras um lugar para sentar. “Mas eu estou achando que isso aqui está dando para fazer um algo mais né?”, brinca.

Juliana tinha 19 anos quando ficou paraplégica, por causa de uma inflamação na medula: “Eu levei muito tempo para me readaptar a essa nova realidade. Fui ter a minha primeira relação sexual na cadeira de rodas depois de 5 anos”, lembra.

Hoje, aos 28 anos, a gaúcha está lançando um livro para ajudar jovens cadeirantes a redescobrir sua sexualidade: “Tem muita mulher que anda, que tem sensibilidade e que nunca vai saber o que é um orgasmo. Eu tive a oportunidade de saber o que é um orgasmo antes e como é depois. Olha só que engraçado: um dos orgasmos mais memoráveis da minha vida foi depois da lesão”.

“Eu também não tenho a perna mais gostosa do mundo, nem o bumbum mais gostoso do mundo mas eu acho que eu sou gostosa. Para o meu marido eu sou gostosa. Ele me deseja”, conta Carolina.

Fonte: Site do FANTÁSTICO no G1

domingo, 25 de abril de 2010

BRADESCO Lança Mouse Visual para Deficientes Físicos

O BRADESCO lançou em 16.04.2010, durante a Feira International de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a Reatech 2010, o software Mouse Virtual Bradesco.

Inovador para o setor bancário, o Mouse Visual Bradesco possibilita aos portadores de deficiência motora nos membros superiores controlar o cursor do mouse na tela do computador através de movimentos da cabeça.

Estes movimentos são capturados por meio de uma webcam e analisados pelo software no computador, que gera a correspondente movimentação do cursor.

De forma análoga, o clique do mouse é realizado através de uma simples e breve abertura de boca, tornando fácil e intuitivo o uso do mouse. Assim, será possível fazer operações bancárias pelo Internet Banking.

O software possibilita ainda a utilização do computador para a digitação de textos, navegação na internet e envio e recebimento de e-mails. Cliente Bradesco terá o software gratuitamente.

De fácil instalação, o Mouse Visual Bradesco foi desenvolvido especialmente para pessoas com deficiência motora, distrofia muscular, doença degenerativa, sem os membros superiores ou tetraplégicos.

Colaboração: Shirlei Candido

Deficientes perto de conseguirem aposentadoria especial

Postado por: Gilberto Porta - 25 de abril de 2010 às 18:50.


Os trabalhadores com deficiência no Brasil deram mais um passo para alcançar o direito da aposentadoria especial. Na noite de quarta-feira (14/04), às 22h15min, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade (385 deputados presentes) o Projeto de Lei Complementar 277/05, que permite a redução do tempo de contribuição dessas pessoas à Previdência Social. “Este projeto é um dos mais importantes para a vida do segmento. Com sua aprovação vamos melhorar, consideravelmente, a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, afirmou o autor da proposta ex-deputado federal, vereador Leonardo Mattos (PV).

De acordo com a proposta aprovada, os deficientes poderão contribuir segundo o grau de deficiência:

Deficiência moderada

27 anos para homens e 22 para mulheres (redução de 03 anos)

Deficiência grave:

25 anos para homens e 20 para mulheres (redução de 05 anos)

Aposentadoria por Idade

Também poderá ser requisitada com cinco anos a menos que a idade exigida atualmente, que é 65 anos para homens e 60 para mulher.

Ambos deverão ter contribuído por um mínimo de 15 anos.

Tipo de deficiência que se enquadra na lei

Um regulamento especificará o grau de limitação física, mental, auditiva, intelectual ou sensorial, visual ou múltipla que classificará do segurado como pessoa com deficiência.

O regulamento também definirá em que grau (leve, moderada ou grave) cada deficiência será enquadrada.
Em todos os casos, o grau de deficiência será atestado por perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a cada cinco anos.

Renda mensal

A renda mensal das pessoas com deficiência aposentadas por tempo de contribuição será de 100% do salário de benefício.

No caso da aposentadoria por idade, o salário a receber será de, no mínimo, 70% mais 1% a cada doze meses de contribuição

O segurado que houver contribuído mais receberá mais.

O TEXTO SEGUE AGORA PARA APROVAÇÃO NO SENADO FEDERAL.

Fonte: Postado por Gilberto Porta no Blog do BHLegal.net