quarta-feira, 26 de julho de 2017

Inclusão de Profissionais com Deficiência no Mercado de Trabalho



Artigo de Claudio Tavares*

A Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho – A 26 anos, antes do estabelecimento da Lei 8213/91 de 24/07/1991, conhecida como Lei de Cotas para empresas, o profissional com deficiência conseguia ingressar no mercado de trabalho somente através de ações de Associações ou ONGs que os terceirizavam para o poder público.

Após o estabelecimento desta Lei as empresas não tinham a visão de como viabilizar o acesso desses profissionais no mercado de trabalho e lançavam vagas praticamente impossíveis de serem preenchidas na época, muitas exigiam pós-graduação e no mínimo 36 meses de experiência em determinada função, como não conseguiam preencher essas vagas recorriam aos órgãos fiscalizadores e recebiam uma certidão negativa, um documento que informava que ele havia lançado a vaga e procurado o profissional sem sucesso na contratação e que o liberava mais 60 dias para a adequação da lei.

Com a mudança acompanhada de um trabalho de autuação feita pelos fiscais do trabalho e pelo valor das multas aplicadas, vimos a mudança cultural, porém forçada. Os Gestores de Rh queriam de fato contratar pessoas com deficiências, mas confrontavam com a má vontade e desconhecimento dos gestores das áreas, esses foram obrigados a contratar esses profissionais por imposição das novas políticas das empresas juntamente com o RH, pois ser multado custava caro ( e continua sendo, podendo custar milhões ).

Após a primeira inclusão, as dúvidas acabam por serem desmistificadas e é visto que é algo bom e agrega valor para a empresa para os demais colaboradores.

Em 2010 vimos o boom do crescimento da inclusão social e novos cargos de especialistas desse movimento surgirem, juntamente com novas ferramentas e tecnologias para o mercado de trabalho, além de uma melhoria do trabalho de conscientização para disseminação de informações para inclusão, com isso fazendo a retenção e dando continuidade, hoje pessoas com deficiência buscam cada vez mais serem produtivos para de fato fazerem a diferença, atingindo altos cargos e criando um mercado consumidor visto por muitas empresas, exemplo disso a automobilística que apostam suas fichas nesse consumidor.

Depois de toda essa historia, pergunto:

Você candidato consegue ou tem condições (estrutura física) de se aperfeiçoar na sua profissão e atingir as metas definidas pela casa onde trabalha? Você consegue estudar, ou chegar no seu trabalho sem ter uma porcaria de obstáculo na sua frente? Os Governos municipais, estaduais e federais tem feito sua parte? Eu respondo: Não, não tem, por que a acessibilidade urbana continua precária roubando o direito de ir e vir de nós cidadãos.

E você empregador, quando você recebe um currículo, você o analisa completamente? Quando você aprova o perfil profissional e tem alguma dúvida referente a deficiência do candidato você liga para o candidato perguntando se ele precisa de alguma adaptação?

Estamos exatamente no meio de 2 situações: o empregador que não quer contratar ou fazer a inclusão de forma seria, e do candidato que em muitas vezes cumprem todas as exigência da empresa como profissional, mas a empresa sequer se importa se ele precisa de uma barra de apoio no banheiro e vai para o próximo currículo.

Empregador: Como dica para a real inclusão aconselho a abrirem TODAS as suas vagas para profissionais com deficiência, assim aumentando seu leque de possibilidades sem precisar canibalizar neste mercado aquecido.

Quer um novo olhar sobre a inclusão? Pare só de olhar e comece a agir…


*Claudio Roberto Tavares, 38 anos.

Profissional com Deficiência, com ausência da mão direita, fundador do DeficienteOnline.
Profissional com mais de 20 anos no mercado de trabalho, sendo 15 anos dedicados à criação e resolução de rotinas referentes à Informação de Recursos Humanos e área social.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Cearense com síndrome de Down é aprovado em vestibular de Direito em Sobral

Um jovem com síndrome de Down passou no vestibular para a cursar Direito em Sobral. A mãe de William Vasconcelos, Eridam Vasconcelos, comemora a aprovação do filho, por sua história de vida.

Quando Willian nasceu, os médicos não deram nenhum diagnóstico para ela, que só percebeu que havia algo diferente quando a criança completou seis meses. “Eu comecei a perceber que ele tinha algumas dificuldades, como sentar, de segurar o pescocinho”, relembra.

Após descobrir que o filho tinha a síndrome de Down, buscou o apoio na Apae. Foram momentos difíceis, como relata a mãe. “Foi uma fase complicada porque nossa situação financeira era bem complicada. Mas me dediquei dois anos ao William”.

Agora a felicidade tomou conta de todos na família. Eridan ainda se emociona ao falar como recebeu a notícia de que Willian havia sido aprovado no vestibular para cursar Direito na faculdade Luciano Feijão, em Sobral.

“Eu já imaginava ele passar em uma faculdade, mas de Direito não. É muita gratidão que tenho a Deus”, fala a mãe.

A irmã de William, Klívia Vasconcelos, teve um papel de extrema importância nessa história, pois foi ela quem teve a ideia de fazer a inscrição do irmão e, em nenhum momento, duvidou da capacidade dele. “Eu que incentivei ele fazer a inscrição no vestibular. Ele ficou todo empolgado”, afirma.

Com a aprovação no vestibular, eis que surge um dilema: como a família iria fazer para pagar a matrícula e as mensalidades na instituição. Mas, para a surpresa de todos, a faculdade doou uma bolsa integral para o jovem.

William Vasconcelos está feliz para o início das aulas. Já até pesquisou sobre a área do Direito, e sabe muito bem o que quer. “Eu pesquisei sobre as leis do Brasil. Além do advogado tem outras áreas, como promotor ou juiz, é isso que eu quero”, revela.

E os sonhos do jovem William não param por aí. Agora o objetivo é ser ator de televisão. O primeiro passo já foi dado, ele está matriculado no curso de Teatro. “É outro sonho”, diz.

Para finalizar, William fala como conseguiu atingir seus objetivos até aqui, apesar das dificuldades. “A minha família sempre foi muito unida e de muito amor”, garante.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Deficiente físico é forçado a se arrastar para subir em avião no Japão



Companhia área do país apresentou pedido de desculpas. 
Homem precisou subir 17 degraus com a força dos próprios braços.

Por France Presse
28/06/2017 16h38
Atualizado há 7 minutos

Hideto Kijima fala a jornalistas em Osaka, no Japão, na quarta (28) (Foto: Yuki Sato/Kyodo News via AP)Uma companhia aérea japonesa de baixo custo apresentou nesta quarta-feira (28) desculpas após ter obrigado um homem em cadeira de rodas a se arrastar pela escada de um avião para poder embarcar.
O incidente aconteceu no início de junho na ilha de Amami-Oshima, no sul do Japão. Hideto Kijima, de 44 anos, voltava de férias quando um funcionário da Vanilla Air o informou que as regras de segurança o impediam a carregá-lo.
Segundo o jornal Asahi, o homem precisou subir com a força de seus braços os 17 degraus para embarcar no avião rumo a Osaka.
"Pedimos desculpas pelos problemas causados", reagiu um porta-voz da Vanilla Air (grupo ANA Holdings), contactado pela AFP. Desde o episódio, a companhia disse ter instalado no aeroporto um elevador para deficientes físicos, um equipamento que as companhias aéreas costumam usar.
Kijima, que viaja com frequência, conta que se "surpreendeu" quando os funcionários expuseram o problema. "Perguntei se os funcionários do aeroporto não achavam isso errado", declarou a uma rede de televisão japonesa.
Em abril, a companhia aérea americana United Airlines foi duramente criticada por tirar a força um passageiro de um voo com overbooking no aeroporto de Chicago, uma cena que foi filmada e que provocou uma onda de indignação internacional.


Fonte: G1

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Deficiente visual, universitária de Santos tem canal no Youtube

Deficiente visual desde que nasceu, Mariana Romano, de 20 anos, não aceita rótulos e muito menos limitações. A jovem de Santos, estudante do curso de Jornalismo, tem um canal no YouTube desde 2012, mas há três criou a tag Cegosfera, que fala sobre o mundo de quem não enxerga.

"A princípio a ideia era falar apenas sobre o mundo nerd, cover, games, desenhos e coisas relacionadas ao tema, mas depois que entrei para a  faculdade percebi que posso ajudar quem passa pela mesma situação que a minha".

Mari Romano, como é conhecida no ambiente virtual, continua falando sobre os temas que gosta, mas aproveita o espaço para mostrar as dificuldades de acessibilidade, não só na cidade onde mora, mas também em situações cotidianas, como jogar vídeo game e frequentar baladas.

Acesse aqui o canal no Youtube da Mari Romano

"Tem games que infelizmente eu não consigo jogar. Existem os áudios games, mas esse tipo de mercado precisa investir mais nisso. Recentemente tive uma experiência negativa com um jogo, e aí querendo ou não, a gente fica chateada", desabafa.

A youtuber divide seu tempo entre as aulas de inglês, o Lar das Moças Cegas, a universidade e claro, as gravações para o canal que são feitas em um estúdio no Gonzaga, em Santos. "Antes fazia as gravações em casa, mas há uns meses o namorado do meu primo montou uma produtora e se ofereceu para me ajudar na produção dos vídeos".

No canal, os vídeos são postados uma vez por semana, geralmente às quintas-feiras, e fazem sucesso, principalmente por atingir deficientes visuais.

Mari conta que já recebeu mensagens de pessoas agradecendo pelos vídeos, que se sentem representados e, além disso, ela garante que conseguiu mudar o modo como as pessoas tratam o deficiente visual.

"Muita gente encara a cegueira como limitação. Particularmente odeio a palavra superação, parece que somos demolidores, sabe? Todo mundo supera algo e com a gente é igual. Não há nada de mais em não enxergar".


Superproteção



Mesmo com toda essa independência, Mari Romano conta que no começo foi difícil convencer sua mãe a deixá-la fazer faculdade.

"É claro que os pais ficam preocupados, é difícil mesmo, mas a gente precisa de um voto de confiança". Certa disso, a youtuber até gravou alguns vídeos sobre como andar sozinha na rua, como se virar com os estudos e ainda como lidar com a insegurança, evitando roubos.

Durante todo o bate-papo com A Tribuna On-line, a futura jornalista deixou bem claro que ser deficiente visual nunca foi um problema na sua vida. " Sou feliz do meu jeito, é claro que às veze bate uma deprê, como pode acontecer com qualquer outra pessoa. Pra mim, isso tudo é maior do que a cegueira, através do canal consigo chegar a pessoas que precisam de motivação".


Fonte: A TRIBUNA

segunda-feira, 17 de abril de 2017

🚗 🚗 🚗 Direitos e Deveres no Trânsito 🚗 🚗 🚗



A Resolução n. 304/2008 do Contran dispõe sobre as vagas de estacionamento destinadas a portadores de deficiência ou dificuldade de locomoção. No documento, é especificado que o órgão ou entidade executiva de trânsito deve expedir o documento (artigo 2º, inciso 2º) que tem validade em todo o território nacional (artigo 2º, inciso 1º). Cada órgão municipal tem seus procedimentos para retirar a credencial. Procure saber como o processo se dá na sua localidade ;)

Confira a resolução do Contran: http://bit.ly/Resolução304

Descrição da Imagem #PraCegoVer: Ilustração de uma idosa na cadeira de rodas sendo empurrada por uma moça. O carro delas encontra-se estacionado ao fundo.
Texto: VAGA PARA DEFICIENTE. Saiba como retirar a credencial: Procure o Dentran ou entidade executiva de trânsito do município da pessoa portadora de deficiência. Geralmente você deve levar: Comprovante de residência; CNH válida (caso condutor); Documento de identificação e CPF (caso passageiro); Laudo médico atualizado. Em alguns casos, ainda é requerida uma consulta médica realizada por um profissional do órgão. Fb.com/cnj.oficial