sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Ultrassom focado pode aliviar tremores do Parkinson e já é usado no Brasil

Uma imagem que circula nas redes sociais afirma que uma tecnologia capaz de “eliminar até 70% dos
tremores” da doença de Parkinson em uma sessão de duas horas chegou ao Brasil. O procedimento já era realizado em 2025 pelo Einstein Hospital Israelita, em São Paulo. O ultrassom focado pode reduzir a intensidade do tremor em casos selecionados, mas não cura o Parkinson. O grau de melhora varia de pessoa para pessoa.

Como funciona o tratamento

A técnica é conhecida como HIFU, sigla em inglês para ultrassom focalizado de alta intensidade. Com orientação por ressonância magnética, a equipe concentra ondas de ultrassom em um ponto específico do cérebro. O calor produz uma pequena lesão planejada para interromper sinais envolvidos no tremor. A sessão dura cerca de duas horas, com a pessoa acordada, sem cortes e sem anestesia geral.

No Parkinson, uma das indicações é para pessoas em que o tremor é o sintoma predominante, compromete atividades do dia a dia e persiste apesar do tratamento medicamentoso. O objetivo é aliviar a dificuldade em ações como escrever, comer ou segurar um copo. A doença continua exigindo acompanhamento.

O que significam os 70%?

O relatório do Einstein menciona uma redução dos sintomas em torno de 70% ao apresentar o procedimento para duas condições diferentes, o tremor essencial e casos selecionados de Parkinson.

Em um ensaio clínico sobre Parkinson com predomínio de tremor, publicado na revista JAMA Neurology, 27 pessoas participaram da comparação. Após três meses, a melhora mediana na pontuação do tremor da mão avaliada foi de 62% no grupo tratado e de 22% no grupo que passou por uma simulação do procedimento. Esses percentuais mostram quanto a pontuação do tremor melhorou em cada grupo. A proporção de pessoas que ficaram livres do sintoma é outra medida.

O estudo também registrou efeitos adversos, como formigamento e alterações de coordenação, que persistiram em alguns participantes. Esses riscos fazem parte da avaliação individual, assim como o impacto do tremor na rotina e a resposta aos tratamentos já utilizados.

E o acesso pelo SUS?

Em outubro de 2026, a Folha de S.Paulo informou que o Einstein era o único hospital a oferecer o procedimento no país e que 34 pessoas haviam sido atendidas em 18 meses. Na ocasião, o Ministério da Saúde informou ao jornal que ainda não havia demanda para análise do HIFU pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A autorização sanitária e a incorporação ao SUS são etapas distintas. A avaliação para oferta na rede pública considera fatores como benefício clínico, custos e impacto no orçamento.

Para quem convive com um tremor incapacitante, voltar a assinar o próprio nome ou usar os talheres com mais autonomia pode fazer diferença. Com o atendimento concentrado em São Paulo, o acesso também depende de conseguir chegar ao serviço especializado e manter o acompanhamento depois do procedimento.

Fontes

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Nenhum comentário: