domingo, 27 de setembro de 2026
Curso gratuito de Acessibilidade Digital e Comunicacional
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Retinoblastoma: quando olhar nos olhos pode fazer toda a diferençal
O que é o retinoblastoma?
O retinoblastoma é um tumor maligno que se desenvolve na retina, estrutura localizada no fundo do olho e responsável por captar a luz e participar da formação das imagens que enxergamos.
É uma doença rara, porém é considerada o tumor maligno intraocular mais comum na infância. Atinge principalmente crianças pequenas, geralmente antes dos cinco anos de idade, e pode ocorrer em apenas um olho ou nos dois.
Por se tratar de uma doença que acomete crianças muito pequenas, muitas vezes são os pais, familiares ou cuidadores que percebem os primeiros sinais.
O principal sinal: a pupila esbranquiçada
Um dos sinais mais conhecidos do retinoblastoma é a leucocoria, popularmente chamada de “reflexo do olho de gato”.
Em uma fotografia feita com flash, por exemplo, enquanto um olho apresenta o reflexo avermelhado habitual, o outro pode aparecer com uma mancha ou reflexo branco ou amarelado na pupila.
Essa alteração não significa necessariamente que a criança tenha retinoblastoma, pois existem outras doenças oculares capazes de provocar um reflexo semelhante. Entretanto, uma pupila branca nunca deve ser ignorada e precisa ser avaliada rapidamente por um oftalmologista.
Outros sinais de atenção
Além da leucocoria, o estrabismo é outro sinal relativamente frequente. Também podem ocorrer, especialmente em quadros mais avançados, alterações como vermelhidão persistente, irritação ocular, alterações da visão ou protrusão do olho.
É importante lembrar que uma criança pequena nem sempre consegue dizer que não está enxergando bem. Por isso, observar os olhos e o comportamento visual da criança é fundamental.
A fotografia pode ajudar — mas não substitui o exame
Foi justamente a percepção de alterações nos olhos em fotografias que tornou o chamado “reflexo branco” bastante conhecido nas campanhas de conscientização.
Fotos podem, sim, servir como um sinal de alerta. Mas elas não substituem a avaliação médica. Se a família perceber uma alteração repetida no reflexo de um dos olhos, estrabismo que surgiu recentemente ou qualquer diferença incomum entre os olhos da criança, deve procurar um oftalmologista.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por meio de exame oftalmológico detalhado, com dilatação das pupilas, podendo ser necessários outros exames para avaliar o tumor e sua extensão, como ultrassonografia ocular e ressonância magnética.
Em crianças pequenas, alguns desses exames podem precisar ser feitos sob sedação.
Existe tratamento?
Sim. E é exatamente por isso que falar sobre diagnóstico precoce é tão importante.
O tratamento depende do tamanho e da localização do tumor, de a doença estar presente em um ou nos dois olhos e de existir ou não comprometimento de outras estruturas.
Entre as possibilidades estão quimioterapia, tratamentos com laser, crioterapia e outras modalidades especializadas. Em determinados casos, principalmente quando a doença está mais avançada, pode ser necessária a retirada do olho afetado para controlar o câncer e proteger a vida da criança.
Cada situação precisa ser avaliada individualmente por uma equipe especializada.
Diagnóstico precoce pode salvar a vida — e a visão
O retinoblastoma apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado e tratado adequadamente. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica informa taxas de cura superiores a 95%, embora o prognóstico dependa de fatores como o estágio da doença e sua eventual disseminação.
Quanto mais cedo o tumor é encontrado, maiores também podem ser as possibilidades de preservar o olho e, em determinados casos, parte da visão.
Por isso, campanhas como a De Olho nos Olhinhos têm um papel tão importante: ajudam pais e responsáveis a conhecer sinais que poderiam passar despercebidos.
Informação também é cuidado
Falar sobre câncer infantil nunca é simples. Mas conhecer o retinoblastoma não deve ser motivo para viver procurando sinais de doença nos olhos das crianças. Deve ser, acima de tudo, uma forma de saber quando procurar ajuda.
Uma pupila esbranquiçada, um reflexo diferente nas fotografias ou um estrabismo que apareceu de repente merecem atenção.
No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que informação acessível também é uma forma de prevenção e cuidado. Às vezes, um pequeno detalhe percebido no olhar de uma criança pode ser o começo de um diagnóstico precoce — e fazer uma enorme diferença em toda a sua história.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Lavanderias de autoatendimento e acessibilidade: o que precisa ser lembrado?
As lavanderias de autoatendimento estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas. São práticas, modernas e oferecem uma solução rápida para lavar e secar roupas. Mas, quando pensamos em acessibilidade, é importante observar se esses espaços realmente conseguem atender bem pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e qualquer pessoa que precise de mais conforto, apoio ou tempo durante o uso do serviço.
A experiência da Alessandra em uma lavanderia desse tipo mostrou pontos positivos, mas também alguns desafios que merecem atenção. O ambiente era limpo, organizado e moderno. A lavadora estava em uma altura acessível, o que facilitou bastante o uso. O pagamento pelo aplicativo também funcionou bem, com um processo relativamente claro.
Por outro lado, a secadora ficava na parte superior, em uma altura mais difícil de alcançar. Para uma pessoa com limitação de movimento, dor, baixa visão ou dificuldade de equilíbrio, isso pode exigir ajuda de outra pessoa. E quando um serviço depende da ajuda de terceiros, a autonomia fica reduzida.
Outro ponto importante foi a falta de um assento ou apoio durante o pagamento pelo aplicativo. Mesmo quando o processo é simples, ele pode exigir atenção, tempo e concentração. Para pessoas com deficiência, idosos ou pessoas com dor, ter uma cadeira ou um ponto de apoio faz muita diferença.
A acessibilidade não está apenas em colocar um símbolo na porta. Ela aparece nos detalhes: equipamentos em diferentes alturas, letras maiores nas instruções, bom contraste visual, sinalização clara, possibilidade de apoio físico e uma equipe preparada para orientar quando necessário.
Entre as sugestões que podem tornar lavanderias de autoatendimento mais inclusivas, destacamos:
- disponibilizar pelo menos uma secadora em altura acessível;
- oferecer cadeira ou ponto de apoio para quem precisa aguardar ou realizar o pagamento;
- manter instruções simples, com letras maiores e bom contraste;
- melhorar a sinalização visual e, quando possível, tátil;
- treinar a equipe para atender pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.
Quando um espaço é pensado com acessibilidade, ele não beneficia apenas um grupo específico. Ele se torna melhor para todos: para a pessoa idosa, para quem está com dor, para quem tem baixa visão, para quem tem dificuldade de locomoção, para quem está carregando peso ou simplesmente para quem precisa de um atendimento mais humano.
A experiência da Alê nos lembra que inclusão também se constrói no cotidiano. Uma lavanderia acessível não é luxo: é respeito, autonomia e acolhimento. Acessibilidade deve estar presente em todos os lugares, inclusive nos serviços simples do dia a dia.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autores responsáveis: Alessandra Frederico e José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
23 de Setembro — Dia Internacional das Línguas de Sinais: a inclusão começa pela comunicação
22 de Setembro - Dia Nacional do Atleta Paralímpico
No dia 22 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Atleta Paralímpico. A data foi instituída pela Lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, e passou a integrar oficialmente o calendário nacional. A escolha do dia também recorda a fundação do Comitê Paralímpico Internacional, criado em 22 de setembro de 1989, na Alemanha.
A comemoração ocorre logo depois do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. Essa proximidade reforça uma mensagem importante: o esporte paralímpico faz parte de uma luta mais ampla por acessibilidade, respeito, participação social e igualdade de oportunidades.
A origem do esporte paralímpico no Brasil
O movimento paralímpico brasileiro começou a ganhar forma no final da década de 1950. Em 1958, foram criados o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida, e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo, fundado por Sérgio Seraphin Del Grande. O basquete em cadeira de rodas teve papel fundamental nesse início.
O Brasil participou dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez em 1972, em Heidelberg, na então Alemanha Ocidental. A primeira medalha brasileira veio quatro anos depois, nos Jogos de Toronto, em 1976: Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a prata no lawn bowls, esporte semelhante à bocha praticado na grama.
A partir daqueles primeiros passos, construídos muitas vezes com poucos recursos e quase nenhuma visibilidade, o país desenvolveu uma estrutura paralímpica cada vez mais forte.
Conquistas que merecem ser celebradas
O Brasil tornou-se uma das grandes potências mundiais do esporte paralímpico. Atletas brasileiros conquistaram medalhas e recordes em modalidades como atletismo, natação, judô, bocha, halterofilismo, canoagem, tênis de mesa, goalball e futebol de cegos, entre tantas outras.
Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o país alcançou a melhor campanha de sua história: foram 88 medalhas — 25 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze. O resultado superou os 72 pódios conquistados tanto no Rio 2016 quanto em Tóquio 2020.
Mais do que os números, essas conquistas representam o talento, a disciplina e a dedicação de atletas, treinadores, atletas-guia, calheiros, profissionais de saúde, famílias e equipes técnicas. Representam também o trabalho de pessoas que, durante décadas, abriram caminhos para que as novas gerações pudessem encontrar melhores condições de treinamento e competição.
O que deve ser lembrado nesta data?
O Dia Nacional do Atleta Paralímpico não deve transformar o atleta em “herói” apenas por possuir uma deficiência. O atleta paralímpico é, antes de tudo, um profissional do esporte. Ele treina, compete, enfrenta cobranças, busca resultados e precisa ter seus direitos, sua carreira e sua competência reconhecidos.
A data também deve servir para combater o capacitismo. A deficiência não elimina o talento, a autonomia nem a capacidade de alcançar um desempenho esportivo de alto nível. Entretanto, também não devemos usar as conquistas dos atletas para afirmar que todas as pessoas com deficiência precisam “superar limites” ou realizar feitos extraordinários para serem respeitadas.
Toda pessoa com deficiência merece dignidade, acessibilidade e oportunidades, pratique ou não algum esporte.
Também é importante lembrar que o esporte não começa no pódio. Ele começa na escola, nos projetos comunitários, nos clubes, nas associações e nos espaços públicos acessíveis. Antes de representar o país, muitos atletas precisam descobrir que determinada modalidade existe e encontrar um local no qual possam praticá-la.
O que ainda falta conquistar?
Apesar dos avanços, o acesso ao esporte paralímpico ainda é desigual. Muitas crianças, adolescentes e adultos com deficiência não encontram atividades esportivas adaptadas perto de casa. Em diversas cidades faltam espaços acessíveis, equipamentos adequados, transporte, profissionais capacitados e programas permanentes de iniciação esportiva.
Também é necessário ampliar:
o esporte paralímpico dentro das escolas;
os projetos gratuitos de iniciação esportiva;
o acesso de pessoas com diferentes tipos de deficiência;
a participação de mulheres com deficiência;
a formação e a valorização dos profissionais;
o patrocínio para atletas e equipes;
a divulgação das competições durante todo o ano;
a acessibilidade nos locais de treinamento e nos eventos;
as oportunidades fora dos grandes centros urbanos;
o apoio aos atletas durante e depois da carreira esportiva.
A cobertura da imprensa também precisa ir além dos Jogos Paralímpicos. Os atletas continuam treinando, competindo e conquistando resultados entre uma edição e outra. A visibilidade permanente ajuda a formar público, atrair investimentos e apresentar o esporte paralímpico às novas gerações.
Conclusão
Celebrar o Dia Nacional do Atleta Paralímpico é reconhecer uma história construída com talento, trabalho e resistência. É comemorar medalhas e recordes, mas também lembrar os pioneiros e todas as pessoas que ainda procuram uma oportunidade para começar. O Brasil já conquistou um lugar de destaque no esporte paralímpico mundial; agora, precisa transformar esse sucesso em acesso permanente, da iniciação esportiva ao alto rendimento. Quando existem acessibilidade, investimento e oportunidades, o esporte não apenas revela campeões: ele ajuda a construir uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa para todos.

