quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O aceno inclusivo da primeira-dama




Ao lado do presidente eleito, Michelle Bolsonaro incorporou
intérprete de Libras em pronunciamentos do marido
– Reprodução/TV Globo
Tem mudado e se modernizado ligeiramente o perfil, mas ainda há uma certa praxe de embutir entre as funções das primeiras-damas ao redor do país um papel de apoio aos pobres e oprimidos.

Não raro elas ajudam a distribuir cadeiras de rodas, limpam menino ramelento em creches, dão papinha para velhos em abandono, tiram belas fotografias para calendários assistenciais e vão para casa felizes.

A futura primeira-dama da nação, Michelle Bolsonaro, 36, já anunciou que dará atenção às pessoas com deficiência, valendo-se de sua formação como intérprete de Libras, a língua brasileira de sinais, que a aproximou dos surdos, comunidade que tem demandas reprimidas diversas, como acesso à educação de qualidade, acesso ao conteúdo dos meios de comunicação e até aos serviços públicos básicos.

Ao lado do presidente eleito, Michelle Bolsonaro incorporou intérprete de Libras em pronunciamentos do marido – Reprodução/TV Globo
Para que um surdo usuário de Libras consiga ir a um especialista médico, por exemplo, é um deus nos acuda, pois haja gestos básicos para explicar ao paciente situações complexas como um problema neurológico ou alguma disfunção hormonal.

As questões que hoje envolvem entraves inclusivos e de acessibilidade dependem muito mais de visão técnica, de conhecimento de causa, de adesão tecnológica, de novas atitudes do que de apenas boa vontade e espírito solidário. O assistencialismo puro não muda condições de vida nem oferece novas oportunidades, ele apenas cuida, mantém.

Futura primeira-dama promete atenção voltada à pessoa
com deficiência – Pedro Ladeira/Folhapress
Não dá para saber que apito tocará Michelle Bolsonaro, mas uma demanda caríssima para parte das pessoas com deficiência auditiva ela tem atendido com louvor: que toda fala do marido, o presidente eleito Jair Bolsonaro, tenha a presença de um intérprete de Libras.

A realidade atual é que até mesmo em pronunciamentos oficiais de ministros, de governadores e do próprio presidente se faça “esquecido” o dispositivo legal que obriga que o conteúdo da fala, sempre de interesse público, seja disponibilizado em formatos que qualquer brasileiro entenda: a língua portuguesa, a língua de sinais, as legendas (parte dos surdos tem essa demanda) e, se for o caso, a audiodescrição para cegos.

É evidente que ter a dedicação da futura primeira-dama à temática da inclusão é elemento que pode fortalecer conquistas, mas é fundamental que ela tenha lido a cartilha das conquistas já negociadas, como a Lei de Cotas, a Lei Brasileira de Inclusão e que tenha em mente os mantras maiores da turma dos malacabados, “representatividade é fundamental”; “nada sobre nós, sem nós”.

Mais do que fazer pela pessoa com deficiência, o tempo é de dar oportunidades para que qualquer um consiga construir seu próprio caminho e isso passa por escolas inclusivas, convivência em todos os setores sociais, oportunidades e entendimento das diferenças.

Vários são os grupos que podem ser enquadrados no conceito de “coitadinhos” expresso pelo presidente eleito, que promete ser implacável contra sua formação e seu futuro. Penso que haja desconhecimento e falta de proximidade do futuro mandatário com a diversidade.

Assim como houve um interessante aceno de Michelle às pessoas com deficiência, talvez o tempo mostre que outros componentes do núcleo próximo ao futuro presidente também entendam alguma coisa em relação à pluralidade humana e à extrema necessidade de abraçá-la, apoiá-la e incentivá-la.



NOTA DO BLOG: A publicação do presente artigo dá-se a título meramente informativo. Em hipótese aluma, pretendemos  conduzir nossos leitores a pensar de uma ou de outra forma, no aspecto político.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Andres Lozano: mal de Parkinson, depressão e a chave que pode desligá-los


A estimulação cerebral profunda está se tornando muito precisa.
É uma técnica que permite aos cirurgiões implantarem eletrodos em quase qualquer área do cérebro e incrementá-las ou diminuí-las — como um sintonizador de rádio ou um termostato — para corrigir disfunções.
Um olhar dramático em técnicas emergentes, em que uma mulher com mal de Parkinson para instantaneamente de tremer e as áreas do cérebro erodidas pelo mal de Alzheimer retornam à vida.
No vídeo acima, Andres Lozano fala sobre a técnica aplicada e a solução de alguns casos, é espetacular.
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipe recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.
* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.
Autor:Vicente Carvalho

EPIs deverão ser adaptados para pessoas com deficiência

Alteração na Norma Reguladora nº 6, publicada nesta quinta-feira (25), obriga fabricantes e importadores a adequarem Equipamentos de Proteção Individual para PcDs

Uma alteração na Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6), publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU), determina que os fabricantes de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) os adaptem para o uso de pessoas com deficiência (PcDs). Até então, a norma não previa a adequação desses equipamentos para trabalhadores com deficiência.

Segundo a NR-6, EPI é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador destinado à proteção de riscos de segurança e saúde no trabalho. “Na última reunião da Comissão Nacional Tripartite, que trata da atualização da NR-6, ocorrida em 22 de maio deste ano, foi decidida uma alteração no item 6.8.1 da norma, incluindo essa obrigação para o fabricante, visto que havia muitas dúvidas quanto à responsabilidade sobre a adaptação após a publicação da Nota Técnica nº 150 da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). A nota buscou esclarecer questões relacionadas à Segurança e Saúde no Trabalho de pessoas com deficiência, em especial sobre a adaptação de EPIs”, explica o auditor-fiscal do Trabalho Joelson Guedes da Silva, chefe do Serviço de Normatização e Registros da Coordenação-Geral de Normatização e Programas – CGNOR, do Ministério do Trabalho.

Ele informa que, de acordo com a NR-6, os EPIs, de fabricação nacional ou importado, só podem ser postos à venda ou utilizados com a indicação do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente na área de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho. O empregador é obrigado a fornecer aos trabalhadores, gratuitamente, os EPIs adequados ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, e, agora, com as adaptações necessárias à pessoa com deficiência.

Ergonomia - Outra alteração ocorreu na NR 17, que trata de ergonomia. A atualização, também publicada no DOU desta quinta-feira, altera a redação do item 17.5.3.3, da norma. Pela nova redação, que passa a vigorar com a publicação da alteração, os métodos de medição e os níveis mínimos de iluminamento (intensidade da iluminação ou iluminância) a serem observados nos locais de trabalho são os estabelecidos na Norma de Higiene Ocupacional n.º 11 (NHO 11) da Fundacentro, que trata da avaliação dos Níveis de Iluminamento em Ambientes de Trabalho Internos.

Joelson Silva informa que, em 2013, com o cancelamento da norma técnica ABNT NBR 5413/1992, que disciplinava a matéria, iniciaram-se as dúvidas sobre a aplicação do item 17.5.3.3 da NR 17, que referenciava a referida norma. “A fim de sanar dúvidas, foi elaborada, à época, a Nota Técnica nº 224/CGNOR/DSST/SIT, que orientava os usuários a obedecerem os níveis de iluminamento contidos na norma técnica cancelada (ABNT NBR 5413/1992), até que a Fundacentro elaborasse Norma de Higiene Ocupacional – NHO, sobre o tema”. O auditor-fiscal salienta que as alterações publicadas no DOU foram aprovadas consensualmente pelas bancadas de governo, de empregadores e de trabalhadores na 94ª reunião da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP).

Fonte: Ministério do Trabalho via Contábeis

Autismo em Palavras - Dicas Importantes Deppois do Diagnóstico


Imagem obtida via Facebook.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Piloto canadense que sofreu grave acidente na Fórmula Indy confirma paraplegia



Através das redes sociais, Robert Wickens mostra recuperação do acidente sofrido em Pocono no mês agosto. Ele está sem os movimentos nas duas pernas

Por GloboEsporte.com 26/10/2018 11h46 Atualizado há 7 horas


Foto: Reprodução/InstagramO piloto canadense Robert Wickens confirmou nesta sexta-feira, através de suas redes sociais, que está paraplégico. Ele sofreu um grave acidente no GP de Pocono da Fórmula Indy em agosto, quando se chocou com o carro de Ryan Hunter-Reay, atingindo a cerca de proteção do circuito. O estado do piloto ainda era uma incógnita, apesar dos médicos terem confirmado que ele sofreu uma lesão na medula espinhal, além de diversas fraturas. - Fiz meu primeiro exercício como um paraplégico hoje. A parte superior do meu corpo está ficando mais forte a cada dia e espero que eu possa fazer isso sem ajuda em breve. Até agora, estou somente postando vídeos de pequenos movimentos nas minhas pernas, mas, na realidade, estou longe de conseguir andar por conta própria. Algumas pessoas ficaram um pouco confusas quanto à gravidade da minha lesão, então queria fazer com que vocês soubessem da realidade. Nunca trabalhei mais duro que isso por nada na vida. Há mais por vir, e estou dando tudo o que tenho para acender estes nervos na minha perna.

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