terça-feira, 23 de outubro de 2018

Nasce o rim biônico para dizer adeus à máquina de hemodiálise


Cientistas dos Estados Unidos estão preparando um rim artificial para implantar em doentes renais. Ele funcionará segundo a pulsação do coração dos pacientes e os liberará das máquinas de hemodiálise.

O rim biônico está prestes a entrar na fase de teste humano. Ele combinará elementos eletrônicos e orgânicos e terá um tamanho similar aos órgãos cuja função assumirá.

Este avanço significará uma grande melhoria na qualidade de vida para as pessoas que dependem do dispositivo de hemodiálise externo para sobreviver. Na hemodiálise, o sangue do paciente flui através de um filtro que remove resíduos prejudiciais, minerais e líquidos desnecessários. Desta forma, o sangue é retornado ao corpo do paciente, ajudando a controlar a pressão arterial e mantendo o equilíbrio adequado das substâncias químicas, como o potássio e o sódio.

O rim artificial está sendo desenvolvido por um grupo de universidades americanas sob o nome de Projeto do Rim (The Kidney Project - https://pharm.ucsf.edu/kidney) e será capaz de filtrar o sangue da pessoa com insuficiência renal continuamente, sem a necessidade de visitas ao hospital para sessões de 3 a 5 horas, como ocorre atualmente.

O novo rim artificial oferecerá uma nova esperança às pessoas cujos rins já não podem atender às necessidades do corpo e que estão à espera de um transplante.

"Estamos criando um dispositivo bio-híbrido que pode imitar o rim e é capaz de eliminar resíduos suficientes sem que o paciente precise fazer a hemodiálise", disse o Dr. William H. Fissell, nefrologista e professor da Universidade Vanderbilt (www.vanderbilt.edu) em Nashville (EUA).

O rim será implantado cirurgicamente e possuirá um microchip de silício que funcionará como um filtro, bem como células de rim vivas que, de acordo com o Dr. Fissell:

"Funcionarão sob o impulso do coração do paciente, filtrando a corrente sanguínea que passa por ele. A chave para este dispositivo é o microchip, que utiliza os mesmos processos de nanotecnologia de silício, que foram desenvolvidos pela indústria de microeletrônica para computadores e equipamentos de informática".

Ele será composto de componentes biológicos e tecnológicos e seu tamanho será semelhante ao de uma pequena lata de refrigerante. De acordo com seus criadores, este dispositivo está fora do alcance da resposta imune; isto é, das defesas do próprio organismo, afirmando que o corpo não o rejeitará.

Fissell ressalta que há uma longa lista de pessoas em diálise que estão ansiosas para participar do primeiro teste, que podem começar em breve e ser completado até 2020.


Fonte: GENTSIDE

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Menino de 13 anos cria tratamento para câncer de pâncreas: I.A.



Rishab Jain - Foto: CBS Interactive Inc
Um menino de 13 anos de Oregon, criou um tratamento de Inteligência Artificial – A.I. – para o câncer de pâncreas e venceu o Desafio Jovem Cientista, uma premiação dos EUA para estudantes do ensino médio.

Rishab Jain criou um algoritmo para localizar e rastrear o pâncreas em tempo real e assim, melhorar o tratamento da doença.

O algoritmo de Rishab melhora a precisão e aumenta o impacto do tratamento com radiação, de acordo com os organizadores da competição.

Rishab Jain - Foto: CBS Interactive Inc
Um menino de 13 anos de Oregon, criou um tratamento de Inteligência Artificial – A.I. – para o câncer de pâncreas e venceu o Desafio Jovem Cientista, uma premiação dos EUA para estudantes do ensino médio.

Rishab Jain criou um algoritmo para localizar e rastrear o pâncreas em tempo real e assim, melhorar o tratamento da doença.

O algoritmo de Rishab melhora a precisão e aumenta o impacto do tratamento com radiação, de acordo com os organizadores da competição.


Um dos principais desafios no tratamento com radiação é localizar o próprio pâncreas, que é muitas vezes obscurecido pelo estômago ou outros órgãos, resultando em células saudáveis atingidas.

O estudante da sétima série disse que começou o projeto no ano passado, quando descobriu que o câncer de pâncreas, a terceira principal causa de mortes por câncer, é devastador e cresce rapidamente.

“Ao mesmo tempo, eu também estava fazendo programação de inteligência artificial, então me perguntei se poderia combinar meu conhecimento em ambas as áreas”, disse Jain.

Ele foi um dos 10 finalistas. Disputou o primeiro lugar e um prêmio de $ 25.000.

Jain derrotou um aluno da oitava série do Sugar Land, Texas, que projetou um sistema de descarga de banheiro que usa água fresca e reciclada para conservar o consumo de água. Também ganhou de um menino da Califórnia que inventou um aplicativo que melhora a precisão de um arqueiro.

Os nove finalistas receberam US $ 1.000 cada e prêmios da Discovery Education e da 3M, patrocinadores do concurso.

A competição anual recompensa o pensamento científico e a imaginação na criação de soluções para problemas cotidianos que podem remodelar vidas.

O concurso envolve alunos da quinta à oitava série.

As crianças são acompanhadas por mentores que ajudam a transformar suas fantasias científicas em idéias práticas.

Com informações do InsideEditon / MNS

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Estudantes criam dispositivo para adaptar cadeira de rodas em bicicleta


Projeto é um dos finalistas da 12ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza que começa em outubro.
 01 de outubro de 2018
Última atualização: 14:43.
Da Redação 

Atentos às oportunidades do mercado de produtos voltados à inclusão de deficientes, seis alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Pref. Alberto Feres, de Araras, desenvolveram um dispositivo para acoplar cadeiras de rodas a bicicletas, proporcionando uma nova opção de lazer para pessoas com mobilidade reduzida.

Trata-se de um equipamento à base de aço de carbono para ser instalado no lugar do guidão e da roda, permitindo o encaixe da cadeira de rodas na parte da frente da bicicleta. Enquanto o ciclista pedala, ele controla a direção utilizando a própria cadeira de rodas.

Elaborado pelos estudantes Aldo Ventura, Carlos Aparecido Costa, Felipe da Silva, Gustavo Ricci, Matheus Uccella e Rafael Basqueira, do curso técnico de Mecânica, o projeto foi desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), orientado pelo professor Jorge Luiz Giorgiano.

Rafael explica que o experimento foi inspirado em um modelo europeu que custa cerca de mil reais. “O diferencial do nosso projeto é a fácil instalação, utilizando parafusos manípulos que dispensam o uso de ferramentas. Além disso, gastamos menos de R$ 150 em materiais para o protótipo. Em escala industrial, o preço para o consumidor final deve chegar a um valor ainda mais acessível”, ressalta. Os alunos buscam parcerias para fazer com que o projeto se transforme em um produto e seja comercializado.

 “O equipamento pode se tornar um grande aliado no tratamento médico, contribuindo também para a autoestima do cadeirante com uma nova possibilidade de diversão e lazer”, explica o orientador Jorge Giorgiano. “Curtir o vento no rosto durante uma pedalada é uma ótima terapia para qualquer pessoa”, acrescenta. Feira Tecnológica.

O kit para adaptação de cadeiras de rodas a bicicletas é um dos projetos selecionados para a 12ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), que ocorre em outubro. O grupo concorre na Categoria 5 –Tecnologia Industrial Mecânica e disputa também o prêmio extra de projetos voltados à inclusão.

“Com mais de 45 milhões de deficientes, somados ao envelhecimento da população no Brasil, o mercado de tecnologias assistivas atrai cada vez mais estudantes com ideias inovadoras querendo criar startups”, afirma a assessora de Inclusão da Pessoa com Deficiência do CPS, Alessandra Costa. 

A Etec de Araras apresentará ainda outros quatro trabalhos em diferentes categorias da Feteps: Aplicação Cosmética do Óleo Essencial de Jambo; Clima Organizacional como Prática Assertiva; Fabricação de Lápis com Bagaço de Cana-de-Açúcar; e Prensa Desaguadora.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Prêmio Brasil Sul De Moda Inclusiva


Neste mundo da moda inclusiva, meio que todo mundo se conhece. Realmente eu posso contar nos dedos quantos estilistas ou pessoas que trabalham com isso tem no Brasil, pelo menos os que estão se destacando de alguma forma. Alguns continuam sendo apenas amigos virtuais e outros eu já tive o prazer de conhecer. Um deles é o Cláudio Rio, idealizador do Prêmio Brasil Sul de Moda inclusiva, o concurso de Florianópolis-SC que está em sua 6º edição.

Pra quem não me conhece, sou Vitória Cuervo e trabalho com moda inclusiva desde 2009. Mais sobre meu trabalho aqui e aqui. Em 2016 eu fui jurada da 4º edição ao lado da atleta Daiane dos Santos, a designer Luisa Helena e do Laércio Ventura que trabalha com inclusão social. E eu me surpreendi positivamente com a quantidade de gente boa que estava concorrendo. O vencedor foi o Eli Golande, também gaúcho e apresentou um trabalho bem legal.

No mês de junho deste ano fui a convite de Cláudio para o lançamento do livro em braille “Um olhar diferente sobre a Moda” que teve a minha participação junto com outros vários profissionais da área, como por exemplo, a estilista carioca Silvana Louro que amei conhecer e que também foi convidada junto comigo e com a Daniela Auler que infelizmente não pode estar presente. Alás, a Dani é a responsável pelo Concurso Moda Inclusiva realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de SP que está em sua 10º edição (outro dia eu falo sobre isso). A estampa da capa é da Júlia Santos, vencedora da última edição do concurso.

Coisa boa conhecer tanta gente legal e que ainda por cima tem o mesmo propósito que tu. Aliás, recentemente eu, a Silvana, a Patrícia Sant’Anna e a Dariene Rodrigues demos uma entrevista bem bacana pro blog Vencer Limites do Estadão que pode ser vista nesse link.

Nesse evento em Floripa participamos de uma roda de conversa com algumas professoras do SENAC SC e foi muito bom compartilhar nossas histórias e trocar muitas idéias sobre o assunto moda e inclusão. É bem importante tu saber o que está de fato acontecendo no mercado e saber a visão de outras pessoas que também estão na mesma batalha que tu. E no final da conversa, vários alunos do curso de moda vieram falar conosco e demonstraram muito interesse nesse mercado de inúmeras possibilidades e que é super necessário.

Inclusive, quem tiver afim de trabalhar com isso, ou apenas matar a curiosidade de conhecer algo novo e quem sabe até curta a idéia, ainda dá tempo de se inscrever no concurso. As inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de setembro, ou seja, tem que correr!!! Mas sério, olha que oportunidade legal essa, vai que alguém descubra que é com isso mesmo que gostaria de trabalhar! Fora que é uma experiencia única, super válida e linda de viver.


Descrição da foto #pracegover: a capa do livro aberta. Na capa escrito o título do livro em vermelho, a estampa tropical com flores e um papagaio e ao fundo o mar.  Na contracapa está o estilista Ronaldo Fraga e um depoimento dele. Aparece também em ambas partes, a foto dos participantes do livro. Há algumas informações em braille na capa.

Não posso esquecer de agradecer O Vitor e o Renato da Estética Mara que me arrumaram para o evento antes de eu embarcar. E o Majestic Palace Hotel maravilhoso que me hospedou e que fez eu me sentir uma hóspede super VIP com os serviços e qualidade de primeira.

Quem quiser se inscrever entre em contato pelo email scmodainclusiva@gmail.com para solicitar a ficha de inscrição e boa sorte ♡

Obs. O concurso está aberto apenas para todo o Sul, SP, RJ e GO. Há planos para as próximas edições abrir para todo mundo.


Veja mais fotos no Ou Tudo Ou Moda.