segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dia Mundial da Trombose: informação e cuidado podem salvar vidas

13 de outubro é um convite para conhecer os riscos, reconhecer os sinais e tornar a prevenção acessível a todos.

Você sabe o que é trombose? Essa palavra pode parecer distante da nossa rotina, mas entender seu significado ajuda a procurar atendimento no momento certo.

O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, chama a atenção para a formação de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, que podem dificultar ou bloquear a passagem do sangue.

O que acontece no organismo?

A coagulação ajuda a estancar um sangramento quando nos machucamos. O problema surge quando um coágulo se forma dentro de um vaso e prejudica a circulação.

Na trombose venosa profunda, ele aparece em uma veia profunda, geralmente nas pernas. Uma complicação grave ocorre quando parte desse coágulo se desprende e chega aos pulmões, causando uma embolia pulmonar. Essa situação exige atendimento imediato.

Quais sinais merecem atenção?

Procure atendimento médico com urgência se perceber:

  • Inchaço novo, principalmente em uma só perna ou braço.
  • Dor ou sensibilidade na região.
  • Calor local.
  • Vermelhidão ou mudança na cor da pele.

Esses sinais podem ter outras causas, mas precisam ser avaliados. A trombose também pode ocorrer sem sintomas perceptíveis.

Falta de ar repentina, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio exigem atendimento de emergência, mesmo sem dor ou inchaço nas pernas.

Quem precisa de atenção especial?

Qualquer pessoa pode desenvolver trombose. Algumas situações aumentam o risco, como cirurgias, internações, longos períodos de imobilidade, viagens prolongadas, câncer, gravidez, pós-parto e uso de determinados hormônios. Quem já teve trombose também precisa informar esse histórico à equipe de saúde.

Prevenção que respeita cada corpo

No Cantinho dos Amigos Especiais, falar em prevenção também significa falar em acessibilidade.

Para quem tem mobilidade reduzida, a orientação precisa considerar suas possibilidades. Recomendar simplesmente “levante e caminhe” pode ser insuficiente. É necessário conversar com a equipe de saúde sobre formas seguras de movimento e outras medidas de proteção.

Ter uma deficiência não significa, por si só, ter trombose. O cuidado deve considerar fatores como imobilidade, doenças associadas, medicamentos e histórico individual.

Algumas atitudes ajudam a reduzir o risco:

  • Evite ficar longos períodos sem se movimentar, dentro das suas possibilidades e das orientações recebidas.
  • Em viagens prolongadas, faça pausas e movimente as pernas, quando isso for seguro.
  • Mantenha a hidratação, respeitando eventuais restrições médicas.
  • Antes de uma cirurgia ou internação, pergunte sobre seu risco de trombose.
  • Use meias de compressão e medicamentos preventivos somente com indicação profissional.

Esses cuidados reduzem riscos, mas não garantem proteção completa nem substituem a avaliação médica.

Informação também é inclusão

Orientações de saúde precisam chegar a todos: com linguagem clara, formatos acessíveis e espaço para perguntas.

A pessoa com deficiência deve participar das decisões sobre o próprio cuidado, recebendo informações que consiga compreender e utilizar.

Neste 13 de outubro, compartilhe conhecimento e incentive o cuidado. Reconhecer os sinais e buscar ajuda cedo pode fazer a diferença.

Conteúdo educativo. O diagnóstico e a prevenção individual devem ser orientados por profissionais de saúde.

Fontes consultadas:

sábado, 10 de outubro de 2026

Dia Mundial da Saúde Mental: acolher também é incluir


Neste 10 de outubro, o convite é ouvir sem julgar, combater o preconceito e defender o acesso ao cuidado.

Nem toda dor aparece no rosto. Às vezes, uma pessoa mantém suas atividades, conversa e sorri, enquanto enfrenta dificuldades que os outros desconhecem. Não precisamos adivinhar o que ela sente, mas podemos abrir espaço para que seja ouvida com respeito.

Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental busca ampliar a conscientização e mobilizar esforços para melhorar o cuidado. É uma oportunidade de conversar sobre um assunto que faz parte da vida de todos nós.

Saúde mental faz parte da saúde

A saúde mental envolve nossas emoções, nossos pensamentos, nossos vínculos e a maneira como enfrentamos as situações da vida. Ela vai além da ausência de transtornos mentais.

Cuidar desse aspecto da saúde não significa exigir felicidade constante. Há dias difíceis, perdas, preocupações e momentos de cansaço. Precisamos de espaço para reconhecer o que sentimos, sem vergonha e sem a obrigação de parecer bem o tempo inteiro.

Também é preciso evitar explicações simplistas. O sofrimento emocional não deve ser tratado como fraqueza, preguiça ou falta de esforço. A saúde mental depende de diferentes fatores, incluindo condições de vida, relações sociais e aspectos biológicos.

Inclusão também passa pelo cuidado emocional

No Cantinho dos Amigos Especiais, falar de saúde mental é também falar de dignidade, autonomia e participação.

Uma pessoa com deficiência não deve ser presumida triste, incapaz ou emocionalmente fragilizada por causa de sua deficiência. Cada pessoa tem sua história, seus recursos, seus desejos e suas necessidades.

Ao mesmo tempo, vale olhar para as barreiras que colocamos no caminho: uma conversa em que alguém é ignorado, uma decisão tomada sem sua participação ou um atendimento que não oferece uma forma acessível de comunicação.

Acolher exige perguntar, escutar e respeitar escolhas. Isso inclui falar diretamente com a pessoa e permitir que ela se expresse no seu tempo e da maneira que lhe for adequada.

Escutar sem diminuir a dor

Frases como “isso não é nada”, “tem gente pior” ou “é só pensar positivo” podem fechar uma conversa justamente quando alguém tenta pedir apoio.

Podemos trocar essas respostas por palavras mais cuidadosas:

  • “Quer conversar? Estou aqui para ouvir.”
  • “Como posso ajudar?”
  • “Você gostaria de companhia para procurar atendimento?”

Escutar não exige ter uma solução pronta. Às vezes, o primeiro gesto de cuidado é levar o relato a sério, sem comparações, interrogatórios ou conselhos impostos.

Também devemos respeitar quem ainda não quer falar. Acolhimento não é pressão para revelar sentimentos.

Fé, apoio e atendimento profissional

Para quem tem uma vivência religiosa ou espiritual, a fé pode ser uma fonte pessoal de conforto, esperança e sentido. Ainda assim, ninguém deve ouvir que seu sofrimento é consequência de “falta de fé”.

É possível valorizar a espiritualidade e buscar atendimento profissional. Esses caminhos podem conviver, respeitando as escolhas e as necessidades de cada pessoa.

O cuidado em saúde mental pode envolver diferentes profissionais e serviços, com acompanhamento coordenado conforme cada situação. O acesso a esse cuidado precisa ser digno, acessível e respeitoso.

Um compromisso para todos os dias

Descansar, cultivar vínculos e reservar momentos para atividades prazerosas são formas de autocuidado. Elas podem complementar o atendimento de saúde, sem colocar sobre a pessoa a responsabilidade de resolver tudo sozinha.

O Dia Mundial da Saúde Mental nos convida a observar como tratamos uns aos outros — em casa, no trabalho, nos serviços e nas redes sociais.

Podemos começar com menos julgamentos, mais escuta e respeito pelas diferenças.

Toda pessoa merece ser ouvida. Toda pessoa merece cuidado. E incluir também é criar espaço para que cada um possa dizer como está, sem medo de perder o respeito dos outros.

Compartilhe esta reflexão e ajude a construir conversas mais acolhedoras sobre saúde mental.


Fontes consultadas

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Acessibilidade comunicacional: cada mensagem precisa encontrar seu caminho

No Dia Mundial dos Correios, a lembrança das cartas de Central do Brasil nos convida a pensar em como as mensagens podem ser expressas, compreendidas e ouvidas.

No filme Central do Brasil, Dora, personagem de Fernanda Montenegro, escreve cartas ditadas por pessoas que não sabem escrever. A lembrança combina com o Dia Mundial dos Correios, celebrado em 9 de outubro, e nos leva a uma pergunta: como garantir que uma mensagem encontre um meio adequado para chegar a cada pessoa?

O filme não trata de deficiência. Ele é apenas um ponto de partida para pensar na importância da comunicação — e em como nem sempre uma única forma de transmitir uma informação serve para todo mundo.

A acessibilidade comunicacional envolve diferentes maneiras de receber e transmitir informações. A Lei Brasileira de Inclusão reconhece formas diversas de comunicação, como Libras, Braille, letras ampliadas, linguagem simples, recursos de áudio e comunicação aumentativa e alternativa. planalto.gov.br

Esses recursos podem fazer diferença em situações variadas:

  • Libras pode permitir que uma pessoa surda se comunique em sua língua.
  • Braille, letras ampliadas e leitores de tela podem ajudar pessoas cegas ou com baixa visão a acessar conteúdos escritos e digitais.
  • Audiodescrição apresenta, por meio de palavras, informações visuais importantes em filmes, eventos e outros conteúdos.
  • Comunicação aumentativa e alternativa reúne recursos e estratégias que apoiam pessoas que usam outras formas de se expressar, como símbolos, pranchas de comunicação ou dispositivos.
  • Linguagem simples ajuda a tornar mensagens mais claras e fáceis de compreender.
  • Acessibilidade digital inclui recursos que permitem navegar em sites e aplicativos com diferentes tecnologias assistivas e formas de interação. gov.br

As necessidades variam de pessoa para pessoa. Uma mesma pessoa pode preferir recursos diferentes conforme a situação. Por isso, é importante perguntar, respeitar a escolha e oferecer alternativas quando possível — em vez de presumir o que alguém precisa.

A comunicação acessível também não significa falar no lugar de alguém. Seu propósito é ampliar as possibilidades para que cada pessoa possa expressar suas ideias, fazer escolhas, compreender informações e participar das conversas e decisões que afetam sua vida.

Uma mensagem só chega de verdade quando pode ser recebida e compreendida por quem precisa dela. Às vezes, basta mudar o formato, o canal ou a linguagem. A acessibilidade comunicacional começa quando reconhecemos que há muitos caminhos para dizer, ouvir, ler e participar.

Fontes

  • Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146/2015, art. 3º: definição de comunicação. planalto.gov.br
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: exemplos de barreiras comunicacionais e recursos de acessibilidade. gov.br
  • W3C — Iniciativa de Acessibilidade na Web: como pessoas com deficiência usam a web. W3C
  • ONU: Dia Mundial dos Correios, celebrado em 9 de outubro. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Dia Mundial da Visão: cuidar dos olhos também é promover inclusão


8 de outubro de 2026 — Enxergar a importância da saúde ocular é também reconhecer os direitos das pessoas com deficiência visual.

A visão desempenha um papel importante em nossa vida. Por meio dela, percebemos cores, formas, movimentos e detalhes do mundo ao nosso redor. Entretanto, nem todas as pessoas enxergam da mesma maneira.

Algumas utilizam óculos ou lentes de contato. Outras convivem com baixa visão, doenças oculares ou cegueira.

No Dia Mundial da Visão, celebrado em 8 de outubro de 2026, o Cantinho dos Amigos Especiais convida seus leitores a refletirem sobre duas questões fundamentais: a importância da prevenção das doenças oculares e a necessidade de construir uma sociedade verdadeiramente acessível às pessoas com deficiência visual.

Por que existe o Dia Mundial da Visão?

A data é uma mobilização internacional voltada à conscientização sobre a saúde ocular, à prevenção da perda evitável da visão e à ampliação do acesso aos serviços oftalmológicos.

Em 2026, a campanha internacional Love Your Eyes (Ame Seus Olhos) destaca a importância do cuidado com a visão e do compromisso coletivo com uma assistência oftalmológica acessível a todos.

Uma das iniciativas deste ano, chamada Every Story Counts (Cada História Conta), incentiva as pessoas a compartilharem suas experiências com a saúde ocular.

Afinal, por trás de cada diagnóstico existe uma pessoa, uma família e uma história que merece ser ouvida.

Um problema que atinge bilhões de pessoas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas apresentam algum comprometimento da visão para perto ou para longe.

Em pelo menos 1 bilhão desses casos, a deficiência visual poderia ter sido evitada ou ainda não recebeu o atendimento necessário.

Entre as condições que podem comprometer a visão estão:

  • Catarata;
  • Glaucoma;
  • Retinopatia diabética;
  • Degeneração macular relacionada à idade;
  • Problemas de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo;
  • Doenças que afetam a retina, a córnea e outras estruturas dos olhos.

Algumas dessas condições podem ser corrigidas, tratadas ou controladas. Outras provocam limitações permanentes.

Por isso, o acompanhamento oftalmológico é fundamental.

Como cuidar da saúde dos olhos?

Algumas atitudes ajudam a proteger a visão e identificar problemas precocemente:

1. Consulte regularmente o oftalmologista. Mesmo quando não existem sintomas, exames podem identificar alterações importantes.

2. Não ignore mudanças na visão. Embaçamento, manchas, distorções e dificuldades visuais merecem avaliação profissional. Perda súbita da visão exige atendimento de urgência.

3. Controle doenças como diabetes e hipertensão. Essas condições podem comprometer a saúde dos olhos.

4. Proteja os olhos. Utilize óculos com proteção ultravioleta adequada e equipamentos de segurança quando necessários.

5. Evite a automedicação. Colírios e outros medicamentos devem ser utilizados conforme orientação profissional.

6. Cuide também da visão das crianças. Dificuldades para enxergar podem interferir na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento infantil.

Baixa visão não significa ausência de capacidade

Um ponto importante desta data é compreender que nem toda deficiência visual significa cegueira total.

Existem pessoas que conseguem perceber luzes, cores e movimentos, mas apresentam dificuldades para ler, reconhecer rostos, identificar obstáculos ou se locomover em determinados ambientes.

Outras possuem visão central preservada, mas enfrentam limitações na visão periférica.

Há ainda pessoas cuja visão se modifica conforme a iluminação, o contraste ou a progressão de uma doença.

A deficiência visual não é igual para todas as pessoas.

E nenhuma dessas condições elimina a capacidade de estudar, trabalhar, aprender, conviver e participar da sociedade.

Acessibilidade também é uma forma de cuidado

A saúde ocular não deve ser discutida apenas sob a perspectiva da prevenção.

Também precisamos falar das pessoas que já convivem com limitações visuais, sejam elas temporárias ou permanentes.

Promover inclusão significa garantir recursos como:

  • Textos ampliados e com bom contraste;
  • Leitores de tela e tecnologias assistivas;
  • Audiodescrição e descrição de imagens;
  • Materiais em braille quando necessários;
  • Ambientes com iluminação adequada;
  • Sinalização tátil e acessível;
  • Atendimento respeitoso e adaptado às necessidades de cada pessoa.

Esses recursos não são privilégios. São instrumentos de acessibilidade que favorecem a autonomia e a participação social.

Também é importante lembrar que uma pessoa com deficiência visual não deve ser tratada como incapaz ou dependente apenas por não enxergar plenamente.

Respeitar a autonomia é tão importante quanto oferecer ajuda.

Prevenir a cegueira e respeitar quem não enxerga

Existe uma reflexão que merece atenção especial.

Quando falamos sobre a prevenção da cegueira, estamos defendendo o acesso à saúde e a possibilidade de evitar perdas visuais sempre que isso for possível.

Mas prevenir a perda da visão não significa considerar a vida de uma pessoa cega ou com baixa visão menos valiosa.

A prevenção e a inclusão caminham juntas.

Quem pode preservar a visão deve receber os cuidados necessários. Quem já possui uma deficiência visual precisa encontrar condições para viver com dignidade, independência e oportunidades.

Uma sociedade inclusiva não exige que todas as pessoas enxerguem da mesma maneira.

Ela procura eliminar as barreiras que impedem cada pessoa de desenvolver suas capacidades.

Uma mensagem do Cantinho dos Amigos Especiais

Neste Dia Mundial da Visão, queremos deixar um convite:

Cuide de seus olhos. Incentive as pessoas que você ama a fazerem o mesmo. Valorize o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento profissional.

Mas também procure enxergar aquilo que muitas vezes passa despercebido: as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência visual em uma sociedade que ainda apresenta tantas barreiras.

Uma calçada malconservada, uma imagem sem descrição, um aplicativo inacessível ou uma informação apresentada apenas visualmente podem impedir alguém de exercer sua autonomia.

Cuidar da visão é importante. Garantir acessibilidade é indispensável.

Que o Dia Mundial da Visão nos ajude a construir um mundo com mais saúde, respeito, empatia e inclusão.

Cantinho dos Amigos Especiais — Porque inclusão também é aprender a enxergar o mundo pela perspectiva do outro.

Dia Mundial da Dislexia: compreender para incluir


8 de outubro — Dia Mundial da Dislexia

Imagine ter boas ideias, participar de uma conversa e compreender uma explicação, mas enfrentar grande esforço para ler um texto ou colocar essas mesmas ideias no papel. Para muitas pessoas com dislexia, situações assim fazem parte do cotidiano.

O Dia Mundial da Dislexia, celebrado em 8 de outubro, convida a sociedade a conhecer essas dificuldades, combater preconceitos e construir ambientes em que todos tenham oportunidades de aprender.

O que é dislexia?

A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem que pode afetar a leitura de palavras e a escrita, especialmente a ortografia. A pessoa pode apresentar dificuldades para ler com precisão, desenvolver fluência e relacionar letras aos sons da fala.

Essas dificuldades variam em intensidade e podem acompanhar a pessoa ao longo da vida. Ter dislexia não significa ter pouca inteligência, falta de vontade ou preguiça.

Por isso, frases como “é só prestar atenção” ou “você precisa se esforçar mais” podem machucar quem já está fazendo um grande esforço para aprender.

Quais sinais merecem atenção?

Algumas dificuldades podem indicar a necessidade de uma avaliação:

  • Leitura lenta, com muito esforço ou erros frequentes.
  • Dificuldade para associar letras aos sons.
  • Dificuldade para reconhecer rimas e soletrar palavras.
  • Erros persistentes de ortografia.
  • Dificuldade para compreender um texto porque o esforço para ler as palavras consome muita atenção.

A dislexia não se resume à troca de letras. Um sinal isolado não confirma o diagnóstico, e outras situações também podem interferir na aprendizagem. A avaliação deve considerar o histórico e o conjunto das dificuldades da pessoa.

Identificar cedo faz diferença

Quando as dificuldades são percebidas e investigadas, é possível iniciar o apoio adequado e evitar que os obstáculos se acumulem.

O acompanhamento especializado e o ensino ajustado às necessidades da pessoa ajudam a desenvolver habilidades e estratégias de aprendizagem. A identificação precoce também permite cuidar dos impactos que essas dificuldades podem ter na autoestima e na vida escolar.

Uma criança que demora para ler precisa ser ouvida e apoiada. Um adolescente que evita atividades de leitura merece acolhimento. Um adulto com dificuldades persistentes também merece atenção.

Inclusão também acontece na maneira de ensinar

Uma escola acolhedora reconhece que os estudantes podem precisar de diferentes formas de acesso ao conhecimento. O apoio deve ser planejado conforme as necessidades de cada pessoa e pode combinar ensino especializado, recursos de acessibilidade e ajustes nas atividades.

Na convivência, atitudes simples ajudam a construir esse acolhimento:

  • Evitar comparações e comentários que constranjam.
  • Não transformar a leitura em público em motivo de exposição.
  • Explicar as tarefas com clareza e verificar se foram compreendidas.
  • Reconhecer o esforço, os avanços e as capacidades do estudante.
  • Manter diálogo entre a pessoa, a família, a escola e os profissionais envolvidos.

Acolher começa por escutar.

Uma pessoa é muito mais do que sua dificuldade

Ninguém deve ser definido por uma leitura lenta ou por um erro de ortografia. Pessoas com dislexia têm interesses, conhecimentos, talentos e projetos de vida que merecem ser reconhecidos.

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que a inclusão se fortalece quando trocamos o julgamento pela compreensão e oferecemos condições para que cada pessoa participe e aprenda.

Neste Dia Mundial da Dislexia, fica o convite: conhecer melhor, respeitar as diferenças e ajudar a remover as barreiras que dificultam a aprendizagem.

Aprender pode exigir caminhos diferentes. Todos merecem respeito, apoio e oportunidades.