terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Menino com Síndrome de Down toca violino e fala 4 línguas

A história de um jovem de 16 anos está impressionando milhares de pessoas nas redes sociais no mundo inteiro.


Trata-se de Emmanuel Joseph Bishop, um adolescente com Síndrome de Down que toca violino e fala 4 línguas: inglês, espanhol, francês e o latim.

Educado na casa dos pais, que nunca duvidaram das suas capacidades físicas e cognitivas, Emmanuel aprendeu muito cedo a ler e descobriu a sonoridade do violino com apenas 6 anos.
Lutando contra preconceitos e estigmas, o jovem mostra que não deve nada a muitos jovens da idade dele.
Para provar que ter Down não o impede de ser tão bom – ou melhor - que os outros, Emmanuel tem participado de conferências pelos quatro cantos do mundo.
Nelas, ele conta sua experiência de vida e os seus interesses por esporte e música.

Iniciativa que inspira crianças que também nasceram com a síndrome. 

Absurdo

 Mesmo com todas essas provas de talento e sensibilidade de Emmanuel e outras pessoas que nascem com Down, vários países ainda têm leis que permitem o aborto de fetos diagnosticados com a síndrome.

No vídeo o jovem Emmanuel toca violino com a Antalya State Symphony Orchestra.



Fonte: Só Notícia Boa
Imagem produzida com inteligência artificial.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desafinados (?) II - Alguém resolveu cantar no nosso tom!

Não resta a menor dúvida. Tem algumas coisas que, para nós, pessoas com algum tipo de limitação, seja qual for, só tem um jeito de conseguirmos: boca no trombone.

No dia 17 de Outubro de 2013, postamos aqui uma pequena "crônica", contando a nossa saga em busca de um motel que oferecesse a mínima possibilidade de acesso a um casal com deficiência(s) física e visual.

Entenda a história!

É com grande alegria que damos, agora, a notícia de que o Só Love Motel conta, desde novembro, com suítes inteiramente adaptadas para o uso por casais em que um dos dois ou, até mesmo, os dois tenha(m) qualquer tipo de limitação. A acessibilidade e o conforto das suítes adaptadas e, até mesmo a maneira como somos recebidos fazem com que sempre tenhamos prazer em voltar lá.

A quem interessar possa...


Serviço: 
Só Love Motel
Avenida do Estado , 6829 , Ipiranga, São Paulo - SP.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Acessibilidade e Ética - Fatos e Questões


Ontem à noite, no HSBC Brasil (São Paulo), o ator Marcelo Serrado apresentou seu espetáculo de humor stand-up "Tudo É Tudo e Nada É Nada". A apresentação contou com recursos de acessibilidade para deficientes visuais (audiodescrição) e auditivos (intérprete de LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais).

Sobre a peça:
O espetáculo mistura stand up e show de humor. Marcelo Serrado, sucesso na TV e também no teatro, conta fatos do cotidiano, acontecimentos pessoais e observações particulares sobre a vida, as pessoas e as coisas através de histórias curiosas, as dificuldades e situações engraçadas enfrentadas na profissão de ator, e ainda uma paixão da adolescência.
(Fonte: Ver Com Palavras).

Logo na entrada, fomos encaminhados a um "stand" da Ver Com Palavras, empresa responsável pelo serviço de audiodescrição para o espetáculo, onde nos foi entregue um dispositivo sonoro através do qual, ao longo do espetáculo, seria feita uma descrição do cenário, dos figurinos utilizados no espetáculo e, também, da expressão corporal e movimento do(s) ator(es) em cena.

Meia hora antes do início do espetáculo propriamente dito, cada um dos usuários do dispositivo foi nominalmente saudado e, logo após, ouviu uma pequena apresentação da empresa e (o mais interessante) uma pequena descrição da casa de espetáculos HSBC Brasil, o que não costuma acontecer nas apresentações em que o recurso não é utilizado.

Com relação à audiodescrição, houve momentos em que falava junto com o ator, o que acaba fazendo com que o ouvinte perca trechos da fala para prestar atenção ao que está sendo dito pela audiodescritora. Uma sugestão seria que a(s) pessoas(s) encarregada(s) da audiodescrição assistam a uma ou duas apresentações da peça sem o recurso para avaliar a necessidade e os momentos ideais para intervenção.

Já no que se refere à presença de um(a) intérprete de LIBRAS (essa sim, essencial para a compreensão do espetáculo por parte de pessoas com deficiência auditiva), o trabalho foi perfeito. Desnecessárias seriam, talvez, as constantes referências do ator à intérprete da linguagem de sinais, nem sempre tão "palatáveis" para quem tem deficiência auditiva ou qualquer outro tipo de limitação. Mas isso não nos cabe aqui julgar - deixemos para os críticos de arte. Fica, sim, uma indagação a título de curiosidade: será que, quando se faz alguma espécie de "gozação" em relação aos deficientes auditivos, é feita uma "filtragem" pelos intérpretes de LIBRAS e a parte "menos adequada" do discurso é eliminada ou ele chega "sem censura" aos ouvidos (ops....aos olhos) de quem não ouve? Autores, diretores, produtores e audiodescritores, reflitam!

No geral, louve-se a iniciativa de tentar a inclusão de pessoas com deficiência nas platéias. Mas é importante saber que ainda há um gigantesco caminho a ser percorrido por todos rumo a um nível "quatro ou cinco estrelas" no quesito acessibilidade.

(Postado por Alessandra Frederico às 09:14)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Vale(u) a pena "chiar"!


Quando se fazem críticas a alguém como as que fizemos na última postagem, é porque existem razões de sobra para isso e, além do mais, é interessante que outras pessoas nas mesmas condições saibam pelo que passamos para não terem os mesmos aborrecimentos. Por outro lado, quando são tomadas medidas no sentido de modificar o que mereceu nossas críticas, é justo e necessário fazermos os devidos elogios.

Sexta-feira (18), voltamos ao HSBC Brasil,  para assistirmos ao show da maravilhosa cantora Beth Carvalho. Poderíamos tecer todos os elogios que o show e as músicas do novo CD merecem, mas isso é assunto para outros espaços na Rede. Aqui, o que gostaríamos de elogiar é a mudança radical no tratamento às pessoas com deficiência por parte do HSBC Brasil.

Logo na entrada, dois soldaos do Corpo de Bombeiros nos auxiliaram no desembarque do táxi, levando-nos até a entrada do HSBC Brasil. Lá chegando, fomos recebidos pela própria gerente (a mesma moça que nos socorreu - sim, a palavra é essa! - da outra vez). Ela viu nossos ingressos e, percebendo que não era um dos locais mais adequados para pessoas nas nossas condições, providenciou, imediatamente, uma mesa mais próxima ao palco, aos sanitários, enfim: um local que se pode dizer privilegiado. Diga-se de passagem que o atendimento por parte dos garçons também melhorou consideravelmente. Cantamos, dançamos, nos divertimos com todo o conforto e segurança durante todo o show. Na saída, vieram novamente os dois bombeiros para nos conduzirem até a saída do teatro e aguardaram conosco a chegada do táxi que nos levaria de volta para casa.

Só nos resta agradecer à equipe do HSBC Brasil (a pessoa a quem nos referimos sabe que é a ela que nos dirigimos) de duas formas: em nosso nome, por toda a atenção a nós dispensada. E em nome da população em geral, pelos problemas que ela deixará de ter devido a tudo o que vocês fizeram para melhorar a casa.

Conclusão: leitores, quando vocês passarem por situaçõe perigosas e/ou constrangedoras em qualquer evento / estabelecimento público, façam como nós: comuniquem-se por todos os canais possíveis. Alguém, em algum lugar, de algum jeito, irá ouvi-los, espalhando o apelo que, de algum jeito, vai chegar aos ouvidos de quem deve. Senhores proprietários / administradores de estabelecimentos destinados ao grande público, estejam atentos à "voz rouca das ruas e das redes". É o melhor canal para vocês saberem como anda, de fato, o serviço oferecido por vocês.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Desafinados?

"(...)no peito dos desafinados, também bate um coração." (João Gilberto / Tom Jobim)

Certo cidadão e sua companheira, já com um bom tempo de relacionamento, tiveram a ideia de, pela primeira vez, sair pela maior cidade da América Latina à procura de um lugar, onde, digamos assim, pudessem acrescentar ao namoro aquela pimentinha que o dia-a-dia, por vários motivos, não lhes permite saborear..

Como quis o destino que nenhum dos dois dirigisse, o jeito foi contar com a amizade de um taxista que, para eles, já nem é mais um simples profissional do volante, dada a freqüência com que solicitam seus serviços (afinal - convenhamos - , é bem mais fácil contar com a amizade de um motorista que com uma "forcinha" de um amigo ao volante. Sem contar com a discrição do primeiro, quase nunca presente no segundo.

Resolvida a questão "logística", teve início a saga da busca. O objetivo era encontrar uma "love house" com as condições mínimas necessárias a um casal com certas exigências em termos de acessibilidade. Não dá para dizer se foi mais difícil encarar as barreiras arquitetônicas dos locais ou as barreiras impostas, já nas "recepções", por pessoas que pareciam jamais haver visto alguém com qualquer tipo de limitação física ou sensorial. Quando indagadas sobre se havia, nos estabelecimentos, acomodações para "pessoas com necessidades especiais", dava tristeza ver as caras de espanto. Mais triste ainda era ver, em alguns, a nítida vontade de colocar dali para fora aqueles "seres estranhos", diferentes da população dita "normal", cuja procura era tanta que lhes permitia tratar com desdém as pessoas "fora do padrão". Faltou pouco para perguntarem o que um casal "com limitações" fazia ali. Como diz um amigo meu, isso não é recepção....é decepção.

A cena constrangedora repetiu-se em, pelo menos, cinco dos seis estabelecimentos visitados.  Justiça seja feita, pelo menos em um deles, a pessoa que os recebeu convidou-os a visitar as instalações e lamentou não lhes poder proporcionar as condições de que necessitavam. Se essa pessoa trabalhasse no último local visitado, talvez até fizesse por onde os planos darem certo. Mas....

De volta para casa, já meio desanimados, resolveram os dois apelar para a Internet.  Pelo que sei, conseguiram achar um local que, pelo menos a julgar pelas fotos publicadas no site, tem as características que os dois procuram. Mas isso, só conto a vocês quando eles me contarem como foi o que ainda será.