quinta-feira, 4 de julho de 2019

Personagem autista é capa de nova revista da Turma da Mônica


Menino André vem aparecendo cada vez mais nas histórias para que as famílias passem a entender melhor as crianças nesta condição especial

Edição de nº 51 da revista Turma da Mônica - Foto: Divulgação/Way ComunicaçõesUm personagem autista ganhou destaque na capa da revista da Turma da Mônica de julho. Criado em 2003, principalmente para conteúdos institucionais, o menino André vem aparecendo cada vez mais nas histórias para que as famílias passem a entender melhor as crianças nesta condição especial, também chamada de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A revista Turma da Mônica nº 51, da Editora Panini, é intitulada "Tem lugar pra todo mundo nessa turma". A história se passa durante as comemorações dos 60 anos dos Estúdios Mauricio de Sousa, que recebe a visita de André. Depois de descobrir uma passagem secreta, o menino vai se aventurar com a "turminha" mais conhecida do Brasil.

No decorrer da história, ele repete frases ou palavras que ouve de outras pessoas ou da TV. É assim que a equipe de Mauricio de Sousa mostra um dos sintomas do autismo, conhecido como ecolalia.

“A participação cada vez maior do André nas histórias da Turminha é importante para mostrar para a criançada de um jeito lúdico como todos ganham ao conviver com as diferenças", diz Mauricio de Sousa. "Além disso, temos muito fãs dentro do Transtorno do Espectro do Autismo e queremos que eles se sintam representados".

Para o editor da Revista Autismo, Francisco Paiva Jr., a presença do personagem na revista provoca um processo de conscientização mais natural sobre autismo. Ele afirma que essa forma de apresentar o tema é diferente das cartilhas e materiais mais didáticos, que são voltados ao público em geral, não só aos já interessados no assunto. "Contribui com o diagnóstico e tratamento precoces", afirma Francisco Paiva Jr.

A revista Turma da Mônica 51 já nas bancas. Também é possível ler algumas páginas da história no site www.revistaautismo.com.br.

Fonte: TERRA

3 plantas MATADORAS para DIABETES!


3 plantas MATADORAS para DIABETES!
Fonte: YouTube

Projeto cria código de cores para bengalas de deficientes visuais


Data: 03/07/2019 - 13:02:10


CURITIBA - PR - Criar um código de cores para que pela bengala utilizada já se saiba qual o tipo de deficiência visual de cada pessoa. É o que propõe o vereador Pier Petruzziello (PTB), em iniciativa registrada no dia 17 de junho na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Pela proposição (005.00124.2019), pessoas cegas usariam bengalas da cor branca, ficando a cor verde para identificar baixa visão e bengalas brancas e vermelhas para pessoas com surdocegueira (perda auditiva e visual concomitante).

Segundo o parlamentar, países como Argentina e República Tcheca já utilizam código de cores semelhante. “Todas as bengalas possuirão iguais características em peso, longitude, empunhadura elástica, rebatibilidade, podendo ou não conter na última anilha uma luz de led, que facilitará na visão noturna ou uma esfera para melhor desempenho de mobilidade”, explica, diz Petruzziello na justificativa. O texto do projeto estipula que o poder público fará publicidade dessas diferenciações, principalmente para conscientizar os agentes públicos.

Para o vereador, “dada a importância da efetiva inclusão e independência das pessoas com deficiência visual,”, a medida é positiva, “uma vez que a cor da bengala utilizada auxilia a sociedade em suas ações, bem como no tratamento igualitário que deve ser dispensado a tais pessoas”.

Tramitação 

Após o protocolo da proposição no Legislativo e a leitura no pequeno expediente de uma sessão plenária, o projeto de lei começa a tramitar na Câmara de Curitiba. Primeiro a matéria recebe uma instrução técnica da Procuradoria Jurídica e depois segue para as comissões temáticas do Legislativo. Durante a análise dos colegiados, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revisões no texto ou o posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo teor do projeto. Depois de passar pelas comissões, segue para o plenário e, se aprovado, para sanção do prefeito para virar lei.

Texto: João Cândido Martins
Revisão: José Lazaro Jr.
Reprodução do texto autorizada
mediante a citação da Câmara Municipal de Curitiba

Empresa Cria Sapato com GPS para Monitorar Idosos e Pessoas com Problemas de Memória


Produto é acompanhado de app que mostra a localização do usuário do calçado em tempo real

Com o Smart Sole, pessoas com necessidades especiais podem ter sua localização monitorada via app e GPS (Foto: Divulgação/Smart Sole)
Quem cuida de pessoas idosas ou com algum tipo de desordem mental nem sempre consegue estar com elas em 100% do tempo. E se elas também não estão com um celular, ou não conseguem usar um, como se certificar de que não se perderam? A americana GTX Corp endereçou este problema criando solados inteligentes de calçados com GPS, que permitem monitorar à distância a localização de crianças e idosos com doenças como Alzheimer ou demência.

O Smart Sole, nome dado ao produto, começou a ser concebido ainda em 2002 pela empresa, que se descreve como a “primeira companhia de dispositivos usáveis com GPS do mundo”. “Nossa inspiração foram as milhões de pessoas com Alzheimer, demência, autismo e traumas cerebrais que possuem problemas de memória e tendem a se perder se ficam sozinhas”, descreve o CEO Patrick Bertagna no site da empresa.

Segundo a empresa, mais 100 milhões de pessoas no mundo todo precisam de acompanhamento constante em função de diversos problemas que afetam a memória. O número tende a crescer para 277 milhões até 200, segundo o Relatório Anual de Alzheimer.

A preocupação era com essas pessoas ficarem desacompanhadas em casa, e acabarem conseguindo sair sem rumo pelas ruas. Com o avançar da tecnologia e a febre dos smartphones pelo mundo, logo se tornou mais fácil conceber como os responsáveis pelos doentes – e pelas crianças, que também podem se perder mais facilmente – poderiam monitorá-los.

Aparelho discreto é inserido dentro do solado e transmite sinal para o responsável pelo usuário (Foto: Facebook/SmartSole)
O solado inteligente não é só um chip, mas “um minúsculo celular dentro do sapato”, descreve a GTX. Ele usa a rede celular para se comunicar, requere um plano de telefonia e precisa ser recarregado diariamente. Ele estando online, os responsáveis podem monitorar em tempo real a localização de quem usa os sapatos utilizando um login e senha protegidos.

O sistema também envia automaticamente e-mails e SMS para os cuidadores, caso o usuário do calçado saia da área de monitoramento. O solado é vendido em vários tamanhos adultos e infantis, e possuem um formato padrão que se encaixa nos sapatos e tênis casuais mais comuns.

Depois de patentear a tecnologia e lançar seu próprio dispositivo, a GTX Corp viu a solução ser adotada por outras companhias, que em alguns casos inserem os solados em sapatos que são comercializados de forma conjunta. A japonesa Wish Hills é uma delas.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Comissão aprova inclusão de mudos e gagos entre pessoas com deficiência


Texto defende as dificuldades de comunicação e expressão no rol de impedimentos que podem obstruir a participação plena e efetiva do cidadão na sociedade em igualdade de condições

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (3) projeto que altera a Lei Brasileira de Inclusão/Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146 Site externo, de 2015) para incluir mudos e gagos entre pessoas com deficiência. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 311/2018 Site externo, que determina a medida, segue para a análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

A proposta insere as dificuldades de comunicação e expressão no rol de impedimentos que podem obstruir a participação plena e efetiva do cidadão na sociedade em igualdade de condições. O texto recebeu voto favorável do relator, senador Flávio Arns (Rede-PR).

“A definição legal e constitucional da pessoa com deficiência a caracteriza como aquela cujo impedimento de longo prazo pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. É evidente que o mudo e o gago, em várias situações, não se encontram em igualdade de condições com as demais pessoas. Não se pode negar que, no mercado laboral, tais pessoas não saem do mesmo ponto de partida que aqueles com discurso desembaraçado”, argumenta Arns no parecer.

O PLS 311/2018 acompanha a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIF), aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2001, o documento considera a gagueira como uma deficiência.

A CDH dará decisão terminativa sobre o projeto — ou seja, se for aprovado, o texto seguirá diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário do Senado, a menos que seja apresentado recurso para isso.