terça-feira, 8 de outubro de 2019

UNO ganha versão em braille e agora pessoas cegas também podem jogar!



A mudança é especial porque o UNO deixa de ser um jogo essencialmente visual e passa a ser acessível para outras 39 milhões de pessoas cegas mundo afora.

Por Gabriel Pietro
4 dias atrás

O popular jogo de cartas UNO, que em 2021 completa 50 anos, vai ganhar uma repaginada no visual e a inclusão do braille em todas as suas 108 cartas.

A Mattel, responsável pela produção do jogo, se uniu à National Federation of the Blind (Federação Nacional dos Cegos, em tradução livre), dos Estados Unidos, para a criação das peças.

Trata-se da segunda mudança inclusiva do UNO. Em 2017, as cartas foram repensadas para que os daltônicos também pudessem participar das brincadeiras.

UNO para todos

A mudança é especial porque o UNO deixa de ser um jogo essencialmente visual e passa a ser acessível para outras 39 milhões de pessoas cegas mundo afora.

Batizada de “UNO Braille”, a nova versão vem com uma apresentação em braille na própria caixa, além de ter informações sobre o jogo no verso das cartas e informações sobre cada carta especificamente.

O jogo já está a venda nos Estados Unidos por 10 dólares. Ainda não há informações de quando estará disponível no Brasil.




Fonte: Publicitários Criativos/
Colaboração: Virginia Guabiraba

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Engenheiro cego cria bengala que usa o Google Maps para ajudar pessoas cegas



O uso da tecnologia para ajudar pessoas em seu dia a dia vem se tornando cada vez mais comum. Aparelhos como o GPS, o celular, o microondas são algumas das milhares dessas inovações que hoje em dia, viraram reais dependência ao ser humano.

A tecnologia aliada a rotina de pessoas com deficiências são verdadeiras facilitações aos desafios cotidianos que vivem.

Um engenheiro com deficiência visual, Kursat Ceylan, que é o CEO e co-fundador da Young Guru Academy (YGA), inventou com o pensamento de melhorar a vida tanto dele quanto de outros deficientes visuais, uma espécie de bengala inteligente chamada WeWalk, para ajudar as pessoas cegas a navegar pelos arredores muito mais eficientemente quando estão por conta própria.

A bengala é equipada com alto-falantes embutidos, assistente de voz, Google e sensores que enviam vibrações para alertar sobre obstáculos acima do nível do peito.

Fonte indicada: Bored Panda

BRAILLE TUTORS - APLICATIVO PARA TREINAR BRAILLE #baixavisão

Fonte: YouTube
Colaboração:Grupo Amigos da Bengala Verde (What´sApp)
Para baixar o Braille Tutor, abra o Google Play no seu Android e entre aqui.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

'Diário de Escola': No ABC, escola estadual oferece lupa eletrônica e impressora em braile a alunos cegos ou com baixa visão



Escola Inah de Mello, em Santo André, é considerada um polo de apoio ao deficiente visual.




Por Glória Vanique, Bom Dia SP
03/10/2019 06h31


Aparelho amplia as letras para alunos com baixa visão — Foto: TV Globo/ReproduçãoA professora de educação especial Shirley Monteiro Maciel explica que os alunos podem frequentar a sala de recursos por dez horas semanais. “A gente faz um grupo, grupos produtivos, então quem é do ensino fundamental 2 frequenta num dia, quem é do ensino médio vem em outro e a gente faz uma suplementação, de matérias. Muitas vezes o professor antecipa essas matérias.”









'Diário de Escola': escola de Santo André é referência na inclusão de alunos cegos

A Escola Estadual Professora Inah de Melo, em Santo André, proporciona aos seus alunos vivenciar um mundo diferente. A escola é considerada um polo de apoio ao deficiente visual no ABC paulista.

A escola tem 1.300 alunos, parte deles com algum tipo de deficiência. São 14 alunos cegos ou com baixa visão. O colégio conta com uma sala de recursos, onde os alunos com deficiência visual conseguem complementar tudo aquilo que aprendem em sala de aula.

Saiba como propor projetos para as escolas públicas de SP

A série Diário de Escola apresenta projetos que estão promovendo mudanças positivas em escolas públicas de São Paulo. Ideias para aprimorar o ensino de matemática, aumentar a participação da comunidade escolar na gestão das instituições, combater a evasão e a violência escolares, são alguns exemplos.

Veja as reportagem da série Diário de Escola

A sala tem uma série de equipamentos que ajudam os alunos, como por exemplo uma lupa eletrônica que amplia os textos de livros e serve para alunos que têm baixa visão.

Também tem lupa manual para os alunos com baixa visão poderem ler livros didáticos e um scanner que reproduz em áudio os textos. A sala oferece ainda duas impressoras em baile.

“Aqui é completamente diferente. Não me sinto só, sou bem acolhida por todos”, diz a aluna Milena Fernanda Paulucci da Silva, de 17 anos.


“Aí eu preparo esse material, antecipo com ele, para quando ele entrar na sala de aula e o professor estiver trabalhando isso com todos os amigos, ele também esteja dentro do contexto, no mesmo momento, pra que ele possa acompanhar.”

O aluno Ricardo Campos de Sousa, de 14 anos, tem baixa visão e não consegue enxergar as letras pequenas. Ele usa equipamentos que ampliam as letras.

“Fica mais fácil de fazer a prova em 50 minutos, em vez de esperar duas ou três horas tentando ler.”

Júlia Dias Anjos, de 16 anos, diz que as maiores dificuldades que enfrentaria se não tivesse esse recurso ia depender muito mais dos colegas de classe para ditar um texto.

Aluno cego lê texto em braile — Foto: TV Globo/Reprodução“Eu não consigo enxergar um livro comum ou a lousa. Então com esses recursos é muito mais rápido.”

As máquinas em braile também vão para as salas de aula e viram os cadernos de anotação. Os alunos com deficiência sempre buscam ter o máximo de independência e também de interação. Na escola inclusiva, os deficientes visuais recebem apoio dos colegas e dos amigos que não têm problemas de visão.

“Você não fica jogado, não fica sem fazer nada”, diz o aluno Guilherme Felício, de 16 anos.

São esse alunos que ditam o conteúdo que a professora escreve na lousa.

Hayana Lorena Petinati, de 16 anos, ajuda a aluna Milene ditando a lição para a colega escrever no caderno. “A gente vai se ajudando”, diz.

Eduardo Ianke, de 17 anos, se diz muito feliz em poder ajudar e poder ser um amigo para os colegas. “No que precisar eu estou para ajudar.”

Alunos cegos ou com baixa visão recebem atendimento especial na escola de Santo André — Foto: TV Globo/Reprodução



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Alunos surdos aprendem libras e português em escola municipal bilíngue de SP

Escola Municipal Vera Lúcia Aparecida de Ribeiro oferece curso para comunidade para promover a inclusão dos alunos.

Por Glória Vanique,
Bom Dia SP — São Paulo
02/10/2019 07h13
Atualizado há 3 horas



'Diário de Escola': alunos surdos aprendem libras e português em escola de SP

As crianças surdas da cidade de São Paulo contam com a Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos Vera Lúcia Aparecida de Ribeiro, na Zona Norte da capital paulista, para aprender a língua brasileira de sinais e o português.

Saiba como propor projetos para as escolas públicas de SP
A série Diário de Escola apresenta projetos que estão promovendo mudanças positivas em escolas públicas de São Paulo. Ideias para aprimorar o ensino de matemática, aumentar a participação da comunidade escolar na gestão das instituições, combater a evasão e a violência escolares, são alguns exemplos.

Veja as reportagem da série Diário de Escola
Os estudantes se comunicam por libras mesmo na hora do recreio, o que torna o local bastante calmo e silencioso. Os 49 alunos da escola têm só surdez ou surdez e outras deficiências.

"A nossa maior dificuldade é a língua porque as crianças quando chegam não têm nenhum repertório. Então, nós começamos do zero. Somos uma escola bilíngue e trabalhamos a libras como primeiro língua e a língua portuguesa como segunda", explicou a professora de matemática Patricia Moreira Corripio.

Uma das atividades preferidas dos alunos é a contação de histórias, que os estudantes relatam levar para casa e ler com os pais. Os professores dizem que o envolvimento faz toda a diferença, com pais e comunidade se comunicando em libras.


Estudantes se comunicam por libras mesmo na hora do recreio na Escola Municipal Professora Vera Lúcia Aparecida de Ribeiro, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

A Escola Municipal Vera Lúcia Aparecida de Ribeiro oferece, inclusive, curso de língua de sinais gratuitamente para quem quiser aprender.

"É uma forma de você incluir a criança, o jovem e o adolescente tanto na escola como na sociedade. Porque quando você passa a estudar libras, você vivencia o mundo deles, que é bem diferente", afirmou a auxiliar docente Alessandra Fernella.

A dona de casa Denize Mota da Silva Dias confirmou a importância do envolvimento da família e da comunidade. Ela se matriculou na aula de libras há 3 anos e conta que isso mudou a relação com a filha, que é surda.

"Ela apontava muitas coisas e eu não sabia o que era. Ela só apontava e ficava nervosa porque eu não entendia. Mas depois tudo ficou mais simples", relatou. "Uma hora ela vai ter que viver sem mim, então eu sei que ela já está preparada para algumas coisas. Sem mim, ela vai conseguir se virar, chegar ao mercado e comprar o que ela quer. Ela vai conseguir trabalhar, namorar, casar e ter uma vida normal", continuou.

Fonte: G1 - São Paulo