quarta-feira, 24 de julho de 2019

‘Ear Parade’: SP recebe esculturas de orelha para chamar atenção sobre saúde auditiva


Exposição ficará nas ruas da capital até 22 de agosto.

Por Bom Dia SP
24/07/2019 11h01
Atualizado há 2 horas

Veja o vídeo na página do Bom Dia São Paulo!


As ruas de São Paulo recebem a partir desta quarta-feira (24) a “Ear Parade”, uma exposição de arte urbana que pretende chamar atenção para a saúde auditiva. O evento conta com 62 esculturas em formato de orelha, com 2,4 m de altura, que foram pintadas por diferentes artistas.

O evento é promovido pela Fundação Otorrinolaringologia, que levará também profissionais da saúde para falar para a população sobre os cuidados básicos com os ouvidos. Um dos alertas é sobre as lesões provocadas pela exposição prolongada a sons altos, principalmente com fones de ouvido.

A exposição ficará nas ruas da capital até o dia 22 de agosto, depois as obras serão leiloadas e as verbas revertidas para instituições de caridade.



sexta-feira, 19 de julho de 2019

Israel: retina artificial poderá devolver visão a cegos



Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina da Universidade de Tel Aviv, apresentou recentemente os resultados da investigação que levou a cabo nos últimos 10 anos, com o objetivo de criar uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMI).

Segundo o site Israel Notícias, “os protótipos de visão artificial foram desenvolvidos e testados no nosso laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico”, afirma a investigadora. “O desafio é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”.

Para tal, os investigadores deste laboratório utilizam nanotubos de carbono, dentro dos quais são introduzidos os componentes fotossensíveis. Integrados com um polímero biocompatível, estes nanotubos podem criar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária.

Saiba mais aqui. Se deseja contactar os investigadores, para obter mais informações, aceda a esta página.


Motoristas voluntários levam crianças em tratamento a hospitais em Curitiba


Por Redação RPA


Aplicativo reúne motoristas voluntários que levam crianças ao hospital.Um aplicativo de carona tem sido vital para que crianças que estão em tratamento médico possam se deslocar até hospitais distantes e realizar suas consultas médicas, em Curitiba.

Criado pela organização não-governamental União Solidária, o app reúne motoristas voluntários dispostos a dar caronas gratuitas a crianças que estão enfrentando alguma doença e seus familiares.

Um dos voluntários, João Batista da Silva compõe um corpo de 70 motoristas que doam um pouco do seu tempo para ajudar aqueles que mais precisam.

Desde o início do ano, o aplicativo realizou cerca de 350 caronas.

“Eu tive uma neta que foi diagnosticada com câncer aos 14 anos”, disse ele.

Após perder a neta, João Batista se tornou um motorista solidário. Uma vez por semana, ele vai à casa de Fernanda Ribeiro, também de 14 anos, diagnosticada com cinco tumores espalhados pelo corpo, para levá-la ao hospital.

“É incrível. Não tem como definir esse trabalho. É maravilhoso saber que você encontra no outro amor e solidariedade“, relatou a mãe Hosana Escremin.

Hosana conta que a família passou pelo luto da perda do pai recentemente, e com o diagnóstico da doença da filha, sua vida virou de cabeça para baixo.

“Para eles pode não parecer muito, mas para nós a carona ajuda bastante”, relatou Fernanda.

Segundo a coordenadora e idealizadora da ONG União Solidária, Vanessa Ribas Saad, por mais que vida ande pesada, é bom encontrar pelo caminho quem ajude a aliviar. “Haviam famílias que estavam gastando o salário todo com aplicativos, motoristas, caronas. Além disso, ainda tem muita gente na fila de espera que precisa do serviço”, contou ela.

Você conhece o VOAA? VOAA significa vaquinha online com amor e afeto. E é do Razões! Se existe uma história triste, lutamos para transformar em final feliz. Acesse e nos ajude a mudar histórias.

Fonte: G1/Fotos: Reprodução/RPC


Anda SP: A questão da acessibilidade volta a ser tema

Veja a reportagem de hoje,

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Adolescente supera malformação nos braços e aprende a tocar violino adaptado por professora: 'Posso ir além'


Débora Moura é aluna de Juliana de Oliveira e, juntas, criaram meios para que a jovem pudesse se desenvolver na música.

Por Mirela Von Zuben,
G1 Campinas e Região
16/07/2019 06h00
Atualizado há 2 dias

Débora Moura tem 15 anos e superou as barreiras físicas para aprender a tocar violino no interior de SP — Foto: Mirela Von Zuben/G1A estudante Débora Moura tem 15 anos e, há seis meses, começou a tocar violino em Santo Antônio de Posse (SP). O instrumento foi adaptado pela professora de música Juliana de Oliveira, do Projeto Guri da mesma cidade, e a adolescente tem se dedicado desde então à superação deste desafio: o de fazer música com cordas, mesmo com a malformação que ela tem em ambos os braços.

Débora é apaixonada pela cultura pop asiática – a jovem inclusive coleciona pôsteres do fenômeno coreano BTS – e conta que chegou até o violino por acaso. “O Guri fez uma apresentação na escola, uma amiga minha ficou interessada e pediu para eu acompanhar ela”, relata.

Para tocar violino, Débora precisa projetá-lo para frente e encaixar o arco no braço com ajuda de uma alça de silicone — Foto: Mirela Von Zuben/G1“Eu tinha dito que só cantaria, porque não sabia se conseguiria tocar um instrumento. Quando a gente chegou para fazer a inscrição, eu ia fazer só canto”, afirma Débora.
Débora conta que, quando chegou para fazer a inscrição, uma das professoras de música da unidade, Juliana de Oliveira, “brotou” em sua frente. “Quando a Débora chegou, eu estava meio que ajudando com outras coisas. Brotei porque estava de costas e ela falou que só faria canto. Eu logo me inconformei: ‘Como assim vai fazer só canto? Tem que fazer um instrumento também’”, conta a professora, que dá aulas de violino.

Juliana de Oliveira é professora de violino em Santo Antônio de Posse (SP) e incentivou Débora desde o início a aprender música — Foto: Mirela Von Zuben/G1“Eu não tinha me deparado ainda com a Débora, estava de costas. Elas falaram que não ia dar certo, foi então que olhei”, relembra. Quando percebeu a situação, a professora aceitou o desafio de prontidão e encorajou a estudante a tentar aprender.

“Eu te prometo que você vai tocar corda solta. Você topa esse desafio comigo? Você vai me ajudar e vamos aprender juntas”. Esta frase final de Juliana foi suficiente para convencer a adolescente e, desde então, elas têm aprendido juntas.

“Hoje eu não arrisco dizer que a Débora não vai fazer alguma coisa. Eu penso que ela vai conseguir tudo que ela quiser”, diz a professora Juliana.

Violino adaptado

A partir do momento em que Débora se inscreveu, ela conta que a insegurança começou a se manifestar. “Ela [a professora] disse no dia que se eu não quisesse, ou se não gostasse, eu poderia sair. Pensei que não ia conseguir, mas a Juliana me ajudou muito”, conta a jovem.

Juntas, aluna e professora criaram a adaptação adequada para os braços de Débora. No braço direito, ela encaixa o arco com uma alça de silicone. No esquerdo, alterna entre apoiar o violino, com o instrumento projetado mais para a frente do que para o lado, e dedilhar as cordas colocando o braço por cima da haste. “A gente tentou de diversas formas. Chegamos a usar até um velcro, mas o silicone foi perfeito”, relata Juliana.

O começo, para Débora, foi difícil. Mesmo com a dificuldade de aprender um instrumento, ela diz que se saiu bem. “Acho que aprendi rápido, mas é uma longa jornada. Tem muito tempo pela frente”, afirma a adolescente, que hoje já consegue dominar algumas notas no violino. Veja no início da matéria uma demonstração que ela fez para o G1, sob supervisão da professora Juliana.

Atualmente, Débora aprende os ‘primeiros passos’ da composição de um instrumento bastante reconhecido na música clássica, mas que ela já vê em um formato mais próximo do popular. “Eu posso tocar outros instrumentos com corda, e outros sem corda, mas acho que posso ir além disso e mostrar para o mundo que sou mais do que eles pensam”.

Àqueles que sofrem algum tipo de preconceito por não se encaixarem nos padrões de estereótipos e ‘perfeições’ estabelecidos pela sociedade, a adolescente encoraja – e deixa um recado: “Tem que tentar, ter determinação, não desistir. Continua que você vai conseguir”, e aproveita a deixa ritmada para brincar: “Eu rimei, né? Agora vou entrar no Rap, no Rap com violino, vai ficar bom!”.

Maria Luiza de Paula incentiva Débora desde criança a vencer barreiras com a má formação nos braços — Foto: Mirela Von Zuben/G1Incentivo da mãe

Débora é filha da dona de casa e catadora de recicláveis Maria Luiza de Paula, mãe que teve papel primordial no desenvolvimento da jovem. “Desde o início, quando ela começou a sentar, eu já colocava coisas miudinhas para ela pegar, tipo agulha, moeda. Depois ela foi aprendendo a caminhar, segurar o copo... era até o bonitinho o jeito que ela segurava”, brinca a mãe.


“Sempre falei para ela não dar bola [para o bullying], porque as pessoas veem defeitos nela, mas são elas que têm defeitos, porque ela não tem defeito. Ela é ótima, perfeita e muito amada”, afirma a mãe de Débora.
Maria Luiza se emociona quando relembra os preconceitos que a filha sofreu durante a infância e a coragem que as norteou até a atualidade. “Ela se escondia... até hoje ela se esconde e eu sofro com isso. Mas ela é muito esperta, muito inteligente, e tenho o maior orgulho dela, porque ela aprende muito rápido”.

Hoje, a mãe acompanha os passos da filha e diz que dará o apoio necessário, caso Débora decida 'viver de música'. “Eu daria a maior força para ela, é uma felicidade muito grande, mas eu sou assim: sou uma mãe que deixa os filhos fazerem o que eles têm vontade. Se eles querem fazer, dou a maior força. Vou estar sempre junto, com certeza”.