quarta-feira, 3 de julho de 2019

Comissão aprova inclusão de mudos e gagos entre pessoas com deficiência


Texto defende as dificuldades de comunicação e expressão no rol de impedimentos que podem obstruir a participação plena e efetiva do cidadão na sociedade em igualdade de condições

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (3) projeto que altera a Lei Brasileira de Inclusão/Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146 Site externo, de 2015) para incluir mudos e gagos entre pessoas com deficiência. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 311/2018 Site externo, que determina a medida, segue para a análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

A proposta insere as dificuldades de comunicação e expressão no rol de impedimentos que podem obstruir a participação plena e efetiva do cidadão na sociedade em igualdade de condições. O texto recebeu voto favorável do relator, senador Flávio Arns (Rede-PR).

“A definição legal e constitucional da pessoa com deficiência a caracteriza como aquela cujo impedimento de longo prazo pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. É evidente que o mudo e o gago, em várias situações, não se encontram em igualdade de condições com as demais pessoas. Não se pode negar que, no mercado laboral, tais pessoas não saem do mesmo ponto de partida que aqueles com discurso desembaraçado”, argumenta Arns no parecer.

O PLS 311/2018 acompanha a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIF), aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2001, o documento considera a gagueira como uma deficiência.

A CDH dará decisão terminativa sobre o projeto — ou seja, se for aprovado, o texto seguirá diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, sem passar pelo Plenário do Senado, a menos que seja apresentado recurso para isso.




Como um deficiente visual mexe no celular?


terça-feira, 2 de julho de 2019

Hospital veste bebês prematuros de super-heróis e surpreende pais


Luiza Fletcher
28 de janeiro de 2019

Ter um filho prematuro não é nada fácil. São muitos dias praticamente vivendo dentro de um hospital, esperando ansiosamente pela melhora da criança para poder levá-la para casa, longe de aparelhos e visitas de médicos a todo momento.
É complicado para os pais verem seus bebês recém-nascidos lutando pela vida, precisando tomar remédios e, em alguns casos, dependendo de aparelhos para se manterem estáveis. Toda esta situação causa uma grande angústia na família, especialmente quando as crianças têm que ficar um longo período de tempo no hospital.

O desgaste físico, mental e emocional dos pais ao enfrentarem essa realidade é verdadeiro, e toda a ajuda que recebem das pessoas ao seu redor é bem-vinda.

Em muitos hospitais, a realidade é cruel, os pais não recebem apoio nem atenção, o que torna a situação ainda mais complicada. No entanto, em outros, pais e filhos são tratados com todo amor, carinho e dedicação, e existe um esforço coletivo para que todo o lado negativo seja minimizado.

Um desses hospitais, que realmente trabalha para o bem da família, é o Hospital St. Luke, do Kansas, nos Estados Unidos.
Compreendendo a fase difícil vivida por aqueles que têm seus bebês internados, os funcionários decidiram organizar uma surpresa muito especial para o Halloween, uma data muito popular para os norte-americanos.

Os pais escolheram as fantasias que acreditavam que mais combinavam com os seus filhos, a pedido dos funcionários do hospital, que não revelaram nada sobre a surpresa de Halloween. Uma vez escolhidas as roupinhas, voluntários trabalharam para produzir todas elas de forma artesanal, e foi assim que os pais desses bebês sobreviventes puderam vê-los transformados em incríveis super-heróis, borboletas e outras personagens adoráveis, trazendo mais alegria, amor e esperança para os seus corações.

Os pais também receberam um cartão de “doces ou travessuras” com as minúsculas pegadas dos recém-nascidos, uma abóbora de crochê cheia de guloseimas e um livro de Halloween para lerem para seus filhos.

Helen Ransom, fotógrafa responsável por registrar esse dia tão especial, disse que fazer fotos de bebês prematuros na câmera é uma das suas formas favoritas de se voluntariar:

“Ver os olhos dos pais se iluminarem durante um período que pode ser tão difícil e desgastante é incrível.”

Essa foi uma iniciativa incrível do hospital, que com certeza alegrou os corações dos pais e trouxe um sentimento de esperança. Confira algumas fotos abaixo.

















O que você achou? Nós achamos lindo demais! Deixe um comentário abaixo com sua opinião e marque um amigo fotógrafo para inspirá-lo!

Fonte: O SEGREDO

Cantora de forró vende lanches em Fortaleza para pagar clínica de reabilitação do filho


Por mês, Iara Pamella precisa arrecadar R$900 para pagar o tratamento do filho.

Por João Lima Neto
02/07/2019 05h00  
Atualizado há 9 horas

Iara Pamella e o filho de 25 anos.
Atualmente, Iara está em carreira solo.
— Foto: Arquivo Pessoal
Conhecida nacionalmente pela passagem na banda de forró Noda de Caju, a cantora Iara Pamella está vivendo momentos difíceis com um dos cinco filhos. O jovem Aleanderson Robson, de 25 anos, faz uso abusivo de drogas. Por meio de ajuda de amigos da música, ela já conseguiu pagar três meses de internação. O problema é que o tratamento dura 12 meses.

Iara começou a vender lanches na porta de uma faculdade em Fortaleza para levantar o valor mensal de R$ 900. Ela também ainda faz pequenos shows em bares e restaurantes da capital cearense.

“Nós descobrimos há uns três anos o problema dele. Ele confessou que há cinco anos usava crack e cocaína e tomava remédios. Quando eu descobri, já estava em um estado avançado. De três anos pra cá, quando o irmão dele faleceu, foi que entrou de cabeça. Daquele momento em diante não tivemos momentos de paz, só tristeza”, revela a cantora.

Há três meses, o jovem foi internado em uma clínica de reabilitação no município de Barreira, 85 km distante de Fortaleza. “Ele se encontra bem melhor. Ganhou corpo. Ele estava muito magro. Chegou a adoecer nas ruas. A química já estava saindo pelos poros. Ele passava quatro dias dormindo na rua. Sempre voltava para casa. Usava crack, cocaína e tomava comprimidos”.

Roubo

Antes da internação, o filho da cantora chegou até a roubar o veículo do parceiro de palco de Iara Pamella.

“Nós estávamos fazendo um show em uma casa de forró de Fortaleza e ele ficava com a chave do carro do meu parceiro. Nesse dia, ele sumiu com o veículo. Quando terminou o show, eu mesma fui fazer um Boletim de Ocorrência. Eu não sabia o que ele poderia fazer. Fui julgada. O próprio delegado ficou se questionando sobre a minha atitude como mãe. Eu precisava fazer isso porque não sabia o que ele iria fazer. Ele poderia deixar o carro empenhado, sofrer um acidente ou machucar outras pessoas.”

O filho de Iara Pamella
chegou a trabalhar com ela em apresentações
— Foto: Arquivo pessoal
No dia seguinte ao roubo, a Polícia encontrou o jovem com o carro em um bairro de periferia. “Nesse momento eu desabei. Eu criei cinco filhos sozinha. Sempre dei muito amor e o meu melhor. Vivi por eles. Dei muito duro. Já trabalhei de doméstica e outras coisas para dar algo melhor. Tiveram boas escolas”, aponta Iara Pamella.

Custos

Em média, Iara Pamella realiza 10 apresentações por mês em eventos de bares e restaurantes de Fortaleza. Mensalmente, ela precisa pagar R$900 da clínica de internação do filho, além de alimentos e itens de higiene para o filho.

"É tudo muito caro. Preciso pagar os meninos da banda. O que ganho gasto com a clínica, ainda tenho que manter minha casa. Não se vive só da música. Trabalho vendendo lanches. Lá na Avenida Bezerra de Menezes, todo os dias. Eu acordo cedinho, 6h. É uma luta diária. Só dias de show que eu tento dormir um pouco. Em dia de evento, eu não abro a banquinha. Eu preciso dormir e descansar."
A cantora diz que os palcos aliviam as dores, ao mesmo tempo em que precisa ser outra pessoa para os fãs. “Eu tento subir no palco e mostrar alegria para as pessoas. Ali eles querem se divertir e dançar. Ver o nosso sorriso. Muitas vezes eu sou atriz em cima do palco”.

Nas redes sociais, a forrozeira iniciou uma vaquinha virtual para poder conseguir os valores dos boletos da clínica de reabilitação que o filho está internado. Para ajudar Iara Pamella, o telefone (85) 99624-6486 foi disponibilizado.

Fonte: G1 - CE

Escola inteira aprende língua de sinais pra receber aluna surda. Assista!


Segunda-feira, 10 de junho de 2019
Por: Só Notícia Boa

Os alunos de uma escola elementar de Maine, nos Estados Unidos aprenderam a língua de sinais pra receber uma aluna surda.

Morey Belanger, 6, foi recebida por seus colegas de classe e amigos na semana passada na Dayton Consolidated School.

Morey foi para a Dayton Consolidated School em 2017 e era a primeira aluna surda. Só que a escola queria que ela se sentisse bem vinda, por isso, ao longo do ano letivo, os colegas começaram a aprender a língua de sinais.

Professores penduraram cartazes ao redor da escola para mostrar aos alunos várias palavras em frases.

Cinderela

Em 29 de maio, a escola postou no Facebook um vídeo de “Cinderella” – interpretado por um estudante de segundo grau – surpreendendo os alunos com uma música em língua de sinais.

Morey se juntou e a princesa e participou do show.

“Nossa comunidade adotou a língua de sinais e funcionários e estudantes aprenderam por conta própria”, disse a escola no Facebook.

“Desde o início [Morey] foi muito bem recebida. Fico feliz em vê-la apoiada, amada e aceita ”, disse Shannon Belanger, mãe de Morey, à People Magazine.

“[Morey] fica animada para ir à escola todos os dias. Ela fez amizades muito boas… Ela é feliz e eu estou feliz em vê-la feliz ”.

Morey foi diagnosticada com 1 anos de idade com um distúrbio auditivo tão raro que não é nomeado. Ela usa aparelhos auditivos e língua de sinais.

Os professores da escola também passaram por treinamento para incorporar a língua de sinais em suas salas de aula, disse a diretora da Dayton Consolidated School, Kimberly Sampietro.

“Então as crianças aprendem continuamente. Muitas pessoas do outro lado da escola, seja a moça do almoço ou nossa professora de música, estão aprendendo apenas os sinais básicos para fazer parte da comunicação ”, disse Sampietro.


Morey Belanger (centro) com dois outros colegas de classe
Foto: Arquivo Pessoal