segunda-feira, 1 de julho de 2019

Aluno cria pulseira que dá mais segurança a deficientes visuais


1 de julho de 2019

Complementar à bengala, pulseira é capaz de alertar
deficientes visuais quanto à presença de obstáculos elevados l
 Foto: Campos Fotografia
Uma pulseira que identifica obstáculos em ruas e calçadas. Com esse trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o estudante Luan de Oliveira, da Escola Técnica Estadual (Etec) Prof. Armando Bayeux da Silva, localizada em Rio Claro, na Região de Campinas, poderá ajudar pessoas com deficiência visual a ter mais autonomia na mobilidade urbana. Aluno do curso técnico de Eletroeletrônica, Luan apresentará seu projeto nesta terça-feira (2).
Utilizada no pulso oposto ao que comanda a bengala, a peça ajuda a alertar homens e mulheres cegos quanto à presença de objetos acima da linha da cintura, como placas, telefones públicos e portões automáticos em movimento. 
“A ideia é que a pessoa tenha mais confiança para andar sozinha na rua”, explica Luan. “Obstáculos como postes, canteiros e degraus são facilmente percebidos com o uso da bengala. O objetivo é evitar acidentes com aqueles objetos que estão no caminho mas não têm contato com o chão, como uma janela aberta para a calçada, por exemplo”.
A pulseira funciona com um sensor ultrassônico que se comunica com um microcontrolador semelhante a um chip. Detectado um obstáculo à frente, a pulseira começa a vibrar mais intensamente na medida em que a pessoa se aproximar do objeto.
Luan contou com consultoria de algumas pessoas com deficiência visual, entre elas o radialista e assessor dos Direitos da Pessoa com Deficiência do município, Paulo Meyer. “Sou destro e utilizei a pulseira no braço esquerdo. Senti muita segurança ao utilizar a peça”, avalia.
Depois de formado, o estudante pretende encontrar parcerias para aprimorar e comercializar a tecnologia assistiva. “Quero melhorar o design e, principalmente, estudar a possibilidade de implantar comunicação entre o dispositivo e o celular”, projeta Luan.
“A proposta tem um mercado promissor. Desenvolvendo mais esse protótipo, com a inclusão de novas tecnologias, podemos ajudar muitas pessoas com limitações e deficiências visuais”, diz o orientador do projeto, professor Eduardo Lima.
Cultura inclusiva
Professores das Etecs e Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) incentivam estudantes a pensarem em inclusão e sustentabilidade ao elaborarem seus TCCs e projetos tecnológicos, que anualmente são destaques em feiras de ciência de todo o País.
Entre as criações recentes estão robô para auxiliar na educação de autistas, moda inclusiva, cadeira de rodas motorizada controlada por movimentos da testa, prótese de baixo custo com componentes mecânicos e eletroeletrônicos.
Nas unidades do Centro Paula Souza (CPS), a inclusão começa no processo seletivo. Já na ficha de inscrição, o candidato pode solicitar atendimento especial, como prova em braille ou ampliada, intérprete de libras ou escolha do melhor local para fazer o exame. Ao ingressar na instituição, o aluno é entrevistado para que sejam definidas as tecnologias assistivas e a metodologia de ensino adequadas. Os professores são constantemente capacitados para atender as necessidades específicas do estudante com deficiência. Nos últimos cinco anos, foram treinados cerca de 2 mil funcionários em temas como integração, práticas pedagógicas, metodologias de ensino para pessoa com deficiência, tecnologias assistivas, legislação e linguagem de sinais.

domingo, 30 de junho de 2019

Carteira de identidade diferenciada e crachá descritivo O QUE É?


Modalidade gratuita de carteira de identidade civil, destinada a pessoas com deficiência.
Esta carteira de identidade civil contém impressa, no campo observação, a indicação "Pessoa com Deficiência", e acompanha a emissão de um Crachá que descreve informações sobre a saúde do identificado: Código Internacional de Doença - CID (obrigatório), indicação de alergias (opcional), utilização de remédios de uso contínuo (opcional) e contato (opcional), para utilização nos casos de emergência.
Este serviço foi instituído pela Lei Estadual nº 7.821, de 20 de dezembro de 2017, com o objetivo de conferir à pessoa com deficiência maior independência e proteção em casos de abordagem policial e ocorrência de sinistros, e regulamentado através da PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 5.374 de 18 de maio de 2018
QUEM PODE SOLICITAR?
A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual.
REGRAS GERAIS:
? O serviço está disponível para 1ª via e 2ª via;
?  Ao solicitar a Carteira de Identidade Diferenciada o cidadão estará automaticamente solicitando o Crachá;
?  Na Carteira de Identidade Diferenciada será incluída a inscrição "Pessoa com Deficiência'', além dos dados constantes na Carteira de Identidade;
?  A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual, porém sua solicitação é opcional;
?  Os procedimentos para obtenção são idênticos aos estabelecidos para a Carteira de Identidade atualmente emitida, de acordo com o tipo de via solicitada;
?  O cidadão estará isento do pagamento da taxa (DUDA) para 2ª via apenas quando for solicitada a carteira diferenciada. Não havendo interesse em fazer constar a inscrição "Pessoa com Deficiência" na carteira de identidade civil, consultar os serviços 1ª via ou 2ª via, conforme o caso;
?  O Crachá será um documento adicional com a especificação do tipo de deficiência, CID (Código Internacional da Doença), descrição de remédios de uso contínuo, descrição de tipos de alergia e contatos;
?  A Carteira de Identidade Diferenciada é válida em todo território nacional.

Fonte:Jus Brasil

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Brasileiro cego ganha prêmio internacional com app SnapSects de áudio-descrição científica sobre insetos


Em sua pesquisa de pós-doutoramento realizada junto ao National Museum of Natural History Smithsonian Institute, dos Estados Unidos, o Professor da Universidade Federal de Pernambuco, Francisco Lima, inovou ao focar no universo dos insetos viabilizando o estudo e aprendizado pelas pessoas cegas. Ele desenvolveu um método de tradução visual, unindo a descrição científica de artrópodes com as técnicas e diretrizes tradutórias da áudio-descrição. Ou seja, recurso utilizado para que pessoas com deficiência visual tenham acesso às imagens, como em figuras, fotografias, vídeos, e outras configurações.

“A beleza que a biodiversidade apresenta aos olhos de quem enxerga não pode ser negada aos olhos e aos ouvidos de quem não vê”, enfatiza. Por isso, desenvolveu um modelo que pode ser utilizado por cientistas e tradutores visuais para tornar os fenômenos visuais da entomologia acessíveis para estudantes, professores e pesquisadores com deficiência visual. Como professor e homem cego, ele entende que a ciência – e a diversidade dos insetos- precisa ser acessível a todos, independentemente de enxergarem ou não.

Apesar de ressaltar que tem havido grande esforço para tornar os fenômenos visuais – que estão costumeiramente indisponíveis às pessoas com deficiência visual – acessíveis por meio de palavras escritas, sinalizadas ou oralizadas, ele pondera que a áudio-descrição é o recurso que torna as imagens possíveis às pessoas cegas ou com baixa visão. Um programador cego, Luiz Eduardo Porto Mariz, ajudou na viabilização do aplicativo interativo móvel batizado de SnapSects. Uma ferramenta acessível e inclusiva em três versões: SnapSects Academic, SnapSects School, e o SnapSects Web, que permite a classificação taxonômica e descrição científica de artrópodes.

“Como você descreveria um grilo? Perguntou o professor para a reportagem da Câmara Paulista de Inclusão. Como um estudante cego pode fazer provas baseadas em desenhos e mapas sem recursos apropriados?

“Há muitos jovens com deficiência visual que vão prestar o Enem e uma ferramenta como o aplicativo SnapSects pode ajudar esses alunos a se prepararem para tão importante certame. Mas para isso, os professores precisam se conscientizar de que a inclusão dos alunos com deficiência depende da atitude proativa dos docentes”, alertou.

Com a pesquisa, o brasileiro foi agraciado com o prêmio “Prêmio Dra Margaret Pfanstiehl Memorial em Áudio-descrição – Pesquisa e Desenvolvimento”, conferido pelo American Council of the Blind/Audio Description Project. O professor Francisco Lima, que também recebeu o prêmio Barry Levin,  é o único brasileiro a fazer parte do Audio Description Advisory Committee, da Academy for Certification of Vision Rehabilitation and Education Profissionals (ACVREP).

Texto: Adriana do Amaral

terça-feira, 25 de junho de 2019

Modelo catarinense com Síndrome de Down é finalista de concurso na República Tcheca

Georgia Furlan é a única brasileira na categoria Rising Star (Estrela em Ascensão), no prêmio que reconhece influenciadores digitais de todo o planeta que mais exercem influência positiva e inspiram os seus seguidores nas redes sociais.

Foto: Leo MunhozA modelo catarinense com Síndrome de Down Georgia Furlan, acompanhada da família, viaja no próximo dia 26 de maio para Praga, na República Tcheca, para participar da premiação do troféu Global Social Awards, que reconhece influenciadores digitais de todo o planeta que mais exercem influência positiva e inspiram os seus seguidores nas redes sociais. A adolescente é a única brasileira na categoria Rising Star (Estrela em Ascensão), e concorre com outros quatro influenciadores. A cerimônia de premiação acontece no dia 29 de maio.

A mãe da adolescente, Rubia Traebert, comenta como está lidando com o aumento de seguidores e a influência da filha nas redes sociais.

--Nos últimos dois dias aumentamos 20 mil seguidores no Instagram, isso porque alguns perfis conhecidos compartilharam uma foto dela, uma das primeiras que publiquei, inclusive essa foto tinha 39 mil curtidas no Facebook, mas agora ela não tem mais essa página, estamos só com o Instagram. -

--Está uma loucura administrar tudo, principalmente agora que estamos nos preparando para viajar — comenta Rubia, que acrescenta: — Temos que aproveitar o momento, mas estou fazendo tudo com muita calma.

A adolescente, que tem Síndrome de Down, contabiliza mais de 120 mil seguidores no Instagram. Cadastrada em cinco agências de modelos do Rio de Janeiro e São Paulo, a jovem fez em 2018 sua primeira campanha com cachê para a marca de roupas Gang, e estrelou também a campanha da designer de joias de alto padrão Andrea Conti – queridinha entre as celebridades.

Fonte: VERSAR

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Alfabeto em libras vira pintura em muro de escola de BC como forma de ap...