segunda-feira, 23 de abril de 2018

Lei Brasileira da Inclusão ao Alcance dos Dedos


Todo cidadão, com ou sem deficiência,
que disponha de um apareclo celular
já pode contar com um APP que lhe
possibilita acesso à íntegra da
Lei Brasileira de Inclusão.
É só entrar no Google Play.

O link é este.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Levanta, papai! (Por Jairo Marques)


</p><p>Elis e papai brincando de ‘fada madrinha’


Eu sabia que aconteceria, que chegaria o momento de biscoita me dar uma enquadrada por estar sempre sentado na hora das danças, na hora de brincar de pique-esconde. Só não imaginava que seria de maneira tão precoce e tão contundente.

Minha filha, às vésperas de completar três anos, quer entender já o que é ser diferente, e eu, que me achava tão seguro e bem resolvido, voltei a pensar, como num passado remoto, que não seria de todo ruim que me surgisse um cálice do elixir da normalidade para voltar a andar “só um pouquinho”.

E foi mais ou menos assim: “Papai, levanta para rebolar comigo essa música!”, “Papai, sai da sua cadeirinha um pouco e senta aqui no tapete para brincar”, “Pai, por que sua perninha é assim?”, “Pai, fica em pé só um pouquinho, igual à mamãe”.

Elis tem mais do que uma curiosidade pontual de qualquer criança que vê um cadeirante na rua, no shopping, aponta o dedo e lasca: “O que é iiiiissso, mãe?!”.

Ela tem uma necessidade de compreender por que sua própria vida é brindada com um ineditismo de ser _afinal, ser família, é ser um só em diversos momentos. Ela quer saber por que não a jogo bem lá no alto, como ela adora, porque não a socorro rápido quando se afoga de tanto rir na piscina de bolinhas.

A legítima curiosidade de minha pequena tem sido pueril e cessa diante de uma resposta com pouco argumento tipo “filha, todos somos diferentes. O vovô usa bigode, a vovó usa óculos, o Joca tem os olhos esbugalhados, o lobo faz malvadezas e o papai usa uma cadeirinha, sabe?”.

Pensava que esse processo de reconhecimento e descoberta de minha vida torta fosse construído de maneira mais natural para ela, embalada no berço, embrulhada nas fraldas e acalentada desde sempre comigo na tal “cadeirinha do papai”, mas pitchuca me obriga a refletir que o “serumano” em suas complexidades também é um valor a ser construído, lapidado, discutido, avaliado.

Certa vez, mergulhado numa angústia que não cabe em palavras e aproveitando que estávamos na varanda só eu, ela e a boneca da Luna, quis avançar no debate: “Você fica triste porque o papai só brinca de fada com você sentado?”.

Ela pensa com a brevidade que as grandes expectativas almejam e tasca: “Não fico, não, papai. Agora veste aqui o tutu, porque é sua vez de fazer a magia”.

Naquele momento, bem que a varinha de plástico que ela ostenta com a certeza de fazer o impossível -já fez uma massinha verde ficar azul e aparecer um chocolate dentro de uma caixinha- poderia me fazer ficar em pé um só pouquinho para dar a ela o sagrado mimo de não entortar suas tenros sonhos e inspirações.

Não há convicção que se mantenha diante uma criança que confia a você a orientação das verdades. Deficiência não é pecado, não é carma, não é castigo, mas ler a cartilha de minhas firmezas de caráter, de minha resiliência precisa ter a delicadeza do voo de libélula e explicar que, mesmo aquelas com menos asas podem encantar e seguir adiante, sendo libélulas, não é das tarefas mais fáceis.

Refleti um bocado se deveria compartilhar esse momento com os leitores. Concluí que, se as ideias destas linhas é tentar levar luz ao desconhecimento a respeito das diversas maneiras de viver, é também válido demostrar que há páginas brancas que só a experiência, a inclusão plena e o abraço apertado na diversidade irão ajudar a preencher.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

OLHA QUE LEGAL! Garoto com autismo constrói réplica do Titanic com 56 mil peças de Lego



Museu no estado americano do Tennessee diz que obra é a maior reprodução do navio com peças de brinquedo.


Brynjar em uma das exibições de sua réplica do Titanic (Foto: Arquivo Pessoal)Um garoto que tem o transtorno do espectro autista (TEA) construiu uma réplica do navio Titanic que foi considerada o maior exemplar do tipo feito com peças de Lego. De acordo com o Titanic Pigeon Forge, museu nos EUA dedicado ao navio, o trabalho de Brynjar Karl Birgisson mede quase 8 metros de comprimento por 1,5 metro de altura, e é o maior do tipo conhecido no mundo.

O resultado do trabalho estará em exibição no museu, localizado no Tennessee, a partir do dia 21. Mas toda a construção foi feita em um "estaleiro" bem distante dos EUA, já que Birgisson vive na cidade de Reykjavík, capital da Islândia. Quando começou o projeto, ele tinha 10 anos e demorou 11 meses para concluir o trabalho. Atualmente o adolescente tem 15 anos e conta que a decisão de construir a réplica mudou sua vida e a sua relação com o transtorno.

"Brynjar Birgisson diz se lembrar de ter começado a brincar com as peças de Lego aos cinco anos. Quando era um garoto já em idade escolar conheceu o Titanic e decidiu construir o navio, inspirado por uma visita a um parque dedicado ao Lego na Dinamarca.

"Meu pai me ajudou com as instruções e fez a planta do navio para a escala do Lego", explica o adolescente, acrescentando que cada peça de boneco Lego tem 4 cm e foi equiparada no projeto com uma pessoa de tamanho médio de 1,75 metro.

"Já minha mãe foi minha técnica e mentora. Ela ajudou a encontrar caminhos para o sonho se tornar realidade", conta, explicando que ela foi a responsável por comprar peças, ferramentas, organizar contato com a imprensa e visitas ao projeto. "Muitos obstáculos que uma criança não poderia superar", comenta.

Atualmente, Brynjar faz sua terceira visita aos EUA. Em uma das anteriores ele falou em um TEDx Kids em San Diego.

Réplica do Titanic está exposta em museu nos EUA: adolescente com autismo diz que processo de construção do navio ajudou nos relacionamentos e na escola. (Foto: Divulgação/TitanicPigeonForge.com)"Nunca imaginei que meu projeto pudesse ter tanto impacto. (...) Toda essa jornada me ajudou a sair da sombra do autismo. Eu continuo com autismo e vou continuar, mas eu me treinei para ser 'o mais normal possível', isso quer dizer que eu era totalmente incapaz de me comunicar quando comecei o projeto e agora eu me sento e consigo dar entrevistas."

O garoto explica que, aos 10 anos quando começou a construir o Titanic, uma pessoa o ajudava durante todas as atividades da escola. "Mas hoje eu estudo sem qualquer apoio. Minhas notas subiram e meus colegas de turma me consideram como um dos seus pares", conta.



Fonte: G1

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Nota alusiva ao Dia Nacional do Braille

Neste 08 de abril, data dedicada as comemorações do dia nacional do Braille, a Secretaria de Educação e Cultura da Organização Nacional de Cegos do Brasil                   (ONCB) convoca todas as suas Entidades afiliadas, a gestão pública  e a sociedade brasileira em geral a empenhar-se na luta para manter vivo este sistema que há 200 anos mudou significativamente a vida das pessoas cegas em todo mundo.
As possibilidades de conhecer, desde cedo, a leitura e a grafia correta das palavras, o prazer de uma leitura autônoma, a independência na resolução de problemas cotidianos, as perspectivas de comunicação, bem como a aquisição de conhecimento em formato totalmente  acessível, ratificam a importância deste sistema, o qual assegura a identidade e as especificidades no universo das pessoas cegas, cujo avanço das tecnologias não é capaz de substituir.
Nesse sentido, neste país de dimenssões continentais, nossa luta consiste em:
•Que crianças cegas sejam alfabetizadas tendo um livro braille em suas mãos;
•Que nos mais diversos níveis e modalidades de ensino haja profissionais qualificados, que possam responder eficazmente às demandas específicas dos estudantes cegos;
•Que, no Brasil, seja reduzida a tributação para a aquisição de linhas e impressoras braille, ou de quaisquer outros produtos de  tecnologia assistiva;
•Que nos eventos, produtos, serviços e logradouros públicos e privados, sejam disponibilizadas informações em braille, conforme assegurado por normativas nacionais e internacionais;
•Que além de avançarmos nas politicas públicas, assim como no processo de pesquisa e produção de conhecimentos relacionados a deficiência visual, seja despertada nas novas gerações de crianças e jovens cegos, a paixão pela leitura braille, como também a consciência e sobretudo a necessidade de mobilizações coletivas em torno desta causa;
Estamos cientes de que a conjuntura é desafiadora. No entanto, acreditamos que a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e as leis que dela emergem, a articulação das entidades de e para pessoas cegas, as conferências municipais, estaduais e Nacional de educação, os conselhos de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, assim como a parceria junto à gestão pública e a seguimentos sociais diversos, constituem elementos potenciais nesta luta.
Seja portanto o Dia Nacional do Braille uma oportunidade valiosa de celebração, divulgação e mobilização das pessoas cegas em todo território nacional.

Brasilia, 08 de Abril de 2018.

domingo, 18 de março de 2018

Pequeno Manual da Cultura Surda