quarta-feira, 6 de maio de 2009

Aprofundamento para Surdos

Aprofundamento para Surdos

'Mãos que evangelizam': 10 anos sinalizando o Evangelho
Lilian Andrade

Gestos delicados com as mãos, olhar atento e ouvido aguçado. É assim que Lilian Andrade, coordenadora do projeto "Mãos que Evangelizam", fica quando está traduzindo em sinais o que os ouvidos dos surdos não conseguem entender.

Criado em maio de 1999, durante o Acampamento de Oração "Valei-me, São José", a iniciativa faz o trabalho de interpretação de pregações, de Santas Missas, acampamentos e programas transmitidos pela TV e Internet do Sistema Canção Nova de Comunicação.

Além disso, oferece cursos de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e de formação de intérpretes, atendimento fonoaudiológico e catequese especial de Primeira Comunhão e Crisma. Hoje, há uma filial do projeto na Casa de Missão de São José do Rio Preto (SP).

Confira a entrevista do cancaonova.com com Lilian, que vai falar sobre as dificuldades do trabalho e as conquistas alcançadas nestes 10 anos de missão.

cancaonova.com: Como é para você comemorar os 10 anos desta iniciativa?



Lilian Andrade: A Canção Nova é pioneira neste trabalho de evangelização pelos meios de comunicação, então, completar 10 anos de história é muito gratificante. É maravilhoso saber que milhares de pastorais de surdos foram criadas a partir desse trabalho e que muitas pessoas conheceram Jesus por meio de nós.

cancaonova.com: Quais são os principais frutos desse período?

Lilian: Nestes 10 anos nós vimos que muitos surdos, depois da experiência que tiveram com o 'Mãos que evangelizam' de conhecer Jesus, se desenvolveram e montaram pastorais. Pessoas que, a princípio, vieram aqui apenas por curiosidade para conhecer essa língua, hoje, são missionárias; ensinam outras pessoas. Temos funcionários surdos na Fundação João Paulo II, temos sacerdotes. Graças a Deus, são muitos frutos!

cancaonova.com: Qual é o desafio de trabalho, no dia-a-dia, na evangelização dos surdos?

Lilian: A maior dificuldade é se manter atualizada na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Assim como a Língua Portuguesa passou pela Reforma Ortográfica e teve mudanças, a Libras também estão sempre em constante modificação. Manter-se em dia com a vida de oração também é um desafio.

cancaonova.com: O som ajuda a passar de forma mais 'concreta' as sensações. Como transmitir isso apenas em sinais?

Lilian: Com a expressão facial e do corpo. A expressão é um instrumento como o timbre da nossa voz. Quando tristes falamos mais baixo; quando alegres, mais alto. Para mostrar isso aos surdos os gestos são muito importantes. Ele é capaz de sentir toda essa "vibração" simplesmente por ver como estão a nossa sobrancelha, os lábios, a posição do corpo. Tudo isso comunica!

cancaonova.com: Com o trabalho de evangelização dos surdos, o que mudou na sua própria evangelização?
Lilian: A minha forma de ver o mundo foi o que mais mudou. Modifiquei a forma de tratar as pessoas, de conviver com a minha família. Estou há cinco anos trabalhando com o 'Mãos que evangelizam' e o Senhor fez uma grande obra em mim.

cancaonova.com: Dez anos já foram completados. Quais são os projetos do 'Mãos que evangelizam' para inovar esse trabalho que ainda é pouco difundido no país?

Lilian: Temos muitos projetos, mas a nossa meta principal agora é nos tornarmos uma referência no quesito social, na inclusão profissional do surdo. Já demos início nisso na Fundação João Paulo II – mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação –, há vários alunos nossos trabalhando na empresa. Queremos transformar homens novos para um mundo novo capacitando-os profissionalmente também.

cancaonova.com: O que os cristãos podem fazer para incluir os surdos na sociedade e ajudá-los, tendo em vista que ainda existe bastante preconceito com os deficientes?

lilian: O trabalho do cristão é amar acima de qualquer coisa. Ou seja, ele tem que abolir qualquer tipo de segregação e de separação por preconceito. Precisamos olhar os deficientes como seres humanos comuns. Quando olhamos a limitação do outro, nós é que estamos sendo limitados.

cancaonova.com: Qual mensagem você deixa para os sócios da Canção Nova, que tornam possível essa iniciativa com os surdos?

Lilian: Eu quero agradecer muito a cada sócio evangelizador que acredita na Canção Nova. Se ele não existisse, essa obra de evangelização também não existiria, muito menos o "Mãos que Evangelizam". Muitas pessoas não teriam conhecido Jesus. Eu quero dizer a cada sócio que continue contribuindo. E aqueles que também se sentem tocados com a evangelização com os surdos que venham nos procurar.

Contato: (12) 3186 2600
E-mail: maos@cancaonova.com
Blog: blog.cancaonova.com/maosqueevangelizam



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Participe do Aprofundamento para Surdos, na sede da Canção Nova, de 22 a 24 de maio!

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Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?tit='Mãos%20que%20evangelizam':%2010%20anos%20sinalizando%20o%20Evangelho;&cod=2305&en=143

A isenção de IPI para taxistas e deficientes

Renan Calheiros


(04/05/2009 15:14)

Os quase 20 milhões de portadores de deficiência no Brasil enfrentam muitas dificuldades adicionais para a vida em sociedade, seja em função de dificuldade de locomoção, seja por potencialidades especiais, não corriqueiramente aceitas no mercado de trabalho ou no relacionamento social.

Hoje, não é necessário ser uma pessoa portadora de deficiência para notar que a dificuldade no exercício do direito básico de ir e vir está em toda a parte. São raros os ônibus adaptados, os funcionários do transporte coletivo não são treinados, existem poucos prédios acessíveis, e a grande maioria das calçadas é esburacada e, muitas vezes, sem rampas de acesso.

Por esse motivo, os portadores de necessidades especiais são cidadãos carentes de ações positivas da sociedade e do Estado para o pleno exercício dos direitos fundamentais. A Constituição de 1988, da qual pude modestamente participar de sua redação, foi sensível a essa problemática, prescrevendo diversas normas para a promoção da inclusão desses cidadãos. Seja no âmbito de princípios e regras genéricas, seja através de normas específicas, a Carta Magna está plena de preceitos relativos à inclusão da pessoa portadora de deficiência.
É justamente em face das dificuldades que a isenção de impostos na aquisição de veículos assume a conotação de ação positiva para a superação de desigualdades. Desde as primeiras discussões sobre a adoção de um modelo de isenção, há 20 anos, tenho acompanhado este assunto e trabalhado para torná-lo permanente e incluir categorias que são igualmente importantes para a sociedade, como os taxistas.

Agora, tínhamos um novo desafio, já que os benefícios atuais venceriam em 31 de dezembro deste ano. Por isso, tomei a iniciativa de procurar o senador Francisco Dornelles, relator da medida provisória 449, que trata do perdão de dívidas e de isenções fiscais, aprovada pelo Senado na semana passada. Conseguimos incluir na MP a reedição antecipada do benefício, pelo menos até 2014. Assim, portadores de deficiências e motoristas autônomos de praça poderão continuar comprando carros novos, sem o IPI.

Na prática, a medida mantém a redução, em até 25%, do preço dos veículos para essas duas classes sociais, dependendo da marca do carro, da cilindrada e do tipo de combustível usado. Com os descontos adicionais oferecidos pelas concessionárias de veículos, o preço final pode cair ainda mais.

Num momento de forte crise econômica mundial, é importante estimular o setor produtivo e o de serviços, porque os motoristas de táxis são abnegados cidadãos brasileiros que labutam horas por dia, para sustentar a família e manter, em razoáveis condições, seu instrumento de trabalho.

Como se vê, a isenção do IPI incidente sobre veículos é justa aos taxistas, por motivos sociais, e aos portadores de deficiência, por motivos humanitários. Vamos trabalhar para continuar prestigiando estas duas classes tão importantes para a nossa sociedade e o desenvolvimento de nosso País.

Tenho dito e repito: a crise econômica tem de ser enfrentada com ações criativas e de resultado prático. Não podemos deixar margem para o desânimo, para a queda da atividade. É preciso encarar o baque econômico com medidas de impacto, que garantam a sobrevivência de nossas instituições e que acelerem a retomada do crescimento.

Renan Calheiros é Líder do PMDB no Senado

Fonte:
Primeira Edição

terça-feira, 5 de maio de 2009

Chico Mendes vira personagem infantil pelas mãos de Ziraldo


O livro "A História de Chiquinho" traz a luta de Chico Mendes traduzida para as crianças e será lançado em junho no Acre com a presença do desenhista.

Chico Mendes sonhou com o futuro e nele viu os jovens lutando por um mundo melhor. E esse era um de seus grandes desejos, o de que a juventude aderisse a uma causa humanista de preservação e sustentabilidade. Chico Mendes morreu, mas seus ideais ficaram como exemplo para uma geração e agora servem de inspiração para a publicação de um livro infantil, intitulado "A História de Chiquinho". A obra foi escrita pela acreana Walquíria Raizer e tem os desenhos do cartunista Ziraldo, e será lançada no dia 22 de junho, na Biblioteca da Floresta Marina Silva.

Elenira Mendes, filha de Chico Mendes e presidente do Instituto Chico Mendes, foi quem idealizou o projeto. "A ideia nasceu desde que eu comecei a militar na causa, fiquei imaginando uma maneira de transmitir a história do meu pai para as crianças", disse. Ela procurou por Ziraldo, que a atendeu de imediato, e assim nasceu o personagem Chiquinho. Após sua criação, a poetisa Walquira Raizer, com Elenira e a jornalista Charlene Carvalho, desenvolveram a história do primeiro volume de A História de Chiquinho, sempre sobre a supervisão de Ziraldo.

O livro tem toda uma linguagem infantil de fácil entendimento. Através de uma maneira simples e divertida, não só a história de Chico Mendes poderá ser passada para as crianças e jovens, mas suas idéias e valores de preservação a natureza e sustentabilidade. Elenira planeja publicar outros volumes de A História de Chiquinho em breve. O cartunista Ziraldo e a escritora Walquira Raizer estão confirmados para o lançamento do livro em homenagem a Chico Mendes.

Fonte: Notícias da Hora

Piracicaba (SP) - 26ª Festa das Nações

Assistência e solidariedade Apaspi abre série de reportagens sobre as
entidades participantes do evento, no Engenho





DANIELE RICCI

Da Gazeta de Piracicaba

daniele.ricci@gazetadepiracicaba.com.br



Dentro de 10 dias, tem início a maior festa da solidariedade e da gastronomia
que Piracicaba promove há 26 anos. Entre os dias 13 e 17, a Festa das Nações
reunirá no Engenho Central cerca de 7 mil voluntários, que atuarão em benefício
de 18 entidades assistenciais da cidade, com a expectativa de atender a um
público de pelo menos 90 mil pessoas, mesmo número do ano passado.



A abertura acontece às 19 horas do dia 13, com apresentação das rainhas e
embaixadoras, desfilando trajes típicos de oito nações, dos países árabes, de
quatro regiões brasileiras, além da representante da Noiva da Colina.



Coordenadora geral do evento, Ziza Camargo, do Fundo Social de Solidariedade de
Piracicaba (Fussp), disse que já teve início a montagem da estrutura externa,
que demarca o caminho do público na festa, com instalação de estandes e
divisórias, mas as barracas decoradas só devem ser montadas na próxima semana.



Entre as diferenças deste ano, está a mudança de localização do restaurante
francês, da Casa do Amor Fraterno, que antes era montado no antigo casarão de
entrada do Engenho, agora irá funcionar no mesmo barracão do Salão Internacional
de Humor.



O quiosque Hawai, que vendia bebidas como sucos e batidas em prol do Lanisa (Lar
de Atenção à Infância Souza Andrade). A entidade não participará da festa este
ano e o quiosque ficará a cargo da Associação de Pais e Amigos de Surdos de
Piracicaba (Apaspi), pela barraca Brasil Nordeste.



É a Apaspi que abre hoje a série de reportagens que a Gazeta publicará nos
próximos dias sobre as entidades participantes da 26ª Festa das Nações de
Piracicaba.



SERVIÇO



26ª Festa das Nações



Dias 13 e 14, das 19 às 24 horas; dia 15, das 18h30 às 2 horas; dia 16, das 11
às 2 horas; e dia 17, das 11 às 22 horas. Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia, para
estudantes com carteirinha atualizada; idosos com apresentação de carteirinha e
professores da rede estadual com apresentação de carteirinha). A entrada é
gratuita para crianças até seis anos incompletos, acompanhadas dos pais ou
responsáveis, com comprovação da idade. Bilheterias: acesso pela passarela
pênsil e pelo Mirante. Estacionamento: R$ 10 (carros e motos).



Barraca terá 40 voluntários



Uma das maiores dificuldades da Associação de Pais e Amigos de Surdos de
Piracicaba (Apaspi) é contar com o trabalho voluntário. Atualmente, apenas três
pessoas desempenham essa atividade efetiva - sem contar os profissionais - na
entidade presidida por Maria de Fátima Carvalho Esteves. Mas na tradicional
Festa das Nações, a necessidade de conseguir uma renda extra durante os cinco
dias de evento, fundamental à manutenção anual e, em muitos casos, à
sobrevivência das entidades, faz com que as pessoas se solidarizem e se
entreguem ao voluntariado.



Assim, a Apaspi contará com 40 pessoas atuando em sua barraca Brasil-Nordeste
composta por um restaurante, um anexo e um quiosque de bebidas, herdado da
desistente Lanisa (Lar de Nutrição à Infância Souza Andrade).



O carro-chefe da Brasil-Nordeste é o Bobó de Camarão, feito com caldo de
mandioca e camarão rosa, acompanhado por arroz branco. Na noite do jantar
fechado, o convite para saborear essa delícia nordestina custa R$ 37 e os
representantes da entidade garantem que dá para dois. O cardápio inclui ainda
uma seleção gastronômica de toda a região nordestina. No quiosque serão servidos
sucos, batidas, porções e o apreciável açaí na tigela.



Para representar a entidade na festa, quem vestirá os trajes típicos nordestinos
são a rainha Marcela Checco e sua irmã, a embaixadora Julia Checco.



TRABALHO. A Apaspi foi fundada em maio de 1977 para desenvolver trabalhos
especializados no atendimento aos portadores de deficiência auditiva de
Piracicaba e região. A essa população, carente, o atendimento é aberto do
nascimento até os 18 anos de idade, quando são encaminhados ao mercado de
trabalho. Hoje são 45 atendidos nessa faixa etária. Na época de sua fundação, a
entidade constatou que 90% das pessoas cadastradas não recebiam qualquer
acompanhamento.



A entidade desenvolve atendimento interdisciplinar especializado, com
deficiência auditiva moderada, severa ou profunda, oferecendo serviço de
fonoaudiólogas, pedagogas, assistente social, auxílio e acompanhamento dentário,
médico e psicológico. Todos voluntários.



O atendimento pode ser individualizado ou em grupo e visa o desenvolvimento da
comunicação oral ou gestual, com inclusão do portador de deficiência auditiva na
sociedade, em especial superando as limitações que o impedem de ingressar no
mercado de trabalho.



A Apaspi realiza ainda a inclusão escolar, nas escolas frequentadas pelos
portadores de deficiência auditiva. O programa tem por finalidade oferecer
orientação aos professores sobre a comunicação adequada, superando os desafios e
resgatando valores como competências, qualidade, afeto e cidadania. Há também o
curso de linguagem de sinais, que visa facilitar a comunicação entre pais,
familiares e amigos do deficiente auditivo.



Além da verba adquirida com a participação na Festa das Nações, a entidade
sobrevive com doações mensais de seus associados, bem como a realização de
eventos como jantares e bingos beneficentes, venda de pizzas e feira de
economia. (DR)



BRASIL - NORDESTE. Associação de Pais e Amigos de Surdos de Piracicaba (Apaspi).
Rua Dr. Alvim, 1.464, São Judas. Fone: : (19) 3434-9947 ou
apaspi@ig.com.br

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Inclusão Digital

Amigo PNE, gostaríamos de contar com sua colaboração para um projeto que estamos desenvolvendo. Tudo o que queremos saber de você é: utiliza algum recurso especial para adequar o seu computador às suas limitações? Que recurso(s) você usa? Agradecemos imensamente por sua colaboração!

Abraços!

Alessandra e Eduardo