terça-feira, 14 de abril de 2026

Mato Grosso padroniza identificação de passageiros com deficiência nos bilhetes do transporte intermunicipal

Uma medida anunciada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) pode representar um avanço importante para a acessibilidade no transporte rodoviário entre cidades do estado. A agência informou, em 12 de abril, que notificou as empresas operadoras do transporte coletivo intermunicipal para que adaptem seus sistemas de emissão de passagens, incluindo um campo específico para identificação de passageiros com deficiência. O prazo dado para a adequação é de 15 dias úteis.

Na prática, isso significa que os bilhetes emitidos para viagens intermunicipais em Mato Grosso deverão registrar, de forma padronizada e clara, a condição de Pessoa com Deficiência (PcD). Segundo a Ager-MT, a intenção é organizar melhor o atendimento e garantir mais segurança na prestação do serviço, evitando que esse reconhecimento fique solto, informal ou dependa apenas da boa vontade de cada empresa.

A iniciativa tem como base a Lei Federal nº 10.098/2000, que trata da acessibilidade e assegura às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida o direito à igualdade de acesso aos serviços públicos, inclusive no transporte coletivo. Ao regulamentar esse ponto nos bilhetes de viagem, a agência busca dar mais concretude a um direito que já existe na lei, mas que nem sempre aparece de forma prática no dia a dia de quem precisa viajar.

Outro aspecto importante da medida é que a Ager também determinou que as informações registradas nos bilhetes sejam disponibilizadas à própria agência. De acordo com o órgão, isso deve fortalecer o controle regulatório e as ações de fiscalização, além de permitir estudos para aprimorar o serviço no futuro. Em outras palavras, não se trata apenas de preencher um campo a mais na passagem, mas de criar um padrão que ajude o poder público a acompanhar melhor como esse atendimento está sendo prestado.

Na avaliação de dirigentes da Ager-MT, a padronização ajuda a assegurar acessibilidade, atendimento prioritário e igualdade de acesso ao transporte intermunicipal. A agência também destacou que algumas empresas já adotavam algum tipo de identificação relacionada à condição de PcD, mas isso acontecia de forma desigual, sem padrão único. Agora, a proposta é justamente uniformizar esse procedimento para melhorar a qualidade do serviço oferecido.

Para as pessoas com deficiência e suas famílias, essa notícia chama atenção porque toca em um ponto muito concreto da vida cotidiana: o direito de circular com dignidade. Viajar entre municípios para tratamento de saúde, estudo, trabalho ou visita familiar faz parte da rotina de muita gente. Quando o sistema de transporte reconhece de forma organizada a presença do passageiro com deficiência, ele dá um passo a mais no caminho da inclusão real. Ainda não resolve todos os problemas do setor, mas aponta para uma lógica importante: acessibilidade não deve ser improvisada, e sim planejada.

Entendemos que medidas assim precisam ser acompanhadas de perto. Não basta criar regra no papel. É preciso verificar se as empresas vão cumprir o prazo, se o atendimento será realmente mais respeitoso e se a pessoa com deficiência perceberá, na prática, a diferença. Mesmo assim, a regulamentação já merece destaque porque reforça um princípio essencial: o transporte público deve ser pensado para todos.

Fontes e links

Ager-MT — notícia oficial publicada em 12 de abril de 2026 sobre a regulamentação da identificação de passageiros com deficiência nos bilhetes do transporte intermunicipal.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

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