O dia 11 de janeiro de 1922 entrou para a história da medicina como uma data revolucionária no tratamento do diabetes. Foi nesse dia que um adolescente chamado Leonard Thompson, de apenas 13/14 anos, recebeu a primeira injeção de insulina para tratar o diabetes tipo 1 — uma doença que, até então, era quase sempre fatal. �
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🌟 O que mudou com a insulina
Antes da descoberta, as pessoas com diabetes tipo 1 viviam muito pouco tempo depois do diagnóstico e enfrentavam complicações graves como coma, desidratação e morte. O único “tratamento” disponível era uma dieta extremamente restritiva, que prolongava a vida por apenas alguns meses sem sucesso duradouro. �
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A insulina mudaria esse quadro. Ao conseguir reduzir os níveis de açúcar no sangue, ela permitiu que muitos pacientes sobrevivessem e tivessem qualidade de vida — algo inédito na época. �
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🧪 Como aconteceu essa primeira aplicação
Leonard estava em estado crítico no Toronto General Hospital, no Canadá, quando recebeu a primeira injeção experimental de um extrato pancreático preparado pelos pesquisadores Frederick Banting e Charles Best no dia 11 de janeiro de 1922. A primeira tentativa teve pouco efeito, porque o extrato ainda estava impuro. �
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O bioquímico James Collip ajudou a purificar o extrato, e em 23 de janeiro de 1922 uma nova injeção foi aplicada com resultado muito positivo: a glicemia caiu e os sintomas de Leonard melhoraram. Esse foi o começo do uso seguro e eficaz da insulina em pessoas com diabetes. �
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👩🔬 Quem esteve por trás dessa descoberta
O trabalho científico foi realizado principalmente por:
Frederick Banting, médico canadense que liderou a pesquisa experimental. �
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Charles Best, assistente de pesquisa e colaborador de Banting. �
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James Collip, responsável pela importante purificação da insulina. �
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John Macleod, diretor do laboratório na Universidade de Toronto onde a pesquisa foi feita. �
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Em 1923, Banting e Macleod foram laureados com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina pela descoberta da insulina, e ambos dividiram o prêmio com Best e Collip em reconhecimento ao trabalho conjunto. �
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🩺 O legado de 11 de janeiro
A insulina não cura o diabetes — ela trata a condição, permitindo que milhões de pessoas vivam por décadas após o diagnóstico. Depois desse primeiro marco, a insulina evoluiu muito:
passou de extratos animais para insulina humana e análogos modernos;
ganhou formatos mais seguros e eficazes;
tornou-se acessível em muitos países com políticas de saúde pública. �
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💙 Por que essa data importa ao Cantinho dos Amigos Especiais
Para pessoas com deficiência e suas famílias, a história da insulina tem grande significado:
ela mostra como ciência pode transformar vidas;
lembra a importância de acesso contínuo a tratamentos essenciais;
destaca que políticas de saúde e acessibilidade no cuidado fazem a diferença na qualidade de vida.
Celebrar 11 de janeiro é lembrar que a inclusão, a informação e o acesso à saúde são direitos que salvam vidas — e que ainda há caminhos a percorrer para que ninguém fique sem o tratamento que precisa.
🧾 Referências
Insulina: 100º aniversário — história da primeira aplicação de insulina e seu contexto histórico. �
SPMI
Diabetes UK: uso da insulina pela primeira vez em humanos em 11 de janeiro de 1922. �
Diabetes UK
University of Massachusetts Medical School — artigo sobre a primeira injeção de insulina em Leonard. �
UMass Chan Medical School
Detalhes históricos da primeira aplicação e evolução do tratamento. �
Digitus
Frederick Banting — informações biográficas e contribuição científica. �
Wikipédia
Charles Best — papel na descoberta e desenvolvimento da insulina. �
Wikipedia
James Collip — importância da purificação da insulina. �
Wikipedia
Contexto histórico e premiação do Nobel pela descoberta da insulina. �
ALESE
Informação sobre o diabetes e evolução do tratamento com insulina. �
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