A chamada seletividade alimentar é muito comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não deve ser confundida com “manha” ou falta de educação. Trata-se de uma resposta neurossensorial legítima, ligada à forma como o cérebro autista processa estímulos.
Por que a seletividade acontece?
Pessoas autistas podem apresentar hipersensibilidade ou hipossensibilidade sensorial. Assim:
- Alimentos crocantes podem ser insuportáveis para alguns.
- Texturas pastosas podem causar ânsia em outros.
- Mistura de alimentos no prato pode gerar desconforto visual.
- Cheiros fortes podem impedir até a aproximação do prato.
Além disso, a previsibilidade é importante para muitos autistas. Comer sempre os mesmos alimentos traz segurança emocional.
Quais são os riscos?
Quando muito restrita, a alimentação pode levar a deficiências nutricionais. Por isso, o acompanhamento com nutricionista, terapeuta ocupacional e equipe multidisciplinar é fundamental — sempre respeitando o ritmo e as particularidades da pessoa autista.
Como ajudar sem forçar?
Algumas atitudes fazem toda a diferença:
- Respeitar o tempo da pessoa.
- Apresentar novos alimentos de forma gradual.
- Evitar pressão, punições ou comparações.
- Permitir que a pessoa explore o alimento sem obrigação de comer.
- Valorizar cada pequena conquista.
O objetivo não é “corrigir” o autista, mas acolher seu funcionamento e ampliar possibilidades com carinho, paciência e respeito.
Mais do que comer, é sobre dignidade
Quando entendemos a seletividade alimentar no autismo, aprendemos que inclusão também acontece à mesa. E que amar é, muitas vezes, aprender a olhar o mundo pelos olhos do outro.
No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que informação gera empatia — e empatia transforma realidades.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
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