sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Quando Comer Também é um Desafio: Seletividade Alimentar no Autismo

Para muitas pessoas autistas, a alimentação não é apenas uma questão de gosto — é uma experiência sensorial completa. Textura, cheiro, cor, temperatura e até o som do alimento podem influenciar diretamente na aceitação ou recusa de um prato.

A chamada seletividade alimentar é muito comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não deve ser confundida com “manha” ou falta de educação. Trata-se de uma resposta neurossensorial legítima, ligada à forma como o cérebro autista processa estímulos.

Por que a seletividade acontece?

Pessoas autistas podem apresentar hipersensibilidade ou hipossensibilidade sensorial. Assim:

  • Alimentos crocantes podem ser insuportáveis para alguns.
  • Texturas pastosas podem causar ânsia em outros.
  • Mistura de alimentos no prato pode gerar desconforto visual.
  • Cheiros fortes podem impedir até a aproximação do prato.

Além disso, a previsibilidade é importante para muitos autistas. Comer sempre os mesmos alimentos traz segurança emocional.

Quais são os riscos?

Quando muito restrita, a alimentação pode levar a deficiências nutricionais. Por isso, o acompanhamento com nutricionista, terapeuta ocupacional e equipe multidisciplinar é fundamental — sempre respeitando o ritmo e as particularidades da pessoa autista.

Como ajudar sem forçar?

Algumas atitudes fazem toda a diferença:

  • Respeitar o tempo da pessoa.
  • Apresentar novos alimentos de forma gradual.
  • Evitar pressão, punições ou comparações.
  • Permitir que a pessoa explore o alimento sem obrigação de comer.
  • Valorizar cada pequena conquista.

O objetivo não é “corrigir” o autista, mas acolher seu funcionamento e ampliar possibilidades com carinho, paciência e respeito.

Mais do que comer, é sobre dignidade

Quando entendemos a seletividade alimentar no autismo, aprendemos que inclusão também acontece à mesa. E que amar é, muitas vezes, aprender a olhar o mundo pelos olhos do outro.

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que informação gera empatia — e empatia transforma realidades.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

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