quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dia de Darwin: ciência, inclusão e a evolução do nosso olhar

O Dia de Darwin, celebrado em 12 de fevereiro, é lembrado em muitos lugares do mundo como uma data para valorizar a ciência, a curiosidade e o pensamento crítico. É o aniversário de Charles Darwin (1809–1882), naturalista que ajudou a transformar a forma como entendemos a diversidade da vida. Mas, para uma pessoa com deficiência, essa celebração pode (e deve) ir além: ela vira também uma chance de falar sobre respeito, acessibilidade e como a sociedade pode “evoluir” no que realmente importa — o modo como trata as pessoas.

Evolução não é escala de valor humano

Existe um erro comum (e perigoso) ao usar a palavra “evolução” no dia a dia: achar que evolução é uma espécie de “ranking”, como se algumas pessoas fossem “mais avançadas” do que outras. Para quem vive com deficiência, isso machuca porque a sociedade já costuma medir valor humano por produtividade, aparência, velocidade, força, “normalidade”.
A melhor lição, aqui, é simples: diferença não é inferioridade. A diversidade é parte natural da vida — e isso inclui diferentes corpos, sentidos, ritmos e formas de aprender e existir.

Quando o ambiente muda, o peso da limitação muda também

Uma perspectiva que dialoga muito com a vivência de PCDs é perceber que o contexto faz toda a diferença. Na prática, muitas barreiras não estão “na pessoa”, mas no mundo mal planejado.
Uma calçada sem piso tátil e sem sinalização acessível transforma deslocamento em risco. Um site sem acessibilidade digital transforma informação em exclusão. Um atendimento sem escuta e sem recursos adequados transforma um direito em humilhação.
Por isso, falar do Dia de Darwin, para nós, pode ser falar de uma “evolução” concreta e urgente: acessibilidade como adaptação inteligente do ambiente e inclusão como escolha ética de convivência.

Um alerta necessário: quando a ciência é distorcida

Também é importante reconhecer um ponto delicado: ao longo da história, ideias sobre evolução foram deturpadas para justificar preconceitos e políticas de exclusão (como o darwinismo social e projetos eugenistas). Isso mostra uma verdade dura: ciência sem ética pode ser usada para ferir.
O Dia de Darwin, então, também pode ser um chamado para defender a ciência com responsabilidade — e para combater qualquer tentativa de usar “biologia” como desculpa para desumanizar.

O que a ciência inspira de positivo para pessoas com deficiência

Ao mesmo tempo, a ciência é uma aliada poderosa da inclusão. Basta pensar em tecnologias assistivas, adaptações e recursos que ampliam autonomia: leitores de tela, próteses, bengalas, aplicativos de navegação, comunicação alternativa, acessibilidade arquitetônica e digital.
Tudo isso lembra que a humanidade não avança apenas por competição: avança por cooperação, criatividade e compromisso social.

Conclusão: a evolução que precisamos acelerar

Celebrar o Dia de Darwin, na perspectiva de uma pessoa com deficiência, não é celebrar “a lei do mais forte”. É celebrar a vida como ela é: plural, diversa, rica em diferenças.
E se existe uma evolução que precisamos acelerar, é a do nosso olhar e das nossas práticas: um mundo que caiba em mais pessoas, com mais dignidade, menos barreiras e mais respeito.


Fontes e links

  • International Darwin Day Foundation (Darwin Day – 12 de fevereiro).

  • “Darwin Day” (visão geral e data comemorativa).

  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro: nota sobre o Dia de Darwin e programação.

  • Museu de Zoologia da USP: “Darwin Day Brasil”.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

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