Foi ele quem, em 1944, descreveu um grupo de crianças que apresentavam dificuldades significativas na interação social, interesses restritos e padrões comportamentais específicos, mas com inteligência preservada e linguagem formalmente desenvolvida.
Durante décadas, essa condição recebeu o nome de Síndrome de Asperger em sua homenagem.
O que era a Síndrome de Asperger?
A Síndrome de Asperger era classificada como um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado principalmente por:
- Dificuldade na comunicação social
- Interpretação literal da linguagem
- Interesses intensos e específicos
- Forte apego a rotinas
- Sensibilidade sensorial
- Inteligência dentro ou acima da média
- Ausência de atraso significativo na fala
Muitas vezes, as pessoas com esse perfil eram vistas como “excêntricas”, “isoladas” ou “muito focadas”, sem que houvesse compreensão de que se tratava de uma condição neurológica.
E hoje? O diagnóstico ainda existe?
Desde 2013, com a atualização do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a Síndrome de Asperger deixou de existir como diagnóstico separado.
Ela passou a integrar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), geralmente correspondendo ao que hoje se chama TEA nível 1 de suporte.
Isso significa que a pessoa precisa de apoio, mas possui maior autonomia em comparação com níveis mais elevados de necessidade de suporte.
Por que ainda se fala em Asperger?
Apesar da mudança diagnóstica, muitas pessoas que receberam esse diagnóstico antes de 2013 continuam se identificar como “asperger”.
A data de 18 de fevereiro permanece como um momento de conscientização sobre:
- Autismo sem deficiência intelectual associada
- Inclusão social
- Combate ao preconceito
- Respeito à neurodiversidade
Pontos importantes para compreender
A pessoa com perfil Asperger:
✔ Pode ter excelente memória
✔ Pode desenvolver habilidades profundas em áreas específicas
✔ Pode apresentar dificuldade em entender ironia, duplo sentido ou linguagem corporal
✔ Pode se sentir sobrecarregada em ambientes com excesso de estímulos
Não se trata de falta de educação, frieza ou desinteresse.
Trata-se de uma forma diferente de perceber e interagir com o mundo.
Inclusão é compreensão
Falar sobre a Síndrome de Asperger é falar sobre respeito às diferenças invisíveis.
Nem toda deficiência é física.
Nem toda dificuldade é preguiça.
Nem todo silêncio é indiferença.
Conscientização gera acolhimento.
E acolhimento transforma realidades.
Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.
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