segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Vitória na Guerra, Irmãos!



"Todos unidos em um grito de não ao preconceito! Fora a discriminação!"

Antes de falarmos sobre a gente, pense num exemplo que você já deve ter vivido.
Você tem deficência física, visual ou seja qual for a categoria. Vai a um shopping, por exemplo, e fica meia hora dentro do estacionamento, procurando um lugar pra estacionar e não acha uma vaga livre. Até porque as pessoas sem deficiência já ocuparam todas as vagas a nós destinadas.Aí, você passa por aquele monte de vagas com um símbolo azul no chão, todas esperando pra serem ocupadas por pessoas com deficiência, sendo que pelo menos uns 40 por cento estão ocupadas por pessoas ditas normais. Aí, passa mais uma hora até que a vaga esteja lá, sem ninguém, pra que, finalmente, você ocupar. Finalmente, você consegue ocupar a vaga e exercer seu direito, mas... a que custo! Haja tempo, gasolina, adrenalina....
Você não está prejudicando ninguém, você só quer pegar aquela vaga ali, não é seu direito?

E quando você está num supermercado lotado e aquele caixa rápido sendo usado só porque a fila estava vazia, por alguém com um monte de pacotes, e o super mercado não tem fila preferencial?

Tanta gente pagando meia-entrada sem ser estudante, sonegando impostos, enquanto você tem que enfrentar uma fila descomunal (fora o empurra-empurra) para entrar no ônibus, gente usando o banheiro destinado a nós como fraldário (essa, eu já vi!). Banheiro adaptado é essencial, mesmo em casa!

E a falta de acessibilidade nas escolas feitas (ao que parece) para uso exclusivo de pessoas ditas normais? E a gente que se prepara pra caramba e, na hora de tomar posse, ouve: "Ah, você não pode assumir essa vaga porque é deficiente....." Quem passa num concurso desses tem algo especial. Não é moleza chegar ao nível de conhecimento dos ditos "normais" sofrendo, na escola, as agruras que a gente passa.

Uma das maiores alegrias que já tive na vida foi ser contratado, juntamente com minha companheira (que também tem deficiência) para desenvolver um projeto de sensibilização para os funcionários da empresa onde trabalhávamos, para ajudá-los a conviver com colegas de trabalho e alunos com deficiência.

Vemos surgir um movimento que visa a estimular um enorme preconceito contra nós. Temos que estar preparados para enfrentar mais essa barreira que vem por aí.



6ª Virada Inclusiva de São Paulo


Nos próximos dias 3, 5 e 6 de dezembro, o Estado de São Paulo será palco da Virada Inclusiva, evento cultural idealizado e realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

SERVIÇO
Virada Inclusiva 2015
Data: 03, 05 e 06 de dezembro
Data abertura: 03 de dezembro
Horário Abertura: 13h e 19h
Locais: Condomínio Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - Consolação, São Paulo (13h) e Teatro Sérgio Cardoso: Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo (19h)
Programação: Veja neste llink!

Compartilhem!

Descrição da imagem para cego ver: Logo da Virada Inclusiva. Arte em formato quadrado com fundo laranja. No centro, ícones de maões, um cadeirante, muletante e uma pessoa saltando. Ao redor, um círculo com outros ícones representando cultura e as deficiências.

Crianças e adolescentes cegos andam de avião pela primeira vez



(Carlos Viana / Especial para O POVO)


Foto: EVILÁZIO BEZERRAA manhã do último sábado, 28, vai ficar marcada para sempre na memória de Gabriel Borges, de dez anos. Ele foi uma das 25 pessoas atendidas pela Sociedade de Assistência aos Cegos que andaram pela primeira vez em um avião monomotor. A ação foi realizada no Clube de Aviação Catuleve, em Aquiraz (Região Metropolitana de Fortaleza).



Na volta ao solo após a experiência, Gabriel disse que não teve medo de voar e queria “ser igual ao (cantor) Waldonys”, para fazer piruetas no ar. “Achei muito legal e quero ir de novo”, afirmou.


Outro que também voou pela primeira vez foi o adolescente Ítalo Araújo. “Minhas pernas estavam tremendo de medo antes de voar,” disse ele. Quando criança, Ítalo passou alguns meses internado no Hospital Infantil Albert Sabin, e lembra que tinha medo toda vez que passava um avião. “Sempre me encolhia debaixo dos lençóis”, contou. O voo de sábado fez ele dizer não ter mais medo de voar.


O projeto foi iniciativa do médico cardiologista e piloto Sérgio Macedo. A ideia surgiu durante uma conversa dele com uma paciente que é cega. “A partir daí, procurei o professor Vicente Cristino, da Sociedade de Assistência aos Cegos”, relatou. A ação foi inicialmente pensada para até cinco pessoas, mas cresceu. “Eu me sinto a pessoa mais feliz! O que está acontecendo hoje certamente é o primeiro de vários voos com pessoas cegas”, comemorou.


Para o professor Vicente Cristino, iniciativas como o voo ajudam o deficiente visual a diminuir a defasagem cognitiva, já que ele passa a conhecer algo e perde o medo do que era desconhecido.

Cães Golden podem ajudar no tratamento de doença rara


Domingo, 29 de novembro de 2015

O cão Ringo Foto:
Centro de Pesquisa
sobre o Genoma
Humano e Células-Tronco
da USP
Cientistas brasileiras descobriram um gene que pode ajudar no tratamento de uma doença rara, que atinge um em cada quatro mil meninos em todo o mundo.
É a distrofia muscular de Duchenne, que diminui a expectativa de vida dos pacientes para apenas 30 anos e aos 10 ou 12 anos eles não conseguem mais andar.
Mayana Katz, professora de genética do Instituto de Biociências da USP e uma das autoras do estudo diz que a doença é caracterizada pela ausência da distrofia, uma proteína que forma um tipo de capa nas células musculares. Sem ela, ocorre a degeneração dos músculos.
“No começo, o músculo ainda regenera. Porém, após dois anos, a perda muscular é maior do que a regeneração”, disse Katz à Exame.
Descoberta sem querer
A pesquisa da USP descobriu que a distrofina pode não ser a única forma de achar cura ou terapia para a distrofia muscular de Duchenne. Segundo as autoras, o gene Jagged1, ligado a processos de regeneração muscular, pode trazer esperanças de tratamento para os pacientes.
E a descoberta foi sem querer, graças a pesquisa com cães da raça Golden Retriever, que possuem a distrofia muscular de Duchenne.
Até então, todos os cachorros nasciam com a doença e morriam depois de um ou dois anos. Um filhote chamado Ringo chamou a atenção das cientistas em 2004. “Quando Ringo nasceu, achamos que era apenas mais um dos cães afetados. Realizamos os testes e vimos que ele tinha a mutação no DNA”, conta Zatz.
Após um ano, uma surpresa: Ringo não apresentava a doença. “Ele vivia pulando a cerca e logo teve filhotes. Um deles, o Suflair, apresentava as mesmas características do pai”, lembra a geneticista.
Intrigadas, Zatz e Natássia Vieira, na época doutoranda em genética pela USP, decidiram analisar quais eram as diferenças genéticas entre os músculos de Ringo e de outros cachorros doentes. Dessa análise saiu uma lista de 65 genes.
Para fazer o mapeamento genético completo do genoma dos cães e descobrir qual era o gene importante, Vieira foi a Boston, nos Estados Unidos. Lá, com a ajuda de Louis Kunkel, da Escola de Medicina de Harvard, e de Kerstin Lindblad-Toh, diretora científica do Broad Institute, ela encontrou uma região no cromossomo 24, que abrigava o gene Jagged1.
Para testar a nova hipótese, a pesquisadora aumentou em duas vezes a proteína do gene em peixes paulistinha – que não têm distrofina e possuem a doença. “Foi visto que 75% dos peixes sobreviveram após a aplicação”, relata Vieira.
De acordo com a cientista, o próximo passo do estudo é entender porque o gene deixa os músculos mais resistente. “Com isso, talvez, nós possamos encontrar outros genes que possam gerar novas terapias.”
Geneticistas: Mayana Zatz e Natássia
Vieira buscam tratamento para
distrofia muscular de Duchenne

Possíveis novos tratamentos

Atualmente, os medicamentos mais utilizados para o tratamento da distrofia de Duchenne são os corticoides. “Eles são ministrados desde que a doença é descoberta, pois aumentam a capacidade ventilatória”, explica Zatz.
No entanto, após alguns anos, pacientes precisam utilizar aparelhos de ventilação assistida. “O diafragma fica comprometido e, depois dos 20 anos, muitos dos meninos morrem de insuficiência respiratória”, diz a geneticista.
O estudo foi publicado na revista científica Cell sob o título de “Jagged 1 Rescues the Duchenne Muscular Dystrophy Phenotype” (“Jagged 1 resgata fenótipo da distrofia muscular de Duchenne”, em tradução livre).
Fonte: Só Notícia Boa
Com informações da Revista Exame

Outdoor em rua de Curitiba pede pelo fim de privilégios para deficientes


Cartaz provocou polêmica nas redes sociais.
Comissão de Acessibilidade da OAB-PR e vereadores repudiaram a ação.

Outdoor está na Rua Santa Cecília, em Curitiba (Foto: Thais Kaniak / G1)Um movimento desconhecido colocou um outdoor em Curitiba que pede o fim dos privilégios para os deficientes. Ele está localizado na Rua Santa Cecília, no bairro Pilarzinho. Uma fanpage no Facebook foi criada nas últimas horas com posts relacionados ao tema.
O outdoor provocou polêmica nas redes sociais. Alguns internautas, no entanto, acreditam que seja uma campanha relacionada ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que é comemorado em 3 de dezembro.

No fim da tarde desta segunda-feira (30), a página já tinha mais de 500 curtidas. Entretanto, a maioria dos comentários postados por internautas se posicionou contra a iniciativa.
Na fanpage, não há nenhum contato que identifique os criadores. Mas um post afirma que se trata de "uma entidade com princípios" com uma causa que será defendida com civilidade.
Além disso, a fanpage indica um abaixo-assinado virtual para quem concorda com a ideia. De acordo com a petição pública, os objetivos do movimento são claros: "Queremos parar de ser prejudicados por leis que privilegiam uma minoria e esquecem a maioria. Estas são nossas reivindicações".

Fanpage no Facebook divulga os objetivos do movimento (Foto: Reprodução / Facebook)Os itens pedidos pelo "Movimento pela Reforma de Direitos" são:

  • -Redução em 50% das vagas exclusivas pra deficientes
  • -Fim das cotas para deficientes em empresas
  • -Redução em 50% de filas e assentos exclusivos para deficientes
  • -Fim da isenção de impostos na compra de carro zero
  • -Fim das cotas em concurso público
  • -Fim da gratuidade para deficientes

Procurada pelo G1, a empresa responsável por locar o espaço do outdoor ainda não estava comentando o assunto.

Repúdio

A advogada Berenice Reis Lessa, presidente da Comissão de Acessibilidade da Ordem dos Advogados do Paraná (OAB-PR), afirmou que a comissão declara repúdio ao ato. Ela se refere à ação como irresponsável e inconcebível: "uma atitude de quem não tem qualificação".

Segundo a advogada, o que o grupo chama de privilégio é a equiparação do direito à cidadania. "A atual Constituição prevê esses direitos, que estão mais delineados e mais garantidos. A lei trata de dar o reconhecimento da igualdade de direitos com os demais cidadãos".

"O absurdo é tanto, demonstra desconhecimento de processos jurídicos. Algumas questões ali colocadas são constitucionais, não se alteram a partir de um movimento, não é uma coisa tão simples assim", explicou Berenice Reis Lessa.

Nesta semana, são celebradas duas datas ligadas ao assunto – na quinta-feira (3), é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência; e, no sábado (5), comemora-se o Dia Mundial da Acessibilidade.
Os vereadores de Curitiba também repudiaram a ação. Na sessão desta segunda, os parlamentares criticaram o "Movimento pela Reforma de Direitos".

Fonte: G1

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

DIA 23 DE NOVEMBRO - DIA DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL


Entre os principais objetivos dessa data,estão o estímulo a ações educativas e preventivas associadas à doença; promoção de debates e outros eventos sobre as políticas públicas e promoção de apoio para as crianças e seus familiares.
É importante estar atento ao aparecimento de sintomas que podem ser sinais da doença. Quanto mais cedo for procurado um tratamento médico, maiores serão as chances de cura.

Procure um especialista caso seu filho apresente:


  • perda de peso;


  • manchas roxas e sangramento pelo corpo, sem machucados;


  • vômitos acompanhados de dor de cabeça;


  • diminuição da visão;


  • perda de equilíbrio;

  • caroço em qualquer parte do corpo, principalmente na barriga.




    quarta-feira, 25 de novembro de 2015

    Com braço amputado após acidente, cearense brilha no Rei e Rainha do Mar e mira Paralimpíadas de 2016



    Quem vê as conquistas do cearense Betão, não imagina que as primeiras braçadas foram no município de Morada Nova, a 171 km de Fortaleza, onde ele nasceu. O garoto Carlos Alberto, filho de agricultores, tinha paixão pelas águas e, quando não estava trabalhando com o pai, o rio Banabuiú virava sua segunda casa.

    Mas a brincadeira de criança foi interrompida por um acidente, aos 12 anos, após um acidente no qual Betão perdeu o braço direito em uma máquina de beneficiamento do arroz.

    Pelas condições financeiras, o cearense continuou o trabalho na roça, mas aos 30 anos decidiu mudar de história e superar a deficiência física para começar a se dedicar integralmente à natação.

    Desde lá, Carlos Alberto soma duas medalhas em Parapanamericanos, ouro em Guadalajara (2011) e bronze em Toronto (2015), uma convocação para Paralímpiadas, em Londres (2012), e a 20ª posição no ranking mundial de paratletas da natação.

    Para Betão, a etapa de Fortaleza do Rei e Rainha do Mar, realizada ontem, serviu de treinamento. Mais de 1.500 atletas de todo o mundo se reuniram na Praia de Iracema para disputar diferentes provas. Carlos Alberto conquistou o 2º lugar na categoria para pessoas com deficiência e o 32º na geral masculina na prova 'Challenge', etapa de natação por quatro quilômetros em mar aberto.

    "É sempre diferente nadar em mar aberto. Os ventos e a ondulação contra a maré são desafios para a nossa resistência", conta.

    Casado e com um filho, Betão vive do esporte e, mesmo com auxílio do pelo Governo, ele garante não ser suficiente. Mirando os Jogos Olímpicos no Rio em 2016 e o único cearense com chances de participar na modalidade de natação, Carlos Alberto pede mais incentivo ao esporte no Ceará.

    Coroas para a Itália

    Os italianos Rachele Bruni e Matteo Furlan foram os vencedores da prova 'Challenge', mais importante do Rei e Rainha do Mar. Totalmente dedicados ao esporte, são os atuais campeões mundiais da modalidade e treinam 18 horas por dia. Rachele é a única dos participantes do evento que já está classificada para as Olimpíadas do Rio em 2016.


    Iniciada a 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

    Acabam de ser iniciadas as atividades da 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.
    Este ano,  o evento é marcado pelo avanço da legislação brasileira e pelos debates sobre como levar para o dia-a-dia das pessoas o Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão.
    O desafio é grande, mas temos a força de vontade de um país inteiro.
    Assista ao vivo http://youtu.be/QSeJGMTUty0

    terça-feira, 24 de novembro de 2015

    Lei Garante ao Deficiente Visual Direito ao Uso de Cão-Guia

    A Lei nº 11.126/2005 assegura à pessoa com deficiência visual, usuária de cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.
    O Brasil é o único País da América Latina que possui dois centros de formação de instrutores e treinadores de cães-guia, um em Santa Catarina e outro no Espírito Santo. A formação fora do país pode custar em torno de 25 a 30 mil dólares.

    Veja a lei 11.126: http://bit.ly/leicaoguia

    Na última quinta-feira (19), o Senado Federal aprovou o Tratado de Marrakesh, que amplia o acesso a obras publicadas no formato indicado para pessoas cegas, com deficiência visual ou dificuldades para ler texto impresso.

    Saiba mais: http://bit.ly/1Mxum4I

    Para ajudar os centros de treinamentos de cães-guias entre em contato pelos e-mails: projetocaoguia@ifc-camboriu.edu.br ou caoguia.alegre@ifes.edu.br .


    Comissão de Educação do Senado Aprova PL instituindo Dia Nacional de Luta contra a ELA

    Descrição da Imagem ‪#‎PraCegoVer‬: sobre um fundo azul, está escrito A Comissão de Educação acaba de aprovar meu projeto de lei que institui o 21 de junho como o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O projeto (PLS 682/2015) tem um grande apelo social, tem sua origem a partir de uma petição pública com 3 mil assinaturas de apoio à criação da data.
    É um trabalho muito importante de conscientização da sociedade para as necessidades dos pacientes e colabora com a luta pelo apoio a pesquisa e tratamentos.
    Os desafios de quem luta contra a ELA são enormes. Começam no diagnóstico e seguem com a ausência de terapia básica. Instituir um dia para lutar contra a ELA é informar a sociedade e buscar recursos para tratamento, pesquisa e cura da doença. O projeto agora segue para a Câmara dos Deputados.

    Senado abre 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência nesta quarta-feira


    Da Redação | 23/11/2015, 16h14 - ATUALIZADO EM 23/11/2015, 16h22


    Começa nesta quarta-feira (25), a 9ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A programação inclui palestras, cursos e exposições que marcam o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado mundialmente no dia 3 de dezembro.

    O tema deste ano é “Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei Brasileira de Inclusão: Do Papel à Realidade”. O objetivo é divulgar e debater a legislação sancionada em julho.

    Programação

    A abertura do evento será dia 25 de novembro, às 10h, com a presença dos senadores Romário (PSB-RJ) e Paulo Paim (PT-RS), da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) e do embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis. Também haverá o musical “Sinfonia Diferente”, primeiro estrelado por crianças autistas, e o show do guitarrista que toca com os pés, Johnatha Bastos, acompanhado pelo coral do Senado.

    Os interessados em aprender a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), terão a oportunidade de participar de oficina nos dias 26 e 27 de novembro. As inscrições podem ser feitas pela internet (acesse aqui). As vagas são limitadas.

    A exposição “Um Autista Artista”, de Vinícius Ferreira, integra a série de eventos. Os quadros ficam expostos de 23 de novembro a 4 de dezembro, no Senado Galeria.

    No dia 2 de dezembro, os escritores Loni Manica e Geraldo Caliman lançam o livro “Os Limites e as Possibilidades da Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional”, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

    A semana será encerrada com a palestra “Lei Brasileira da Inclusão: do papel à realidade”, com a participação de especialistas, sob a coordenação da CE,  no dia 3 de dezembro, no auditório do Interlegis.

    Versão em braile

    O Senado lançou uma versão em braile do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que entrou em vigor em julho e assegura uma série de direitos e garantias para pessoas com algum tipo de limitação física ou intelectual.

    Impressa pela Secretaria de Editoração e Publicações, a Gráfica do Senado, a nova versão do texto legal está disponível para organizações e bibliotecas que trabalham com cegos.

    Para receber a publicação em braile, essas instituições podem entrar em contato com a Ouvidoria do Senado. O telefone é 0800 612211. O e-mail é ouvidoria@senado.leg.br.

    Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    quinta-feira, 19 de novembro de 2015

    Colunista Denuncia: Escolas Discriminam Pessoas Com Deficiência

    Descrição da Imagem ‪#‎PraCegoVer‬:
    print de uma notícia de jornal onde está escrito:
    No novo contrato de matrícula do colégio CEL, no Rio,
    os pais dos alunos têm que assinar um documento que,
    entre os itens, diz assim: “Declaro que o aluno não é portador
    de qualquer necessidade especial, e, ainda,
    que fui informado que a escola não
    trabalha com necessidades especiais".
    Acima do print está escrito "Isto é crime!"
    A coluna do jornalista Ancelmo Gois publicou, ontem, um crime praticado por escolas. Ele relata que no contrato de matrícula do Colégio CEL, no Rio de Janeiro, os pais precisam assinar um documento declarando que o filho não tem nenhuma "necessidade especial", além disso, a declaração deixa claro que a escola não trabalha com "necessidades especiais".
    Isso é CRIME! Está no artigo 8º da Lei Nº 7.853 de 1989. Está também na Lei Brasileira de Inclusão: recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino por motivos da deficiência é crime de punível com reclusão de 1 a 4 anos e multa.
    Pra quem tem dúvida, o Ministério da Educação já esclareceu em nota que, independente do lugar do país, qualquer escola, pública ou particular, está PROIBIDA de negar matrícula a pessoas com deficiência.
    Por isso, pais, a lei está com vocês. Vamos denunciar essa e qualquer outra escola que agir da mesma forma. Lembrando que as escolas também estão proibidas de cobrar taxa adicional de alunos com deficiência.

    Para quem precisar:

    Lei Nº 7.853/1989. Artigo 8º: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7853.htm
    Lei de Inclusão. Artigo 98: http://www.planalto.gov.br/…/_Ato2015-…/2015/Lei/L13146.htm
    Nota do MEC: http://bit.ly/1YgN8CU



    quarta-feira, 18 de novembro de 2015

    Senado Aprecia Projeto Ampliando Faixa de Renda para Concessão do BPC


    Está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado o projeto de lei do senador Paulo Paim que amplia a faixa de renda para concessão do Benefício da Prestação Continuada (BPC) (PLS 212/2013). Hoje têm direito ao BPC pessoas com renda familiar per capita de R$ 197 (¼ do salário mínimo). Pela proposta, o limite amplia para R$ 591 (¾ do mínimo).
    O Senador Romário Faria relatou a proposta na Comissão de Direitos Humanos a favor da matéria. Trata-se de uma demanda antiga das pessoas com deficiência e familiares. A faixa de renda para receber o BPC só beneficia quem vive em condições miseráveis. Um grande número de idosos e pessoas com sérios comprometimentos físicos continuam à margem da proteção.
    Uma questão importante: além da exigência da faixa de renda, só podem receber o benefício pessoas incapacitadas para a vida independente e para o trabalho.

    terça-feira, 17 de novembro de 2015

    Doações aumentam e Ceará tem o melhor índice de captação de órgãos do ano


    Seg, 16 de Novembro de 2015 10:20


    O Ceará atingiu a média de três doações efetivas de órgãos e tecidos para transplantes a cada quatro dias do mês, com a captação de três doações na noite de quinta-feira, 12 de novembro, no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), no Instituto Dr. José Frota (IJF) e na Santa Casa de Misericórdia, em Sobral. O número projeta captação superior às 22 doações efetivas alcançadas em outubro - a melhor do ano até o momento. Em novembro já são nove doações efetivas e, no ano, 163. Em 2014 foram efetivadas 220 doações em todo o ano.


    O processo de doação e transplante no Ceará tem apresentado comportamento distinto a partir do mês de julho, em relação ao primeiro semestre do ano. De janeiro a junho deste ano o Ceará registrou 64 recusas familiares (43%) em 150 entrevistas para captação de doadores de órgãos e tecidos realizadas no semestre. No período foram notificados 260 potenciais doadores. Desses, 84 (32%) foram doadores efetivos. Entre julho e outubro, foram 45 recusas familiares (36%) em 124 entrevistas realizadas. No segundo semestre, até outubro, foram notificados 179 potenciais doadores e 79 (44%) foram efetivados.


    O resultado dessa mudança se reflete nos números de transplantes. O Ceará realizou mais transplantes de janeiro a outubro deste ano que no mesmo período do ano passado. Em dez meses foram realizados 1.183 transplantes em 2015 e 1.163 em 2014, ano em que foi estabelecido o recorde de 1.399 transplantes. Em termos de doações efetivas, no ano passado a média mensal foi de 18 doadores efetivos, com total de 220 no ano. Este ano, a média mensal no primeiro semestre ficou em 14 doadores efetivos e, entre julho e outubro, em 19,75.


    A maioria dos transplantes é feita a partir de doadores com morte encefálica. Ainda assim, a decisão quanto à doação é da família do potencial doador. Por isso a importância de quem deseja ser doador de órgãos comunicar à família esse desejo. Apesar da morte encefálica, o coração do doador deve permanecer batendo até o momento da cirurgia de retirada dos órgãos que serão transplantados. Se o coração parar de bater, só poderão ser doados alguns tecidos, como as córneas.


    Pelos tipos de transplantes realizados no Ceará, um único doador tem a chance de salvar ou melhorar a qualidade de vida de pelo menos 11 pacientes que estão na fila de espera. Na doação, órgãos e tecidos que podem ser aproveitadas para transplante são os dois rins, dois pulmões, coração, fígado e pâncreas, duas córneas e três valvas cardíacas. Quando um doador é efetivado, com o sinal positivo da família para a doação, a retirada de órgãos e tecidos e o transplante devem obedecer em prazos estabelecidos, já que existe tempo máximo de preservação desses órgãos e tecidos fora do corpo (ver quadro).


    Até outubro deste ano foram realizados no Ceará 22 transplantes de rim, 5 de rim/pâncreas, 18 de coração, 158 de fígado, 3 de pulmão, 64 de medula óssea, 690 de córnea, 13 de esclera e 10 de valva cardíaca. Em novembro, foram realizados até o dia 12, 8 transplantes de rim, 4 de fígado, 1 de medula óssea e 10 de córnea, totalizando 23 transplantes.



    Tempo para retirada e transplante de órgãos e tecidos



    Órgão/ tecidoTempo máximo para retiradaTempo máximo de preservação extracorpórea
    Córneas6 horas pós parada cardíaca7 dias
    CoraçãoAntes da parada cardíaca4 a 6 horas
    PulmõesAntes da parada cardíaca4 a 6 horas
    RinsAté 30 minutos pós parada cardíacaAté 48 horas
    FígadoAntes da parada cardíaca12 a 24 horas
    PâncreasAntes da parada cardíaca12 a 24 horas


    Fonte: Governo do Estado do Ceará - via What´sApp

    sexta-feira, 13 de novembro de 2015

    Praticantes de equoterapia competem na última etapa de salto do ano


    Atualizada em 13/11/2015


    Praticante de Equoterapia do Texas RanchO Centro de Equoterapia Educacional Texas Ranch participa no próximo dia 15/11, da 6ª Etapa Metropolitana TO e Salto para iniciantes da Federação Paulista de Hipismo (FPH). O evento que será realizado no Centro Hípico Granja Viana, em Carapicuíba/SP, a partir das 9h30, marca o encerramento do ano para as participações dos praticantes em competições de salto.

    O Texas Ranch é pioneiro nessa iniciativa juntamente com Hípica Manège Alphaville como destaca a responsável pela instituição, Elizabeth Melani. “Neste ano participamos de seis etapas de salto iniciante, inclusive da Copa Bradesco Alphaville de Hipismo. Tivemos importantes resultados alcançados dentro e fora das pistas. No próximo ano a intenção é intensificar ainda mais as nossas participações, através do projeto em estudo com o José Batista Filho, sócio-diretor da Hípica Manège, queremos convidar outras entidades de equoterapia para participarem conosco das competições” destaca Elizabeth.

    Para poder chegar em competição paraequestres de alto nível, a caminhada é longa e exige muita dedicação e empenho por parte dos alunos, pais e  profissionais. A fisioterapeuta Kátia Souza de Oliveira que atua no Texas Ranch juntamente com a também fisioterapeuta Dyelle de Mello Freitas, explica que todos os que participam dos campeonatos, praticaram em média pelo menos dois anos do programa de educação – reeducação da Equoterapia. “Nesta etapa, os alunos adquirem equilíbrio, coordenação motora, alto confiança, adequação postural, atenção, concentração e maior independência, para só então evoluir ao programa pré-esportivo”, destaca Kátia.

    Os benefícios da participação nas competições é visível nos praticantes, já que segundo as fisioterapeutas do centro educacional, eles demonstram maior interesse no programa desenvolvido no Texas Ranch especificamente para cada um deles. “Os nossos praticantes buscam sempre apresentar melhor desemprenho nas competições, com isto os profissionais podem explorar mais a capacidade de cada um”.

    Isso pode ser comprovado em uma das etapas, quando o praticante Jean Paulo Ohara, de 13 anos, que tem microcefalia se classificou pela primeira vez entre os 10 melhores competidores na categoria salto iniciante. “Ele competiu com igualdade junto as demais crianças na ocasião. Sem dúvida é muito gratificante para nós que estamos semanalmente treinando e trabalhando com ele”, completa Elizabeth.

    Outro importante resultado alcançado por eles são os vínculos familiares. Em todas as competições os pais dos praticantes estão presentes, melhorando a atenção deles a atividade naquele momento. “Além disso, eleva a autoestima, além dos ganhos motores e psicológicos pelas premiações e pelo fato de subirem ao pódio e receberem medalhas e troféus pela participação e desempenho. É também uma maneira de gerar inclusão social através da prática do esporte”, finaliza Elizabeth.

    quinta-feira, 12 de novembro de 2015

    SP terá sessão especial de cinema para crianças com autismo


    Sessão será exclusiva para crianças e seus familiares.

    (Foto: José Neto – Fotografia Criativa)Os pais de crianças com autismo lutam diariamente para a inclusão dos filhos na sociedade, mas o preconceito faz com que muitas crianças fiquem mais tempo do que deveriam dentro de casa sem fazer coisas saudáveis e corriqueiras como brincar no parquinho da praça, por exemplo.

    Foi pensando nisso que um grupo de pais na internet chamado TEApoio (Transtorno do Espectro Autista) decidiu organizar uma sessão exclusiva de cinema para essas crianças e seus familiares. “Muitos pais neste grupo comentaram que nunca tiveram a oportunidade de levar os filhos ao cinema. Foi aí que surgiu a ideia da sessão especial”, diz a gerente de RH Vanessa Lamego de Almeida, 35. Ela, que é mãe de Gustavo, 6, que tem autismo leve e é um frequentador assíduo de cinemas.

    Ela comenta que para algumas crianças com autismo não é fácil ir ao cinema convencional. “Algumas delas têm hiperatividade, sensibilidade auditiva e visual e ir a uma sessão tradicional é algo bastante complicado. Além disso, a escuridão, o som alto e a necessidade de permanecer sentado e em silêncio durante o filme faz com que muitas famílias não levem os filhos com autismo ao cinema convencional”, comenta.

    Vanessa conta que neste evento haverá alguns diferenciais do que a sessão normal. A sala estará iluminada, o som será mais baixo e não haverá trailer no início do filme.

    “As crianças e seus acompanhantes vão poder entrar e sair à vontade da sala, coisa que as pessoas não sentem à vontade para fazer  em uma sessão normal”, comenta.

    Mãe de gêmeos de seis anos com autismo, a fisioterapeuta Mariana Moreira Alckmin Azevedo, 36, vai levar os filhos pela primeira vez ao cinema. “Nunca levei pois não tinha coragem de levar com medo de atrapalhar as outras pessoas e criar uma situação constrangedora”, comenta Mariana, que vai acompanhada do marido.

    Ela conta que os gêmeos estudam em uma escola regular, mas têm acompanhante de uma terapêutica em sala de aula. “Foi muito difícil achar uma escola inclusiva. Demorei dois anos pois as pessoas têm preconceito. Acham que a criança autista é violenta, agressiva, mas é o contrário. São ingênuos e muito carinhosos”, diz Mariana, que descobriu o autismo quando os meninos tinham quase dois anos.

    Ela faz parte de grupos virtuais de pais com crianças autistas que se ajudam e fazem encontros para trocar experiências. “Será uma oportunidade incrível pois ninguém vai olhar torto se a criança se levantar no meio do filme. Todos vão entender”, diz.

    A sessão especial trará o desenho Hotel Transilvânia 2, que será exibido no dia 15 de novembro, às 10h30, no cinema do UCI Cinema do Shopping Anália Franco, na zona leste de São Paulo.

    A sessão custará R$ 20 por pessoa com direito a ingresso e combo com pipoca e refrigerante. Os interessados, explica Vanessa, devem garantir os ingressos antecipadamente.





    quarta-feira, 11 de novembro de 2015

    Justiça determina liberação de substância da maconha para fins medicinais


    A Justiça Federal determinou que a Anvisa libere o Tetrahidrocannabinol (THC) para uso medicinal no Brasil. A substância é extraída da maconha e usada no mundo inteiro para o tratamento de doenças como epilepsia, glaucoma mal de parkinson e esclerose múltipla. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal.
    O magistrado também determinou que a Anvisa permita a importação de medicamentos compostos de THC e de Cannabidiol (substância já liberada para uso medicinal no Brasil). A Anvisa é obrigada a publicar portaria regulamentando a importação e uso das substâncias em 10 dias.
    Na mesma decisão, o juiz federal Marcelo Rebello determinou que a Anvisa e o Ministério da Saúde autorizem e fiscalizem pesquisas científicas usando a "cannabis" além de qualquer outra espécia derivada da planta.
    A decisão ainda é liminar, mas representa um avanço na luta das pessoas que buscam tratamento e contam com a desburocratização do acesso a medicamentos.

    segunda-feira, 9 de novembro de 2015

    Brasil Tem, Finalmente, Legislação Oficial de Combate ao Bullying

    Temos oficialmente uma legislação que combate o bullying no Brasil. A Presidência da República sancionou hoje a lei, de iniciativa do Congresso Nacional, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática do Bullying em todo território nacional (nº 13.185/2015). Pelo texto, bullying é a "prática de atos de violência física ou psíquica exercidos intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima". ´
    A lei recomenda escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção ao bullying e ciberbullying. Entre elas estão a capacitação de professores e equipes pedagógicas, realização de campanhas educativas, além de assistência pedagógica, social e jurídica.
    O texto também deixa claro que a punição aos agressores deve ser substituída por alternativas que promovam a mudança de quem pratica o bullying.
    Mesmo diante de todas as demandas das nossas escolas, considero a lei de extrema importância. Pela primeira vez, temos uma política de combate ao bullying. A partir daí, boas iniciativas podem servir de exemplo para o Brasil.