quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Taxistas se negam a transportar cadeiras de rodas em Porto Alegre

Condutores alegam dificuldade para transportar cadeiras de rodas devido à falta de espaço nos veículos
Enquanto cadeirantes alegam dificuldade para conseguir táxis na Capital, taxistas reconhecem o problema, mas justificam a dificuldade em transportar cadeiras de roda devido a falta de espaço nos veículos. A EPTC alerta que o taxista que se negar a prestar o serviço pode ser autuado, já que estará descumprindo de uma lei municipal.

"Cidade tem que estar preparada para receber pessoas com deficiência", diz presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre. Ouça a entrevista na Rádio Gaúcha.

Conseguir um táxi tem sido um drama para a advogada Mariana Saraiva Silva, de Porto Alegre. Ela é cadeirante e dificilmente encontra um taxista disposto a fazer o transporte da cadeira de rodas. Falta espaço no porta-malas devido ao gás veicular, além do receio dos taxistas em danificar o banco traseiro.

— Eu me sinto péssima, até em questão de auto-estima, a gente se sente deixada de lado, se sente um peso na forma como eles agem, né? Eu me sinto super mal. Sou uma cidadã, pago impostos como todo mundo e tenho meus direitos, quero ter o meu direito de ir e vir preservados. Destrói a auto-estima de uma pessoa — desabafa Mariana.

O taxista José Cestari reconhece o problema. Ele defende a adoção de medidas urgentes para tornar os táxis de Porto Alegre aptos a fazer esse transporte. Ele sugere a criação de um suporte para a colocação da cadeira do lado de fora do carro, como aqueles para bicicletas.

Cestari admite que às vezes é obrigado a negar corrida a cadeirantes.

— Muitas vezes a gente tem que parar em lugar proibido para colocar a cadeira dentro do veículo, e nós não temos espaço para a cadeira. Eu sinto muito em estar falando, de ver a dificuldade do cadeirante para pegar um táxi

O diretor-presidente da EPTC diz ter conhecimento de reclamações de usuários sobre o problema. Ele explica que o taxista que se negar a lavar um cadeirante está descumprindo lei municipal. Vanderlei Cappellari alerta que o passageiro deve anotar o prefixo e encaminhar reclamação para o telefone 118.

O taxista que se negar a levar cadeira de rodas pode ser autuado e, em caso de reincidência, perder a permissão para trabalhar.

Os táxis não podem cobrar a mais pelo serviço, a não ser que seja um veículo especial, equipado com elevador, semelhante aos que tem em alguns ônibus da capital.

Neste caso, a corrida custa 50% a mais.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br / (10/01/2011) in DeficienteCiente (Referência: Rede Saci).

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