sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Doenças autoimunes e doenças transmissíveis: entender a diferença é combater o preconceito

Ainda é muito comum que as pessoas confundam doenças autoimunes com doenças transmissíveis. Essa confusão, além de equivocada do ponto de vista médico, acaba alimentando medo, afastamento e preconceito contra quem já enfrenta desafios importantes em sua saúde.

Informação correta é uma forma de inclusão.

O que são doenças transmissíveis?

As doenças transmissíveis — também chamadas de doenças infecciosas — são aquelas causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra, seja por contato direto, pelo ar, por fluidos corporais, alimentos ou água contaminados.

Exemplos conhecidos incluem gripe, COVID-19, tuberculose, dengue e hepatites virais.
Nesses casos, a transmissão ocorre por mecanismos específicos e bem definidos, e as medidas de prevenção envolvem higiene, vacinação e cuidados coletivos.

O que são doenças autoimunes?

Já as doenças autoimunes não são causadas por microrganismos externos e não são contagiosas.

Elas acontecem quando o próprio sistema imunológico — que deveria proteger o corpo — passa a atacar tecidos e órgãos saudáveis, como se fossem inimigos. É uma falha no mecanismo de defesa do organismo.

Entre as doenças autoimunes mais conhecidas estão lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide, doença de Crohn, psoríase, vitiligo, síndrome de Sjögren, entre muitas outras.

Essas condições não passam de pessoa para pessoa, não representam risco de contágio e não justificam qualquer tipo de afastamento social.

Por que essa confusão é tão prejudicial?

Quando alguém acredita, por engano, que uma doença autoimune “pega”, surgem atitudes como:

  • Evitar contato físico desnecessariamente
  • Olhares de desconfiança
  • Comentários inadequados
  • Isolamento social
  • Culpa ou vergonha imposta ao doente

Tudo isso gera sofrimento emocional e reforça o capacitismo — a discriminação contra pessoas com doenças ou deficiências, visíveis ou não.

Doença não define caráter, valor ou capacidade

Pessoas com doenças autoimunes trabalham, estudam, amam, cuidam da família e participam da sociedade. Muitas convivem com dores, fadiga, limitações invisíveis e tratamentos contínuos — e ainda assim seguem em frente com dignidade.

O que elas mais precisam não é de julgamento, mas de:

  • Informação correta
  • Respeito
  • Empatia
  • Apoio

Informação também é acessibilidade

Quando esclarecemos a diferença entre doenças autoimunes e transmissíveis, estamos promovendo acessibilidade atitudinal — aquela que começa na forma como pensamos e nos relacionamos com o outro.

Combater o preconceito começa com uma pergunta simples:
“Eu realmente entendo o que estou julgando?”

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que conhecimento é uma ponte — nunca um muro.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

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