Mas, para o Cantinho dos Amigos Especiais, a pergunta mais importante é: essa data também tem relação com atletas com deficiência (PCD)?
A resposta é: sim — e faz muito sentido falar disso hoje.
Atleta profissional também pode ser atleta PCD
Quando falamos em “atleta profissional”, estamos falando de carreira: preparação contínua, treinos, competições, equipe de apoio, responsabilidades e, muitas vezes, contratos, bolsas, patrocínios e metas. E isso também existe no universo do paradesporto.
Ou seja: atletas PCD também são atletas profissionais quando vivem o esporte em nível competitivo e estruturado. O problema é que, muitas vezes, eles precisam ser “duplamente fortes”:
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fortes para competir, e
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fortes para enfrentar barreiras fora das quadras, como transporte, acessibilidade, falta de equipamentos adequados, pouca visibilidade, menos patrocínio e menos oportunidades.
Profissionalismo exige estrutura — e inclusão também
A legislação esportiva brasileira reforça um ponto fundamental: o esporte é um direito, e o poder público tem o dever de promover atividades físicas para todos, com atenção especial às pessoas com deficiência.
Isso nos leva a uma reflexão bem “Cantinho”:
Se o esporte é direito, então acessibilidade no esporte também é direito.
E, se o atleta é profissional, ele precisa de condições reais para exercer essa profissão.
Existe um dia específico para o atleta paralímpico
Além do tema de hoje, existe uma data oficial: 22 de setembro — Dia Nacional do Atleta Paralímpico. É uma excelente ocasião para dar visibilidade total ao paradesporto.
Mas isso não impede que hoje, 10 de fevereiro, a gente faça uma ponte importante: profissionalismo no esporte também precisa incluir os atletas PCD com respeito, visibilidade e investimento.
Um convite para a sociedade
Neste Dia do Atleta Profissional, vale lembrar:
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Atleta PCD não é “exceção inspiradora”. É atleta.
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Não é “história bonita”. É trabalho, treino, técnica e performance.
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E inclusão não é favor: é condição mínima para igualdade de oportunidades.
Hoje é um bom dia para a gente apoiar:
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o paradesporto nas escolas,
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projetos sociais acessíveis,
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modalidades adaptadas em clubes e centros esportivos,
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e políticas públicas que garantam estrutura e continuidade.
Porque talento sem oportunidade vira silêncio.
E o Brasil tem muitos atletas PCD que merecem ser vistos — não por pena, mas por mérito.
Fontes e links
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Lei nº 12.622/2012 — institui o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22 de setembro).
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Lei nº 14.597/2023 — Lei Geral do Esporte (diretrizes e atenção às pessoas com deficiência).
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Contexto sobre o Dia do Atleta Profissional (10/02) e a ideia de profissionalização do atleta.

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