terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

10 de fevereiro: Dia do Atleta Profissional — e onde entram os atletas PCD?

Hoje, 10 de fevereiro, é celebrado no Brasil o Dia do Atleta Profissional — uma data que lembra a dedicação de quem transforma o esporte em trabalho, rotina e compromisso. Mesmo sendo uma comemoração considerada “informal” em muitos calendários, ela é amplamente reconhecida e costuma ser associada ao fortalecimento do entendimento do atleta como profissional com direitos e deveres, dentro das normas esportivas brasileiras.

Mas, para o Cantinho dos Amigos Especiais, a pergunta mais importante é: essa data também tem relação com atletas com deficiência (PCD)?

A resposta é: sim — e faz muito sentido falar disso hoje.

Atleta profissional também pode ser atleta PCD

Quando falamos em “atleta profissional”, estamos falando de carreira: preparação contínua, treinos, competições, equipe de apoio, responsabilidades e, muitas vezes, contratos, bolsas, patrocínios e metas. E isso também existe no universo do paradesporto.

Ou seja: atletas PCD também são atletas profissionais quando vivem o esporte em nível competitivo e estruturado. O problema é que, muitas vezes, eles precisam ser “duplamente fortes”:

  • fortes para competir, e

  • fortes para enfrentar barreiras fora das quadras, como transporte, acessibilidade, falta de equipamentos adequados, pouca visibilidade, menos patrocínio e menos oportunidades.

Profissionalismo exige estrutura — e inclusão também

A legislação esportiva brasileira reforça um ponto fundamental: o esporte é um direito, e o poder público tem o dever de promover atividades físicas para todos, com atenção especial às pessoas com deficiência.

Isso nos leva a uma reflexão bem “Cantinho”:

Se o esporte é direito, então acessibilidade no esporte também é direito.
E, se o atleta é profissional, ele precisa de condições reais para exercer essa profissão.

Existe um dia específico para o atleta paralímpico

Além do tema de hoje, existe uma data oficial: 22 de setembro — Dia Nacional do Atleta Paralímpico. É uma excelente ocasião para dar visibilidade total ao paradesporto.

Mas isso não impede que hoje, 10 de fevereiro, a gente faça uma ponte importante: profissionalismo no esporte também precisa incluir os atletas PCD com respeito, visibilidade e investimento.

Um convite para a sociedade

Neste Dia do Atleta Profissional, vale lembrar:

  • Atleta PCD não é “exceção inspiradora”. É atleta.

  • Não é “história bonita”. É trabalho, treino, técnica e performance.

  • E inclusão não é favor: é condição mínima para igualdade de oportunidades.

Hoje é um bom dia para a gente apoiar:

  • o paradesporto nas escolas,

  • projetos sociais acessíveis,

  • modalidades adaptadas em clubes e centros esportivos,

  • e políticas públicas que garantam estrutura e continuidade.

Porque talento sem oportunidade vira silêncio.
E o Brasil tem muitos atletas PCD que merecem ser vistos — não por pena, mas por mérito.


Fontes e links

  • Lei nº 12.622/2012 — institui o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22 de setembro).

  • Lei nº 14.597/2023 — Lei Geral do Esporte (diretrizes e atenção às pessoas com deficiência).

  • Contexto sobre o Dia do Atleta Profissional (10/02) e a ideia de profissionalização do atleta.

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