terça-feira, 14 de outubro de 2025

Quando o trabalho vira palco de humilhação: o caso da atendente com TDAH que venceu ação por assédio

Recentemente, um post no Instagram chamou a atenção ao relatar uma decisão da Justiça do Trabalho que condenou uma empresa a indenizar uma atendente com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) após repetidas humilhações no ambiente de trabalho. 

O que aconteceu

Segundo os relatos e documentos do processo:

A funcionária, diagnosticada com TDAH, era alvo constante de chacotas de colegas e até de supervisores. Era chamada de “lerda” e “sonsa”.

Em um episódio simbólico, ela recebeu um “troféu” como “a colaboradora mais lerda do setor”, em competição interna da empresa.

O assédio moral sofrido teria agravado seu estado psicológico, desencadeando crises de ansiedade e depressão — condição que foi reconhecida em perícia.

Na sentença de 1ª instância, foi reconhecido o assédio e fixada indenização de R$ 50 mil por danos morais, além da declaração de doença ocupacional e rescisão indireta do contrato.

No Tribunal Regional do Trabalho (TRT-3), a decisão foi mantida quanto ao reconhecimento do assédio, mas a indenização foi reduzida para R$ 20 mil, por entender que esse valor seria mais proporcional ao caso.

Além disso, foi reconhecida estabilidade provisória (durante o período de agravamento da condição) e retificação da CTPS.

Por que esse caso é importante para lutarmos por ambientes inclusivos

Esse episódio traz à tona questões que devemos refletir:

Vulnerabilidade de pessoas com transtornos invisíveis

O TDAH não “ aparece” fisicamente, o que muitas vezes leva a julgamentos superficiais — como chamar de “lerdo” quem lida com desafios cognitivos ou de processamento diferente.

Assédio moral e saúde mental

Comentários pejorativos, humilhações constantes e práticas de “brincadeira” no ambiente de trabalho podem gerar sérios danos psicológicos, especialmente em quem já enfrenta dificuldades emocionais ou neurológicas pré-existentes.

Responsabilidade do empregador

A decisão judicial reforça que não basta alegar desconhecimento: é dever da empresa promover ambiente digno e intervir em práticas nocivas.

A importância da reparação judicial

A indenização não “conserta” o dano psicológico, mas tem papel simbólico e preventivo — serve para reconhecer o erro e inibir que situações semelhantes ocorram novamente.

Como podemos agir para um ambiente mais humano e acolhedor

Capacitação e sensibilização: promover treinamentos para gestores e equipes sobre empatia, diversidade neurocognitiva e respeito no ambiente de trabalho.

Políticas de acolhimento: canais internos de denúncia que funcionem de fato, acompanhamento psicológico e apoio às vítimas.

Cultura de inclusão: reconhecer que pessoas com TDAH, autismo, dislexia ou outras condições podem ser valorizadas por suas habilidades singulares, e não “corrigidas” ou “ajustadas”.

Legislação e fiscalização: incentivar que órgãos trabalhistas e jurídicos atuem com rigor em casos de abuso psicológico no trabalho.


Texto produzido com inteligência artificial.
Fonte: Instagram
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

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