quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Resíduo visual: o que é e por que faz tanta diferença na vida de quem tem baixa visão

Quando falamos em deficiência visual, muita gente imagina apenas dois extremos: “enxerga” ou “não enxerga”. Mas a realidade é bem mais ampla. Um conceito muito importante — e pouco explicado — é o resíduo visual.

O que é resíduo visual?

Resíduo visual é a parte da visão que ainda permanece em uma pessoa com baixa visão. Ou seja: não é cegueira total, mas também não é uma visão considerada “normal”, mesmo com óculos comuns.

Esse resíduo pode permitir que a pessoa:


  • perceba luz e sombra;

  • identifique formas grandes e contornos;

  • reconheça cores (principalmente com bom contraste);

  • enxergue melhor de perto ou de longe (dependendo do caso);

  • tenha visão “falhada”, com pontos cegos ou campo visual reduzido.

E um detalhe essencial: cada pessoa tem um resíduo visual diferente. Por isso, comparar é injusto e confuso.

Por que esse “restinho” importa?

Porque ele pode ser aproveitado com estratégia, trazendo mais autonomia e menos cansaço no dia a dia. Em muitos casos, pequenos ajustes mudam tudo:

  • contraste alto (texto escuro em fundo claro ou o contrário);

  • fonte grande e limpa, sem enfeites;

  • boa iluminação (sem reflexos);

  • organização visual (menos poluição e mais espaçamento);

  • recursos como lupa, óculos especiais, ampliadores, telescópios;

  • no celular: zoom, alto contraste, tamanho do texto, leitor de tela e lupa digital.

Mitos que atrapalham (e machucam)

1) “Se tem resíduo visual, então não é deficiência.”

Errado. A pessoa pode enxergar algo e ainda assim ter limitações importantes para ler, atravessar rua, reconhecer rostos, perceber degraus, placas e obstáculos.

2) “Se um dia enxergou melhor, está ‘fazendo drama’.”

O resíduo visual pode variar com iluminação, fadiga, estresse, dor, pressão ocular, ambiente e até horário do dia. Não é “desculpa”: é condição real.

3) “É só colocar óculos.”

Muitas causas de baixa visão não se resolvem com óculos comuns. O que ajuda é uma combinação de recursos e adaptações.

Resíduo visual não é “vantagem”, é direito a acessibilidade

A pergunta certa não é “quanto você ainda enxerga?”, e sim:
“O ambiente está acessível para você usar o que enxerga?”

Acessibilidade visual é:

  • letra legível e contraste;

  • sinalização clara;

  • atendimento respeitoso (sem interrogatório);

  • material em formatos alternativos (ampliado, digital acessível, áudio);

  • tempo e condições para a pessoa realizar tarefas com segurança.

Para fechar: a visão que sobra também merece respeito

Resíduo visual não é “meia deficiência”. É uma forma de perceber o mundo que exige adaptação, acolhimento e inclusão.

Se você convive com alguém com baixa visão, um bom começo é simples:
pergunte o que ajuda e o que atrapalha, sem julgar.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Cientista brasileira lidera pesquisa que devolveu parte dos movimentos a seis pessoas com lesão medular

Uma pesquisa desenvolvida em universidade pública brasileira, em parceria com a indústria farmacêutica nacional, voltou a chamar atenção por um motivo raro (e profundamente humano): seis pessoas com lesão medular completa apresentaram recuperação de movimentos em diferentes graus após receberem um tratamento experimental aplicado diretamente na área lesionada da medula espinhal. A linha de pesquisa é liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, e envolve uma substância conhecida como polilaminina (ou polylaminin), produzida a partir de proteínas presentes na placenta. [1][2]

Para a comunidade de pessoas com deficiência (PCDs) — especialmente quem vive com paraplegia e tetraplegia — a notícia traz esperança, mas também exige cuidado: não se trata de “cura”, nem de tratamento disponível ao público. É ciência em etapa inicial, com critérios rígidos, necessidade de novos estudos e validação regulatória.


O que foi observado até aqui

De acordo com relatos divulgados em reportagens e comunicados institucionais, o grupo acompanhou pacientes com lesão medular completa (classificação A), em geral em contexto de trauma recente. Em um conjunto inicialmente citado como oito casos, dois pacientes não sobreviveram às consequências do trauma; entre os seis sobreviventes, houve ganhos motores variáveis — desde movimentos em membros inferiores, melhora de tronco e membros superiores, até maior controle funcional para atividades do dia a dia. [1][2]

Um ponto importante, especialmente para evitar desinformação: os próprios textos de divulgação destacam que a recuperação, quando ocorreu, foi gradual e esteve associada a reabilitação intensa. A história pública mais conhecida é a de um paciente que relata ter começado com um pequeno movimento do dedão do pé, semanas após o procedimento, e evoluído ao longo do tempo. [1][2]


O que é a polilaminina e por que ela interessa

A explicação mais repetida pelos pesquisadores parte de um conceito simples: em uma lesão medular, a “via” que leva o comando do cérebro ao corpo é interrompida. A proposta do grupo é que a polilaminina ajude a reorganizar o ambiente da lesão, favorecendo que neurônios “abram caminho” para restabelecer, ao menos parcialmente, a comunicação interrompida. [1]

A substância se inspira na laminina, proteína muito presente em fases iniciais do desenvolvimento e ligada à organização de tecidos e comunicação celular. O trabalho descreve a produção, em laboratório, de uma espécie de “malha” (estrutura) capaz de atuar no local da lesão quando aplicada de forma direta na medula. [1][2]


O que mudou em janeiro de 2026: Anvisa autorizou o estudo clínico de Fase 1

O passo mais concreto e recente é regulatório: em 5 de janeiro de 2026, foi anunciada a autorização da Anvisa para o estudo clínico de Fase 1, com foco em avaliar segurança (não eficácia). Nessa fase, devem participar cinco voluntários, com lesão aguda completa na medula torácica (T2 a T10), ocorrida há menos de 72 horas, e com indicação cirúrgica. Os locais de realização ainda seriam definidos e informados posteriormente. [3][4][5]

Esse detalhe é essencial: a autorização não significa que o tratamento “está aprovado”. Significa que a pesquisa entrou no caminho formal para, passo a passo, responder o básico que toda pessoa tem direito de exigir: é seguro? em quais condições? com quais riscos? Só depois vem a pergunta sobre eficácia, normalmente em fases seguintes. [4][5]


Por que o Cantinho dos Amigos Especiais acompanha esse tema de perto

Porque lesão medular não é apenas um diagnóstico: é uma mudança brusca na vida, com impacto em autonomia, trabalho, mobilidade, acessibilidade, renda, saúde mental, vida familiar e participação social. Quando a ciência aponta possibilidades de recuperar função — mesmo que parcialmente — ela toca diretamente em inclusão e dignidade.

Mas há um segundo motivo: informação confiável protege pessoas com deficiência. Em temas de grande repercussão, surgem rapidamente boatos, falsas clínicas, promessas milagrosas e “atalhos” perigosos. O que existe hoje é um tratamento experimental, com critérios e etapas. Fora disso, o risco de exploração (financeira e emocional) é real.


Um alerta necessário: esperança com responsabilidade

  1. Não é um tratamento disponível para qualquer pessoa, nem “para todo tipo de lesão”. A própria autorização regulatória descreve critérios específicos (lesão aguda, janela de até 72h, segmento torácico T2–T10, etc.). [4][5]

  2. Fase 1 avalia segurança, não prova eficácia. [4][5]

  3. Uso compassivo e decisões judiciais podem existir em situações excepcionais, mas não substituem ciência e regulação — e sempre envolvem debate ético e risco. [6]

O que cabe a nós, como sociedade, é torcer pela pesquisa, cobrar investimento público e transparência, e defender que, se um dia houver comprovação e registro, o acesso seja equitativo, inclusive pelo SUS, sem deixar PCDs para trás.


Referências e perfis dos envolvidos (somente para consulta)

Referências (fontes)

[1] Registro de notícia (ReBEC/Ensaios Clínicos – gov.br) com resumo de reportagem do Jornal Nacional (G1) e descrição do estudo e do caso de Bruno Drummond de Freitas.
[2] Conselho Federal de Farmácia (CFF) – texto de divulgação sobre polilaminina e contexto do estudo na UFRJ.
[3] Ministério da Saúde (gov.br) – anúncio de aprovação do estudo clínico com polilaminina (Fase 1).
[4] Anvisa (gov.br) – nota sobre autorização de pesquisa clínica e foco em segurança na Fase 1.
[5] Agência Brasil (EBC) – cobertura do anúncio com Ministério da Saúde e Anvisa (05/01/2026).
[6] TRF3 – notícia sobre autorização judicial de uso compassivo (contexto e limites).

Perfis oficiais (redes sociais)


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

domingo, 25 de janeiro de 2026

São Paulo faz aniversário: um olhar sobre a história da acessibilidade na cidade

No dia 25 de janeiro, São Paulo celebra mais um ano de história. Fundada em 1554, a maior cidade do Brasil cresceu em ritmo acelerado, tornou-se metrópole, centro econômico e cultural do país — mas esse crescimento nem sempre caminhou junto com a inclusão das pessoas com deficiência.
Ao celebrar o aniversário da cidade, é fundamental também refletir: São Paulo é uma cidade acessível para todos? Para responder a essa pergunta, é preciso olhar para a trajetória histórica da acessibilidade no município, considerando o maior período possível com base em dados fidedignos e marcos legais.
Dos tempos da exclusão ao início da conscientização
Durante séculos, São Paulo — assim como outras cidades brasileiras — foi construída sem qualquer preocupação com acessibilidade. Pessoas com deficiência eram vistas sob uma ótica assistencialista, muitas vezes invisibilizadas e afastadas da vida social, do trabalho e da circulação urbana.
Até meados do século XX, praticamente não existiam políticas públicas voltadas à eliminação de barreiras arquitetônicas, comunicacionais ou atitudinais. Calçadas irregulares, prédios sem rampas, transporte coletivo inacessível e ausência de recursos de comunicação eram a regra.
A Constituição de 1988 e o início de uma nova era
Um ponto de virada importante ocorreu com a Constituição Federal de 1988, que passou a reconhecer as pessoas com deficiência como sujeitos de direitos, assegurando igualdade, dignidade e participação social.
Esse novo marco constitucional abriu caminho para políticas públicas e legislações específicas, que passaram a influenciar diretamente os estados e municípios — incluindo São Paulo.
Anos 2000: as primeiras leis de acessibilidade
No início dos anos 2000, duas leis federais tiveram impacto direto na organização urbana paulistana:
Lei nº 10.048/2000 – garantiu prioridade de atendimento às pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida;
Lei nº 10.098/2000 – estabeleceu normas gerais de acessibilidade em espaços públicos, edificações, transportes e comunicação.
Embora ainda limitadas e pouco fiscalizadas à época, essas leis iniciaram um processo de adaptação gradual da cidade.
Transporte acessível: avanços importantes em São Paulo
São Paulo se tornou referência nacional em alguns aspectos do transporte acessível:
Ônibus urbanos: ao longo das décadas de 2000 e 2010, a frota passou por ampla adaptação, com veículos de piso baixo, elevadores e espaços reservados;
Bilhete Único Especial: garantiu gratuidade no transporte público para pessoas com deficiência;
Serviço Atende+: transporte porta a porta, gratuito, voltado a pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida.
No metrô, inaugurado em 1974, as primeiras estações não foram projetadas com acessibilidade plena. Com o passar do tempo, elevadores, rampas, piso tátil, mapas táteis e protocolos de atendimento foram sendo incorporados. Hoje, todas as estações do metrô contam com recursos de acessibilidade.
Na CPTM, os avanços também ocorreram, mas ainda de forma desigual, com estações antigas que seguem em processo de adaptação.
2015/2016: a Lei Brasileira de Inclusão como divisor de águas
A promulgação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) representou um verdadeiro marco histórico.
A LBI consolidou o conceito de acessibilidade como direito fundamental, indo além das rampas e elevadores. Passou a abranger também:
comunicação acessível;
informação;
educação;
cultura;
trabalho;
participação social.
A partir da LBI, São Paulo foi legalmente obrigada a rever práticas, serviços e políticas públicas sob a ótica do desenho universal.
Espaços públicos, cultura e comunicação
Nos últimos anos, a cidade passou a investir mais em:
adaptação de prédios públicos;
oferta de intérpretes de Libras em eventos oficiais;
materiais acessíveis;
programas de conscientização sobre direitos das pessoas com deficiência.
Ainda assim, calçadas irregulares, falta de fiscalização, barreiras atitudinais e desinformação continuam sendo desafios cotidianos.
Celebrar São Paulo é também cobrar inclusão
Ao comemorar o aniversário de São Paulo, é justo reconhecer os avanços conquistados com muita luta do movimento das pessoas com deficiência. Mas também é necessário lembrar que acessibilidade não é favor, é direito.
Uma cidade verdadeiramente moderna é aquela que permite que todas as pessoas circulem, estudem, trabalhem, participem da cultura e vivam com autonomia e dignidade.
Que os próximos aniversários de São Paulo sejam celebrados com menos barreiras e mais inclusão — porque uma cidade só é grande quando cabe todo mundo.

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial.
Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Reforma Tributária amplia isenção para carro PcD: teto sobe e troca pode ser mais rápida

A regulamentação mais recente da Reforma Tributária do consumo trouxe mudanças relevantes para pessoas com deficiência (PcD) na compra de veículo com benefício fiscal — tema que mexe diretamente com autonomia, mobilidade, segurança e também com o bolso de quem precisa do carro no dia a dia

Nas últimas semanas, o assunto voltou a ganhar força porque o Congresso aprovou ajustes na regulamentação e, em janeiro de 2026, o governo federal sancionou etapa importante da reforma ligada ao IBS (novo imposto que substituirá ICMS/ISS na transição).


O que muda para PcD na prática (os pontos que mais importam)

1) Teto da isenção “cheia” sobe para R$ 100 mil

A mudança mais comentada é a atualização do teto de isenção integral, que passa de R$ 70 mil para R$ 100 mil. Isso tende a ampliar o acesso a modelos mais atuais — inclusive com itens de segurança que viraram “quase obrigatórios” para muita gente (controle de estabilidade, mais airbags, assistências de condução etc.).

2) Prazo mínimo para trocar o carro com benefício pode cair de 4 para 3 anos

Outra mudança relevante: a regra passa a permitir nova compra com isenção após 3 anos, em vez de 4. Para muitas famílias, isso ajuda a reduzir custo de manutenção pesada, melhora o planejamento e pode impactar o valor de revenda do seminovo.

3) O limite máximo do valor do veículo segue em R$ 200 mil

Mesmo com o teto de isenção integral subindo, permanece o limite de preço público do veículo elegível às regras do benefício (frequentemente citado como R$ 200 mil). Ou seja: o “desconto cheio” fica mais alto, mas o carro ainda precisa estar dentro das regras de enquadramento.


Por que isso é importante (e por que PcD comemorou)

Nos últimos anos, a combinação de inflação automotiva + saída de linha de modelos de entrada fez com que o teto antigo ficasse “para trás”. Resultado: muitas pessoas PcD passaram a ter dificuldade de encontrar veículos novos dentro do benefício integral. A atualização para R$ 100 mil aparece justamente como tentativa de aproximar o benefício da realidade do mercado.


Atenção: Reforma Tributária não “resolve tudo” sozinha

É essencial separar as coisas:

  • Reforma Tributária (IBS/CBS): cria/organiza os novos tributos do consumo e uma transição longa.
  • Isenções atuais (ICMS/IPI e regras estaduais, como IPVA): continuam existindo com procedimentos próprios, que variam por estado e exigem documentação, laudos e sistemas específicos.

Na prática: o direito e o acesso ao benefício dependem de regras, prazos de transição e operacionalização (e isso nem sempre “muda do dia pra noite”).


Dicas para a comunidade PcD (antes de fechar compra ou “cair em promessa”)

  1. Confirme a regra vigente no seu estado (principalmente ICMS/IPVA), porque procedimentos e exigências variam.
  2. Desconfie de “isenção garantida sem laudo” ou de intermediários pedindo pagamento adiantado para “liberar sistema”.
  3. Guarde tudo por escrito: laudos, protocolos, prints de sistemas, e-mails e propostas.
  4. Se possível, procure orientação especializada (advocacia, associações PcD e canais oficiais).

Conclusão

A ampliação do teto e a redução do prazo de troca sinalizam um movimento de atualização do benefício PcD para a realidade do mercado e podem representar um ganho concreto de qualidade de vida — especialmente para quem depende do carro como extensão da própria acessibilidade.

No entanto, o tema exige atenção: há transição tributária, detalhes técnicos e diferenças entre tributos federais e estaduais. A melhor estratégia é acompanhar as normas, conferir a regra do seu estado e evitar “atalhos” que viram dor de cabeça.


Perfis e fontes (envolvidos e acompanhamento nas redes)

Parlamentares e atores citados no debate legislativo

  • Deputada Renata Abreu (Instagram): @renataabreu.2020
  • Deputado Duarte Jr. (Instagram): @duartejr_
  • Senadora Mara Gabrilli (Instagram): @maragabrilli
  • Deputado Reginaldo Lopes (Instagram): @reginaldolopesmg

Acompanhamento institucional (para checar tramitação e texto oficial)

  • Agência Câmara Notícias (notícias e contexto de votação):
  • Senado Notícias (tramitação e sanção / regulamentação):
  • Governo Federal / Planalto (sanção e agenda oficial):

Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Prudence: um leitor de tela que amplia caminhos para a inclusão digital

A tecnologia só cumpre seu verdadeiro papel quando inclui, e não quando cria novas barreiras. Para pessoas com deficiência visual, os leitores de tela são ferramentas essenciais para garantir acesso à informação, comunicação e autonomia no uso do celular.

É nesse contexto que surge o Prudence, um leitor de tela que vem despertando o interesse de muitos usuários por sua proposta de acessibilidade.

O que é o Prudence?

O Prudence é um leitor de tela desenvolvido para auxiliar pessoas com deficiência visual na navegação pelo smartphone.
Por meio de comandos de voz e leitura sonora dos elementos exibidos na tela, ele permite que o usuário interaja com aplicativos, menus, mensagens e configurações do aparelho.

Assim como outros leitores de tela, o Prudence transforma o conteúdo visual em informação auditiva, possibilitando mais independência no uso do celular.

Para quem o Prudence pode ser útil?

O Prudence pode beneficiar especialmente:

  • Pessoas cegas
  • Pessoas com baixa visão
  • Usuários idosos com dificuldade de leitura
  • Pessoas em processo de reabilitação visual
  • Familiares e cuidadores que auxiliam no uso do celular

A acessibilidade digital não atende apenas a um grupo específico — ela melhora a experiência de todos.

Como funciona um leitor de tela na prática?

Leitores de tela, como o Prudence, funcionam identificando os elementos da interface do celular (botões, textos, links, campos de formulário) e lendo essas informações em voz alta.
O usuário navega utilizando gestos, toques específicos ou comandos configurados, recebendo retorno sonoro a cada ação.

Isso permite, por exemplo:

  • Ler mensagens
  • Navegar nas redes sociais
  • Acessar aplicativos
  • Ajustar configurações do aparelho
  • Utilizar serviços digitais com mais autonomia

O Prudence é fácil de usar?

Essa é uma pergunta comum — e necessária.
A experiência de uso de qualquer leitor de tela varia conforme o perfil do usuário, seu grau de familiaridade com tecnologia e o tempo de adaptação.

Por isso, tutoriais claros e objetivos são fundamentais para que a pessoa com deficiência visual possa experimentar a ferramenta com mais segurança e tranquilidade.
Aprender no próprio ritmo faz toda a diferença.

A importância de conhecer e testar novas ferramentas

Não existe uma única solução que funcione igualmente para todos.
Cada pessoa com deficiência visual tem suas próprias necessidades, preferências e limitações.

Conhecer alternativas como o Prudence permite:

  • Comparar recursos
  • Avaliar a adaptação pessoal
  • Escolher a ferramenta que melhor atende à sua realidade

A inclusão digital passa, também, pelo direito de escolher.

Acessibilidade é mais do que tecnologia

Falar sobre leitores de tela é falar sobre dignidade, autonomia e participação social.
Quando uma pessoa com deficiência visual consegue acessar informação, serviços e comunicação de forma independente, ela ocupa seu lugar no mundo com mais igualdade.

No Cantinho dos Amigos Especiais, acreditamos que compartilhar esse tipo de informação é uma forma concreta de promover inclusão.


Onde encontrar mais informações?

📲 Publicamos em nosso Instagram um tutorial prático sobre o Prudence, explicando seu funcionamento de forma simples e acessível.
👉 Vale a pena assistir, compartilhar e indicar para quem pode se beneficiar.


Texto e imagem produzidos com inteligência artificial. Autor responsável: José Eduardo Thomé de Saboya Oliveira.

Colaboração (tutorial em vídeo): Anderson Wagner Santos.