segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Vale(u) a pena "chiar"!


Quando se fazem críticas a alguém como as que fizemos na última postagem, é porque existem razões de sobra para isso e, além do mais, é interessante que outras pessoas nas mesmas condições saibam pelo que passamos para não terem os mesmos aborrecimentos. Por outro lado, quando são tomadas medidas no sentido de modificar o que mereceu nossas críticas, é justo e necessário fazermos os devidos elogios.

Sexta-feira (18), voltamos ao HSBC Brasil,  para assistirmos ao show da maravilhosa cantora Beth Carvalho. Poderíamos tecer todos os elogios que o show e as músicas do novo CD merecem, mas isso é assunto para outros espaços na Rede. Aqui, o que gostaríamos de elogiar é a mudança radical no tratamento às pessoas com deficiência por parte do HSBC Brasil.

Logo na entrada, dois soldaos do Corpo de Bombeiros nos auxiliaram no desembarque do táxi, levando-nos até a entrada do HSBC Brasil. Lá chegando, fomos recebidos pela própria gerente (a mesma moça que nos socorreu - sim, a palavra é essa! - da outra vez). Ela viu nossos ingressos e, percebendo que não era um dos locais mais adequados para pessoas nas nossas condições, providenciou, imediatamente, uma mesa mais próxima ao palco, aos sanitários, enfim: um local que se pode dizer privilegiado. Diga-se de passagem que o atendimento por parte dos garçons também melhorou consideravelmente. Cantamos, dançamos, nos divertimos com todo o conforto e segurança durante todo o show. Na saída, vieram novamente os dois bombeiros para nos conduzirem até a saída do teatro e aguardaram conosco a chegada do táxi que nos levaria de volta para casa.

Só nos resta agradecer à equipe do HSBC Brasil (a pessoa a quem nos referimos sabe que é a ela que nos dirigimos) de duas formas: em nosso nome, por toda a atenção a nós dispensada. E em nome da população em geral, pelos problemas que ela deixará de ter devido a tudo o que vocês fizeram para melhorar a casa.

Conclusão: leitores, quando vocês passarem por situaçõe perigosas e/ou constrangedoras em qualquer evento / estabelecimento público, façam como nós: comuniquem-se por todos os canais possíveis. Alguém, em algum lugar, de algum jeito, irá ouvi-los, espalhando o apelo que, de algum jeito, vai chegar aos ouvidos de quem deve. Senhores proprietários / administradores de estabelecimentos destinados ao grande público, estejam atentos à "voz rouca das ruas e das redes". É o melhor canal para vocês saberem como anda, de fato, o serviço oferecido por vocês.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Desafinados?

"(...)no peito dos desafinados, também bate um coração." (João Gilberto / Tom Jobim)

Certo cidadão e sua companheira, já com um bom tempo de relacionamento, tiveram a ideia de, pela primeira vez, sair pela maior cidade da América Latina à procura de um lugar, onde, digamos assim, pudessem acrescentar ao namoro aquela pimentinha que o dia-a-dia, por vários motivos, não lhes permite saborear..

Como quis o destino que nenhum dos dois dirigisse, o jeito foi contar com a amizade de um taxista que, para eles, já nem é mais um simples profissional do volante, dada a freqüência com que solicitam seus serviços (afinal - convenhamos - , é bem mais fácil contar com a amizade de um motorista que com uma "forcinha" de um amigo ao volante. Sem contar com a discrição do primeiro, quase nunca presente no segundo.

Resolvida a questão "logística", teve início a saga da busca. O objetivo era encontrar uma "love house" com as condições mínimas necessárias a um casal com certas exigências em termos de acessibilidade. Não dá para dizer se foi mais difícil encarar as barreiras arquitetônicas dos locais ou as barreiras impostas, já nas "recepções", por pessoas que pareciam jamais haver visto alguém com qualquer tipo de limitação física ou sensorial. Quando indagadas sobre se havia, nos estabelecimentos, acomodações para "pessoas com necessidades especiais", dava tristeza ver as caras de espanto. Mais triste ainda era ver, em alguns, a nítida vontade de colocar dali para fora aqueles "seres estranhos", diferentes da população dita "normal", cuja procura era tanta que lhes permitia tratar com desdém as pessoas "fora do padrão". Faltou pouco para perguntarem o que um casal "com limitações" fazia ali. Como diz um amigo meu, isso não é recepção....é decepção.

A cena constrangedora repetiu-se em, pelo menos, cinco dos seis estabelecimentos visitados.  Justiça seja feita, pelo menos em um deles, a pessoa que os recebeu convidou-os a visitar as instalações e lamentou não lhes poder proporcionar as condições de que necessitavam. Se essa pessoa trabalhasse no último local visitado, talvez até fizesse por onde os planos darem certo. Mas....

De volta para casa, já meio desanimados, resolveram os dois apelar para a Internet.  Pelo que sei, conseguiram achar um local que, pelo menos a julgar pelas fotos publicadas no site, tem as características que os dois procuram. Mas isso, só conto a vocês quando eles me contarem como foi o que ainda será.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Miss MG enfrenta doença sem cura que leva à cegueira


A Miss Minas Gerais, Janaína Barcelos, conquistou o segundo lugar no concurso Miss Brasil. A concorrente precisou de muito mais que simpatia e beleza para ganha o concurso. Ela sofre de uma doença rara e já tem grande parte da visão comprometida. Para desfilar, Janaina precisa decorar os caminhos e obstáculos da passarela.



Fonte: TV Record

terça-feira, 8 de outubro de 2013